Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
"Encontro de Culturas: Ouvir para Integrar" 21 a 24 Maio 2009

«Integrado nas comemorações do 25º aniversário da AMI e em parceria com a Fundação Academia Europea de Yuste de Espanha, estas instituições vão realizar de 21 a 24 de Maio de 2009 em Lisboa, nas instalações cedidas pelo ISCTE, o primeiro “Encontro de Culturas – Ouvir para Integrar”.
Estão já confirmadas as presenças de João Gomes Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Mário Soares, Rosário Farmhouse, Alta Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural, Manuel Jarmela Palos, Director Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), João César das Neves, João Paulo Oliveira e Costa, Director do Centro de História de Além Mar da Universidade Nova de Lisboa, Luísa Maia Gonçalves, Inspectora Superior do SEF, o Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, José Oulman Carp, o Presidente da Comunidade Budista de Lisboa, Paulo Borges e o pintor Lívio de Morais.
Este encontro, que se realizará, pela primeira vez, em Portugal (Lisboa), repetir-se-á periodicamente e alternadamente em Espanha e Portugal.
Mais do que nunca, impõem-se estes encontros, como as duas Fundações estão convictamente crentes, se pretendermos construir um mundo de concórdia e de entendimento, só possível com a edificação de múltiplas pontes de diálogo entre as diferentes culturas e religiões existentes no nosso planeta e, porque não um dia, no nosso universo.»
Fonte: aqui.
Informações e inscrições aqui: Ouvir para Integrar
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A Observação Participada: Para além do RVCC.

Recentemente referi neste espaço um desafio sobre a minha potencial realização do processo de RVCC. Recebi vários e-mails e comentários o que considerei muito interessante pela reacção e troca de ideias gerada. Muitos assentavam na ideia do facto de eu, conhecendo o processo ir retirar desta experiência uma observação imparcial. Adiado que está esse desafio foi, no entanto, muito positivo para eu lançar neste espaço uma reflexão sobre uma metodologia de trabalho que é do conhecimento de muitos e que pode ser um excelente instrumento de auto-avaliação do trabalho dos Centros Novas Oportunidades (e é bom lembrar isto agora que a auto-avaliação - num "novo" modelo - está a ser apresentado aos centros).
Aqui ficam as ideias fundamentais da "Observação Participada".
«A observação participante é uma metodologia elaborada principalmente no contexto da pesquisa antropológica. Trata-se de estabelecer uma adequada participação dos pesquisadores dentro dos grupos observados de modo a reduzir a estranheza recíproca. Os pesquisadores são levados a compartilhar os papéis e os hábitos dos grupos observados para estarem em condição de observar factos, situações e comportamentos que não ocorreriam ou que seriam alterados na presença de estranhos. Foi MALINOWSKI (1978) quem sistematizou as regras metodológicas para a pesquisa antropológica: a ideia que caracterizava o método era a de que apenas através da imersão no quotidiano de uma outra cultura o antropólogo poderia chegar a compreendê-la.
Ou seja, um dos pressupostos da observação participante é o de que a convivência do investigador com a pessoa ou grupo estudado cria condições privilegiadas para que o processo de observação seja conduzido e dê acesso a uma compreensão que de outro modo não seria alcançável. Admite-se que a experiência directa do observador com a vida quotidiana do outro, seja ele indivíduo ou grupo, é capaz de revelar na sua significação mais profunda, acções, actitudes, episódios, etc... que, de um ponto de vista exterior, poderiam permanecer obscurecidas ou até mesmo opacas.
Assim, o antropólogo deveria passar por um processo de transformação através do qual ele, idealmente, tornar-se-ia um nativo. No entanto, na medida em que essa experiência não é sistemática, o antropólogo deveria reelaborá-la, transformando-a numa descrição objectiva (científica?) da cultura. O resultado desta "transformação" consiste no texto etnográfico, onde o antropólogo apresenta uma re-elaboração de suas experiências.»
Fonte: aqui.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Uma questão para reflexão: Sim ou não?
Já deixei esta pergunta em jeito de reflexão noutros contextos. Retomo agora um ponto de discussão que espero que venha a ter lugar neste blog. Estamos ou não a cumprir este perfil de competências para os adultos certificados no nível Secundário?

Pode participar deixando um comentário com uma ideia, uma análise de caso ou simplesmente com uma reflexão sobre o assunto em questão.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A Iniciativa Novas Oportunidades: Reflexões com olhos no Futuro

Ao longo dos últimos anos tenho defendido a implementação do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências como uma das maiores mais-valias que a Iniciativa Novas Oportunidades conseguiu trazer para a Educação e Formação de Adultos no panorama nacional nos últimos anos. Esta conquista de reconhecer nos adultos saberes adquiridos ao longo da vida foi uma conquista fundamental dos últimos anos sendo, desde já, um dos factores mais positivos deste movimento em torno da valorização das competências adquiridas pela aprendizagem pela experiência. No entanto, tenho que renovar um alerta.
Muito se tem falado na qualidade (e já referi que não é factor favorito na minha discussão) do trabalho desenvolvido pelos Centros Novas Oportunidades. Vamos entrar numa fase onde este factor, a que associo o muito mais fundamental reconhecimento social do processo de RVCC, vai pesar em função do cumprimento de metas para um fim. É nesta altura que os alertas fazem mais sentido. Porque o reconhecimento social do processo de RVCC (ou de qualquer outra coisa em que se tenha transformado do processo que agora os adultos terminam nos Centros Novas Oportunidades) depende essencialmente, não de um número final, mas sim de uma valorização efectiva para a sua qualificação. E isso não pode ser esquecido pelas equipas e pela tutela. De nada vale ter um número imenso de pessoas certificadas quando poucas estão, de facto, num caminho ou roteiro de qualificação contínua.
Na minha perspectiva urge pensar e consolidar, nesta fase, algumas ideias:
a) Que se (re)desenhe a metodologia de RVCC em função da prática que os Centros Novas Oportunidades trabalham. Isto é, que e formule uma nova metodologia em função do trabalho prático, teorizando sobre o mesmo, e não procurando aferir o que resta do processo de RVCC no contexto de aplicação prática da Iniciativa Novas Oportunidades. Estamos perante a emergência de uma nova realidade e não na consequência da aplicação do processo de RVCC num contexto.
b) Que se fundamente a validação das competências num efectivo balanço de competências sobre um contexto de História(s) de Vida e não sobre um relato autobiográfico simplesmente realizado por orientação e co-construção das equipas técnico-pedagógicas.
c) Que se refunde as práticas basilares da Educação e Formação de Adultos, nomeadamente que os percursos sejam ajustados às necessidades e anseios dos adultos e não em função de objectivos técnicos de um sistema.
Consideramos fundamental (re)pensar estes processos num contexto de efectiva qualificação para os adultos. É por isso que, cada um de nós, trabalha. Não para números. Não para metas. Mas para uma qualificação efectiva e uma mudança desejada na Aprendizagem ao Longo da Vida para cada um dos adultos que hoje, procura, um Centro Novas Oportunidades como via de conclusão de um percurso de qualificação…
domingo, 3 de maio de 2009
A Memória, Eu e Saramago
Sigo, com a necessária atenção e admiração o blog de José Saramago. Hoje, por ser Domingo e haver tempo para pensar, partilho uma das suas reflexões.
«Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos. Esta frase, brotada da minha cabeça há muitos anos, no fervor de uma das múltiplas conferências e entrevistas a que o meu trabalho de escritor me obrigou, além de me parecer, imediatamente, uma verdade primeira, daquelas que não admitem discussão, reveste-se de um equilíbrio formal, de uma harmonia entre os seus elementos que, pensava eu, contribuiria em muito para uma fácil memorização por parte de ouvintes e leitores. Até onde o meu orgulho vai, e apraz-me declarar que não chega muito longe, envaidecia-me ser o autor da frase, embora, por outro lado, a modéstia, que também não me falta de todo, me sussurrasse de vez em quando ao ouvido que tão certa era ela como afirmar com toda a seriedade que o sol nasce a oriente. Isto é, uma obviedade. Ora, até as coisas aparentemente mais óbvias, como parecia ser esta, podem ser questionadas em qualquer momento. É esse o caso da nossa memória, que, a julgar por informações recentíssimas, está pura e simplesmente em risco de desaparecer, integrando-se, por assim dizer, no grupo das espécies em vias de extinção. Segundo essas informações, publicadas em revistas científicas tão respeitáveis como a Nature e a Learn Mem, foi descoberta uma molécula, denominada ZIP (pelo nome não perca), capaz de apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas, deixando o cérebro livre da carga recordatória que vai acumulando ao longo da vida. A criança que acaba de nascer não tem memória e assim iríamos ficar nós também. Como dizia o outro, a ciência avança que é uma barbaridade, mas eu, a esta ciência não a quero. Habituei-me a ser o que a memória fez de mim e não estou de todo descontente com o resultado, ainda que os meus actos nem sempre tenham sido os mais merecedores. Sou um bicho da terra como qualquer ser humano, com qualidades e defeitos, com erros e acertos, deixem-me ficar assim. Com a minha memória, essa que eu sou. Não quero esquecer nada.»
Fonte: Caderno de José Saramago
sábado, 2 de maio de 2009
Júris, exposições e reflexões...
Há uma questão que deve ser respondida por todas as equipas dos Centros Novas Oportunidades antes da organização das sessões de júri. A questão é muito simples: O que representa a sessão de júri no âmbito do trabalho desenvolvido pelo Centro Novas Oportunidades? A resposta deve incluir três vectores: o que representará para o adulto no seu percurso (desejavelmente contínuo) de qualificação; o que representar para a consolidação de boas-práticas para a equipa e o que representa enquanto momento de credibilização social do processo. É uma resposta fundamental para ser pensada por todos e sobre a qual a resposta depende das equipas, dos adultos e dos avaliadores externos, não de forma independente mas de forma co-construída.

Estive presente numa sessão de júri a convite do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tendo referido à equipa a necessidade de uma consolidação de práticas no que diz respeito à organização das sessões de júri, tenho a destacar a interessante troca de ideias após a sessão de júri que tive com os adultos. É sempre muito importante para mim, pessoalmente, ouvir dizer de uma pessoa que esteve 10, 20, 30 anos afastada da escola que só estav
a à espera da conclusão da equivalência ao Ensino Básico (9.º ano) para se inscrever num curso de formação. Foi, numa troca de ideias e palavras tida com os adultos enquanto visitava uma exposição sobre o 25 de Abril, organizada pela equipa dos cursos EFA (Básico e Secundário) que registei essa vertente positiva do trabalho dos Centros Novas Oportunidades ao abrirem portas para novos caminhos de qualificação que nascem nestes momentos e processos.

Uma sessão de júri levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Referi anteriormente o bom trabalho que a equipa do centro desenvolve e tenho a destacar a importância desse mesmo bom trabalho no que diz respeito aos júris para certificação parcial. Neste caso, duas adultas terminaram o seu processo de RVCC para irem integrar um percurso de formação num Curso EFA. Quando encontramos os adultos informados, conscientes da valorização e ap
oio que um percurso de formação num curso EFA representa, sabemos que o trabalho realizado pela equipa foi bem feito. Tenho ainda que destacar a consolidação de boas práticas que a equipa conseguiu fazer em pouco espaço de tempo, tendo assistido, a uma efectiva demonstração de competências em sessão de júri, pela qual deixo os meus sinceros parabéns pois é, sem dúvida, dos exercícios mais difíceis de fazer e que, neste caso, foi conseguido.

Por último, uma visita e sessão de júri ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Visitar este centro é sempre reencontrar amigos e uma equipa dedicada a um trabalho de qualidade. Este júri teve algumas curiosidades interessantes que quero destacar. Foi um júri com adultos que foram acompanhados por profissionais diferentes e foi interessante ver a equipa toda reunida. Foi também muito curioso encontrar, mais ou menos, dois anos depois um adulto que tinha terminado o processo de RVCC de nível básico e estava agora a terminar o seu processo de nível secundário. É sempre bom ouvir que neste tempo havia realizado um conjunto de acções de formação muito relevante para o ganho de competências pessoais e profissionais e que tinha já projectos concretos de continuação do seu percurso de qualificação. Por último quero destacar as apresentações realizadas pelos adultos. Em cada uma encontrei um pouco do que, de melhor, tem o processo de RVCC quando é feito com base numa estruturada metodologia de balanço de competências.
E como sempre, a minha palavra vai para os adultos que concluíram neste dia o seu percurso de qualificação, quer de nível básico, quer de nível secundário. Que este percurso realizado em processo de RVCC seja um passo numa caminhada mais longa e consolidada com novas aprendizagens num futuro que se deseja próximo. Parabéns a todos!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Factores da Educação de Adultos

«1. A Necessidade de Saber. Os adultos têm necessidade de saber porque precisam aprender algo, antes de se disporem a aprender. Quando os adultos se comprometem a aprender algo por conta própria, investem considerável energia investigando os benefícios que ganharão pela aprendizagem e as consequências negativas de não aprendê-lo.
2. Auto-Conceito do Aprendiz. Os adultos tendem ao auto-conceito de serem responsáveis por suas decisões, por suas próprias vidas. Uma vez que assumem esse conceito de si próprio eles desenvolvem uma profunda necessidade psicológica de serem vistos e tratados pelos outros como sendo capazes de auto-direcionar-se, de escolher seu próprio caminho. Ressentem e resistem a situações nas quais sentem que outros estão a impor os desejos aos deles.
3. O Papel das Experiências dos Aprendizes. Os adultos envolvem-se numa actividade educacional com grande número de experiencias mas diferentes em qualidade daquelas da juventude. Por ter vivido mais tempo, acumula mais experiência do que na juventude. Mas também acumulou diferentes tipos de experiências. Essa diferença em quantidade e qualidade da experiencia tem várias consequências na educação do adulto.
4. Prontos para Aprender. Adultos estão prontos para aprender aquelas coisas que precisam saber e capacitar-se para fazer, com o objectivo de resolver efectivamente as situações da vida real.
5. Orientação para Aprendizagem. Em contraste com a orientação centrada no conteúdo própria da aprendizagem das crianças e jovens (pelo menos na escola), os adultos são centrados na vida, nos problemas, nas tarefas, na sua orientação para aprendizagem.
6. Motivação. Enquanto os adultos atendem alguns motivadores externos (melhor emprego, promoção, maior salário, etc.), o motivador mais potente são pressões internas (o desejo de crescente satisfação no trabalho, auto-estima, qualidade de vida, etc.).»
Fonte: aqui.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Os factores para a Formação ao Longo da Vida

«A aprendizagem ao longo da vida significa que, se uma pessoa tem o desejo de aprender, ela terá condições de fazê-lo, independentemente de onde e quando isso ocorre. Para tanto, é necessária a confluência de três factores: que a pessoa tenha a predisposição de aprendizagem, que existam ambientes de aprendizagens (centros, escolas, empresas, etc.) adequadamente organizados e que haja pessoas que possam auxiliar o aprendiz no processo de aprender (agentes de aprendizagem), para além de que esta aprendizagem deve ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho se quiser fazer face ao desemprego.
Entretanto, essa visão de aprendizagem ao longo da vida não é o que tem sido discutido na literatura e praticado em instituições educacionais. Em geral, a aprendizagem ao longo da vida tem sido usada para se referir à “educação de adultos” (Valente, 2005) (...). É uma tentativa de proporcionar meios para as pessoas darem continuidade a sua educação e obterem mais certificados. O resultado final está para “certificação ao longo da vida” (lifelong certification), em vez de criar oportunidades para as pessoas se tornarem autónomas e estarem dotadas de competências transversais, e até específicas, necessárias de modo a responderem as necessidades do mercado.
A proposta a ser enfatizada é a de que a aprendizagem que acontece na escola e durante a vida profissional deve ser uma extensão da aprendizagem que se dá na infância ou na terceira idade. As pessoas devem ter meios para continuar a aprender, interagindo com o mundo e recebendo ajuda dos agentes de aprendizagem.»
Fonte: aqui.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Um Colóquio com Edgar Morin: 22 de Maio, Viseu

Programa e inscrições aqui.
"Se pudesse existir um progresso de base no século XXI, seria que os homens e mulheres não fossem mais os brinquedos inconscientes não só das sua ideias mas das suas próprias mentiras. É um dever capital da educação armar cada um para o combate vital pela lucidez."
Os Sete Saberes para a Educação do Futuro, (1999)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O Balanço de Competências.

«O balanço de competências “é uma prática de avaliação que se situa num momento que lhe é especificamente dedicado, mais ou menos longo, organizado numa ou várias sequências, durante o qual uma pessoa se encontra inserida em um procedimento assistido e guiado de auto avaliação. O balanço de competências, portanto, centra-se na pessoa: pressupõe uma tomada de consciência e uma reapropriação pessoal das suas aquisições e implica, na fase de análise, um olhar sobre o passado longínquo ou próximo, na perspectiva de abrir vias para o futuro” (Bayard, 1993).
Como quer que seja, a referência à avaliação, incontornável, faz com que investigadores como Guy Le Boterf (1999a), atribuam aos balanços características como as seguintes: (a) registar os saberes-recurso ou as competências adquiridas pelas pessoas (significando o termo “registo” que o balanço não constitui ele mesmo uma prova de avaliação, mas que consigna os resultados da apreciação efectuada anteriormente), (b) mostrar as provas produzidas para que haja reconhecimento e validação das competências (significando a fórmula “para que haja” que o balanço não constitui enquanto tal um dispositivo de reconhecimento e validação e referindo-se as “provas”, produzidas na ocasião da observação, seja em situações reais de trabalho seja em situações simuladas, a critérios de utilidade, de eficácia, de conformidade ou de juízo acerca do cumprimento das regras de uma profissão), (c) apoiar-se sobre a apreciação de instâncias legitimadas e pertinentes de reconhecimento e de avaliação (que não são as do dispositivo de balanço de competências), (d) ter em conta não somente a aquisição de saberes-recurso e de competências, mas a evolução da profissionalidade no seu conjunto (trata-se de uma apreciação global não sobre as competências, mas sobre a competência do profissional), (e) fazer o ponto sobre os modos de aprender dos sujeitos, (f) realizar-se segundo as periodicidades apropriadas ao conteúdo dos balanços, (g) estruturar a imagem de si do sujeito, nomeadamente enquanto trabalhador e (h) combinar uma abordagem retrospectiva e uma abordagem prospectiva do desenvolvimento pessoal e profissional. Os balanços de competências, em suma, devem permitir traçar as histórias dos sujeitos e não somente fornecer uma informação pontual: o desenvolvimento das competências e da profissionalidade é um processo cumulativo; podem dar lugar à elaboração de uma carteira (de competências), propriedade dos sujeitos, e constituir a memória da sua evolução profissional e das suas competências.»
Fonte: aqui.
domingo, 26 de abril de 2009
Corrida Novas Oportunidades

«Os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, através da Agência Nacional para a Qualificação, I.P., promovem, no dia 17 de Maio de 2009, a "1ª Corrida Novas Oportunidades - Aprender Compensa".
Esta prova desportiva decorrerá em Lisboa, com partida dos Jardins de Belém, perto do Mosteiro dos Jerónimos e meta no mesmo local. As inscrições são gratuitas e estão abertas a todos os interessados, devendo ser efectuadas através do endereço electrónico www.corridanovasoportunidades.gov.pt.
A "1ª Corrida Novas Oportunidades - Aprender Compensa" contará com duas distâncias, uma mais curta, de três quilómetros e outra mais longa de dez quilómetros.
A entrega dos dorsais será efectuada no dia anterior à prova, das 9h00 às 20h00, no local da partida da mesma, juntamente com uma t-shirt e um boné com o logótipo da Iniciativa Novas Oportunidades.
Com esta Iniciativa, os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação pretendem assegurar um momento de confraternização que, em simultâneo, contribua para que um cada vez maior número de portugueses (jovens e adultos) adira aos percursos de qualificação de nível secundário (12º ano).
A título simbólico, neste dia, jovens e adultos correrão juntos por um País mais qualificado.
Este evento alia-se, assim, ao espírito da mais recente campanha publicitária dirigida ao público-alvo adulto da Iniciativa Novas Oportunidades, através da qual se convidou todos os que ainda não possuíam o nível secundário de educação a traçar, em 2009, uma meta para a sua qualificação.
Uma vez que a Iniciativa Novas Oportunidades integra também uma vertente destinada aos mais jovens, a prova alarga-se ainda ao público juvenil.
Esta prova terá uma duração máxima de duas horas, terminando às 12h30, período após o qual será restabelecida a circulação automóvel.
Os três primeiros classificados femininos e masculinos da prova de dez quilómetros serão distinguidos com um troféu. A todos os participantes será entregue como prémio de participação uma mochila com documentação referente à Iniciativa Novas Oportunidades.»
Fonte: ANQ
sábado, 25 de abril de 2009
Júris, reuniões e aprendizagens…
Há uma ideia que nasce e renasce sempre que oiço os adultos após as sessões de júri. A da validade da qualificação obtida e ao mesmo tempo, da qualidade comparada do trabalho realizado com outros. Digo muitas vezes às equipas e aos adultos que, como em tudo, o nome de reconhecimento de um projecto ou de um Centro Novas Oportunidades leva muito tempo a conseguir. Passa pela exigência, rigor, qualidade e passa também pela consolidação destes factores ao longo do tempo. Tenho reparado que muito desse reconhecimento passa também pelo trabalho que os Avaliadores Externos fazem com as equipas e nas sessões de júri. O simples acto formal de conclusão de um percurso não reconhece socialmente, por si só, um projecto nem a validade da qualificação. É preciso confiança, partilha, dinamismo e efectiva valorização do trabalho das equipas e dos adultos.

Estive presente numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Já o referi anteriormente mas
reforço a ideia. Sempre que encontro esta equipa, de um centro recentemente aberto, sinto um dinamismo autêntico e uma vontade efectiva de mudar as coisas. Com uma equipa dedicada, que valoriza o processo de RVCC e procura orientar os adultos na sua qualificação, tenho que deixar uma palavra de parabéns pelo trabalho realizado até ao momento. É verdade que a caminhada ainda agora começou mas os primeiros passos estão a ser dados com qualidade, rigor e determinação para a valorização e reconhecimento social deste percurso de qualificação.
Estive também numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa. Uma vez que neste centro só tenho acompanhado júris de nível secundário, quero deixa também uma palavra de louvor, parabéns e reconhecimento às profissionais, Dra. Maria João e Dra. Vânia, pela dedicação e profissionalismo que demonstram sempre. Curiosamente foi uma sessão onde estiveram quatro mulheres que terminavam o seu processo de RVCC. Quatro mulheres diferentes no percurso de vida, nas competências demonstradas e nos caminhos para o futuro. Destaco isso mesmo. O apoio que a equipa deu a cada uma destas pessoas para a verdadeira e efectiva consciencialização da importância da aprendizagem ao longo da vida. Parabéns ao centro por conseguir realizar este trabalho de fundo e sustentado de fazer “regressar a escola” à vida de cada uma destas pessoas. Destaco também a presença da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cantanhede que assistiu a esta sessão de júri.
Regressei, após um tempo de afastamento por motivos de agenda, ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Foi o primeiro júri de nível secundário que acompanhei neste centro embora tivesse tido, há algum tempo atrás, reunido várias vezes com a equipa para discutir modelos, estratégias e formas de implementação do processo. Encontrei, como já esperava, um trabalho que procura assegurar a qualidade e rigor. Assisti a apresentações feitas pelos adultos presentes a júri, que considero, muito interessantes. Não devemos nunca esquecer que todos temos algo para aprender e neste dia aprendi bastante. Penso que a equipa tem agora um trabalho de fundo, como muitas equipas o precisam fazer, de (re)introduzir o balanço de competências no processo. Deixo uma palavra de parabéns à equipa e o desejo de um regresso em breve.
Como sempre, a minha última palavra vai sempre para os adultos. Parabéns pelo trabalho realizado e pela conclusão de mais um passo na procura de mais aprendizagens e de mais qualificação. E, tão importante como isso, podem ter um profundo e reconhecido orgulho nos Portefólios apresentados em sessão de júri. Parabéns.
Hoje é dia 25 de Abril: Lembram-se?
Ainda falta cumprir da Liberdade o direito de aceitar a opinião dos outros quando esta é diferente da nossa...
Ainda falta cumprir da Liberdade fazer desaparecer 10% da população que não sabe ler nem escrever...
Ainda falta cumprir da Liberdade o direito de todos a mais e melhor qualificação e aprendizagem ao longo da vida...
É preciso usar a força... Aquela força da Revolução que muda. Primeiro em nós, depois o Mundo...
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes
Letra e Música: Sérgio Godinho
Recorde-se hoje quem lutou e morreu pela Liberdade que falta cumprir...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Se hoje fosse 24 de Abril de 1938...

«Para assinalar os dez anos de governo de Salazar, é editada, em 1938, uma série de sete cartazes intitulada “A Lição de Salazar”, distribuída por todas as escolas primárias do país. A escola é o palco privilegiado para a inculcação dos valores defendidos pelo Estado Novo. Os manuais escolares, livros únicos para o então Ensino Primário, criteriosamente seleccionados pelo Ministério da Educação Nacional e adoptados por longos anos, dão-nos imensos exemplos desses valores: a glorificação da obra do Estado Novo e do seu líder, Salazar; o papel subalterno da mulher, limitada à função de esposa e mãe; a caridade que, quantas vezes, substitui a função social do Estado; a catequese, incutindo os rudimentos da doutrina católica; a gloriosa história pátria que transforma Portugal na Nação mais bela do mundo e de que o Estado Novo é o mais legítimo herdeiro.» Fonte: aqui.


Inscrições: Encontro Radical dia 8 de Maio

Solicitamos a todos os interessados em participar no Encontro "RVCC e Aprendizagem ao Longo da Vida: Desafios Radicais", dia 8 de Maio, em Góis, que façam a sua (re)inscrição por e.mail durante o dia de hoje. Quem se encontrava inscrito para dia 18 de Maio solicitamos que façam uma manifestação de interesse de participação. Obrigado.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A Arte de construir Redes

Para quem pretender melhorar as suas competências no estabelecimento e na gestão de redes, está a ser organizado um Curso de Formação Europeu (GRUNDTVIG) sobre “A Arte de Construir Redes” (“The Art of Networking”). Destina-se a profissionais da Educação de Adultos e outros sectores da educação já envolvidos em redes ou que pretendem integrá-las no futuro. Este Curso oferece formação sobre como agir eficazmente no interior de redes e como planear e gerir uma rede.
Concretamente, será dado um especial enfoque a um determinado tipo de redes: redes europeias no âmbito dos programas europeus de financiamento da aprendizagem ao longo da vida.
No Curso “The Art of Networking”, os participantes vão:
- praticar a construção de redes com colegas de instituições educacionais de diferentes países europeus;
- testar métodos de estabelecimento de redes sociais e instrumentos TIC apropriados para as redes;
- reflectir sobre a sua própria experiência em matéria de redes e trabalhar sobre os desafios que as redes poderão levantar-lhes.
Para frequentar este Curso, é necessário submeter candidatura - junto da Agência Nacional para o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida http://alv.addition.pt - a uma bolsa de mobilidade GRUNDTVIG, que cobrirá as despesas de deslocação e de inscrição. O prazo é 30 de Abril de 2009.
O Curso vai realizar-se entre 28 de Setembro e 3 de Outubro de 2009, na Bélgica, em Lancommanderij Alden Biesen, Bilzen. É organizado pelo Consórcio transnacional do Projecto ComNet, liderado por die Berater.
Para mais informações: www.networks-in-education.eu ou contactar os organizadores:
Mr. Guy Tilkin, Lancommanderij Alden Biesen, Kasteelstraat 6, B-3740 Bilzen, Belgium. Tel: 0032 89 51 93 55. Fax: 0032 89 41 70 33. e-mail: guy.tilkin@alden-biesen.be
terça-feira, 21 de abril de 2009
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