sábado, 27 de fevereiro de 2010

Abordagens inovadoras na aprendizagem e educação de adultos - competências-chave para a inclusão social


O Grundtvig Award 2010, consiste num projecto que pretende celebrar a inovação e a excelência na educação de adultos e demonstrar que a aprendizagem de competências-chave, por parte dos adultos, contribui para a inclusão social.

A Associação Europeia para a Educação de Adultos (EAEA) é responsável pelo programa Grundtvig, este ano dedicado ao tema “Abordagens inovadoras na aprendizagem e educação de adultos - competências-chave para a inclusão social”.
A Comissão Europeia identificou oito competências-chave estruturantes na aprendizagem:

1. Comunicação em língua materna;
2. Comunicação em língua estrangeira;
3. Competências matemáticas e conhecimentos básicos de ciência e tecnologia;
4. Competências digitais;
5. Aprender aprendendo;
6. Competências sociais, interculturais e interpessoais e competências cívicas;
7. Empreendedorismo;
8. Expressão cultural.

Assim, estão abertas candidaturas, até ao dia 3 de Abril, para projectos que demonstrem, com base em exemplos reais, que através do ensino, da aprendizagem, do desenvolvimento ou da implementação das competências-chave referidas anteriormente se pode contribuir para a inclusão social, descobrindo-se, simultaneamente, novas metodologias de ensino na educação de adultos.
Para mais informações sobre este projecto, deverá consultar o site www.eaea.org.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Da retórica à garantia de uma verdadeira Educação/Formação ao Longo da Vida

A crise económica vem lembrar-nos que a educação/formação ao longo da vida tem que apoiar as pessoas durante todo o ciclo económico, tanto nas fases de expansão como de recessão. As recessões trazem consigo a mudança. E a mudança exige novas competências. Já antes da crise o trabalho estava a mudar, pois cada vez eram mais os empregos que exigiam uma combinação de competências de alto nível com competências transversais (que ajudam as pessoas a encarar novas solicitações: trabalho em equipa, resolução de problemas, espírito de iniciativa, criatividade, etc.).

A Estratégia U.E. 2020 trará um papel chave para a educação e formação. À medida que o mundo evolui, a educação e a formação têm que evoluir também, a fim de abarcar e transmitir aquelas competências de que depende a nossa capacidade de inovar e a nossa prosperidade futura. A Iniciativa “Novas Competências para Novos Empregos” procura fazer isso mesmo: melhorar a nossa capacidade de antecipar as tendências dos novos empregos e ajustar os nossos sistemas e as competências das pessoas às mudanças que se avizinham, garantindo que todos possam beneficiar da mudança em vez de se sentirem ameaçados por ela. Assim, a Estratégia U.E. 2020 outorga um papel chave à educação e à formação como motores de competências mais elevadas que sustentarão, na Europa, um crescimento sustentável e baseado no conhecimento.
Contudo, tal como a Estratégia e o nosso próprio quadro europeu de cooperação torna claro, educação e formação não se destinam apenas a preparar para empregos, pois são vitais como fermento da inovação.
Dada a tendência demográfica que constitui o pano de fundo da Estratégia U.E. 2020, é evidente que é necessário repensar a educação e formação, de forma a dar um peso muito maior à ajuda de que os adultos necessitam para reforçar as competências que já possuem e para desenvolver novas.
Num mundo em que o conhecimento se torna obsoleto muito rapidamente e as competências mudam, é pertinente oferecer às pessoas oportunidades de educação para além da escola e do ensino superior, para que adquiram novas competências para os empregos novos que vão sendo criados. Tradicionalmente, olhou-se para a educação de adultos principalmente como um instrumento de remediação (e terá sempre que ter também essa finalidade). No entanto, a educação de adultos deve tornar-se agora uma parte integrante do sistema educativo, para que as pessoas, ao longo das suas vidas, possam aperfeiçoar as suas competências e adquirir novas, sobre as quais se construirá uma Europa do conhecimento e da inclusão.
Fonte: aqui

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dúvidas sobre Cursos EFA

No dia-a-dia vamos, muitas vezes, sendo confrontados com casos para os quais nem sempre temos a resposta mais adequada. Recorrer aos guias de perguntas-respostas elaborados pelas entidades competentes pode ser um meio rápido e eficaz. É o caso do Guia de Perguntas-Respostas dos Cursos de Educação e Formação de Adultos, actualizado em Setembro de 2009, útil não só para as Equipas EFA, mas também para situações de encaminhamento através dos Centros Novas Oportunidades, quer na fase de diagnóstico, quer através de certificações parciais. Aqui fica o ficheiro para consulta e download.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

E depois do RVCC? Empreender ... no Feminino

Aproxima-se o dia das Mulheres. Em jeito de antecipação, parece-me pertinente realçar uma iniciativa que coloca as mulheres no seu devido lugar: bem no seio da Comunidade, empreendedoras, como sempre o foram e sempre serão.
Assim, é notícia na Newsletter n.º 12 da ANQ a
Rede Europeia de Embaixadoras do Empreendedorismo: "Criar um ambiente em que os empresários e as empresas familiares possam prosperar e em que o empreendedorismo seja recompensado é o objectivo do Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação que agora lança a "Rede Europeia de Embaixadoras do Empreendedorismo". Através desta rede, são convidadas várias empresárias bem sucedidas a fazerem campanha junto das mulheres (incluindo as inseridas na vida profissional activa ou estudantes), incentivando-as à criação de empresas e tornando-as, desta forma, empresárias. Assim, pode candidatar-se a esta rede, até 12 de Março, qualquer entidade cuja actividade principal se desenvolva no domínio do fomento e da promoção e/ou apoio ao empreendedorismo, como é o caso de administrações públicas com um papel activo nos domínios dos assuntos económicos e no apoio às empresas; câmaras de comércio, indústria e artesanato; associações empresariais; e entidades públicas e privadas que prestam serviços de apoio às empresas. Esta rede é mais um projecto da Direcção-Geral das Empresas e da Indústria da Comissão Europeia...."
Para obter mais informações: aqui

domingo, 21 de fevereiro de 2010

I Fórum de Emprego e Formação do Região de Leiria

O jornal Região de Leiria irá promover o I Fórum de Emprego e Formação, nos dias 25 e 26 de Fevereiro, das 10h às 22h, no Estádio Municipal de Leiria. Esta iniciativa tem como objectivo ser um ponto de encontro entre empregadores, estudantes e profissionais, estejam estes no activo ou em situação de desemprego. Terá, desta forma, como público-alvo:
  • alunos do ensino secundário e superior;
  • desempregados;
  • profissionais liberais;
  • trabalhadores por conta de outrem que queiram mudar de emprego.

No âmbito do fórum, realizar-se-á, ainda, uma conferência, intitulada “Recursos Humanos e Competitividade Empresarial”, destinada a administradores, gestores e profissionais de recursos humanos.

Este evento procura constituir-se, portanto, como um espaço onde se dará a conhecer o mercado de trabalho da região e onde o público poderá encontrar oportunidades concretas de emprego e formação e receber aconselhamento para a situação profissional em que se encontra, através de diversos workshops.

Fonte: aqui

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Acreditar, Motivar, Transformar

Como profissional RVC cada vez tenho mais noção da responsabilidade das funções que desempenho. E essas funções extravazam em muito aquilo que está definido formalmente. Uma das funções mais importantes, para mim, é a motivação dos adultos que acompanho. Motivar não é tão difícil como pode parecer. Primeiro há que conquistar a pessoa. Para isso, é necessário conhecê-la, dar espaço para que ela se mostre e até se descubra melhor a si própria. Durante essa fase temos que estar muito atentos, para começarmos a perceber as potencialidades daquela pessoa que temos à nossa frente. Quando isso acontecer, temos que nos tornar um espelho, ou seja, devolver-lhe o que de mais positivo ela nos mostra. Se pensarmos em nós próprios, quantas vezes achamos que não valemos nada, que o que dizemos não é importante, que o que fazemos não tem utilidade?... Acontece-nos a todos, em tantos momentos da nossa vida! No entanto, quando temos alguém que nos diz o contrário, paramos e pensamos: "secalhar até é verdade...". E se continuarmos a ouvir o mesmo, várias vezes, em diversos momentos, começamos a acreditar que realmente talvez seja mesmo verdade! E parece que nos sentimos mais fortes, mais capazes, parece até que conseguimos fazer coisas que nunca pensámos vir a fazer!... É isso que penso que devemos fazer com os adultos que acompanhamos: estar atentos, reforçar positivamente, incentivar, ser constantes, perseverantes. Temos que ajudar a pessoa a reconstruir a sua imagem, aquela imagem que tem de si própria quando se vê ao espelho e que, regra geral, não é muito positiva. Para isso é preciso tempo, dirão alguns. Eu penso que o tempo pode ser o que fazemos com ele. Numa hora com um adulto podemos fazer tanto! Basta estar disponível e mostrar-lhe o que o espelho mostra de melhor... Outros dirão certamente que isto não é um processo terapêutico. É verdade, não é. Mas de que parte o Balanço de Competências, a metodologia de base dos processos de reconhecimento e validação de competências? Precisamente da promoção do autoconhecimento e da autovalorização das pessoas. Porque quando se transformam estas duas variáveis, tudo o resto se começa também a transformar.

Devia-se falar mais na importância da motivação na educação de adultos. Devia-se falar mais em balanço de competências. Devia-se ter tempo, dar tempo. Vivemos numa sociedade que se preocupa demasiado com os números, estão-se a esquecer as PESSOAS.

Publicado aqui.
Imagem: Freedom, Duy Huynh

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Vidas e Máscaras


Por que razão alguns dos habitantes do planeta Terra reservam alguns dos dias do ano para festejar A VIDA de uma forma tão animada? Será que existe uma outra forma de olhar para a condição humana, sem ser através de lentes sérias e objectivas? Poderá, neste mesmo mundo, haver lugar para a fantasia, o riso, a boa disposição e e o divertimento? Em que medida a imaginação e a criatividade se podem aliar ao bom gosto para fruir em descontracção, eliminando estereótipos e lugares comuns? E afinal, porquê recorrer à MÁSCARA para que o sangue carnavalesco possa fluir pelas veias e artérias dos festejos? Não estaremos todos a ver a vida ao contrário? Camille Saint-Saëns teve a percepção musical do prazer de viver e presenteou-nos com uma magnífica obra cujo excerto (divertidamente ilustrado pela Disney Fantasia), aqui em baixo, vos deixo, para, à minha maneira, colocar outra MÁSCARA sobre a VIDA.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma questão de valores...

Retomei as minhas incursões aos tais livros de Filosofia que tornam mais fértil o campo do(s) saber(es). Desta vez, para me cruzar de novo com uma imagem que, aliando o humor ao contexto, poderá ser objecto de reflexão:
E, ao deambular por aí... encontrei o texto que, aqui, se encontra alojado.
Uma vez que todos os valores se encontram referidos a um sujeito e este é constituído por sensibilidade e espírito, podem classificar-se em duas categorias fundamentais:
  • valores sensíveis, que se referem ao homem enquanto simples ser da Natureza (valores relacionados com algo agradável ou que transmite prazer, valores vitais e valores de utilidade);
  • valores espirituais, que se caracterizam tanto pela imaterialidade que acompanha a sua perdurabilidade, como pela sua absoluta e incondicional validade (valores lógicos, valores éticos, valores estéticos e valores religiosos).

Todos os contextos em que nos inserimos estão imbuídos de valores. Incluindo a escola, enquanto espaço de socialização. Quando olhamos para a sociedade de hoje e para a de outrora... para a escola de hoje e para a escola de há alguns anos atrás... Terá mudado algo, efectivamente? O que mudou? Ou não mudou? Estaremos a atravessar uma mudança de paradigmas? Por vezes ouço e leio palavras de adultos em Processo de RVCC que referem, ao reflectirem sobre o seu percurso escolar, que “hoje não é como antigamente... os valores não são os mesmos...”. Mas referimo-nos a quê, em concreto?

E, hoje em dia, quando a escola se assume como um espaço onde muitas pessoas encontram uma "nova oportunidade", qual o valor com que esta instituição se veste?

Podendo os valores ser classificados em diferentes “categorias”, estarão a conhecer prioridades diferentes, fruto da acção, da atitude e dos objectivos do Homem? Ou seja, todos os valores existem, no fundo, mas num traço contínuo diferente? Afinal, que contornos pretende o Homem, efectivamente, imprimir na Sociedade da Informação e do Conhecimento (aquela em que vivemos e nos enquadramos)?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Concurso "Grande Será o Nosso Futuro"

O Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) lançou um concurso dirigido a todos os que concluíram o 12.º ano de escolaridade, através de percursos escolares assentes numa estrutura técnica e prática da aprendizagem, como é o caso dos Cursos do Sistema de Aprendizagem, Cursos Profissionais, dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos.
O desafio é responder à pergunta "O que construí na minha vida após a conclusão do 12.º ano?". Para isso, basta inspirar-se, pensar em si, no que já conseguiu alcançar, nos projectos para o futuro, no que sente ao ter vencido mais uma etapa... enfim, "o céu é o limite"!
Para concorrer, basta enviar enviar, até 28 de Fevereiro, para o endereço de e-mail grandefuturo@poph.qren.pt, o seu depoimento (que não deve ter mais de 5 mil caracteres) e algumas fotografias que simbolizem o que de bom ofereceu à sociedade onde vive. A inscrição é gratuita.
A inovação, a criatividade e a qualidade da escrita serão alguns dos critérios de avaliação dos trabalhos, bem como a qualidade da trajectória escolar e profissional de cada aluno.
Ao vencedor será atribuído um voucher de estudo no valor de 3.500 €, enquanto que o segundo prémio será no valor de 2.000€. Contudo, todos os concorrentes terão direito a uma t-shirt como prémio de participação.

Mais informações e regulamento do concurso: POPH

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A des/re/construção do PRA (V)

(CONTINUAÇÃO)
Não se pode ensinar coisa alguma a alguém;
pode-se apenas auxiliá-la a descobrir por si mesmo (Galileu)
Percebo, no que me escreves, que a tua profissão te apaixona e que nela encontras respostas para muitas interrogações existenciais. Trata-se de uma coincidência, António, porque o mesmo se passa comigo e deixa-me dizer-te, em jeito de desabafo (sei que não o devia fazer, mas não resisto, em nome da relação de confiança que entretanto se estabeleceu entre nós), deixa-me dizer-te que pensei que este meu trabalho fosse demasiado administrativo- não é disso que te queixas, também, António?- mas descobri que, apesar de tudo, qualquer coisa acontece com as pessoas, que a transformação é possível e que estamos a contribuir para um mundo melhor.

Quando passo à abordagem da tua narrativa, sinto-me por vezes como um pirata nos mares dos pensamentos e tenho receio de encontrar no teu barco alguma arca de ansiedades, de receios ou de vergonhas. Mas não é essa a minha área, nem nunca será. Sou salteadora de competências perdidas, ocultas ou esquecidas. Espero que compreendas que estou aqui com uma função sagrada, para te mostrar o caminho do templo de Apolo, em Delfos, onde está escrita a máxima: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo".

Anabela dos Santos Luís - Alcobaça, Novembro. 2009


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Think 2010

Porque vale a pena, por momentos, parar para pensar
e pensar para mudar...

... este é um espaço de apresentação do Ciclo de Workshops para professores que será dinamizado durante uma semana e tem como objectivo a dinamização de momentos de formação assentes numa perspectiva não-formal e informal para partilha, colaboração e transferências de ideias, conversas e "saberes".

Assim, este Ciclo de Workshops visa mobilizar estratégias de valorização da aprendizagem não formal e informação numa perspectiva de inovação, qualidade e excelência.

Vale a pena visitar este espaço, participar, aprender,
pensar e mudar!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Formação à distância

Foi celebrado hoje, no Salão Nobre da Universidade Aberta, um protocolo entre a Universidade Aberta e a Agência Nacional para a Qualificação (ANQ).
Este protocolo tem como objectivo a realização, por parte da Universidade Aberta, de Cursos de Qualificação de Estudantes Universitários dirigidos a todos os cidadãos que pretendam prosseguir estudos de nível superior, bem como a concepção de acções de Formação de Formadores à Distância dirigidas a técnicos que desempenhem funções no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações.
Os Cursos de Qualificação de Estudantes Universitários possibilitam a obtenção de créditos no âmbito do Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS), para efeitos de prosseguimento de estudos de nível superior, consolidando, desta forma, conhecimentos técnicos específicos nas áreas a que estes cursos respeitam.
As acções de Formação de Formadores à Distância permitem aos operadores do Sistema Nacional de Qualificações a aquisição de competências na utilização de ferramentas de e-learning.
De entre as responsabilidades previstas no protocolo, caberá à ANQ a divulgação destes cursos junto dos Centros Novas Oportunidades e dos restantes operadores do Sistema Nacional de Qualificações; acompanhar a concepção destas formações e identificar as áreas de qualificação a privilegiar na definição dos currículos e modelo de organização das mesmas; bem como financiar as acções destinadas aos operadores do Sistema Nacional de Qualificações.

Fonte: ANQ

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A des/re/construção do PRA (IV)


(CONTINUAÇÃO) Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida (Simone de Beauvoir)
Vai, acredita e escreve mais ainda, que eu gosto de te ler. Mostra-me essas tuas competências científicas, linguísticas ou de cidadania, nos teus contextos de existência privada, profissional, institucional e macro-estrutural. As palavras transportam frutos insuspeitos, como as plantas. Vê o que podemos encontrar se seguirmos a vida de uma semente. Estarei ao teu lado para fazer de tutor, para te limpar de folhas secas e ajudar o teu renovo. Por vezes, também me sinto insegura. Não sei se tenho o direito de intervir, de te mostrar caminhos e direcções ou de te impedir de continuar. Quem sou eu para te pôr em causa? Quem sou eu para te dizer: não vás por aí? para questionar as tuas escolhas? Alguns pensadores que às vezes consulto dizem que é suposto deixar-me contagiar pelo efeito Pigmalião, sabes, o escultor que ao apaixonar-se pela obra criada, lhe deu vida. É suposto despertar em ti o que tens de melhor para dar, estimulando o teu lado mais positivo e desocultando competências cujos indícios me vais revelando, aqui e ali. E então, acreditar em ti, no que tu tens para dar. Dizem que é este o segredo. Sabes, António , as minhas inferências a teu respeito levaram-me a criar expectativas especiais, mesmo que, na maior parte das vezes eu não tivesse disso consciência, nem tu. E bem vou tentando não me deixar influenciar pelas imagens que vou construindo a teu respeito, mas nem sempre consigo, porque sou feita da mesma matéria de que és feito também. (CONTINUA)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Manual para facilitadores em Educação Não Formal

O objectivo do Conselho da Europa sobre políticas de juventude consiste em proporcionar aos jovens iguais oportunidades e experiências, que lhes permitam desenvolver os conhecimentos, aptidões e competências para desempenhar um papel activo em todos os espaços da sociedade.

O programa de actividades visa associar os jovens (através de organizações governamentais e não governamentais de juventude) às metas e prioridades da política da juventude do Conselho da Europa. Os participantes nas acções de educação e formação são os multiplicadores que, dentro das suas organizações de juventude ou instituições, estão envolvidos na formação de outros jovens e/ou na concepção de actividades e programas que põem em prática os valores, normas e objectivos que presidem à política da juventude do Conselho da Europa.
A qualidade destas actividades depende das competências e do talento dos facilitadores destes processos educacionais, muitos dos quais são voluntários de organizações de juventude na comunidade. O Manual foi desenvolvido com o fim de os apoiar nesse papel (especialmente quando fazem parte das equipas pedagógicas das sessões de estudo no Centro Europeu da Juventude) e fornece informações essenciais e dicas práticas para todos os que estão envolvidos em equipas de planeamento e desenvolvimento de actividades interculturais de educação não-formal. Este Manual é parte integrante dos esforços do Conselho da Europa para o sector juventude, para apoiar e desenvolver a qualidade das actividades de educação não formal na Europa e, com isso, pretende contribuir para aumentar o reconhecimento deste sector da educação.

Fonte: aqui

sábado, 30 de janeiro de 2010

Encontro Rede CNO Centro

O Modelo de Auto-Avaliação CAF (Common Assessment Framework) está a ser implementado nos Centros Novas Oportunidades desde Maio de 2009. No entanto, os Centros que iniciaram a sua actividade em 2008 apenas vão implementá-lo este ano. Por isso mesmo, o tema escolhido pelo Centro Novas Oportunidades da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) não podia ser mais oportuno para todos os que se reuniram em mais um Encontro da Rede CNO Centro, naquela cidade. Depois da apresentação do Prof. Rodrigo Queiroz e Melo, da Universidade Católica, e da partilha de alguns Centros que já implementaram o CAF, que desmistificaram um pouco a complexidade do processo, bem como apresentaram algumas estratégias para superar as dificuldades com que se depararam, as conclusões acabaram por ser positivas. Entre elas, destacamos:

- A perspectiva do modelo de auto-avaliação como um referencial de competências-chave, o que leva as equipas a olharem-se ao espelho e a fazerem o seu próprio balanço de competências, tal como é pedido aos candidatos em processo RVCC;

- A importância da sistematização de algumas práticas e a sua consequente melhoria contínua;

- A necessidade de as equipas serem humildes na sua própria avaliação e também realistas na elaboração do seu plano de acções de melhoria;

- A urgência da partilha de práticas e da sua possível melhoria, para que as equipas aprendam umas com as outras como podem alcançar a excelência nos diferentes crtérios avaliados.

Neste espírito, deixamos para partilha uma das apresentações (curiosamente todas foram extremamente semelhantes) e o excelente vídeo apresentado pela equipa do Centro Novas Oportunidades do NERGA.

A todos, mais uma vez, agradeço e louvo a forma como decorreu este Encontro, certamente enriquecedor para todos os que nele puderam participar. Esperamos que outras redes de Centros surjam e sigam o exemplo desta!




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A des/re/construção do PRA (III)

(CONTINUAÇÃO) Quando te conheci,António, foi preciso desconstruir-me primeiro dessas minhas classificações. É que a minha função também passa por ser imparcial. Já tentaste ser imparcial? Ou então ser tão imparcial que passas a tomar o partido do outro? Agora fiz-te sorrir? ainda bem, pois convém que entre nós se estabeleça uma relação de confiança, de cumplicidade, para capitalizarmos benefícios, tempo e resultados. Até porque o processo pressupõe autonomização e um esforço de construção de ti-mesmo, que pode ser lento e doloroso. Vai ser preciso colocar cada outro no seu lugar- e isso inclui-me a mim - para que possas ocupar o teu, na desconstrução e reconstrução da tua identidade. Haverá sempre intersubjectividade, mesmo quando julgas que não há. Aliás, quando escrevemos, fazêmo-lo sempre para alguém. Já pensaste nisto António? Quando te revelas inseguro e me perguntas se está bem, quando elaboras o discurso em hesitações e escolhas, reconsiderando percursos escolares incompletos ou projectos profissionais associados a expectativas de formação, quando escreves à procura de respostas, diriges sempre a tua escrita a alguém. As diferentes versões das narrativas que me entregas são interpretações habitadas por mim... Entrei na tua casa das recordações, no teu baú de escolhas e vivências e vou tentando dar-lhes um brilho novo, orientando os raios do sol em direcção aos espelhos de que falava ainda agora, os espelhos do referencial, para, assim, conseguir realçar a pertinência e relevância dessas escolhas e vivências no teu processo de reconhecimento. Espero, desta forma, poder contribuir para desfazer em ti aquele agrume residual em relação à vida, à escola, à aprendizagem e à esperança no futuro. Espero, assim, neste meu papel de Oceânide, contagiar-te com o fogo dos deuses e despertar em ti o Prometeu adormecido, sedento de conhecimento e de arte. (CONTINUA)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Aprendizagem informal e utilização das TIC nas PME

Vários especialistas vão debater, no dia 27 de Janeiro, no Centro de Congressos de Lisboa, a importância da aprendizagem informal e a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Pequenas e Médias Empresas (PME).
Moderado por Roberto Carneiro, este debate constituirá o primeiro painel de um seminário que trará a Lisboa nomes como André Richier (Direcção Geral de Empresas da União Europeia) e Maruja Gutierres (Direcção Geral de Educação e Cultura, também da União Europeia).
O segundo painel deste seminário retoma o tema do Creative Learning Innovation Marketplace, através da apresentação do story telling deste evento e do lançamento do livro de conclusões do mesmo.

Fonte: aqui

sábado, 23 de janeiro de 2010

Experiência = Aprendizagem?...

"A experiência apresenta um potencial formativo mas não é por si só formativa. A experiência tanto pode potenciar a formação, como funcionar como um obstáculo ao desenvolvimento de outras experiências. Através da interpretação do vivido é possível compreender se as experiências resultaram em aprendizagens, ou se pelo contrário, não passaram de vivências, sem que se tenha concretizado o seu potencial formativo. Perceber se se realizaram aprendizagens não conscientes ou se a experiência não resultou em aprendizagem, torna-se uma tarefa bastante difícil e morosa, quer para o adulto, quer para as equipas responsáveis pelo reconhecimento e validação de adquiridos.
A experiência é indissociável dos elementos cognitivos e emotivos, o que se reflecte no processo de reconhecimento de adquiridos. A emoção faz parte da essência da experiência. A experiência é constituída por acontecimentos, aos quais a pessoa atribui um valor positivo ou negativo. O sentido atribuído à experiência é fortemente marcado pelas emoções que lhe estão associadas e pelo valor que a pessoa lhe atribui, o que tem uma enorme influência na (re)elaboração da experiência. A realização do processo de reconhecimento de adquiridos, ao centrar-se numa reflexão e análise sobre a experiência e os adquiridos experienciais, envolve processos emotivos que, por vezes, podem ser difíceis de gerir pelo adulto e pela equipa técnica. A (re)elaboração da experiência está inevitavelmente associada ao sentido positivo e negativo dos acontecimentos marcantes, por isso as emoções são uma presença constante e influenciam todo o processo. As emoções e sentimentos são elementos incorporados nos processos de formação experiencial, o que reforça a importância das práticas de reconhecimento e validação de adquiridos se orientarem numa perspectiva humanista, de valorização e respeito pelo adulto, e confirma a importância do processo de acompanhamento do adulto."

Carmen Cavaco. (2009). Reconhecimento e Validação de Adquiridos. Aprender ao Longo da Vida, 11, pp. 44-47.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A des/re/construção do PRA (II)

(CONTINUAÇÃO)

A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos (Marcel Proust)

Os teus amores não me interessam, António... E vou esquecer-me dos meus porque também não são relevantes para ti. Fala-me do que aprendeste, de como queres que a sociedade te veja. Fala-me do que fizeste e do que ficou por fazer. Diz-me por onde andaste e o que aprendeste com as tuas escolhas.
Olha para ti neste espelho - chama-se referencial, sabias? não te parece que as tuas vivências podem levar a uma reflexão profunda? Claro que sim. Com esta metodologia podes identificar, reconhecer e valorizar saberes, competências, atitudes e comportamentos que foste adquirindo em contextos de vida e de trabalho e que não se materializaram ainda num certificado oficial.
Vais ver que tens tanto para partilhar, António, que nem imaginavas que assim poderia ser. És muito maior do que tu. E muito maior do que eu alguma vez conseguirei ver.
Olha António, eu não te vou dizer o que escrever, porque te respeito, embora vontade não me falte, às vezes, de te sussurrar modelos, ideias, sugestões, daquelas que se encaixam tão bem no teu perfil, aquele que já me chegou, bem definido e delineado, porque foste acolhido e encaminhado com o carinho requerido. Não, não te estou a falar dos teus atributos físicos, não é desse perfil que se trata, embora esse teu ar sereno faça ressoar em mim uma ou outra corda sensível aos teus olhos castanhos de encantos tamanhos. Não. Quando falo de perfil refiro-me à imagem aproximada de quem és ou podes ser, de como actuas ou podes vir a actuar. Sabes, aquela impressão com que ficamos quando conhecemos alguém e com a qual, mesmo sem querer, estabelecemos logo uma distribuição interna pelos vários sectores das nossas configurações classificativas.
Inquietação e desconforto: é o que vais sentir aqui e ali, nessa des/re/construção do teu Portefólio reflexivo de aprendizagens, quando te aperceberes que o conhecimento está num permanente estado de porvir. Mas essa mesma abordagem de descoberta tem procedimentos heurísticos que conferem um novo valor às tuas experiências de vida, atribuindo-lhes dimensões e valores individuais e sociais. Não desesperes, António: este espelho parece ainda tão baço quando olhas para ele, mas com a minha ajuda, o reflexo tornar-se-à cada vez mais nítido e preciso, prometo.
(CONTINUA)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Em França é assim...

Em 8 Títulos e 62 Artigos, a recente Lei n.º 2009-1437, de 24 de Novembro (relativa à orientação e formação profissional ao longo da vida, publicada no “Journal Officiel” de 25 de Novembro passado) representa uma nova etapa do processo de reforma do sistema francês de formação profissional contínua. Relança, nomeadamente, o Direito Individual à Formação (DIF), prevendo a sua sustentabilidade, e traz novas alterações ao plano de formação.

Esta Lei:
  • desenvolve o “balanço de etapa profissional”;
  • desenvolve a “entrevista a meio da carreira”;
  • desenvolve o “passaporte orientação e formação”;
  • dá resposta à necessidade de assegurar os itinerários com a criação de um Fundo paritário exclusivo (destinado aos desempregados e trabalhadores menos qualificados);
  • faz surgir os “contratos de plano regionais”.

Esta Lei retomou um número importante de disposições do Acordo Nacional Interprofissional de 7 de Janeiro de 2009 “sobre o desenvolvimento da formação profissional ao longo da vida, a profissionalização e a sustentabilidade dos itinerários profissionais”.

...e em Portugal?

Fonte: aqui

Para saber mais...