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sábado, 17 de outubro de 2009

Portefólio como instrumento de reflexão - vale a pena relembrar

“Grande parte dos discursos (...) apontam para que se dê importância à aprendizagem, e não apenas ao ensino, e para que se criem condições que permitam o desenvolvimento de competências durante a formação” (Bernardes & Miranda, 2003, p. 11). Uma vez que as competências se reportam à própria pessoa, bem como às suas habilidades, saberes tácitos e capacidade para desenvolver a inteligência no agir, coloca-se um problema: “como criar situações que acentuem a sua tónica na pessoa” (ibidem)?

O portefólio é um dos instrumentos que permite responder a esta questão, pois:
  • permite identificar a progressão e construção (com uma intenção específica) da pessoa;
  • estimula o pensamento reflexivo;
  • preocupa-se com todo o tipo de aprendizagens decorridas ao longo do percurso e não apenas com aquelas que se prendem com objectivos propostos;
  • procura evidenciar o percurso de aquisição de competências;
  • espelha reflexões a partir do estabelecimento de objectivos, desafios e estratégias;
  • testemunha a importância que o saber representa em diferentes fases do percurso de vida.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Portefólio: Razões e perigos.

«Potencialidades de um portefólio:
• Flexibilidade (respeita diversos estilos de aprendizagem)
• Valorização pessoal (permite potencializar pontos fortes)
• Continuidade (dá acesso à evolução)
• Globalidade (atende a uma visão global)
• Carácter dialógico (trabalho próximo e negociado)
• Favorece a reflexão e a metacognição (e como tal a auto-regulação)
• Visibilidade (torna explícita a relação entre currículo prescrito,
implementado e avaliado)

Indicadores de qualidade:
• Organização e apresentação (aspectos gráficos; de escrita e organizativos)
• Representatividade das tarefas seleccionadas (coerência com as experiências de aprendizagem)
• Análise desenvolvida (adequação; fundamentação)
• Qualidade das reflexões (natureza pessoal; problematização; abrangência e profundidade)

Riscos a evitar:
• Estudo em condensado (não pode ser feito numa tarde, processo ao longo de um período de tempo amplo)
• Processo técnico e superficial (normalizar)
• Trivialização (incluir itens não adequados à reflexão)
• Exibição do nosso melhor (critério enviesado de selecção)
• Subverter a natureza (na procura de critérios objectivos)»
Fonte: aqui.

terça-feira, 17 de março de 2009

Dossiê/Portefólio: Do papel ao Digital


Fonte e mais informação pode ser consultada aqui: CONSTRUÇÃO DE UM E-PORTEFÓLIO

segunda-feira, 16 de março de 2009

O que é um Portefólio?

Importa sublinhar, antes do mais, que um Portefólio não é um mero repositório de trabalhos "organizados" numa pasta de arquivo ou numa caixa.
O Portefólio é uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos, reflexões, narrativas produzidos por um adulto, ao longo de um dado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e pormenorizada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento e das suas competências.
Na medida em que o Portefólio é um instrumento de avaliação, pode dizer-se que se trata de um conjunto de elementos, acompanhados de indicações e de comentários estruturados, escolhidos pelo adulto, com a finalidade de demonstrar a evidência e o desenvolvimento das competências. Ou seja, este instrumento permite ao adulto identificar os elementos significativos relativamente a progressão das suas aprendizagens ao longo da vida. Desta forma, este instrumento pode ser entendido como o reflexo do percurso do adulto, ao mesmo tempo que permite aos elementos das equipas dos Centros Novas Oportunidades ajustar as suas intervenções de forma adequada.

Antes do adulto fazer a recolha dos documentos, deve ser informado dos critérios de sucesso e objectivos (podendo criar uma planificação pessoal do PRA) que se espera encontrar no seu portefólio e da reflexão que ai deve incluir. Os critérios podem ser, por exemplo, sobre:
- a apresentação visual/gráfica dos documentos;
- a qualidade da língua/do discurso;
- a organização do portefólio;
- a pertinência dos documentos incluídos.
O Portefólio não é elaborado só para o Adulto. Ele é um instrumento comum entre o Adulto e a Equipa, por isso, deve permitir respostas concretas e saber:
- Situar-se facilmente?
- Perceber porque é que os documentos escolhidos são pertinentes?
- Tem reflexões? De que natureza? Em que medida estão ajustadas às orientações da Equipa? E à História de Vida?

Adaptados dos conceitos encontrados aqui.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Formação Complementar: Planificar

Uma das principais necessidades que tenho detectado como fonte de dúvidas junto das equipas tem sido como planificar ou estruturar a formação complementar em contexto de processo de RVC. Deixo uma apresentação e um documento que podem ajudar a estruturar essa intervenção, muitas vezes realizado de forma informal e pouco estruturada em função de objectivos concretos e definidos para uma valorização do processo de RVC.

A Metodologia/Estratégia:



Um Modelo de Registo:

Plano Individual de Formação Complementar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

E ainda sobre as equipas...

«O processo de RVCC exige profissionais muito competentes e estes elementos têm ainda de motivar, orientar e potenciar a mudança, a demonstração de competências, o conhecimento e a reflexibilidade dos adultos. Estas exigências fazem com que nem todos os técnicos sociais tenham o perfil de profissionais de RVC e nem todos os professores ou formadores tenham o perfil de formadores de RVC;
- Para que a motivação da equipa se mantenha têm de se cumprir as condições previstas contratualmente com os seus elementos;
- É muito importante o combate à rotatividade dos elementos, principalmente dos que contactam directamente com os adultos – profissionais e formadores – este é um ponto fundamental para que se garanta uma boa dinâmica na construção do portefólio;
- As equipas têm de ser coesas – têm de ter uma cultura, uma identidade e acima de tudo uma dinâmica própria.»
Fonte: A Construção dos Portefólios: Dinâmicas, Interacções e Soluções - Filomena Sousa

Sobre a Avaliação Externa

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Novas Tendências: Conectivismo...

“Um dos factores mais persuasivos é o encolhimento da duração do conhecimento para metade. A “meia-duração do conhecimento” é o tempo de duração desde que se obtém o conhecimento até que ele se torne obsoleto. Metade do que é conhecido hoje não era conhecido há 10 anos atrás. A quantidade de conhecimento no mundo dobrou nos últimos 10 anos e está dobrando a cada 18 meses, de acordo com a Sociedade Americana para Treinamento e Desenvolvimento (ASTD). Para combater o encolhimento para a metade da duração do conhecimento, as organizações tem sido forçadas a desenvolver métodos para disseminar a instrução.

Algumas tendências importantes na aprendizagem:

• Muitos aprendizes vão se mover por uma variedade de áreas diferentes, possivelmente sem relação uma com as outras, durante o curso de suas vidas.
A aprendizagem informal é um aspecto significativo de nossa experiência de aprendizagem. A educação formal não mais cobre a maioria de nossa aprendizagem. A aprendizagem agora, ocorre de várias maneiras – através de comunidades de prática, redes pessoais e através da conclusão de tarefas relacionadas ao trabalho.
A aprendizagem é um processo contínuo, durando por toda a vida. Aprendizagem e actividades relacionadas ao trabalho não são separadas. Em muitas situações, são as mesmas.
• A tecnologia está alterando (reestruturando) os nossos cérebros. As ferramentas que usamos definem e moldam nosso modo de pensar.
• A organização e o indivíduo são ambos organismos que aprendem. O aumento da atenção à gestão do conhecimento ressalta a necessidade de uma teoria que tente explicar a ligação entre a aprendizagem individual e organizacional.
• Muitos dos processos anteriormente tratados pelas teorias de aprendizagem (especialmente no processamento cognitivo de informações) agora podem ser descarregados para, ou suportados pela tecnologia.
• Saber como e saber o que está sendo suplementado pelo saber onde (o conhecimento de onde encontrar o conhecimento que se necessita).»
Fonte: Conectivismo - Uma Teoria de Aprendizagem para a Idade Digital

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Portefólio no Curso EFA (NS)

Algumas ideias...

O Portefoio no Curso Efa (Ns)
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Portefólio Digital? Uma boa escolha?

Conceito:

«Os portefólios electrónicos em contexto educacional são portefólios que possibilitam que a colecção dos materiais coleccionados (artefactos) inclua quer documentos em formato texto quer documentos em formato gráfico, vídeo, áudio (Barrett, 2000:3) e inclusive hipermédia. Estes portefólios respeitam a filosofia subjacente ao conceito educacional de portefólio, considerando a vertente reflexiva do aluno quando selecciona os materiais para o seu portefólio. No caso dos portefólios de aprendizagem e de avaliação das aprendizagens dos alunos, os portefólios permitem que os alunos, à medida que constroem a sua colecção, tenham a oportunidade em analisarem o seu trabalho e de porem em prática, com a ajuda do feedback fornecido pelo professor, as suas capacidades de auto-avaliação e de auto-regulação, tornando-se estudantes mais autónomos e responsáveis quer pela sua aprendizagem quer pela sua avaliação.»
Fonte: Ana Paula Alves

«Porquê um portefólio digital?

Maior facilidade de criação de um portefólio multimédia com integração de imagem estática, animada ou vídeo, texto e som
• Permitir a adopção de uma estrutura hipermédia na organização da informação com recurso a hiperligações internas, entre diferentes documentos ou mensagens do portefólio, ou externas para recursos disponíveis na web.
• Não menos relevante é o facto de algum do software que pode servir de suporte à elaboração de portefólios digitais permitir a colocação de comentários e contributos que incentivam a uma construção crítica e colaborativa do portefólio.»
Fonte: Portefólios digitais: revisitando os princípios e renovando as práticas.