segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Avaliadores externos



Através do Anúncio nº 9227/2009, de 30 de Novembro, foi tornada pública a lista dos candidatos acreditados na sequência do procedimento de acreditação de avaliadores externos no âmbito dos Centros Novas Oportunidades, aberto na sequência da publicação do Aviso nº 2473/2008, de 31 de Janeiro.
Para além de uma lista nacional, ordenada alfabeticamente, o anúncio apresenta ainda uma lista estruturada por NUT II e por NUT III.

Fonte : ANQ


sábado, 28 de novembro de 2009

CONFINTEA VI... a data aproxima-se!

O objectivo principal da CONFINTEA VI consiste em dar visibilidade à forte influência que as aprendizagens e a educação de adultos exercem sobre o desenvolvimento sustentável, para o qual contribuem nos mais variados aspectos (social, económico, ecológico e cultural).
O programa contém sessões plenárias, comissões e grupos de trabalho.

Alguns dos temas abordados serão:
  • “Viver e aprender para um futuro viável – A importância da educação de adultos”;
  • “Para uma aprendizagem ao longo da vida”;
  • “Da retórica à acção”.

As mesas redondas previstas darão aos participantes a oportunidade de assistir a discussões animadas por um moderador, reunindo vários representantes dos Estados membros, em maioria ministros. Estas sessões centrar-se-ão nas seguintes questões chave:

  • Políticas e governação para a educação de adultos;
  • O financiamento da educação de adultos;
  • A alfabetização – a chave da aprendizagem ao longo da vida;
  • Assegurar a qualidade da educação de adultos e avaliar os resultados das aprendizagens.
Terá lugar ainda uma sessão especial dedicada à “inclusão e participação na (e através da) educação de adultos”.
Os grupos de trabalho, organizados pelas agências das Nações Unidas, por ONG e organizações internacionais, têm quatro objectivos:
  • dar visibilidade aos dispositivos de implementação e aos resultados no domínio das aprendizagens e da educação de adultos;
  • facilitar a troca de boas práticas;
  • debater estratégias potenciais;
  • elaborar recomendações que poderão integrar-se no Documento Final da Conferência.

Fonte: aqui

Calendário da CONFINTEA VI: aqui

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Universidades Séniores: verdadeiras comunidades de aprendizagem ao longo da vida

A Associação Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) é uma instituição que tem como alguns dos objectivos a dinamização de actividades educacionais para a população (sobretudo para pessoas com mais de 50 anos), a promoção da formação ao longo da vida, e o apoio às Universidades e Academias da Terceira Idade.

«As Universidades Seniores (UTIs) são "a resposta socio-educativa, que visa criar e dinamizar regularmente actividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, preferencialmente para e pelos maiores de 50 anos. Quando existirem actividades educativas será em regime não formal, sem fins de certificação e no contexto da formação ao longo da vida".
No modelo francês as UTIs são criadas pelas universidades tradicionais, têm professores remunerados, garantem certificação e seguem um modelo mais formal.
No modelo inglês, que Portugal segue, as UTIs nascem no seio de organizações sem fins lucrativos, os professores são voluntários, são mais informais e não garantem certificação.»

O trabalho desenvolvido pelas Universidades Séniores nas comunidades merece ser reconhecido e tem desempenhado um papel fundamental na promoção da educação não-formal, da cultura e da aprendizagem ao longo da vida, sobretudo para uma parte da população mais carenciada e negligenciada pela sociedade, fomentando assim a sua integração e, simultaneamente, a dinâmica social local.
As actividades das UTIs são extremamente variadas e vão desde aulas teóricas e práticas (sem certificação) em diversas áreas (como História, Psicologia, Línguas, Informática, Pintura...) a actividades de motricidade, passando por passeios e convívios, actividades de lazer e de voluntariado, entre outras.
Este é, sem dúvida, um exemplo de promoção da educação de adultos e de intervenção comunitária que merece um maior destaque e reconhecimento social.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Processo RVCC e a ética

Fonte da imagem: aqui

"O processo desenvolve-se ao longo de um conjunto de sessões, individuais e em pequenos grupos, durante as quais os candidatos, apoiados por profissionais de RVC, identificam, avaliam e reflectem sobre as suas experiências de vida e sobre as aprendizagens mais relevantes que elas lhes proporcionaram. Recolhem evidências que comprovem essas aprendizagens e começam a organizar um portefólio que constitui o instrumento privilegiado de avaliação de cada pessoa. Esta primeira fase do processo de RVC de identificação das competências transversais é comum tanto aos processos de certificação escolar, como aos de certificação profissional, sendo integrada nos de dupla certificação." fonte: aqui

Nesta ingerência permanente por parte dos profissionais de RVC e/ou outros elementos da equipa técnico-pedagógica, quando se pode colocar a questão da ética? Onde se encontram os limites que não devem ser transpostos? até que fronteiras pode ir o técnico que "tutoriza" o candidato no seu processo de reconhecimento?

domingo, 22 de novembro de 2009

Trilhos e caminhos: da sociabilidade virtual à aprendizagem

“A comunidade é aquilo que constitui o tecido social da aprendizagem”
(Wenger, 2002)

“A cultura, no sentido das tradições e das representações partilhadas de uma sociedade, tem um efeito profundo no desenho, adopção e uso da tecnologia. Existe uma influência recíproca entre tecnologia e sociedade, que muitas vezes é caracterizada como uma co-evolução ou adaptação mútua. Mas, sociedade não é sinónimo de comunidade. As comunidades, para que possam ser consideradas como tal, terão de ter um objectivo, uma identidade, comunicação, confiança, reputação, formação de grupos, ambiente, limites, governo, troca ou comércio, expressão e história.
(...)
Passa-se a falar do ciberespaço. É um espaço social alternativo onde há indivíduos que trabalham, jogam, compram, se encontram, falam, aprendem, etc., de uma determinada forma e em locais específicos. Pode-se, inclusive, ser proprietário de espaço, pode-se ficar durante o tempo que se quiser ou puder, pode-se visitar uma cidade ou um amigo, e finalmente, também se pode ficar perdido e completamente desorientado. Mas, tal como no mundo real, podemos sempre voltar a casa.
(...)
Porém, os indivíduos constróem as suas vidas em grupos pequenos: inicialmente na família, depois nos grupos de amigos, nos grupos de colegas de trabalho e outros. A natureza dos grupos pequenos está em dar corpo à comunicação face-a-face utilizando expressões faciais, gestos corporais, tom de voz, sotaque e ritmo, imprimindo-lhe uma riqueza comunicacional que dificilmente será reproduzida em contexto electrónico.
Em contexto virtual estendido à educação, há como que um prolongamento da sala de aula. Na verdade, em contexto real, por vezes por inibição ou vergonha, não colocam as suas dúvidas em frente aos colegas… mas em ambiente virtual não se inibem de as colocar resultando daí, por vezes, uma troca de ideias entre pares facilitadora da discussão, reflexão e aprendizagem.”

sábado, 21 de novembro de 2009

Aprendizagem ao longo da vida - Novos desafios

"As políticas de afirmação da aprendizagem ao longo da vida suportam-se necessariamente na articulação virtuosa entre as propostas formais e não formais de educação. Este é o nosso novo desafio! Precisamos, para o vencer, de valorizar propostas e práticas já existentes, mas também de estabelecer novas prioridades e de assumir algumas soluções estratégicas essenciais. É necessário que haja, nomeadamente: uma forte aposta política no reforço da educação não formal, assente num compromisso interministerial sólido; uma mobilização empenhada de parceiros e entidades sociais, valorizando o papel a ser desempenhado pelas autarquias locais; a consolidação de uma rede densa e articulada de promotores de educação não formal, com programas públicos consistentes de apoio ao seu desenvolvimento; a constituição de dispositivos de acolhimento e orientação, implicando neste trabalho também os CNO."

Luís Rothes, in O Direito de Aprender

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fórum “Educação e Formação de Adultos: Que caminhos para a Inclusão?




"O Fórum "Educação e Formação de Adultos: Que Caminhos para a Inclusão?" realiza-se, no dia 27 de Novembro, no Auditório da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, no Campus da Penha, em Faro.
Esta iniciativa é promovida pelo Núcleo Distrital de Faro da Rede Europeia Anti-Pobreza (REAPN), em parceria com a Universidade do Algarve e a Associação In Loco, com o apoio da Direcção Regional de Educação do Algarve e da Delegação Regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional da mesma região.
Este fórum tem como destinatários agentes educativos, técnicos de apoio social, empresários, responsáveis de recursos humanos e formandos de Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA)." Fonte: aqui

Quer saber mais?

Núcleo Distrital de Faro da REAPN
Rua D. Jerónimo Osório, 5, 2º Dto
8000-307 Faro
Telef.: 289 802 660
Fax: 289 802 662
E-mail:
n.faro@reapn.org

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Educação de Adultos: terreno de investigação e intervenção


«Todos os anos, a EAEA (European Association for the Education of Adults) comemora a inovação e a excelência no domínio da educação de adultos. O Prémio Grundtvig dá visibilidade aos resultados de projectos que produzam novas ideias, novas parcerias, novas metodologias e uma nova compreensão de como se pode trabalhar em educação-formação de adultos.
Em 2010, a EAEA procura encontrar projectos que tratem a questão das competências chave para a inclusão social.
A Comissão Europeia identificou oito competências chave:
  1. comunicação em língua materna;
  2. comunicação em línguas estrangeiras;
  3. competência matemática e competências básicas em ciência e tecnologia;
  4. competência informática;
  5. aprender a aprender;
  6. competências interpessoais, interculturais e sociais e competências cívicas;
  7. empreendedorismo;
  8. expressão cultural.

Todas estas competências podem contribuir para uma melhor integração de pessoas socialmente excluídas.»

Procuram-se, portanto, projectos em educação-formação de adultos sobre o tema “Competências chave para a inclusão social” em duas categorias:

  • Projectos europeus: de países da U.E. ou candidatos (têm que ser transnacionais e envolver, pelo menos, 3 países); de outros países europeus (devem ser ou transnacionais ou abranger uma forte parceria à escala nacional com um vasto leque de actores);
  • Projectos de fora da Europa.

Fonte: aqui


Para consultar mais informações: EAEA

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Espaço para Avaliadores Externos

Foi recentemente criada uma plataforma dirigida aos Avaliadores Externos, acreditados pela Agência Nacional para a Qualificação, para partilha de informação e de recursos. Já é possível consultar notícias e alguns instrumentos essenciais. Para além disso, os Avaliadores acreditados podem entrar na plataforma e ter acesso a outro tipo de informação mais específica para a sua actividade.
Sem dúvida, uma iniciativa fundamental para a articulação entre a Agência e os Avaliadores Externos.

"Este espaço funciona como área trabalho e de partilha de informação e recursos no domínio das actividades da ANQ, e em particular, no campo de actuação dos avaliadores externos no âmbito dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades."

Pode ter uma ideia mais concreta desta plataforma aqui.

sábado, 14 de novembro de 2009

Uso da Web 2.0 nas escolas em discussão aberta na Internet



"Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas" é a designação de um espaço alojado na Internet e aberto a quem queira participar. O documento on-line encontra-se em fase de construção, aberto à colaboração de docentes dos ensinos básico, secundário e superior, assim como, de investigadores e outros interessados em criar um manual de referência para o uso criativo e colaborativo de ferramentas da designada Web 2.0 no contexto educativo.
Este instrumento está disponível desde o dia 3 de Novembro e as contribuições serão aceites até ao dia 18 de Dezembro de 2009. Posteriormente, será elaborado um documento com as conclusões finais para publicação..." Fonte (ANQ):
aqui e para participar: aqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Processos de Qualificação e Orientação ao Longo da Vida"

Nos dias 26 e 27 de Novembro, o Instituto de Orientação Profissional (IOP) promove as suas jornadas anuais, este ano subordinadas ao tema "Processos de Qualificação e Orientação ao Longo da Vida". Este evento tem como destinatários:
  • técnicos de orientação e aconselhamento de carreira;
  • responsáveis de instituições educativas;
  • técnicos de educação e formação;
  • profissionais de instituições de solidariedade social;
  • estudantes;
  • encarregados de educação.

O encontro realizar-se-á no auditório da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, podendo as inscrições ser efectuadas até ao dia 18 de Novembro. Este evento organiza-se num ciclo de conferências, seguidas de debate, sobre temas relevantes para as áreas da educação e formação em Portugal, abordados por especialistas de diferentes áreas. Com esta iniciativa, o IOP pretende:

  • contribuir para a reflexão sobre a importância dos processos de qualificação ao longo da vida;
  • difundir informação sobre as realidades de qualificação em Portugal;
  • sensibilizar para o papel da orientação e gestão da carreira ao longo do ciclo de vida.

Fonte: aqui

Mais informações: Instituto de Orientação Profissional

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Planificar a qualificação

De acordo com a Carta de Qualidade dos Centros Novas Oportunidades, após a etapa de certificação de competências está ainda previsto o acompanhamento ao Plano de Desenvolvimento Pessoal. "Esta etapa consiste na definição de um Plano de Desenvolvimento Pessoal para cada adulto certificado pelo Centro Novas Oportunidades, tendo em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da vida após o processo de RVCC.
Este Plano, articulado entre a equipa pedagógica e o adulto em sessões individuais, toma forma na definição do projecto pessoal e profissional do adulto, com a identificação de possibilidades de prosseguimento das aprendizagens, de apoio ao desenvolvimento de iniciativas de criação de auto emprego e/ou de apoio à progressão/reconversão profissional."

Esta etapa corre o risco, na minha opinião, de se tornar na prática apenas um pro forma, com o preenchimento de um documento, mas é da maior relevância para o percurso de qualificação do adulto, bem como para o seu projecto de vida, uma vez que um dos pressupostos da sua definição/ negociação é a importância da aprendizagem ao longo da vida.
Há um aspecto importante na concretização do Plano de Desenvolvimento Pessoal, que é necessário salientar. O Plano deve começar a desenhar-se logo desde a entrada do adulto no Centro, com a exploração das suas motivações, expectativas, projectos, ou seja, tudo o que consta da etapa de diagnóstico e encaminhamento, da responsabilidade do Técnico de Diagnóstico. Para além disso, é importante que continue a ser trabalhado ao longo de todo o percurso do candidato, sempre que necessário em articulação com o Técnico de Diagnóstico, para que no final seja "apenas" um reforço de tudo o que já foi trabalhado anteriormente. No fundo, o PDP deve ser um processo, não apenas um resultado, e a sua construção está inerente ao próprio conceito de balanço de competências e de orientação vocacional.
Na definição do Plano de Desenvolvimento Pessoal, é essencial que o Profissional RVC que acompanha o adulto conheça a rede de ofertas educativas/formativas para melhor o poder orientar, de acordo com as suas necessidades e motivações. Um instrumento fundamental neste trabalho é o Catálogo Nacional de Qualificações, cuja consulta deve ser incentivada.

Fica um exemplo de um modelo de PDP que já foi anteriormente divulgado, mas que pode ser um ponto de partida para a operacionalização desta etapa. Fica, também, o desafio às equipas de partilharem neste espaço outros modelos que utilizem na prática!
PDP


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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como dignificar o sistema de RVCC?

Chegam-nos por vezes alertas que nos remetem para o cuidado a ter no respeito pela Carta de Qualidade dos Centros Novas oportunidades. Um alerta é também um desafio à nossa imaginação para reforçar o lado mais positivo do processo. Ideias originais precisam-se. E que tal partilhar a sua?

"...Dos adultos que se apresentam nos Centros Novas Oportunidades a candidatar-se à obtenção da certificação de um daqueles níveis de qualificação/escolaridade, nem todos apresentam o perfil adequado para a frequência desta modalidade; são então encaminhados para outras modalidades de educação/formação que mais se ajustem aos respectivos perfis.

Devido a alguns defeitos de informação e propaganda e, convenhamos que também, a algumas eventuais más práticas, corre a ideia de que tudo o que diga respeito às “Novas Oportunidades” significa facilitismo.

Também há a ideia de que só os saberes escolares ou de formato escolarizado podem ser reconhecidos como competências.

Estes aspectos contribuem para a desacreditação social desta modalidade de certificação escolar."



Mais:


Dignificar o Sistema de RVCC

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Educação: uma porta aberta para o futuro



... “a procura de formação geral entre a população adulta está a conhecer uma subida significativa em todas as regiões do mundo. Por toda a parte, no Sul como no Norte, o domínio das competências de base tornou-se um direito e um instrumento indispensável para assegurar os restantes direitos – o direito ao trabalho, à saúde, à água, à alimentação de base pela melhoria da economia de subsistência, em suma, à qualidade de vida – assim como o respeito pela dignidade humana, pela inteligência… qualquer que seja o lugar do planeta onde nos encontremos.
No Sul, enquanto 750 milhões de pessoas continuam ainda privados de qualquer formação de base, a alfabetização dos adultos tornou-se uma aspiração social de primeira linha.

(...)

É importante que a próxima Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, CONFINTEA VI, a realizar em Dezembro no Brasil, adopte propostas visando corrigir esta marginalização da formação de base dos adultos.
No Norte, a alfabetização dos adultos é também essencial porque a economia de amanhã, quando sair desta crise prolongada, já não será a mesma. Mais de um terço da população activa dos países industriais avançados, com excepção dos países nórdicos, não dominam as competências de base. O nível e a qualidade de vida não poderão manter-se caso este estado de coisas ainda persista em 2011. Contrariamente ao que sucedia ontem, está em queda livre a percentagem de postos de trabalho que não exijam um bom domínio da comunicação escrita, regra de três, facilidade de cálculo mental, rudimentos de uma segunda língua e uma qualificação profissional de base. Tornou-se necessária uma elevação acelerada das competências básicas da população empregada ou à procura de emprego.
(...)

A literatura internacional nesta matéria sublinha vários obstáculos que se colocam aos adultos empregados que decidem, com ou sem acordo do respectivo empregador, promover as suas competências de base. Entre outros, podemos mencionar o medo de falhar, a dificuldade de se organizarem para gerir a difícil conciliação entre trabalho-família-formação, a falta de informação ou ainda a inexistência de serviços acessíveis de aconselhamento e de orientação para poderem tomar as melhores decisões.
Contudo, se os obstáculos são bem reais, as vantagens ainda o são mais, tanto para as pessoas como para as organizações. Para as pessoas, a formação alarga o acesso aos empregos disponíveis, melhora as condições de trabalho, diminui a segregação e permite uma maior autonomia no trabalho. Para as organizações, a formação leva a um acréscimo de produtividade, uma diminuição do absenteísmo e da taxa de erros na produção, assim como a uma aquisição mais rápida de novas competências por parte do pessoal."

Para ler mais: aqui

domingo, 8 de novembro de 2009

Inovar para mudar o Mundo

O Imagine Cup é uma competição organizada pela Microsoft, cujo objectivo é desafiar/ encorajar os jovens de todo o mundo a utilizar a sua imaginação e criatividade para criar projectos inovadores que possam fazer a diferença no mundo em que vivemos.

«Em 2010, o Imagine Cup desafia os estudantes mais talentosos a “Imaginar um mundo onde a tecnologia ajuda a resolver os problemas mais graves que enfrentamos nos nossos dias.” Alguns poderão utilizar a tecnologia para ajudar alguém a ter acesso à instrução, para encontrar novas abordagens para a Medicina ou ainda para descobrir métodos de combate à desigualdade entre géneros existente em todo o mundo. Estes jovens poderão conseguir garantir a sustentabilidade do nosso planeta ou ajudar a proporcionar educação básica à escala mundial.»

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coopetição e Reconhecimento

Porque faz parte do que entendemos poder ser uma tradução colaborativa e coopetitiva (cooperativo + competitivo em torno de um objectivo comum) desta forma de comunicação em rede, publicamos notícias que nos vão chegando, com ventos de sucesso e boas práticas. Julgamos estar assim a garantir o aproveitamento de diversos tipos de sinergias, apesar de percebermos a assunção de alguns riscos. Sabemos que nem sempre será possível aceitar todas as sugestões, mas se procurarmos todos contribuir para a qualidade das intervenções, podemos transformar este espaço num blogue dinâmico e vivo. O desejo manifestado de ver esta ou aquela notícia publicada no nosso blogue é para nós motivo de orgulho e gratidão. É também o veículo de uma responsabilidade: a de querer oferecer aqui um espaço de referência, com a preocupação de manter o objectivo primeiro da sua criação: fomentar o debate, a troca de informação e a divulgação de eventos, estudos e novidades sobre o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e a Educação e Formação de Adultos.

Recebemos do CNO-ACIFF da Figueira da Foz a seguinte informação:

"Em Abril de 2009 dezanove colaboradores da empresa Lactogal, na Tocha, iniciavam, timidamente, o seu Processo de Reconhecimento de Competências para obter equivalência ao nível básico de escolaridade. Durante seis meses construíram o seu Dossiê Pessoal e Profissional de competências e em Outubro de 2009 foram presentes a Júri de Certificação; o culminar de um Processo que merece um registo e, sobretudo, o reconhecimento dos candidatos que, apesar das dificuldades e dos obstáculos encontrados, abraçaram este projecto de qualificação com muito orgulho e dedicação. Esse registo encontra-se publicado no Youtube."

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Quadro Nacional de Qualificações em debate...

Da estreita relação entre o Quadro Nacional de Qualificações e o Quadro Europeu de Qualificações, resultam vantagens não só no plano colectivo (pelo aumento global da mobilidade), como também no plano individual (pelas oportunidades geradas).

“O Quadro Nacional de Qualificações, recentemente aprovado através da Portaria 782/2009 de 23 de Julho, adopta os princípios do Quadro Europeu de Qualificações e constitui-se como um instrumento que permite comparar os sistemas de educação e formação, considerando tanto os níveis de ensino, do básico ao superior, como as vias formais de aprendizagem através do ensino e da formação profissional e os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências obtidas por vias formais e informais.”

Neste sentido, no próximo dia 13 de Novembro decorrerá um Seminário subordinado ao tema “Instrumentos para a Transparência, Comparabilidade e Reconhecimento de Qualificações”, na Sala de Actos do CENFIC (Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul), que visa debruçar-se sobre a importância e o papel daqueles dois “instrumentos” no contexto da Educação de Adultos.

Mais informações: aqui

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

5 Novos Conselhos Sectoriais para a Qualificação

"Outubro e Novembro serão os meses para o arranque dos trabalhos de cinco novos conselhos sectoriais para a qualificação.

No dia 14 reuniu, pela primeira vez, o conselho sectorial "Comércio e Marketing" e no dia 21 o de "Serviços Pessoais". Durante o mês de Novembro serão lançados os conselhos sectoriais "Turismo e Lazer", "Artesanato e Ourivesaria", "Madeiras, Mobiliário e Cortiça".

Estes conselhos assumem a forma de grupos de trabalho técnico-consultivos com responsabilidades ao nível da identificação das evoluções ocorridas nos correspondentes sectores de actividade e das necessidades de qualificações. Compete ainda a estes conselhos sectoriais apoiar a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. nos processo de actualização e desenvolvimento do Catálogo Nacional de Qualificações, nomeadamente na construção de perfis profissionais e nos correspondentes referencias de formação e de reconhecimento, validação e certificação de competências."

Fonte: Novas Oportunidades

domingo, 1 de novembro de 2009

Formadores em formação


"Formar 130 elementos de Centros de Formação de Associações de Escolas que possam, depois, replicar a mesma formação junto das equipas dos Centros Novas Oportunidades de todo o país é o objectivo desta formação que tem estado a decorrer na Costa da Caparica e termina no próximo dia 7 de Novembro."
Trata-se de formação acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, garantindo assim a qualidade requerida para a progressão na carreira de quem nela se inscreve.
Sou uma dessas 130 pessoas e estou a gostar muito da experiência que considero rica na partilha e na construção de um "mapa mental" da Educação e Formação de Adultos. Espero estar à altura do desafio que nos colocam com a responsabilidade de replicar (sozinha ou em par pedagógico) o que nos está a ser transmitido por uma equipa experiente e constituída por vários elementos de vários sectores. Mas quanto a desafios, venham eles...Mais, aqui.

sábado, 31 de outubro de 2009

"Competências para a vida: o que dizem os estudos de avaliação internacional?"

No dia 5 de Novembro, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa, decorrerá a conferência
“Competências para a vida: o que dizem os estudos de avaliação internacional?”.
Identificar competências para que os indivíduos possam defrontar muitos dos desafios que vão encontrando ao longo da vida é uma das temáticas que vai ser abordada. Sob a forma de workshop, este encontro irá debruçar-se, em especial, sobre a literacia, isto é, sobre a capacidade que cada pessoa tem para ler e escrever, já que, nos dias que correm, o conhecimento, a capacidade de manuseamento da informação e a aquisição de aprendizagens são considerados elementos fulcrais para uma total integração e participação nas sociedades actuais. Para o efeito, serão alvo de análise ou de apresentação dois estudos internacionais sobre a forma como os países têm reconhecido essas competências-chave:

  • o Internacional Adult Literacy Survey (IALS), cujos dados foram divulgados em 2000;
  • o Programme for the Internacional Assessment of Adult Competencies (PIAAC), um estudo, actualmente em curso, dirigido à avaliação de competências da população adulta.

Fonte: aqui