quinta-feira, 9 de abril de 2009

Reunião e Júri.

A melhoria contínua não é um factor que possa ser observado num momento. É, essencialmente, um processo que decorre naturalmente do tempo, da vontade e da dedicação.

Estive presente numa reunião com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Tenho que deixar aqui, publicamente, uma palavra de parabéns à equipa. Pela dedicação e credibilização do processo de RVC esta equipa conseguiu uma melhoria efectiva e claramente visível perante a forma e o resultado do trabalho de RVC com adultos para o nível básico. É de louvar essa atitude de crescimento da equipa e perante o processo que, desta forma, ganha um excelente contributo para o seu reconhecimento social.

Estive também presente numa Sessão de Júri do Centro Novas Oportunidades da EPADRV. Sendo que as viagens por vários lugares me fazem descobrir lugares, as sessões de júri, fazem-me conhecer pessoas e realidades sociais. Quero destacar a integração muito positiva que esta entidade tem no terreno onde se encontra, assim como, o reconhecimento da escola no seu contexto social. Sendo um centro recente o trabalho de consolidação de práticas ainda agora começou, no entanto, existe uma boa base de partida para um trabalho de qualidade. Parabéns aos adultos que terminaram o seu processo neste dia e à equipa pelo trabalho realizado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Inteligência Emocial e Competências

«Níveis da Inteligência Emocional:

1. Auto-conhecimento emocional – Auto consciência: conhecimento que o ser humano tem de si próprio, de seus sentimentos ou intuição. Esta competência é fundamental para que o homem tenha confiança em si (autoconfiança) e conheça os seus pontos fortes e fracos;

2. Controle emocional – Capacidade de gerir os sentimentos: é importante saber lidar com os sentimentos. A pessoa que sabe controlar os seus próprios sentimentos dá-se bem em qualquer ambiente ou em qualquer acto que realize.

3. Auto motivação – Ter vontade de realizar, optimismo: Pôr as emoções ao serviço de uma meta. A pessoa optimista consegue realizar tudo o que planear pois tem consciência que todos os problemas são contornáveis e resolúveis.

4. Reconhecer emoções nos outros – Empatia: saber se colocar no lugar do outro. Perceber o outro. Captar o sentimento do outro. A calma é fundamental para que isso aconteça. Os problemas devem ser resolvidos através do diálogo sincero. As explosões emocionais devem ser evitadas para que não prejudiquem o relacionamento com os outros.

5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais – Aptidão social: a capacidade que a pessoa deve ter para lidar com as emoções do grupo. A arte dos relacionamentos deve-se, em grande parte a saber lidar com as emoções do outro. Saber trabalhar em grupo é fundamental no mundo actual.»
Fonte: aqui.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Auto-Formação: A Competência-Chave do Século XXI

«O desfase permanente entre educação e trabalho que de maneira inevitável gera o modelo anterior de detecção e tratamento das necessidades formativas, incrementado hoje pelo ritmo em que se produzem as mudanças tecnológicas e a facilidade para aplicar a todos os componentes do processo produtivo essas tecnologias de forma que a dessincronização entre formação e trabalho faz-se visível já nos mesmos inícios da vida laboral de um trabalhador, convida a pensar num novo modelo de diagnóstico das exigência formativas, um novo tipo de distintivos, características, qualificações do trabalhador, mais de acordo com a nova natureza dos processos de produção e, sobretudo, formas diferentes de aquisição e fomento dessas características. Três problemas ou objectivos à formação do nosso tempo – necessidades formativas, modo de diagnosticá-las e maneira de adquiri-las e certificá-las – que lentamente estão a conduzir a um novo modelo de formação; vamos por partes.

a) Modos de geração e aquisição de competências: mais além do inventário.
a.1) Um enfoque inter-relacional como matriz geradora de competências.
a.2) Modos de aquisição e desenvolvimento de competências:

Algumas características dessas competências, por exemplo, o predomínio da componente informativa numa sociedade que assim se tipifica, pode gerar a impressão que o cenário ou a forma mais idónea de aquisição e fomento dessas capacidades e habilidades é individual, quando é precisamente o contrário: são formas sociais de ensino, aprendizagem e acção as que facilitam a aquisição e desenvolvimento dessas competências no indivíduo. Este tipo de conteúdos, se assim se pode chamar, é mais facilmente assimilado pelo sujeito quando a tarefa se realiza em grupo e, sobretudo, quando a tarefa realizada em grupo exige da colaboração e cooperação de todos os membros do grupo; é como se neste nível de competências fosse primordial o princípio pedagógico geral de que a aprendizagem é um processo que se desenvolve no indivíduo mas que exige “a presença” dos outros; perante os modelos de formação e de trabalho predominantemente individualistas e isolados, o enfoque das competências exige inevitavelmente a consideração do outro, de o outro e dos outros.»

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Modelo Relatório Final: RVCC de Nível Básico

A equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul adaptou e utiliza um modelo (tendo por base um documento elaborado pela equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré) de relatório final para o processo de RVCC - Nível Básico - que considero muito útil partilhar neste espaço pois, um dos mais relevantes aspectos na documentação relativa a este tipo de processos é a forma como a informação é organizada e a forma como pode ser um elemento determinante na comunicação entre equipas (RVCC/EFA).

domingo, 5 de abril de 2009

Três pontos de reflexão: RVCC e CNO.

Ao longo dos últimos 3 meses, os primeiros deste ano, tenho observado algumas situações relativamente aos Centros Novas Oportunidades e ao trabalho realizado no âmbito do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências que me levantam questões. Deixo aqui três dessas questões.

a) Uma das questões que emerge dos três primeiros meses deste ano está relacionada com a estabilidade das equipas nos Centros Novas Oportunidades integrados em escolas públicas. Com a proximidade do fim do ano lectivo a incerteza da continuação nas actuais funções e para alguns a certeza de cessação dessas mesmas funções deixa um problema grave à estabilidade do trabalho realizado. Por um lado existe a necessidade de consolidar o trabalho realizado até ao momento, por outro, na necessidade de implementar metodologias de transferência de conhecimentos e práticas que foram construídas ao longo do tempo. Penso que urge, às entidades tutelares responsáveis, ponderar modelos de futuro para a particular realidade destes elementos das equipas no que diz respeito à contratação, assim como, às equipas nesta fase, para a construção de um modelo de partilha e consolidação dos métodos de trabalho de forma a transformar esses conhecimentos, recursos e práticas em estratégias transferíveis para outros elementos ou novas integrações de elementos nas equipas.

b) A questão das metas tem sido transversal a toda a implementação do processo de RVC e da estruturação da Iniciativa Novas Oportunidades – vertente Adultos. No entanto, se queremos efectivamente regular o processo por via de metas relativas à qualificação devemos alargar os campos de análise e procurar enquadrar essas metas na realidade regionais, assim como, nos diferentes percursos de qualificação (RVCC, EFA, Modulares) disponíveis em cada Centro Novas Oportunidades. Por muito que o discurso caminhe para a orientação dos adultos para vias de qualificação alternativas ao processo de RVC, a verdade é que a existência de metas focadas neste processo e nesta via limita efectivamente esse caminho de diversidade. Por outro lado, quer a aposta na publicidade, como na forma como a mensagem se transmite publicamente tem sido dirigida para o que os adultos (publico-alvo desta iniciativa) chamam do “Curso das Novas Oportunidades”, ou seja, o processo de RVCC. A aposta na Educação e Formação de Adultos deve ser tão mais eficaz quanto mais ricos são os percursos diferenciados para o fazer.

c) Existe ainda uma ténue aposta nas redes entre Centros Novas Oportunidades. Aqui reside muito do problema quando se fala no reconhecimento social do processo de RVC ou da Iniciativa Novas Oportunidades – vertente Adultos. A resposta individual dos centros resulta muitas vezes numa estratégia isolada, incapaz de dar uma reposta efectiva à procura de qualificação ( e não só) de muitos adultos. Tenho, por experiência própria observada no terreno, que é muito mais fácil atingir números com qualidade e reconhecimento social pelos adultos e comunidades locais, quando o trabalho é feito em redes de cooperação e não isoladamente. Por isso, deixo uma apresentação que pode ajudar os Centros Novas Oportunidades na criação de redes de trabalho colaborativo essenciais para a qualidade e valorização do processo de RVC.

sábado, 4 de abril de 2009

Registos, Júris e Equipas...

Ao ler os Portefólios de muitos adultos registo que, reconhecer competências, deve ser um exercício de reconhecimento social do valor da vida enquanto caminhada para a aprendizagem individual e colectiva de cada um dos adultos que se encontram a procurar terminar um nível de qualificação. Esse reconhecimento social é tão relevante como o próprio processo de RVC em si mesmo.

Uma conversa com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Inês de Castro levou-me a conhecer um pouco mais as actividades que esta equipa tem vindo a desenvolver. Tenho a destacar a equipa de formadores que, pela sua experiência, tem uma abordagem ao processo de RVC muito positiva e centrada na qualidade. Destaco o crescimento necessário e consolidação de práticas a realizar que, com a qualidade dos elementos da equipa, será conseguida se sustentada em processo de consolidação sistematizada das práticas implementadas.

Tenho também a destacar o trabalho realizado pela equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. O trabalho de adequação de uma equipa a um desafio, como o que este centro aceitou com uma parceria com uma empresa, a Socertima, resultou num desafio muito positivo. Um desafio para uma equipa recentemente formada que tem crescido na sua capacidade de adaptação, adequação e apropriação do espírito do processo de RVC. Para eles vai o meu reconhecimento de um trabalho cada vez mais interessante e de qualidade.

Estive presente num júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho, sobre os júris em contexto/local de trabalho dos adultos sempre o receio que se colem a um modelo muito centrado num processo de reconhecimento de competências profissionais. No entanto, a visita ao Porto de Aveiro, que realizei para um júri resultou numa mostra de competências em contexto que tornaram a leitura de algumas evidências muito mais clara, quer para mim enquanto Avaliador Externo, quer para a equipa de formadores. Parabéns aos adultos e à equipa pelo trabalho realizado.

Por convite da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul, centro que no Mês de Abril estará em destaque neste blog, estive presente na primeira sessão de júri deste centro. Tenho a destacar a forma como o trabalho realizado pela equipa resultou numa valorização pessoal efectiva dos adultos e o reconhecimento social do processo de RVC no contexto de retorno à aprendizagem e qualificação para muitos adultos. Quando assim é o resultado do trabalho, que neste caso é de qualidade e rigor, torna-se evidente e capaz de promover mudança de várias pessoas face à aprendizagem, formação e formação ao longo da vida. Parabéns aos adultos e à equipa pelo trabalho realizado.

Estive ainda, no final do Encontro sobre o processo de RVCC organizado pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Foi muito agradável rever equipas que fazem parte da minha rede de trabalho, assim como, de amizade. Pelo que me foi dado a entender este encontro foi muito positivo pela troca de práticas entre centros e pela transferência de experiências entre equipas.

Reitero os parabéns às equipas pelo trabalho realizado e principalmente a todos os adultos que terminaram os seus processos. Parabéns!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fórum Qualificação 2009

«A Agência Nacional para a Qualificação, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e as Direcções Regionais de Educação, vai organizar o Fórum Qualificação 2009: Escolhas com Futuro, nos dias 7, 8 e 9 de Maio, na Exposalão, na Batalha. Trata-se da segunda edição desde evento, depois do sucesso que constituiu a realização do primeiro Fórum, em Junho de 2008, no Centro de Congressos de Lisboa. Esta iniciativa, aberta ao público em geral, terá como destinatários privilegiados os jovens que se encontrem a concluir o 3º ciclo do ensino básico (9º ano de escolaridade) ou que estejam no início do ensino secundário e pretendam repensar o seu trajecto escolar ou formativo. 
Este evento terá o formato de uma "vila das profissões", onde decorrerá uma mostra de projectos, trabalhos e actividades desenvolvidos pelos alunos e/ou formandos das escolas e centros de formação profissional, com mais de cem stands e espaços apropriados a actividades de animação. Nesta vila, cada praça corresponde a uma grande área de educação/formação, assinalada pela cor e por sinalética, existindo ainda espaços de descanso e um jogo: a Roda das Profissões. Através de actividades lúdicas, os jovens visitantes vão poder associar formações a profissões e conhecer as competências e os saberes inerentes a cem saídas profissionais. 
Tal como sucedeu na edição de 2008, cada stand representará um curso e as respectivas saídas profissionais, através de actividades práticas. Esta mostra será assegurada por mais de cem entidades, representando modalidades formativas de dupla certificação para jovens (cursos profissionais, cursos de aprendizagem e cursos de educação e formação).
O Fórum Qualificação 2009: Escolhas com Futuro assume como objectivos principais divulgar a diversidade de cursos contemplados pelas diferentes modalidades de educação e formação; promover as ofertas profissionalizantes junto dos jovens que concluíram o 9º ano de escolaridade, das comunidades educativas e formativas e do tecido empresarial e socioeconómico; valorizar socialmente as formações e as certificações adquiridas pelos jovens no âmbito dos cursos profissionalizantes; evidenciar as vantagens das aprendizagens centradas no desenvolvimento de competências em detrimento de aprendizagens focadas na transmissão de conteúdos; disseminar as vantagens obtidas com os cursos que conferem dupla certificação (escolar e profissional), incentivando à procura das vias profissionalizantes e, ainda, despertar o interesse das entidades empregadoras pelas vantagens resultantes da contratação de jovens que concluíram percursos profissionalizantes.
A selecção das entidades participantes foi feita com base nos projectos apurados num concurso lançado em Janeiro passado, intitulado "Projectos com Futuro", e ainda de alguns convites que as entidades organizadoras decidiram efectuar, colmatando lacunas em aberto.
O Fórum Qualificação 2009 estará aberto durante os três dias, entre as 10h00 às 18h00, no Pavilhão 3 da Exposalão, na Batalha, esperando-se que a mostra reúna aproximadamente quinze mil visitantes, oriundos de todo o país.»

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sobre o Encontro de dia 18 de Abril: Góis

Devido a um conjunto de e.mails que recebi a pedir esclarecimentos sobre o encontro "RVCC e Aprendizagem ao Longo da Vida: Desafios Radicais" que terá lugar no dia 18 de Abril em Góis deixo um conjunto de informações em resposta:

O encontro esteve incialmente ligado aos Centros Novas Oportunidades com que trabalho directamente. Devido ao número de pedidos e ao número limite de inscrições são considerados ainda inscrições de Centros Novas Oportunidades que manifestem o seu interesse em participar.

Para participar, todos os Centros Novas Oportunidades devem enviar-me um e.mail com o nome completo, função e contacto dos elementos das equipas que irão estar presentes (principalmente devido ao registo no seguro que é obrigatório). A data até à qual o podem fazer é ao dia 3 de Abril.

O dia consistirá no seguinte:
– Multiactividade em Góis com slide, rapel, btt, tirolesa, canoagem e tiro com arco – Horário das actividades das 10-12h30 e 15h-17h30. O grupo será dividido em 6 sub-grupos e vão trocando pelas actividades. Cada sub-grupo faz 3 actividades de manhã e outras 3 actividades à tarde. Não é obrigatório que todos façam as actividades e estão previstos locais apenas para descanso ou caminhadas ligeiras para aqueles que o desejarem. Almoço 12h30-15h. O valor da inscrição será entre os 15 e os 25 euros pagos após inscrição em data a indicar.

Neste encontro, de forma informal serão discutidas práticas, mobilizadas estratégias de consolidação das equipas, trocado experiências e criadas redes de colaboração entre Centros Novas Oportunidades.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dia Internacional de Histórias de Vida: Divulgação

Por convite da Dra. Filomena Sousa estou a colaborar na organização do Dia Internacional de Histórias de Vida, projecto que acho muito interessante e importante para a valorização da aprendizagem ao longo da vida na sociedade portuguesa actual e futura.

Nos próximos dias irei contactar todos os Centros Novas Oportunidades com que colaboro directamente para identificarem adultos e histórias de vida para serem partilhadas neste projecto.

Este projecto, consolidado por práticas de trabalho anteriormente desenvolvidas pela Cooperativa MemóriaMédia revela-se de uma actualidade fundamental para a valorização da História de Vida como metodologia de trabalho no campo da Educação, mas também, como movimento social de valorização da aprendizagem em contextos diversos a reconhecer por todos.

Assim a causa defendida define-se como:

Todas as pessoas têm um papel na sua comunidade, ouvir as suas histórias é uma forma de promover a integração pessoal e social, é uma forma de promover a identidade e memória colectiva.

O objectivo da campanha:
  • Criar uma rede (movimento) nacional de voluntariado que sensibilize o país para a importância da partilha de histórias de vida
  • Contribuir para que a história de cada pessoa seja valorizada pela sociedade.
As acções:
  • Programação, nos dias 15, 16 e 17 de Maio, de eventos que abordem a temática das Histórias de Vida;
  • Encontros com uma, duas ou mais pessoas que partilhem histórias da sua vida - encontros organizados em todo o país por entidades públicas, privadas, colectivas e individuais - municípios, bibliotecas, associações, escolas, universidades, particulares e outras entidades).

terça-feira, 31 de março de 2009

Conhecimento: Dinamizar a Consolidação nos CNO

Existe, cada vez mais, uma necessidade dos Centros Novas Oportunidades consolidarem práticas e organizarem o conhecimento produzido pelos diferentes elementos da equipa, assim como, da transferência de práticas entre Centros e entre elementos das equipas. Seria bom ter em conta algumas ideias como:

« O Conhecimento apresenta características como:
• O conhecimento é "divulgável" e auto-reproduz-se (isto é, expande-se à medida que é utilizado);
• O conhecimento é passível de substituição (novos conhecimentos, que elevam a produção e a produtividade, podem induzir ao abandono de antigos paradigmas);
• O conhecimento é transportável (pode ser transmitido para qualquer lugar do mundo na velocidade da luz); e
• O conhecimento é "compartilhável" (sem prejuízos àquele que desenvolveu um conhecimento, o mesmo pode ser transferido para outras pessoas).

Processos estratégicos devem ser mapeados e trabalhados do ponto de vista da gestão do conhecimento; também as competências, devem ser mapeadas, e determinados os gaps de capacitação a serem providos. A memória organizacional deve ser registrada e documentada, além de estar sujeita a mecanismos de recuperação e socialização (bancos de dados, sistemas de gestão electrónica de documentos, mecanismos de busca e indexação); uma ontologia (descrição dos objectos do sistema, com atributos e relações) deve ser estabelecida, já que o conhecimento, como visto anteriormente, tem também o seu lado objectivo. Heurísticas, algoritmos e procedimentos precisam interligar os objectos, na forma de relacionamentos. Finalmente, devem ser estabelecidos indicadores de desempenho estratégicos, como forma de se medir a eficácia do sistema.»
Fonte: aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

As vantagens do processo de RVCC.

Nas minhas visitas entre páginas dos Centros Novas Oportunidades, encontrei uma boa definição para as vantagens no ingresso e conclusão de um percurso de RVC.

  • Possibilitar a conclusão do ensino secundário, sem ter de voltar ao ponto da formação académica em que ficou;
  • aumentar o nível de qualificação;
  • melhorar a sua situação profissional;
  • facilitar a sua progressão na carreira;
  • dispor de mais saídas profissionais;
  • permitir o prosseguimento dos estudos de nível superior;
  • incentivar o interesse pela formação ao longo da vida;
  • favorecer a auto-estima, a auto-confiança e a autonomia;
  • proporcionar uma maior valorização pessoal;
  • promover o seu estatuto social.
Fonte: aqui.

Gestão do Conhecimento: Dinâmicas Locais

domingo, 29 de março de 2009

Mais um encontro? Dia 18 de Abril

O desafio foi-me lançado pelo coordenador do CNO da Escola Secundária da Anadia. Chegou sob a forma de uma pergunta: "porque não juntas os CNO com quem trabalhas e fazes um encontro?". Eis a minha resposta.

Durante este fim-de-semana enviei para todos os Centros Novas Oportunidades com que colaboro um convite para um "encontro". Por estar um pouco cansado do modelo de encontros com conferências e palestras, o desafio é outro.

No próximo dia 18 de Abril, entre as 9.30 horas e as 18.00 horas, os Centros Novas Oportunidades que aceitarem o desafio que enviei no convite irão reunir-se em Góis para um dia de partilha, troca de ideias e ainda: uma multiactividade com slide, rapel, btt, tirolesa, canoagem e tiro com arco. Para os menos aventureiros haverá espaço para uma caminhada ou simplesmente um espaço para admirar a paisagem e aproveitar o ar da serra. No intervalo um almoço para provar a gastronomia da região. As inscrições decorrem até dia 3 de Abril, via e-mail.

No entanto este encontro tem objectivos claros. Desde o team-building, ao conhecimento de práticas entre equipas e reflexão conjunta sobre a Educação e Formação de Adultos. Este encontro, sendo ao ar livre, conta com todos para ser um momento único de partilha e aprendizagem informal.

sábado, 28 de março de 2009

Encontro e Júri.

Falar hoje em Educação e Formação de Adultos é referir este movimento actual de transformação das aprendizagens ao longo da vida em processos de reconhecimento da Escola como local de integração e redescoberta de percursos de qualificação.

Por convite do Director do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (Joane – Vila Nova de Famalicão) estive presente como moderador no Encontro “Desafios da Aprendizagem ao longo da Vida: Consolidar e (Trans) Formar para o Futuro”. Foi um encontro interessante pelas apresentações realizadas pelos oradores, mas também, pelas indicações deixadas. De referir a interessante reflexão em torno do presente e futuro da Iniciativa Novas Oportunidades e resultados da Avaliação Externa em curso, realizada pela Dra. Maria do Carmo Gomes (ANQ) ao destacar a mudança que o processo tem nos adultos que frequentam o percurso de RVC e que são de registar no desenvolvimento de competências transversais em todas as áreas. Destaco também a apresentação feita pelo Prof. Eugénio Peixoto sobre o processo de acesso ao Ensino Superior “+ de 23 anos”. A experiência da Universidade do Minho neste campo é de um trabalho de qualidade com resultados muito positivos. Estiveram também na mesa que tive a honra de moderar a Dra. Olívia Santos Silva e o Prof. Luís Alcoforado, que realizaram apresentações sobre Educação e Formação ao Longo da Vida. Tenho que destacar o que referi, no final do evento, que este foi dos primeiros encontros em que não ouvi falar na luta pela qualidade. Para mim este é um ponto muito positivo. Indica que o trabalho realizado pelos CNO é hoje um dado consolidado na qualidade como objectivo central. Gostei de lançar a ideia que agora é necessário recentrar o discurso, preocupação e estratégia no reconhecimento social do processo. Um desafio de futuro composto por muitas batalhas a travar num tempo próximo. Foi também, muito positivo encontrar pessoas que, pela distância, só consigo (re)encontrar nestes momentos.

Estive também numa Sessão de Júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Queria destacar a presença da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul, que acompanhou o dia de trabalho. Tenho que referi a abertura que a equipa do CNO da E.S. da Gafanha da Nazaré tem demonstrado na partilha de conhecimentos, práticas e recursos com outros CNO. É sempre muito positivo verificar esta abertura. Quero ainda destacar um momento de apresentação de um dos adultos que terminava o seu processo de RVC Secundário e que teve a presença do profissional RVC que o acompanhou no início do processo e que se deslocou para assistir. É de referi que observei também o regresso de adultos que já tinham terminado o seu processo e que se deslocam ao centro quer para (re)visitar a equipa, quer para procurar informação complementar para a sua qualificação. Este espírito revela um trabalho de elevada qualidade, dedicado aos adultos e à qualificação, muito para além do que é pedido a cada um dos elementos da equipa.

Deixo, como sempre, os meus sinceros parabéns aos adultos que terminaram o seu processo de RVC e que, com a vontade de regressar ao percurso de aprendizagem, procuram agora novos caminho de qualificação. Parabéns!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Nova Campanha: Novas Oportunidades

A ANQ lançou uma nova campanha de publicidade sobre a Iniciativa Novas Oportunidades, vertente adultos. O relato da Vanessa Fernandes está bem conseguido e a imagem da meta e objectivo pessoal da qualificação é uma ideia inteligente e bem estruturada. Se o papel da adesão está conseguido, o papel do esclarecimento e aposta no reconhecimento social do processo de RVC e das ofertas de formação para Adultos está ainda a começar e tem que ser uma aposta a curto prazo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Relato: Profissional RVC

Tenho, por hábito, de tempos a tempos, colocar neste espaço relatos de adultos que terminam o seu processo de RVC. Hoje decidi colocar um relato de uma profissional, principalmente pelo seu conteúdo. Aqui fica:

"Hoje tive uma experiência marcante, para juntar a tantas outras que vou vivendo nos percursos da vida. Hoje bateu-me à porta um senhor. Estava muito sujo, de barba por fazer, primeiro pensei (no pensamento estúpido que vamos formando na rotina dos dias...) que se tivesse enganado. Mas não, era mesmo para o Centro, percebi-o assim que se sentou e me disse, com um olhar vivo e brilhante, que há muito tempo que ouvia um anúncio na rádio por "causa de se voltar à escola". O mesmo olhar que reconheço sempre em quem tem curiosidade, em quem quer aprender, sempre mais e mais, contra o fatalismo da idade ou das convenções sociais. O senhor não tem quaisquer habilitações, não sabe ler nem escrever, apenas assinar o nome numa escrita rudimentar, que fez questão de me mostrar no novíssimo Cartão do Cidadão. Pegámos nesse mesmo cartão para tentar ver o que sabia o senhor afinal. Soletrou com orgulho: P-O-R-T-U-G-A-L. Não sabe juntar as letras, por isso, apesar de as soletrar, não sabia que ali estava escrito o nome do seu país. Fiquei esmagada. Não por ser a primeira vez que contactava com uma pessoa analfabeta ou por achar que não existem (há quem diga por aí que o analfabetismo em portugal é "residual..."). Felizmente vivo no mundo real, real demais. No mundo em que há um senhor de 68 anos que me diz: "tem-me feito mais falta ler e escrever do que o pão". No mundo em que no ano passado, recentemente, não foi autorizado um curso de alfabetização para 9 (N-O-V-E) pessoas. Porque eram só N-O-V-E. Não hei-de descansar enquanto essas nove pessoas, mais o senhor Artur, mais outras que estejam "perdidas" noutras instituições tenham a OPORTUNIDADE de ter o direito fundamental de aprender a ler e a escrever. Quando lhe disse que, neste momento, não tinha resposta para lhe dar, o senhor chorou e disse "nós é que precisávamos! tem-me feito tanta falta! eu não pude mesmo estudar, com 4 anos já andava a criar cabras". Este é o Portugal real, fora dos gabinetes onde se decide a certificação e/ou a qualificação. Deixei-me estar com o senhor Artur, sem olhar para o relógio, sem pensar em sistemas informáticos que tentam controlar o nosso tempo. E naquele momento ouvi aventuras vividas em França, em Espanha, e a dureza da vida que o afastou da escola, que agora procura, com 68 anos, disposto a ir "para onde for" para aprender a ler e a escrever. "Vai aprender", respondi-lhe.»
Fonte: aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Experiência e Aprendizagem: Igual?

«Os princípios de base nos quais se suportam as práticas de reconhecimento e de validação encontram-se em coerência com a perspectiva da aprendizagem experiencial dos adultos, ao valorizarem as aprendizagens resultantes de uma diversidade de contextos e de situações e ao lhes atribuírem legitimidade. No entanto, experiência e aprendizagem não são sinónimos; não são as experiências que são reconhecidas e validadas, mas sim as aprendizagens e as competências que resultam de um processo de aprendizagem experiencial; como evidenciámos, a experiência é a base e a condição para a aprendizagem, e, para que seja formadora, ela tem de ser reflectida, reconstruída, conscientizada. O resultado deste processo é a elaboração de novos saberes, de novas representações, contribuindo para a transformação identitária da pessoa e da sua relação com o mundo. O saber resulta do confronto e da transformação da experiência
Fonte: Aprendizagem de adultos: contextos e processos de desenvolvimento e reconhecimento de competências, Ana Luísa Pires.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Encontro RVCC: 3 de Abril - Gafanha da Nazaré

No dia 3 de Abril de 2009, terá lugar o encontro RVCC - Troca de Experiências. Fica, em formato de consulta, o programa do evento. Para inscrições e informações consultar o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré.

Encontro RVCC[1] Encontro RVCC

Mudança na Realidade: Reflexão.

«Numa sociedade baseada no conhecimento, os indivíduos devem continuar a actualizar e a melhora as suas competências e qualificações e recorrer a um leque de contextos de aprendizagem tão vasto quanto possível. (…)
As lacunas (ainda) a colmatar resultam frequentemente de uma visão por demais limitada às exigências da empregabilidade ou de uma tónica exclusivamente colocada na recuperação daqueles que escaparam por entre as malhas do ensino inicial. Estes elementos justificam-se, mas não constituem em si mesmos uma estratégia de aprendizagem ao longo da vida que seja verdadeiramente integrada, coerente e acessível a todos.»
Fonte: Relatório intercalar conjunto do Conselho e da Comissão Europeia (2004)

Com a Iniciativa Novas Oportunidades num momento e ano de desenvolvimento acelerado, penso que este aviso, como outros realizados no âmbito das análises que têm sido feita pelos países da União Europeia são de ponderar. Não estaremos a centrar a resposta dada pelos Centros Novas Oportunidades exclusivamente “na recuperação daqueles que escaparam por entre as malhas do ensino inicial”? Sei que alguns irão comentar que a criação do Catálogo Nacional de Qualificação responde a essa questão. Mas eu refiro-me à questão do reconhecimento social do processo e não à articulação escola-trabalho. As parcerias entre escolas e empresas, a articulação com elementos, organizações e entidades externas, a capacidade de prospectivar e consciencializar para caminhos de qualificação são estratégias fundamentais para o valor estrutural do processo. São precisas políticas nacionais para responder ao movimento da Iniciativa Novas Oportunidades como um todo. Como uma efectiva alteração do modelo social e pessoal. Tenho a destacar que li, recentemente, um comentário que me deixou preocupado. Dizia uma adulta que tinha acabado o processo de RVC de nível Secundário que se sentia profundamente desiludida pois, apesar de ter feito um trabalho de qualidade no processo e após o mesmo, a sua situação face ao emprego (neste caso, desemprego) permanecia. Sabemos que o momento que o mercado de emprego não favorece a resolução desta situação. No entanto, o que dizer a tantos adultos que querem obter formação ou desenvolver competências depois de terminarem um determinado grau de certificação escolar e que não encontram na lei (e principalmente nas atitudes e apoios) uma possibilidade de resposta para essa mesma vontade? Penso que está na altura de pensar a nível transversal e global. É preciso que esta Iniciativa possa mudar, de facto, a forma como todos olhamos para a aprendizagem ao longo da vida. Que não seja só essa recuperação de percursos escolares ou de qualificação profissional mas, antes de tudo o resto, uma oportunidade para mudarmos a forma como o conhecimento, os saberes, a informação e formação tomam parte integrante, estruturante e efectiva na melhoria do desempenho de cada um dos adultos não só no momento actual como ao longo de um futuro incerto e imprevisível. Urge pois, pensar uma política integrada de resposta à qualificação e valorização pessoal e profissional e não nos limitarmos às conquistas (de valorizar) que foram atingidas. É altura de pensar a longo prazo. Consolidar um projecto é tão importante como o implementar e regular. Se no terreno os Centros Novas Oportunidades começam a pensar em redes de colaboração, precisamos agora, de alertar para a necessidade de políticas articuladas para a integração desta nova realidade que resulte numa efectiva valorização da aprendizagem ao longo da vida. Fica mais uma reflexão.

domingo, 22 de março de 2009

Aprendizagens: Significativa vs Mecânica

«Novak (1980) salienta que a aprendizagem significativa apresenta quatro grandes vantagens sobre a aprendizagem por memorização ou mecânica:

• Os conhecimentos adquiridos significativamente ficam retidos por um período maior de tempo.
• As informações assimiladas resultam num aumento da diferenciação das ideias que serviram de âncoras, aumentando, assim, a capacidade de uma maior facilitação da subsequente aprendizagem de materiais relacionados.
• As informações que não são recordadas (são esquecidas), após ter ocorrido a assimilação, ainda deixam um efeito residual no conceito assimilado e, na verdade, em todo o quadro de conceitos relacionados.
• As informações apreendidas significativamente podem ser aplicadas numa enorme variedade de novos problemas e contextos.»

Fonte: aqui.