quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Planificar a qualificação

De acordo com a Carta de Qualidade dos Centros Novas Oportunidades, após a etapa de certificação de competências está ainda previsto o acompanhamento ao Plano de Desenvolvimento Pessoal. "Esta etapa consiste na definição de um Plano de Desenvolvimento Pessoal para cada adulto certificado pelo Centro Novas Oportunidades, tendo em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da vida após o processo de RVCC.
Este Plano, articulado entre a equipa pedagógica e o adulto em sessões individuais, toma forma na definição do projecto pessoal e profissional do adulto, com a identificação de possibilidades de prosseguimento das aprendizagens, de apoio ao desenvolvimento de iniciativas de criação de auto emprego e/ou de apoio à progressão/reconversão profissional."

Esta etapa corre o risco, na minha opinião, de se tornar na prática apenas um pro forma, com o preenchimento de um documento, mas é da maior relevância para o percurso de qualificação do adulto, bem como para o seu projecto de vida, uma vez que um dos pressupostos da sua definição/ negociação é a importância da aprendizagem ao longo da vida.
Há um aspecto importante na concretização do Plano de Desenvolvimento Pessoal, que é necessário salientar. O Plano deve começar a desenhar-se logo desde a entrada do adulto no Centro, com a exploração das suas motivações, expectativas, projectos, ou seja, tudo o que consta da etapa de diagnóstico e encaminhamento, da responsabilidade do Técnico de Diagnóstico. Para além disso, é importante que continue a ser trabalhado ao longo de todo o percurso do candidato, sempre que necessário em articulação com o Técnico de Diagnóstico, para que no final seja "apenas" um reforço de tudo o que já foi trabalhado anteriormente. No fundo, o PDP deve ser um processo, não apenas um resultado, e a sua construção está inerente ao próprio conceito de balanço de competências e de orientação vocacional.
Na definição do Plano de Desenvolvimento Pessoal, é essencial que o Profissional RVC que acompanha o adulto conheça a rede de ofertas educativas/formativas para melhor o poder orientar, de acordo com as suas necessidades e motivações. Um instrumento fundamental neste trabalho é o Catálogo Nacional de Qualificações, cuja consulta deve ser incentivada.

Fica um exemplo de um modelo de PDP que já foi anteriormente divulgado, mas que pode ser um ponto de partida para a operacionalização desta etapa. Fica, também, o desafio às equipas de partilharem neste espaço outros modelos que utilizem na prática!
PDP


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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como dignificar o sistema de RVCC?

Chegam-nos por vezes alertas que nos remetem para o cuidado a ter no respeito pela Carta de Qualidade dos Centros Novas oportunidades. Um alerta é também um desafio à nossa imaginação para reforçar o lado mais positivo do processo. Ideias originais precisam-se. E que tal partilhar a sua?

"...Dos adultos que se apresentam nos Centros Novas Oportunidades a candidatar-se à obtenção da certificação de um daqueles níveis de qualificação/escolaridade, nem todos apresentam o perfil adequado para a frequência desta modalidade; são então encaminhados para outras modalidades de educação/formação que mais se ajustem aos respectivos perfis.

Devido a alguns defeitos de informação e propaganda e, convenhamos que também, a algumas eventuais más práticas, corre a ideia de que tudo o que diga respeito às “Novas Oportunidades” significa facilitismo.

Também há a ideia de que só os saberes escolares ou de formato escolarizado podem ser reconhecidos como competências.

Estes aspectos contribuem para a desacreditação social desta modalidade de certificação escolar."



Mais:


Dignificar o Sistema de RVCC

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Educação: uma porta aberta para o futuro



... “a procura de formação geral entre a população adulta está a conhecer uma subida significativa em todas as regiões do mundo. Por toda a parte, no Sul como no Norte, o domínio das competências de base tornou-se um direito e um instrumento indispensável para assegurar os restantes direitos – o direito ao trabalho, à saúde, à água, à alimentação de base pela melhoria da economia de subsistência, em suma, à qualidade de vida – assim como o respeito pela dignidade humana, pela inteligência… qualquer que seja o lugar do planeta onde nos encontremos.
No Sul, enquanto 750 milhões de pessoas continuam ainda privados de qualquer formação de base, a alfabetização dos adultos tornou-se uma aspiração social de primeira linha.

(...)

É importante que a próxima Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, CONFINTEA VI, a realizar em Dezembro no Brasil, adopte propostas visando corrigir esta marginalização da formação de base dos adultos.
No Norte, a alfabetização dos adultos é também essencial porque a economia de amanhã, quando sair desta crise prolongada, já não será a mesma. Mais de um terço da população activa dos países industriais avançados, com excepção dos países nórdicos, não dominam as competências de base. O nível e a qualidade de vida não poderão manter-se caso este estado de coisas ainda persista em 2011. Contrariamente ao que sucedia ontem, está em queda livre a percentagem de postos de trabalho que não exijam um bom domínio da comunicação escrita, regra de três, facilidade de cálculo mental, rudimentos de uma segunda língua e uma qualificação profissional de base. Tornou-se necessária uma elevação acelerada das competências básicas da população empregada ou à procura de emprego.
(...)

A literatura internacional nesta matéria sublinha vários obstáculos que se colocam aos adultos empregados que decidem, com ou sem acordo do respectivo empregador, promover as suas competências de base. Entre outros, podemos mencionar o medo de falhar, a dificuldade de se organizarem para gerir a difícil conciliação entre trabalho-família-formação, a falta de informação ou ainda a inexistência de serviços acessíveis de aconselhamento e de orientação para poderem tomar as melhores decisões.
Contudo, se os obstáculos são bem reais, as vantagens ainda o são mais, tanto para as pessoas como para as organizações. Para as pessoas, a formação alarga o acesso aos empregos disponíveis, melhora as condições de trabalho, diminui a segregação e permite uma maior autonomia no trabalho. Para as organizações, a formação leva a um acréscimo de produtividade, uma diminuição do absenteísmo e da taxa de erros na produção, assim como a uma aquisição mais rápida de novas competências por parte do pessoal."

Para ler mais: aqui

domingo, 8 de novembro de 2009

Inovar para mudar o Mundo

O Imagine Cup é uma competição organizada pela Microsoft, cujo objectivo é desafiar/ encorajar os jovens de todo o mundo a utilizar a sua imaginação e criatividade para criar projectos inovadores que possam fazer a diferença no mundo em que vivemos.

«Em 2010, o Imagine Cup desafia os estudantes mais talentosos a “Imaginar um mundo onde a tecnologia ajuda a resolver os problemas mais graves que enfrentamos nos nossos dias.” Alguns poderão utilizar a tecnologia para ajudar alguém a ter acesso à instrução, para encontrar novas abordagens para a Medicina ou ainda para descobrir métodos de combate à desigualdade entre géneros existente em todo o mundo. Estes jovens poderão conseguir garantir a sustentabilidade do nosso planeta ou ajudar a proporcionar educação básica à escala mundial.»

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coopetição e Reconhecimento

Porque faz parte do que entendemos poder ser uma tradução colaborativa e coopetitiva (cooperativo + competitivo em torno de um objectivo comum) desta forma de comunicação em rede, publicamos notícias que nos vão chegando, com ventos de sucesso e boas práticas. Julgamos estar assim a garantir o aproveitamento de diversos tipos de sinergias, apesar de percebermos a assunção de alguns riscos. Sabemos que nem sempre será possível aceitar todas as sugestões, mas se procurarmos todos contribuir para a qualidade das intervenções, podemos transformar este espaço num blogue dinâmico e vivo. O desejo manifestado de ver esta ou aquela notícia publicada no nosso blogue é para nós motivo de orgulho e gratidão. É também o veículo de uma responsabilidade: a de querer oferecer aqui um espaço de referência, com a preocupação de manter o objectivo primeiro da sua criação: fomentar o debate, a troca de informação e a divulgação de eventos, estudos e novidades sobre o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e a Educação e Formação de Adultos.

Recebemos do CNO-ACIFF da Figueira da Foz a seguinte informação:

"Em Abril de 2009 dezanove colaboradores da empresa Lactogal, na Tocha, iniciavam, timidamente, o seu Processo de Reconhecimento de Competências para obter equivalência ao nível básico de escolaridade. Durante seis meses construíram o seu Dossiê Pessoal e Profissional de competências e em Outubro de 2009 foram presentes a Júri de Certificação; o culminar de um Processo que merece um registo e, sobretudo, o reconhecimento dos candidatos que, apesar das dificuldades e dos obstáculos encontrados, abraçaram este projecto de qualificação com muito orgulho e dedicação. Esse registo encontra-se publicado no Youtube."

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Quadro Nacional de Qualificações em debate...

Da estreita relação entre o Quadro Nacional de Qualificações e o Quadro Europeu de Qualificações, resultam vantagens não só no plano colectivo (pelo aumento global da mobilidade), como também no plano individual (pelas oportunidades geradas).

“O Quadro Nacional de Qualificações, recentemente aprovado através da Portaria 782/2009 de 23 de Julho, adopta os princípios do Quadro Europeu de Qualificações e constitui-se como um instrumento que permite comparar os sistemas de educação e formação, considerando tanto os níveis de ensino, do básico ao superior, como as vias formais de aprendizagem através do ensino e da formação profissional e os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências obtidas por vias formais e informais.”

Neste sentido, no próximo dia 13 de Novembro decorrerá um Seminário subordinado ao tema “Instrumentos para a Transparência, Comparabilidade e Reconhecimento de Qualificações”, na Sala de Actos do CENFIC (Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul), que visa debruçar-se sobre a importância e o papel daqueles dois “instrumentos” no contexto da Educação de Adultos.

Mais informações: aqui

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

5 Novos Conselhos Sectoriais para a Qualificação

"Outubro e Novembro serão os meses para o arranque dos trabalhos de cinco novos conselhos sectoriais para a qualificação.

No dia 14 reuniu, pela primeira vez, o conselho sectorial "Comércio e Marketing" e no dia 21 o de "Serviços Pessoais". Durante o mês de Novembro serão lançados os conselhos sectoriais "Turismo e Lazer", "Artesanato e Ourivesaria", "Madeiras, Mobiliário e Cortiça".

Estes conselhos assumem a forma de grupos de trabalho técnico-consultivos com responsabilidades ao nível da identificação das evoluções ocorridas nos correspondentes sectores de actividade e das necessidades de qualificações. Compete ainda a estes conselhos sectoriais apoiar a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. nos processo de actualização e desenvolvimento do Catálogo Nacional de Qualificações, nomeadamente na construção de perfis profissionais e nos correspondentes referencias de formação e de reconhecimento, validação e certificação de competências."

Fonte: Novas Oportunidades

domingo, 1 de novembro de 2009

Formadores em formação


"Formar 130 elementos de Centros de Formação de Associações de Escolas que possam, depois, replicar a mesma formação junto das equipas dos Centros Novas Oportunidades de todo o país é o objectivo desta formação que tem estado a decorrer na Costa da Caparica e termina no próximo dia 7 de Novembro."
Trata-se de formação acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, garantindo assim a qualidade requerida para a progressão na carreira de quem nela se inscreve.
Sou uma dessas 130 pessoas e estou a gostar muito da experiência que considero rica na partilha e na construção de um "mapa mental" da Educação e Formação de Adultos. Espero estar à altura do desafio que nos colocam com a responsabilidade de replicar (sozinha ou em par pedagógico) o que nos está a ser transmitido por uma equipa experiente e constituída por vários elementos de vários sectores. Mas quanto a desafios, venham eles...Mais, aqui.

sábado, 31 de outubro de 2009

"Competências para a vida: o que dizem os estudos de avaliação internacional?"

No dia 5 de Novembro, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa, decorrerá a conferência
“Competências para a vida: o que dizem os estudos de avaliação internacional?”.
Identificar competências para que os indivíduos possam defrontar muitos dos desafios que vão encontrando ao longo da vida é uma das temáticas que vai ser abordada. Sob a forma de workshop, este encontro irá debruçar-se, em especial, sobre a literacia, isto é, sobre a capacidade que cada pessoa tem para ler e escrever, já que, nos dias que correm, o conhecimento, a capacidade de manuseamento da informação e a aquisição de aprendizagens são considerados elementos fulcrais para uma total integração e participação nas sociedades actuais. Para o efeito, serão alvo de análise ou de apresentação dois estudos internacionais sobre a forma como os países têm reconhecido essas competências-chave:

  • o Internacional Adult Literacy Survey (IALS), cujos dados foram divulgados em 2000;
  • o Programme for the Internacional Assessment of Adult Competencies (PIAAC), um estudo, actualmente em curso, dirigido à avaliação de competências da população adulta.

Fonte: aqui

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Todas as oportunidades são boas para ler!

Já falámos aqui do projecto Novas Oportunidades a Ler+. Hoje saliento duas iniciativas, semelhantes e com os mesmos objectivos, de dois Centros Novas Oportunidades: o da Escola Secundária Fernando Namora e o da Escola Secundária de Pombal. Duas sessões de promoção da leitura, organizadas por formadoras de LC e CLC, realizadas na Biblioteca Escolar, um espaço que deve estar aberto a todos, a qualquer hora, porque "à noite" também se lê na escola! Há que ser criativo na forma de promover a leitura e há tantas ideias que podemos aproveitar! Esta é uma delas: tertúlias sobre e entre os livros. E porque não incluir a família nestas sessões?...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que nos reserva o futuro?


Mais qualidade, espero eu...

Com a instalação da Web 2.0, pareceu-nos que tínhamos descoberto a pólvora: um mundo novo pela frente, pan-conceptual, pan-dimensional, pan-tagruelístico (excessivo, vá) na quantidade de informação que nos servia e pedia , a cada instante. Mas chegou a Web 3.0 e ainda nem nos habituámos ao e-learning ou ao b-learning. Como iremos alguma vez aguentar o embate da Web 4.0? ou da Web 5.o? Estaremos prontos?

Viagens hyper-sónicas pelo hyper-espaço dos buracos negros nas galáxias dos nossos neurónios?
Não estaremos a sacrificar qualquer coisa? Hum? A Qualidade de Vida?


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Porque é preciso (re)construir... Os Pilares da Educação

Os quatro pilares da Educação são conceitos fundamentais baseados no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.
No relatório, editado sob a forma do livro “Educação: Um Tesouro a Descobrir”, de 1999, a discussão dos “quatro pilares” propõe uma educação direccionada para os quatro tipos fundamentais de aprendizagem:
  • aprender a conhecer – debruça-se sobre o raciocínio lógico, a compreensão, a dedução, a memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Porém, é importante não apenas desenvolver estas capacidades, mas também fazer despontar a vontade de aprender e de querer saber mais e melhor.
  • aprender a fazer – remete para as experiências, o saber como, as técnicas e o conhecimento tácito, ou seja, relaciona-se com a aplicação prática dos conhecimentos. Aqui, a comunicação assume um papel primordial, na medida em que consiste numa “ferramenta” ao dispor das pessoas que lhes permite não apenas reter e transmitir informação, mas também interpretá-la e seleccioná-la (muitas vezes contraditória) e analisar diferentes perspectivas, (re)construindo opiniões mediante novos factos.
  • aprender a viver com os outros – relaciona-se com as atitudes e os valores, pois se nos inserimos num determinado contexto sociocultural, estabelecemos todos os dias “redes” (sociais, de suporte, profissionais, etc.) com quem nos rodeia.
  • aprender a ser – implica ter determinação, responsabilidade, motivação e espírito de iniciativa, pois a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo.

Assim, estes são eleitos os quatro Pilares fundamentais que edificam o mundo complexo que é o da Educação. E está nas mãos de cada um de nós torná-lo num território de actuação forte, sólido e coeso.

Para ler mais: aqui

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A competência, hoje

"O reconhecimento de uma competência não passa apenas pela identificação de situações a serem controladas, de problemas a serem resolvidos, de decisões a serem tomadas, mas também pela explicitação dos saberes, das capacidades, dos esquemas de pensamento e das orientações éticas necessárias. Actualmente, define-se uma competência como a aptidão para enfrentar uma família de situações análogas, mobilizando de uma forma correcta, rápida, pertinente e criativa, múltiplos recursos cognitivos: saberes, capacidades, microcompetências, informações, valores, atitudes, esquemas de percepção, de avaliação e de raciocínio."

Philippe Perrenoud, in "As Competências para Ensinar no Século XXI"

domingo, 25 de outubro de 2009

Novas Oportunidades COM VIDA


Nas curvas da estrada que seguimos, encontramos, às vezes, albergues de conceitos, um bálsamo para quem apresenta feridas de convicções, nesta aventura que é a Educação e Formação de Adultos. Há sítios aprazíveis, bem estruturados e acolhedores que vale a pena visitar. Trata-se do espaço virtual Vidas.Com.pt. Recomendo, mais especificamente, a Praça Novas Oportunidades, com a Recepção e Atendimento ao Público, a Oficina das Competências, a Loja de Ferramentas, sem contar.... é mesmo melhor espreitar... Ah! Só mais uma indicação: embora o design dinâmico e surpreendentemente leve nos situe num registo criativo e inovador, o espaço já existe há algum tempo.... :)))

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

QREN - laboratório de mudança

«Faz dois anos que o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), pacote de fundos comunitários que Portugal vai receber até 2013, foi formalmente aprovado pela Comissão Europeia. Passado este tempo, e no meio de uma profunda crise financeira internacional, continua a ser evidente no nosso país a falta de um Modelo de Desenvolvimento que seja partilhado sob a forma de Contrato Estratégico entre o Estado e a Sociedade Civil. Os actores económicos e sociais (Municípios, Empresas, Universidades, Centros de Inovação) preocupam-se unicamente com a sua sobrevivência conjuntural e com isso desperdiçam a oportunidade única de fazer do QREN uma aposta sustentada para o futuro do país.
O QREN foi concebido como um instrumento inovador para dar resposta às novas exigências que a competição da economia global e os novos fenómenos sociais exigem ao nosso país.

(...)

A avaliação de dois anos de QREN mostra que novas estratégias têm que ser adoptadas. A revolução social que o nosso país tem que empreender não se consegue fazer sem rupturas. Todos, desde o Estado às Empresas, passando pelas Universidades, têm que dar o exemplo. Por isso importa que o QREN seja um laboratório dessa mudança.»
Fonte: aqui


Não estaremos a atravessar uma ruptura de paradigmas premente e necessária? O Homem é um ser em devir. E poderá actuar fazendo desse "laboratório" uma realidade que se coadune com os pressupostos de uma sociedade em constante movimento - a Sociedade da Informação e do Conhecimento.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para recordar... A importância do CNQ

Por muito que se fale actualmente do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), é sempre importante recordar a sua centralidade e relevância, não só para as equipas, mas também para empregadores e para adultos. Aliás, é fundamental que as equipas tentem promover a consulta do Catálogo por parte dos candidatos, em diferentes momentos, quer na etapa de diagnóstico e encaminhamento, quer ao longo do próprio processo RVCC. Este é um instrumento essencial aquando da formalização do Plano de Desenvolvimento Pessoal, por exemplo.

"O CNQ é um instrumento...

- de gestão estratégica das qualificações nacionais de nível não superior;

- de regulação da oferta formativa de dupla certificação cujo financiamento público será sujeito à conformidade face aos referenciais nele contidos;

- que integra referenciais de qualificação únicos para a formação de dupla certificação (formação de adultos e formação contínua, numa primeira fase) e para processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).

Evolução do CNQ...

Referenciais de qualificação baseados em competências

- Focalizados nos resultados (learning outcomes).

- Estruturados em unidades/módulos (unitização da qualificação) certificáveis autonomamente e capitalizáveis para uma ou mais do que uma qualificação.

- Relevantes para a Aprendizagem ao Longo da Vida, para a adptabilidade dos indivíduos e das empresas e capazes de fazer evoluir as qualificações, respondendo e antecipando as necessidades de modernização da economia.

- Facilitadores da articulação com o Quadro Europeu das Qualificações (QEQ) e o Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação (ECVET)."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Partilhar Novas Oportunidades



A partilha de informação em torno da Iniciativa Novas Oportunidades constitui o pano de fundo do encontro “Partilhar Novas Oportunidades”, que terá lugar no dia 27 de Outubro, no Museu Oriente, em Lisboa.

Promovido pelo Ponto de Informação Novas Oportunidades – Centro de Recursos em Conhecimento (CRC) da Agência Nacional para a Qualificação, I.P., este evento insere-se no âmbito das actividades dinamizadas pelo cluster “Aprendizagem ao longo da Vida” da Rede de CRC, tendo como destinatários as 58 entidades, públicas e privadas, representativas dos principais sectores económicos e sociais que constituem a referida rede.
Após uma sessão plenária, para promover o diálogo entre os participantes, o encontro desenvolver-se-á sobre a forma de três workshops subordinados a três temáticas distintas: Centros Novas Oportunidades, Catálogo Nacional e Qualificações e Modalidades de dupla certificação de jovens e adultos.
Constituem objectivo deste evento a apresentação genérica da Iniciativa Novas Oportunidades, a sensibilização dos CRC para a promoção desta Iniciativa junto dos seus públicos-alvo, a partilha de informação sobre os principais instrumentos ao serviço da qualificação e enquadramento da Iniciativa Novas Oportunidades na linha das actuais políticas de educação e formação a nível europeu, nomeadamente no que respeita ao Quadro Europeu de Qualificações.

mais

programa

A importância da qualificação

«As qualificações determinam em grande parte as hipóteses de emprego, a capacidade de aceder è educação e o estatuto social. Todavia, também revelam limitações: muitos dos conhecimentos e competências que adquirimos através da vida não são abrangidos pelos nossos diplomas, certificados ou títulos. Para reduzir esta disparidade, os dois mundos – da educação e do emprego – têm que se empenhar em redesenhar e actualizar as qualificações.
Qualificações – a ponte entre a educação e o mercado de trabalho – são diplomas, certificados e títulos que permitem aos seus titulares aceder à actividade profissional e à continuação de estudos e formação. A sua finalidade é responder às necessidades das pessoas quanto ao emprego e às necessidades da economia quanto a pessoal competente. Para tal, as qualificações devem reflectir com precisão os conhecimentos e competências das pessoas, devem demonstrar que essas competências correspondem aos padrões exigidos pelo mercado de trabalho e devem ser claramente compreendidas por todos os utilizadores – pessoas individuais, empregadores e sistemas de educação – em todo o mercado único de trabalho da União Europeia.

Como resposta às rápidas mudanças na procura de competências, vemos agora certificados e diplomas conferidos por empresas, organizações sectoriais e até companhias multinacionais. Esta situação, no entanto, levanta uma questão de credibilidade. Que conhecimentos é que uma dada qualificação representa realmente? Serão compatíveis com outras qualificações, tais como a formação inicial adquirida nos sistemas públicos de educação e formação? Terão algum valor no exterior da empresa ou do sector onde foram obtidas? Como se pode aferir esse valor?

Tais questões só podem ser respondidas se todos os actores, tanto do lado da educação como do lado do emprego, tiverem uma participação activa na definição e na actualização dos padrões ou referenciais em que assenta o processo de certificação.É aqui que entram os quadros europeu e nacionais de qualificações. O seu papel é mostrar as relações entre todas as qualificações, qualquer que seja o modo como foram obtidas. O princípio por detrás destes quadros tem sido aceite por toda a Europa, na medida em que adoptam a abordagem “resultados da aprendizagem”, formalmente consagrada no Quadro Europeu de Qualificações (QEQ). Esta situação, por sua vez, permite às pessoas em geral e aos empregadores compreender os conteúdos de cada qualificação, independentemente da sua origem nacional ou sectorial.»

Pode consultar-se, aqui, o artigo completo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nova campanha. Nova perspectiva?

"Os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, através da Agência Nacional para a Qualificação, I.P., deram início, no dia 13 de Outubro, a uma nova campanha publicitária e de comunicação no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.

Recorrendo aos testemunhos de três reconhecidos empresários portugueses (Rui Nabeiro, Fundador da Delta Cafés; Alberto da Ponte, CEO da Central de Cervejas, e Paulo de Azevedo, CEO da Sonae), esta campanha tem como destinatários prioritários as entidades empregadoras nacionais e, através destas, todos os seus colaboradores que ainda não sejam detentores do 12º ano de escolaridade.

Sob o slogan “Investir em quem quer aprender… compensa”, esta campanha aposta na capacidade que as entidades empregadoras têm para replicar os resultados que a Iniciativa Novas Oportunidades visa alcançar. Ao envolverem-se as entidades empregadoras na divulgação dos percursos educativos e formativos integrados na Iniciativa Novas Oportunidades e das estratégias de mobilização da população portuguesa, potencia-se o número de candidatos inscritos para conclusão do nível secundário de educação. Do mesmo modo, promove-se o envolvimento das entidades empregadoras, públicas e privadas, em parcerias que permitam a sua cooperação em termos de acolhimento de estágios, disponibilização de formadores e actualização dos currículos formativos de dupla certificação."

Fonte: ANQ



Parece-me fundamental o envolvimento de empresas e entidades empregadoras com a Iniciativa Novas Oportunidades. É importante que os empregadores compreendam e modifiquem a imagem que têm destes processos. Independentemente das necessárias adaptações e ajustamentos a um processo que é relativamente recente (pelo menos com esta dimensão), o movimento que se criou na procura de formação é, indiscutivelmente, essencial para o desenvolvimento socio-económico do país. A verdade é que as pessoas já estão a investir na sua qualificação, de várias formas. É necessário agora que haja alterações efectivas na sua vida, na sua actividade profissional, na carreira e na remuneração. Esperamos que esta campanha e estas parcerias ajudem a concretizar estas mudanças.

domingo, 18 de outubro de 2009

CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

O Dr Ercílio Mendes fez-nos o seguinte pedido, que publicamos:

"Como leitor atento do Vosso blog e agora como responsável do ISDOM solicitava que, se possível, divulgassem no blog o curso de pós-graduação em Educação e Formação de Adultos que o ISDOM – Instituto Superior D. Dinis da Marinha Grande vai promover.

Procura dar uma formação sólida e consistente em algumas das problemáticas ligadas à Educação e Formação de Adultos.

Como sabem existe uma multiplicidade enorme de Profissionais a trabalhar em cursos EFA e em processos RVCC ao serviço de várias entidades, públicas e privadas, que são “lançados” no contacto e no trabalho com os adultos sem qualquer formação prévia ou com escassa formação para além da que obtiveram no âmbito do grau académico que obtiveram.

O objectivo essencial do curso, com um corpo docente muito ligado a ambos os processos e com muita experiência no “terreno” é essencialmente suprimir o algum do défice existente nos profissionais referenciados e preparar outros para acederem a essas funções.

Anexo informação sobre o curso.

Cumprimentos e obrigado

Ercílio Mendes"

Aqui vai então:

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