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Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.

Importa sublinhar, antes do mais, que um Portefólio não é um mero repositório de trabalhos "organizados" numa pasta de arquivo ou numa caixa.
Durante alguns anos e acompanhando muitos processos de RVC, vi muitas vezes representações da história de vida, promovidas inicialmente em dinâmicas individuais, que representavam o tempo e a vida como uma linha. Ou como um gráfico. Mas e se o tempo não for linear? E se não passar de uma sequência de acontecimentos a que nós, por uma lógica personalizada, procuramos dar sentido. Lembro-me das leituras das obras de Stephen W. Hawking. Ora, tomemos então como lógico que cada um de nós, com as aprendizagens da vida, nos centramos em momentos que são, para nós, claros, objectivos, emocionalmente válidos e lógicos do ponto de vista das aprendizagens.
Tendo por base os princípios fundamentais de um processo de Reconhecimento de Competências, o primeiro passo é “descobrir”, com o adulto, os seus marcos de aprendizagem. Este processo exige tempo, dedicação, humildade e uma imensa capacidade de observação por parte do técnico que acompanhará o adulto nessa “viagem”. Só existe, para esta fase, o caminho da entrevista orientada. Destruindo este termo técnico, o técnico e o adulto devem conversar e pensar. Sobre a história de vida do adulto, mas, acima de tudo, sobre os pontos/momentos de aprendizagem que, ao longo da vida se foram estruturando e consolidando como competências.
Aqui o papel do técnico, como do adulto, será registar esses momentos. Não no sentido de serem uma linha de tempo ou uma história de vida. A ideia é mesmo, tomando com imagens um álbum de fotografias, que o adulto construa esse conjunto de registos, independentes ou sequenciais mas de acordo com a sua própria concepção dos mesmos. Há, no entanto um papel fundamental do técnico. Acompanhar o adulto nesse registo de forma a promover uma forma de dissecar essas vivências e descobrir com o adulto os conhecimentos, aptidões e capacidades. No fundo, o que teremos, no final desta fase é uma história de vida que é um mapa. Um mapa que liga pontos entre si, da forma que o adulto os entende como válidos para si e observando em conjunto com o técnico os saberes adquiridos ao longo da vida. Fica, em imagem, o que poderia ser um desses mapas.
Tentar criar uma metodologia/teoria no contexto educativo nunca tem um princípio e um fim definido. Por isso, o fundamental para mim foi encontrar a ideia fundamental.
E vou terminar este ponto com outra influência. No último ano estive inscrito num Mestrado da Universidade de Aveiro. Multimédia em Educação. Inscrevi-me por via de querer saber mais sobre a Teoria da Flexibilidade Cognitiva. Encontrei, não a explicação, mas a prática. Mas, como é meu hábito, mais do que ir para “aprender”, fui para tomar parte de um movimento que está a surgir. E encontrei, em duas cadeiras, dois fundamentos que considerei extremamente importantes: o conceito/teoria de Connectivismo e o dos marcos de aprendizagem. Curiosamente, este último conceito foi-me apresentado numa das cadeiras que considerei menos interessantes. Do primeiro conceito/teoria retirei a lógica da mudança da aprendizagem colaborativa e em rede que as novas tecnologia potenciam e do segundo um modelo de avaliação sustentado nas conquistas de aprendizagens e analise formativa dessas mesmas aprendizagens.
Estive presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Seis candidatas ao Nível Secundário realizaram as suas apresentações finais do seu projecto. Tenho que destacar o excelente trabalho que a equipa tem desenvolvido e partilho aqui um instrumento utilizado, designado de “Narrativa Digital” e que resulta de uma verdadeira integração da História de Vida no contexto do processo de RVC. Parabéns à equipa pelo trabalho de mobilização de competências que realizou com cada uma destas candidatas.
Estive também presente numa sessão de Júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora em Condeixa. Quero destacar, neste momento, o trabalho realizado pela equipa na preparação e articulação entre áreas. Quero também deixar uma palavra especial às profissionais Dra. Maria João e Dra. Vânia, pelo excelente acompanhamento que fazem ao longo do processo, a cada um dos adultos que, de forma muito positiva apresentaram os seus projectos. Destaco também, a necessidade de consolidação das boas-práticas, a fazer, para consolidação do processo, mecanismo que todos os Centro deviam ter em consideração.
Estive, por convocatória da ANQ, num encontro para Avaliadores Externos e apresentação da plataforma que nos está destinada. É de salientar o bom trabalho que está a ser realizado neste campo. Sempre referi que, enquanto Avaliador Externo, sentia que a tutela não tinha a completa consciência do valor que podia e pode ter o nosso papel no âmbito do processo.
Tenho que destacar as palavras de justificação com a implementação do processo de RVC de Nível Secundário e aposta na formação dos Técnicos de Diagnóstico e Encaminhamento que se compreendem para uma organização que, ao mesmo tempo que se estruturava, tinha que dr resposta a todas as questões com estes dois campos de actuação. Destaco agora, como foi referido, que o papel do Avaliador Externo será reforçado e a relação/comunicação entre ANQ e a equipa de Avaliadores Externos será uma realidade. Desejo que o mesmo se passe entre os Avaliadores Externos entre si, pois será uma mais-valia fundamental para a criação de redes entre Centros.
Por último, estive numa reunião de trabalho, “convocada” por mim, com os Centros Novas Oportunidades das escolas: Escola Secundária da Anadia; Escola Secundária da Mealhada; Escola Secundária Marques Castilho (Águeda) e Agrupamento de Escolas da Pampilhosa. Numa sexta-feira, dia 13, às 18.00 horas na Escola Secundária da Anadia. Estiveram presentes todas as equipas. Só por si, pela dedicação destas equipas, este momento teria sido um sucesso. No entanto, quero partilhar que este encontro teve como ideia a criação de uma rede entre estes Centros. A verdade é que, o facto de eu ser Avaliador Externo destes centros permitiu que, pela primeira vez, e durante cerca de duas horas, as equipas fossem trocando ideias, metodologias de trabalho, dúvidas e ideias. Deste encontro vai nascer a plataforma (Rede MAPA). Esta rede tem como objectivo a partilha de documentação, recursos, informações, ofertas formativas, soluções de resposta conjunta. Tendo sido esta uma primeira experiência que tentei com este centros, quero destacar a abertura que todos tiveram na partilha de experiências e dúvidas. Obrigado às equipas por este momento que, para mim, foi também de aprendizagem.



Na sequência da apresentação criada para procurar operacionalizar a Orientação para a Validação de Aprendizagens Formais, criámos dois documentos de apoio e suporte ao registo das validações a realizar na reunião formal por parte das equipas. Os documentos apresentados servem como registo final e fundamentação das decisões tomadas. Assim, partilhamos o Plano e Intervenção Individual para o RVCC Básico e Plano de Intervenção Individual para o RVCC Secundário. Ambos os documentos estão disponíveis para download e podem/devem ser melhorados, adequados e adaptados.
Penso que é o momento de fazer esta reflexão e publicar uma posição que tenho tido publicamente e que penso ser útil esclarecer. Tenho assistido, nos últimos anos mas principalmente no final do ano passado e início do presente, a um fenómeno que achei curioso inicialmente e começo a achar preocupante neste momento. Durante muitos anos ouvia falar, aos adultos e às equipas, no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Hoje, este conceito foi substituído por outro… As Novas Oportunidades. O que se ouve é algo como: “Eu vim para as Novas Oportunidades.” ou “ Estou a completar o 9.º ano pelas Novas Oportunidades.”. Não nego a importância de uma “imagem de marca”. Não nego também que foi, devido a um estratégico uso da publicidade e marketing que a Iniciativa Novas Oportunidades teve/tem o sucesso que actualmente se verifica. Mas não posso deixar de alertar que, em alguns casos, o conceito essencial em que esta iniciativa assenta se está a perder. Isto é, a essência do processo de RVC, assente numa metodologia de Balanço de Competências está na base dos percursos de qualificação que os Centros Novas Oportunidades oferecem aos adultos e não qualquer outra coisa que, entre orientações técnicas, metas, desvios metodológicos introduzidos pela organização demasiado formal do processo e outras influências que tais tendem a deformar de tal forma a lógica essencial do processo que os próprios adultos deixam de falar de Reconhecimento de Competências e passam a falar em Certificação e Novas Oportunidades. Temos que, enquanto profissionais de rigor e da Educação, pensar prospectivamente e começar a procurar usar conceitos para o futuro como a ideia da Aprendizagem ao Longo da Vida e das Competências como “Saberes em Acção”. É por isso que, quando digo que é preciso pensar sempre “fora” do conceito “Novas Oportunidades”, falo nesta capacidade que podemos ter, equipas, tutela e avaliadores de efectivamente não fixar a qualificação/certificação adquirida num projecto/iniciativa que é determinado por um momento social e/ou político e desenharmos um projecto que teve este ponto de partida mas que terá o seu futuro numa estratégia sustentada de resposta no âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida como mecanismo continuo e continuado de valorização das aprendizagens e da educação/formação de adultos em Portugal. Fica uma reflexão em jeito de aviso…
Fiz, uma visita, ao Agrupamento de Escolas de Maceira, no âmbito de um convite que a Dra. Isabel Santos, formadora de CLC e LC me colocou, para ir conhecer os formandos do curso EFA Básico. Encontrei, como já esperava, um conjunto de pessoas dedicada, interessada e acima de tudo, para quem a aprendizagem se mostrou como algo de muito importante e relevante na sua vida. Foi com agrado que soube que estão a preparar actividades integradas na comemoração do 25 de Abril e que, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, irão visitar as turmas de CEF e outras, lendo textos seleccionados. Parabéns pelo trabalho realizado e pelo dinamismo!
Estive também no Encontro EFA- NS, promovido pelo Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o dinamismo da Dra. Isabel Campos que coordena uma equipa excepcional e que realizaram um dos melhores encontros sobre Cursos EFA e RVCC em que estive presente. Quer pelas ideias partilhadas, quer pela informalidade do debate, quer pela inovação e reflexão em torno de práticas e partilha de recursos de apoio. Parabéns pela organização e pelo trabalho realizado.
Estive também, num primeiro encontro com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal. Foi uma primeira reunião para conhecer a equipa e trocar ideias sobre a metodologia de trabalho. Tenho, neste campo, uma atitude sempre prudente, uma vez que, considero fundamental, na função de avaliador externo e quando este trabalha com mais do que um CNO numa mesma região, que dar a conhecer e eticamente cumprir princípios de auto-regulação da sua própria actividade. Uma vez que colaboro há alguns anos com outro CNO na mesma região devo ter em conta que um e outro conhecem a minha actividade. Por outro lado, encontrei uma equipa jovem e que me pareceu estar à procura de um apoio para melhoria do processo e um centro com muito boas condições logísticas e de organização. Espero poder ajudar e em breve conhecer mais da actividade desenvolvida.
Fui ainda, visitar a Dra. Patrícia Amado por me encontrar em Pombal ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Encontrei um conjunto de adultas que preparavam a sua apresentação para a sessão de júri. É sempre muito interessante para mim estas visitas, mesmo que por um tempo curto, como o foi, para conhecer as dinâmicas do processo.
E mais um júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Como falei já deste CNO em textos anteriores vou partilhar uma reflexão de uma adulta em sessão de júri. Dizia ela que, ao contactar o médico por causa de uma doença do seu filho, soube explicar a causa de uma doença, assim como, as suas consequências porque, para o processo de RVCC tinha elaborado uma pesquisa orientada integrada no seu PRA. Dizia a adulta que, pela primeira vez se tinha sentido capaz e importante por saber estar à altura daquela conversa. São estes pequenos registos que demonstram que um processo tem qualidade quando é feito com rigor, reconhecimento e dedicação.
Estive também presente numa sessão de trabalho com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Mealhada. Estes momentos de reflexão conjuntos com as equipas são fundamentais para entender e poder transferir entre entidades algumas boas práticas, assim como, registar algumas das dificuldades no terreno que as equipas vão tendo ao longo do tempo de acordo com as orientações, práticas e implementação do processo de RVCC. Destaco, desta sessão de trabalho, a dedicação que esta equipa sempre demonstrou para procurar realizar um trabalho de excelência, reformulando práticas e estratégias e melhorando as metodologias de trabalho. Parabéns pela capacidade de inovação e (re)construção sempre tendo em vista a melhoria contínua do processo.
Outra sessão de trabalho levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho. O assunto de debate estava relacionado com a orientação técnica para o reconhecimento das aprendizagens formais. Tenho sempre uma posição que procura ser clara em relação à função do Avaliador Externo. A minha função não é de orientar as práticas dos Centros Novas Oportunidades. É de assegurar que o que se encontra a ser promovido pela ANQ como entidade tutelar e as práticas são similares e adequadas. O trabalho realizado por esta equipa em torno da orientação resulta da leitura que alguns centros fizeram e que precisa ser desmistificada. A validação de aprendizagens formais não pode, num contexto de RVC, ser imediata nem directa. Penso que a equipa, após reflexão, encontrou um caminho de trabalho e seguirá com o objectivo de realizar um trabalho, como o vinha a fazer, de rigor, qualidade e adequação.
Durante o mês de Março estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tenho acompanhado o trabalho realizado pela equipa técnico-pedagógica deste centro e a sua procura de realizar um trabalho de qualidade e adequação ao contexto social de intervenção. Tenho também visitado o centro no âmbito do desenvolvimento de algumas actividades realizadas pelos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos e que se revelam como experiências muito positivas e integradoras para a qualificação de cada um dos adultos que procuram esta escola como resposta aos seus objectivos pessoais e profissionais.