Conferência realizada em 1966 na 14ª Convenção Anual da National Science Teacher Association
(In Feynman, R. (1991). Uma tarde com o Sr. Feynman. Lisboa: Gradiva, 15-37)

Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.

Salvador Dali: Pessoa na Janela
A arte estimula a criatividade, abrindo outras perspectivas, nomeadamente, aos que dificilmente caminham com palavras, vírgulas e pontos ou números.
Hoje, aprende-se de muitas formas diferentes, tanto que se fala em inteligências múltiplas(visuais, auditivas, tacteis, emocionais, ambientais, artísticas, etc.)
É cada vez mais difícil distinguir a linha ténue que separa a Arte da Realidade, porque a subjectividade e a emoção na informação, subjacente às escolhas estilísticas de quem selecciona o que nos quer transmitir, transforma cada comunicação no objecto da sua própria arte, do seu próprio estílo, no seu expressing style.
Por outro lado, as nossas pesquisas e escolhas,as nossas redes de aprendizagem, as nossas benchmarks ou referências (para não termos que reinventar a roda), as técnicas e recursos utilizados vão estabelecendo o nosso learning style.
Nas escolas tradicionais, o livro, o quadro negro e o professor eram os principais transmissores do conhecimento. Este método ainda continua a ser o mais utilizado, na formação de adultos(O quadro mudou de cor, agora é branco). Note-se que pode ser óptimo para aqueles cuja apetência para aprender se sacia com uma postura passiva e receptiva, recorrendo à visão, à audição e à escrita como ferramentas de memória. Mas então e aqueles que traduzem o mundo de outra forma? Os que se concentram melhor em ambientes informais, sozinhos ou em grupo e cuja apetência para a aprendizagem depende de factores tão diversos como estratégias de processamento sequencial ou simultâneo, modalidades sensoriais, necessidades de ordem física (mobilidade, imobilidade, comer ou jejuar) ou da sua necessidade em interpretar o mundo com outra linguagem, pintar, dançar, esculpir ou cantar?
E de que aprendizagem falamos nós afinal? Contar mais? escrever mais? mais do mesmo? Que tipo de formadores somos nós? Na Educação e Formação de Adultos, por exemplo, temos em conta os princípios de Andragogia, centrados no processo de aprendizagem e na abordagem da pessoa? Ou aplicamos as técnicas que aplicaram connosco [porque se trata do último modelo que tivemos]? É que não basta compreender uma mudança de paradigma: é também preciso integrar os conceitos e depois aplicá-los, de facto, em acção. A nossa função não consiste apenas em formar gente que repita informação sem pensar, mas sim fomentar o pensamento multifocal, multiangular e criativo.
O que ensinamos hoje continua a tranquilizar os nossos dogmas, alheia-nos do desassossego virtual do presente e criopreserva-nos em sarcófagos anacrónicos, candidatos à desintegração quando ficarem em contacto com os ambientes digitais do futuro, esses, já virados para o creative learning.
Sir Ken Robinson, ilustre investigador britânico, armado cavaleiro pelas suas ideias sobre criatividade, educação e arte, considerado pela Time Magazine, Fortune e CNN como uma das Principal Voices no assunto, diz-nos que as escolas matam a criatividade e que é necessária uma revolução do Ensino. A maior parte das pessoas que saem das escolas não sabe que competências latentes pode desenvolver, porque a educação está estandardizada. Sir Ken Robinson propõe que se criem condições para deixar florescer talentos naturais, permitindo que se desenvolva uma cultura de felicidade, em torno do que se faz com paixão, com gosto: personalized learning.

Porque a vida é um ciclo, Setembro marca o fecho de um e o início de outro. Provavelmente, não para todos nem em simultâneo – mas para muitos. Assiste-se ao retorno: mais um ano lectivo, cumprimento de horários, (re)assumir funções...

O Selo de Empresas Qualificantes consiste numa distinção atribuída pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação às empresas e outras entidades que desenvolvam actividades associadas à qualificação dos seus trabalhadores através das modalidades integradas no Sistema Nacional de Qualificações ou que participem, através de outras intervenções, no esforço de qualificação da população portuguesa.
A recessão, que começou em 2008, aumentou a procura de aconselhamento de carreira e aconselhamento para quem procura emprego, em toda a Europa. Aqueles que perderam os seus postos de trabalho devem à orientação e aconselhamento, em muitos casos, a transição para um novo sector ou a actualização das suas competências.
Nem sempre é fácil fazer uma reflexão sobre as nossas competências e os nossos centros de interesse. Contudo, é um trabalho necessário para se procurar um emprego ou para evoluir. Essa reflexão é igualmente indispensável quando se pretende elaborar um portfólio ou apresentar-se melhor durante uma entrevista.
Com o objectivo de dar a conhecer, interagir, partilhar e reconhecer a multiplicidade de vivências e mundividências em torno de temáticas da língua, cultura e cidadania portuguesas, será realizada, entre os dias 25 e 27 de Junho, no Museu Municipal da Cidade, em Almada, a 1.ª Feira “Almada Multicultural Anima Integração” (AMAI).
Estilos para melhorar o ensino e a aprendizagem em contextos diversos são explorados na Universidade de Aveiro.
"Entre os dias 28 e 30 Junho de 2010, a Universidade de Aveiro recebe a 15ª Conferência Internacional da European Learning Styles Information Network(ELSIN). Ao longo dos três dias, especialistas vão explorar estilos para melhorar o ensino e a aprendizagem em contextos diversos...."
A ELSIN 2010 é uma conferência anual que proporciona a investigadores e especialistas, em formato de fórum, a oportunidade de trocar ideias, conhecimentos e preocupações referentes a estilos, abordagens e estratégias de aprendizagem. Um dos pontos fortes da Elsin é a sua interdisciplinaridade, que atrai participantes de um vasto leque de domínios científicos e contextos profissionais.
A seguir de perto...

Também não é nova a premissa: “na vida todos somos professores e alunos porque ensinamos o nosso exemplo e aprendemos com o exemplo dos outros”. É a lei da (auto)construção. Do ser em devir que é o Homem.
E é assim que a maior riqueza não reside nem se restringe aos bens materiais. Está, sobretudo, na capacidade de questionar, de cismar. E o maior prazer está, então, “onde outros só vêem tédio”.
Se todos somos professores e alunos, quais são os nossos recantos e fontes de prazer que nos fazem ensinar e aprender?


A Vida é todos os dias. E a História de Vida é um dia que deve ser todos os dias! Porque todos os dias cada pessoa escreve algo nas páginas do seu Livro da Vida, fazendo nascer delas as raízes do seu Ser e do seu (re)Agir!