Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Blog do CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião
Concurso Público: Anúncio.
Lista de Avaliadores Externos: ANQ
Encontra-se disponível no site da ANQ a lista de candidatos admitidos e excluídos para a função de Avaliador Externo no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades para os novos candidatos.Devido aos vários e-mail deixo algumas orientações:
a) Esta lista é uma lista provisória. Serve apenas para indicar quais as admissões e exclusões.
b) Os candidatos devem esperar pela publicação em Diário da República da lista definitiva.
c) Os Centros Novas Oportunidades terão acesso a esta lista e podem solicitar, entre os Avaliadores Externos, contactando os mesmos no sentido de integrarem a bolsa de avaliadores.
d) Geralmente os Centros Novas Oportunidades têm 2 a 3 avaliadores em bolsa.
e) O trabalho preparatório dos Avaliadores Externos pode passar pela leitura dos Referenciais de Competência-Chave e análise da organização e orientações do processo RVCC.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Um testemunho: RVCC Secundário.
Recebi, curiosamente, um e-mail no dia de ontem com um testemunho de uma adulta que representou para mim uma análise concreta do que hoje é o processo RVCC de nível Secundário em muitos CNO. Aqui fica o texto, com necessárias adaptações devido ao tamanho original. Obrigado, à adulta, pela partilha e pelo seu testemunho.«Estive desde Outubro de 2007 até Junho de 2008, num processo de RVCC no CNO da Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa.
Começámos as sessões de reconhecimento em 26 de Outubro de 2007, éramos cerca de 20 pessoas. O grupo de 5.ª feira acabou com 9 elementos, muitos foram os que desistiram do processo na sua maioria jovens entre os 20 e os 25 anos. Dos 9 resistentes cinco já concluíram o processo e os outros provavelmente fá-lo-ão
Este processo nunca foi facilitado (…). Inicialmente foram muito contestados, porque o centro do processo de RVCC é o adulto e o que nos pediam era que trabalhássemos os indícios desocultados na nossa “história de vida” e os transformássemos em evidências em C em L e em C (Cultura, Língua e Comunicação), em C e em P (Cidadania e Profissionalidade), em S, em T e em C (Sociedade, Tecnologia e Ciência), depois que atingíssemos vários níveis de complexidade em DR1, DR2, DR3 e em DR4... tudo era tão exigente que um dos colegas dizia com frequência “o que querem é uma tese”. Hoje posso afirmar que a minha autobiografia é uma tese sobre a minha vida, a minha experiência, as minhas competências, as minhas formações e ainda sobre o mais recente processo pelo qual passei durante o RVCC o processo de auto formação e este foi indispensável para a conclusão do processo de RVCC não atingi os 88 fiquei pelos 70 créditos apenas porque já não tinha tempo e nem disposição para fazer mais, estava demasiado cansada deste longo processo. Irei faze-lo ao longo da minha vida com certeza porque este processo não tem fim...mas certo é que a exigência e os graus de dificuldade que encontrei e ultrapassei fazem-me sentir orgulhosa do meu PRA, do meu percurso no CNO da Escola Secundária Marquês de Pombal e do meu Diploma de Secundário que obtive com todo o mérito porque trabalhei muito para o conseguir, abdiquei de muitas horas em família para me dedicar ao PRA.
A todos os que estão no processo e aos que estão por ingressar nesta aventura, não esperem facilitismo, não digam quando concluírem o processo que foi fácil, não acreditem no que vos dizem sobre as facilidades dos outros CNOs... cada CNO trabalha de acordo com os instrumentos que possui e com as equipas que dispõem. O RVCC Secundário está longe de ser uma processo fácil mas é isso que se quer que não seja simples pelo contrário que seja complicado, com vários obstáculos para que cada adulto consiga através da sua experiência de vida e com auto formação ultrapassar cada um deles com afinco, trabalho e dedicação só assim este processo é credível só deste modo o nosso diploma é válido e respeitado.
Boa sorte a todos e bom trabalho!...»
(Sandra Alves)
segunda-feira, 28 de julho de 2008
O Balanço de Competências: Desafios.
domingo, 27 de julho de 2008
...ainda se discute?
Estive presente numa sessão de entrega de diplomas para a equivalência ao 9.º e 12.º anos recentemente. Cerca de 350 pessoas enchiam uma sala. Mas não eram as 350 pessoas. Eram estas, mais as famílias. Filhos, pais, avós e amigos, juntos na escola para verem alguém, que lhe é querido, receber um diploma. No final, muitas pessoas vieram cumprimentar-me e ao trocarem breves palavras comigo diziam que já se tinham inscrito neste ou naquele curso ou, simplesmente, estavam a continuar o processo RVCC. Por instantes a minha mente fugiu daquele local e regressou a uma reunião que havia tido dias antes. E ouvi da boca de uma formadora a seguinte frase: "Ainda não acredito nas vantagens ou neste sistema.". Foi ai que a ideia que tinha e que andava em mim fez nascer este texto. Há mais dúvidas entre aqueles que fazem parte das equipas dos CNO que entre os adultos. Dúvidas que surgem do confronto, sempre e ainda presente, entre o sistema formal e esta valorização da aprendizagem ao longo da vida. Ainda não há, consolidada, a ideia de que não se pode nunca comparar os dois modelos. Estes têm objectivos diferentes, modelos diferentes e deles se esperam resultados diferentes. Comparar é um acto de limitação. Um acto de não reconhecer que estamos perante um desafio que já foi vencido. Hoje há adultos de regresso à escola. Há entre os candidatos ao processo RVCC, principalmente ao nível do Secundário, a ideia de que o processo não é fácil. Que exige trabalho, reflexão e consolidação de saberes. Há, entre os adultos, uma forma de ver o processo que não existia há uns anos. A ideia que o processo RVCC é composto por uma linha de demonstração de competências. Demonstração essa que envolve o próprio processo. De facto, quem está em contacto com os adultos e, como eu, estive a ouvir, entre conversas, a ideia do projecto Novas Oportunidades fixou-se como um instrumento válido, valorizado e credível. Resta agora as equipas (e não falo de todas, claro) pensarem no tanto que conseguem, nas portas que abrem, no que ensinam e no que aprendem com as pessoas a quem ajudam a desocultar e abrir novos caminhos. O primeiro exercício é simples. É os elementos da equipa técnico-pedagógica aplicarem os referenciais à sua própria vida. É um exercício de auto-análise que mostra o quão importante é reconhecer competências. O segundo é o de olhar para as salas de aula (típicas salas ainda nas escolas) e verem nestas sentadas pessoas a quem a vida afastou daquele lugar tantas vidas que por lá podiam ter passado muito mais tempo. O terceiro é um acto de humildade. Muitos profissionais RVCC são hoje gente jovem e os formadores também. Perguntem a vocês próprios que outro modelo podia ser aplicado. Façam sugestões para melhorar o que temos. Enviem essas sugestões para a ANQ. Produzam materiais que melhorem o processo. Dizer que não se acredita só por dizer não tem qualquer valor. E por último, imagem que esta "Nova Oportunidade" era dado a cada um de vocês caso não tivessem tido as oportunidades que tiveram. Será que a vossa vida não teria o valor para ver reconhecido uma equivalência do 9.º ou 12.º anos? Deixemos de discutir inútil. Já ninguém o discute. O que falta agora é imaginação, propostas de melhoria e evolução. Isso está nas mãos de todos. Isso depende de todos. Resta-me deixar este desafio: pensem o melhor, criem o melhor, arrisquem em tentar melhorar. O futuro constrói-se assim.sábado, 26 de julho de 2008
O primeiro passo: Desafios dos Júris...
ária de Arganil. Os candidatos estavam expectantes, a equipa na expectativa e eu com o desejo de ver o trabalho realizado com a qualidade e humanismo a que me habituaram ser apresentado. Como sempre, nas últimas sessões em que estive presente, os júris foram acompanhados presencialmente por elementos de outros CNO (neste caso da escola de Ansião e Oliveira do Hospital). Tenho que destacar a qualidade dos portefólios apresentados, da organização do júri, da apresentação realizada pelos adultos e do trabalho de preparação que foi realizado por uma extraordinária equipa de pessoas que, acima de tudo, respeitam sempre os adultos que demonstram, naquele momento, as suas competências pela sua história de vida e encontram neste CNO um local de integração e de reconhecimento do seu valor.
considero que a utilização do modelo de ePortefólios tem as suas vantagens e tal foi, mais uma vez, demonstrado em sessão de júri. Mas como já tanto referi vou destacar aqui outra ideia. Tive, nesta sessão, dois adultos que haviam já concluído o processo de RVCC para a equivalência ao 9.º ano neste CNO. Estavam agora, passado um ano, de novo em júri. Esta realidade destaca dois factores importantissimos. Por um lado, que o acolhimento a estes adultos, por parte do CNO da Escola Secundária de Pombal os cativou. Por outro que reconhecem neste processo uma mais-valia para a sua vida pessoal e profissional e como tal o credibilizam. Este é o caminho. Acolher para dar a oportunidade de recomeçar.
a além de estarem presentes para assistir CNO como o da Escola Secundária de Pombal e de Condeixa, também a ANQ esteve presente pela representação da Dra. Cristina Milagre. Mas esta presença fez-se, pela primeira vez, por videoconferência. De uma forma simples, a apresentação da adulta, a Cidália, foi transmitida para a ANQ em tempo real e todos ouvimos as palavras finais da Dra. Cristina Milagre destacando o bom trabalho realizado. Da minha parte tenho a dizer que foi uma dos momentos mais gratificantes enquanto avaliador externo que tive. Principalmente pelo excelente trabalho de toda a equipa, que acompanhei, mas acima de tudo, pelo humanismo que encontrei num CNO onde o adulto é o centro de todo o processo e de todas as preocupações. Ao Dr. Pedro Catarino, à Dra. Mafalda Branco e a toda a equipa os meus sinceros e sentidos parabéns!
de acompanhar na fábrica da Bosch/Vulcano em Aveiro, sob intervenção do CNO da Escola Secundária de Sever do Vouga. Não foi o primeiro júri que fiz em contexto industrial mas este teve o requisito de ser realizado numa unidade fabril de grande dimensão e reconhecimento nacional, assim como, com um conjunto de adultos que, pelos anos de trabalho, assim como, pela competência técnica e pessoal se revelaram uma boa surpresa. Destaco a visita guiada que dois adultos fizeram às instalações da fábrica e com quem aprendi muito. Por tal, obrigado. Parabéns também à equipa do CNO da Escola Secundária de Sever do Vouga pela capacidade de intervenção, organização e multiplicidade de actuação que conseguem.
exemplo de humanidade e vida que recordarei por muito tempo. Uma adulta que, pela sua história de vida venceu inúmeras situações. Naquele dia, mostrou a todos que é possível sempre, com o pouco tempo que temos, fazer mais. Dedicou-se a uma causa nobre de ajuda aos sem-abrigo, os quais ajudava ao fim de semana. Para tantos que usam o seu tempo sem pensar nos outros eis que surge ali uma exemplo para todos os que estiveram presentes naquele dia e que, pelo suave rosto e sentimento de dádiva que transparecia daquela adulta, tiveram um exemplo de que é possível fazer sempre um pouco mais. Parabéns a todos os adultos.
GA, com um excelente trabalho realizado. Encontrei neste CNO um dos maiores desafios que tive em termos de metodologia. Foi uma desafio pela inovação e pela qualidade. Foi uma desafio que me levou a pensar na estratégia utilizada. Hoje consigo ver as vantagens deste modelo e o quanto a equipa trabalhou e trabalha para o implementar com a qualidade que o faz. Parabéns aos adultos e parabéns à equipa.
isse pessoalmente. Não gosto do conceito de reconhecer competências. Gosto do conceito de demonstrar. Há uma diferença. A diferença está no respeito que temos perante os adultos em processo. Foi isso que encontrei neste CNO. Os adultos tinham um pleno conhecimento das competências que demonstraram ao longo do processo de RVCC articulando estes com o referencial de competências-chave. Destaco também uma análise final que cada candidato fez ao tipo de competências que demonstrou. Este tipo de apresentação demonstra muito trabalho realizado por uma equipa com experiência e que apostou na qualidade. Parabéns.
Cerca de 350 pessoas estiveram presentes na escola para receberem o seu diploma. Esteve presente o Secretário de Estado da Educação e a Dra. Maria do Carmo Gomes, em representação da ANQ. Mas o que destaco são duas coisas. A equipa do CNO e o seu coordenador olhavam a sala como quem sabia que aquelas pessoas, a todas elas, o seu trabalho abriu novas portas, deu-lhes um novo futuro. E destaco o olhar brilhante e os comentários dos adultos que já conhecia das sessões de júri e que me segredavam que nem acreditavam que estavam ali depois de tantos anos a aprender com a escola da vida. Aquele era, foi e será o seu momento. Um momento para recomeçar. Parabéns a todos. quinta-feira, 24 de julho de 2008
Uma Sessão de Júri inovadora!
Texto adaptado de e-mail enviado pelo Coordenador Pedagógico: Manuel Borges.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A OCDE e o Ensino Profissional.
«A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) elogiou as apostas no ensino profissional e na valorização da carreira docente actualmente em curso em Portugal na área da educação. Esta apreciação consta do Estudo Económico sobre Portugal da OCDE que o secretário-geral daquela organização, Angel Gurría, apresentou recentemente, em Lisboa.Fonte: ANQ
Os cinco desafios dos Coordenadores dos CNO
A coordenação de equipas, por si, é um desafio com muita gestão da incerteza. A coordenação de uma equipa num projecto pioneiro ainda mais o é. Mas cabe aos coordenadores dos CNO nos próximos tempos, a meu ver, estes cinco desafios, entre muitos mais:1. A programação de formação interna de ajustamento para as equipas (numa tipologia de acolhimento + team building).
2. A procura de parcerias estratégicas, não só a nível externo como a nível interno (por exemplo, com as equipas dos cursos EFA).
3. A construção de uma política de qualidade. Com avaliação interna e metodologias de controlo da qualidade do processo nas diferentes fases.
4. A procura de articulação entre as metas, objectivos e linhas de orientação e a criação/manutenção do "espírito" de trabalho do CNO.
5. A implementação de processos de comunicação e gestão do conhecimento. Articulando a produção com o reconhecimento público e social do processo, registando e implementando metodologias de gestão do conhecimento no contexto de actuação do CNO e no contexto de utilização por parte dos adultos e do público em geral.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Os cinco desafios para Formadores do processo RVCC.
O mês de Setembro irá trazer algumas mudanças nas equipas, principalmente, ao nível dos formadores. Equipas que estavam sólidas surgem agora como equipas em construção. Por isso, o mês de Setembro irá trazer novos desafios a muitos formadores. Entre muitos desses desafios destacamos:segunda-feira, 21 de julho de 2008
Os cinco desfios dos Profissionais RVCC
Os profissionais RVCC enfrentam novos desafios cada dia que passa. A implementação do processo RVCC Secundário é um destes desafios que, a nosso ver, tem sido superado com a dedicação e o trabalho preparatório das equipas. Mas outros emergem:
domingo, 20 de julho de 2008
Os cinco desafios do Técnico Superior.
1. O Técnico Superior deve estar sempre actualizado sobre: Perfis Profissionais (certificados ou a certificar de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações), assim como, da legislação em vigor para a qualificação profissional.
2. O Técnico Superior deve ser capaz de iniciar um processo de consciencialização do adulto para a auto-construção de um percurso formativo.
3. O Processo de Diagnóstico e Orientação deve ser partilhado com o adulto e também com os profissionais RVCC e formadores. Pode, caso seja útil, recorrer ao Avaliador Externo para apoio na decisão a tomar.
4. A Orientação e Posicionamento do adulto devem ser pensados com uma visão prospectiva e não só de "recuperação" da qualificação.
5. A articulação de todo o processo de desenho da solução partilhada com o adulto deve ter em conta o triângulo: Mercado de Trabalho - Aprendizagem ao longo da vida - Certificação Escolar e Profissional (Com ou sem formação).
A aventura de ser o primeiro...
Assim, deixo aqui as minhas últimas experiências como Avaliador Externo e com as equipas dos CNO que acompanho.
Começo pelo júri em que estive presente no CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Foi o primeiro júri do RVCC Secundário. O trabalho levado a cabo pelo
Segue-se o Júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. Como sempre tenho dito considero o trabalho deste CNO como exemplar. No entanto, nota-se, nesta altura aquilo que veio trazer a agitação neste contexto para as equipas. O concurso para profissionais RVC e para Técnicos
Superiores veio, na minha perspectiva, trazer agitação a uma estabilidade em consolidação. Não que se note no trabalho deste CNO mas nota-se em todos. Não podemos deixar aqui de referir este facto que podia ter sido evitado, não nos objectivos, mas na forma como foi levado a cabo. No entanto, destaco pela positiva, como sempre o fiz, a dedicação, a qualidade e a credibilidade do trabalho realizado por uma equipa que desde o primeiro momento acreditou e fez o melhor que sabe, pode e consegue com e para os adultos que visitam o Centro Novas Oportunidades. Parabéns pelo que conseguiram até à data.A minha visita seguinte foi ao CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Curiosamente este CNO começou por onde mais nenhum que eu acompanho começou. Por um júri parcial. Eu gosto particularmente dos júris parciais. Não pelo facto de serem parciais mas pelo papel que o Avaliador Externo pode e deve ter. Encontrei uma equipa na expectativa do que se
ria o trabalho a realizar, mas com um trabalho de base em PRA dos adultos propostos a júri muito consolidado. Parabéns desde já pela qualidade. Mas o meu particular gosto por estas sessões tem que ver com a proximidade necessária do Avaliador ao adulto envolve um sentido, sentimento e metodologia de orientação que a total não o tem. É preciso explicar e envolver o adulto no caminho que o espera. Explicar o contexto, a forma e a organização, por exemplo de um percurso a completar em curso EFA. É preciso percorrer este caminho com o adulto para que ele sinta a orientação que lhe está a ser dada. Penso que este trabalho foi conseguido em Ansião. Por parte da equipa e na sessão de júri. Foi um desafio que, particularmente, gostei de responder e estar presente.Mais um júri de RVCC Secundário. Desta vez no CNO do NERGA. Tenho que de
stacar a qualidade do trabalho realizado por este CNO para o processo de RVCC Secundário. Ao ir assistir ao primeiro júri do RVC Secundário nos CNO fico sempre com mais expectativa para o segundo e seguintes do que para o primeiro. A verdade é que as equipas preparam muito o primeiro júri. Manter a qualidade é tão ou mais importante do que esse primeiro momento. Neste CNO encontrei isso. A manutenção da qualidade, do bom trabalho de base e do rigor. Parabéns por isso. Destaco também a presença de duas equipas de dois CNO que foram assistir ao júri. Da Covilhã e de Viseu. Acho determinante, nesta fase esta abertura e partilha. Parabéns por tal.Por último, os Júris do CNO do Agrupamento de Escolas do Fundão. Ao longo do tempo em que sou Avaliador Externo enviei três louvores. Um a um CNO e dois a profissionais RVCC. Tive, nestes júris do RVC Secundário, a prova que o louvor que enviei à equipa deste CNO foi mais do que merecido. Encontrei uma equipa que domina de forma excelente o
referencial de competências-chave. Que aposta no humanismo e no equilíbrio entre a exigência e a individualidade. Que trabalha com os adultos e não só para os adultos. Quero agora, publicamente, louvar a coordenação deste CNO pela dedicação pela capacidade de coordenar com qualidade este projecto, na pessoa do Prof. José Brito, assim como, a toda a equipa de profissionais e formadores pela forma como, num meio socialmente contextualizado, conseguiram abrir novos caminhos para todos adultos. Não posso deixar de destacar aqui uma adulta. A Rosária Janeira. Uma senhora que, completando o 9.º ano, e com uma dedicação e trabalho exemplar, aceitou a minha proposta de até ao Verão acabar o processo do RVCC Secundário e assim o fez. Parabéns Rosária por me fazer acreditar cada vez mais na força do ser humano e neste projecto.Obrigado a todos pela forma como sou sempre recebido nos CNO e pelo muito que tenho aprendido com as equipas e com os adultos.
Não posso deixar de falar em todos os adultos. É por eles que todos nós estamos de corpo e alma neste desafio. É também para eles que vão sempre os principais e maiores Parabéns!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Um questão fundamental: Leitura e Escrita
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Um modelo de Relatório Final: RVCC Secundário
Uma ajuda na leitura do 357...
A Competência: 5 pontos fundamentais.
«O conceito de competência inclui o desenvolvimento das atitudes individuais, aquilo que o indivíduo é na sua afectividade e na sua volição, buscando uma tónica integradora em que a pessoa, a partir do seu ser, coloque em jogo todo o seu saber e o seu fazer (Irigoin e Vargas, (2002). Outro autor, Bellier (2002), lembra ainda que apesar dos debates teóricos, existe algum consenso quanto ao conceito de competência, o qual se foi construindo em torno de cinco ideias-chave:2. Decorre sempre de uma acção, portanto a competência está ligada a uma actividade, em tempo real;
3. A competência é fortemente contextualizada: ser competente num universo A, não garante mecanicamente a mesma competência no Universo B;
4. A competência assume-se em diferentes níveis desde o instrumental ao cognitivo ou comportamental;
5. A competência é sempre o resultado de uma combinação de acções: não se pode reduzir a um conhecimento ou uma acção isolada;»
domingo, 13 de julho de 2008
I Júri Secundário: CNO de Almodôvar
Por convite do António Espírito Santo e da equipa do CNO da Escola Dr. João de Brito Camanho em Almodôvar, estive presente na I Sessão de Júri de Nível Secundário.Eis o que encontrei:
Primeiro a vila. Almodôvar é uma vila, do baixo Alentejo, típica em todas as suas vertentes. Desde os arruamentos à organização das própria estrutura sócio-económica. Acima de tudo destaco uma das coisas que mais me fascinou. Todas as pessoas se cumprimentavam e conheciam. Cerca de 8.000 habitantes sendo que, cerca de 1.000 estão inscritos no CNO. Destaco também a forma acolhedora como me receberam sendo que prometo voltar um dia noutras funções mais lúdicas para uns dias de descanso e para conhecer melhor toda uma região que me fascinou ainda mais.Depois o Centro Novas Oportunidades. Sempre tinha achado curioso que o CN
O de Almodôvar tinha uma "imagem" muito marcada, quer no seu site, quer no logótipo que apresentam e também nas comunicações que estabelecia com a equipa via e-mail. Fiquei bastante impressionado com a logística do CNO em primeiro lugar. Um espaço dentro da escola, ligado a esta mas com uma identidade própria. Como me foi dito o espírito era o de ser "digno de qualquer história de vida dos adultos". E de facto é-o. É uma espaço acolhedor e acima de tudo, um espaço organizado em função do projecto Novas Oportunidades.E por fim, o mais importante. A equipa.
A minha visita tinha como objectivo participar na I Sessão de Júri de Nível Secundário e como tal solicitei uma reunião com a equipa. As dúvidas eram as mesmas que em quase todos os CNO. Mas o "espírito" não. Reparei que todas as questões colocadas tinham como objectivo dar resposta aos adultos e não ao modelo ou à estrutura do processo. Foi a primeira agradável surpresa. A segunda surpresa foi construída ao longo das 12 horas de trabalho em conjunto, manhã e tarde, no decurso da sessão de júri. A Dra. Carla e a Dra. Alexandra levaram a júri adultos que concluíam naq
uele momento o seu processo para validação de competências de nível secundário. E, literalmente, apresentaram-se com eles a júri. Achei muito curioso e positivo as profissionais e os adultos, lado a lado, apresentarem-se. Nascia ali uma ideia e prática que absorvi deste dia. Um humanismo e respeito profundo da equipa para com os adultos em processo. Mas o que mais me surpreendeu foi de facto o "espírito" de equipa. Uma equipa de profissionais de muito elevada qualidade, com uma dedicação profunda ao processo e ao projecto de reconhecimento, validação e certificação de competências e uma humanidade transparente que se espelhava na excelente relação entre todos (adultos, formadores, coordenação e profissionais) que fez com que a ideia principal que trouxe comigo desse dia foi a de um dos melhores CNO onde estive como avaliador no que diz respeito à consolidação e implementação do espírito RVCC.Por fim, e como são os actores mais importantes neste processo, os adultos. Ao Mário Nunes, Amélia Fernanda, Nuno Domingos, Vítor Afonso, Jerónimo Saleiro, Valter Palma e Paulo Martins o meu obrigado e os meus parabéns. Obrigado pelo tanto que aprendi com todos nas horas em que estivemos juntos e os meus parabéns pela conclusão desta etapa no vosso processo de qualificação. Sinto profundo orgulho e honra em ter estado presente na qualidade de Avaliador Externo neste momento das vidas destes adultos e de ter recebido destes exemplos de aprendizagens consolidadas ao longo da vida que também a mim enriqueceram.
Os meus sinceros parabéns e o meu reconhecimento pessoal e profissional pelo excelente trabalho que levaram a cabo.
sábado, 12 de julho de 2008
Júris, um imprevisto e a multiplicidade...
Começo por recordar a minha presença no encontro/formação que o CNO da Escola Secundária de Sever do Vouga realizou no passado dia 7. Teve lugar na Escola Profissional de Aveiro e teve uma excelente adesão. Faço uma análise positiva de dois factores que considero importantes: o facto deste Centro Novas Oportunidades ter mostrado como realiza o processo RVC e como dá resposta às necessidades neste contexto, assim como, a partilha de informação que foi realizada. Por essa ousadia, inovação e qualidade de desafiar o impossível, o CNO e principalmente a sua equipa estão de parabéns. Reservo, como sempre o fiz, algum receio que, nesta fase de consolidação de práticas, a formação de CNO para CNO pode ser útil se, principalmente realizada com o objectivo de criar uma rede de partilha localizada, assim como, para o debate e interacção e não para a transferência de práticas. Parece-me ainda cedo para isso.
E mais uma sessão de júri. Talvez uma das mais interessantes sessões de júri a que assisti nos últimos meses. Teve lugar no CNO da Escola Secundária da Mealhada. Vou resumir, porque não poderia descrever aqui tudo o que retirei destes júris... Assisti ao regresso de 5 adultos que haviam realizado o processo para o nível B2, para completar o nível B3. Assisti
a uma adulta que na sua apresentação se lembrou de recordar a passagem pelo programa da manhã da RTP após um curso de formação que realizou e brindou o final da sua apresentação com um divinal bolo de Noz. Encontrei uma adulta com um espirito de empreendorismo raro. De ser dona de um restaurante a estar a ultimar um projecto de Hotel para idoso na Cúria, projecto esse que me fascinou pela visão empresarial e decisão/gestão de risco que a adulta demonstrou. Recordo ainda um adulta que, de tão nervosa quase não conseguiu realizar a sua apresentação. Penso sempre, no imenso respeito que nós, avaliadores, equipas e coordenação, devemos ter com estes adultos. A sessão de júri, que muitas vezes para nós é mais uma entre várias na agenda, é para cada um destes adultos o seu momento. Um momento único. Respeito sempre isso. Para mim, aquele momento é sempre tão importante como para o adulto que tenho à minha frente. É a minha forma de respeitar aquela história de vida, aquela pessoa, aquelas aprendizagens e valorizar tudo isso no processo RVC. Por último, destaco uma adulta, ucraniana. Com o equivalente ao Ensino Secundário, mais o ensino superior profissional. Na Ucrânia era responsavel pela montagem de equipamento electrico em submarinos... Foi, sem dúvida uma das adultas que não esquecerei. Pela sua vontade de integração. Pela sua dedicação. Principalmente pela partilha de conhecimentos que realizou. Quero deixar aqui uma palavra à equipa que conseguiu um trabalho excelente. E uma palavra à Dra. Joana que realizou o seu primeiro júri. Parabéns. O desafio da qualidade foi, por vocês, vencido.Mais um Júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. O meu trabalho com este CNO tem sido, por um lado de deixar algumas das ideias que considero relevantes neste pr
ocesso de RVC e por outro receber ensinamentos de «boas práticas» que registo sempre que vou assistir a uma sesssão de júri. Neste caso, a sessão de júri foi para o nível B3. A Dra. Isabel Moio levou a júri 6 adultos. Registo uma das coisas mais dificeis de fazer neste processo. Ao longo do tempo, a qualidade do trabalho realizado foi constante. Ao consultar os Dossiers/Portefólios registo sempre um ou outro ponto de inovação. Resgisto também uma consolidação das práticas. E neste júri, destaco a imagem (com pose para a fotografia) que partilho. Um dos adultos realizou uma apresentação centrada na sua história de vida e mostrou-nos, fazendo-nos regressar no tempo, na evolução do telefone como meio de comunicação. As competências que desenvolveu ao longo da sua vida ficaram claras e patentes na sua intervenção. Mais uma vez, parabéns, sinceros a toda a equipa.Depois um imprevisto...
Mas tudo resolvido a tempo de estar presente na I Sessão de Júri de Nível Secundário do CNO de Almodôvar. Deste júri farei destaque amanhã.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
RVC: Vale a pena recordar o esquema...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
As TIC: Imigrantes e Nativos
terça-feira, 8 de julho de 2008
Abordagem de Língua Estrangeira: CLIL.
«A abordagem CLIL (Contents and Languages Integrated Learning), que permite aos estudantes aprenderem uma determinada matéria numa língua estrangeira, poderá ser um importante contributo para alcaçar os objectivos da União em matéria de aprendizagem de línguas. Combinando o estudo duma disciplina com o estudo de uma língua, a CLIL permite aos estudantes a descoberta de um vocabulário diferente e de aspectos linguísticos na sua área de especialização. Esta abordagem pode proporcionar-lhes oportunidades efectivas para aplicarem imediatamente as suas novas competências linguísticas, uma vez que abre novas possibilidades linguísticas a um vasto leque de aprendentes, particularmente àqueles que sentiram dificuldades com o ensino formal de línguas na educação geral. Esta abordagem proporciona-lhes uma exposição à língua, um aspecto que pode ser importante em contextos profissionais.»Newsletter Tempus IV
«A Newsletter Tempus IV – Junho 2008 pretende demonstrar de que modo as Instituições de Ensino Superior (IES) têm uma importância estratégica fundamental na dimensão cultural, social e económica das sociedades.Tendo em conta o 1º Convite à Apresentação de Propostas (Abril 2008), a Agência Nacional solicitou às IES Portuguesas candidatas, como coordenadoras ou parceiras de projectos, que dessem a conhecer as principais motivações que estiveram na base das respectivas candidaturas ao Programa Tempus.
Em Portugal, o Programa Tempus IV está integrado na Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida (Ponto de Contacto Nacional).» Fonte: PROALV
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Um excelente recurso para reflexão...
Legendas em Português do Brasil.
domingo, 6 de julho de 2008
A relação: Processo RVCC e Cursos EFA.
sábado, 5 de julho de 2008
Reuniões, PAT's e um Júri...
A semana começou com uma reunião com a equipa do CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Como disse no meu espaço do Twitter, uma adulta está quase pre
parada para ir a júri para a conclusão do processo RVCC Secundário. A equipa tem os "medos" normais e iguais em todos os CNO que trabalham com seriedade, rigor e qualidade, de estar ou não a cumprir as orientações para a implementação deste processo. No entanto, a competência de todas as profissionais, formadoras e do coordenador são uma pedra fundamental para a efectiva qualificação dos adultos que passam por este CNO. O Portefólio que consultei é o exemplo dessa qualidade. Já estou a pensar em convidar a adulta a publicar o seu trabalho.Depois, Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil. Mais uma reunião com a equipa. Desta vez, como as restantes equipas, as dúvida
s são várias. Centram-se muitas vezes no nível de exigência, na forma de como reconhecer uma evidência, na estrutura dos PRA e também, na organização das sessões de júri para o RVCC Secundário. Trouxe para ler 4 Portefólios que irão a júri em breve. Sempre disse que uma das principais mais-valias no processo de Avaliação Externa se centrava na relação estabelecida entre o Avaliador e as Equipas. Neste caso a confiança é plena. O CNO da Escola Secundária de Arganil tem uma das equipas mais dedicadas que conheço e como tal, poucas dúvidas me restam, no bom trabalho que está feito. Acima de tudo quem ganha são os adultos.Mais uma reunião me esperava num outro dia. No CNO da Escola Secundária da Gafanha
da Nazaré. Foram-me entregues 3 portefólios para analisar e estive em reunião toda a manhã com a equipa. Uma das dúvidas mais importantes e que é sempre colocada ou surge nestas reuniões é muito simples mas complicada para as equipas. Qual a diferença entre o adulto terminar com 40/50/60/70/80... créditos? Tenho dito várias vezes que as equipas têm que procurar informação fora dos círculos normais. Ou então, estão a pedir reflexividade, actualização e aquisição de informação sem terem eles próprios essa atitude.Importa pensar os créditos como uma classificação. Não como notas mas como posicionamento do adultos pós processo em comparação. Isto é...
a) Para os Cursos de Especialização Tecnológica, muitas universidades e politécnicos já pensam e usam os créditos como sistema de classificação dos adultos.
b) Para efeitos profissionais esse mesmo número de créditos, associados ao CNQ é diferenciador e será ainda mais com a disseminação da certificação profissional.
c) Comparativamente, e com a potencial abertura transversal da utilização de do sistema de crédito no ensino dito formal, quer superior, quer secundário, os adultos que terminam o processo RVCC Secundário serão colocados, comparativamente, em posição de classificação face a estes modelos formais de ensino...
É preciso ter isto em conta na decisão de terminar o processo, que pelo adulto, quer pelas equipas.
Depois, o Professor Francisco Rodrigues, convidou-me para estar presente nas PAT (Provas de Aptidão Tecnológica) do Curso Profissional de Mult
imédia da Escola Secundário Reynaldo dos Santos. Fora da minha função de Avaliador Externo fui. Como amigo e como interessando nestas coisas da formação e da Multimédia e encontrei duas coisas: um projecto de curso muito dinâmico, bem estruturado, interessante e de uma elevada qualidade e alunos "digital natives" que estão muitos passos à frente na sua formação. Deixo o exemplo do Flávio Santos, com 18 anos, que criou um portefólio digital e tem um blog pessoal... É uma geração voltada para o imediato/interacção e solução de problemas, dotada de uma capacidade técnica muito elevada e de capacidade tecnológica muito forte. Parabéns ao professor Rui e Francisco e aos alunos pelas excelentes provas realizadas que tive a honra de acompanhar.E por fim, um júri... Sim que também é essa a função do Avaliador Externo. Foi no CNO do Agrupamento de Escolas do Fundão. Senti aqui o que representa a mudança provocada pela alteração nas equipas. Senti aqui, no sentido humano do coordenador o desafio que se avizinha com a reformulação das equipas. Senti também aqui que a estratégia que tenho usado de convidar sempre outros CNO a estarem presentes nas sessões de júri de validação é uma boa prática para desmitificar ideias pré-concebidas. Tenho sempre convidado CNO para estarem presentes em sessões de júri uns dos outros. É preciso quebrar medos, "olhares por cima do ombro" e demais visões que separem em vez de unir todos num mesmo objectivo. Assim, o CNO da Escola Secundária Campos Melo, com alguns elementos da sua equipa estiveram presentes.
Tenho que destacar uma coisa que me fez muito bem assistir. O "Grupo 83", composto por vários adultos, revelou, em sessão de júri, uma das coisas que tenho dito que está a ser mal feita e perdida pelos CNO. O chamado balanço de competências contextual ou o registo de evidências de criação de pontos comuns estrategicamente orientados para uma "inteligência colectiva". Os adultos interagiram com os profissionais e formadores mas também entre si partilharam e "ganharam" competências. Isto deve estar presente nos seus dossiers/portefólios. Tenho que destacar este grupo, assim como, o excelente trabalho da Dra. Adelina Clemente na construção de um trabalho sólido, de qualidade e rigor e acima de tudo, de credibilidade. Parabéns. Ficam imagens dos dossiers/portefólios apresentados.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Gestão do Conhecimento: Para quando nos CNO?
Portefólio Digital? Uma boa escolha?
Conceito:«Os portefólios electrónicos em contexto educacional são portefólios que possibilitam que a colecção dos materiais coleccionados (artefactos) inclua quer documentos em formato texto quer documentos em formato gráfico, vídeo, áudio (Barrett, 2000:3) e inclusive hipermédia. Estes portefólios respeitam a filosofia subjacente ao conceito educacional de portefólio, considerando a vertente reflexiva do aluno quando selecciona os materiais para o seu portefólio. No caso dos portefólios de aprendizagem e de avaliação das aprendizagens dos alunos, os portefólios permitem que os alunos, à medida que constroem a sua colecção, tenham a oportunidade em analisarem o seu trabalho e de porem em prática, com a ajuda do feedback fornecido pelo professor, as suas capacidades de auto-avaliação e de auto-regulação, tornando-se estudantes mais autónomos e responsáveis quer pela sua aprendizagem quer pela sua avaliação.»
Fonte: Ana Paula Alves
«Porquê um portefólio digital?
• Maior facilidade de criação de um portefólio multimédia com integração de imagem estática, animada ou vídeo, texto e som
• Permitir a adopção de uma estrutura hipermédia na organização da informação com recurso a hiperligações internas, entre diferentes documentos ou mensagens do portefólio, ou externas para recursos disponíveis na web.
• Não menos relevante é o facto de algum do software que pode servir de suporte à elaboração de portefólios digitais permitir a colocação de comentários e contributos que incentivam a uma construção crítica e colaborativa do portefólio.»
Fonte: Portefólios digitais: revisitando os princípios e renovando as práticas.



