domingo, 25 de outubro de 2009

Novas Oportunidades COM VIDA


Nas curvas da estrada que seguimos, encontramos, às vezes, albergues de conceitos, um bálsamo para quem apresenta feridas de convicções, nesta aventura que é a Educação e Formação de Adultos. Há sítios aprazíveis, bem estruturados e acolhedores que vale a pena visitar. Trata-se do espaço virtual Vidas.Com.pt. Recomendo, mais especificamente, a Praça Novas Oportunidades, com a Recepção e Atendimento ao Público, a Oficina das Competências, a Loja de Ferramentas, sem contar.... é mesmo melhor espreitar... Ah! Só mais uma indicação: embora o design dinâmico e surpreendentemente leve nos situe num registo criativo e inovador, o espaço já existe há algum tempo.... :)))

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

QREN - laboratório de mudança

«Faz dois anos que o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), pacote de fundos comunitários que Portugal vai receber até 2013, foi formalmente aprovado pela Comissão Europeia. Passado este tempo, e no meio de uma profunda crise financeira internacional, continua a ser evidente no nosso país a falta de um Modelo de Desenvolvimento que seja partilhado sob a forma de Contrato Estratégico entre o Estado e a Sociedade Civil. Os actores económicos e sociais (Municípios, Empresas, Universidades, Centros de Inovação) preocupam-se unicamente com a sua sobrevivência conjuntural e com isso desperdiçam a oportunidade única de fazer do QREN uma aposta sustentada para o futuro do país.
O QREN foi concebido como um instrumento inovador para dar resposta às novas exigências que a competição da economia global e os novos fenómenos sociais exigem ao nosso país.

(...)

A avaliação de dois anos de QREN mostra que novas estratégias têm que ser adoptadas. A revolução social que o nosso país tem que empreender não se consegue fazer sem rupturas. Todos, desde o Estado às Empresas, passando pelas Universidades, têm que dar o exemplo. Por isso importa que o QREN seja um laboratório dessa mudança.»
Fonte: aqui


Não estaremos a atravessar uma ruptura de paradigmas premente e necessária? O Homem é um ser em devir. E poderá actuar fazendo desse "laboratório" uma realidade que se coadune com os pressupostos de uma sociedade em constante movimento - a Sociedade da Informação e do Conhecimento.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para recordar... A importância do CNQ

Por muito que se fale actualmente do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), é sempre importante recordar a sua centralidade e relevância, não só para as equipas, mas também para empregadores e para adultos. Aliás, é fundamental que as equipas tentem promover a consulta do Catálogo por parte dos candidatos, em diferentes momentos, quer na etapa de diagnóstico e encaminhamento, quer ao longo do próprio processo RVCC. Este é um instrumento essencial aquando da formalização do Plano de Desenvolvimento Pessoal, por exemplo.

"O CNQ é um instrumento...

- de gestão estratégica das qualificações nacionais de nível não superior;

- de regulação da oferta formativa de dupla certificação cujo financiamento público será sujeito à conformidade face aos referenciais nele contidos;

- que integra referenciais de qualificação únicos para a formação de dupla certificação (formação de adultos e formação contínua, numa primeira fase) e para processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).

Evolução do CNQ...

Referenciais de qualificação baseados em competências

- Focalizados nos resultados (learning outcomes).

- Estruturados em unidades/módulos (unitização da qualificação) certificáveis autonomamente e capitalizáveis para uma ou mais do que uma qualificação.

- Relevantes para a Aprendizagem ao Longo da Vida, para a adptabilidade dos indivíduos e das empresas e capazes de fazer evoluir as qualificações, respondendo e antecipando as necessidades de modernização da economia.

- Facilitadores da articulação com o Quadro Europeu das Qualificações (QEQ) e o Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação (ECVET)."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Partilhar Novas Oportunidades



A partilha de informação em torno da Iniciativa Novas Oportunidades constitui o pano de fundo do encontro “Partilhar Novas Oportunidades”, que terá lugar no dia 27 de Outubro, no Museu Oriente, em Lisboa.

Promovido pelo Ponto de Informação Novas Oportunidades – Centro de Recursos em Conhecimento (CRC) da Agência Nacional para a Qualificação, I.P., este evento insere-se no âmbito das actividades dinamizadas pelo cluster “Aprendizagem ao longo da Vida” da Rede de CRC, tendo como destinatários as 58 entidades, públicas e privadas, representativas dos principais sectores económicos e sociais que constituem a referida rede.
Após uma sessão plenária, para promover o diálogo entre os participantes, o encontro desenvolver-se-á sobre a forma de três workshops subordinados a três temáticas distintas: Centros Novas Oportunidades, Catálogo Nacional e Qualificações e Modalidades de dupla certificação de jovens e adultos.
Constituem objectivo deste evento a apresentação genérica da Iniciativa Novas Oportunidades, a sensibilização dos CRC para a promoção desta Iniciativa junto dos seus públicos-alvo, a partilha de informação sobre os principais instrumentos ao serviço da qualificação e enquadramento da Iniciativa Novas Oportunidades na linha das actuais políticas de educação e formação a nível europeu, nomeadamente no que respeita ao Quadro Europeu de Qualificações.

mais

programa

A importância da qualificação

«As qualificações determinam em grande parte as hipóteses de emprego, a capacidade de aceder è educação e o estatuto social. Todavia, também revelam limitações: muitos dos conhecimentos e competências que adquirimos através da vida não são abrangidos pelos nossos diplomas, certificados ou títulos. Para reduzir esta disparidade, os dois mundos – da educação e do emprego – têm que se empenhar em redesenhar e actualizar as qualificações.
Qualificações – a ponte entre a educação e o mercado de trabalho – são diplomas, certificados e títulos que permitem aos seus titulares aceder à actividade profissional e à continuação de estudos e formação. A sua finalidade é responder às necessidades das pessoas quanto ao emprego e às necessidades da economia quanto a pessoal competente. Para tal, as qualificações devem reflectir com precisão os conhecimentos e competências das pessoas, devem demonstrar que essas competências correspondem aos padrões exigidos pelo mercado de trabalho e devem ser claramente compreendidas por todos os utilizadores – pessoas individuais, empregadores e sistemas de educação – em todo o mercado único de trabalho da União Europeia.

Como resposta às rápidas mudanças na procura de competências, vemos agora certificados e diplomas conferidos por empresas, organizações sectoriais e até companhias multinacionais. Esta situação, no entanto, levanta uma questão de credibilidade. Que conhecimentos é que uma dada qualificação representa realmente? Serão compatíveis com outras qualificações, tais como a formação inicial adquirida nos sistemas públicos de educação e formação? Terão algum valor no exterior da empresa ou do sector onde foram obtidas? Como se pode aferir esse valor?

Tais questões só podem ser respondidas se todos os actores, tanto do lado da educação como do lado do emprego, tiverem uma participação activa na definição e na actualização dos padrões ou referenciais em que assenta o processo de certificação.É aqui que entram os quadros europeu e nacionais de qualificações. O seu papel é mostrar as relações entre todas as qualificações, qualquer que seja o modo como foram obtidas. O princípio por detrás destes quadros tem sido aceite por toda a Europa, na medida em que adoptam a abordagem “resultados da aprendizagem”, formalmente consagrada no Quadro Europeu de Qualificações (QEQ). Esta situação, por sua vez, permite às pessoas em geral e aos empregadores compreender os conteúdos de cada qualificação, independentemente da sua origem nacional ou sectorial.»

Pode consultar-se, aqui, o artigo completo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nova campanha. Nova perspectiva?

"Os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, através da Agência Nacional para a Qualificação, I.P., deram início, no dia 13 de Outubro, a uma nova campanha publicitária e de comunicação no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.

Recorrendo aos testemunhos de três reconhecidos empresários portugueses (Rui Nabeiro, Fundador da Delta Cafés; Alberto da Ponte, CEO da Central de Cervejas, e Paulo de Azevedo, CEO da Sonae), esta campanha tem como destinatários prioritários as entidades empregadoras nacionais e, através destas, todos os seus colaboradores que ainda não sejam detentores do 12º ano de escolaridade.

Sob o slogan “Investir em quem quer aprender… compensa”, esta campanha aposta na capacidade que as entidades empregadoras têm para replicar os resultados que a Iniciativa Novas Oportunidades visa alcançar. Ao envolverem-se as entidades empregadoras na divulgação dos percursos educativos e formativos integrados na Iniciativa Novas Oportunidades e das estratégias de mobilização da população portuguesa, potencia-se o número de candidatos inscritos para conclusão do nível secundário de educação. Do mesmo modo, promove-se o envolvimento das entidades empregadoras, públicas e privadas, em parcerias que permitam a sua cooperação em termos de acolhimento de estágios, disponibilização de formadores e actualização dos currículos formativos de dupla certificação."

Fonte: ANQ



Parece-me fundamental o envolvimento de empresas e entidades empregadoras com a Iniciativa Novas Oportunidades. É importante que os empregadores compreendam e modifiquem a imagem que têm destes processos. Independentemente das necessárias adaptações e ajustamentos a um processo que é relativamente recente (pelo menos com esta dimensão), o movimento que se criou na procura de formação é, indiscutivelmente, essencial para o desenvolvimento socio-económico do país. A verdade é que as pessoas já estão a investir na sua qualificação, de várias formas. É necessário agora que haja alterações efectivas na sua vida, na sua actividade profissional, na carreira e na remuneração. Esperamos que esta campanha e estas parcerias ajudem a concretizar estas mudanças.

domingo, 18 de outubro de 2009

CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

O Dr Ercílio Mendes fez-nos o seguinte pedido, que publicamos:

"Como leitor atento do Vosso blog e agora como responsável do ISDOM solicitava que, se possível, divulgassem no blog o curso de pós-graduação em Educação e Formação de Adultos que o ISDOM – Instituto Superior D. Dinis da Marinha Grande vai promover.

Procura dar uma formação sólida e consistente em algumas das problemáticas ligadas à Educação e Formação de Adultos.

Como sabem existe uma multiplicidade enorme de Profissionais a trabalhar em cursos EFA e em processos RVCC ao serviço de várias entidades, públicas e privadas, que são “lançados” no contacto e no trabalho com os adultos sem qualquer formação prévia ou com escassa formação para além da que obtiveram no âmbito do grau académico que obtiveram.

O objectivo essencial do curso, com um corpo docente muito ligado a ambos os processos e com muita experiência no “terreno” é essencialmente suprimir o algum do défice existente nos profissionais referenciados e preparar outros para acederem a essas funções.

Anexo informação sobre o curso.

Cumprimentos e obrigado

Ercílio Mendes"

Aqui vai então:

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sábado, 17 de outubro de 2009

Portefólio como instrumento de reflexão - vale a pena relembrar

“Grande parte dos discursos (...) apontam para que se dê importância à aprendizagem, e não apenas ao ensino, e para que se criem condições que permitam o desenvolvimento de competências durante a formação” (Bernardes & Miranda, 2003, p. 11). Uma vez que as competências se reportam à própria pessoa, bem como às suas habilidades, saberes tácitos e capacidade para desenvolver a inteligência no agir, coloca-se um problema: “como criar situações que acentuem a sua tónica na pessoa” (ibidem)?

O portefólio é um dos instrumentos que permite responder a esta questão, pois:
  • permite identificar a progressão e construção (com uma intenção específica) da pessoa;
  • estimula o pensamento reflexivo;
  • preocupa-se com todo o tipo de aprendizagens decorridas ao longo do percurso e não apenas com aquelas que se prendem com objectivos propostos;
  • procura evidenciar o percurso de aquisição de competências;
  • espelha reflexões a partir do estabelecimento de objectivos, desafios e estratégias;
  • testemunha a importância que o saber representa em diferentes fases do percurso de vida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um exemplo de Rede CNO

Tive hoje a oportunidade de estar presente no Encontro de Centros Novas Oportunidades da Rede CNO - Centro, organizado pelo NERGA - Associação Empresarial da Região da Guarda. Esta Rede inclui os CNO das Associações Empresariais do Centro e foi formalizada através de um protocolo assinado entre todos. Um dos objectivos passa, precisamente, pela reunião frequente entre todos, no sentido de partilhar práticas, ideias, dúvidas e constrangimentos. Foi o que hoje aconteceu, à volta de uma mesa, de uma forma informal e aberta, o que favoreceu, claramente, o debate e a troca de experiências. Com a presença da Dr.ª Manuela Freire, da Agência Nacional para a Qualificação, o Encontro teve como temas principais as Comissões Técnicas e as Certificações Parciais.
Deixo algumas das conclusões a que chegámos, e que penso que incluem dúvidas, constrangimentos e necessidades comuns a todas as equipas:

- É necessário um maior investimento por parte das equipas nas certificações parciais, sobretudo de Nível Secundário, que são, ainda, insuficientes face ao número de certificações totais.

- A comunicação/ articulação entre equipas RVC e equipas EFA nas situações de encaminhamento e posicionamento dos adultos é fundamental. Há, ainda, grandes dificuldades que urge soluccionar, como a real prática de percursos flexíveis que, embora estejam bem definidos na teoria, no terreno não estão a funcionar.

- Há ainda necessidade de investir na sensibilização dos adultos para as diferentes ofertas formativas e não apenas para o processo RVCC. Quanto maior for esta informação, mais fácil poderá ser a negociação do encaminhamento para uma certificação parcial.

- O caminho ainda é longo para que as Redes de trabalho/colaboração "saiam do papel" e comecem a funcionar com reais impactos na dinâmica dos Centros. Já houve alguma evolução, mas ainda não é suficiente. Uma das ideias que ficou no ar para esta Rede foi a construção de uma plataforma online para gestão da informação e dos processos. No entanto, como referi, penso que é importante que estas redes não se tornem sectoriais, mas sejam mais abertas a todo o tipo de entidades, como aconteceu hoje, com a presença dos CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião e da Escola Secundário Afonso de Albuquerque, da Guarda. Juntos podemos mais e melhor!...

- Qual o papel do Avaliador Externo nas certificações parciais? Foi salientada a necessidade de formação e de conhecimento da realidade e das ofertas formativas. Esta questão pode passar não só pela formação ministrada pela ANQ, mas também por reuniões de trabalho com as equipas.


Foi, sem dúvida, um dia de partilha que penso que foi profícua para todos. Há que destacar a forma como fomos recebidos pela equipa do NERGA, que nos fez sentir em casa com a sua hospitalidade e simpatia.

Fica a apresentação, para partilha.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Visionarium criou um programa educativo inovador


Excelente recurso para quem precisa de ideias/sugestões de actividades a desenvolver no âmbito da Educação e Formação de Adultos ou do RVCC.

"Acompanhando as actuais Políticas Educativas decorrentes da implementação da Iniciativa Novas Oportunidades, o Visionarium criou um programa educativo inovador. Inserindo-se no quadro da educação não-formal, este programa fornece uma aprendizagem complementar para as áreas científicas, apostando sempre na qualidade dos conteúdos e respeitando as exigências dos referenciais definidos no âmbito desta Iniciativa."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Novas Oportunidades & Oportunidades Novas: as duas faces da realidade social

«Há quem veja as “Novas Oportunidades” como uma corrida apressada contra a falta de qualificação dos portugueses. Quem valorize o impacto comportamental ao nível da auto-estima. E quem acredite no seu potencial de qualificação.
O programa tem vários eixos de intervenção, mas é ao nível da educação de adultos que os seus efeitos estão a agitar o panorama escolar português. Em Julho, foi divulgado o primeiro estudo de avaliação externa, realizado pela Universidade Católica Portuguesa, e os resultados não surpreenderam.
Apesar da forte adesão, desde 2006, já 900 mil portugueses estiveram inscritos e estima-se que mensalmente se façam 20 mil novas inscrições, o mercado de trabalho ainda não reagiu a esta onda de certificação.
As empresas não estão a reagir em termos de progressão de carreira e revisão de salários a quem vê os seus conhecimentos certificados, aponta o estudo “Percepções sobre a Iniciativa Novas Oportunidades” coordenado por Roberto Carneiro. “Moda, excessiva intencionalidade política”, são fragilidades apontadas que, segundo os avaliadores, poderão comprometer o valor do programa enquanto “marca pública”, lê-se nas conclusões do estudo. Mas quem procura completar a sua escolaridade através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências continua a trazer mais expectativas do que as de colmatar anos perdidos de aulas. Com os olhos postos na crise de emprego e na necessidade de formação como resposta ao despedimento, a maioria dos adultos espera que o diploma abra as portas do mercado de trabalho.»
Fonte: aqui

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Literacia em debate

A Escola Superior de Educação de Coimbra está a promover o I Encontro Internacional de Literacia Familiar, que decorrerá nos dias 13 e 14 de Novembro. Um programa aliciante, para dois dias de reflexão sobre as "implicações da família no sucesso escolar". Saliento, sobretudo, a comunicação de Pierre Dominicé, sobre as Histórias de Vida como Processo de Formação. Para além disso, o serão de "Contos no Sótão", com contadores de histórias portugueses e estrangeiros, parece ser, igualmente, interessante...

Mais informações: aqui.

sábado, 10 de outubro de 2009

Come to the Core!


De novo em destaque a conferência já divulgada neste blog. Desta vez, com um convite da ANQ.

Come to the Core!"


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fórum Internacional da Sociedade Civil e a CONFINTEA VI

O Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC) é um acontecimento mundial sobre Educação das Pessoas Jovens e Adultas (EPJA), que terá lugar em Belém, capital do Estado do Pará, no Brasil, entre 28 e 30 de Novembro.

O FISC tem por objectivo preparar a participação da Sociedade Civil na CONFINTEA VI e articular os diferentes movimentos, redes e organizações da Sociedade Civil que trabalham para a promoção do direito à educação por parte das pessoas jovens e adultas.

Enquanto espaço plural, aberto à diversidade das identidades, o FISC defende o respeito pelos direitos humanos através de uma prática de democracia participativa e de um modelo de desenvolvimento sustentável.

Para mais informações: aqui
E... aqui!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Biblioteca Andarilha

Um exemplo de proximidade com as pessoas num Interior muitas vezes tão afastado do acesso à cultura e que passa, não só pela promoção da leitura, mas sobretudo pela promoção do desenvolvimento sócio-cultural, de uma forma mais abrangente...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Fazer de Portugal a Oportunidade Possível ?


Nas minhas deambulações pela web, fascinada pelo sucesso de blogues, redes e wikis, sentei-me nas margens de um portal e esbocei um pensamento sobre o efeito espantoso das novas tecnologias nos indivíduos e das famílias.
Em casa, os hábitos adequaram-se a estes instrumentos, rendidos ao fascínio do futuro no presente... A literacia familiar vai-se adaptando tanto quanto possível a alguma forma de literacia digital para não perder o fio à meada da linguagem dos mais novos. Estes nem se lembram do tempo em que não havia computador, como se de pré-história se tratasse...
Estamos a construir algo de novo e estamos a fazê-lo em conjunto. Há quem se atreva a falar em inteligência colectiva. A não perder de vista...
Encontrei este apontamento de Francisco Jaime Quesado, Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento:
"...Na sociedade da “inteligência colectiva”, a falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores “tempo” e “qualidade” já não é tolerável nos novos tempos globais. O desafio da “inteligência colectiva” tem que ser desenvolvido. Fazer de Portugal a Oportunidade Possível dum país onde o Conhecimento e a Criatividade sejam capazes de fazer o compromisso nem sempre fácil entre a memória dum passado que não se quer esquecer e um regresso a um futuro que não se quer perder."


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Formação "O novo Guia de Operacionalização dos cursos EFA"

A leitura do Guia de Operacionalização dos Cursos EFA, publicado recentemente pela Agência Nacional para a Qualificação, suscitou, junto da Academia de Formadores do Gabinete de Apoio ao Empresário (GABINAE), um novo momento formativo, sob a forma de seminário.
Este seminário decorrerá no dia 10 de Outubro, na Casa da Música de Óbidos, e destina-se a Animadores e Formadores de Cursos de Educação e Formação de Adultos, procurando responder a três objectivos:
  • dar a entender as metodologias dos cursos EFA numa lógica de promoção da Aprendizagem ao Longo da Vida;
  • explicitar as configurações curriculares actuais dos cursos EFA;
  • consolidar a noção de “trabalho em equipa”, a articulação entre as áreas e componentes de formação, a gestão dos planos curriculares e a avaliação desta modalidade educativa e formativa.

Fonte: aqui

sábado, 3 de outubro de 2009

CAF e Bench Learning

Numa fase em que as equipas dos Centros Novas Oportunidades desenvolvem o seu processo de auto-avaliação interna, através do modelo CAF (Common Assessment Framework), é interesante reflectir sobre uma das possibilidades a desenvolver depois desta reflexão crítica sobre o seu trabalho.

Uma das vantagens da estrtura da CAF é o facto de "poder ser utilizada para identificar as áreas problemáticas da organização e para procurar parceiros de bench learning adequados que tenham tido um bom desempenho nas áreas em causa.
A utilização da auto-avaliação da CAF deve conduzir à elaboração de um plano de acção que incida nas áreas que necessitam de melhorar. O bench learning com outras organizações é apenas uma das formas de realizar essas acções de melhoria. É inerente ao bench learning, assim como à auto-avaliação, a ideia de continuidade e de melhoria do desempenho a longo prazo."

O trabalho em rede é, cada vez mais, um imperativo entre os vários Centros Novas Oportunidades. Esta pode ser mais uma oportunidade para o implementar. Reuniões ou sessões de trabalho inter-Centros, com o objectivo de partilhar, melhorar e promover novas práticas/metodologias.

Fica mais uma sugestão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Creative Learning - Innovation Marketplace

"Desenvolver uma liderança mundial, ancorada em instrumentos e saberes que conduzam à aprendizagem informal e não formal, ao empreendedorismo, à inovação e à criatividade, no seio de uma Europa multicultural, é o grande objectivo do Creative Learning - Innovation Marketplace.
Este evento terá lugar nos dias 15 e 16 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa..."
Fonte: novasoportunidades

E para espreitar no site www.creativelearningconference.com/

Um cheirinho de um dos oradores :))

Aprender ao Longo da Vida no Reino Unido... e em Portugal?

Encontra-se aqui um artigo interessante sobre a nova imagem que a Aprendizagem ao Longo da Vida parece estar a adquirir no Reino Unido. Fruto de diversas mudanças que o mosaico da sociedade está a sofrer, sente-se como premente operar algo também no cenário educativo.

«Um relatório independente, publicado a 17 de Setembro, “Aprender ao Longo da Vida” – “Learning through Life” recomenda que se repense a forma como o governo britânico, empregadores e público em geral estão a gastar anualmente 55 mil milhões de libras para a educação-formação ao longo da vida.Se este investimento pudesse ser radicalmente reformulado, estariam lançados os alicerces para criar no Reino Unido uma verdadeira sociedade educadora, com a potencialidade de se alargar a educação e a formação durante a vida de todos os seus cidadãos. O sistema actual está excessivamente desequilibrado, favorecendo os mais jovens e os já privilegiados. Esta situação deixa demasiadas pessoas mal equipadas para enfrentarem as mudanças, em aceleração, nos sectores sanitário, social, tecnológico e económico que ocorrem nas diferentes fases de vida.
À medida que os modos de vida se tornam mais complexos e menos previsíveis, com um aumento da mobilidade social, geográfica e no emprego, e alterações familiares mais frequentes, os adultos precisam de adquirir, constantemente, mais competências e conhecimentos para viverem com sucesso, realização pessoal e independência.
Para mais, o rápido envelhecimento da população, cada vez mais dependente, conduzirá a um aumento brusco no número de pessoas social e economicamente excluídas, a menos que possam obter mais competências para controlar e dar qualidade às suas vidas. Se tal não acontecer, muito talento ficará desperdiçado e ter-se-ão assim criado mais pressões na saúde e no bem-estar das famílias e dos contribuintes.

O relatório, coordenado pelo Prof. Tom Schuller, apresenta em 290 páginas a visão de uma reforma radical em torno das seguintes propostas chave:
- Reorientar, de forma sensata e justa, os 55 mil milhões investidos pelo governo, empresas e indivíduos para garantirem a educação e formação para todos, tanto para efeitos de trabalho como de lazer. (...)
- Não deve fazer-se distinção, no apoio financeiro, entre estudo a tempo inteiro ou parcial e relativamente ao aconselhamento e orientação para todos os que os requeiram ou deles necessitem.
- Garantir sistemas flexíveis de aprendizagem quando e onde as pessoas necessitem, em que a progressão se faça através da acumulação de qualificações baseadas em créditos.
- Criar oportunidades para que todos os cidadãos possam desenvolver as suas capacidades por via de acções de educação informática, para a saúde, financeira e cívica.
Há que estabelecer um novo relacionamento entre governo central e local, que dê melhores respostas às necessidades locais e individuais.O estudo considera o actual sistema demasiado complexo e opaco, dando preferência aos jovens e desmotivando muitas pessoas. Assim, as desigualdades em educação acumulam-se durante a vida das pessoas até grau inaceitável.
O Director do Inquérito, Tom Schuller, afirmou:“A Aprendizagem ao longo da Vida é uma questão maior na política pública, ultrapassando largamente as fronteiras da educação formal e incluindo um vasto leque de factores sociais e económicos. As nossas recomendações ao governo, empregadores e indivíduos sugerem que repensem a forma como se está a distribuir a aprendizagem ao longo da vida das pessoas. Assistimos à emergência de um mosaico novo do tempo – um novo equilíbrio entre trabalho remunerado e voluntário, entre aprendizagem e tempos livres.”»

Para ler mais sobre este assunto: visitar esta página

E em Portugal? O que irá (e o que nos irá) acontecer? Teremos em nossa posse as ferramentas suficientes para responder a esse mosaico social em constante movimento? E a educação nessa plataforma fluída? E o papel da Aprendizagem ao Longo da Vida?