segunda-feira, 30 de maio de 2011

Despedida de um Avaliador Externo

Fiquei sensibilizada com esta despedida "forçada", pelo que, após a devida autorização do autor, entendi partilhar convosco um texto que pode representar o olhar, ainda assim, sereno e cheio de humanidade, de quem se reconhece a reconhecer o outro.
"Venho por este meio, que as novas tecnologias me disponibilizam, agradecer publicamente a todos os que me permitiram, pela densidade relacional, humana e social, sempre muito presente e intensamente vivida, crescer como pessoa e profissional ao longo deste caminho explorado enquanto avaliador externo, funções que exerci apaixonadamente desde 2002, no âmbito dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) e que o silêncio indesculpável da Agência Nacional (ANQ) para a Qualificação me diz ter chegado ao fim.
Entre eles, para além dos adultos a quem proximamente dedicarei um texto próprio, quero destacar os diretores, os coordenadores, os profissionais e os formadores dos respectivos Centros de Novas Oportunidades (CNO) com quem tive a alegria estimulante de partilhar perspectivas, reflexões, incertezas e paradoxos na busca perseverante de respostas necessárias e entusiasmantes na promoção sempre espinhosa e exigente desse propósito mais nobre da Educação de Adultos que é o da transformação social e do desenvolvimento inteiro das pessoas, tendo em conta a historicidade das suas realidades concretas e contextualizadas.
Aprendi com todos eles que esse propósito ético e ambicioso não constitui, bem pelo contrário, uma tarefa clara e simples e, sobretudo, se manifesta mais custosa quando as incompreensões de “estranhos”, deliberadas ou inconscientes, de maior ou menor poder, nela se imiscuem embaraçando a exigência desse desafio que se vai disputando no condicionado e persistente ajuste capaz e diário de necessidades, capacidades e expectativas dos que, em devido tempo, não tiveram a sorte histórica das circunstâncias e o reconhecimento público e político, merecido e coerentemente atuante.
Aprendi com todos eles que reconhecer hoje, mais do que remediar o não reconhecimento do passado, não é propriamente “qualificar”; é validar, equiparar, permitindo e favorecendo a formação e a qualificação futura e desejável ao valorizar, com critério, os saberes e as competências que não se esgotam e não cabem no livro escolar, a bem não só das pessoas menos escolarizadas mas também, e esse não pode ser de modo nenhum um objectivo atraiçoado, em benefício das múltiplas comunidades em que aqueles se inscrevem, a favor de um bem comum com ganhos inevitáveis para todos. Agradeço, assim, a todos os que me deram a perceber que o RVCC não oferece nada a ninguém e, coisa oposta, me fizeram compreender que o RVCC pode e deve, sobretudo, saber criar FUTURO empenhando a inteligência sofrida mas confiante dos adultos.
Agradeço igualmente o testemunho de todos aqueles que, trabalhando no campo deste reconhecimento assimilaram de desfrutada e vivida experiência e me transmitiram com inteligência e responsabilidade, a importância de provocar nos adultos menos escolarizados, com percursos profissionais de menor qualificação, a curiosidade pelo saber que alarga horizontes, o prazer pelas aprendizagens necessárias a novos sentidos aclarados, a vontade de querer saber mais para melhor significar a (re)descoberta de si, dos outros e do seu mundo e, sobretudo, me chamaram a atenção para a relevância da motivação que se renova por uma confiança reconquistada que permite e favorece os anseios legítimos e as reinvenções necessárias, próprias e colectivas.
Aprendi com todos eles que, nesta escala de ação, é isto que o FUTURO exata e primordialmente convoca; curiosidade e o gosto pelo saber, o prazer de aprender, a vontade de saber mais e mais utilmente e a motivação que alimenta a energia da confiança necessária para se ser mais ainda e de se estar mais plenamente nas esferas da cidadania que o tempo atual requer de todos nós.Reconhecer, mais do que Validar e Certificar, é criar uma condição especial e bem humana de reconciliação com o SABER, com o APRENDER e com a VIDA que nos pode ajudar a ser mais e melhores pessoas e cidadãos.
Este tempo que hoje se vive exige, como se sabe, pessoas mais informadas, mais confiantes, mais exigentes. O RVCC, indesmentivelmente, acrescenta a projetos anteriores de referência no campo da Educação de Adultos, a ideia de alargamento e expansão. Mas são aqueles a quem eu hoje aqui presto, juntamente com muitos outros, esta breve mas singela homenagem, que contribuíram com a sua disponibilidade, competência e sensibilidade para este novo ciclo nos domínios da Educação e da Formação. Saibamos, portanto, acrescentar à riqueza da herança recebida algo de verdadeiro e socialmente transformador. Um obrigado sincero a todos vós. Até sempre."
Almiro Lopes

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os Museus como Espaços para o Diálogo Intercultural



Porque um Museu, além de um arquivo vivo e dinâmico, pode também ser um excelente espaço educativo e formativo...

...reconhecendo as potencialidades dos museus como espaços para o diálogo intercultural, entidades de 6 países (Itália, Espanha, Hungria, Irlanda, Holanda e Reino Unido) estão a trabalhar em conjunto, desde 2007 e com o apoio do Programa Grundtvig, para detectar boas práticas em curso, lançar iniciativas piloto e promover activamente as conclusões que vão retirando dentro do sector dos museus e do património cultural.
Centrando-se em torno de 30 actividades educativas experimentais, que envolvem geralmente vários museus e organizações e se dirigem a uma gama de públicos diferenciados, o Projecto procura identificar as melhores e mais promissoras práticas, à escala europeia, que possam ser adoptadas futuramente na promoção do diálogo cultural e na educação intercultural dentro de contextos museológicos.

Fonte: Direito de Aprender

Para saber mais informações, basta aceder à página do Projecto

quinta-feira, 12 de maio de 2011

1.º Congresso de Auto-avaliação das Organizações de Educação e Formação

Foram muitos os que participaram no congresso dos dias 9 e 10 de Maio, dispostos a aprender e a partilhar aprendizagens sobre a Auto-avaliação das Organizações de Educação e Formação, no âmbito da CAF, ISO ou EFQM, em que a troca de ideias e experiências terá sido certamente útil.
"Estes dois dias tornaram claro o muito que há para fazer ao nível do desenvolvimento de mecanismos de apoio às organizações de educação e formação (quer apoio na auto-avaliação, quer ajuda com feedback) e a mais valia que isso poderá ser no caminho da melhoria constante."Rodrigo Queiroz e Melo
Está de parabéns a Universidade Católica Portuguesa e a equipa do Dr. Rodrigo Queiroz e Melo pela dinâmica conseguida e pelos apontamentos de humor como, por exemplo, o que aqui se publica:


 Para já e para quem não teve a possibilidade de se deslocar a Lisboa, ficam aqui disponíveis as apresentações dos oradores presentes no congresso: 

Dia 9 - Auto-avaliação de centros novas oportunidades
Dia 10 - Auto-avaliação de escolas do ensino básico e secundário 




quinta-feira, 5 de maio de 2011

1.º Congresso "Auto-Avaliação das organizações de educação e formação"



Tendo como objectivo debater o "estado da arte", em Portugal, na utilização de dois modelos estruturados de auto-avaliação (Modelo de Excelência da European Foundation for Quality Management - EFQM e Common Assessment Framework - CAF), a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa organiza, nos dias 9 e 10 de Maio, no Auditório Cardeal Medeiros daquela universidade, o 1.º Congresso "Auto-Avaliação das organizações de educação e formação".


Destinado a professores, formadores e directores de organizações de educação e formação, este congresso abordará a temática do desenvolvimento organizacional dos Centros Novas Oportunidades e as boas práticas associadas à utilização do CAF que tem sido objecto da avaliação externa do "eixo adultos" da Iniciativa Novas Oportunidades.


De entre os oradores, destacam-se Jaap Scheerens, da Universidade de Twente, Maria do Carmo Gomes, Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Patrick Staes, do European Institute of Public Administration (EIPA), e Joaquim Azevedo, da Universidade Católica Portuguesa.

Fonte: aqui

Mais informações...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Programa Educação 2015

Em tempos de reflexão compulsiva, ocasionada por vivências conceptualizadas, importa manter os pés no chão para seguir firme na rota da qualificação. Afinem o GPS, mantenham o objectivo à vista: para além do mapa, existe um território real, onde o caminho acontece, à medida que se avança, em direcção ao sucesso. 

Lançado no ano lectivo 2010/2011, o Programa Educação 2015 apresentou o objectivo " elevar as competências básicas dos alunos e aprofundar o envolvimento das escolas na concretização dos compromissos em matéria de política educativa."
Este objectivo pressupõe:
- Concretizar a universalização da frequência da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário para todos;
- Alargar as oportunidades de qualificação certificada para jovens e adultos;
- Promover a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos e valorizar a escola pública;
- Reforçar as condições de funcionamento, os recursos e a autonomia das escolas;
- Valorizar o trabalho e a profissão docente

Mais do que um objectivo político, trata-se de uma reivindicação, de um direito consagrado.

Se quiser saber mais: AQUI

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa Feliz

Por vezes são as palavras mais simples que estão impregnadas de maior significado... por isso, deixamos aqui os sinceros votos de uma Páscoa Feliz a todos os que acompanham e/ou lêem este espaço!


Voltaremos em breve...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Semana de Aprendizagem ao Longo da Vida no Parlamento Europeu


A Associação Europeia para a Educação de Adultos (EAEA), juntamente com outros parceiros na Plataforma Europeia da Sociedade Civil para a Aprendizagem ao Longo da Vida (EUCIS LLL), participou na primeira Semana de Aprendizagem ao Longo da Vida, que se realizou em meados de Março no Parlamento Europeu. A EAEA apresentou o seu próprio stand e despertou grande interesse com os seus materiais, sobretudo a brochura Grundtvig, a Newsletter e a brochura sobre participação.

Durante a semana, Pierre Mairesse, Director para a Aprendizagem ao Longo da Vida, na Direcção-Geral EAC, veio encontrar-se com membros da EUCIS a quem apresentou os principais desenvolvimentos próximos, do ponto de vista da Comissão. Incluem-se aqui novas informações sobre:


- a proposta para um novo Programa de Aprendizagem ao longo da Vida;

- um novo Plano de Acção e Comunicações da Comissão sobre sociedade civil;

- multilinguismo.

Com organização conjunta da EUCIS e da SOLIDAR, teve lugar uma Mesa Redonda no Parlamento Europeu sobre os efeitos das medidas de austeridade na educação e formação, tendo-se ouvido contributos de França, Irlanda e Letónia sobre o impacto dos cortes na Aprendizagem ao Longo da Vida.


Em representação da EAEA, Gina Ebner apresentou algumas recomendações, tais como: necessidade de um financiamento sustentável; consultas à sociedade civil; políticas assentes em resultados concretos devidamente avaliados; novos projectos inovadores integrados nas políticas centrais.


Participaram também vários deputados europeus, incluindo membros do Comité para a Educação e Cultura. Houve ainda ocasião para um debate público sobre o impacto e o valor acrescentado dos esquemas de mobilidade e de aprendizagem transnacionais relativamente à produção de competências pessoais, sociais e cívicas. Também aqui se apresentaram recomendações visando a melhoria dos programas de mobilidade, para que mais grupos da população adulta possam participar, para que os participantes aproveitem ao máximo estas experiências educativas e para que tanto a cidadania activa como o desenvolvimento pessoal sejam reconhecidos como de importância igual à empregabilidade.


Mais informações: EAEA


Fonte: Direito de Aprender

quarta-feira, 6 de abril de 2011

I Encontro Internacional de Educação de Adultos e Envolvimento Parental


Tendo como ponto de partida o estudo centrado na relevância dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências para a promoção da literacia familiar, que resulta de uma parceria estabelecida entre a Agência Nacional para a Qualificação e a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), este estabelecimento de ensino vai levar a cabo, nos dias 29 e 30 de Abril, o I Encontro Internacional de Educação de Adultos e Envolvimento Parental. Destinado a estudantes, investigadores, docentes, formadores e técnicos/profissionais dos Centros Novas Oportunidades, este encontro pretende não só apresentar os resultados daquele estudo, coordenado por Lucília Salgado, docente da ESEC, mas também debater a forma como as potencialidades que advêm da educação de adultos se podem manifestar no seu desenvolvimento pessoal e social. Constituem ainda objectivos deste encontro a análise do impacto do envolvimento parental no sucesso educativo dos filhos e o debate de propostas de intervenção socioeducativa destinadas, sobretudo, aos técnicos e formadores dos Centros Novas Oportunidades.


terça-feira, 29 de março de 2011

Trabalho Voluntário e Educação de Adultos em Espanha

O sector que reúne a grande maioria da força de trabalho voluntária espanhola é o chamado Terceiro Sector. As organizações que constituem este sector formam parte da força de trabalho voluntária. Aqueles sobe em flecha, abrangendo um vasto número de novas e flexíveis organizações cheias de ideias novas - são provas disso a força de trabalho virtual voluntária e o ciber-activismo.

A fim de definir esta força de trabalho voluntária, pode-se recorrer à definição dada pela Lei n.º 6/1996, de 15 de Janeiro. Assim, considera-se força de trabalho voluntária qualquer grupo de pessoas que desenvolvam actividades de interesse geral, desde que essas actividades não sejam efectuadas de forma comercial ou reúnam as mesmas condições que uma relação laboral. Além disso, devem cumprir com os seguintes requisitos:


- ter uma natureza altruísta e solidária;

- ser assumida livremente;

- não ter finalidade lucrativa, sem afectar o direito ao reembolso de despesas incorridas com a actividade;

- ser efectuada dentro de organizações privadas ou públicas e ao abrigo de certos projectos programas.

Nos últimos anos, diversificou-se o perfil do trabalhador voluntário em Espanha e os voluntários mais jovens desenvolvem normalmente o seu trabalho nos domínios da acção social, tempos livres, integração social, educação e formação, enquanto o grupo etário dos mais de 55 anos intervêm dentro das áreas sócio-sanitárias e sociais. Alguns estudos demonstram que estamos perante um sector já consolidado e que está a crescer de forma acelerada: composto por um grande número de novas organizações, com ideias novas e cobrindo novas esferas de acção.


De um ponto de vista educacional, tal como é promovido pelo Ministério da Educação e Ciência e reconhecido pela Lei Orgânica de Educação, o trabalho voluntário eleva a consciência pessoal desde que se inicia, introduzindo conteúdos e atitudes que estimulam mais conhecimentos e melhor compreensão de questões éticas e sociais ao longo de todo o processo educativo. Também as universidades estão a desempenhar tarefas de uma importância crescente para o trabalho voluntário: reconhecimento gradual da necessidade de reforçar certos temas e valores, como a situação social dos mais desfavorecidos, cidadania, participação, responsabilidade e sensibilidade para os vários tipos de trabalho voluntário; investigação e estudos sobre o trabalho voluntário; criação de cursos de pós-graduação neste domínio; oferta de serviços voluntários e de projecção social.


Para ler o artigo completo: Direito de Aprender

quinta-feira, 24 de março de 2011

QUALIFIC@

"A QUALIFIC@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego vai realizar-se de 31 de Março a 3 de Abril de 2011, na EXPONOR – Feira Internacional do Porto.
Após os excelentes resultados obtidos nas últimas edições – mais de 40 mil visitantes por edição, a QUALIFIC@ renova uma vez mais as parcerias com os diversos organismos e instituições públicas ligados à área da Educação, Formação e Juventude, que, com todo o seu apoio e cooperação, contribuem para uma constante inovação e crescimento do mais conceituado evento do sector em Portugal.
A QUALIFIC@ tem como missão criar um espaço de informação e sensibilização, oferecendo propostas na área da formação e educação, tentando ainda facilitar o cruzamento eficaz entre a procura na área do emprego e a oferta educativa e formativa. Com este enfoque reúne num só local as entidades intervenientes nos sectores da Educação, da Formação e do Emprego."
Quer saber mais? Visite já o SITE


quinta-feira, 17 de março de 2011

Centros Novas Oportunidades: passaporte para o Futuro


No âmbito do Centro de Investigação em Políticas e Sistemas Educativos (CIPSE) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), vai levar-se a cabo um encontro, no dia 27 de Maio, onde seja possível debater as marcas que os Centros Novas Oportunidades (CNO) têm deixado na qualificação da população portuguesa, originando novos quadros profissionalizantes, que reorganizam os territórios educativos.

Assim, são objectivos deste encontro:

  • Debater os desafios actuais sobre as práticas de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) em Portugal e na Europa;
  • Reflectir sobre as novas tendências de projectos educativos para adultos;
  • Conhecer diferentes realidades de educação de adultos nos CNO;
  • Promover o sucesso, contrariando a desistência e o abandono em Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).

Para mais informações: Instituto Politécnico de Leiria

segunda-feira, 14 de março de 2011

LifeLong Learning: uma possibilidade de educação e formação para todos

O programa de Aprendizagem ao Longo da Vida da Comissão Europeia permite que as pessoas, em todas as fases da vida, possam participar em experiências desafiadoras de aprendizagem e ajuda a desenvolver o sector da educação e formação na Europa.
Com um orçamento de cerca de sete bilhões de euros para 2007-2013, o programa financia uma série de acções, incluindo intercâmbios, visitas de estudo e actividades em rede. Os projetos são destinados não só aos estudantes e alunos, mas também professores, formadores e outros intervenientes na educação e formação.

Há quatro sub-programas que financiam projectos em diferentes níveis de educação e formação:
Comenius para as escolas
Erasmus para o ensino superior
Leonardo da Vinci para a educação e formação profissional
Grundtvig, para a educação de adultos

Saiba mais sobre os tipos de acções financiadas no âmbito do programa de Aprendizagem ao Longo da Vida e como participar nessas acções.


domingo, 6 de março de 2011

“Cidade das Qualificações” na Futurália 2011


Entre 16 e 19 de Março, a Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, vai acolher mais uma edição da Futurália 2011 – Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade, este ano subordinada ao tema “A vida é tua! Descobre o teu caminho”.
Neste certame, participam a Agência Nacional para a Qualificação, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), que, de forma articulada, convidarão o público a visitar uma “Cidade das Qualificações”, constituída por cinco bairros:

  1. Trabalhar com Máquinas
  2. Trabalhar em Tecnologia
  3. Trabalhar com Pessoas
  4. Trabalhar nas Artes e Serviços
  5. Ciências e Humanidades

Este último bairro será dedicado aos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, sendo, por isso, da responsabilidade da DGIDC. Para os restantes quatro bairros estão definidas oito saídas profissionais, através das quais os visitantes poderão tomar conhecimento do que actualmente se faz nos cursos profissionalizantes de nível secundário de educação.

As demonstrações práticas, em interacção com os visitantes, e a animação(particularmente em palco) marcarão este espaço do certame, assim como o atendimento personalizado, com informação sobre os diferentes percursos de educação e formação.
Seminários, workshops, palestras, debates, iniciativas de demonstração nos stands, concursos e passatempos serão outras das actividades preparadas para os participantes da Futurália 2011, com vista a esclarecer todas as dúvidas que estes tenham, em áreas que vão desde a formação inicial até ao ensino superior, passando pela inserção na vida activa e empregabilidade.

Fonte: Novas Oportunidades

Para mais informações: Futurália 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lançamento do Programa e.escola 2.0

 Quem pretende adquirir um computador graças ao código de aquisição facultado pelo programa Novas Oportunidades, no âmbito da formação, deverá esperar que se conclua o processo de transição para o e.escola 2.0

"Com vista a garantir o acesso às tecnologias de informação, promovendo, assim, a infoinclusão dos alunos dos ensinos básico e secundário, dos professores e dos adultos que estejam em programas de formação, através do acesso aos equipamentos mais adequados, foi determinado, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 12/2011, de 8 de Fevereiro, o lançamento do Programa e.escola 2.0, que sucede ao actual Programa e.escola. 

Este novo programa pretende criar um novo enquadramento que possibilite a continuidade no acesso a computadores portáteis e à internet pela comunidade educativa; promover a criação e a utilização de conteúdos educativos, através de um novo nível de apropriação social das tecnologias de informação e comunicação sobre a infra-estrutura instalada de computadores e ligações à internet; e incentivar a utilização das redes de nova geração, que estarão implementadas um pouco por todo o país até 2012."

 in Newsletter Novas Oportunidades nº 24

sábado, 26 de fevereiro de 2011

“A Educação de Adultos: uma dupla oportunidade na família”


Este é o nome de uma publicação coordenada por Lucília Salgado, investigadora e docente na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), que reúne as comunicações apresentadas no I Encontro Internacional de Literacia Familiar, realizado em Novembro de 2009, nas instalações da ESEC.
Sob o tema “As novas potencialidades da educação de adultos na construção do sucesso escolar dos filhos”, Lucília Salgado apresenta as problemáticas que considera estarem na génese do insucesso escolar das crianças à entrada para o ensino básico, destacando, neste âmbito, a construção da hipótese de que através da educação de adultos (nomeadamente através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) será possível criar condições de base para o sucesso das crianças a partir da altura em que estas, ainda jovens, iniciam o seu percurso escolar.

A obra encontra-se dividida em três partes:

  1. A Génese do (In) sucesso Escolar: na escola e na família
  2. A Construção do Sucesso Escolar
  3. O Projecto de Escolarização para os Filhos e a Literacia Familiar: contexto e práticas

É precisamente nesta última parte que são apresentados textos que incidem sobre a importância da educação de adultos, nomeadamente sobre a forma como o processo de RVCC desenvolvido nos Centros Novas Oportunidades, facilita e potencia a introdução de hábitos e práticas de leitura e de escrita na família, duas vertentes fundamentais na aprendizagem da linguagem escrita no início da escolaridade. A isto se junta a tentativa de compreender se o adulto que realizou um processo de RVCC modifica a sua interacção com os filhos e em que medida as novas competências e conhecimentos adquiridos permitem que os pais incutam nos filhos valores que passem pela vontade e interesse pela escolarização.

Fonte: ANQ

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Silêncio


Um cartoon de Mester vale mais que mil palavras...

Embora a Infoletter sobre Information on Adult Education and Lifelong Learning in Europe, refira não haver razões para temer cortes nesta área, são cada vez mais preocupantes os silêncios, a ausência de informação, as indefinições, as omissões e as incertezas por parte da Tutela. Mais de 450 Centros Novas Oportunidades estão à espera. Mais de 8000 pessoas aguardam notícias sobre a manutenção - ou não - do seu posto de trabalho. Recursos humanos especializados que não podem ser desperdiçados. O tempo vai escorregando nas paredes da ampulheta, indiferente ao brilho da lâmina que paira sobre o destino incerto de cada uma destas pessoas.
No século mágico em que vivemos, em redes de relações de projecção ainda sem limites, há mais de um milhão de adultos à espera de mais transparência e mais coerência na sequência do desenvolvimento do seu processo de qualificação.

Um silêncio pesado.



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não é demais (re)lembrar...

Embora a “História” dos Direitos Humanos inicie muito antes, foi sobretudo a II Guerra Mundial que ditou a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos como forma de estabelecer a paz entre as nações e o consenso entre os povos.




Mais do que um direito de cada cidadão – cada peça do puzzle da sociedade – afigura-se como um dever investir na Educação, pois se “toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego”, está também nas mãos de cada um pautar o seu percurso de vida com o dever de investir na sua formação e qualificação.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

II Encontro Internacional do Ensino do Português

A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), do Instituto Politécnico de Coimbra, promove nos dias 10, 11 e 12 de Fevereiro, o II Encontro Internacional do Ensino da Língua Portuguesa. Este evento, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, deverá possibilitar uma reflexão sobre as questões e os estudos respeitantes ao ensino do português como língua materna e do português como língua segunda (L2) nos ensinos básico e pré-escolar, destinando-se a educadores, professores e investigadores.
Em discussão estarão temas como o ensino do português como língua materna; o ensino do português L2; a promoção da leitura; a literacia dos adultos; a promoção e desenvolvimento da escrita; o ensino precoce da literatura; a oralidade em contexto lectivo; o ensino da gramática; as Tecnologias de Informação e Comunicação; e, ainda, a língua gestual portuguesa - ensino bilingue.
Mais informações? Aqui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

À laia de reflexão

Não poderia deixar “passar em branco” o que testemunhei nos passados dias 03 e 04 de Fevereiro de 2011, na Unidade Pedagógica Central da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Numa tentativa de reunir elementos da comunidade de investigadores que trabalha no domínio da Educação e Formação de Adultos em Portugal, o Grupo de Estudos de Educação e Formação do Centro de Investigação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra reuniu esforços para realizar as III Jornadas de Educação e Formação de Adultos.


Mobilizadas por diversos objectivos...

  • Promover o debate e a troca de experiências entre os diversos agentes do domínio da Educação e Formação de Adultos
  • Analisar criticamente as políticas nacionais e internacionais
  • Identificar e debater a evolução do campo de práticas
  • Conhecer e problematizar os resultados de investigações recentes
  • Contribuir para um aperfeiçoamento contínuo das políticas e práticas
  • Incentivar a reflexão, a investigação e a produção científica
  • Contribuir para a formação contínua dos Agentes

...estas jornadas percorreram diversos assuntos, desde a validação e certificação de competências até aos caminhos da investigação em Educação e Formação de Adultos.
Para além dos temas gerais das manhãs (“A Educação Permanente e a Educação e Formação de Adultos 40 anos depois – passado, presente e futuro de uma ideia virtuosa”, “A Educação e Formação de Adultos, alguns contributos portugueses”, “Avaliação do Programa Novas Oportunidades: opções metodológicas e principais conclusões” e “Os grandes desafios da Educação e Formação de Adultos em Portugal”), as Mesas versaram sobre outros mais particulares, favorecendo uma abordagem ecléctica desta área do saber. A todos os participantes foi possível, assim, optar pela/s Mesa/s que se encaixavam nos seus centros de interesse e motivação, participando activamente no período concedido para debate e partilha de ideias, no final das mesmas.

Foi na sala da qual fiz activamente parte, no dia 03 de Fevereiro, que escutei palavras (sempre doces, reais e realistas!) da Pessoa com quem partilho a construção deste espaço (se não exactamente desta forma, pelo menos com este sentido e sentimento):

- É gratificante ver o entusiasmo com que todas estas pessoas falam destes projectos e isso é um bálsamo atendendo às circunstâncias actuais!

Os períodos de intervalo, naquele espaço exterior onde o ar revitalizava o ânimo, serviam como ponto de encontro. Era durante esses momentos informais – que mediavam os trabalhos – que se juntavam os elementos das mesmas equipas, mas que também se (re)encontravam pessoas geograficamente mais distantes, unidas por um propósito essencial que comungam: dignificar a área da Educação e Formação de Adultos. Aí, entre sorrisos e diálogos informalmente tecidos e edificados, todos trocavam ideias e perspectivas sobre o que havia sido abordado nas diferentes salas, em torno das diversas Mesas.

No final do segundo dia de trabalhos, o balanço feito foi bastante positivo e as Jornadas vistas como uma excelente oportunidade de crescimento e enriquecimento. Efectivamente, a área da Educação de Adultos tem construído a sua identidade ao longo dos últimos anos, sendo-lhe, hoje em dia, reconhecido inquestionável valor no cerne de uma sociedade em constante mutação e que se coaduna com os fundamentos e exigências da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Certamente, serão muitas as pessoas que já aguardam um impacto igualmente positivo e frutífero das IV Jornadas de Educação e Formação de Adultos, desde já perspectivadas como mais um desafio e mais um momento (re)encontro e crescimento pessoal e profissional!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Novas competências de empregabilidade

Não são apenas as competências designadas “essenciais” as que permitem que cada cidadão viva o seu dia-a-dia numa contínua aprendizagem e adaptação. As competências transversas impulsionam, também, com a sua força motriz, toda a engrenagem do que é, efectivamente, Ser Humano.
Com o aumento exponencial do desemprego verificado actualmente no nosso país, temos de ter uma preocupação ainda maior de formar os nossos jovens de modo a que consigam lidar com este panorama e fazer face aos desafios que os esperam no mundo do trabalho.
A velha ideia de que poderá existir um único emprego ou profissão para toda a vida já não faz mais sentido nos tempos que correm. O sentido de carreira linear e progressiva numa determinada profissão anteriormente existente na maioria dos casos, tem de ser abandonada pelos nossos jovens e compreendida pelos seus pais/família, com o risco de se aumentarem as consequências e impacto negativos.
Então, que fazer para lidar com todos estes problemas do nosso contexto social?
Que competências são exigidas pelos nossos empregadores do mercado de trabalho actual?

Por um lado, devemos ter consciência destas situações e procurar construir não só um projecto de vida, mas prepararmo-nos para a sua redefinição constante; por outro, devemos procurar alargar, sempre que possível, o nosso leque de competências pessoais, sociais e profissionais.
Assim, devemos investir numa formação que se adeque às exigências dos possíveis empregadores, com uma estreita colaboração na definição de perfis profissionais actuais e futuros.
Nos tempos que correm e em termos globais, a maioria das empresas valoriza um conjunto de competências que vão para além das competências técnicas, mas essencialmente ao nível pessoal e social. Portanto, há que evoluir ao nível pessoal, valorizando:
  • o desenvolvimento de um pensamento flexível;
  • o contacto com todas as oportunidades de actividades profissionais ou lúdicas/tempos livres;
  • a alteração de funções como uma oportunidade, ao invés de uma ameaça;
  • o desenvolvimento das diferentes áreas da inteligência;
  • as oportunidades de formação que correspondem aos interesses e projectos vocacionais;
  • a preparação para a transição de actividade profissional;
  • o desenvolvimento da autonomia, capacidade de iniciativa, facilidade relacional e comunicativa, capacidade de resolução de problemas, capacidade de trabalho em equipa e criatividade.
Cada vez mais se caminha para a polivalência dos trabalhadores e é necessária humildade na aprendizagem de novas competências que permitem, aos indivíduos que as possuem, vingar mais facilmente no mercado de trabalho.
Artigo completo: aqui