sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"Desafios para 2010"

Para reflectirmos sobre o que tem sido a importância da intervenção dos Centros Novas Oportunidades e os desafios que temos que enfrentar no futuro, com a certeza que a aprendizagem ao longo da vida é, hoje e cada vez mais, uma realidade, fica a intervenção da Dr.ª Maria do Carmo Gomes, Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação, no 3.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Aprendizagem ao longo da vida: inquérito à educação e formação de adultos – 2007

“O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou recentemente, num livro de cerca de 200 páginas (ISSN 1647-1946), os resultados do Inquérito à EFA, com o objectivo principal de caracterizar a população portuguesa entre os 18 e 64 anos, na sua relação com a participação em actividades de aprendizagem.Tendo por base as vertentes abordadas no Inquérito – participação dos adultos em actividades de educação e aprendizagem nos domínios formal, não formal e informal – os resultados do IEFA estruturam-se em 3 grandes domínios:
  1. caracterização dos indivíduos face à aprendizagem;
  2. impactos que a mesma tem na sua vida;
  3. transmissão intergeracional da educação.

Em 2007, 30,9% das pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos participaram em, pelo menos, uma actividade de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desenvolveram alguma actividade de educação formal (12,0%) ou não formal (23,1%). No mesmo período, 40,8% realizaram alguma actividade de aprendizagem informal.Os resultados mostram, em geral, uma elevada participação nos diferentes tipos de educação, formação e aprendizagem dos indivíduos mais jovens, estudantes e activos, mais escolarizados, com competências no domínio das línguas e em TIC, leitores de livros e de jornais.

Na educação não formal e na aprendizagem informal, ainda que a participação seja mais expressiva nas pessoas com idade até aos 34 anos, observa-se uma distribuição menos diferenciada entre os vários grupos etários do que na educação formal. É o nível de escolaridade que se revela determinante na participação em educação, formação e aprendizagem. A evidência estatística de que os indivíduos com níveis de escolaridade mais altos apresentam proporções de participação acima da média é confirmada pela análise dos modelos de probabilidade de participação estimados.

Em 2007, aproximadamente metade da população com idade entre os 18 e os 64 anos – 48,2% - não participou em qualquer actividade de aprendizagem (48,8% homens e 47,7% mulheres). Não participaram 23,7% dos jovens entre 18 e 24 anos e 69,8% das pessoas entre 55 e 64 anos.

A educação permite aceder a profissões e a empresas com melhores remunerações. Por outro lado, quanto maior a escolaridade dos pais, maior será a escolaridade dos filhos. Confirma-se a hipótese de existir transmissão intergeracional da educação, no sentido de uma forte associação entre a educação dos pais e a dos filhos."

Fonte: aqui

Pode consultar aqui a publicação, na íntegra.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O caminho faz-se com o esforço de todos!

As críticas recentemente proferidas à Iniciativa Novas Oportunidades não são novidade. Já várias individualidades do nosso país se dirigiram a este programa no mesmo tom que o fez Medina Carreira, mas não deixa de ser triste que o façam, sobretudo desrespeitando o trabalho de milhares de técnicos que encaram o seu papel num Centro Novas Oportunidades como uma verdadeira missão, abdicando muitas vezes da sua vida pessoal, para desempenhar a sua actividade com a maior qualidade possível, não esquecendo, por outro lado, os objectivos a cumprir, para que o nosso país possa efectivamente sair da cauda da Europa no que diz respeito à qualificação da população activa.
É ainda mais triste que, desconhecendo totalmente o processo de reconhecimento de competências e todo o sistema nacional de qualificações, não haja um respeito pelos adultos que voltam à escola, muitos passados 30 ou 40 anos, sabendo todos nós com que dificuldades, mas empenhando-se em mudar novamente o rumo da sua vida, agarrando a oportunidade de prosseguirem os seus estudos e de continuarem a investir na sua qualificação escolar e profissional. Estes adultos têm direito a ver reconhecidas as suas competências, adquiridas pelas mais diversas vias, ao longo de toda uma vida, quase sempre de sacrifício e de dedicação ao país, nos mais variados postos de trabalho. São estas pessoas que todos os dias fazem verdadeiramente com que Portugal evolua, com o esforço e o suor do seu trabalho, tantas vezes indevidamente remunerado para a responsabilidade que possuem. Não podemos continuar a ter uma perspectiva elitista da aprendizagem. Não se aprende apenas por via formal, na escola ou na universidade. Certamente que a maior parte dos adultos que acompanhamos nos Centros Novas Oportunidades dariam uma grande lição de vida à maior parte dos comentadores que teimam em criticar este sistema sem o conhecerem na realidade! Pessoas que, mesmo vivendo tempos tão difíceis como os que actualmente vivem, com ordenados em atraso, desempregadas ou com excesso de trabalho, com vidas familiares muitas vezes pesadas, mesmo assim querem estudar, aprender, saber mais, ter um computador, descobrir a Internet, coisas simples para muitos de nós, mas que para estas pessoas podem fazer toda a diferença no rumo da sua vida e da dos seus filhos.
É verdade que todos os sistemas necessitam de uma avaliação rigorosa tendo em vista a melhoria contínua das suas práticas. Não há modelos perfeitos. Todos somos seres humanos, todos cometemos erros, em todas as nossas actividades profissionais. É verdade que precisamos ainda todos de fazer um longo caminho no que diz respeito à qualidade deste sistema, mas é também verdade que todos o estamos a fazer. Tenho tido a oportunidade de estar presente como formadora em diversos encontros/acções de formação de equipas pedagógicas de Centros Novas Oportunidades, e em todos encontrei profissionais com vontade de fazer mais e melhor pela educação de adultos em Portugal, tendo consciência das suas limitações e constrangimentos, criticando, é certo, mas sempre apontando soluções, sugestões de melhoria, boas práticas. Penso que só desta forma, construtiva, com o contributo de todos (incluindo dos que passam estas mensagens para a opinião pública...) se pode efectivamente melhorar a educação em Portugal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Conectivismo- Aprendizagem na Era Digital

Entretanto, os métodos vão evoluindo e transformam-se, tentando harmonizar a aprendizagem ao jeito dos aprendentes, enquadrando estratégias e recursos.
Passámos pelas teorias cognitivistas, behaviouristas e construtivistas, para agora nos centrarmos numa visão diferente da Aprendizagem. George Siemens convida-nos a reflectir sobre uma abordagem inovadora e ousada, a do Conectivismo. Aqui o "saber como" e o "saber o quê" deram lugar ao "saber onde".

Para saber mais: aqui

Um vídeo para explicar melhor: :)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A arte de ensinar e de aprender

Reunir consenso acerca do significado de “ensinar” nem sempre é simples, uma vez que envolve diversos valores (por exemplo: educacionais, morais, cívicos e políticos). Porém, a literatura sugere algumas teorias que têm merecido algum consenso. Desta forma, os trabalhos de Nathaniel Gage, John Goodlad, Elliot Eisner e de Linda Darling-Hammond contribuem para discernir quatro concepções sobre o ensino:
  • Ensino como Trabalho – visão racionalista e burocrática do processo de ensino, que parte do princípio que as boas práticas podem ser definidas e especificadas de forma concreta, sendo apenas necessária a sua replicação pelos professores para que se alcancem os resultados que se desejam
  • Ensino como Ofício – há um conjunto de regras, procedimentos e técnicas, mais ou menos sofisticadas, que podem ser aprendidas e desenvolvidas pelos professores (ensinar implicará, segundo esta concepção, a utilização e aplicação adequada de regras e técnicas prescritas pelas autoridades)
  • Ensino como Profissão – pressupõe-se que os professores possuem um sólido conjunto de conhecimentos teóricos que, aliado ao domínio de um alargado espectro de saberes-fazer, lhes permite uma atitude crítica e fundamentada sobre o currículo, o ensino e a aprendizagem e sobre as suas próprias acções pedagógicas
  • Ensino como Arte – esta concepção reside muito na natureza imprevisível, não convencional e inovadora das acções de ensino e de aprendizagem. As práticas estão claramente orientadas para cada pessoa e não são estandardizadas e, por isso, o ensino é dificilmente orientado por regras ou por orientações precisas e algorítmicas
«Ensinar segundo as duas primeiras concepções tenderá a remeter os professores para o papel de meros executantes passivos, burocráticos, tecnicistas e funcionalistas do currículo. Ou seja, os professores dizem o currículo em vez de permanentemente o reinventarem e reconstruírem com os seus pares e com os seus alunos.
Se, por outro lado, o processo de ensinar for encarado como uma profissão ou como uma arte, estaremos perante profissionais que se assumem como intelectuais, como investigadores das suas próprias práticas, capazes de reflectir sobre o que fazem e de participar activamente no desenvolvimento do currículo.
Assim, ensinar é questionar, partilhar e criar. É imaginar. É pensar o currículo como oportunidade única para que os alunos mergulhem a fundo nessa inesgotável fonte de inspiração que é a vida nas suas múltiplas dimensões. Ensinar implica seleccionar tarefas que desafiem as capacidades e a inteligência dos alunos. Para que possam compreender a vida. Para que lhe possam atribuir significado. Para que usufruam da liberdade que o conhecimento proporciona.»

Se, como se costuma dizer, “na vida todos somos professores e alunos porque ensinamos o nosso exemplo e aprendemos com o exemplo dos outros”, também no Processo de RVCC podemos deparar-nos com essa realidade. Também nesse contexto se conhecem muitos “professores” que trabalham, que assumem todos os dias um compromisso com um determinado ofício, que exercem uma profissão e que são artistas. Adultos que aprendem e ensinam conhecimentos práticos no seu exercício profissional. Que cumprem um determinado conjunto de regras, procedimentos e técnicas definidos por hierarquias; e que os transmitem a outros colegas, como se da passagem de um testemunho se tratasse – por isso, são professores. Que possuem conhecimentos que servem de suporte basilar às suas acções – o tal espectro que constitui o saber-fazer (ou seja, as competências e a “arte” de mobilizar e transferir conhecimentos, aplicando-os na prática em contextos diferentes daquele em que foram adquiridos). Que mobilizam saberes e capacidades e são artistas porque se adaptam a imprevistos, a mudanças pessoais, sociais e profissionais; porque se (re)ajustam.

Portanto, «ensinar é um processo complexo e exigente de mobilização sistemática e propositada de uma diversidade de saberes dos professores. É importante. Para que se possa conhecer e compreender e ser mais livre e mais feliz.»

Fonte: aqui

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Voltar a estudar... continuar a aprender"

Como já vem sendo hábito, a Agência Nacional para a Qualificação está a organizar o 3.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades, que se realizará no próximo dia 14, no Centro de Congressos de Lisboa. O Encontro deste ano tem como tema "Voltar a estudar... continuar a aprender" e pretende ser novamente um verdadeiro ponto de encontro para as equipas técnico-pedagógicas dos cerca de 500 CNO, para os avaliadores externos e para outros especialistas e interessados na Educação de Adultos.
O programa ainda não está disponível, mas há já alguma informação sobre a estrutura do Encontro:

"Este encontro assume-se como um espaço de discussão e de reflexão, constituído por três partes, tendo subjacente a intervenção dos Centros Novas Oportunidades na concretização das políticas de educação e formação sustentada nos objectivos e metas da Iniciativa Novas Oportunidades.
Na primeira parte é partilhada informação sobre alguns estudos de âmbito nacional e internacional em curso, centrados nas competências para a vida e na promoção da literacia familiar.
Na segunda parte deste encontro, é dado destaque, através de um único painel, às questões em torno da intervenção nos Centros Novas Oportunidades, através de comunicações a proferir por representantes de Centros Novas Oportunidades assegurados por entidades de diferentes tipologias. Desta forma, serão partilhadas algumas metodologias adoptadas localmente para resposta a questões concretas, tais como a constituição de uma rede local de educação e formação em Vila Nova de Famalicão; a adopção, pelos Centros Novas Oportunidades pertencentes ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, de uma metodologia de "espera activa" ao dispor dos formandos inscritos para um percurso de qualificação; e a criação de redes promotoras de aprendizagem ao longo da vida, mediante a valorização das certificações parciais, desenvolvidas pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária com 3.º ciclo do Ensino Básico de Caldas das Taipas.
Deste painel fará ainda parte uma intervenção através da qual será focado o papel central dos avaliadores externos no cumprimento da missão dos Centros Novas Oportunidades e na certificação das aprendizagens adquiridas em diversos contextos (formais, não formais e informais, numa lógica de aprendizagem ao longo da vida).
Na terceira e última parte, Maria do Carmo Gomes, Vice-Presidente da ANQ, trará à discussão o balanço do trabalho efectuado pelos Centros Novas Oportunidades ao longo de 2009, assim como os novos desafios para 2010."

Inscrições e mais informações: aqui.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As Novas Oportunidades contribuem para melhorar a literacia dos portugueses



"O relatório «A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise», apresentado pelo seu coordenador, Scott Murray, na conferência realizada em Lisboa, conclui que é necessário dar continuidade às reformas educativas em curso em Portugal, para que o País possa manter a competitividade nos mercados internacionais.

Este estudo, realizado pela Data Angel, apresenta uma perspectiva não técnica do modo como os economistas encaram a literacia, encarado como um importante motor do crescimento económico e do desenvolvimento social equilibrado dos países. (...)

Um pilar considerado decisivo, pelos autores do estudo, para aumentar as competências de literacia em Portugal é o desenvolvimento da iniciativa Novas Oportunidades, destinada aos jovens em risco de abandonar o sistema educativo e aos adultos que necessitam de complementar a sua formação.

Assim, se a conclusão do ensino secundário é vista como um indicador determinante que maximiza a probabilidade de os estudantes atingirem um patamar mais elevado ao nível da literacia, o investimento na literacia dos adultos é baseado num argumento de ordem económica, na medida em que se reflecte na melhoria das condições no que respeita ao emprego, ao nível de vida e de saúde dos cidadãos.

Sem a aposta na melhoria da literacia dos adultos, a eficácia do PNL corre o risco de diminuir, já que as crianças que vivem em agregados familiares caracterizados por baixos níveis de escolaridade dos pais e pouca prática de leitura são menos receptivas aos incentivos criados pelo PNL.

De acordo com o relatório, o maior enfoque em programas de literacia dirigidos às famílias tem o potencial de melhorar, ao mesmo tempo, os níveis de competências de literacia de ambas as gerações..."

Fonte: www.portugal.gov.pt

O Documento


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Novas competências para novos empregos

Para manter a produtividade e a competitividade nos países da União Europeia, é essencial que estes se adaptem à mudança e procurem encontrar uma adequação correcta entre a oferta e o mercado de trabalho. A rapidez com que se processam as transformações no mundo de hoje exige uma capacidade de previsão que lhes permita estarem preparados para os desafios futuros.

«Tendo consciência dos novos desafios que se colocam em resultado da mudança de emprego ao longo da vida, a Comissão Europeia, em cooperação com o Parlamento Europeu, o Comité Europeu Económico e Social (EESC) e o Comité das Regiões, vai organizar, nos dias 7 e 8 de Dezembro, na Bélgica, o fórum “Reestruturação dos Sectores – Novas Competências para Novos Empregos”. Um dos principais objectivos deste evento passa pela apresentação, promoção e discussão dos 18 estudos recentemente publicados acerca dos sectores base, que vêm alertar para a necessidade de aquisição de novas competências até 2020, tendo por base as necessidades que se irão fazer sentir a nível laboral num futuro próximo. Por outro lado, será posta em evidência a necessidade de se reforçar e promover uma colaboração mais forte a nível europeu no que diz respeito à antecipação de competências, centrando-se numa abordagem sectorial.»

Fonte: aqui

Vale a apena clicar
aqui e aqui para saber mais...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A CONFINTEA VI já arrancou!

“Hoje, estamos aqui para demonstrar o poder da educação e aprendizagem de adultos para garantir um futuro viável para todos. Nosso objetivo nestes próximos quatro dias é avançar com a agenda de educação e aprendizagem de adultos assegurando maior reconhecimento político de importância essencial para o desenvolvimento, de acordo com recomendações concretas para aumentar o escopo e o alcance”, disse a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, na sessão de abertura da Sexta Conferência Internacional de Educação de Adultos em Belém, Brasil, em 1º. de Dezembro de 2009.

São 1500 participantes na Conferência, incluindo representantes de mais de 156 Estados-membros da UNESCO, além de outros parceiros das Nações Unidas, de organizaçõs internacionais de cooperação bilateral e multibilateral, da sociedade civil e do setor privado, assim como estudantes adultos de várias partes do mundo. O evento procura enfatizar o papel central da educação e aprendizagem de adultos nos programas internacionais em educação e desenvolvimento, especialmente aqueles concernentes ao desenvolvimento sustentável.


Fonte: UNESCO


Esperamos, ansiosos, pelas conclusões da Conferência!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Avaliadores externos



Através do Anúncio nº 9227/2009, de 30 de Novembro, foi tornada pública a lista dos candidatos acreditados na sequência do procedimento de acreditação de avaliadores externos no âmbito dos Centros Novas Oportunidades, aberto na sequência da publicação do Aviso nº 2473/2008, de 31 de Janeiro.
Para além de uma lista nacional, ordenada alfabeticamente, o anúncio apresenta ainda uma lista estruturada por NUT II e por NUT III.

Fonte : ANQ


sábado, 28 de novembro de 2009

CONFINTEA VI... a data aproxima-se!

O objectivo principal da CONFINTEA VI consiste em dar visibilidade à forte influência que as aprendizagens e a educação de adultos exercem sobre o desenvolvimento sustentável, para o qual contribuem nos mais variados aspectos (social, económico, ecológico e cultural).
O programa contém sessões plenárias, comissões e grupos de trabalho.

Alguns dos temas abordados serão:
  • “Viver e aprender para um futuro viável – A importância da educação de adultos”;
  • “Para uma aprendizagem ao longo da vida”;
  • “Da retórica à acção”.

As mesas redondas previstas darão aos participantes a oportunidade de assistir a discussões animadas por um moderador, reunindo vários representantes dos Estados membros, em maioria ministros. Estas sessões centrar-se-ão nas seguintes questões chave:

  • Políticas e governação para a educação de adultos;
  • O financiamento da educação de adultos;
  • A alfabetização – a chave da aprendizagem ao longo da vida;
  • Assegurar a qualidade da educação de adultos e avaliar os resultados das aprendizagens.
Terá lugar ainda uma sessão especial dedicada à “inclusão e participação na (e através da) educação de adultos”.
Os grupos de trabalho, organizados pelas agências das Nações Unidas, por ONG e organizações internacionais, têm quatro objectivos:
  • dar visibilidade aos dispositivos de implementação e aos resultados no domínio das aprendizagens e da educação de adultos;
  • facilitar a troca de boas práticas;
  • debater estratégias potenciais;
  • elaborar recomendações que poderão integrar-se no Documento Final da Conferência.

Fonte: aqui

Calendário da CONFINTEA VI: aqui

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Universidades Séniores: verdadeiras comunidades de aprendizagem ao longo da vida

A Associação Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) é uma instituição que tem como alguns dos objectivos a dinamização de actividades educacionais para a população (sobretudo para pessoas com mais de 50 anos), a promoção da formação ao longo da vida, e o apoio às Universidades e Academias da Terceira Idade.

«As Universidades Seniores (UTIs) são "a resposta socio-educativa, que visa criar e dinamizar regularmente actividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, preferencialmente para e pelos maiores de 50 anos. Quando existirem actividades educativas será em regime não formal, sem fins de certificação e no contexto da formação ao longo da vida".
No modelo francês as UTIs são criadas pelas universidades tradicionais, têm professores remunerados, garantem certificação e seguem um modelo mais formal.
No modelo inglês, que Portugal segue, as UTIs nascem no seio de organizações sem fins lucrativos, os professores são voluntários, são mais informais e não garantem certificação.»

O trabalho desenvolvido pelas Universidades Séniores nas comunidades merece ser reconhecido e tem desempenhado um papel fundamental na promoção da educação não-formal, da cultura e da aprendizagem ao longo da vida, sobretudo para uma parte da população mais carenciada e negligenciada pela sociedade, fomentando assim a sua integração e, simultaneamente, a dinâmica social local.
As actividades das UTIs são extremamente variadas e vão desde aulas teóricas e práticas (sem certificação) em diversas áreas (como História, Psicologia, Línguas, Informática, Pintura...) a actividades de motricidade, passando por passeios e convívios, actividades de lazer e de voluntariado, entre outras.
Este é, sem dúvida, um exemplo de promoção da educação de adultos e de intervenção comunitária que merece um maior destaque e reconhecimento social.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Processo RVCC e a ética

Fonte da imagem: aqui

"O processo desenvolve-se ao longo de um conjunto de sessões, individuais e em pequenos grupos, durante as quais os candidatos, apoiados por profissionais de RVC, identificam, avaliam e reflectem sobre as suas experiências de vida e sobre as aprendizagens mais relevantes que elas lhes proporcionaram. Recolhem evidências que comprovem essas aprendizagens e começam a organizar um portefólio que constitui o instrumento privilegiado de avaliação de cada pessoa. Esta primeira fase do processo de RVC de identificação das competências transversais é comum tanto aos processos de certificação escolar, como aos de certificação profissional, sendo integrada nos de dupla certificação." fonte: aqui

Nesta ingerência permanente por parte dos profissionais de RVC e/ou outros elementos da equipa técnico-pedagógica, quando se pode colocar a questão da ética? Onde se encontram os limites que não devem ser transpostos? até que fronteiras pode ir o técnico que "tutoriza" o candidato no seu processo de reconhecimento?

domingo, 22 de novembro de 2009

Trilhos e caminhos: da sociabilidade virtual à aprendizagem

“A comunidade é aquilo que constitui o tecido social da aprendizagem”
(Wenger, 2002)

“A cultura, no sentido das tradições e das representações partilhadas de uma sociedade, tem um efeito profundo no desenho, adopção e uso da tecnologia. Existe uma influência recíproca entre tecnologia e sociedade, que muitas vezes é caracterizada como uma co-evolução ou adaptação mútua. Mas, sociedade não é sinónimo de comunidade. As comunidades, para que possam ser consideradas como tal, terão de ter um objectivo, uma identidade, comunicação, confiança, reputação, formação de grupos, ambiente, limites, governo, troca ou comércio, expressão e história.
(...)
Passa-se a falar do ciberespaço. É um espaço social alternativo onde há indivíduos que trabalham, jogam, compram, se encontram, falam, aprendem, etc., de uma determinada forma e em locais específicos. Pode-se, inclusive, ser proprietário de espaço, pode-se ficar durante o tempo que se quiser ou puder, pode-se visitar uma cidade ou um amigo, e finalmente, também se pode ficar perdido e completamente desorientado. Mas, tal como no mundo real, podemos sempre voltar a casa.
(...)
Porém, os indivíduos constróem as suas vidas em grupos pequenos: inicialmente na família, depois nos grupos de amigos, nos grupos de colegas de trabalho e outros. A natureza dos grupos pequenos está em dar corpo à comunicação face-a-face utilizando expressões faciais, gestos corporais, tom de voz, sotaque e ritmo, imprimindo-lhe uma riqueza comunicacional que dificilmente será reproduzida em contexto electrónico.
Em contexto virtual estendido à educação, há como que um prolongamento da sala de aula. Na verdade, em contexto real, por vezes por inibição ou vergonha, não colocam as suas dúvidas em frente aos colegas… mas em ambiente virtual não se inibem de as colocar resultando daí, por vezes, uma troca de ideias entre pares facilitadora da discussão, reflexão e aprendizagem.”

sábado, 21 de novembro de 2009

Aprendizagem ao longo da vida - Novos desafios

"As políticas de afirmação da aprendizagem ao longo da vida suportam-se necessariamente na articulação virtuosa entre as propostas formais e não formais de educação. Este é o nosso novo desafio! Precisamos, para o vencer, de valorizar propostas e práticas já existentes, mas também de estabelecer novas prioridades e de assumir algumas soluções estratégicas essenciais. É necessário que haja, nomeadamente: uma forte aposta política no reforço da educação não formal, assente num compromisso interministerial sólido; uma mobilização empenhada de parceiros e entidades sociais, valorizando o papel a ser desempenhado pelas autarquias locais; a consolidação de uma rede densa e articulada de promotores de educação não formal, com programas públicos consistentes de apoio ao seu desenvolvimento; a constituição de dispositivos de acolhimento e orientação, implicando neste trabalho também os CNO."

Luís Rothes, in O Direito de Aprender

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fórum “Educação e Formação de Adultos: Que caminhos para a Inclusão?




"O Fórum "Educação e Formação de Adultos: Que Caminhos para a Inclusão?" realiza-se, no dia 27 de Novembro, no Auditório da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, no Campus da Penha, em Faro.
Esta iniciativa é promovida pelo Núcleo Distrital de Faro da Rede Europeia Anti-Pobreza (REAPN), em parceria com a Universidade do Algarve e a Associação In Loco, com o apoio da Direcção Regional de Educação do Algarve e da Delegação Regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional da mesma região.
Este fórum tem como destinatários agentes educativos, técnicos de apoio social, empresários, responsáveis de recursos humanos e formandos de Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA)." Fonte: aqui

Quer saber mais?

Núcleo Distrital de Faro da REAPN
Rua D. Jerónimo Osório, 5, 2º Dto
8000-307 Faro
Telef.: 289 802 660
Fax: 289 802 662
E-mail:
n.faro@reapn.org

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Educação de Adultos: terreno de investigação e intervenção


«Todos os anos, a EAEA (European Association for the Education of Adults) comemora a inovação e a excelência no domínio da educação de adultos. O Prémio Grundtvig dá visibilidade aos resultados de projectos que produzam novas ideias, novas parcerias, novas metodologias e uma nova compreensão de como se pode trabalhar em educação-formação de adultos.
Em 2010, a EAEA procura encontrar projectos que tratem a questão das competências chave para a inclusão social.
A Comissão Europeia identificou oito competências chave:
  1. comunicação em língua materna;
  2. comunicação em línguas estrangeiras;
  3. competência matemática e competências básicas em ciência e tecnologia;
  4. competência informática;
  5. aprender a aprender;
  6. competências interpessoais, interculturais e sociais e competências cívicas;
  7. empreendedorismo;
  8. expressão cultural.

Todas estas competências podem contribuir para uma melhor integração de pessoas socialmente excluídas.»

Procuram-se, portanto, projectos em educação-formação de adultos sobre o tema “Competências chave para a inclusão social” em duas categorias:

  • Projectos europeus: de países da U.E. ou candidatos (têm que ser transnacionais e envolver, pelo menos, 3 países); de outros países europeus (devem ser ou transnacionais ou abranger uma forte parceria à escala nacional com um vasto leque de actores);
  • Projectos de fora da Europa.

Fonte: aqui


Para consultar mais informações: EAEA

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Espaço para Avaliadores Externos

Foi recentemente criada uma plataforma dirigida aos Avaliadores Externos, acreditados pela Agência Nacional para a Qualificação, para partilha de informação e de recursos. Já é possível consultar notícias e alguns instrumentos essenciais. Para além disso, os Avaliadores acreditados podem entrar na plataforma e ter acesso a outro tipo de informação mais específica para a sua actividade.
Sem dúvida, uma iniciativa fundamental para a articulação entre a Agência e os Avaliadores Externos.

"Este espaço funciona como área trabalho e de partilha de informação e recursos no domínio das actividades da ANQ, e em particular, no campo de actuação dos avaliadores externos no âmbito dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades."

Pode ter uma ideia mais concreta desta plataforma aqui.

sábado, 14 de novembro de 2009

Uso da Web 2.0 nas escolas em discussão aberta na Internet



"Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas" é a designação de um espaço alojado na Internet e aberto a quem queira participar. O documento on-line encontra-se em fase de construção, aberto à colaboração de docentes dos ensinos básico, secundário e superior, assim como, de investigadores e outros interessados em criar um manual de referência para o uso criativo e colaborativo de ferramentas da designada Web 2.0 no contexto educativo.
Este instrumento está disponível desde o dia 3 de Novembro e as contribuições serão aceites até ao dia 18 de Dezembro de 2009. Posteriormente, será elaborado um documento com as conclusões finais para publicação..." Fonte (ANQ):
aqui e para participar: aqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Processos de Qualificação e Orientação ao Longo da Vida"

Nos dias 26 e 27 de Novembro, o Instituto de Orientação Profissional (IOP) promove as suas jornadas anuais, este ano subordinadas ao tema "Processos de Qualificação e Orientação ao Longo da Vida". Este evento tem como destinatários:
  • técnicos de orientação e aconselhamento de carreira;
  • responsáveis de instituições educativas;
  • técnicos de educação e formação;
  • profissionais de instituições de solidariedade social;
  • estudantes;
  • encarregados de educação.

O encontro realizar-se-á no auditório da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, podendo as inscrições ser efectuadas até ao dia 18 de Novembro. Este evento organiza-se num ciclo de conferências, seguidas de debate, sobre temas relevantes para as áreas da educação e formação em Portugal, abordados por especialistas de diferentes áreas. Com esta iniciativa, o IOP pretende:

  • contribuir para a reflexão sobre a importância dos processos de qualificação ao longo da vida;
  • difundir informação sobre as realidades de qualificação em Portugal;
  • sensibilizar para o papel da orientação e gestão da carreira ao longo do ciclo de vida.

Fonte: aqui

Mais informações: Instituto de Orientação Profissional