
(CONTINUAÇÃO) Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida (Simone de Beauvoir)
Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.

O objectivo do Conselho da Europa sobre políticas de juventude consiste em proporcionar aos jovens iguais oportunidades e experiências, que lhes permitam desenvolver os conhecimentos, aptidões e competências para desempenhar um papel activo em todos os espaços da sociedade.
Vários especialistas vão debater, no dia 27 de Janeiro, no Centro de Congressos de Lisboa, a importância da aprendizagem informal e a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Pequenas e Médias Empresas (PME).
"A experiência apresenta um potencial formativo mas não é por si só formativa. A experiência tanto pode potenciar a formação, como funcionar como um obstáculo ao desenvolvimento de outras experiências. Através da interpretação do vivido é possível compreender se as experiências resultaram em aprendizagens, ou se pelo contrário, não passaram de vivências, sem que se tenha concretizado o seu potencial formativo. Perceber se se realizaram aprendizagens não conscientes ou se a experiência não resultou em aprendizagem, torna-se uma tarefa bastante difícil e morosa, quer para o adulto, quer para as equipas responsáveis pelo reconhecimento e validação de adquiridos.
(CONTINUAÇÃO)
A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos (Marcel Proust)
Em 8 Títulos e 62 Artigos, a recente Lei n.º 2009-1437, de 24 de Novembro (relativa à orientação e formação profissional ao longo da vida, publicada no “Journal Officiel” de 25 de Novembro passado) representa uma nova etapa do processo de reforma do sistema francês de formação profissional contínua. Relança, nomeadamente, o Direito Individual à Formação (DIF), prevendo a sua sustentabilidade, e traz novas alterações ao plano de formação.Esta Lei retomou um número importante de disposições do Acordo Nacional Interprofissional de 7 de Janeiro de 2009 “sobre o desenvolvimento da formação profissional ao longo da vida, a profissionalização e a sustentabilidade dos itinerários profissionais”.
...e em Portugal?
Fonte: aqui
Para saber mais...
Na sessão pública de apresentação do livro "Um Milhão de Oportunidades", o Dr. Luís Capucha, presidente da Agência Nacional para a Qualificação, lançou um desafio aos adultos presentes: a criação de uma Associação para que o espírito da aprendizagem ao longo da vida se prolongasse para além do processo que haviam frequentado. José Augusto Oliveira, um dos presentes, agarrou o desafio e tem vindo a encetar esforços no sentido de conseguir avançar com a sua concretização. No entanto, são precisos mais colaboradores e apoios, por isso pedimos-lhe que divulgasse neste espaço essa iniciativa, que esperamos venha a ganhar forma e possa no futuro contribuir para a promoção da educação de adultos em Portugal.
«Mobilidade e cooperação europeia são os eixos em torno dos quais se estruturam as principais actividades desenvolvidas pela Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, entidade responsável pela gestão dos financiamentos comunitários em matéria de educação e formação profissional. O Programa Aprendizagem ao Longo da Vida decorre de uma Decisão do Parlamento Europeu (Decisão 1720/2006/CE) e surge como um instrumento financeiro ao serviço dos 31 países participantes (27 Estados Membros, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Turquia) com vista à melhoria da qualidade e à criação de condições para o desenvolvimento da dimensão europeia dos respectivos sistemas de educação e de formação profissional.
"Não podemos negar que a escola não deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal-dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do despeito ou da revolta, lhes deu, pelo quase exclusivo cuidado que votou ao saber, deixando na sombra o que é o mais importante - formação do carácter e desenvolvimento da inteligência -, todas as condições para virem a ser o que são agora; se não saíram da escola com amor à escola, a culpa não é deles, mas da escola. Acresce ainda que, lançados na vida, a escola nunca mais procurou atraí-los, nunca mais foi ao encontro dos seus antigos alunos, para lhes aumentar a cultura, os informar e esclarecer sobre novas orientações de espírito, para lhes pedir a sua colaboração, o seu interesse na educação das gerações mais moças. Houve um corte de relações, quando a sua manutenção poderia ainda de algum modo apagar as más lembranças que os alunos levavam. Que a
dmira que sintamos agora à nossa volta paixão e rancor? Tivemo-los nas nossas mãos e não fizemos por eles tudo quanto podíamos, mesmo com as possibilidades económicas e pedagógicas de que nos cercara o meio; em nós temos de reconhecer o principal defeito; por consequência, também em nós a principal causa do ataque."
O jornal Público traz na sua edição de hoje uma reportagem sobre as pessoas que se encontram a receber o Rendimento Social de Inserção e que estão inseridas em programas de formação. Com o título "Aprender pode ajudar, mas não faz milagres", esta é uma reportagem que retrata o dia-a-dia que muitos de nós conhecemos, com os seus aspectos positivos e negativos. Apesar de todos os constrangimentos, a integração em programas de formação é, muitas vezes, uma das formas mais eficazes de combate à exclusão social. Realço, no entanto, algumas passagens que são, igualmente, alertas relativamente ao actual sistema de educação/ formação de adultos.
Este será um ano especial. Aquele em que agir faz falta e é possível."...Não há nenhuma solução milagrosa para acabar com a pobreza e com a exclusão social mas uma coisa é certa: não podemos vencer esta batalha sem si. É tempo de renovarmos o nosso compromisso para com a solidariedade, justiça social e maior inclusão. Chegou o momento do Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão Social.
Um valor fundamental da União Europeia é a solidariedade, particularmente importante em tempos de crise. A palavra “União” diz tudo – enfrentamos juntos a crise económica e é esta solidariedade que nos protege a todos.
Aqui ficam algumas das coisas que iremos fazer juntos:
Os cidadãos europeus podem participar, até 15 de Janeiro, na consulta pública que visa preparar o lançamento “EU 2020”, uma nova e renovada estratégia para a Europa que deverá lançar as linhas de acção que substituirão as acordadas com a Estratégia de Lisboa. Após o período de consulta pública, caberá à nova Comissão apresentar uma proposta mais pormenorizada desta estratégia ao Conselho Europeu da Primavera. Nessa altura, deverão ser confirmadas as prioridades de acção a seguir pelos Estados-Membros, em substituição das que entraram em vigor, em 2005, no quadro da Estratégia de Lisboa.
Fonte: aqui
«Motivar para a educação quem abandona a escola precocemente é um dos maiores desafios para a educação de adultos. Um estudo recente mostra que a educação de adultos não-formal criou, na Dinamarca, contextos educativos capazes de quebrar as rotinas sociais, graças a abordagens pedagógicas especiais.