quinta-feira, 12 de abril de 2012

AGENDA EUROPEIA PARA A EDUCAÇÃO DE ADULTOS

Enquanto em Portugal, se verifica uma retração da oferta da Educação e Formação de Adultos, num movimento estigmatizador para todos os agentes envolvidos (aprendentes, técnicos e formadores), a Comissão Europeia reitera incentivos e faz recomendações para os decisores políticos, favoráveis à Aprendizagem ao Longo da Vida.

A educação e a formação dos adultos constituem  um aspeto crucial das politicas de educação comunitárias e revelam-se essenciais para a competitividade e empregabilidade, a inclusão social, a cidadania ativa e o desenvolvimento pessoal na Europa. O desafio consiste em oferecer oportunidades a todos, em particular aos grupos mais desfavorecidos quanto à educação e formação.  (fonte: aqui)

A Comissão definiu uma Resolução do Conselho sobre uma agenda renovada no domínio da educação de adultos na qual pode ser consultado o ANEXO, para o período de 2012 a 2014, com os seguintes domínios prioritários elencados:
  1. Fazer da aprendizagem ao longo da vida e da mobilidade uma realidade
  2. Melhorar a qualidade e a eficácia do ensino e da formação
  3. Promover a igualdade, a coesão social e a cidadania activa através da educação de adultos
  4. Fomentar a criatividade e a capacidade de inovação dos adultos e dos respectivos ambientes de aprendizagem
  5. Melhorar a base de conhecimentos sobre a educação de adultos e a monitorização deste sector
Pode saber mais AQUI





quarta-feira, 4 de abril de 2012

Feliz Páscoa!

terça-feira, 27 de março de 2012

Talentos entre C'nós


O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré promove, até ao dia 13 de abril, o I Concurso Literário com o objetivo de valorizar a língua portuguesa e de descobrir novos talentos na área da escrita.
Este concurso dirige-se a todos os adultos que tenham passado ou que se encontrem inscritos num Centro Novas Oportunidades, devendo estes, para participar, apresentar trabalhos em poesia ou prosa.
Alguns dos critérios a adotar na avaliação dos trabalhos são: a originalidade e criatividade, a riqueza lexical, a correção ortográfica e a coerência e coesão textual.

Para mais informações e para consultar o regulamento deste concurso: aqui.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pouco a pouco...


O sol caminha sem que o vejas mover-se. E vem o entardecer e anoitece. Estás de novo em casa. Passou um dia. Olhas-te ao espelho, um dia e outro, e não te vês crescer. É também assim que crescem as árvores e que o Inverno se torna Primavera e que a natureza produz flores e frutos, lagos e montanhas. Pouco a pouco. Devagar. Sem que se note. Há uma paciência imensa em tudo o que te rodeia. Um labor silencioso que alcança sempre os seus objectivos. Pouco a pouco.
Uma semente pequena faz-se árvore grande com o tempo. E fica ali no seu lugar, sólida e generosa. Um dia, vens e abrigas-te à sua sombra. Mas essa sombra é uma obra de arte que esteve escondida por muito tempo e não pudeste acompanhar.
Não seria acertado que, na tua vida, desejasses a sombra refrescante – ou as flores, ou os frutos – sem que tivesse havido antes a semente aparentemente imóvel no lençol silencioso da terra, aquele sugar lento de minerais, a alternância repetida das estações.
Há uma grande sabedoria em saber esperar. Não me refiro a uma espera feita de inatividade e de indolência, mas àquela outra que é preenchida por pequenos passos firmes iluminados pela esperança. Tudo aquilo que é bom se pode alcançar. Tudo se consegue. Pouco a pouco. A seu tempo. E há frutos que, por serem tão grandes, só chegarão depois de nós passarmos.
É bom que tenhas grandes objectivos, ideais elevados e nobres. Mas deves considerar que, precisamente por serem grandes e elevados, só podem estar no final de um caminho longo, frequentemente cheio de obstáculos; e que não é sensato procurar atalhos para chegar a eles.
Se alguém te quiser oferecer a noz descascada, a vitória sem combate, o diploma sem a sabedoria, foge depressa. Encher-te-ias de vazio. Quando queres resultados rápidos em coisas grandes – quando prescindes do esforço prolongado, da lentidão, dos métodos apropriados a um objectivo – saltas para fora da realidade. Podes magoar-te e magoar outras pessoas. Tudo o que fizeres a partir desse ponto não te levará a nenhum lugar. Será tudo falso, por ter perdido esse ajustamento à realidade a que chamamos verdade. Hás-de ver que te apodrecerá nas mãos, mais cedo ou mais tarde.
A tua impaciência, porém, não é necessariamente um defeito. Ela pode ser como o vento que empurra o navio. Serve-te dela não para te poupares a esforços, mas para te obrigares a crescer todos os dias. Para aperfeiçoares os teus gestos. Para te tornares mais capaz de ir longe e alto.
Paulo Geraldo

quarta-feira, 14 de março de 2012

“Educação e Formação de Adultos. Políticas, práticas e investigação”


“Num momento em que Portugal, no domínio da Educação e da Formação de Adultos, mobiliza investimentos significativos, procura atingir objetivos muito ambiciosos e promove o desenvolvimento de um volume de práticas pouco usual, torna-se indispensável acompanhar este movimento pelas questões de investigação necessárias, as reflexões críticas adequadas e os debates pertinentes.”


Por isso, sugestão de leitura:


O primeiro resultado de um conjunto de textos relativos às III Jornadas em Educação e Formação de Adultos, realizadas nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2011.

domingo, 11 de março de 2012

A Educação de Adultos na prevenção da Exclusão Social

Na página de “O Direito de Aprender” é feita referência ao projeto EDAM (Education Against Marginalisation), o qual mostrou que depois de os adultos participarem num projecto de Educação de Adultos (aproximadamente quatro meses):
  • 44,2% dos participantes revelavam um melhor domínio de competências básicas de vida (ativação) e manifestavam um maior espírito de segurança, felicidade e controle (interiorização);
  • 37,4% participavam mais na comunidade (participação) e experimentavam mais interações sociais (conexão) do que antes do programa.
A exclusão social é uma ameaça social, levando a que muitos cidadãos, para além de pouco participarem economicamente, tenham de ser enquadrados em longos programas de reintegração no mercado de trabalho a que correspondem elevados custos.
Uma sociedade com uma alta percentagem de pessoas socialmente excluídas paga, por isso, um preço alto quer social quer economicamente. Esta situação pode ser evitada através do investimento na educação: um investimento no futuro.

Da mesma forma, a existência de cuidados com a saúde e o bem-estar de cidadãos socialmente excluídos implica um aumento crescente dos custos com os serviços de saúde.
Pessoas socialmente excluídas também não têm acesso suficiente a recursos materiais. Não criam tantas relações sociais com os vizinhos nem com a comunidade, sentem-se incapazes e pouco motivados para mudar a sua situação, não participando em atividades cívicas.
17% dos cidadãos europeus são considerados como estando em risco de pobreza extrema e dentro deste valor encontram-se grupos vulneráveis, como crianças, idosos, desempregados, minorias étnicas ou imigrantes e pessoas com deficiência que enfrentam um risco muito maior de serem excluídos (Wolff, 2010).


Exemplos de boas práticas de Educação de Adultos demonstram ter um elevado impacto na inclusão social:
  • ABC-café” (Áustria) – ajudou os imigrantes que vivem em comunidades rurais a aprender a língua e a familiarizarem-se com o sistema escolar, os regulamentos e ofertas do governo".
  • "Computador ao pequeno-almoço" (Dinamarca) – ajudou os idoso a superar a exclusão digital, aprendendo num ambiente social adaptado às suas necessidades e objetivos.
  • Base de dados para imigrantes de países terceiros" (Roménia) – contribuiu para identificar os problemas mais importantes dos imigrantes e para obterem apoio.
  • "Oficinas Profissionais" (Grécia) – consistindo num banco de dados, contém CVs, um spot de rádio e cartazes para sensibilizar e aumentar o conhecimento dos empregadores sobre os cegos para estes terem mais oportunidades de conseguir um emprego.
Investir na Educação (de Adultos) é, efetivamente, uma forma de apetrechar os cidadãos com ferramentas que os permitam combater a erosão do saber e derrubar as barreiras do obscurantismo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Educação e Formação de Adultos em 2020


A Comissão Europeia organizou uma conferência, que decorreu em Bruxelas, nos dias 27 e 28 de fevereiro, para o lançamento da Agenda Europeia para a Educação de Adultos.

A Agenda Europeia para a Educação de Adultos, agora revista, representa uma consolidação da política da União Europeia em matéria de educação de adultos e constitui o enquadramento para a cooperação europeia em educação e formação. Tendo em vista permitir que todos os adultos desenvolvam e melhorem as suas competências técnicas e gerais ao longo da vida, a nova Agenda baseia-se nos resultados positivos do Plano de Acção para a Educação de Adultos (2008-2010) e vem complementar iniciativas políticas em curso nas áreas da educação escolar, ensino superior (Processo de Bolonha) e educação e formação profissional (Processo de Copenhaga).

A visão da U.E. para os sistemas de educação de adultos em 2020 caracteriza-se por uma procura crescente de acesso a oportunidades educativas de elevada qualidade, a qualquer momento da vida, e por um papel reforçado por parte das autarquias, empregadores, parceiros sociais, sociedade civil e organizações culturais.

A nova Agenda põe a tónica nos seguintes aspectos:

- autonomia do aprendente, mas também responsabilização deste/desta pelo respetivo percurso e resultados de aprendizagem;
- aprendizagens tardias durante a vida que promovam um envelhecimento ativo, autónomo e sadio entre os cidadãos seniores, enquanto se procura utilizar os seus conhecimentos e experiência em benefício da sociedade;
- um maior acesso ao ensino superior por parte dos adultos;
- desenvolvimento de novas competências necessárias a uma participação activa na sociedade moderna;
- solidariedade entre os diferentes grupos etários, entre culturas e povos oriundos dos mais diversos contextos

Assim pensa a Europa...

Para saber mais: AQUI

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A caminho do crescimento...


No seu relatório "Going for Growth 2012", a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) reforça a necessidade de expandir a educação e a formação vocacional e sublinha positivamente o que já foi feito no sentido de melhorar as condições de vida da população portuguesa. Entre outros aspetos, refere a Iniciativa Novas Oportunidades : "As autoridades expandiram a educação e a formação vocacional de jovens e de adultos com menos qualificações (Novas Oportunidades)".
Pode consultar estes e outros dados aqui e aqui.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Orquestra


"Gosto de ir ver a orquestra. Vou ouvi-la, também, mas gosto mesmo é de a ver: enche-se-me a alma de uma outra forma; junto à beleza da música o encanto de ver o homem ser como deve ser. Dominar um instrumento musical leva muito tempo. É preciso tornar os gestos sólidos e finos. Exige o aperfeiçoamento constante de qualquer coisa que nasceu connosco, deve desenvolver-se dentro de nós e brotar mais tarde, com naturalidade, como a água da fonte."

A mesma solidez encontra-se na Educação e Formação de Adultos. Uma pauta foi criada há várias décadas e, desde então, diversos agentes que foram virando as páginas da História da Educação em Portugal, estudaram estratégias para aprimorar a melodia concertada dos instrumentos teóricos e pedagógicos e as ferramentas metodológicas que iam sendo manipuladas para tornar o som ainda mais afinado. 
"O belo som que produz é incapaz de se encher de sentido sozinho. Alguns instrumentos podem ser ouvidos, com agrado, sem acompanhamento; outros, nem por isso… Mas cada um deles só se torna verdadeiramente grande quando se apaga e se faz esquecer, passando oculto, como simples gota de água, no mar maravilhoso que é a sinfonia. E há uma obediência maravilhosa. Um senhor de aspecto frágil, já com certa idade e ar de sábio, tem nas mãos uma batuta e dirige com gestos ligeiros todos aqueles sons e todas aquelas vontades individuais. O violinista não se liberta quando lhe apetece. E não pode brilhar: deve conter-se, prendendo-se aos seus tempos próprios e ao papel concreto que lhe corresponde."
E é intenção que as vontades individuais criem uma teia de relações, pois só dessa forma o som fará sentido. Sozinhas, cada uma por si, proporcionarão um tom parcelar. Conciliadas e articuladas, darão vida a um projeto. Aqui, as Redes Locais para a Qualificação (RLQ) poderão deter um papel fundamental na promoção de uma conduta de Aprendizagem ao Longo da Vida nas esferas local e regional. No entanto, esta operacionalização levanta algumas questões: a sustentabilidade das próprias redes no futuro próximo e a necessidade de tornar a sua intervenção mais estruturante, o que exigirá o envolvimento de uma ampla diversidade de atores locais e um reforço adicional da capacidade técnica acumulada. Esses diversos atores são os instrumentos da orquestra: muitos, isolados e sem acompanhamento, apagam-se… Todos são necessários porque todos têm o seu papel, a sua função e a sua missão. É a teia de instrumentos que transmite articulação sonora.
"Há muitos olhos atentos à mão que segura a batuta. Não se sentem constrangidos nem se revoltam. Procuram é a fidelidade ao seu pequeno papel, a melhor forma de passarem despercebidos: a perfeição pequena que é necessária à grande perfeição da sinfonia. E eu gosto de ir ver a orquestra também porque compreendo de novo que é possível obedecer com liberdade, e que não é humano fazê-lo à maneira dos escravos: com raiva e de má-vontade."
Também neste contexto específico a batuta marca presença... aqui! Comanda a engrenagem, levando-a à produção de uma melodia que se deseja que siga a mesma linha condutora: a mesma pauta, a mesma configuração musical, um ritmo acertado e sintonizado.
"Não há nada maior para fazer do que a sinfonia. O homem deseja ser grande e tem os seus sonhos. Mas se aquilo que sonha for verdadeiramente grande, ele não poderá realizá-lo sozinho. Um homem por si só não é capaz de construir uma ponte, ou uma estrada, ou uma universidade. Ou a paz, ou uma família. Não educará os filhos. Não será sequer capaz de se construir a si próprio. É perdendo-se na sinfonia que ele se encontra a si mesmo do tamanho que sonhou."
Um simples violino bem manuseado proporciona um bom momento musical. Mas, juntos, todos os instrumentos dão lugar a uma rede de sentido(s): plena, rica e enriquecida. E agora… Que mudanças irá o maestro apresentar à Orquestra?

Fonte: "A Orquestra" (Paulo Geraldo) - Educação na Aldeia

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Procura-se...

Procura-se colaborador(a) com inspiração para atualizar o blogue, uma vez por semana, de preferência com experiência na área da Educação e Formação de Adultos. Deverá apresentar altos níveis de resistência à frustração e uma inabalável vontade de prosseguir, qualquer que seja o rumo traçado pelos acontecimentos. O(a) candidato(a) deverá revelar competências de assertividade e imparcialidade, ser capaz de se movimentar entre tendências sem se machucar e, amiúde, invocar os deuses maiores e menores para apimentar a comunicação. 
Das funções previstas, inerentes ao cargo, para além da criação regular de mensagens, destacam-se a moderação de comentários e a resposta a solicitações de ordem vária.
Promete-se retribuição em estatísticas de visitas significativas ao blogue, com a certeza de que passará a fazer parte de uma equipa que acredita num futuro melhor.
Dar-se-à preferência a quem sofra de uma fértil imaginação e a quem apresente altos níveis de loucura, nomeadamente quanto à convicção de ser capaz de transformar o mundo.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Os cavaleiros da Ordem do Referencial

Graças às Novas Oportunidades, conheci as nossas gentes de muito perto, ouvindo  as suas esperanças e os seus receios, associados a um percurso escolar interrompido por razões várias, muitas vezes de índole económico-social. Pessoas que não puderam continuar a estudar e que tiveram que entrar precocemente no mercado de trabalho. Vi os seus olhos a brilhar de orgulho, depois de passarem pelo processo RVCC. Segui o percurso de alguns que continuaram os estudos no Ensino Superior, com sucesso. Outros conseguiram emprego. Outros, empreendedores, investiram a coragem na sua própria empresa. Outros ainda, descobriram que iriam aprender ao Longo da Vida, para sempre.
Há na natureza deste processo, um fator essencial cujo segredo óbvio revelo sem pudor, pois toda a gente o conhece. Trata-se do R. R de reconhecimento, aquele que toda a gente procura desde a mais tenra infância. Lembram-se? A criança vira-se para o pai ou para a mãe, ou para ambos: "Ó Pai, Ó mãe, olha, olha, olha, já consigo andar de bicicleta, já consigo nadar, já consigo escrever, já consigo ler, já consigo...." Neste processo, é a autoridade constituída simbolicamente pelos elementos da  sessão de júri, técnicos e formadores especializados, avaliadores externos, que vai reconhecer as aprendizagens formais e informais, os adquiridos, a experiência . 

E com o reconhecimento social das suas competências, o candidato fica reconhecido, ou seja: agradecido! Não é por acaso que “reconhecido” tem este duplo significado. A palavra esconde em si um sorriso autêntico e partilhado. De um lado, o sorriso de quem participou ativamente no reconhecimento do outro, conferindo-lhe créditos como elemento de pleno direito do grupo social e da comunidade. Do outro, o sorriso de quem deu um salto na sua evolução, na sua aprendizagem e no seu percurso de vida.
O processo RVCC permite estabelecer novas conexões entre candidatos e técnicos, à imagem do que se passa entre sinapses, reforçando a estrutura social local, criando condições para que o sentimento de pertença e de identidade favoreça o desenvolvimento de grupos sociais mais fortes e mais empreendedores.
Ignorar esta realidade pode representar uma oportunidade perdida de permitir que Portugal cresça, de facto, ao ritmo europeu.

Mas a vida nas Novas Oportunidades mudou... com ruídos de trovoada sideral, numa singularidade de evento paradoxal, no espaço-tempo, semelhante ao que conseguimos imaginar que possa acontecer à luz, na proximidade de um buraco negro. . Dizem por aí que vão acabar, que andam por aí os donos dos anéis do poder, que se acercaram dos Centros, que os querem transformar, eliminando alguns e reformando outros. Dizem por aí, num sussurro tumultuoso anunciando sismo, que o futuro acaba já amanhã. Dizem que nada poderá deter as transformações que se avizinham e que o Reconhecimento já não pode ser feito, porque, paradoxalmente,  não foi reconhecido..... Dizem tanta coisa por aí....

Eu gostava de dizer mais uma. Como qualquer um de vós, sou apenas uma semente. Sou pequenina e, embora de aparência frágil, sou resistente. Contenho em mim os segredos da vida, aprendi a ser resiliente, a adaptar-me às mudanças e às vicissitudes do percurso, sem nunca deixar de ser eu, mesmo no coração da tempestade. As sementes contêm tudo dentro de si. Vejam no que se transforma uma semente de oliveira, numa árvore magnífica, com um pouco de terra, água da chuva e a luz do sol. Já não é uma semente, agora é uma árvore e promete sombra, proteção e alimento. Cada oliveira conta uma história de vida, retorcendo o tronco para se adaptar aos ventos contextuais e circunstanciais. Todos temos essas faculdades dentro de nós. Todos podemos crescer e aprender a dar. Sem medo e com o orgulho de termos crescido em nome de uma causa maior.
Por isso, também no mundo da Educação e Formação de Adultos, quais cavaleiros da Ordem do Referencial, defensores dos princípios de respeito, confiança, criatividade, colaboração e inovação, importa mantermos a capacidade de nos adaptarmos a um mundo em mudança constante e cuja  única condição permanente é precisamente a da transformação. Sejamos, então, capazes de nos adaptarmos à realidade emergente, aprendendo com Einstein que nos encontramos sempre em novos patamares da realidade, ascendendo em aprendizagem, etapa a etapa, com a responsabilidade acrescida de não o podermos nunca mais ignorar: “ A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original”

domingo, 29 de janeiro de 2012

EDEN 2012 Annual Conference: Open Learning Generations


2012 é o “Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações”. Neste contexto, de 6 a 9 de junho de 2012, irá decorrer no Porto a Conferência Anual da European Distance and E-Learning Network (EDEN), cujo tema será “Open learning Generations”.
A conferência promoverá o diálogo inter-geracional no que diz respeito ao uso da tecnologia no setor da educação. O fato de a população da Europa estar a envelhecer, mas com a possibilidade de as pessoas se manterem ativas com o avançar da idade, leva a que as Tecnologias de Informação e Comunicação possam ser veículos de inclusão social para as gerações mais velhas, revelando também a importância da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Para obter mais informações: EDEN

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Para refletir...


"Dos escombros de nosso desespero
construímos o nosso carácter."

(Ralph Waldo Emerson)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sentidos e Significados da Aprendizagem ao Longo da Vida

Data de 2010, mas as palavras e a preocupação deste artigo continuam presentes. E bem. O cenário da Educação estende-se de forma ampla. E diversa. Os movimentos e mutações que a envolvem são complexos. E deixam, por vezes (quantas vezes, ultimamente em tão pouco tempo?!), os músculos perplexos.


Do ponto de vista teórico e conceptual…

…a aprendizagem ao longo da vida – embora não necessariamente com esta designação – tem estado presente no pensamento sobre educação de diversos autores ao longo dos tempos, bem como na reflexão que acontece nos organismos internacionais há já várias décadas.
A centralidade crescente da ideia de aprendizagem ao longo da vida nas políticas educativas europeias conduz a que alguns autores se interroguem sobre até que ponto estaremos a assistir à emergência de uma “era de Aprendizagem ao Longo da Vida” que contrasta com uma “era de Educação” que poderá estar em claro declínio (Tuschling & Engemann, 2006).
A emergência daquela expressão como ideia central dos discursos e políticas educativas é coincidente com a intensificação do papel da União Europeia na área das políticas educativas. Tal intensificação vem-se sentindo desde o ano 2000 na sequência do Conselho Europeu de Lisboa no qual se estabelece uma nova visão estratégica que só pode ser alcançada mediante o investimento significativo no setor educativo/formativo.
Ainda que a ação política europeia não se organize em torno de sanções e imposições aos diferentes Estados, verifica-se que através da discussão e construção partilhada de diagnósticos, recomendações e planos de intervenção, as orientações europeias acabam por se constituir como referentes incontornáveis para cada um desses Estados.




Do ponto de vista substantivo…
…a aprendizagem confunde-se com a própria existência humana e, neste sentido, teve sempre lugar ao longo da vida e em diferentes espaços da nossa existência.
Segundo uma perspetiva histórica, é possível identificar referências a pensadores, desde a Antiguidade Grega e Romana, que encararam os processos educativos de forma abrangente, simultaneamente, do ponto de vista dos tempos e espaços em que se aprende: nunca a aprendizagem se reduziu à idade inicial do ser humano.
A ideia de aprendizagem ao longo da vida, entendida como um processo que acontece em diversas fases do ciclo de vida dos indivíduos e nos diferentes espaços da sua existência, implica (re)alargar o âmbito dos conceitos de educação e aprendizagem, reconhecendo a relevância de espaços e tempos educativos que estão para além dos espaços e tempos escolares.




Do ponto de vista das práticas e sistemas educativos…
…o (re)conhecimento da abrangência da ideia de aprendizagem ao longo da vida dá origem a desafios relativamente ao seu modo de funcionamento que podem encerrar alguma novidade.
No entanto, de acordo com os autores do artigo, importa sublinhar que a ampla difusão da ideia de aprendizagem ao longo da vida pode encerrar alguns riscos associados a entendimentos redutores do termo:
  • Aprendizagem ao longo da vida vista como educação de adultos, como de resto está subjacente aos indicadores estatísticos (como por exemplo os disponibilizados pelo Eurostat) que a medem através da participação de adultos em ações de educação/formação.
  • Estreita associação entre aprendizagem ao longo da vida e sistemas educativos, esquecendo que a aprendizagem decorre também em espaços informais que não se estruturam em termos de objetivos educativos e que correspondem às atividades diárias relacionadas, designadamente, com o trabalho, a família ou o lazer.

A estes sentidos restritivos da ideia de aprendizagem ao longo da vida acrescem, pelo menos, dois grandes riscos de reducionismo no modo como esta ideia se tem tornado um elemento central das políticas educativas europeias, que têm sido objeto de estudo por parte de diversos autores (ver, por exemplo, Biesta, 2005 e 2006; Nóvoa, 2005; Canário, 2003; Lima, 2003):
  1. Subjugar a aprendizagem ao longo da vida a finalidades profissionais e de competitividade económica, reduzindo os processos de aprendizagem dos indivíduos a meios para assegurar a capacidade produtiva de cada um de nós.
  2. A aprendizagem ao longo da vida tende a ser entendida, sobretudo, como um processo que é responsabilidade exclusiva dos indivíduos. Nos termos de Biesta (2006), trata-se de considerar a aprendizagem como um assunto e uma responsabilidade do indivíduo, menorizando a necessidade de criar condições que favoreçam a emergência de dinâmicas de aprendizagem ao longo da vida e a adesão dos indivíduos a essas dinâmicas. Essas condições, favoráveis à aprendizagem ao longo da vida, passam por uma multiplicidade de estratégias como as oportunidades educativas e formativas dirigidas a diferentes tipos de públicos, os mecanismos de reconhecimento e validação de aprendizagens informais, os apoios concedidos aos indivíduos (financeiros, mas também logísticos) para frequentar ações de educação e formação, entre outras.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

(Re)organização do Sistema Educativo Português

Tendo sido inicialmente desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na década de 1970, com o objetivo de ser um instrumento capaz de permitir a recolha, a compilação e o tratamento de estatísticas da educação a nível nacional e internacional, a International Standard Classification of Education (ISCED) é uma classificação dos níveis educativos destinada a permitir a comparação de estatísticas e de políticas educativas entre diferentes sistemas educativos.


Volvidos cerca de sete anos desde o primeiro contacto com essa ferramenta internacional. Apesar de a distância da escala de tempo que me separa do percurso académico ainda ser breve, essa mesma escala tem sido uma importante escola. As ferramentas teóricas são essenciais. Mas a aplicabilidade das mesmas não é inferior.
Em Educação Comparada e, posteriormente, noutras unidades curriculares, o Sistema Educativo Português foi objeto de estudo e análise. Modo de regulação dos países (responsabilidade e financiamento), idade de entrada no sistema escolar, duração da escolaridade obrigatória e esperança de vida escolar… foram várias as unidades de análise e de comparação.
Se, por um lado, os sistemas educativos parecem seguir um padrão idêntico, orientando-se por pressupostos semelhantes que vão ao encontro dos princípios da educação como bem que permite às pessoas lutar por melhores condições de vida em termos de qualidade e direitos, por outro também existem diferenças marcantes e inovadoras.
Foi então que exercitei o pensamento sobre o Sistema Educativo Português de uma forma nova até então.
  • 1.º degrau – Educação Pré-escolar
  • 2.º degrau – Ensino Básico
  • 3.º degrau – Ensino Secundário
  • 4.º degrau – Ensino Pós-secundário não superior
  • 5.º degrau – Educação e Formação de Jovens e Adultos
  • 6.º degrau – Ensino Superior
Eis os patamares da escada educativa em Portugal. Mas, porque nas linhas de textos afigura-se de uma forma e na prática a visão dos degraus é percecionada de um modo mais concreto, foi apenas aquando da inserção no mercado de trabalho – como profissional na área da educação e formação de adultos – que desenvolvi um novo sentido de observação. A mesma lente; porém, um olhar diferente.

No site do Ministério da Educação – Gabinete de Estatística e Planeamento daEducação são apresentados e definidos os principais degraus de acesso a um patamar de habilitações sucessivamente mais elevado.
A educação e formação de jovens e adultos oferece uma segunda oportunidade a indivíduos que abandonaram a escola precocemente ou que estão em risco de a abandonar, bem como àqueles que não tiveram oportunidade de a frequentar quando jovens e, ainda, aos que procuram a escola por questões de natureza profissional ou valorização pessoal, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida.
No sentido de proporcionar novas vias para aprender e progredir surgiu a Iniciativa "Novas Oportunidades" que define como um dos objetivos principais alargar o referencial mínimo de formação ao 12.º ano de escolaridade e cuja estratégia assenta em dois pilares fundamentais: elevar a formação de base da população ativa e tornar o ensino profissionalizante uma opção efetiva para os jovens.
As diferentes modalidades de educação e formação de jovens e adultos permitem adquirir uma certificação escolar e/ou uma qualificação profissional, bem como o prosseguimento de estudos de nível pós-secundário não superior ou o ensino superior.
A educação e formação de jovens e adultos compreende as seguintes modalidades:
  • Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC);
  • Cursos de Educação e Formação (CEF);
  • Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) e Formações Modulares;
  • Sistema Nacional de Aprendizagem.
E agora? Que mudanças estarão planeadas para imprimir neste patamar do Sistema Educativo Português? Como será operacionalizado o 5.º degrau? Se a Educação e Formação de Adultos deixar de existir como até ao momento, os adultos passam a transitar do 4.º para o 6.º se pretenderem enveredar por vias educativas e formativas? Não será um passo demasiado largo?
Este degrau encontra-se bem desenvolvimento e cristalizado nas práticas educativas de vários países europeus (e não só, como comprovam estudos realizados, de que é exemplo o que foi conduzido pela equipa de investigação coordenada por Roberto Carneiro)… Portugal terá levado décadas para incrementar no seu sistema estratégias que contemplassem a população adulta – de forma similar à que espelham esses países – para, com uma corrente de ar, ver fechada esta porta?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A aposta de ser homem


Na Educação na Aldeia há quem diga que «há no nosso linguajar diário coisas realmente curiosas. E uma delas é essa expressão tão comum com que comentamos qualquer falha de alguém: “Isso é muito humano”.
Há trapaças num exame ou num concurso e dizemos: “É muito humano”. Alguém defrauda o fisco e rematamos: “É humano”. Um homem ciumento faz a vida impossível à sua mulher e sussurramos: “É muito humano”. Após um fracasso, vem o desânimo e a amargura e justificamos tal atitude com um “é humano”.
Curiosamente, chamamos humanos apenas aos nossos vícios e defeitos. Inclusive, esse “humano” converte-se, às vezes, em sinónimo de “animal”. Dá impressão de que o rasteiro, o caduco, o que nos afasta das alturas é que é próprio do homem. Mas … justamente é o humano que nos diferencia do animal! Sim, humana é a nossa razão, a vontade, a consciência, o esforço, a santidade. Isso é que é verdadeiramente humano.
  • Humana é a inteligência, que faz do homem um permanente investigador da verdade, um ser ansioso de clareza, uma alma faminta de profundidade.
  • Humana é a vontade, a coragem, o afã de lutar, o saber enfrentar o infortúnio, a capacidade de esperar contra toda a esperança.
  • Humana é a consciência, que nos impede de enganar-nos a nós mesmos, a voz interior que nos desperta para continuar escalando, a exigência que não nos deixa adormecer.
  • Humana é a preocupação de sermos melhores, saber que ainda estamos a meio caminho, propormo-nos como meta a perfeição, embora saibamos que nunca chegaremos à meta total.

Ser homem é, por certo, uma aventura muito ambivalente. E quais são as chaves da aposta? Literalmente: apostar naquilo que o homem tem de animal ou naquilo que ele tem de racional. Apostar no egoísmo ou na generosidade. Optar por uma vida vivida ou por uma vida arrastada. Escolher entre um viver vigilante ou simplesmente vegetativo. Empenhar-se em viver os nossos melhores sonhos ou ruminar os nossos piores desejos. Passar os anos envelhecendo sem amadurecer, ou esforçarmo-nos por amadurecer sem envelhecer. Saber que – como dizia A. Dumas – “o homem nasce sem dentes, sem cabelo e sem sonhos, e a maioria morre sem dentes, sem cabelo e sem sonhos”, ou levantar galhardamente a bandeira das ilusões e saber que podemos perder tudo menos o entusiasmo.
Que gemidos não dará a natureza sempre que é obrigada a prostituir-se na estupidez e no vazio?! É tanto o que podemos alcançar! É tanto o que podemos perder! Assusta-me ser homem. Entusiasma-me e assusta-me. Mas não estou disposto a enganar-me, a pensar que isto é uma brincadeira sem importância, que os anos são umas fichas de cartolina que nos deram para nos irmos entretendo enquanto a noite não vem!»
(José Luis Martin Descalzo)

Se a vida funcionar como os quadrantes matemáticos, aqueles em que o sinal é positivo é preenchido por todas as pessoas que investem numa vida vivida e em viver os seus melhores sonhos, amadurecendo sem envelhecer.
Eis o traço físico e psicológico desejável para todos aqueles que acreditam e defendem a Educação e Formação de Adultos em Portugal. Pelo enquadramento que esta foi traçando nas últimas décadas na História da Educação e por aquele que ainda terá a oportunidade de alicerçar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Leituras em torno da Educação de Adultos


Este livro é provido de um forte, e nunca oculto, posicionamento político da autora relativamente à prática educacional, em geral, e à prática educacional de adultos, em particular, entendida em todas as suas dimensões. Rosanna Barros recusa a possibilidade de existência de um olhar despolitizado sobre os conceitos críticos e pedagógicos do campo da educação de adultos, alertando, de forma muito sustentada, para o processo de “ressemantização política” (p. 20) que, nas últimas décadas, tem atingido o quadro crítico e conceptual da educação de adultos e assumindo-se como defensora de uma educação de adultos em contracorrente, em que as prioridades sejam a apologia da democracia solidária e a transformação social em benefício de cada ser humano e da sociedade, em geral.

A obra organiza-se em duas partes:
  1. Na I Parte, a autora aborda analiticamente questões de heurística na Educação de Adultos, estabelecendo um mapa (inter)nacional dos conceitos e fundamentos educacionais gerais.
  2. Na II Parte, a autora aporta a genealogia dos conceitos em Educação de Adultos, percorrendo e problematizando (inter)nacionalmente perspectivas político-filosóficas estruturantes do setor. Assim, a autora problematiza aqueles que considera serem os binómios conceptuais fundamentais na educação de adultos, nomeadamente, educação permanente, sociedade da aprendizagem, organização qualificante e aprendizagem ao longo da vida, lançando a dúvida de que a educação cumpra atualmente a sua dupla missão de, por um lado, potenciar o enraizamento de cada indivíduo à ordem social que o precede e, por outro, impulsionar a transformação do indivíduo e da sociedade.

Porque não é importante apenas preparar as pessoas para o mercado de trabalho, mas também para a vida, ou seja, ensiná-las a ler, a escrever, a dominar as tecnologias e a competir e, por outro lado, também a serem solidárias, colaborativas, éticas e sensíveis à pessoa do outro, vale a pena folhear estas páginas e absorver a mensagem que transmitem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

INO: o lado positivo


Numa altura em que se (re)define o campo da Iniciativa Novas Oportunidades, imprimindo-lhe uma nova pontuação… regida por dúvidas, pautada por reticências (o que virá?...) e vestida com alguns pontos e muitas vírgulas, urge olhar para os contributos significativos com que o Programa revestiu o tecido social do País.
É precisamente o que sublinha o Conselho Nacional de Educação (CNE) ao considerar que o Programa deu um «forte contributo» no aumento da qualificação dos portugueses, mas precisa de avaliação externa e estabilidade nas equipas.
Na apresentação do estudo “Estado da Educação 2011”, a presidente do CNE, Ana Maria Bettencourt, frisou que aquele organismo «não avaliou» o programa, mas do acompanhamento que fez dele concluiu que «certamente os portugueses têm mais qualificações» do que há dez anos.
No entanto «os níveis de escolarização e qualificação dos portugueses são ainda muito baixos» se comparados com as médias dos outros países da União Europeia, reconhece o Conselho.
«Considero que há uma dívida da democracia e do país para com as pessoas que abandonaram a escola», afirmou Ana Maria Bettencourt, salientando que a existência de programas como as Novas Oportunidades motivaram uma «reconciliação com a escola» de adultos que não tinham concluído os estudos por insucesso ou pobreza.
Mas são precisos «mais dados sobre a qualidade dos processos» de formação, defende o Conselho, salientando que «na última década mudaram muito e precisam de ser avaliados e estabilizados».
As equipas pedagógicas dos Centros Novas Oportunidades também precisam de ter estabilidade, recomenda o CNE, apontando ainda a necessidade destes centros colaborarem com outras entidades da área da formação e educação.
Ana Maria Bettencourt indicou também que as empresas devem começar a reconhecer mais «o valor acrescentado» da formação, ajudando também os seus trabalhadores a aumentar as suas qualificações.
«É preciso avançar na certificação profissional, aí estamos muito atrasados», indicou. Nas suas recomendações deste ano, o CNE reitera a necessidade de as políticas de educação terem «continuidade» e não estarem sempre a mudar, de haver um «plano para o desenvolvimento educativo» que defina onde se quer estar e o que se quer fazer.
Fonte: aqui

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal e... Próspero 2012!


Ao virar mais uma página do calendário com a aproximação, a passos largos, de mais um ano, desejamos a todos um Feliz Natal e que 2012 traga no seu regaço um brilho e energia refrescantes!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Psicologia da Formação Profissional e da Educação de Adultos: Passos Passados, Presentes e Futuros


Luís Imaginário e José Manuel Castro, para além de docentes e analistas das questões tratadas neste livro, têm sido, ao longo dos anos, atores de outras formas de intervenção no terreno de ação sobre o qual se debruçam na obra, o que constitui uma garantia de interação entre teoria e prática nas posições que aqui assumem. Assim, os autores desta coletânea de textos recentemente publicada justificam esta publicação por duas razões principais:
  1. a atualidade das suas problemáticas (que decorre, por um lado, do histórico estado de carência da educação e formação de adultos em Portugal e, por outro lado, da persistente retórica sobre a “precária qualificação dos recursos humanos”);
  2. a dispersão de tais textos.
A perspetiva de aprendizagem ao longo da vida e nos vários contextos de existência que serve de horizonte global de análise das questões relativas à formação profissional e à educação de adultos confere uma grande atualidade a este livro. Por isso, a sua leitura e estudo podem constituir uma inspiração relevante para todos os profissionais da área da formação profissional e da educação de adultos, bem como para os decisores políticos com responsabilidades mais diretas neste mesmo domínio.

Fonte: Revista Direito de Aprender