Preparar Uma Sessao De Juri
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Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
Estive presente num conjunto de sessões de júri a convite do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho (Águeda). Já o referi num comentário anterior mas tenho que destacar ainda mais uma ideia que registei. A equipa técnico-pedagógica, sob a coordenação do Prof. Fernando Leal e agora da Dra. Isabel Simões, conseguiu realizar uma mudança nas práticas, metodologias e uma melhoria muito evidente na qualidade global dos processos. Hoje este centro desenvolve um trabalho de rigor, competência e credibilidade que efectivamente valoriza o processo de RVCC e a qualificação de cada um dos adultos que procura resposta para a sua qualificação. E tenho que destacar a capacidade de adequação aos contextos e ao apoio individual dado aos adultos.
As sessões de júri que presidi foram momentos muito interessante e ricos, desde a apresentação do Sr. Alfredo Santos, adulto de 87 anos, inventor acreditado na bolsa nacional de inventores que a todos mostrou que a ideia não é razão para não procurar a escola, à presença de quarto adultos que partilhavam o carro para poupar nas despesas de deslocação e unidas na vontade terminaram o seu processo de certificação do Ensino Básico, aos adultos em itinerância em Belazaima do Chão que nos mostraram as vivências de uma comunidade e localidade, assim como, da dedicação que tinham no seu trabalho no cuidado de idosos. Fica uma palavra pessoal e profissional de reconhecimento por este trabalho de elevada qualidade que registo e ao qual dou os sinceros parabéns.
Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Ao longo dos últimos anos tenho referido várias vezes que a ideia de centrar o processo num registo autobiográfico pode ser limitativo para retirar desses mesmo registo um conjunto valioso de momentos e histórias de vida. Neste caso, a apresentação da adulta que terminou o seu processo de RVCC de nível Secundário, complementou o seu Portefólio com a apresentação desses mesmos registos de aprendizagens, competências e vivências tidas por via das inúmeras viagens que realizou em contextos pessoais e profissionais. Sem dúvida que este tipo de abordagem é muito positivo e registo a sua importância para a valorização do percurso de qualificação e partilha entre todos. Sinceros parabéns à Filomena Valente por nos ter levado a essas histórias que resultaram numa partilha muito interessante.
Estive depois, numa sessão de júri, no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil. Tenho que destacar um registo muito curioso. Ao fim de algum tempo vemos, neste processo, acontecimentos ou registos muito curiosos. Um casal de adultos fez a sua apresentação em júri em conjunto. A verdade é que um deles fez o processo, tendo outra via de conclusão possível, apenas para motivar a esposa a terminar. Muitas vezes são estes exemplos que servem para ilustrar o que de melhor tem o ser humano quando deseja algo e cria objectivos para a sua caminhada na relação com a escola e com a aprendizagem. Ficam os meus sinceros parabéns aos adultos que terminaram o processo de RVC neste dia pelas apresentações muito interessantes que realizaram.
Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o trabalho que a Dra. Carina e a Dra. Marília realizaram com os adultos presentes a júri. Estas profissionais RVCC, pela sua dedicação e pela capacidade de adequação que a equipa (incluindo o apoio sempre presente dos formadores) tem realizado conseguiram realizar um trabalho de recuperação dos percursos de qualificação de muitos adultos. Devo também destacar a abertura à partilha que este centro sempre teve, estando presente uma equipa para assistir à sessão do Centro Novas Oportunidades em Albergaria.
Eis que vou iniciar um desafio que espero que venha a ser importante e interessante para todos. Enviei um pedido de autorização e um desafio à ANQ e a um Centro Novas Oportunidades para me aceitar como adulto que irá passar por todas as etapas que uma qualquer pessoa que deseje concluir o Ensino Secundário terá que passar até concluir o processo de RVCC. Do Diagnóstico à criação de um Portefólio, até à sessão de júri, desejo seguir todos esses passos. Durante o tempo em que estiver em processo irei publicar, diária ou semanalmente, neste blog, os sentimentos, dúvidas, perspectivas e actividades de um adulto em processo de RVCC. Esta experiência terá em conta várias adaptações naturais pelo facto da minha condição pessoal e profissional e função que tenho desenvolvido como Avaliador Externo. No entanto, espero que este “estudo de caso” do lado do adulto, sirva para todos (da tutela aos profissionais e a todos os adultos que frequentam o processo) possam reflectir de forma sustentada e prospectiva sobre a forma como está a ser implementado o processo e como, para cada um dos adultos que frequentam esta via de qualificação, conseguem e se integram neste processo. Estou apenas à espera das respostas das autorizações e decisões para iniciar o meu processo … em breve darei as primeiras notícias…
Com vista ao reforço da sua equipa, o Centro Novas Oportunidades da TecMinho / Universidade do Minho procura, para o exercício de actividade profissional, a tempo inteiro, em Braga, um/a formador/a com habilitação para a docência numa das seguintes áreas:
«A abordagem anglo-saxónica divide as competências em hard e soft. A competência hard inclui os conhecimentos de um indivíduo sobre um domínio em concreto (knowledge) e o saber-fazer que corresponde à demonstração comportamental de um conhecimento (skills). A competência soft integra a percepção que um indivíduo tem do seu «eu» enquanto líder ou membro de um grupo (behaviours), os traços de personalidade que contribuem para um determinado comportamento (traits) e as motivações que correspondem às forças interiores recorrentes e que geram os comportamentos no trabalho (motives). Nesta dicotomia, as competências de tipo hard são fundamentais para que um indivíduo seja tido como competente no seu trabalho, enquanto as competências de tipo soft permitem diferenciar as realizações inter-indivíduos.
«As diligências para o reconhecimento das competências adquiridas inscrevem-se no que chamamos actualmente formação experimentada, desenvolvidas essencialmente na formação de adultos e de jovens, porque se parte do princípio que o indivíduo sofre um processo de aprendizagem ao longo do seu percurso de vida pessoal e profissional. O portefólio de competências passa a ser um suporte privilegiado desta “iniciativa” de trabalho sobre a experiência.
Este texto é uma chamada de atenção e um alerta. Nos últimos tempos tenho, de forma directa ou indirecta, consultado alguns portefólios, quer do nível Básico, quer do nível Secundário no âmbito das minhas funções como Avaliador Externo. Quer por via de transferências entre centros e consulta dos dossiês neste contexto, quer por consulta a pedido de um ou outro adulto para comparação entre o nível de exigência de diferentes centros, consultei exemplos de trabalho realizado cuja qualidade é muito baixa. O uso exclusivo dos instrumentos de mediação, sem inovação, sem adaptação e o trabalho de formação complementar pensada exclusivamente num modelos escolar, para o nível Básico e a certificação/creditação de competências por evidência de conhecimentos, muitas vezes transcritos de pesquisas realizadas sem enquadramento levam-me a deixar três linhas de reflexão profundas e como alertas sérios:
Estive presente numa reunião com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Tenho que deixar aqui, publicamente, uma palavra de parabéns à equipa. Pela dedicação e credibilização do processo de RVC esta equipa conseguiu uma melhoria efectiva e claramente visível perante a forma e o resultado do trabalho de RVC com adultos para o nível básico. É de louvar essa atitude de crescimento da equipa e perante o processo que, desta forma, ganha um excelente contributo para o seu reconhecimento social.
Estive também presente numa Sessão de Júri do Centro Novas Oportunidades da EPADRV. Sendo que as viagens por vários lugares me fazem descobrir lugares, as sessões de júri, fazem-me conhecer pessoas e realidades sociais. Quero destacar a integração muito positiva que esta entidade tem no terreno onde se encontra, assim como, o reconhecimento da escola no seu contexto social. Sendo um centro recente o trabalho de consolidação de práticas ainda agora começou, no entanto, existe uma boa base de partida para um trabalho de qualidade. Parabéns aos adultos que terminaram o seu processo neste dia e à equipa pelo trabalho realizado.
«Níveis da Inteligência Emocional:
Uma conversa com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Inês de Castro levou-me a conhecer um pouco mais as actividades que esta equipa tem vindo a desenvolver. Tenho a destacar a equipa de formadores que, pela sua experiência, tem uma abordagem ao processo de RVC muito positiva e centrada na qualidade. Destaco o crescimento necessário e consolidação de práticas a realizar que, com a qualidade dos elementos da equipa, será conseguida se sustentada em processo de consolidação sistematizada das práticas implementadas.
Tenho também a destacar o trabalho realizado pela equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. O trabalho de adequação de uma equipa a um desafio, como o que este centro aceitou com uma parceria com uma empresa, a Socertima, resultou num desafio muito positivo. Um desafio para uma equipa recentemente formada que tem crescido na sua capacidade de adaptação, adequação e apropriação do espírito do processo de RVC. Para eles vai o meu reconhecimento de um trabalho cada vez mais interessante e de qualidade.
Estive presente num júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho, sobre os júris em contexto/local de trabalho dos adultos sempre o receio que se colem a um modelo muito centrado num processo de reconhecimento de competências profissionais. No entanto, a visita ao Porto de Aveiro, que realizei para um júri resultou numa mostra de competências em contexto que tornaram a leitura de algumas evidências muito mais clara, quer para mim enquanto Avaliador Externo, quer para a equipa de formadores. Parabéns aos adultos e à equipa pelo trabalho realizado.
Por convite da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul, centro que no Mês de Abril estará em destaque neste blog, estive presente na primeira sessão de júri deste centro. Tenho a destacar a forma como o trabalho realizado pela equipa resultou numa valorização pessoal efectiva dos adultos e o reconhecimento social do processo de RVC no contexto de retorno à aprendizagem e qualificação para muitos adultos. Quando assim é o resultado do trabalho, que neste caso é de qualidade e rigor, torna-se evidente e capaz de promover mudança de várias pessoas face à aprendizagem, formação e formação ao longo da vida. Parabéns aos adultos e à equipa pelo trabalho realizado.
Devido a um conjunto de e.mails que recebi a pedir esclarecimentos sobre o encontro "RVCC e Aprendizagem ao Longo da Vida: Desafios Radicais" que terá lugar no dia 18 de Abril em Góis deixo um conjunto de informações em resposta:
Este projecto, consolidado por práticas de trabalho anteriormente desenvolvidas pela Cooperativa MemóriaMédia revela-se de uma actualidade fundamental para a valorização da História de Vida como metodologia de trabalho no campo da Educação, mas também, como movimento social de valorização da aprendizagem em contextos diversos a reconhecer por todos.