quarta-feira, 6 de abril de 2011

I Encontro Internacional de Educação de Adultos e Envolvimento Parental


Tendo como ponto de partida o estudo centrado na relevância dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências para a promoção da literacia familiar, que resulta de uma parceria estabelecida entre a Agência Nacional para a Qualificação e a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), este estabelecimento de ensino vai levar a cabo, nos dias 29 e 30 de Abril, o I Encontro Internacional de Educação de Adultos e Envolvimento Parental. Destinado a estudantes, investigadores, docentes, formadores e técnicos/profissionais dos Centros Novas Oportunidades, este encontro pretende não só apresentar os resultados daquele estudo, coordenado por Lucília Salgado, docente da ESEC, mas também debater a forma como as potencialidades que advêm da educação de adultos se podem manifestar no seu desenvolvimento pessoal e social. Constituem ainda objectivos deste encontro a análise do impacto do envolvimento parental no sucesso educativo dos filhos e o debate de propostas de intervenção socioeducativa destinadas, sobretudo, aos técnicos e formadores dos Centros Novas Oportunidades.


terça-feira, 29 de março de 2011

Trabalho Voluntário e Educação de Adultos em Espanha

O sector que reúne a grande maioria da força de trabalho voluntária espanhola é o chamado Terceiro Sector. As organizações que constituem este sector formam parte da força de trabalho voluntária. Aqueles sobe em flecha, abrangendo um vasto número de novas e flexíveis organizações cheias de ideias novas - são provas disso a força de trabalho virtual voluntária e o ciber-activismo.

A fim de definir esta força de trabalho voluntária, pode-se recorrer à definição dada pela Lei n.º 6/1996, de 15 de Janeiro. Assim, considera-se força de trabalho voluntária qualquer grupo de pessoas que desenvolvam actividades de interesse geral, desde que essas actividades não sejam efectuadas de forma comercial ou reúnam as mesmas condições que uma relação laboral. Além disso, devem cumprir com os seguintes requisitos:


- ter uma natureza altruísta e solidária;

- ser assumida livremente;

- não ter finalidade lucrativa, sem afectar o direito ao reembolso de despesas incorridas com a actividade;

- ser efectuada dentro de organizações privadas ou públicas e ao abrigo de certos projectos programas.

Nos últimos anos, diversificou-se o perfil do trabalhador voluntário em Espanha e os voluntários mais jovens desenvolvem normalmente o seu trabalho nos domínios da acção social, tempos livres, integração social, educação e formação, enquanto o grupo etário dos mais de 55 anos intervêm dentro das áreas sócio-sanitárias e sociais. Alguns estudos demonstram que estamos perante um sector já consolidado e que está a crescer de forma acelerada: composto por um grande número de novas organizações, com ideias novas e cobrindo novas esferas de acção.


De um ponto de vista educacional, tal como é promovido pelo Ministério da Educação e Ciência e reconhecido pela Lei Orgânica de Educação, o trabalho voluntário eleva a consciência pessoal desde que se inicia, introduzindo conteúdos e atitudes que estimulam mais conhecimentos e melhor compreensão de questões éticas e sociais ao longo de todo o processo educativo. Também as universidades estão a desempenhar tarefas de uma importância crescente para o trabalho voluntário: reconhecimento gradual da necessidade de reforçar certos temas e valores, como a situação social dos mais desfavorecidos, cidadania, participação, responsabilidade e sensibilidade para os vários tipos de trabalho voluntário; investigação e estudos sobre o trabalho voluntário; criação de cursos de pós-graduação neste domínio; oferta de serviços voluntários e de projecção social.


Para ler o artigo completo: Direito de Aprender

quinta-feira, 24 de março de 2011

QUALIFIC@

"A QUALIFIC@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego vai realizar-se de 31 de Março a 3 de Abril de 2011, na EXPONOR – Feira Internacional do Porto.
Após os excelentes resultados obtidos nas últimas edições – mais de 40 mil visitantes por edição, a QUALIFIC@ renova uma vez mais as parcerias com os diversos organismos e instituições públicas ligados à área da Educação, Formação e Juventude, que, com todo o seu apoio e cooperação, contribuem para uma constante inovação e crescimento do mais conceituado evento do sector em Portugal.
A QUALIFIC@ tem como missão criar um espaço de informação e sensibilização, oferecendo propostas na área da formação e educação, tentando ainda facilitar o cruzamento eficaz entre a procura na área do emprego e a oferta educativa e formativa. Com este enfoque reúne num só local as entidades intervenientes nos sectores da Educação, da Formação e do Emprego."
Quer saber mais? Visite já o SITE


quinta-feira, 17 de março de 2011

Centros Novas Oportunidades: passaporte para o Futuro


No âmbito do Centro de Investigação em Políticas e Sistemas Educativos (CIPSE) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), vai levar-se a cabo um encontro, no dia 27 de Maio, onde seja possível debater as marcas que os Centros Novas Oportunidades (CNO) têm deixado na qualificação da população portuguesa, originando novos quadros profissionalizantes, que reorganizam os territórios educativos.

Assim, são objectivos deste encontro:

  • Debater os desafios actuais sobre as práticas de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) em Portugal e na Europa;
  • Reflectir sobre as novas tendências de projectos educativos para adultos;
  • Conhecer diferentes realidades de educação de adultos nos CNO;
  • Promover o sucesso, contrariando a desistência e o abandono em Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).

Para mais informações: Instituto Politécnico de Leiria

segunda-feira, 14 de março de 2011

LifeLong Learning: uma possibilidade de educação e formação para todos

O programa de Aprendizagem ao Longo da Vida da Comissão Europeia permite que as pessoas, em todas as fases da vida, possam participar em experiências desafiadoras de aprendizagem e ajuda a desenvolver o sector da educação e formação na Europa.
Com um orçamento de cerca de sete bilhões de euros para 2007-2013, o programa financia uma série de acções, incluindo intercâmbios, visitas de estudo e actividades em rede. Os projetos são destinados não só aos estudantes e alunos, mas também professores, formadores e outros intervenientes na educação e formação.

Há quatro sub-programas que financiam projectos em diferentes níveis de educação e formação:
Comenius para as escolas
Erasmus para o ensino superior
Leonardo da Vinci para a educação e formação profissional
Grundtvig, para a educação de adultos

Saiba mais sobre os tipos de acções financiadas no âmbito do programa de Aprendizagem ao Longo da Vida e como participar nessas acções.


domingo, 6 de março de 2011

“Cidade das Qualificações” na Futurália 2011


Entre 16 e 19 de Março, a Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, vai acolher mais uma edição da Futurália 2011 – Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade, este ano subordinada ao tema “A vida é tua! Descobre o teu caminho”.
Neste certame, participam a Agência Nacional para a Qualificação, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), que, de forma articulada, convidarão o público a visitar uma “Cidade das Qualificações”, constituída por cinco bairros:

  1. Trabalhar com Máquinas
  2. Trabalhar em Tecnologia
  3. Trabalhar com Pessoas
  4. Trabalhar nas Artes e Serviços
  5. Ciências e Humanidades

Este último bairro será dedicado aos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, sendo, por isso, da responsabilidade da DGIDC. Para os restantes quatro bairros estão definidas oito saídas profissionais, através das quais os visitantes poderão tomar conhecimento do que actualmente se faz nos cursos profissionalizantes de nível secundário de educação.

As demonstrações práticas, em interacção com os visitantes, e a animação(particularmente em palco) marcarão este espaço do certame, assim como o atendimento personalizado, com informação sobre os diferentes percursos de educação e formação.
Seminários, workshops, palestras, debates, iniciativas de demonstração nos stands, concursos e passatempos serão outras das actividades preparadas para os participantes da Futurália 2011, com vista a esclarecer todas as dúvidas que estes tenham, em áreas que vão desde a formação inicial até ao ensino superior, passando pela inserção na vida activa e empregabilidade.

Fonte: Novas Oportunidades

Para mais informações: Futurália 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lançamento do Programa e.escola 2.0

 Quem pretende adquirir um computador graças ao código de aquisição facultado pelo programa Novas Oportunidades, no âmbito da formação, deverá esperar que se conclua o processo de transição para o e.escola 2.0

"Com vista a garantir o acesso às tecnologias de informação, promovendo, assim, a infoinclusão dos alunos dos ensinos básico e secundário, dos professores e dos adultos que estejam em programas de formação, através do acesso aos equipamentos mais adequados, foi determinado, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 12/2011, de 8 de Fevereiro, o lançamento do Programa e.escola 2.0, que sucede ao actual Programa e.escola. 

Este novo programa pretende criar um novo enquadramento que possibilite a continuidade no acesso a computadores portáteis e à internet pela comunidade educativa; promover a criação e a utilização de conteúdos educativos, através de um novo nível de apropriação social das tecnologias de informação e comunicação sobre a infra-estrutura instalada de computadores e ligações à internet; e incentivar a utilização das redes de nova geração, que estarão implementadas um pouco por todo o país até 2012."

 in Newsletter Novas Oportunidades nº 24

sábado, 26 de fevereiro de 2011

“A Educação de Adultos: uma dupla oportunidade na família”


Este é o nome de uma publicação coordenada por Lucília Salgado, investigadora e docente na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), que reúne as comunicações apresentadas no I Encontro Internacional de Literacia Familiar, realizado em Novembro de 2009, nas instalações da ESEC.
Sob o tema “As novas potencialidades da educação de adultos na construção do sucesso escolar dos filhos”, Lucília Salgado apresenta as problemáticas que considera estarem na génese do insucesso escolar das crianças à entrada para o ensino básico, destacando, neste âmbito, a construção da hipótese de que através da educação de adultos (nomeadamente através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) será possível criar condições de base para o sucesso das crianças a partir da altura em que estas, ainda jovens, iniciam o seu percurso escolar.

A obra encontra-se dividida em três partes:

  1. A Génese do (In) sucesso Escolar: na escola e na família
  2. A Construção do Sucesso Escolar
  3. O Projecto de Escolarização para os Filhos e a Literacia Familiar: contexto e práticas

É precisamente nesta última parte que são apresentados textos que incidem sobre a importância da educação de adultos, nomeadamente sobre a forma como o processo de RVCC desenvolvido nos Centros Novas Oportunidades, facilita e potencia a introdução de hábitos e práticas de leitura e de escrita na família, duas vertentes fundamentais na aprendizagem da linguagem escrita no início da escolaridade. A isto se junta a tentativa de compreender se o adulto que realizou um processo de RVCC modifica a sua interacção com os filhos e em que medida as novas competências e conhecimentos adquiridos permitem que os pais incutam nos filhos valores que passem pela vontade e interesse pela escolarização.

Fonte: ANQ

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Silêncio


Um cartoon de Mester vale mais que mil palavras...

Embora a Infoletter sobre Information on Adult Education and Lifelong Learning in Europe, refira não haver razões para temer cortes nesta área, são cada vez mais preocupantes os silêncios, a ausência de informação, as indefinições, as omissões e as incertezas por parte da Tutela. Mais de 450 Centros Novas Oportunidades estão à espera. Mais de 8000 pessoas aguardam notícias sobre a manutenção - ou não - do seu posto de trabalho. Recursos humanos especializados que não podem ser desperdiçados. O tempo vai escorregando nas paredes da ampulheta, indiferente ao brilho da lâmina que paira sobre o destino incerto de cada uma destas pessoas.
No século mágico em que vivemos, em redes de relações de projecção ainda sem limites, há mais de um milhão de adultos à espera de mais transparência e mais coerência na sequência do desenvolvimento do seu processo de qualificação.

Um silêncio pesado.



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não é demais (re)lembrar...

Embora a “História” dos Direitos Humanos inicie muito antes, foi sobretudo a II Guerra Mundial que ditou a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos como forma de estabelecer a paz entre as nações e o consenso entre os povos.




Mais do que um direito de cada cidadão – cada peça do puzzle da sociedade – afigura-se como um dever investir na Educação, pois se “toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego”, está também nas mãos de cada um pautar o seu percurso de vida com o dever de investir na sua formação e qualificação.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

II Encontro Internacional do Ensino do Português

A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), do Instituto Politécnico de Coimbra, promove nos dias 10, 11 e 12 de Fevereiro, o II Encontro Internacional do Ensino da Língua Portuguesa. Este evento, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, deverá possibilitar uma reflexão sobre as questões e os estudos respeitantes ao ensino do português como língua materna e do português como língua segunda (L2) nos ensinos básico e pré-escolar, destinando-se a educadores, professores e investigadores.
Em discussão estarão temas como o ensino do português como língua materna; o ensino do português L2; a promoção da leitura; a literacia dos adultos; a promoção e desenvolvimento da escrita; o ensino precoce da literatura; a oralidade em contexto lectivo; o ensino da gramática; as Tecnologias de Informação e Comunicação; e, ainda, a língua gestual portuguesa - ensino bilingue.
Mais informações? Aqui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

À laia de reflexão

Não poderia deixar “passar em branco” o que testemunhei nos passados dias 03 e 04 de Fevereiro de 2011, na Unidade Pedagógica Central da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Numa tentativa de reunir elementos da comunidade de investigadores que trabalha no domínio da Educação e Formação de Adultos em Portugal, o Grupo de Estudos de Educação e Formação do Centro de Investigação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra reuniu esforços para realizar as III Jornadas de Educação e Formação de Adultos.


Mobilizadas por diversos objectivos...

  • Promover o debate e a troca de experiências entre os diversos agentes do domínio da Educação e Formação de Adultos
  • Analisar criticamente as políticas nacionais e internacionais
  • Identificar e debater a evolução do campo de práticas
  • Conhecer e problematizar os resultados de investigações recentes
  • Contribuir para um aperfeiçoamento contínuo das políticas e práticas
  • Incentivar a reflexão, a investigação e a produção científica
  • Contribuir para a formação contínua dos Agentes

...estas jornadas percorreram diversos assuntos, desde a validação e certificação de competências até aos caminhos da investigação em Educação e Formação de Adultos.
Para além dos temas gerais das manhãs (“A Educação Permanente e a Educação e Formação de Adultos 40 anos depois – passado, presente e futuro de uma ideia virtuosa”, “A Educação e Formação de Adultos, alguns contributos portugueses”, “Avaliação do Programa Novas Oportunidades: opções metodológicas e principais conclusões” e “Os grandes desafios da Educação e Formação de Adultos em Portugal”), as Mesas versaram sobre outros mais particulares, favorecendo uma abordagem ecléctica desta área do saber. A todos os participantes foi possível, assim, optar pela/s Mesa/s que se encaixavam nos seus centros de interesse e motivação, participando activamente no período concedido para debate e partilha de ideias, no final das mesmas.

Foi na sala da qual fiz activamente parte, no dia 03 de Fevereiro, que escutei palavras (sempre doces, reais e realistas!) da Pessoa com quem partilho a construção deste espaço (se não exactamente desta forma, pelo menos com este sentido e sentimento):

- É gratificante ver o entusiasmo com que todas estas pessoas falam destes projectos e isso é um bálsamo atendendo às circunstâncias actuais!

Os períodos de intervalo, naquele espaço exterior onde o ar revitalizava o ânimo, serviam como ponto de encontro. Era durante esses momentos informais – que mediavam os trabalhos – que se juntavam os elementos das mesmas equipas, mas que também se (re)encontravam pessoas geograficamente mais distantes, unidas por um propósito essencial que comungam: dignificar a área da Educação e Formação de Adultos. Aí, entre sorrisos e diálogos informalmente tecidos e edificados, todos trocavam ideias e perspectivas sobre o que havia sido abordado nas diferentes salas, em torno das diversas Mesas.

No final do segundo dia de trabalhos, o balanço feito foi bastante positivo e as Jornadas vistas como uma excelente oportunidade de crescimento e enriquecimento. Efectivamente, a área da Educação de Adultos tem construído a sua identidade ao longo dos últimos anos, sendo-lhe, hoje em dia, reconhecido inquestionável valor no cerne de uma sociedade em constante mutação e que se coaduna com os fundamentos e exigências da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Certamente, serão muitas as pessoas que já aguardam um impacto igualmente positivo e frutífero das IV Jornadas de Educação e Formação de Adultos, desde já perspectivadas como mais um desafio e mais um momento (re)encontro e crescimento pessoal e profissional!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Novas competências de empregabilidade

Não são apenas as competências designadas “essenciais” as que permitem que cada cidadão viva o seu dia-a-dia numa contínua aprendizagem e adaptação. As competências transversas impulsionam, também, com a sua força motriz, toda a engrenagem do que é, efectivamente, Ser Humano.
Com o aumento exponencial do desemprego verificado actualmente no nosso país, temos de ter uma preocupação ainda maior de formar os nossos jovens de modo a que consigam lidar com este panorama e fazer face aos desafios que os esperam no mundo do trabalho.
A velha ideia de que poderá existir um único emprego ou profissão para toda a vida já não faz mais sentido nos tempos que correm. O sentido de carreira linear e progressiva numa determinada profissão anteriormente existente na maioria dos casos, tem de ser abandonada pelos nossos jovens e compreendida pelos seus pais/família, com o risco de se aumentarem as consequências e impacto negativos.
Então, que fazer para lidar com todos estes problemas do nosso contexto social?
Que competências são exigidas pelos nossos empregadores do mercado de trabalho actual?

Por um lado, devemos ter consciência destas situações e procurar construir não só um projecto de vida, mas prepararmo-nos para a sua redefinição constante; por outro, devemos procurar alargar, sempre que possível, o nosso leque de competências pessoais, sociais e profissionais.
Assim, devemos investir numa formação que se adeque às exigências dos possíveis empregadores, com uma estreita colaboração na definição de perfis profissionais actuais e futuros.
Nos tempos que correm e em termos globais, a maioria das empresas valoriza um conjunto de competências que vão para além das competências técnicas, mas essencialmente ao nível pessoal e social. Portanto, há que evoluir ao nível pessoal, valorizando:
  • o desenvolvimento de um pensamento flexível;
  • o contacto com todas as oportunidades de actividades profissionais ou lúdicas/tempos livres;
  • a alteração de funções como uma oportunidade, ao invés de uma ameaça;
  • o desenvolvimento das diferentes áreas da inteligência;
  • as oportunidades de formação que correspondem aos interesses e projectos vocacionais;
  • a preparação para a transição de actividade profissional;
  • o desenvolvimento da autonomia, capacidade de iniciativa, facilidade relacional e comunicativa, capacidade de resolução de problemas, capacidade de trabalho em equipa e criatividade.
Cada vez mais se caminha para a polivalência dos trabalhadores e é necessária humildade na aprendizagem de novas competências que permitem, aos indivíduos que as possuem, vingar mais facilmente no mercado de trabalho.
Artigo completo: aqui

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Iniciativa Novas Oportunidades: resultados da Avaliação Externa (2009-2010)

No âmbito do Estudo de Avaliação Externa do Eixo Adultos da Iniciativa Novas Oportunidades, realizado por uma equipa de investigação da Universidade Católica Portuguesa coordenada pelo Eng. Roberto Carneiro, e na sequência da apresentação pública de resultados efectuada no 4º Encontro de Centros Novas Oportunidades, realizado em Guimarães a 30 de Novembro de 20010, encontra-se disponível na página electrónica www.anq.gov.pt o documento

"Iniciativa Novas Oportunidades: resultados da avaliação externa (2009-2010)".

Este relatório integra os principais resultados, conclusões e recomendações referentes ao segundo ano de investigação e avaliação desenvolvidas pela equipa de investigação da Universidade Católica. Pretende, por isso, constituir-se como uma oportunidade de reflexão e de debate por parte dos principais operadores do Sistema Nacional de Qualificações, nomeadamente por parte das equipas tecnico-pedagógicas dos Centros Novas Oportunidades, já que estes contribuem de forma determinante para os resultados da Iniciativa Novas Oportunidades.

No plano estratégico, e num horizonte de médio prazo, a Iniciativa Novas Oportunidades encerra um potencial precioso e de inigualável riqueza conceptual para inspirar a estruturação de um sistema de Aprendizagem ao Longo da Vida susceptível de colocar Portugal na dianteira dos demais países Europeus e da OCDE, que normalmente lhe servem de benchmark.


Esta é uma das principais conclusões do relatório com os principais resultados, conclusões e recomendações referentes à Avaliação Externa do Eixo Adultos da Iniciativa Novas Oportunidades elaborado pela equipa da Universidade Católica Portuguesa, sob a coordenação de Roberto Carneiro, que agora se publica. Fonte : www.anq.gov.pt

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Seminário "Educação de Adultos e Transformação"


As transformações na Educação de Adultos vão estar em destaque no próximo dia 28 de Janeiro, na Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, em Faro, em virtude do I Seminário do Mestrado em Educação Social, intitulado "Educação de Adultos e Transformação", que visa abordar as principais mudanças que ocorreram na educação de adultos.

A educação para uma cidadania económica será uma das temáticas tratadas neste seminário, sendo apresentada por Alberto Melo, docente da Universidade do Algarve. Outro dos assuntos a abordar focará a educação de adultos na óptica da educação popular. Para isso, o Grupo Popular das Portelas irá debruçar-se sobre a preservação e a dinamização da educação de adultos através do associativismo e a Associação Bagagem de Vida abordará este modelo de educação assente numa lógica de um processo participativo que se vai construindo a pouco e pouco.

A participação neste seminário pressupõe uma inscrição prévia, que poderá ser realizada através do endereço de correio electrónico seminariomestrado@gmail.com.
Fonte: aqui

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O aumento das competências educativas das famílias: um efeito dos Centros de Novas Oportunidades

No passado dia 14 de Janeiro, foram apresentados os resultados do projecto realizado na Escola Superior de Educação de Coimbra: "CNO - Uma Oportunidade Dupla: da promoção da Literacia familiar ao sucesso escolar das crianças".
As conclusões deste projecto permitem evidenciar as mudanças ocorridas nas famílias em que um progenitor (pai ou mãe) fez um RVCC de 9º ano num Centro Novas Oportunidades tendo pelo menos um filho a frequentar o 1º ciclo do Ensino Básico. As mudanças verificadas serão mais facilitadoras do sucesso escolar dos filhos. A percepção destas mudanças é comprovada por professores do 1º ciclo do Ensino Básico em todo o país. in esec.pt
Trata-se de um estudo que vem sublinhar alguns efeitos inesperados da Iniciativa Novas Oportunidades, Eixo Adultos, decorrentes da alteração de perspectiva agora por parte dos candidatos que já passaram pelo processo.
O estudo apresentado pela equipa coordenada pela Dra Lucília Salgado incidiu sobre sujeitos certificados com o nível básico. Facilmente se almeja que os efeitos benéficos do processo venham a ser ainda mais significativos quando pudermos ter acesso aos resultados decorrentes da observação de candidatos com o nível secundário de certificação. O aumento da auto-confiança e da percepção de auto-eficácia é notório e evidente, também para os elementos das equipas técnico-pedagógicas que acompanham estes adultos, desde a sua entrada no Centro Novas Oportunidades até à certificação de nível secundário. Há, aliás, um processo de transformação inesperado, quase imediato, após a realização da sessão de júri, que é perceptível para estes profissionais. A mudança comportamental é, por vezes, de tal ordem que o adulto parece ter vestido "o fato do certificado".
Devemos, no entanto, manter a capacidade de observar alterações nestes efeitos eufóricos do processo RVCC junto dos candidatos. Pensamos como Einstein que "uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original", mas parece-nos ainda cedo para garantir que houve, de facto, apropriação de uma nova perspectiva por parte das famílias em causa.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Da educação popular à educação de segunda oportunidade

Neste espaço virtual, encontra-se alojado um texto que pode ajudar interessados e curiosos a reflectir sobre a evolução da educação de adultos nas últimas décadas.
O 25 de Abril de 1974 foi acompanhado pela explosão do movimento social popular que se seguiu ao golpe de Estado e que atingiu diversas áreas da vida social – entre estas, a educação de adultos. Para este campo de práticas, a Direcção-Geral de Educação Permanente, criada ainda em 1972, sob o regime autoritário, dinamizou uma política pública inovadora para o contexto português que procurou dar resposta às solicitações de iniciativa popular.
Em 1976, a Constituição da República Portuguesa estabeleceu no Art.º 73.º que todos têm acesso à educação, reforçando deste modo o trabalho levado até então.
Após 1976, no âmbito do processo de normalização política pós-revolucionária, a política anteriormente promovida pela Direcção-Geral de Educação Permanente foi abandonada pelo Governo então em funções.
É contudo a corrente de educação popular, então menos entusiasta que alguns anos antes, que reassume um papel decisivo na elaboração do Plano Nacional de Alfabetização e Educação de Base dos Adultos, em 1979.
Em 1986 é aprovada a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 46/86). Esta Lei definiu a educação de adultos como subsector que integrou duas ofertas: o ensino recorrente e a educação extra-escolar.
Contando com uma importante contribuição financeira dos fundos estruturais comunitários, o Programa Operacional de Desenvolvimento da Educação de Adultos em Portugal foi lançado em 1989. Este integrou um sub-programa destinado à educação de adultos, tido por tal como um sector de intervenção prioritária. A gravidade da situação educativa do país justificava a finalidade definida neste Programa: a promoção da qualificação da mão-de-obra no quadro de um esforço de modernização económica.
Entre 1995 e 2002, os governos socialistas eleitos avançaram com um conjunto de propostas que visaram “relançar a política de educação de adultos”. O trabalho então levado a cabo permitiu o surgimento do “S@ber +. Programa para o Desenvolvimento e Expansão da Educação e Formação de Adultos”, da responsabilidade da Agência Nacional para a Educação e Formação de Adultos (ANEFA).
Segundo os decisores políticos, a modernização da economia, o necessário aumento da competitividade e a omnipresença de novas tecnologias exigiam trabalhadores mais qualificados, com maior capacidade de adaptação, detentores de outros e mais complexos conhecimentos e competências.
Suportadas pela abordagem das competências, e já não em conteúdos de natureza escolar e disciplinar, o reconhecimento, validação de competências adquiridas informalmente ou em contexto de trabalho, bem como o desenvolvimento de novos modelos, metodologias e materiais de intervenção pedagógica e socioeducativa emergiram como estratégias educativas e formativas centrais.
Deste modo, em meados da década de 1990, a educação de adultos parecia ter assumido um lugar de destaque nos debates políticos sobre educação. É neste quadro que surgem um conjunto de ofertas educativas e formativas que alargam a participação dos adultos e reforçam dimensões sociais, económicas e políticas da sua participação em sociedade.
Desde 2005, a Iniciativa Novas Oportunidades, retomou as principais ofertas do Programa S@ber+, sendo hoje estas ofertas da responsabilidade da Agência Nacional para a Qualificação que possui uma dupla tutela do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e Segurança Social. Em resultado de uma mais evidente articulação com as políticas de emprego e de modernização tecnológica da economia portuguesa, esta Iniciativa tem como finalidade dar um forte impulso à qualificação dos portugueses, integrando dois pilares: as ofertas dirigidas aos jovens e aquelas dirigidas aos adultos.
Em suma, no quadro do relançamento da educação de adultos em finais da década de 1990, novas ofertas são apresentadas aos adultos, ofertas estas que a Iniciativa Novas Oportunidades retoma, em 2005, atribuindo um relevante alento à política pública de educação e formação de adultos.

É num quadro profundamente contraditório que a promoção do direito à educação de adultos através das políticas públicas coexiste com outras prioridades, desafios e problemas, alguns de natureza económica e social, deixando-nos dúvidas relativamente ao cumprimento das ideias contidas na Constituição de 1976, mas reservando espaços para outras possibilidades, algumas destas promotoras da emancipação e de uma democracia de melhor qualidade.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Valor Acrescentado na Educação e Formação de Adultos


"Calcular o valor acrescentado de uma escola significa tentar perceber que valor a escola acrescenta, através do seu trabalho, ao nível inicial de conhecimentos dos alunos que recebeu. Ou seja, importa perceber se uma escola apresenta alunos com bons resultados finais, devido ao facto de os seus alunos serem no geral bons alunos e, como tal, terem bons resultados independentemente dos esforços da escola ou, pelo contrário, devido ao facto de a escola ter desenvolvido práticas de ensino/aprendizagem, eventualmente em alunos com resultados à entrada mais débeis, que lhes permitiram obter bons resultados." Mais aqui

No Processo de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências, somos algumas vezes confrontados com a crítica de vozes dissonantes que teimam em enfatizar que os adultos não vão aprender nada com a passagem pelo processo. Seria certamente interessante podermos, daqui por alguns anos, estar em condições de averiguar se, de facto, não há VALOR ACRESCENTADO no percurso do Adulto quando se dirige a um Centro Novas Oportunidades ou se, pelo contrário, a intervenção da Equipa Técnico-Pedagógica fez toda a diferença. Munido de um Plano de Desenvolvimento Pessoal, o adulto é lançado na aventura da Aprendizagem ao Longo da Vida. Deveríamos ter a capacidade de acompanhar o seu progresso ao longo do tempo.

No que respeita às escolas, a atenção dos investigadores está cada vez mais centrada nos professores, designadamente no papel que cada professor tem na melhoria dos resultados escolares de cada aluno, pelo que importa esclarecer "em que medida é o bom professor que faz o bom aluno ou é o bom aluno que faz o bom professor".

Mas como é que se pode avaliar as escolas e os professores tendo em conta o progresso dos alunos ao longo do tempo? Como é que se pode avaliar o valor académico que cada escola e cada professor acrescenta ao desempenho de cada aluno? Em que medida é que a avaliação do valor acrescentado no desempenho académico de cada aluno pode contribuir para a melhoria generalizada das actividades das escolas, ensino dos professores, e aprendizagem dos alunos?

No passado dia 6 de Janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, aconteceu o Encontro FLE (Fórum para a Liberdade de Educação), subordinado ao tema: AVALIAÇÃO E EQUIDADE, Como Medir o Valor Acrescentado de Escolas e Professores?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reflexos e Resultados do Estudo sobre Literacia Familiar


A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) foi o local escolhido para a apresentação, no dia 14 de Janeiro, dos resultados do estudo sobre literacia familiar, coordenado por Lucília Salgado, docente e investigadora naquela instituição.

Este estudo pretende contribuir para a análise do impacto que os Centros Novas Oportunidades, através dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, têm no desenvolvimento educativo dos adultos e na maneira como a aprendizagem por parte destes se reflecte na interacção com os filhos, favorecendo, assim, os processos de aprendizagem das crianças no seio familiar, em especial aquelas que se encontram a frequentar o 1.º ciclo do ensino básico, promovendo-se, dessa forma, a literacia familiar.

A apresentação deste estudo insere-se num seminário que, por sua vez, é integrado num ciclo de dez conferências, que têm vindo a decorrer na ESEC, sobre Educação, Lazer e Desenvolvimento Local, no âmbito do Mestrado em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ministrado naquela instituição.

Fonte: Novas Oportunidades

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Knocking on a 2011's door

Entra um Ano Novo e parece que tudo muda...

Vejo empresas a fazer inventários e a actualizar preços.
Vejo organizações a estimular os colaboradores para que os resultados sejam melhores que no ano transacto.
Vejo pessoas a tomar resoluções que só se tomam nesta época.
Vejo muitas oportunidades por detrás das nuvens típicas do inverno informativo em que parecemos estar mergulhados.
Vejo jovens a olhar para o futuro com uma esperança que temos o dever de ESTIMULAR.
Vejo soluções a despontar para problemas aparentemente insolúveis, sob a égide da CRIATIVIDADE
Vejo o planeta a girar e a percorrer o Universo, como sempre fez, desde tempos de que não há história e que eu não podia ainda ver... Vejo o planeta a continuar a girar, mesmo depois de eu ter perdido a capacidade de ver...

Mãos à obra! Foi o que fizeram na Madeira quando ficaram sem casas, depois da enxurrada. AGORA. Porque já não há tempo para hesitar e porque é assim que conheço o meu país em tempos de grandes dificuldades.
Cada um de nós tem um papel fundamental para desempenhar. TODOS, sem excepção, são necessários para fazer de Portugal uma plataforma para o sucesso.

Utopia? melhor ainda: somos gente de grandes desafios, gostamos do que nos ultrapassa, somos excelentes quando a tarefa é maior.
Louis Armstrong sabia-o quando nos deixou esta provocação:


FELIZ ANO NOVO!