segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O sucesso dos outros também é o meu?

E o meu sucesso acaba quando começa o sucesso dos outros?

Não sei se esta premissa faz algum sentido. Aliás, parece-me, com um pouco de reflexão, que faz muito pouco ou nenhum sentido. Mas surgiu depois de me aperceber da resistência de alguns ao reconhecimento dos certificados atribuídos após um processo RVCC, ou na aplicação de uma das vias de conclusão do ensino secundário. Essa resistência agudiza-se, lamentavelmente, se o candidato for portador de deficiência.

Ora, se faço parte de um grupo, o sucesso do meu grupo é o meu sucesso também.
Bem sei: no meu ideário egoíco, o outro é a fronteira. Ou melhor, há uma fronteira dupla entre mim e o outro: a minha e a dele. Isto é verdade enquanto olhar para o mundo a partir da minha pequena perspectiva individual; mas se me colocar no ponto de vista do grupo, fico obviamente a ganhar com o progresso global.
Pois é esta a perspectiva que parece por vezes mais difícil de considerar, quando nos habituámos a ver, no outro, aquele lado do nosso espelho que, pelo reflexo negativo, identificamos com o que não queremos ser.
É assim para muitas áreas da nossa vida, sê-lo-á, certamente quando o grupo/sociedade é a família ou um grupo profissional, uma equipa, um país ou um grupo tão vasto quanto o do Ser Humano. Não ganhamos todos quando o ser humano avança?

Hoje penso nas virtudes e vicissitudes duma sociedade inclusiva, onde cada um tem o seu lugar, diferente porque é igual e igual por ser diferente. Ainda há muito caminho a percorrer...



1 comentário:

Ana Paula disse...

Sem dúvida, concordo plenamente.