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sábado, 25 de julho de 2009

Últimos júris...

Esta foi a última semana que acompanhei os Centros Novas Oportunidades nas sessões de júri como Avaliador Externo. Cada vez mais considero fundamental a valorização deste momento, quer para os adultos, quer para as próprias equipas.

Estive presente no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda, para a primeira sessão de júri de nível Secundário. Ao longo dos anos acompanhei vários momentos destes, sendo de destacar a capacidade de adaptação e consistência que a equipa demonstrou, tendo realizado um trabalho muito positivo para a valorização pessoal e social do processo, assim como, do momento em si para cada um dos adultos.

Estive também presente e mais um júri de nível básico do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Quero destacar a evolução muito positiva que encontrei no modelo da sessão de júri, assim como, das apresentações finais dos adultos que se revelaram muito completas e muito interessantes. Parabéns à equipa pela melhoria e capacidade de evolução positiva.

Fui convidado para estar presente em dois dias diferentes, em sessões de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o excelente trabalho que a Dra. Marília e Dra. Helena desenvolveram, assim como, a dedicação com que o mesmo foi realizado. Sem dúvida que o sucesso e excelência deste centro se encontra numa equipa com um elevado sentido de profissionalismo e orientação para a aprendizagem ao longo da vida para cada um dos adultos o que faz, em conjunto com o trabalho desenvolvido pelos formadores e coordenação, toda a diferença. Parabéns pelo trabalho realizado.

Estive presente numa sessão de júri de nível básico e na primeira certificação de nível Secundário do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Quero deixar uma palavra de parabéns pela excelência do trabalho realizado para o primeiro momento de certificação de nível Secundário que a equipa levou a cabo e para o adulto que concluiu o seu processo de RVCC. Sem dúvida que um trabalho de rigor, exigência e qualidade promove, como é o caso, o reconhecimento social do processo. Parabéns!

Estive também presente numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Tenho que destacar uma adulta que, aos 65 anos, terminou o seu processo para o nível B1, isto é, a equivalência ao 1.º Ciclo (4º ano). Pela sua dedicação e com o profissionalismo da equipa foi um dos momentos mais interessantes e significativos para muitos dos que assistiram a esta sessão. A força de vontade, o estudo e o trabalho conjunto mostrou que nunca é tarde para aprender!

Estive ainda presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Uma das questões fundamentais para o sucesso do trabalho realizado por um centro está na interligação entre os elementos da equipa, assim como, entre estes e os adultos. Tenho que destacar esse lado positivo do trabalho desenvolvido por este centro visto, a ligação entre os adultos e a escola ser um aspecto muito positivo, recolocando a aprendizagem ao longo da vida no caminho de cada um dos candidatos que terminaram nesse dia o seu percurso de reconhecimento de competências. À equipa os meus sinceros parabéns pelo trabalho realizado.

Por último estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades do NERGA. Tenho que referir a excelência do trabalho realizado por este centro. Quer ao nível do rigor na implementação do processo de RVCC, quer por via da aprendizagem em contexto e desenvolvimento de competências, assim como, pela promoção do reconhecimento social do próprio processo na comunidade onde se insere. Uma equipa dinâmica, rica em boas práticas e competente leva a cabo um trabalho de reconhecida qualidade e valorização para os adultos. Ficam aqui disponíveis as fotografias do encontro "radical" que este centro organizou recentemente. Vale a pena a visita.

Por fim, os meus sinceros parabéns a todos os adultos que terminaram o processo nestes momentos. Que este seja um passo efectivo para um caminho de qualificação!

Sendo este o último post que escrevo sobre as sessões de júri, quero deixar os meus sinceros parabéns a todas as equipas e a todos os adultos desejando sucesso para os seus projectos e para o futuro! Parabéns e obrigado por tudo!

sábado, 18 de julho de 2009

Júris, rigor e qualificações...

Uma sessão de júri é sempre um momento em que o adulto se revela como pessoa, como profissional e acima de tudo, na sua posição e atitude face ao conhecimento e à aprendizagem. É desta visão que parte, muitas vezes, a análise de capacidades para o desenvolvimento futuro.

Estive presente, a convite da equipa do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira, na primeira sessão de certificação para o Nível Secundário. Tenho que destacar o trabalho sólido e estruturado que a equipa levou a cabo. Tendo realizado uma reunião presencial e acompanhado o trabalho, foi com surpresa que registei duas boas práticas que devem ser destacadas e são uma mais-valia muito interessante para o processo de RVCC. São elas, a confrontação final (num processo de auto-avaliação) do adulto face ao perfil de competências para a certificação de nível Secundário (presente no referencial de competências-chave) e a apresentação num pequeno vídeo, após a sessão de júri, de registo (em jeito de entrevista) a familiares e colegas de trabalho dos adultos. Fiquei, sem dúvida, muito positivamente surpreendido pelo bom trabalho realizado para esta primeira sessão. Desejo, para o futuro, sucesso a todos!

Estive presente também numa sessão de júri de nível Secundário, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Quero destacar o trabalho que esta equipa faz na procura, com os adultos, de processos de qualificação pós certificação que se revela uma mais-valia fundamental para o trabalho realizado. Sem dúvida que a consolidação do trabalho realizado e a credibilização do próprio processo em si passa por este ganho de consciência que a equipa realiza na importância da Aprendizagem ao Longo da Vida. Destaco também a abertura deste centro que sempre acolhe equipas de outros centros (neste dia, do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia) para troca de ideias, práticas e experiência.

Estive ainda presente numa sessão de júri de nível Secundário no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. O excelente trabalho do Dr. João Henriques, levou a que os adultos, apresentando as suas competências de forma transversal fossem um pouco mais longe. Tenho a destacar a apresentação de uma adulto, que pela sua paixão pelas “coisas do mar” nos levou um registo de história de vida de um familiar, no inicio do século passado, a que chamou de “um processo de RVCC” onde nos mostrou a caminhada de um marinheiro de moço a capitão de mar. São estes registos que mudam a nossa forma de ver o processo e o valorizam na sua essência.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Tive o prazer de conhecer um leitor deste espaço, o Pedro. Tive também o prazer de assistir a apresentações interessantes que me levaram a histórias de vida muito curiosas, quer pela sua essência, quer pela potencialidade de abertura de uma qualificação futura. Tenho que destacar o excelente trabalho que a equipa realizou na adequação do Plano de Desenvolvimento Pessoal, cujo modelo um dia aqui publiquei, e que o eleva a uma estratégia consolidada e essencial para o próprio processo de RVCC.

Estive ainda presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Tenho referido aqui o excelente trabalho que esta equipa desenvolveu, quer por via da utilização das ferramentas da Web 2.0, quer pela aprendizagem associada ao processo que desenvolve. No entanto, penso que será necessário que a equipa repense algumas das suas práticas para reforço da qualidade global da sua intervenção e manutenção dos níveis de rigor que a definem. O desafio da qualificação passa pela capacidade de orientação para percursos de qualificação para os adultos, tal como, para a sua certificação que não deve ser vista como um fim, mas também no caminho escolhido para esse mesmo fim, adequando individualmente cada processo a cada adulto de acordo com os benefícios finais potencialmente mais válidos nos seus contextos pessoais, profissionais e sociais.

Por último, uma sessão de júri no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Tenho que destacar o Sr. José, adulto que demonstrou uma capacidade de reflexão e de resposta aos desafios que lhe foram colocados no decurso da sessão de júri que, na sua (aparente) calma conseguiu superar com uma inteligência e capacidade de resposta muito interessante. Destaco também o trabalho que a equipa desenvolveu em cada sessão de júri para efectiva valorização do momento, assim como, do processo de RVCC como via aberta para um caminho de qualificação durante e após o processo.

Termino, como sempre, com uma palavra de sinceros e sentidos parabéns pelo trabalho e pela conclusão de uma etapa, para cada um dos adultos que terminaram o seu processo nestas sessões de júri. Sinceramente, os meus parabéns!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Roteiro Metodológico: Sessões de Júri - Apresentação

É hoje apresentado "A sessão de júri de certificação: momentos, actores, instrumentos - Roteiro Metodológico". Tendo tido participação na sua autoria não posso deixar de referi que espero que este documento seja visto por todos como um recurso com exigência, rigor e valorização para o processo de RVCC. Não é, de todo, uma abordagem fácil de implementar, no entanto, pela prática registo a sua utilidade, pertinência e coerência no reforço do reconhecimento social do processo de RVCC. Aqui fica o documento:
Roteiro

sábado, 4 de julho de 2009

Júris, encontros e reflexões...

Se o caminho se faz caminhando, o desafio de qualidade e do reconhecimento social do processo de RVCC faz-se pela dedicação constante daqueles que, nos Centros Novas Oportunidades, dão o seu melhor em cada momento procurando soluções para cada um dos adultos que procuram vias para a conclusão de um percurso de qualificação.

Estive presente numa reunião de preparação para um júri de nível Secundário com a equipa do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Numa primeira abordagem ao processo a troca de ideias e reflexões conjuntas entre a equipa e o Avaliador Externo é fundamental para a articulação entre todos, assim como, a aprendizagem conjunta. Quero dar os parabéns à equipa pela abertura, assim como, pela análise realizada, pela qualidade do trabalho que se revela um bom ponto de partida para a uma melhoria contínua.

Estive também presente, em dias diferentes, em sessões de júri de nível Secundário e de Nível Básico, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Embora com um volume de trabalho sempre crescente, tenho que destacar o profissionalismo e dedicação do Dr. João, Dra. Helena, Dra. Marília e Dra. Carina, profissionais de RVCC, assim como à equipa de formadores que conseguiram um trabalho de elevada qualidade sem nunca esquecerem a humanidade e a informalidade positiva que lhes é característica e que marca, muito qualitativamente, a diferença.

A convite da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia, estive presente numa sessão de júri para o nível básico. Gostava de destacar aqui o facto de nesta sessão ter estado presente um ilustre participante, o Sr. Manuel, que do alto da sua idade muito respeitável, deu a todos uma lição da importância da aprendizagem ao longo da vida. Este senhor, utente de uma das instituições onde uma das adultas trabalhava, idoso no corpo mas não no espírito, deixou uma mensagem importante para todos, sobre o valor dos saberes aprendidos na e com a escola.

Estive ainda presente numa sessão de júri a convite do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Quero destacar a consolidação e qualidade do projecto que a equipa deste centro tem vindo a desenvolver. Fica uma palavra de sinceros parabéns à Dra. Alice, coordenadora, à Dra. Maria João e Dra. Vânia e a todos os formadores pelo trabalho de excelência que desenvolvem neste momento com todos os adultos, integrando um projecto assente na valorização do processo de RVCC com vista à qualificação efectiva dos adultos no e após o processo.

Por fim, estive presente no encontro na ETP Sicó para acompanhamento e monitorização de Centros Novas Oportunidades promovido pela Direcção Regional de Educação do Centro. Registei e consolidei algumas ideias. A primeira é a necessidade de desmistificar os prazos de realização do processo. Outra, passa pela urgente mudança de discurso entre os centros com vista à efectiva possibilidade de trabalho em rede, processo esse que ainda está longe de ser conseguido. Deixo a apresentação em formato de PowerPoint que realizei (é de mais fácil visionamento se feito o download).

Por fim, para cada um dos adultos que terminaram o processo de RVCC nestas sessões de júri, os meus sinceros e sentidos parabéns, com votos de que esta certificação seja uma porta aberta para a qualificação e melhoria quer a nível pessoal, quer a nível profissional! Parabéns!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Roteiro Metodológico: Sessões de Júri

«A Agência Nacional para a Qualificação, I.P. (ANQ) apresenta, no dia 7 de Julho, pelas 14h45, na Fundação Calouste Gulbenkian - Auditório 2, em Lisboa, a publicação "A sessão de júri de certificação: momentos, actores, instrumentos - roteiro metodológico".
De acordo com o programa, este evento será aberto por Maria do Carmo Gomes, Vice-Presidente da ANQ.
Seguir-se-á uma intervenção de enquadramento e de apresentação da publicação da autoria de Maria Francisca Simões (Directora do Departamento de Coordenação e Gestão da Rede de Centros Novas Oportunidades da ANQ).
A título de comentário, Artur Dagge, avaliador externo, desenvolverá o tema "A identidade e o papel do avaliador externo nos processos de RVCC".
O encerramento estará a cargo de Luís Capucha, Presidente da ANQ.
Esta sessão tem como destinatários prioritários os membros das equipas técnico-pedagógicas dos Centros Novas Oportunidades e avaliadores externos.
A publicação "A sessão de júri de certificação: momentos, actores, instrumentos - roteiro metodológico" tem como objectivo contribuir para o reforço da qualidade e rigor técnico da etapa de certificação, nomeadamente da realização da sessão de júri de certificação dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências.»
Fonte: ANQ.

A questão dos Júris Parciais: um desafio.

Tenho assistido a um debate emergente sobre a dificuldade de aceitação das certificações parciais. Há, de facto, um trabalho urgente a ser realizado.

Se por um lado as equipas fazem sempre um acto de reflexão ao pensarem que ainda podiam fazer algo mais para apoiar os adultos na tentativa de uma certificação total, a verdade é que, a dedicação que colocam no seu trabalho leva, muitas vezes, a que esse apoio vá muito além do que lhes é pedido e já reflicta esse verdadeiro e constante apoio dado aos candidatos.

Por outro lado, a não compreensão por parte dos adultos face à proposta de uma validação parcial assenta, muitas das vezes, numa premissa completamente errada. A ideia é simples e precisa ser desconstruída. È a concepção simples de que, ir para uma certificação parcial, é sinónimo de não ter competências ou “falhar” novamente. Se uma equipa de um Centro Novas Oportunidades reflectir com o adulto acerca das inúmeras hipóteses de percursos de qualificação que existem neste momento e estas forem pensadas em função do tempo, da oportunidade e da pertinência para o adulto, a consolidação da ideia de vários percursos para um mesmo fim pode ganhar força e minimizar o conceito inicial que muitos adultos produzem e que já referimos.

Reforçamos ainda a ideia de que urge consolidar as redes de cooperação entre Centros Novas Oportunidades. Com a criação de clusters que o processo de implementação da auto-avaliação dos centros está a promover, estes devem ver neste factor uma oportunidade para co-relação entre si. A verdade é que os adultos ainda jogam com o conceito “é mais fácil naquele centro” mas a verdade é que, se existir uma rede de cooperação entre centros por proximidade (geográfica ou de interesse) este factor é diminuído no seu efeito junto do público-alvo.

Fica mais uma reflexão.

sábado, 27 de junho de 2009

Histórias de Vida, Exemplos e o Processo RVCC

Ao analisar o conjunto de histórias de vida que nos últimos anos tenho acompanho, como Avaliador Externo, penso que a vontade de “regresso” à escola, tantas vezes desejado e tantas vezes adiado, surge inevitavelmente ligado ao processo de RVCC como o cumprimento de uma meta, tantas e tantas vezes, mais pessoal do que social ou profissional.

Tenho por hábito neste dia partilhar as sessões de júri em que estive presente. Hoje farei algo diferente. Partilharei duas reflexões.

O Sr. Manuel foi adulto que frequentou o processo de RVCC do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. O Sr. Manuel tinha uma história de vida que passava por muitos anos em França, como muitos outros. A sua história foi contada em imagens, com orgulho e com brio. O seu anseio de contar e mostrar o que havia construído, de casas a hospitais, de rotundas a um cachimbo gigante, tudo servia para mostrar o imenso desejo de cumprir o sonho de “não morrer com a 4ª classe”. A sua vontade de aprender mais era um exemplo para muitos outros. O seu “regresso” à escola foi o cumprir de uma meta traçada há muitos anos.

“Vou aqui fazer a apresentação como se fosse para a disciplina que deixei em atraso há 30 anos”. E começou a sua apresentação sobre contabilidade da associação a que fazia parte como tesoureiro. O adulto que frequentou o processo de RVCC no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada, só queria essa oportunidade. A de concluir aquela apresentação como se fosse para as disciplinas de Contabilidade, Matemática e Francês que ficaram por fazer no Curso Geral de Administração e Comércio que havia abandonado naquela mesma escola há muitos anos atrás.

Não podia deixar de partilhar estas histórias, deixando uma palavra de reconhecimento às equipas pelo trabalho que fazem na recuperação destes caminhos interrompidos, assim como, a cada um dos adultos que termina o seu processo de RVCC. Parabéns a todos!

sábado, 20 de junho de 2009

Reuniões, Sessões de Júri e Competências em Acção

As alterações que um movimento de Educação e Formação de Adultos, como a Iniciativa Novas Oportunidades vem trazer em vários contextos não podia ser previsto. A capacidade de pensar o que se altera na vida de cada uma das pessoas que completa uma via de qualificação e o impacto que esta tem na rede de relações pessoais e profissionais que são estabelecidas nunca é previsível. No entanto, urge que, entre as instituições públicas essa mesma articulação aconteça…

Estive presente numa sessão de monitorização e acompanhamento, promovida pela Direcção Regional de Educação do Centro, na Escola Superior de Educação de Leiria (IPL), por convite, para fazer uma pequena apresentação sobre a visão de um Avaliador Externo no âmbito da implementação da Iniciativa Novas Oportunidades, vertente adultos. Vários Centros Novas Oportunidades estiveram presentes e foi uma manhã muito interessante. Quer do ponto de vista das apresentações realizadas, destacando a visão de dois centros (IPL e Escola Secundária de Pombal) um recentemente criado e outro com alguns anos de implementação. Estes momentos de troca de experiências são fundamentais para a articulação entre práticas e equipas.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o trabalho desenvolvido por este centro no apoio e orientação pós processo que é trabalhado com cada um dos adultos com vista à sua qualificação, principalmente no que toca aos adultos em processo de nível básico. Tenho ainda que destacar a capacidade de gestão da informação sobre o percurso dos adultos após concluírem uma via de qualificação que permite uma monitorização efectiva da continuação (ou não) de percursos de formação ou qualificação pelos adultos. Esta é uma mais-valia fundamental para a valorização do processo servindo como exemplo e motivação para a aprendizagem ao longo da vida.

Por organização da Rede MAPA, estive na Escola Secundária da Mealhada, cujo Centro Novas Oportunidades, acolheu a segunda reunião presencial dos Centros que integram esta rede. Foram duas horas e meia de reflexão conjunto com vista à resolução de um problema fundamental e basilar que passa pela alfabetização e certificação de nível B1 de um total de cerca de 160 pessoas que, no seu contexto pessoal, não possuem os conhecimentos básicos de leitura e escrita. Com a presença da Dra. Cristina Milagre, em representação da Agência Nacional para a Qualificação, foi possível iniciar uma abordagem ao problema, assim como, as bases para a solução do mesmo.

Passei pela mostra de “Competências em Acção” que o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa, está a organizar. Sendo que o fiz perto das 21.00 horas, o que encontrei foi uma escola com vida. Quer a equipa, quer os adultos enchiam o hall de entrada da escola, estando presentes 4 adultos que demonstravam as suas competências e talentos, desde a pintura aos arranjos de flores. Tenho que dar os parabéns pela ideia e pela qualidade do trabalho realizado que promove uma efectiva demonstração e reconhecimento social que é fundamental para este processo.



Por último, estive numa sessão de júri, promovida pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Este júri teve lugar numa instituição, a Liga dos Amigos de Aguada de Cima. Por um lado tenho que destacar a excelência do trabalho realizado pela equipa do centro que pela dedicação, profissionalismo e mérito conseguiram promover um processo de reconhecimento de competências integrado com a promoção de uma efectiva consciencialização da importância da aprendizagem ao longo da vida. Por outro lado quero destacar e ressalvar uma imagem que registei. Uma das adultas tinha cerca de 30 anos de trabalho nesta instituição que acolhe idosos, crianças e promove um apoio social directo. Nesses 30 anos nunca a “Escola” tinha ido ao seu local de trabalho potenciando a conclusão de um percurso de qualificação escolar. Como ela, várias e vários trabalhadores desta organização terminaram nesse dia a equivalência ao nível básico. Vale a pena pensar nesta mais-valia de flexibilidade do processo que é, sem dúvida, uma das suas vertentes mais fortes. A possibilidade de adaptação e integração em contexto geográfico e profissional.

Por último, e como sempre, os meus sinceros parabéns aos adultos que terminaram o processo de RVCC nestes dias e que esta etapa seja agora seguida de muitas outras que tenham como objectivo uma aprendizagem contínua e continuada ao longo da vida.

sábado, 13 de junho de 2009

Sessão de Trabalho e Reflexões...

Muitas vezes chamamos a formação o que são momentos de apresentação de ideias. O processo formativo exige acção. É por essa acção que a aprendizagem ocorre. Se for consubstancia pela reflexão, essa acção reforça o valor do conhecimento.

Estive presente numa sessão de trabalho promovida pela Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul. Estes momentos, chamados de formação, são espaços privilegiados para o trabalho em torno do que pode ser a Educação e Formação de Adultos no contexto actual e por força da realidade que a Iniciativa Novas Oportunidades, que consegue esse mérito primeiro, de fazer profissionais da Educação e Formação pensarem e repensarem, em conjunto, estratégias, metodologias e recursos de trabalho nestes e noutros contextos. Foi interessante ver reunidos vários profissionais de vários Centros Novas Oportunidades, assim como, elementos das equipas dos Cursos de Educação e Formação de Adultos.

Deixo a apresentação que realizei, assim como, a apresentação que a Dra. Mafalda Branco realizou para partilha. Ambas são melhor visualizadas se realizado o download das mesmas.

Apresentação sobre Portefólios: JL

Apresentação sobre Portefólios: Dra: Mafalda Branco

sábado, 6 de junho de 2009

Júris e a Verdade do Processo RVCC...

A defesa da autenticidade do processo de RVCC passa pela integração de uma efectiva valorização da metodologia e exploração da História de Vida. Este é uma das bases fundamentais para um trabalho de qualidade, rigor e mudança/valorização das aprendizagens ao longo da vida por cada um dos adultos que frequenta o processo de RVCC.

Estive recentemente presente, por convite da coordenação, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cantanhede. Considero que é fundamental para um Avaliador Externo, antes de iniciar um trabalho de acompanhamento às sessões de júri, conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas equipas que acompanha. Um dos componentes resultante deste acompanhamento está relacionado com o grau de confiança no trabalho realizado. Encontrei uma equipa com um elevado grau de organização e profissionalismo e dedicada a realizar um trabalho de qualidade. Foi uma manhã de troca de ideias e reflexão conjunta sobre dúvidas conjuntas que me permitiu observar que o trabalho realizado valoriza o processo de RVCC no seu reconhecimento social, assim como, no desenvolvimento de uma consciência de aprendizagem ao longo da vida para os adultos.

Acompanhei também uma sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Uma sessão de júri, como as que a equipa já tem demonstrado ser capaz de organizar, mas desta vez com uma apresentação muito interessante pela inovação. Três adultas fizeram uma apresentação conjunta. Pode parecer estranho mas a verdade é que não se conhecendo anteriormente fizeram parte do mesmo grupo e decidiram apresentar conjuntamente a sua reflexão final sobre o processo e sobre as competências evidenciadas. A curiosidade esteve no facto de, serem as três adultas de origens nacionais diferentes, de Angola, Venezuela e Portugal e terem, em conjunto, feito uma reflexão sobre as vivências e culturas/aculturação que atravessaram nas suas vidas. Esta originalidade resultou num trabalho final muito curioso.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Quero destacar o trabalho de preparação que a equipa desenvolve com os adultos para as sessões de júri. E quero deixar uma palavra de parabéns à Dra. Carina e Dra. Marília, assim como, aos formadores pelo trabalho de estruturação de um processo efectivo de evidência e reforço de competências realizado com e para os adultos. Há, de facto, no trabalho que é realizado por esta equipa uma dedicação e aproximação/reaproximação dos adultos à escola que é de louvar, uma vez que, a aprendizagem como instrumento de melhoria das condições sociais de vida resulta, em vários exemplos observados nesta sessão, numa real melhoria do autoconhecimento dos adultos sobre a sua História de Vida.

Por último, quero destacar um momento que guardarei como o mais enriquecedor que vivi no âmbito da implementação do processo de RVCC. Estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Maximinos, em Braga. Tratou-se de uma sessão de júri para certificação de nível secundário. Devido à distância não tinha ainda reunido com a equipa para esta sessão e apenas trocado vários contactos por via de correio electrónico. A minha expectativa era elevada. Digo mais, muito elevada. Pela leitura e análise dos Portefólios encontrei uma abordagem diferente do que se tornou, mais ou menos, normal encontrar. Eram portefólios centrados na História de Vida e desconstruindo as Histórias de Vida a partir dessa linha central. Eram portefólios onde o referencial era visto, não como um instrumento de trabalho, mas como um suporte para a validação. Foi com esta abordagem que a minha expectativa foi crescendo e a minha curiosidade sobre as apresentações dos adultos e interacção com a equipa se foi adensando. E o que fui encontrar? A melhor experiência que tive como Avaliador Externo até à data e o trabalho mais autêntico que registei. Um trabalho de excelência, de rigor, de brio e de uma humanidade profundamente transformadora. Encontrei a essência do que é e deve ser um processo de RVCC e do que é e deve ser uma sessão de júri. Encontrei uma organização simples mas profundamente completa e inovadora. Da exposição de fotografia realizada em parceria com o Museu da Imagem (exposição essa sobre a escola no Estado Novo), à organização da sala que permitia uma visualização de todos e por todos, estive perante uma organização plenamente conseguida. E sobre as apresentações? À Luci, ao José e ao Carlos, adultos que terminaram o processo de RVCC só posso deixar o meu sincero obrigado. Obrigado porque me transformaram. Obrigado porque aprendi. Obrigado pelas Histórias de Vida partilhadas e pelas palavras trocadas em jeito de conversa como se a vida fosse, como dizia o Carlos, um quadro. E parabéns. Sinceros parabéns pelo tanto que nos deram. Pela capacidade que tiveram de trabalhar com a equipa e deixar fluir todo um conjunto de saberes e competências que se tornaram evidentes sem a necessidade de as forçar com um qualquer instrumento artificial. Neste momento fiquei profundamente feliz por saber que, na escola, era agora possível validar competências que a vida lhes conferiu e ver isto feito com uma verdade e qualidade que pensei nunca encontrar. Tenho que fazer o paralelo com um documento partilhado nesta sessão onde o Ministério da Educação, no ano de 1989, enviou como resposta a um destes adultos o seguinte: «Queremos esclarecer que não é competência deste gabinete (ME) certificar formações estranhas ao Ministério da Educação, bem como, reconhecer a experiência profissional.» Esta resposta foi enviada a quem, este dia, terminou o seu processo com 88 créditos. Quão longe, felizmente, estamos desta realidade hoje e quão merecidamente, nesta sessão estes adultos terminaram o seu processo com uma certificação de nível secundário. E sobre a equipa? Só quero deixar uma palavra. Essa palavra é também de obrigado. Obrigado ao Carlos (Coordenador), ao Miguel e à Ana (Profissionais RVCC), à equipa de formadoras e ao Paulo (Antigo Director do CNO que me apresentou à equipa e com esta trabalhou), por me terem mostrado que com profissionalismo, dedicação e acreditando que é possível trabalhar o processo de RVCC na sua essência com verdadeira autenticidade e qualidade se pode, de facto, mudar e transformar cada um de nós e recolocar em cada adulto, a qualificação e a aprendizagem ao longo da vida como elemento fundamental para o futuro. E os meus parabéns. Sentidos e sinceros parabéns pela excelência do vosso trabalho tendo sido uma honra ter vivido esta experiência com esta equipa e com estes adultos. E novamente, obrigado por me terem mostrado que, aquilo em que acreditei sempre, é possível e na sua essência (e na prática) nos muda como seres humanos e como contínuos seres em evolução e aprendizagem. 

Ficam, como sempre, os meus sinceros parabéns a todos os adultos que terminaram o seu processo nestas sessões. Que este seja um sonho concretizado, mas também, uma porta aberta para novos desafios e novas aprendizagens!

sábado, 30 de maio de 2009

Júris, descobertas e motivações...

Uma sessão de júri é um momento único para todos os elementos que a compõem. A verdade é que o trabalho desenvolvido durante o processo é apresentado numa sessão que se converte, muitas vezes, num processo de orientação aos adultos para além da certificação obtida. Este é um dos desafios mais importantes para a equipa, o Avaliador Externo e para cada um dos adultos: fazer da escola e da aprendizagem uma presença contínua ao longo da vida.

Estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Tenho a destacar a motivação com que os adultos apresentam, em sessão de júri, algumas das competências que demonstram e relatam nos seus portefólios. Tendo sido uma sessão de júri para certificação de nível Básico, a conversa em torno dos caminhos a seguir para dar continuidade à qualificação de cada um dos adultos é fundamental. Esse trabalho, feito em conjunto e em prolongamento do trabalho realizado pela equipa é uma mais-valia para o ganho de consciência da importância daquele momento que represente, primeiramente, um regresso à escola e a futuras aprendizagens. Parabéns à equipa pela preparação dos adultos para a sessão de júri, com ideias simples mas originais que demonstram e ilustram as competências dos adultos.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Uma sessão de júri para certificação de adultos que terminavam o seu processo de RVCC para o nível básico resultou numa experiência muito interessante de reflexão conjunta sobre o que é hoje a escola e como as aprendizagens ao longo da vida são complementares aos conhecimentos adquiridos de forma mais formal. Encontrei, por mérito de uma equipa dedicada e profissional, um brilho especial no olhar de cada um dos adultos com o desejo de continuarem o seu processo de qualificação, o que, no fundo é a essência deste processo e a razão de ser do mesmo. Parabéns à equipa pelo humanismo e dedicação colocados na preparação da sessão de júri e na valorização dada a este momento.

Por último, estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Tenho a destacar uma adulta e um problema. A verdade é que, uma adulta referiu o seu imenso desejo de fazer o 12.º ano com um percurso de aprendizagem, similar ao que os alunos do regime escolar contínuo, diurno e regular, seguem. Falámos, como é claro, nos módulos. Acontece que a escolas já não os ministra. O objectivo bem definido de fazer o 12.º ano, tirar o curso de Direito e ser Juíza foi uma das abordagens mais interessantes que registei. A verdade é que é tão importante a vontade de regressar à escola como aquela apresentada de ter objectivos concretos a médio prazo. Ficam também os meus parabéns à equipa pelo trabalho realizado de dedicação individual a cada situação e no apoio dados aos adultos no seu processo.

E por fim, os meus sinceros parabéns aos adultos que terminam o seu processo de RVCC. Que este seja um passo, mais um, na consolidação de uma consciência efectiva da importância da qualificação e da aprendizagem ao longo da vida e que novos caminhos sejam, em breve, caminhados.

domingo, 17 de maio de 2009

Sobre os Júris Parciais: Uma reflexão urgente.

Tenho assistido e estado presente em várias Sessões de Júri para processos de validação/certificação parcial. Tenho que destacar alguns cuidados que devem ser fundamentais para assegura que a posição do adulto está, nestes casos, sempre devidamente assegurada e devidamente respeitada na sua correcta intervenção para a construção de um percurso de qualificação pós processo.

Deixo três ideias fundamentais:

a) Os adultos ao terminarem o processo de RVCC entraram num percurso de qualificação. A certificação emitida é de um certificado de qualificações. A escolaridade inicial transforma-se num percurso novo, pelo que, as equipas devem ter em consideração este factor quando propõe o adulto, por exemplo, com um nível secundário (ex. 11.º ano) para certificação com um número de créditos reduzido. Para melhor entender é preciso reler uma das perguntas/respostas frequentes emitadas pelas ANQ: «Quando um adulto termina um processo RVCC não tendo validado todas as competências da componente de base, é-lhe passado um PPQ (Plano Pessoal de Qualificação) onde estão inscritas as UC/UFCD que ele terá que frequentar num percurso EFA para obter a qualificação total. Por exemplo: um adulto que, num processo RVCC, consegue validar 16 das 22 UC da componente de base (32 competências = 2*16), necessita de ser encaminhado para um percurso EFA para poder validar as restantes 6 UC. Nesse caso, o adulto terá de percorrer as outras 6 UC/UFCD (24 competências) em formação (300 horas), mas só necessita de validar 12 das 24 competências. Isso dar-lhe-ia 32+12 = 44 competências, ou seja o mínimo para a certificação.»

b) Os adultos precisam de um conjunto válido e útil de informação, por exemplo, sobre o funcionamento dos Cursos EFA. Muitas vezes a orientação pós-processo passa pela integração num percurso flexível de um Curso EFA e para ajudar/informar o adulto a equipa deve tornar o mais claro possível o que espera e como será feita essa integração por forma a permitir uma visão global e clara das alterações e da estruturação do novo percurso de qualificação.

c) A elaboração de um documento, o chamado Plano Pessoal de Qualificação, que para além do certificado ou dos dados do SIGO permita uma leitura complementar, para a equipa dos Cursos EFA, sobre o perfil, competências, saberes (capacidades e aptidões) do adulto, assim como, uma leitura transversal das competências validadas em processo de RVCC.

Estas reflexões, para além de serem alertas, são pontos de reflexão para as equipas e para os Avaliadores sobre como estruturar o melhor percurso e tomar a melhor decisão caso a caso.

sábado, 16 de maio de 2009

Júris, Exemplos e uma Sessão Solene...

Há, no processo de aprendizagem um factor transversal que é fundamental. Falo do tempo. Tempo para ensinar. Tempo para aprender. Tempo para pensar. Tempo para falar e para ouvir. Tempo para ler. Sem esse factor assegurado estamos longe de conseguir a consolidação de competências a médio/longo prazo.

Estive presente na primeira Sessão de Júri de Nível Secundário do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul. Para além de gostar particularmente da beleza do local, encontrei neste dia um portefólio e uma apresentação feita por um adulto que considerei excelente. Um portefólio em formato digital e uma apresentação centrada nos “saberes em acção”, na manifestação e apresentação de evidentes competências revelaram-se um momento muito positivo e muito rico de aprendizagens, reflexão e valorização da aprendizagem ao longo da vida. Foi, sem dúvida, um excelente momento que guardarei na memória.

Estive também presente numa Sessão de Júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho falado já várias vezes do trabalho realizado pela equipa deste centro pelo que, irei, destacar outro evento que teve lugar nesse dia. Tratou-se da entrega solene de Diplomas aos adultos que terminaram o seu percurso de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, quer de nível Básico, quer de nível Secundário. Um espaço cheio, com cerca de 150 pessoas, marcou um fim de dia que mostrou a importância que tem a possibilidade dada a tantas pessoas de procurarem uma certificação. Tenho por hábito e princípio não ir a estas cerimónias, sendo esta a segunda vez que o fiz. Considero que, entidades oficiais e representantes do sistema de ensino, ou, como eu, Avaliadores Externos não podem nunca entender o esforço que as equipas técnico-pedagógicas fazem, nem a relação estabelecida entre estes e os adultos, sendo que estes momentos, solenes, devem ficar para quem os conseguiu, de facto, levar a cabo. Fiquei contente, por sua vez que, o Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré tivesse convidado elementos de empresas locais. Esta é uma mais-valia num momento de aumento de desemprego como o que atravessamos. Deixo os meus parabéns à equipa, aos adultos e à escola pelo trabalho realizado e votos sinceros de sucesso para todos os novos desafios que se seguem para cada um deles.

Deixo só uma curiosidade. No início da sessão solene de entrega de Diplomas o coro da escola cantou várias músicas. Uma dessas músicas foi esta que penso, pode ser, para todos, uma lição de vida e um ponto de reflexão.


Por último, como sempre, os meus sinceros parabéns aos adultos que terminaram o processo de RVCC nestas sessões de júri desejando que para eles, esta certificação, seja uma porta aberta para novas aprendizagens!

sábado, 9 de maio de 2009

Júris, Encontros e Desafios...

Hoje, como sempre, a consolidação de um projecto passa pela formação de equipas de trabalho cooperantes e motivadas para um trabalho de qualidade e reconhecimento social. Hoje, como sempre, o trabalho desenvolvido pelas equipas técnico-pedagógicas dos Centros Novas Oportunidades é uma peça fundamental numa estratégia de Educação e Formação de Adultos reconhecida pela sua mais-valia no contexto educativo. Sem dúvida que uma das melhores experiências que tenho no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades é o privilégio de trabalhar com pessoas dedicadas, excelentes profissionais e com uma capacidade de entrega e trabalho que vai muito para lá do que lhes é pedido numa tentativa sempre constante de melhorar a prática e valorizar a aprendizagem.

Estive presente numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Foram momentos muito interessantes pela dinâmica e importância que tiveram no meu contexto pessoal e para a equipa. O resultado de uma análise do trabalho realizado quando o é com qualidade, como é o caso, resulta de uma abordagem de reflexão em diferentes momentos. Este foi um desses momentos em que, pelas apresentações realizadas e pelo perfil ideal dos candidatos a um processo de RVCC, toda a sessão de júri se reverteu num efectivo reconhecimento das competências num processo de aprendizagem entre todos os elementos presentes. Quando assim é, quando nessa troca de experiências e histórias de vida se reconhece a importância da aprendizagem ao longo da vida então o reconhecimento social está conseguido na sua forma mais relevante: a valorização da formação e aprendizagem para cada um dos adultos. Os meus sinceros parabéns aos adultos pelo trabalho realizado e pela conclusão de mais esta etapa na sua vida.

E na passada sexta-feira, dia 8 de Maio, estive presente, como organizador e participante do "Encontro Informal RVCC e Aprendizagem ao Longo da Vida: Desafios Radicais". Foi um encontro que juntou 50 pessoas. O número inicial de inscrições foi muito superior o que leva a que venham a realizar-se, em datas próximas, mais dois destes momentos. Estiveram presentes elementos das equipas técnico-pedagógicas, de Directores/as a Administrativos/as, de Norte a Sul do país.


No início do dia foram distribuídas 10 questões que para orientação das conversas a realizar ao longo do dia. Estas questões foram as seguinte:

1. Se tivesse de explicar o que era o processo de RVCC para o nível Básico em duas frases como o faria?
2. Se tivesse de explicar o que era o processo de RVCC para o nível Secundária em duas frases como o faria?
3. Se tivesse de explicar a sua função no âmbito do trabalho de um Centro Novas Oportunidades como o faria?
4. Se tivesse que explicar o que é um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens como o faria?
5. Se tivesse que identificar 5 desvantagem do processo de RVCC quais enunciaria?
6. Se tivesse que identificar 5 vantagens do processo de RVCC quais seriam?
7. Se fosse "decisor" que medida alterava para reforçar o reconhecimento social do processo de RVCC?
8. Se tivesse que descrever o trabalho que realiza por meio de uma metáfora qual seria?
9. Que história ou momento mais relevante pode contar da sua experiência nos últimos tempos como elemento de uma equipa de um CNO?
10. O que aprendeu até este momento neste encontro informal?

Curioso foi reparar que, assim que se iniciaram as actividades mais “radicais” se esbateram os “desconhecimentos” entre pessoas, entre equipas e a troca de experiências, conversas, ideias e registos de informalidade tiveram lugar.

Este foi essencialmente um momento de interacção pessoal e de reforço do espírito de equipa. Espero que todos os participantes tenham gostado deste dia e mantenham, no seu dia-a-dia a boa disposição e dinamismo que observei neste encontro.

Ficam as imagens do dia nas fotografias que podem ser consultadas ao clicar na colagem de fotos apresentada em cima. Fica também uma palavra de agradecimento à equipa de monitores e organização da Transserrano pelo dinamismo e profissionalismo com que decorreram as actividades.


sábado, 2 de maio de 2009

Júris, exposições e reflexões...

Há uma questão que deve ser respondida por todas as equipas dos Centros Novas Oportunidades antes da organização das sessões de júri. A questão é muito simples: O que representa a sessão de júri no âmbito do trabalho desenvolvido pelo Centro Novas Oportunidades? A resposta deve incluir três vectores: o que representará para o adulto no seu percurso (desejavelmente contínuo) de qualificação; o que representar para a consolidação de boas-práticas para a equipa e o que representa enquanto momento de credibilização social do processo. É uma resposta fundamental para ser pensada por todos e sobre a qual a resposta depende das equipas, dos adultos e dos avaliadores externos, não de forma independente mas de forma co-construída.

Estive presente numa sessão de júri a convite do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tendo referido à equipa a necessidade de uma consolidação de práticas no que diz respeito à organização das sessões de júri, tenho a destacar a interessante troca de ideias após a sessão de júri que tive com os adultos. É sempre muito importante para mim, pessoalmente, ouvir dizer de uma pessoa que esteve 10, 20, 30 anos afastada da escola que só estav
a à espera da conclusão da equivalência ao Ensino Básico (9.º ano) para se inscrever num curso de formação. Foi, numa troca de ideias e palavras tida com os adultos enquanto visitava uma exposição sobre o 25 de Abril, organizada pela equipa dos cursos EFA (Básico e Secundário) que registei essa vertente positiva do trabalho dos Centros Novas Oportunidades ao abrirem portas para novos caminhos de qualificação que nascem nestes momentos e processos.

Uma sessão de júri levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Referi anteriormente o bom trabalho que a equipa do centro desenvolve e tenho a destacar a importância desse mesmo bom trabalho no que diz respeito aos júris para certificação parcial. Neste caso, duas adultas terminaram o seu processo de RVCC para irem integrar um percurso de formação num Curso EFA. Quando encontramos os adultos informados, conscientes da valorização e ap
oio que um percurso de formação num curso EFA representa, sabemos que o trabalho realizado pela equipa foi bem feito. Tenho ainda que destacar a consolidação de boas práticas que a equipa conseguiu fazer em pouco espaço de tempo, tendo assistido, a uma efectiva demonstração de competências em sessão de júri, pela qual deixo os meus sinceros parabéns pois é, sem dúvida, dos exercícios mais difíceis de fazer e que, neste caso, foi conseguido.

Por último, uma visita e sessão de júri ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Visitar este centro é sempre reencontrar amigos e uma equipa dedicada a um trabalho de qualidade. Este júri teve algumas curiosidades interessantes que quero destacar. Foi um júri com adultos que foram acompanhados por profissionais diferentes e foi interessante ver a equipa toda reunida. Foi também muito curioso encontrar, mais ou menos, dois anos depois um adulto que tinha terminado o processo de RVCC de nível básico e estava agora a terminar o seu processo de nível secundário. É sempre bom ouvir que neste tempo havia realizado um conjunto de acções de formação muito relevante para o ganho de competências pessoais e profissionais e que tinha já projectos concretos de continuação do seu percurso de qualificação. Por último quero destacar as apresentações realizadas pelos adultos. Em cada uma encontrei um pouco do que, de melhor, tem o processo de RVCC quando é feito com base numa estruturada metodologia de balanço de competências. 

E como sempre, a minha palavra vai para os adultos que concluíram neste dia o seu percurso de qualificação, quer de nível básico, quer de nível secundário. Que este percurso realizado em processo de RVCC seja um passo numa caminhada mais longa e consolidada com novas aprendizagens num futuro que se deseja próximo. Parabéns a todos!

sábado, 25 de abril de 2009

Júris, reuniões e aprendizagens…

Há uma ideia que nasce e renasce sempre que oiço os adultos após as sessões de júri. A da validade da qualificação obtida e ao mesmo tempo, da qualidade comparada do trabalho realizado com outros. Digo muitas vezes às equipas e aos adultos que, como em tudo, o nome de reconhecimento de um projecto ou de um Centro Novas Oportunidades leva muito tempo a conseguir. Passa pela exigência, rigor, qualidade e passa também pela consolidação destes factores ao longo do tempo. Tenho reparado que muito desse reconhecimento passa também pelo trabalho que os Avaliadores Externos fazem com as equipas e nas sessões de júri. O simples acto formal de conclusão de um percurso não reconhece socialmente, por si só, um projecto nem a validade da qualificação. É preciso confiança, partilha, dinamismo e efectiva valorização do trabalho das equipas e dos adultos.

Estive presente numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Já o referi anteriormente mas 
reforço a ideia. Sempre que encontro esta equipa, de um centro recentemente aberto, sinto um dinamismo autêntico e uma vontade efectiva de mudar as coisas. Com uma equipa dedicada, que valoriza o processo de RVCC e procura orientar os adultos na sua qualificação, tenho que deixar uma palavra de parabéns pelo trabalho realizado até ao momento. É verdade que a caminhada ainda agora começou mas os primeiros passos estão a ser dados com qualidade, rigor e determinação para a valorização e reconhecimento social deste percurso de qualificação. 

Estive também numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Uma vez que neste centro só tenho acompanhado júris de nível secundário, quero deixa também uma palavra de louvor, parabéns e reconhecimento às profissionais, Dra. Maria João e Dra. Vânia, pela dedicação e profissionalismo que demonstram sempre. Curiosamente foi uma sessão onde estiveram quatro mulheres que terminavam o seu processo de RVCC. Quatro mulheres diferentes no percurso de vida, nas competências demonstradas e nos caminhos para o futuro. Destaco isso mesmo. O apoio que a equipa deu a cada uma destas pessoas para a verdadeira e efectiva consciencialização da importância da aprendizagem ao longo da vida. Parabéns ao centro por conseguir realizar este trabalho de fundo e sustentado de fazer “regressar a escola” à vida de cada uma destas pessoas. Destaco também a presença da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cantanhede que assistiu a esta sessão de júri.

Regressei, após um tempo de afastamento por motivos de agenda, ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Foi o primeiro júri de nível secundário que acompanhei neste centro embora tivesse tido, há algum tempo atrás, reunido várias vezes com a equipa para discutir modelos, estratégias e formas de implementação do processo. Encontrei, como já esperava, um trabalho que procura assegurar a qualidade e rigor. Assisti a apresentações feitas pelos adultos presentes a júri, que considero, muito interessantes. Não devemos nunca esquecer que todos temos algo para aprender e neste dia aprendi bastante. Penso que a equipa tem agora um trabalho de fundo, como muitas equipas o precisam fazer, de (re)introduzir o balanço de competências no processo. Deixo uma palavra de parabéns à equipa e o desejo de um regresso em breve.

Como sempre, a minha última palavra vai sempre para os adultos. Parabéns pelo trabalho realizado e pela conclusão de mais um passo na procura de mais aprendizagens e de mais qualificação. E, tão importante como isso, podem ter um profundo e reconhecido orgulho nos Portefólios apresentados em sessão de júri. Parabéns.

sábado, 18 de abril de 2009

Júris, Rede e Qualidade...

A construção de um projecto assente na qualidade não é um desafio que se ganhe pelas palavras ou objectivos. São as práticas e as mudanças em inovação que consolidam esses mesmos projectos, com tempo, no tempo e na resposta efectiva dada aos problemas de base a que servem de resposta.

Estive presente numa reunião de trabalho para a criação de mais uma rede de Centros Novas Oportunidades. Desta vez foram as equipas dos centros da Escola Secundária de Pombal, Escola Secundária Fernando Namora (Condeixa), Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos e Agrupamento de Escolas de Ansião. Esta rede de centros, como a Rede MAPA que junta centros da Mealhada, Pampilhosa, Águeda e Anadia tem como objectivo promover uma resposta integrada e uma forma colaborativa de trabalho com vista à melhoria da capacidade de intervenção e resposta aos adultos que procuram este centros como via para a conclusão do seu processo de qualificação. É sempre muito positivo encontrar abertura para a criação destas redes entre equipas pois, por via das mesmas, o trabalho realizado ganha uma nova dimensão e capacidade de cooperação efectiva. A rede terá a designação de TEIA - Trabalho, Equipa(s), Interacção e Aprendizagem e uma plataforma on-line.

Estive presente num conjunto de sessões de júri a convite do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho (Águeda). Já o referi num comentário anterior mas tenho que destacar ainda mais uma ideia que registei. A equipa técnico-pedagógica, sob a coordenação do Prof. Fernando Leal e agora da Dra. Isabel Simões, conseguiu realizar uma mudança nas práticas, metodologias e uma melhoria muito evidente na qualidade global dos processos. Hoje este centro desenvolve um trabalho de rigor, competência e credibilidade que efectivamente valoriza o processo de RVCC e a qualificação de cada um dos adultos que procura resposta para a sua qualificação. E tenho que destacar a capacidade de adequação aos contextos e ao apoio individual dado aos adultos. As sessões de júri que presidi foram momentos muito interessante e ricos, desde a apresentação do Sr. Alfredo Santos, adulto de 87 anos, inventor acreditado na bolsa nacional de inventores que a todos mostrou que a ideia não é razão para não procurar a escola, à presença de quarto adultos que partilhavam o carro para poupar nas despesas de deslocação e unidas na vontade terminaram o seu processo de certificação do Ensino Básico, aos adultos em itinerância em Belazaima do Chão que nos mostraram as vivências de uma comunidade e localidade, assim como, da dedicação que tinham no seu trabalho no cuidado de idosos. Fica uma palavra pessoal e profissional de reconhecimento por este trabalho de elevada qualidade que registo e ao qual dou os sinceros parabéns.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Ao longo dos últimos anos tenho referido várias vezes que a ideia de centrar o processo num registo autobiográfico pode ser limitativo para retirar desses mesmo registo um conjunto valioso de momentos e histórias de vida. Neste caso, a apresentação da adulta que terminou o seu processo de RVCC de nível Secundário, complementou o seu Portefólio com a apresentação desses mesmos registos de aprendizagens, competências e vivências tidas por via das inúmeras viagens que realizou em contextos pessoais e profissionais. Sem dúvida que este tipo de abordagem é muito positivo e registo a sua importância para a valorização do percurso de qualificação e partilha entre todos. Sinceros parabéns à Filomena Valente por nos ter levado a essas histórias que resultaram numa partilha muito interessante.

Estive depois, numa sessão de júri, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil. Tenho que destacar um registo muito curioso. Ao fim de algum tempo vemos, neste processo, acontecimentos ou registos muito curiosos. Um casal de adultos fez a sua apresentação em júri em conjunto. A verdade é que um deles fez o processo, tendo outra via de conclusão possível, apenas para motivar a esposa a terminar. Muitas vezes são estes exemplos que servem para ilustrar o que de melhor tem o ser humano quando deseja algo e cria objectivos para a sua caminhada na relação com a escola e com a aprendizagem. Ficam os meus sinceros parabéns aos adultos que terminaram o processo de RVC neste dia pelas apresentações muito interessantes que realizaram.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o trabalho que a Dra. Carina e a Dra. Marília realizaram com os adultos presentes a júri. Estas profissionais RVCC, pela sua dedicação e pela capacidade de adequação que a equipa (incluindo o apoio sempre presente dos formadores) tem realizado conseguiram realizar um trabalho de recuperação dos percursos de qualificação de muitos adultos. Devo também destacar a abertura à partilha que este centro sempre teve, estando presente uma equipa para assistir à sessão do Centro Novas Oportunidades em Albergaria.

Por último, como sempre, deixo uma palavra de parabéns a todos os adultos que terminaram o seu processo. Que esta seja mais uma etapa num percurso de aprendizagem ao longo da vida que agora se (re)inicia.