
Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Vidas e Máscaras

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Uma questão de valores...

- valores sensíveis, que se referem ao homem enquanto simples ser da Natureza (valores relacionados com algo agradável ou que transmite prazer, valores vitais e valores de utilidade);
- valores espirituais, que se caracterizam tanto pela imaterialidade que acompanha a sua perdurabilidade, como pela sua absoluta e incondicional validade (valores lógicos, valores éticos, valores estéticos e valores religiosos).
Todos os contextos em que nos inserimos estão imbuídos de valores. Incluindo a escola, enquanto espaço de socialização. Quando olhamos para a sociedade de hoje e para a de outrora... para a escola de hoje e para a escola de há alguns anos atrás... Terá mudado algo, efectivamente? O que mudou? Ou não mudou? Estaremos a atravessar uma mudança de paradigmas? Por vezes ouço e leio palavras de adultos em Processo de RVCC que referem, ao reflectirem sobre o seu percurso escolar, que “hoje não é como antigamente... os valores não são os mesmos...”. Mas referimo-nos a quê, em concreto?
E, hoje em dia, quando a escola se assume como um espaço onde muitas pessoas encontram uma "nova oportunidade", qual o valor com que esta instituição se veste?
Podendo os valores ser classificados em diferentes “categorias”, estarão a conhecer prioridades diferentes, fruto da acção, da atitude e dos objectivos do Homem? Ou seja, todos os valores existem, no fundo, mas num traço contínuo diferente? Afinal, que contornos pretende o Homem, efectivamente, imprimir na Sociedade da Informação e do Conhecimento (aquela em que vivemos e nos enquadramos)?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Concurso "Grande Será o Nosso Futuro"
O Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) lançou um concurso dirigido a todos os que concluíram o 12.º ano de escolaridade, através de percursos escolares assentes numa estrutura técnica e prática da aprendizagem, como é o caso dos Cursos do Sistema de Aprendizagem, Cursos Profissionais, dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos.O desafio é responder à pergunta "O que construí na minha vida após a conclusão do 12.º ano?". Para isso, basta inspirar-se, pensar em si, no que já conseguiu alcançar, nos projectos para o futuro, no que sente ao ter vencido mais uma etapa... enfim, "o céu é o limite"!
A inovação, a criatividade e a qualidade da escrita serão alguns dos critérios de avaliação dos trabalhos, bem como a qualidade da trajectória escolar e profissional de cada aluno.
Ao vencedor será atribuído um voucher de estudo no valor de 3.500 €, enquanto que o segundo prémio será no valor de 2.000€. Contudo, todos os concorrentes terão direito a uma t-shirt como prémio de participação.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A des/re/construção do PRA (V)
(CONTINUAÇÃO)
Anabela dos Santos Luís - Alcobaça, Novembro. 2009
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Think 2010
Assim, este Ciclo de Workshops visa mobilizar estratégias de valorização da aprendizagem não formal e informação numa perspectiva de inovação, qualidade e excelência.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Formação à distância
Foi celebrado hoje, no Salão Nobre da Universidade Aberta, um protocolo entre a Universidade Aberta e a Agência Nacional para a Qualificação (ANQ).Este protocolo tem como objectivo a realização, por parte da Universidade Aberta, de Cursos de Qualificação de Estudantes Universitários dirigidos a todos os cidadãos que pretendam prosseguir estudos de nível superior, bem como a concepção de acções de Formação de Formadores à Distância dirigidas a técnicos que desempenhem funções no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações.
Os Cursos de Qualificação de Estudantes Universitários possibilitam a obtenção de créditos no âmbito do Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS), para efeitos de prosseguimento de estudos de nível superior, consolidando, desta forma, conhecimentos técnicos específicos nas áreas a que estes cursos respeitam.
As acções de Formação de Formadores à Distância permitem aos operadores do Sistema Nacional de Qualificações a aquisição de competências na utilização de ferramentas de e-learning.
De entre as responsabilidades previstas no protocolo, caberá à ANQ a divulgação destes cursos junto dos Centros Novas Oportunidades e dos restantes operadores do Sistema Nacional de Qualificações; acompanhar a concepção destas formações e identificar as áreas de qualificação a privilegiar na definição dos currículos e modelo de organização das mesmas; bem como financiar as acções destinadas aos operadores do Sistema Nacional de Qualificações.
Fonte: ANQ
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A des/re/construção do PRA (IV)

(CONTINUAÇÃO) Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida (Simone de Beauvoir)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Manual para facilitadores em Educação Não Formal
O objectivo do Conselho da Europa sobre políticas de juventude consiste em proporcionar aos jovens iguais oportunidades e experiências, que lhes permitam desenvolver os conhecimentos, aptidões e competências para desempenhar um papel activo em todos os espaços da sociedade.sábado, 30 de janeiro de 2010
Encontro Rede CNO Centro
- A perspectiva do modelo de auto-avaliação como um referencial de competências-chave, o que leva as equipas a olharem-se ao espelho e a fazerem o seu próprio balanço de competências, tal como é pedido aos candidatos em processo RVCC;
- A importância da sistematização de algumas práticas e a sua consequente melhoria contínua;
- A necessidade de as equipas serem humildes na sua própria avaliação e também realistas na elaboração do seu plano de acções de melhoria;
- A urgência da partilha de práticas e da sua possível melhoria, para que as equipas aprendam umas com as outras como podem alcançar a excelência nos diferentes crtérios avaliados.
Neste espírito, deixamos para partilha uma das apresentações (curiosamente todas foram extremamente semelhantes) e o excelente vídeo apresentado pela equipa do Centro Novas Oportunidades do NERGA.
A todos, mais uma vez, agradeço e louvo a forma como decorreu este Encontro, certamente enriquecedor para todos os que nele puderam participar. Esperamos que outras redes de Centros surjam e sigam o exemplo desta!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A des/re/construção do PRA (III)

domingo, 24 de janeiro de 2010
Aprendizagem informal e utilização das TIC nas PME
Vários especialistas vão debater, no dia 27 de Janeiro, no Centro de Congressos de Lisboa, a importância da aprendizagem informal e a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Pequenas e Médias Empresas (PME). Fonte: aqui
sábado, 23 de janeiro de 2010
Experiência = Aprendizagem?...
"A experiência apresenta um potencial formativo mas não é por si só formativa. A experiência tanto pode potenciar a formação, como funcionar como um obstáculo ao desenvolvimento de outras experiências. Através da interpretação do vivido é possível compreender se as experiências resultaram em aprendizagens, ou se pelo contrário, não passaram de vivências, sem que se tenha concretizado o seu potencial formativo. Perceber se se realizaram aprendizagens não conscientes ou se a experiência não resultou em aprendizagem, torna-se uma tarefa bastante difícil e morosa, quer para o adulto, quer para as equipas responsáveis pelo reconhecimento e validação de adquiridos.A experiência é indissociável dos elementos cognitivos e emotivos, o que se reflecte no processo de reconhecimento de adquiridos. A emoção faz parte da essência da experiência. A experiência é constituída por acontecimentos, aos quais a pessoa atribui um valor positivo ou negativo. O sentido atribuído à experiência é fortemente marcado pelas emoções que lhe estão associadas e pelo valor que a pessoa lhe atribui, o que tem uma enorme influência na (re)elaboração da experiência. A realização do processo de reconhecimento de adquiridos, ao centrar-se numa reflexão e análise sobre a experiência e os adquiridos experienciais, envolve processos emotivos que, por vezes, podem ser difíceis de gerir pelo adulto e pela equipa técnica. A (re)elaboração da experiência está inevitavelmente associada ao sentido positivo e negativo dos acontecimentos marcantes, por isso as emoções são uma presença constante e influenciam todo o processo. As emoções e sentimentos são elementos incorporados nos processos de formação experiencial, o que reforça a importância das práticas de reconhecimento e validação de adquiridos se orientarem numa perspectiva humanista, de valorização e respeito pelo adulto, e confirma a importância do processo de acompanhamento do adulto."
Carmen Cavaco. (2009). Reconhecimento e Validação de Adquiridos. Aprender ao Longo da Vida, 11, pp. 44-47.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A des/re/construção do PRA (II)

(CONTINUAÇÃO)
A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos (Marcel Proust)
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Em França é assim...
Em 8 Títulos e 62 Artigos, a recente Lei n.º 2009-1437, de 24 de Novembro (relativa à orientação e formação profissional ao longo da vida, publicada no “Journal Officiel” de 25 de Novembro passado) representa uma nova etapa do processo de reforma do sistema francês de formação profissional contínua. Relança, nomeadamente, o Direito Individual à Formação (DIF), prevendo a sua sustentabilidade, e traz novas alterações ao plano de formação.Esta Lei:
- desenvolve o “balanço de etapa profissional”;
- desenvolve a “entrevista a meio da carreira”;
- desenvolve o “passaporte orientação e formação”;
- dá resposta à necessidade de assegurar os itinerários com a criação de um Fundo paritário exclusivo (destinado aos desempregados e trabalhadores menos qualificados);
- faz surgir os “contratos de plano regionais”.
Esta Lei retomou um número importante de disposições do Acordo Nacional Interprofissional de 7 de Janeiro de 2009 “sobre o desenvolvimento da formação profissional ao longo da vida, a profissionalização e a sustentabilidade dos itinerários profissionais”.
...e em Portugal?
Fonte: aqui
Para saber mais...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Um projecto a nascer...
Na sessão pública de apresentação do livro "Um Milhão de Oportunidades", o Dr. Luís Capucha, presidente da Agência Nacional para a Qualificação, lançou um desafio aos adultos presentes: a criação de uma Associação para que o espírito da aprendizagem ao longo da vida se prolongasse para além do processo que haviam frequentado. José Augusto Oliveira, um dos presentes, agarrou o desafio e tem vindo a encetar esforços no sentido de conseguir avançar com a sua concretização. No entanto, são precisos mais colaboradores e apoios, por isso pedimos-lhe que divulgasse neste espaço essa iniciativa, que esperamos venha a ganhar forma e possa no futuro contribuir para a promoção da educação de adultos em Portugal."Um dos objectivos principais da Associação Nacional dos Antigos Alunos da Iniciativa Novas Oportunidadedes é divulgar e promover a afirmação dos direitos dos adultos à educação e à aprendizaagem ao longo da vida.
A Iniciativa Novas Oportunidades, ao longo destes anos, entre outros méritos, tem conseguido desenvolver na população activa portuguesa uma nova postura, levando-a à procura de mais e melhores qualificações escolares, e para a qual pretendemos dar o nosso contributo para a sua prossecução.
Dar seguimento a estes anseios, mesmo depois de os adultos obterem a Certificação de Nível Secundário, é outro dos motes pelo qual nos queremos guiar, seja através de cursos técnicos de Nível IV, Licenciaturas, Estágios, etc..
Para tal, é indispensável e é nosso propósito envolver os diversos organismos públicos e privados inseridos no âmbito das políticas da educação, autarquias e empresas, tornando-os parceiros privilegiados para que, juntos, possamos consolidar o campo da educação de adultos em Portugal.
Para a concretização objectiva da criação da associação acima indicada, é necessário constituir um grupo de pessoas que se mostre disponível para abraçar esta tarefa e, numa fase posterior, solicitar às várias entidades-parceiros envolvidos, os necessários apoios institucionais e financeiros para arrancar com os nossos projectos e iniciativas. Daí ser muito importante a divulgação deste propósito por todos os meios possíveis e que desde já agradeço.
Eu darei o meu contributo, sempre que me for possível para tal fim.
Podem contactar-me para o email: jalooliveira@gmail.com ou Telm. 917426357."
José Augusto L. Oliveira
sábado, 16 de janeiro de 2010
A des/re/construção do PRA (I)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Mobilidade & Cooperação: dois eixos de actuação
«Mobilidade e cooperação europeia são os eixos em torno dos quais se estruturam as principais actividades desenvolvidas pela Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, entidade responsável pela gestão dos financiamentos comunitários em matéria de educação e formação profissional. O Programa Aprendizagem ao Longo da Vida decorre de uma Decisão do Parlamento Europeu (Decisão 1720/2006/CE) e surge como um instrumento financeiro ao serviço dos 31 países participantes (27 Estados Membros, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Turquia) com vista à melhoria da qualidade e à criação de condições para o desenvolvimento da dimensão europeia dos respectivos sistemas de educação e de formação profissional.(...)
Com os objectivos de responder ao desafio que o envelhecimento da população europeia representa e de contribuir para oferecer percursos que visem a melhoria dos conhecimentos e competências dos adultos, o programa sectorial Grundtvig pretende igualmente concorrer para a melhoria da qualidade e para o reforço da dimensão europeia da educação de adultos, dirigindo-se às necessidades de ensino e de aprendizagem dos intervenientes em todas as formas de educação de adultos, quer esta seja formal, não formal ou informal.»
No ano de 2008 foram introduzidas novas acções no Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, sendo de destacar as duas das novas acções introduzidas ao nível do programa sectorial Grundtvig:
Projectos de Voluntariado Sénior Grundtvig – parcerias bilaterais entre duas instituições de educação de adultos provenientes de países diferentes que se propõem receber um financiamento comunitário para enviar e acolher entre dois a seis voluntários, com uma idade mínima de 50 anos, durante um determinado período de tempo (3 a 8 semanas). As instituições portuguesas interessadas em participar num Projecto de Voluntariado Sénior poderão encontrar potenciais instituições parceiras aqui.
Workshops Grundtvig – acção que tem por objectivo a criação de experiências intensivas de aprendizagem (entre 5 e 10 dias) numa área de interesse comum, destinando-se a aprendentes adultos provenientes de diferentes países. Pode organizar um Workshop qualquer instituição de educação para adultos que se proponha acolher entre 10 e 20 aprendentes adultos de diferentes países e que pretenda promover um momento de aprendizagem formal, não formal ou informal numa determinada área temática. Os aprendentes portugueses que desejem participar em Workshops que se realizem no estrangeiro podem consultar o Catálogo com os Workshops disponíveis.
Para saber mais sobre...
... a fonte deste artigo
... o Programa Sectorial Grundtvig
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
E hoje, ainda será assim?...
"Não podemos negar que a escola não deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal-dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do despeito ou da revolta, lhes deu, pelo quase exclusivo cuidado que votou ao saber, deixando na sombra o que é o mais importante - formação do carácter e desenvolvimento da inteligência -, todas as condições para virem a ser o que são agora; se não saíram da escola com amor à escola, a culpa não é deles, mas da escola. Acresce ainda que, lançados na vida, a escola nunca mais procurou atraí-los, nunca mais foi ao encontro dos seus antigos alunos, para lhes aumentar a cultura, os informar e esclarecer sobre novas orientações de espírito, para lhes pedir a sua colaboração, o seu interesse na educação das gerações mais moças. Houve um corte de relações, quando a sua manutenção poderia ainda de algum modo apagar as más lembranças que os alunos levavam. Que a
dmira que sintamos agora à nossa volta paixão e rancor? Tivemo-los nas nossas mãos e não fizemos por eles tudo quanto podíamos, mesmo com as possibilidades económicas e pedagógicas de que nos cercara o meio; em nós temos de reconhecer o principal defeito; por consequência, também em nós a principal causa do ataque."Agostinho da Silva, in Glossas
E là fora, como se faz? O desafio da diferença

domingo, 10 de janeiro de 2010
E agora?
E, com esse gesto, solta-se sempre um pouco da magia que senti quando aprendi aquilo que corresponde a uma gota de água de um imenso oceano que é a Filosofia.
Ao percorrer as páginas, revi e recordei uma das imagens sobre a qual, na altura, tive de elaborar textos reflexivos. Era esta:
- Numa fase inicial, as ideias parecem estar todas enroladas... “Por onde começo?”, pensarão muitos adultos/candidatos.
- Uma mistura de sentimentos desponta: ansiedade, (des)ânimo, persistência, cansaço, entusiasmo...
- Chega um momento em que as ideias começam a clarear. Os conceitos, as palavras, as reflexões começam a fazer sentido. A filosofia do Processo de RVCC (ou de outro percurso educativo e/ou formativo) é apreendida e compreendida e serve de bússola às reflexões (que assumem um rumo e uma direcção mais definidos, concretos, com sentido e consentidas).
- E agora?! Resolvidos os problemas, terminado o Processo, ultrapassada a Sessão de Júri... E agora? O que fazer? Parar?!
Esse será mais um passo do início de uma longa caminhada, que se deseja profícua e promissora.
E, numa sociedade que tanto sensibiliza e alerta para a necessidade de (auto)formação, qualquer passo deve ser dado sempre no sentido do investimento numa aprendizagem contínua.
