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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

II Encontro Internacional do Ensino do Português

A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), do Instituto Politécnico de Coimbra, promove nos dias 10, 11 e 12 de Fevereiro, o II Encontro Internacional do Ensino da Língua Portuguesa. Este evento, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, deverá possibilitar uma reflexão sobre as questões e os estudos respeitantes ao ensino do português como língua materna e do português como língua segunda (L2) nos ensinos básico e pré-escolar, destinando-se a educadores, professores e investigadores.
Em discussão estarão temas como o ensino do português como língua materna; o ensino do português L2; a promoção da leitura; a literacia dos adultos; a promoção e desenvolvimento da escrita; o ensino precoce da literatura; a oralidade em contexto lectivo; o ensino da gramática; as Tecnologias de Informação e Comunicação; e, ainda, a língua gestual portuguesa - ensino bilingue.
Mais informações? Aqui

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O aumento das competências educativas das famílias: um efeito dos Centros de Novas Oportunidades

No passado dia 14 de Janeiro, foram apresentados os resultados do projecto realizado na Escola Superior de Educação de Coimbra: "CNO - Uma Oportunidade Dupla: da promoção da Literacia familiar ao sucesso escolar das crianças".
As conclusões deste projecto permitem evidenciar as mudanças ocorridas nas famílias em que um progenitor (pai ou mãe) fez um RVCC de 9º ano num Centro Novas Oportunidades tendo pelo menos um filho a frequentar o 1º ciclo do Ensino Básico. As mudanças verificadas serão mais facilitadoras do sucesso escolar dos filhos. A percepção destas mudanças é comprovada por professores do 1º ciclo do Ensino Básico em todo o país. in esec.pt
Trata-se de um estudo que vem sublinhar alguns efeitos inesperados da Iniciativa Novas Oportunidades, Eixo Adultos, decorrentes da alteração de perspectiva agora por parte dos candidatos que já passaram pelo processo.
O estudo apresentado pela equipa coordenada pela Dra Lucília Salgado incidiu sobre sujeitos certificados com o nível básico. Facilmente se almeja que os efeitos benéficos do processo venham a ser ainda mais significativos quando pudermos ter acesso aos resultados decorrentes da observação de candidatos com o nível secundário de certificação. O aumento da auto-confiança e da percepção de auto-eficácia é notório e evidente, também para os elementos das equipas técnico-pedagógicas que acompanham estes adultos, desde a sua entrada no Centro Novas Oportunidades até à certificação de nível secundário. Há, aliás, um processo de transformação inesperado, quase imediato, após a realização da sessão de júri, que é perceptível para estes profissionais. A mudança comportamental é, por vezes, de tal ordem que o adulto parece ter vestido "o fato do certificado".
Devemos, no entanto, manter a capacidade de observar alterações nestes efeitos eufóricos do processo RVCC junto dos candidatos. Pensamos como Einstein que "uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original", mas parece-nos ainda cedo para garantir que houve, de facto, apropriação de uma nova perspectiva por parte das famílias em causa.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reflexos e Resultados do Estudo sobre Literacia Familiar


A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) foi o local escolhido para a apresentação, no dia 14 de Janeiro, dos resultados do estudo sobre literacia familiar, coordenado por Lucília Salgado, docente e investigadora naquela instituição.

Este estudo pretende contribuir para a análise do impacto que os Centros Novas Oportunidades, através dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, têm no desenvolvimento educativo dos adultos e na maneira como a aprendizagem por parte destes se reflecte na interacção com os filhos, favorecendo, assim, os processos de aprendizagem das crianças no seio familiar, em especial aquelas que se encontram a frequentar o 1.º ciclo do ensino básico, promovendo-se, dessa forma, a literacia familiar.

A apresentação deste estudo insere-se num seminário que, por sua vez, é integrado num ciclo de dez conferências, que têm vindo a decorrer na ESEC, sobre Educação, Lazer e Desenvolvimento Local, no âmbito do Mestrado em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ministrado naquela instituição.

Fonte: Novas Oportunidades

sábado, 15 de maio de 2010

Alfabetização e iliteracia em debate

Numa época em que, mais do que nunca, se fala em qualificação, é importante não esquecer aqueles que, por não saberem ler nem escrever, se encontram mais facilmente sujeitos à exclusão social. É urgente ir ao encontro destas pessoas e proporcionar-lhes uma oferta adequada às suas reais necessidades. Por esse motivo, parece-nos importante destacar o seminário "Alfabetização e iliteracia em Portugal, no século XXI", organizado pelo Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Miragaia, e que vai decorrer no próximo dia 28 de Maio, nas instalações da Fundação Eng. António de Almeida, no Porto.

"O objectivo deste seminário assenta na promoção de uma reflexão sobre o actual modelo de alfabetização de adultos, tendo, para o efeito sido seleccionado um painel de oradores composto por Luís Grosso Correia, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Patrícia Ávila, do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; Rui Trindade, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; e Maria do Carmo Gomes, Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação."

Informação recolhida aqui.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As Novas Oportunidades contribuem para melhorar a literacia dos portugueses



"O relatório «A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise», apresentado pelo seu coordenador, Scott Murray, na conferência realizada em Lisboa, conclui que é necessário dar continuidade às reformas educativas em curso em Portugal, para que o País possa manter a competitividade nos mercados internacionais.

Este estudo, realizado pela Data Angel, apresenta uma perspectiva não técnica do modo como os economistas encaram a literacia, encarado como um importante motor do crescimento económico e do desenvolvimento social equilibrado dos países. (...)

Um pilar considerado decisivo, pelos autores do estudo, para aumentar as competências de literacia em Portugal é o desenvolvimento da iniciativa Novas Oportunidades, destinada aos jovens em risco de abandonar o sistema educativo e aos adultos que necessitam de complementar a sua formação.

Assim, se a conclusão do ensino secundário é vista como um indicador determinante que maximiza a probabilidade de os estudantes atingirem um patamar mais elevado ao nível da literacia, o investimento na literacia dos adultos é baseado num argumento de ordem económica, na medida em que se reflecte na melhoria das condições no que respeita ao emprego, ao nível de vida e de saúde dos cidadãos.

Sem a aposta na melhoria da literacia dos adultos, a eficácia do PNL corre o risco de diminuir, já que as crianças que vivem em agregados familiares caracterizados por baixos níveis de escolaridade dos pais e pouca prática de leitura são menos receptivas aos incentivos criados pelo PNL.

De acordo com o relatório, o maior enfoque em programas de literacia dirigidos às famílias tem o potencial de melhorar, ao mesmo tempo, os níveis de competências de literacia de ambas as gerações..."

Fonte: www.portugal.gov.pt

O Documento


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Literacia em debate

A Escola Superior de Educação de Coimbra está a promover o I Encontro Internacional de Literacia Familiar, que decorrerá nos dias 13 e 14 de Novembro. Um programa aliciante, para dois dias de reflexão sobre as "implicações da família no sucesso escolar". Saliento, sobretudo, a comunicação de Pierre Dominicé, sobre as Histórias de Vida como Processo de Formação. Para além disso, o serão de "Contos no Sótão", com contadores de histórias portugueses e estrangeiros, parece ser, igualmente, interessante...

Mais informações: aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Literacia Familiar?


A imagem sugere várias fontes de literacia.
Um paradigma a considerar num ambiente transgeracional de perspectivas múltiplas. De que tipo de literacia estamos a falar? Lembro aqui, por exemplo, a literacia digital...


imagem:in New York Times, The future of reading



"O aumento do apoio escolar aos filhos por parte dos pais que desenvolveram processos de reconhecimento, validação e certificação de competências é uma das conclusões preliminares do estudo "CNO: Uma Oportunidade Dupla: Da promoção da Literacia Familiar ao Sucesso Escolar das Crianças", realizado pela Escola Superior de Educação de Coimbra.

O objectivo deste estudo, coordenado por Lucília Salgado, consiste em analisar se as condições de sucesso escolar das crianças do 1.º ciclo são influenciadas pelo facto de os seus pais desenvolverem processos de reconhecimento, validação e certificação de competências nos Centros Novas Oportunidades... mais: aqui

terça-feira, 9 de junho de 2009

Falar de Literacia...

«Devido ao facto de vivermos numa sociedade da informação, que se começou a falar de um novo tipo de analfabetismo afectando a população que, apesar do aumento das taxas e dos anos de escolarização, evidencia incapacidades de domínio da leitura, da escrita e do cálculo, vendo por isso, diminuída a sua capacidade de participação na vida social. Este novo “analfabetismo”, dito funcional, teria a ver com aprendizagens insuficientes, mal sedimentadas e pouco utilizadas na vida.

Entende-se por literacia como a capacidade de cada indivíduo compreender e usar a informação escrita contida em vários materiais impressos, de modo a atingir os seus objectivos, a desenvolver os seus próprios conhecimentos e potencialidades e a participar activamente na sociedade. A definição de literacia vai para além da mera compreensão e descodificação de textos, para incluir um conjunto de capacidades de processamento de informação que os adultos usam na resolução de tarefas associadas com o trabalho, a vida pessoal e os contextos sociais.

A atenção crescente que a literacia tem tido nos últimos anos é em parte atribuída ao crescimento exponencial da quantidade de informação disponível, bem como, ao predomínio crescente dos formatos digitais.

Falar de literacia implica:
  • O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser considerado constante, ou seja, que possa ser extrapolado a partir de uma medida temporalmente localizada;
  • O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser deduzido a partir, simplesmente, dos níveis de escolaridade formal atingidos;
  • A literacia não pode ser encarada como algo que se obtém num determinado momento e que é válido para todo o sempre;
  • A literacia não é algo estático, isto é, as competências das pessoas sofrem evolução (positiva ou negativa) das capacidades individuais;
  • Os níveis de literacia têm de ser vistos no quadro dos níveis de exigência das sociedades num determinado momento e, nessa medida, avaliadas as capacidades de uso para o desempenho de funções sociais diversificadas;
  • A literacia consiste num conjunto de competências que se vão aperfeiçoando ao longo do tempo e através da experiência adquirida em pesquisa, selecção e avaliação da informação.»
Fonte: aqui.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Que competência: Qualificação e Futuro

Uma das principais questões em que tenho reflectido nos últimos tempos está relacionada com a potencialidade de orientação dos adultos no e após o processo de RVC para um efectivo desenvolvimento de novas competências, nomeadamente, ao nível da literacia da (sociedade da) informação. Partilho uma reflexão que li recentemente:

«Devido ao facto de vivermos numa sociedade da informação, que se começou a falar de um novo tipo de analfabetismo afectando a população que, apesar do aumento das taxas e dos anos de escolarização, evidencia incapacidades de domínio da leitura, da escrita e do cálculo, vendo por isso, diminuída a sua capacidade de participação na vida social. Este novo “analfabetismo”, dito funcional, teria a ver com aprendizagens insuficientes, mal sedimentadas e pouco utilizadas na vida.

Entende-se por literacia como a capacidade de cada indivíduo compreender e usar a informação escrita contida em vários materiais impressos, de modo a atingir os seus objectivos, a desenvolver os seus próprios conhecimentos e potencialidades e a participar activamente na sociedade. A definição de literacia vai para além da mera compreensão e descodificação de textos, para incluir um conjunto de capacidades de processamento de informação que os adultos usam na resolução de tarefas associadas com o trabalho, a vida pessoal e os contextos sociais.

Falar de literacia implica:

  • O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser considerado constante, ou seja, que possa ser extrapolado a partir de uma medida temporalmente localizada;
  • O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser deduzido a partir, simplesmente, dos níveis de escolaridade formal atingidos;
  • A literacia não pode ser encarada como algo que se obtém num determinado momento e que é válido para todo o sempre;
  • A literacia não é algo estático, isto é, as competências das pessoas sofrem evolução (positiva ou negativa) das capacidades individuais;
  • Os níveis de literacia têm de ser vistos no quadro dos níveis de exigência das sociedades num determinado momento e, nessa medida, avaliadas as capacidades de uso para o desempenho de funções sociais diversificadas;
  • A literacia consiste num conjunto de competências que se vão aperfeiçoando ao longo do tempo e através da experiência adquirida em pesquisa, selecção e avaliação da informação.»
Fonte: Literacia Informação