sexta-feira, 13 de março de 2009

Criar um Metodologia: Fundamentos.

Dos 5 fundamentos que defini para esta metodologia vou destacar três. 

a)  O processo de aprendizagem, assim como, do desenvolvimento de competências exige tempo. Esse tempo não é essência em si mas, fundamentalmente, um mecanismo de apropriação e consolidação de conceitos estruturantes.
b) Existe, no processo de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento de competências em contexto, uma necessária consolidação de capacidades de gestão da adaptação dos conhecimentos e saberes.
c) A comunicação e a informação surge como um instrumento integrado de Gestão do Conhecimento no processo de aprendizagem e de desenvolvimento de competências.


quinta-feira, 12 de março de 2009

Criar uma Metodologia: Introdução

Durante os últimos anos acompanhei inúmeras equipas que, nos Centros Novas Oportunidades, implementavam o processo de RVC. Fui registando ideias, conceitos, métodos de trabalho e agora, depois de quase 10 anos a pensar a questão da implementação do processo de RVC e da introdução das Competências em contexto escolar, vou, nos próximos 4/5 dias, explicar a base de uma metodologia de trabalho para a Educação e Formação de Adultos a que chamarei de "Connecting the Dots" (Ligar pontos). O que farei nestes 5 (estou a pensar serem 5) textos, será apresentar os fundamentos da metodologia. Assim, o primeiro está relacionado com os mapas conceptuais.

«Os mapas conceptuais decorrem naturalmente da teoria de aprendizagem de David Ausubel, psicólogo educacional da linha cognitivista/construtivista que destaca a aquisição de conceitos claros, estáveis e diferenciados como factor preponderante na aprendizagem subsequente."

 
Na minha formação académica fui obrigado a realizar uma cadeira de Psicologia Educacional e não sendo a minha formação de base nesta àrea mas sendo obrigatória para a formação para professor que segui e a que sempre espero estar ligado, na altura não considerei muito relevante o seu conteúdo. Lembro-me, por seu lado, de uma conversa no café, com o Prof. Carlos Barreiras, sobre estes mapas conceptuais que me despertaram a curiosidade. Foi agora, muitos anos mais tarde, ao encontrar um texto de Steve Jobs que algumas ideias fizeram sentido. A ideia de criar uma metodologia, de raiz, foi-me proposta por um aluno. Disse-me que seria interessante que as ideias que partilhava com eles sobre a forma como tentava organizar o conhecimento para partilhar com ele fosse sistematizada. Assim, o que vou fazer aqui é mesmo isso. Explicar a lógica do nascimento dessa metodologia, de onde vêm o conhecimento que a sustenta, onde fui buscar a experiência para a criar e como a organizo na prática. Foi esse aluno também que, quando lhe recomendei um vídeo, este, sobre a criatividade, me colocou nova questão de saber porque é que eu, enquanto seu professor, não fazia o que lhe estava a indicar. Por isso, aqui está. Nos próximos dias tentarei fazer nascer neste blog essa metodologia e explicarei o meu pensamento e lógica até à sua conclusão. Espero ter, ao longo desta viagem, companheiros desse lado, para comentários...

"Ensino Profissional, Referenciar o Passado e Perspectivar o Futuro"

A Associação Nacional de Ensino Profissional (ANESPO) promove, no dia 13 de Março, o Seminário Nacional "Ensino Profissional, Referenciar o Passado e Perspectivar o Futuro", que decorrerá no Auditório da Fundação Cidade de Lisboa, no Campo Grande, em Lisboa. Este seminário insere-se no âmbito das comemorações do 20 º aniversário do ensino profissional, correspondendo a uma das actividades protocoladas com a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. 
Com esta iniciativa, a ANESPO pretende dar início a uma reflexão sobre o balanço da experiência destes últimos 20 anos e ainda sobre os desafios do futuro. De entre os convidados, destacam-se actuais e antigos governantes e representantes dos grupos parlamentares de diferentes partidos representados na Assembleia da República.
A sessão de abertura é às 10 horas e conta com as intervenções de Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, de Luís Capucha, Presidente da ANQ e, ainda, de José Luís Presa, Presidente da Direcção da ANESPO.
Às 11 horas, tem início o primeiro painel, intitulado "Referenciar o Passado: Os últimos 20 Anos", com intervenções de Eduardo Marçal Grilo, ex-Ministro da Educação e actual administrador da Fundação Gulbenkian, e de David Justino, também ex-Ministro da Educação e actual assessor do Presidente da República para as questões sociais.
No período da tarde, às 14h30, começa o segundo painel, designado "Perspectivar o Futuro do Ensino Profissional". Neste painel participam Paula Barros, do Grupo Parlamentar do Partido Socialista; Pedro Duarte, do Grupo Parlamentar do Partido Social-democrata; Miguel Tiago, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português e, ainda, representantes dos grupos parlamentares do Partido Popular e do Bloco de Esquerda, a designar.
Às 17 horas, realiza-se a sessão de encerramento, proferida por Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, e por de Manuel Pisco Lopes, Presidente da Assembleia Geral da ANESPO. 

Para mais informações e inscrições:

ANESPO - Associação Nacional de Ensino Profissional
Avenida 5 de Outubro, 176 - 1º Esq.
1050 - 063 Lisboa
Telf.: 217 818 320

terça-feira, 10 de março de 2009

Competências: 4 ideias

«1- Competência é a capacidade de mobilizar conhecimentos, valores e decisões para agir de modo pertinente numa determinada situação. Portanto, para constatá-la, há que considerar também os conhecimentos e valores que estão na pessoa e nem sempre podem ser observados.

2- Competências e capacidades pertencem à mesma família. A diferença entre elas é determinada pelo contexto. Uma capacidade, num determinado contexto, pode ser uma competência, por envolver outras sub-capacidades mais específicas. Por exemplo: a competência de resolução de problemas envolve diferentes capacidades — entre elas a de buscar e processar informação. Mas a capacidade de processar informações, em si, envolve capacidades mais específicas, como leitura de gráficos, cálculos etc. Logo, dependendo do contexto em que está sendo considerada, a competência pode ser uma capacidade. Ou vice-versa.

3- Para ser competentes, precisamos dominar conhecimentos. Mas também devemos saber mobilizá-los e aplicá-los de modo pertinente à situação. Tal decisão significa vontade, escolha e, portanto, valores. E essa é a dimensão ética da competência. Que também se aprende, que também é aprendida.

4- A capacidade de tomar decisões e a experiência estão estreitamente relacionadas na operação de uma competência. Tomar uma decisão, muitas vezes, implica certo grau de improvisação, mas uma improvisação orientada pela experiência. Não é por outro motivo que um piloto treina centenas de horas de voo antes de ser considerado apto a comandar um Boeing. É essa experiência que dá ao piloto condições de tomar uma decisão pertinente.

Em resumo: a competência só pode ser constituída na prática. Não é só o saber, mas o saber fazer. Aprende-se fazendo, numa situação que requeira esse fazer determinado. Esse princípio é crucial para a educação. Se quisermos desenvolver competências nos nossos alunos, teremos de ir além do ensino para memorização de conceitos abstratos e fora de contexto. É preciso que eles aprendam para que serve o conhecimento, quando e como aplicá-lo. Isso é competência.»
Fonte: Competências: Ainda!

A razões do que fazemos e como fazer melhor?

Uma visão global das Competências



«Recentemente temos percebido três grandes tendências explicitas no mercado de trabalho e que se refletem na educação. A primeira se refere ao uso cada vez maior das tecnologias da informação e da comunicação, sobretudo a Internet. A facilidade na busca de informação e a interactividade que esse meio oferece tem ampliado o seu uso nas instituições de ensino. A segunda tendência é a modificação do comportamento dos indivíduos, sua relação com o mundo e com sua vida social. Palavras como colaboração, cooperação, autonomia, têm sido constantemente utilizadas nos discursos educacionais e profissionais apontando para uma mudança de actitude. A necessidade de manter-se sempre actualizado fez da busca de informação e do aprendizado constante uma realidade. A terceira e última tendência observada é o requerimento, pelo mercado de trabalho num mundo globalizado, de profissionais com novas competências e habilidades. Flexibilidade, disposição para mudanças, tomada de decisão, são hoje apontadas como competências essenciais ao exercício pleno da cidadania.»
Fonte: aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Plano de Intervenção Individual: Documento(s)

Na sequência da apresentação criada para procurar operacionalizar a Orientação para a Validação de Aprendizagens Formais, criámos dois documentos de apoio e suporte ao registo das validações a realizar na reunião formal por parte das equipas. Os documentos apresentados servem como registo final e fundamentação das decisões tomadas. Assim, partilhamos o Plano e Intervenção Individual para o RVCC Básico e Plano de Intervenção Individual para o RVCC Secundário. Ambos os documentos estão disponíveis para download e podem/devem ser melhorados, adequados e adaptados.

Destaco a ideia que, apesar da existência destes planos e de outros instrumentos, o fundamental é o contacto com o adulto e a articulação entre a História de Vida e as Competências adquiridas. Assim, a formalização da validação ou não, deve ser um momento e não uma essência em si mesma destacando as estratégias de articulação das áreas de competência-chave pelos formadores e do trabalho em contexto com o adulto pelos/as profissionais.

Aviso: Que não se esqueça o processo de RVC

Penso que é o momento de fazer esta reflexão e publicar uma posição que tenho tido publicamente e que penso ser útil esclarecer. Tenho assistido, nos últimos anos mas principalmente no final do ano passado e início do presente, a um fenómeno que achei curioso inicialmente e começo a achar preocupante neste momento. Durante muitos anos ouvia falar, aos adultos e às equipas, no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Hoje, este conceito foi substituído por outro… As Novas Oportunidades. O que se ouve é algo como: “Eu vim para as Novas Oportunidades.” ou “ Estou a completar o 9.º ano pelas Novas Oportunidades.”. Não nego a importância de uma “imagem de marca”. Não nego também que foi, devido a um estratégico uso da publicidade e marketing que a Iniciativa Novas Oportunidades teve/tem o sucesso que actualmente se verifica. Mas não posso deixar de alertar que, em alguns casos, o conceito essencial em que esta iniciativa assenta se está a perder. Isto é, a essência do processo de RVC, assente numa metodologia de Balanço de Competências está na base dos percursos de qualificação que os Centros Novas Oportunidades oferecem aos adultos e não qualquer outra coisa que, entre orientações técnicas, metas, desvios metodológicos introduzidos pela organização demasiado formal do processo e outras influências que tais tendem a deformar de tal forma a lógica essencial do processo que os próprios adultos deixam de falar de Reconhecimento de Competências e passam a falar em Certificação e Novas Oportunidades. Temos que, enquanto profissionais de rigor e da Educação, pensar prospectivamente e começar a procurar usar conceitos para o futuro como a ideia da Aprendizagem ao Longo da Vida e das Competências como “Saberes em Acção”. É por isso que, quando digo que é preciso pensar sempre “fora” do conceito “Novas Oportunidades”, falo nesta capacidade que podemos ter, equipas, tutela e avaliadores de efectivamente não fixar a qualificação/certificação adquirida num projecto/iniciativa que é determinado por um momento social e/ou político e desenharmos um projecto que teve este ponto de partida mas que terá o seu futuro numa estratégia sustentada de resposta no âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida como mecanismo continuo e continuado de valorização das aprendizagens e da educação/formação de adultos em Portugal. Fica uma reflexão em jeito de aviso…

domingo, 8 de março de 2009

Operacionalizar a Orientação sobre Aprendizagens Formais

Tenho acompanhado as várias equipas dos Centros Novas Oportunidades com que trabalho na implementação da Orientação sobre Aprendizagens Formais. Tenho encontrado equipas que desejam realizar um trabalho sério e adequado ao contexto de implementação da validação destas aprendizagens formais no âmbito do processo RVC. Deixo uma apresentação que pode ajudar na operacionalização e organização do trabalho. Em breve publicarei um modelo de Plano de Intervenção Individual.



sábado, 7 de março de 2009

Júris, Sessão de trabalho, Encontros, etc...

O processo de reconhecimento de competências assenta no princípio das competências vistas como “saberes em acção”. Esta visão leva a que, o processo de construção de um portefólio assente na reflexão sobre a forma como o conhecimento se transforma em saber-fazer, assim como, a reflexão em torno da mobilização de novas competências pode melhorar esse mesmo saber-fazer nos diferentes contextos de actuação do adulto.

Fiz, uma visita, ao Agrupamento de Escolas de Maceira, no âmbito de um convite que a Dra. Isabel Santos, formadora de CLC e LC me colocou, para ir conhecer os formandos do curso EFA Básico. Encontrei, como já esperava, um conjunto de pessoas dedicada, interessada e acima de tudo, para quem a aprendizagem se mostrou como algo de muito importante e relevante na sua vida. Foi com agrado que soube que estão a preparar actividades integradas na comemoração do 25 de Abril e que, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, irão visitar as turmas de CEF e outras, lendo textos seleccionados. Parabéns pelo trabalho realizado e pelo dinamismo!

Estive também no Encontro EFA- NS, promovido pelo Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré. Tenho que destacar o dinamismo da Dra. Isabel Campos que coordena uma equipa excepcional e que realizaram um dos melhores encontros sobre Cursos EFA e RVCC em que estive presente. Quer pelas ideias partilhadas, quer pela informalidade do debate, quer pela inovação e reflexão em torno de práticas e partilha de recursos de apoio. Parabéns pela organização e pelo trabalho realizado.

Estive também, num primeiro encontro com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal. Foi uma primeira reunião para conhecer a equipa e trocar ideias sobre a metodologia de trabalho. Tenho, neste campo, uma atitude sempre prudente, uma vez que, considero fundamental, na função de avaliador externo e quando este trabalha com mais do que um CNO numa mesma região, que dar a conhecer e eticamente cumprir princípios de auto-regulação da sua própria actividade. Uma vez que colaboro há alguns anos com outro CNO na mesma região devo ter em conta que um e outro conhecem a minha actividade. Por outro lado, encontrei uma equipa jovem e que me pareceu estar à procura de um apoio para melhoria do processo e um centro com muito boas condições logísticas e de organização. Espero poder ajudar e em breve conhecer mais da actividade desenvolvida.

Fui ainda, visitar a Dra. Patrícia Amado por me encontrar em Pombal ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Encontrei um conjunto de adultas que preparavam a sua apresentação para a sessão de júri. É sempre muito interessante para mim estas visitas, mesmo que por um tempo curto, como o foi, para conhecer as dinâmicas do processo.

E mais um júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Como falei já deste CNO em textos anteriores vou partilhar uma reflexão de uma adulta em sessão de júri. Dizia ela que, ao contactar o médico por causa de uma doença do seu filho, soube explicar a causa de uma doença, assim como, as suas consequências porque, para o processo de RVCC tinha elaborado uma pesquisa orientada integrada no seu PRA. Dizia a adulta que, pela primeira vez se tinha sentido capaz e importante por saber estar à altura daquela conversa. São estes pequenos registos que demonstram que um processo tem qualidade quando é feito com rigor, reconhecimento e dedicação.

Estive também presente numa sessão de trabalho com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Mealhada. Estes momentos de reflexão conjuntos com as equipas são fundamentais para entender e poder transferir entre entidades algumas boas práticas, assim como, registar algumas das dificuldades no terreno que as equipas vão tendo ao longo do tempo de acordo com as orientações, práticas e implementação do processo de RVCC. Destaco, desta sessão de trabalho, a dedicação que esta equipa sempre demonstrou para procurar realizar um trabalho de excelência, reformulando práticas e estratégias e melhorando as metodologias de trabalho. Parabéns pela capacidade de inovação e (re)construção sempre tendo em vista a melhoria contínua do processo.

Outra sessão de trabalho levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho. O assunto de debate estava relacionado com a orientação técnica para o reconhecimento das aprendizagens formais. Tenho sempre uma posição que procura ser clara em relação à função do Avaliador Externo. A minha função não é de orientar as práticas dos Centros Novas Oportunidades. É de assegurar que o que se encontra a ser promovido pela ANQ como entidade tutelar e as práticas são similares e adequadas. O trabalho realizado por esta equipa em torno da orientação resulta da leitura que alguns centros fizeram e que precisa ser desmistificada. A validação de aprendizagens formais não pode, num contexto de RVC, ser imediata nem directa. Penso que a equipa, após reflexão, encontrou um caminho de trabalho e seguirá com o objectivo de realizar um trabalho, como o vinha a fazer, de rigor, qualidade e adequação.

Por último, uma sessão de júri levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Tenho que destacar a evolução muito positiva nas práticas de organização do processo de RVC que verifiquei neste centro. Sendo um centro recente tem demonstrado uma atitude, práticas e metodologias de trabalho com os adultos e em função do reconhecimento de competências muito positivo. O trabalho apresentado pelas cinco adultas presentes a júri foi muito original e muito bem integrado nas histórias de vida apresentadas. Fica o meu reconhecimento pessoal e profissional pelo trabalho dedicado de uma equipa com uma boa apropriação do processo. Parabéns também às adultas que terminaram o seu processo de equivalência ao nível básico (9.º ano) pelas excelentes apresentações realizadas naquele dia.

Encontro EFA - NS: Gafanha da Nazaré - Resultados

O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré realizou, no passado dia 4 de Março, um encontro EFA – NS. Destaco a qualidade que este momento teve assim como o debate que se realizou e a interacção entre os participantes na discussão efectiva de questões fundamentais para a melhoria dos processos e percursos de formação/qualificação para formandos e adultos.

Tenho que destacar aqui o trabalho realizado pelo Dr. João Henriques e Dra. Helena Silva, Profissionais de RVCC que realizam duas excelentes apresentações e um trabalho de construção de um documento de trabalho fundamental para quem se dedica à intervenção de reconhecimento de competências com base no referencial de competências-chave.

Apresentação do Dr. João Henriques: O Referencial de Competências-Chave (NS)



Apresentação da Dra. Helena Silva: Transversalidade das Áreas de Competência-Chave (NS)



Documento de trabalho:

Transversalidade Das ACC V2

Por último, uma palavra para o Dr. Paulo Antunes (Escola Maximinos de Braga) e Dra. Sara Faria (Escola Secundária/3 de Barcelinhos) pela excelente partilha de experiências e documentação de apoio para os cursos de Educação e Formação de Adultos.

CNO Destaque Mês de Março: Agrupamento de Escolas de Maceira

Durante o mês de Março estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tenho acompanhado o trabalho realizado pela equipa técnico-pedagógica deste centro e a sua procura de realizar um trabalho de qualidade e adequação ao contexto social de intervenção. Tenho também visitado o centro no âmbito do desenvolvimento de algumas actividades realizadas pelos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos e que se revelam como experiências muito positivas e integradoras para a qualificação de cada um dos adultos que procuram esta escola como resposta aos seus objectivos pessoais e profissionais.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Conferência: Professores Inovadores 2009


Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa
26 de Março de 2008

«A Microsoft organiza pelo 4º ano consecutivo a Conferência de Professores Inovadores, um evento exclusivo para professores dos Ensinos Básico e Secundário.
Este ano, para além de uma agenda que reunirá testemunhos e intervenções sobre os temas “Escolas, Professores e Alunos Inovadores”, terá também a oportunidade de assistir à apresentação das novas ferramentas MS Web 2.0 e ao lançamento da versão portuguesa do Microsoft Matemática.

À tarde o desafio é outro!

Traga o seu portátil (se não tiver existe um número limitado disponível), escolha um dos 6 Workshops de Formação - “Learning Essentials”, “Caderno Digital”, “Windows Live” (Tafiti, Virtual Earth, Spaces,...), “Microsoft Popfly”, “Microsoft Office Visio” e “Microsoft Matemática” – e crie em 2 horas os seus próprios recursos pedagógicos.»

quinta-feira, 5 de março de 2009

Formação Complementar: Gestão da Formação

«Para de diminuir as margens de incerteza em todo o processo de formação complementar no âmbito de um processo de RVC, a equipa deve estar atenta a quatro momentos críticos:

Objectivos e Fundamentação inicial.
Diversos elementos devem ser ponderados: Objectivos da acção e a sua pertinência;Destinatários (Adultos envolvidos); Adequação às necessidades; Recursos disponíveis; etc. Muitos problemas posteriores poderiam ser evitados nesta fase se fossem devidamente ponderados estes e outros elementos.

Preparação da Formação. A montagem do dispositivo de formação, implica nesta fase uma actuação em três domínios:

a) Domínio organizacional. Mobilização de recursos necessários para a realização da acção de formação* (humanos, logísticos, etc.), o que se deverá concretizar num processo negocial com a equipa e os adultos.

b) Domínio Técnico-pedagógico. Entre as tarefas essenciais destacam-se as de caracterização das competências requeridas, os métodos e técnicas que deverão ser aplicados e os mecanismos de avaliação a criar. Esta acção deverá traduzir-se na elaboração de um plano/roteiro de formação;

c) Domínio Científico. Implica a selecção dos formadores para as diferentes áreas de formação e a especificação dos seus conteúdos programáticos, o que envolve um número sempre crescente de agentes de formação.

Realização da Formação. Em termos teóricos trata-se do momento da concretização do planeado, mas em termos práticos é o momento das correcções, resolução de imprevistos, gestão de conflitos, etc.. É nesta fase que as capacidades individuais do formador são muitas vezes postas à prova. Para permitir um controlo de todo o processo, tem sido desenvolvida uma importante ferramenta: o painel de controlo de formação. Numa forma sintética são fixados um conjunto de indicadores que permitem, a cada momento, detectar os desvios e introduzir as medidas correctivas adequadas de forma a responder aos objectivos da equipa e do percurso do adulto.

Avaliação da Formação. O maior erro para um formador é neste momento, pensar que o êxito da acção de formação se circunscreve unicamente aos resultados obtidos durante a formação. Na verdade, a obtenção de excelentes resultados durante a formação não implica necessariamente depois um excelente desempenho do adulto ou a utilidade dessa formação para a continuação do processo de RVC. Pelo contrário são frequentes situações de regressão. Confrontados com situações que não conseguem superar para aplicar os conhecimentos que adquiriram na formação, muitos adultos regridem para práticas contrárias às aprendidas recorrendo a mecanismo de superação das dificuldades externas ao processo. É fundamental que equipa faça o acompanhamento pós formação do impacto da mesma podendo introduzir mecanismos de orientação, adequação e superação das dificuldades ou integração em contexto da mobilizarão/desenvolvimento de novas competências. »
Adaptado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Desenvolvimento vocacional e promoção de competências

«A promoção de competências gerais e transferíveis que tornam o sujeito competente emergem das relações significativas que os sujeitos estabelecem com os contextos de vida ao longo do desenvolvimento, havendo contextos que proporcionam e viabilizam essas possibilidades e outros que os inviabilizam, reproduzindo a cultura dominante do ghetto e perpetuando as desigualdades de oportunidades. Ora, a escola é um dos contextos onde o sujeito passa longo tempo da sua vida, o que não significa, à partida, que seja um contexto desafiante e de qualidade que promova o desenvolvimento do sujeito competente para os confrontos da sua existência, nomeadamente quando faz apelo, nos seus processos de aprendizagem, à repetição, ao enciclopedismo liceal, à recepção passiva dos saberes, ao conformismo, à competição desenfreada dos resultados acentuando as desigualdades de oportunidades. Só um projecto formativo que valorize a participação activa dos formandos, orientada para a criatividade, para a cooperação solidária, para a experimentação na abertura ao espírito de pesquisa e às novas tecnologias, para o desenvolvimento de projectos e actividades participadas na abertura à comunidade poderá oferecer oportunidades de aprendizagem de saberes que sejam significativos e estruturadores que promovam competências gerais e transferíveis. Estas são as competências menos efémeras e mais adequadas a um contexto social e político cada vez mais turbulento que faz exigências a vários processos de reactualização e de reinvenção. Os mais equipados são os que garantirão o seu emprego, porque são competentes para o recriar e o transformar.»
Fonte: Aqui.

terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Encontro: Desafios da Aprendizagem ao Longo da Vida

O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado está a organizar um encontro/momento de reflexão com a entrega de certificados aos adultos que terminaram o processo RVC. O evento terá lugar no dia 25 de Março, pelas 14.00 horas e contará com uma sessão de trabalho com a presença de vários oradores entre eles a Drª. Maria do Carmo Gomes (ANQ); Olívia dos Santos Silva (DREN); Eugénio Peixoto (Unv. do Minho); Luís Alcoforado (Unv. de Coimbra) entre outros. Mais informações e inscrições clicando na imagem.



Informação: Orientação sobre Aprendizagens Informais

«Na sequência da Orientação Técnica acerca da Validação de Aprendizagens Formais (escolares e profissionais) no contexto dos processos RVCC desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades, a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. elaborou um documento que esclarece os elementos que integram as equipas técnico-pedagógicas relativamente a algumas questões sobre a forma de operacionalizar esta orientação no âmbito do desenvolvimento dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências»

Orientacao tecnica - Aprendizagem Informais

Um Projecto Vocacional para os CNO

PDP
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domingo, 1 de março de 2009

A Ciência e a Complexidade da Aprendizagem

«A ciência é uma aventura, pois não podemos prever o futuro, por isso esta concepção é verdadeira. Nós não podemos unificar o mundo da ciência. Hoje, por exemplo, a ciência não é somente a experiência, não é somente a verificação. A ciência necessita, ao mesmo tempo, de imaginação criadora, de verificação, de rigor e de actividade crítica. Se não há actividade crítica, não há ciência. É preciso diversidade de opiniões. Mas a ciência também necessita ter a regra do jogo, ou seja, certas teorias podem ser abandonadas quando percebemos que são insuficientes. Então, a ciência é uma realidade complexa e podemos dizer que é muito difícil definir as fronteiras da ciência. Digamos que, em geral, ela é alimentada pela preocupação de experimentar, de verificar todas as teorias que ela expressa. Mesmo que a teoria não possa ser definida de imediato, é preciso pelo menos ver a possibilidade de a definar no futuro. Mas não há só a verificação, eu repito, porque é preciso criar a teoria; é preciso aplicar as construções expressas sobre a realidade e ver se a realidade as aceita. Eu acredito que, hoje, quando vemos as diferentes transformações na ciência física, na ciência biológica, nas ciências da Terra, na Cosmologia, temos a impressão que a ciência, de agora em diante, reconhece que seu problema é a complexidade. A ciência do passado pensou ter encontrado uma verdade simples, uma verdade determinista, uma verdade que reduz o Universo a algumas fórmulas. Hoje, nós sabemos que o desafio do mundo e da realidade é a complexidade. E, a meu ver, a ciência que vai se desenvolver no futuro é a ciência da complexidade.» Edgar Morin.
Fonte: aqui.