Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
sexta-feira, 12 de junho de 2009

«A Agência de Inovação, em parceria com o Ciência Viva, vai organizar um brokerage no âmbito das 4as Jornadas de Inovação / Innovation Days 2009, no dia 20 de Junho de 2009, na FIL-PARQUE DAS NAÇÕES.
O brokerage inclui uma sessão de divulgação de materiais didácticos com características inovadoras que resultaram da colaboração de investigadores e professores em projectos do ensino experimental das ciências na escola. Segue-se uma bolsa de contactos, com o objectivo de contribuir para a criação de parcerias e a identificação de novas oportunidades promovendo novos projectos de cooperação neste domínio.»
Mais informação, aqui.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Tornar-se leitor em 10 passos.

«1.º – Escolha uma data para começar a ler e respeite-a.
2.º – Evite começar por livros considerados literatura light, pois embora o nome seja encorajador não reflecte de todo a realidade e pode destruir a melhor das intenções.
3.º – Livre-se de todos os telemóveis, playstation, dvd’s e afins que tenha por perto.
4.º – Depois de começar a ler não pode parar sem, pelo menos, chegar ao fim do primeiro capítulo; deixá-lo a meio aumenta consideravelmente o risco de desistir antes mesmo de ter começado.
5.º – Para se auto-motivar, pense muitas vezes em todos os benefícios da leitura.
6.º – Peça às pessoas que estão à sua volta que não bocejem nem se deitem no sofá a ver os programas de televisão que passam em horário nobre.
7.º – Peça ajuda a um profissional - pode ser um livreiro, um editor, um professor, etc. – ou participe em fóruns e blogues da especialidade. Estas comunidades de leitores ajudá-lo-ão a integrar-se mais facilmente na sua nova realidade.
8.º – Mude de hábitos, a fim de evitar locais onde possa conviver com pessoas completamente desinteressantes.
9.º – Não faça pausas muito grandes e complemente-as com a leitura de um jornal, revista, de banda desenhada ou de uma história infantil.
10.º – Parabéns. Se chegou até aqui é porque já é um leitor. No entanto, evite os entusiasmos exagerados, como, por exemplo, passar a considerar-se um intelectual.»
Fonte: Livraria Pó dos Livros
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Falar de Literacia...

«Devido ao facto de vivermos numa sociedade da informação, que se começou a falar de um novo tipo de analfabetismo afectando a população que, apesar do aumento das taxas e dos anos de escolarização, evidencia incapacidades de domínio da leitura, da escrita e do cálculo, vendo por isso, diminuída a sua capacidade de participação na vida social. Este novo “analfabetismo”, dito funcional, teria a ver com aprendizagens insuficientes, mal sedimentadas e pouco utilizadas na vida.
Entende-se por literacia como a capacidade de cada indivíduo compreender e usar a informação escrita contida em vários materiais impressos, de modo a atingir os seus objectivos, a desenvolver os seus próprios conhecimentos e potencialidades e a participar activamente na sociedade. A definição de literacia vai para além da mera compreensão e descodificação de textos, para incluir um conjunto de capacidades de processamento de informação que os adultos usam na resolução de tarefas associadas com o trabalho, a vida pessoal e os contextos sociais.
A atenção crescente que a literacia tem tido nos últimos anos é em parte atribuída ao crescimento exponencial da quantidade de informação disponível, bem como, ao predomínio crescente dos formatos digitais.
Falar de literacia implica:
- O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser considerado constante, ou seja, que possa ser extrapolado a partir de uma medida temporalmente localizada;
- O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser deduzido a partir, simplesmente, dos níveis de escolaridade formal atingidos;
- A literacia não pode ser encarada como algo que se obtém num determinado momento e que é válido para todo o sempre;
- A literacia não é algo estático, isto é, as competências das pessoas sofrem evolução (positiva ou negativa) das capacidades individuais;
- Os níveis de literacia têm de ser vistos no quadro dos níveis de exigência das sociedades num determinado momento e, nessa medida, avaliadas as capacidades de uso para o desempenho de funções sociais diversificadas;
- A literacia consiste num conjunto de competências que se vão aperfeiçoando ao longo do tempo e através da experiência adquirida em pesquisa, selecção e avaliação da informação.»
Fonte: aqui.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Questionário: Avaliação do trabalho realizado.

Venho solicitar a todos os Centros Novas Oportunidades com que colaboro directamente que preencham o questionário de avaliação do trabalho que tenho desenvolvido no âmbito das minhas funções como Avaliador Externo. Para aceder ao referido questionário basta clicar aqui. Obrigado.
A Aprendizagem: O que é?

«A aprendizagem é, tanto do ponto de vista antropológico, como pedagógico e social uma condição/obrigação da existência (Dubar, 2000; Charlot, 2002) e uma questão de mobilização e de sentido na aproximação do sujeito ao saber que supõe uma aproximação ao mundo (Charlot, 2002). Trata-se de uma aproximação ao saber em que a subjectividade e o envolvimento do sujeito em actividades significativas é fundamental (Dubar, 2000; Charlot, 2002). Como salienta Dubar (2000: 184), “os saberes incorporados progressivamente pelo ser humano em devir são antes saberes de acção experimentados numa prática significante, quer dizer ligada a um envolvimento pessoal”, o que se aplica tanto às actividades intelectuais como manuais.
É uma aprendizagem que o sujeito constrói no significado da aproximação ao mundo, aos outros e a si próprio (Charlot, 2002), numa temporalidade fundamento do ser-se no mundo que inclui interacções e acontecimentos, numa relação de formação no/com o mundo (Heidegger, 1964; Honoré, 1990). Neste sentido, para Honoré (1990: 202) – sustentando a formação numa perspectiva fenomenológica – a formação é consubstanciadora da existência, “o homem existe em formação de forma indizível por ele próprio. [...] Ele é [existe] numa relação de formação no mundo”. O autor considera a formação uma exigência fundamental da existência, exigência ou condição que lhe permite abrir pistas identificando um conjunto de elementos de compreensão/orientação do existir em formação. Segundo Honoré (1990: 205-215), existir em formação é:
1) estar numa relação de formação no mundo;
2) instalar e organizar um mundo;
3) existir em interformação;
4) dever formar-se ao longo de uma vida5;
5) existir num elan espiritual de alteridade;
6) estar presente em permanência;
7) existir no caminho de uma obra.»
Fonte: aqui.
domingo, 7 de junho de 2009
"Leituras em Jogo" - 8 de Junho

Consultei aqui e encontrei uma iniciativa do Centro Novas Oportunidades da Escola Henriques Nogueira + Cooperativa de Comunicação e Cultura que considero muito interessante.
«Serão literário e musical, no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Formandos dos cursos EFA, do Ensino Recorrente por Módulos e adultos em Processo RVCC irão ler textos de autores portugueses acompanhados pelo grupo de saxofones SetSax.»
Mais informações: aqui.
História de Vida: Visões e Orientações

«São muitos os métodos e as técnicas de colecta e análise de dados em uma abordagem qualitativa e, entre eles, a história de vida ocupa lugar de destaque. Através da história de vida pode-se captar o que acontece na intersecção do individual com o social, assim como permite que elementos do presente fundam-se a evocações passadas. Podemos, assim, dizer, que a vida olhada de forma retrospectiva faculta uma visão total de seu conjunto, e que é o tempo presente que torna possível uma compreensão mais aprofundada do momento passado.
É o que, em outras palavras, nos diz SOARES (1994) quando discute as articulações entre os conceitos vida e sentido:
“Somente a posteriori podem-se imputar, aos retalhos caóticos de vivência, as conexões de sentido que os convertem em ‘experiência’” (SOARES, 1994:23).
Cabe lembrar que deve-se estar ciente dos avanços e recuos, da cronologia própria, e da fantasia e idealização que costumam permear narrativas quando elas envolvem lembranças, memórias e recordações.
FARIAS (1994) adverte que as entrevistas de história de vida trabalham com memória e, portanto, com selectividade, o que faz com que o entrevistado aprofunde determinados assuntos e afaste outros da discussão.
No entanto, como nos diz BOSI (1994), o que interessa quando trabalhamos com história de vida é a narrativa da vida de cada um, da maneira como ele a reconstrói e do modo como ele pretende seja sua, a vida assim narrada.
QUEIROZ (1988) coloca a história de vida no quadro amplo da história oral que também inclui depoimentos, entrevistas, biografias, autobiografias. Considera que toda história de vida encerra um conjunto de depoimentos e, embora tenha sido o pesquisador a escolher o tema, a formular as questões ou a esboçar um roteiro temático, é o narrador que decide o que narrar. A autora vê na história de vida uma ferramenta valiosa exactamente por se colocar justamente no ponto no qual se cruzam vida individual e contexto social.
HAGUETTE (1987) considera que a história de vida, mais do que qualquer outra técnica, excepto talvez a observação participante, é aquela capaz de dar sentido à noção de processo. Este “processo em movimento” requer uma compreensão íntima da vida de outros, o que permite que os temas abordados sejam estudados do ponto de vista de quem os vivencia, com suas suposições, seus mundos, suas pressões e constrangimentos.
CAMARGO (1984) complementa que o uso da história de vida possibilita apreender a cultura “do lado de dentro”; constituindo-se em instrumento valioso, uma vez que se coloca justamente no ponto de intersecção das relações entre o que é exterior ao indivíduo e aquilo que ele traz dentro de si.
O mesmo pensa CIPRIANI (1988) quando considera o “livre fluir do discurso”, condição indispensável para que vivências pessoais despontem profundamente entranhadas no social, o processo de “escavação do microcosmo” deixa entrever o “macrocosmo”, o universal mostra-se invariavelmente presente no singular.
BECKER (1994) acrescenta que a história de vida aproxima-se mais do terra a terra, a história valorizada é a história própria da pessoa, nela são os narradores que dão forma e conteúdo às narrativas à medida que interpretam suas próprias experiências e o mundo no qual são elas vividas.
Diz-nos DENZIM (1984) que a temporalidade é básica no estudo das vidas e distingue duas formas de temporalidade. O tempo mundano relacionado a presente, passado e futuro como horizonte temporal contínuo e o tempo fenomenológico que é o tempo como fluxo contínuo, é o tempo interior, contínuo e circular. Diz ainda que uma vida pode ser mapeada em termos de episódios cruciais de cujo manejo resultam os seus significados. E, contando delas, as pessoas contam mais do que uma vida, elas contam a vida de uma época, de um grupo, de um povo.
Apoiando-se em SARTRE, comenta o autor:
“As pessoas comuns universalizam, através de suas vidas e de suas acções, a época histórica em que vivem. Elas são exemplos singulares da ‘universalidade da história humana’” (SARTRE, 1981:43 apud DENZIM, 1984:30).
A definição de história de vida dada por GOY (1980) complementa os vários elementos já apontados pelos autores acima cotejados. Ele, assim, acrescenta ser a história de vida “um arquivo entrelaçando o verdadeiro, o vivido, o adquirido e o imaginado” (Goy,1980:743 apud Pesce, 1987:154).
A história de vida pode ser, desta forma, considerada instrumento privilegiado para análise e interpretação, na medida em que incorpora experiências subjectivas mescladas a contextos sociais. Ela fornece, portanto, base consistente para o entendimento do componente histórico dos fenómenos individuais, assim como para a compreensão do componente individual dos fenómenos históricos.»
sábado, 6 de junho de 2009
Júris e a Verdade do Processo RVCC...
A defesa da autenticidade do processo de RVCC passa pela integração de uma efectiva valorização da metodologia e exploração da História de Vida. Este é uma das bases fundamentais para um trabalho de qualidade, rigor e mudança/valorização das aprendizagens ao longo da vida por cada um dos adultos que frequenta o processo de RVCC.

Estive recentemente presente, por convite da coordenação, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cantanhede. Considero que é fundamental para um Avaliador Externo, antes de iniciar um trabalho de acompanhamento às sessões de júri, conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas equipas que acompanha. Um dos componentes resultante deste acompanhamento está relacionado com o grau de confiança no trabalho realizado. Encontrei uma equipa com um elevado grau de organização e profissionalismo e dedicada a realizar um trabalho de qualidade. Foi uma manhã de troca de ideias e reflexão conjunta sobre dúvidas conjuntas que me permitiu observar que o trabalho realizado valoriza o processo de RVCC no seu reconhecimento social, assim como, no desenvolvimento de uma consciência de aprendizagem ao longo da vida para os adultos.

Acompanhei também uma sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Uma sessão de júri, como as que a equipa já tem demonstrado ser capaz de organizar, mas desta vez com uma apresentação muito interessante pela inovação. Três adultas fizeram uma apresentação conjunta. Pode parecer estranho mas a verdade é que não se conhecendo anteriormente fizeram parte do mesmo grupo e decidiram apresentar conjuntamente a sua reflexão final sobre o processo e sobre as competências evidenciadas. A curiosidade esteve no facto de, serem as três adultas de origens nacionais diferentes, de Angola, Venezuela e Portugal e terem, em conjunto, feito uma reflexão sobre as vivências e culturas/aculturação que atravessaram nas suas vidas. Esta originalidade resultou num trabalho final muito curioso.

Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Quero destacar o trabalho de preparação que a equipa desenvolve com os adultos para as sessões de júri. E quero deixar uma palavra de parabéns à Dra. Carina e Dra. Marília, assim como, aos formadores pelo trabalho de estruturação de um processo efectivo de evidência e reforço de competências realizado com e para os adultos. Há, de facto, no trabalho que é realizado por esta equipa uma dedicação e aproximação/reaproximação dos adultos à escola que é de louvar, uma vez que, a aprendizagem como instrumento de melhoria das condições sociais de vida resulta, em vários exemplos observados nesta sessão, numa real melhoria do autoconhecimento dos adultos sobre a sua História de Vida.

Por último, quero destacar um momento que guardarei como o mais enriquecedor que vivi no âmbito da implementação do processo de RVCC. Estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Maximinos, em Braga. Tratou-se de uma sessão de júri para certificação de nível secundário. Devido à distância não tinha ainda reunido com a equipa para esta sessão e apenas trocado vários contactos por via de correio electrónico. A minha expectativa era elevada. Digo mais, muito elevada. Pela leitura e análise dos Portefólios encontrei uma abordagem diferente do que se tornou, mais ou menos, normal encontrar. Eram portefólios centrados na História de Vida e desconstruindo as Histórias de Vida a partir dessa linha central. Eram portefólios onde o referencial era visto, não como um instrumento de trabalho, mas como um suporte para a validação. Foi com esta abordagem que a minha expectativa foi crescendo e a minha curiosidade sobre as apresentações dos adultos e interacção com a equipa se foi adensando. E o que fui encontrar? A melhor experiência que tive como Avaliador Externo até à data e o trabalho mais autêntico que registei. Um trabalho de excelência, de rigor, de brio e de uma humanidade profundamente transformadora. Encontrei a essência do que é e deve ser um processo de RVCC e do que é e deve ser uma sessão de júri. Encontrei uma organização simples mas profundamente completa e inovadora. Da exposição de fotografia realizada em parceria com o Museu da Imagem (exposição essa sobre a escola no Estado Novo), à organização da sala que permitia uma visualização de todos e por todos, estive perante uma organização plenamente conseguida. E sobre as apresentações? À Luci, ao José e ao Carlos, adultos que terminaram o processo de RVCC só posso deixar o meu sincero obrigado. Obrigado porque me transformaram. Obrigado porque aprendi. Obrigado pelas Histórias de Vida partilhadas e pelas palavras trocadas em jeito de conversa como se a vida fosse, como dizia o Carlos, um quadro. E parabéns. Sinceros parabéns pelo tanto que nos deram. Pela capacidade que tiveram de trabalhar com a equipa e deixar fluir todo um conjunto de saberes e competências que se tornaram evidentes sem a necessidade de as forçar com um qualquer instrumento artificial. Neste momento fiquei profundamente feliz por saber que, na escola, era agora possível validar competências que a vida lhes conferiu e ver isto feito com uma verdade e qualidade que pensei nunca encontrar. Tenho que fazer o paralelo com um documento partilhado nesta sessão onde o Ministério da Educação, no ano de 1989, enviou como resposta a um destes adultos o seguinte: «Queremos esclarecer que não é competência deste gabinete (ME) certificar formações estranhas ao Ministério da Educação, bem como, reconhecer a experiência profissional.» Esta resposta foi enviada a quem, este dia, terminou o seu processo com 88 créditos. Quão longe, felizmente, estamos desta realidade hoje e quão merecidamente, nesta sessão estes adultos terminaram o seu processo com uma certificação de nível secundário. E sobre a equipa? Só quero deixar uma palavra. Essa palavra é também de obrigado. Obrigado ao Carlos (Coordenador), ao Miguel e à Ana (Profissionais RVCC), à equipa de formadoras e ao Paulo (Antigo Director do CNO que me apresentou à equipa e com esta trabalhou), por me terem mostrado que com profissionalismo, dedicação e acreditando que é possível trabalhar o processo de RVCC na sua essência com verdadeira autenticidade e qualidade se pode, de facto, mudar e transformar cada um de nós e recolocar em cada adulto, a qualificação e a aprendizagem ao longo da vida como elemento fundamental para o futuro. E os meus parabéns. Sentidos e sinceros parabéns pela excelência do vosso trabalho tendo sido uma honra ter vivido esta experiência com esta equipa e com estes adultos. E novamente, obrigado por me terem mostrado que, aquilo em que acreditei sempre, é possível e na sua essência (e na prática) nos muda como seres humanos e como contínuos seres em evolução e aprendizagem.
Ficam, como sempre, os meus sinceros parabéns a todos os adultos que terminaram o seu processo nestas sessões. Que este seja um sonho concretizado, mas também, uma porta aberta para novos desafios e novas aprendizagens!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Abertura de Concurso - 44 Novos CNO

«Na sequência do alargamento da rede de Centros Novas Oportunidades, realizado em 2008, encontra -se aberto um período de candidaturas para a apresentação de candidaturas à criação de novos Centros Novas Oportunidades.
A apresentação das candidaturas é efectuada através do preenchimento do formulário electrónico disponível no endereço http://www.candidaturascno.anq.gov.pt.»
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Portefólio: Razões e perigos.

«Potencialidades de um portefólio:
• Flexibilidade (respeita diversos estilos de aprendizagem)
• Valorização pessoal (permite potencializar pontos fortes)
• Continuidade (dá acesso à evolução)
• Globalidade (atende a uma visão global)
• Carácter dialógico (trabalho próximo e negociado)
• Favorece a reflexão e a metacognição (e como tal a auto-regulação)
• Visibilidade (torna explícita a relação entre currículo prescrito,
implementado e avaliado)
Indicadores de qualidade:
• Organização e apresentação (aspectos gráficos; de escrita e organizativos)
• Representatividade das tarefas seleccionadas (coerência com as experiências de aprendizagem)
• Análise desenvolvida (adequação; fundamentação)
• Qualidade das reflexões (natureza pessoal; problematização; abrangência e profundidade)
Riscos a evitar:
• Estudo em condensado (não pode ser feito numa tarde, processo ao longo de um período de tempo amplo)
• Processo técnico e superficial (normalizar)
• Trivialização (incluir itens não adequados à reflexão)
• Exibição do nosso melhor (critério enviesado de selecção)
• Subverter a natureza (na procura de critérios objectivos)»
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Competência Individual

«A competência do indivíduo não é um estado, não se reduz a um conhecimento ou know how específico. Le Boterf (1995) situa a competência numa encruzilhada, com três eixos formados pela pessoa (sua biografia, socialização), pela sua formação educacional e pela sua experiência profissional. A competência é o conjunto de aprendizagens sociais e comunicacionais nutridas a montante pela aprendizagem e formação e a jusante pelo sistema de avaliações. Segundo ainda este autor: competência é um saber agir responsável e que é reconhecido pelos outros. Implica saber como mobilizar, integrar e transferir os conhecimentos, recursos e habilidades, num contexto profissional determinado. A competência individual encontra seus limites, mas não sua negação no nível dos saberes alcançados pela sociedade, ou pela profissão do indivíduo, numa época determinada. As competências são sempre contextualizadas. Os conhecimentos e o know how não adquirem status de competência a não ser que sejam comunicados e utilizados. A rede de conhecimento em que se insere o indivíduo é fundamental para que a comunicação seja eficiente e gere a competência.»
Fonte: aqui.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
CNO Destaque do Mês de Junho

Durante o mês de Junho estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Tenho seguido com atenção o trabalho desenvolvido por esta equipa e tenho a destacar a qualidade conseguida com um projecto que integra o humanismo, o rigor e a aprendizagem em contexto do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Fica, para visita, o endereço do blog do centro aqui.
Conferência "O Estado e a Educação (1759-2009)"

A Secretaria-Geral do Ministério da Educação vai organizar a conferência internacional "O Estado e a Educação (1759-2009)", na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, nos próximos dias 4 e 5 de Junho de 2009. As inscrições são gratuitas e obrigatórias, podendo ser efectuadas até ao próximo dia 1 de Junho.
Entre os conferencistas encontram-se António Nóvoa, da Universidade de Lisboa; António Dias Figueiredo, da Universidade de Coimbra; António Pinto Ribeiro, da Fundação Calouste Gulbenkian; João Barroso, da Universidade de Lisboa; Marcelo Caruso, da Universidade Humboldt, Berlim; Martin Lawn, da Universidade de Edimburgo; Sérgio Niza, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada; Thomas S. Popkewitz, da Universidade de Wisconsin-Madison, Estados Unidos da América, e, ainda, os arquitectos Vítor Mestre e Sofia Aleixo.
Para inscrições clicar aqui.
Aprender a aprender e as competências-chave.

«O Relatório para a UNESCO da Comissão Europeia "Educação: um Tesouro a Descobrir" (1996), acentuou a importância dos quatro pilares da educação ao longo da vida: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos para a compreensão do mundo; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver em comum, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as actividades humanas e, finalmente, aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes".
É neste contexto que ganha acuidade a aquisição e o desenvolvimento de competências de vida ou competências-chave que permitam às pessoas compreender e participar na sociedade do conhecimento, mobilizando através delas o saber, o ser e o saber resolver os problemas com que o mundo actual em mudança as confronta constantemente. O conceito de competência-chave ultrapassa assim, o seu sentido tecnicista original, adquirindo uma orientação mais construtivista e ecológica que aponta para a capacidade de agir e reagir de forma apropriada perante situações mais ou menos complexas, através da mobilização e combinação de conhecimentos, atitudes e procedimentos pessoais, num contexto determinado, significativo e informado por valores.»
Fonte: Formação ao longo da vida e aprender a aprender, Luísa Alonso
domingo, 31 de maio de 2009
Guia Metodológico para o Acesso das Pessoas com Deficiências e Incapacidades ao Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências
«O Guia Metodológico para o Acesso das Pessoas com Deficiências e Incapacidades ao Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências - Nível Básico constitui-se como um instrumento que identifica os princípios operativos e metodológicos inerentes à operacionalização dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências de nível básico para pessoas com deficiências e incapacidades.»
Fonte: ANQ
Guia Apoio RVCC
sábado, 30 de maio de 2009
A Arte de Ensinar

Fora, um pouco do espírito/temática deste blog (ou não) deixo uma reflexão.
"Nos últimos tempos a comunicação social divulgou um registo de uma conversa de uma professora com os seus alunos. Numa sala, uma voz em jeito de grito e uma ou duas frases ditas em tom autoritário e desajeitado (na forma, conteúdo e razão) deixavam uma ideia controversa sobre o que se havia passado. Falou-se de falar em Educação Sexual, de desrespeito, da ausência de moderação na linguagem e de muito mais coisas que qualquer pessoa diz sobre um discurso proferido daquela forma. Pior ainda a atitude programada de quem gravou a aula sem autorização recriando o pior, do que já nos esquecemos, de tempo de um estado mais "novo" do que este...
Não me compete, neste espaço, julgar o que se passou. Muito menos tecer qualquer comentário sobre o conteúdo, forma ou razão da dita conversa com os alunos. Mas quero deixar uma reflexão.
Falamos, nós professores, no respeito pela função que exercemos. Falamos muitas vezes na autoridade que falta. Reitero um pensamento que me acompanha quando entre e saio dos portões de uma escola ou de qualquer local onde o saber deve ocupar lugar. Eu sou professor em todos os momentos, mesmo quando não estou a dar uma aula, mesmo que aqueles não sejam os meus alunos, nem aquela a minha escola ou o meu local de trabalho. Quantos de nós, olhámos para os nossos professores, mestres, aqueles que nos ensinaram, como exemplos a seguir? E ao olhar, não olhávamos só para o momento em que nos estavam a ensinar entre quatro paredes. Olhávamos para cada instante e cada situação. Cada justiça ou injustiça. Julgávamos cada palavra ou atitude.
Ser professor é um exercício de cidadania activa. De ensino pelo exemplo nas atitudes, nos gestos e nos modos.
Não é por via de uma legislação, de um estatuto ou de uma regulamentação que se dá exemplos. É por via dos actos, diários, do contacto diário com os alunos, na forma como com eles comunicamos, na forma como transferimos o que somos e o que eles podem ser que conseguimos esse respeito que tanto desejamos.
Para além deste ensino pelo exemplo, há que valorizar outro respeito tanto ou mais importante. Falo do respeito dos alunos e dos professores pela aprendizagem. Anos e anos a fio a balança andou por um lado ou pelo outro. Pendendo para o lado da autoridade sem fundamento do professor. Pendendo, como está agora, para o lado do aluno sem razão lógica. Resta recentrar a balança naquilo que foi esquecido: a aprendizagem. E com a procura de ganhar esse respeito pela aprendizagem, pelo conhecimento e pelo saber podemos ganhar, de novo, a escola como lugar de excelência para o futuro."
Do autor do blog, a publicar.
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