Durante o mês de Março estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tenho acompanhado o trabalho realizado pela equipa técnico-pedagógica deste centro e a sua procura de realizar um trabalho de qualidade e adequação ao contexto social de intervenção. Tenho também visitado o centro no âmbito do desenvolvimento de algumas actividades realizadas pelos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos e que se revelam como experiências muito positivas e integradoras para a qualificação de cada um dos adultos que procuram esta escola como resposta aos seus objectivos pessoais e profissionais.Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
sábado, 7 de março de 2009
CNO Destaque Mês de Março: Agrupamento de Escolas de Maceira
Durante o mês de Março estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Maceira. Tenho acompanhado o trabalho realizado pela equipa técnico-pedagógica deste centro e a sua procura de realizar um trabalho de qualidade e adequação ao contexto social de intervenção. Tenho também visitado o centro no âmbito do desenvolvimento de algumas actividades realizadas pelos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos e que se revelam como experiências muito positivas e integradoras para a qualificação de cada um dos adultos que procuram esta escola como resposta aos seus objectivos pessoais e profissionais.sexta-feira, 6 de março de 2009
Conferência: Professores Inovadores 2009

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa
26 de Março de 2008
«A Microsoft organiza pelo 4º ano consecutivo a Conferência de Professores Inovadores, um evento exclusivo para professores dos Ensinos Básico e Secundário.
Este ano, para além de uma agenda que reunirá testemunhos e intervenções sobre os temas “Escolas, Professores e Alunos Inovadores”, terá também a oportunidade de assistir à apresentação das novas ferramentas MS Web 2.0 e ao lançamento da versão portuguesa do Microsoft Matemática.
Este ano, para além de uma agenda que reunirá testemunhos e intervenções sobre os temas “Escolas, Professores e Alunos Inovadores”, terá também a oportunidade de assistir à apresentação das novas ferramentas MS Web 2.0 e ao lançamento da versão portuguesa do Microsoft Matemática.
À tarde o desafio é outro!
Traga o seu portátil (se não tiver existe um número limitado disponível), escolha um dos 6 Workshops de Formação - “Learning Essentials”, “Caderno Digital”, “Windows Live” (Tafiti, Virtual Earth, Spaces,...), “Microsoft Popfly”, “Microsoft Office Visio” e “Microsoft Matemática” – e crie em 2 horas os seus próprios recursos pedagógicos.»
quinta-feira, 5 de março de 2009
Formação Complementar: Gestão da Formação
«Para de diminuir as margens de incerteza em todo o processo de formação complementar no âmbito de um processo de RVC, a equipa deve estar atenta a quatro momentos críticos:Objectivos e Fundamentação inicial.
Diversos elementos devem ser ponderados: Objectivos da acção e a sua pertinência;Destinatários (Adultos envolvidos); Adequação às necessidades; Recursos disponíveis; etc. Muitos problemas posteriores poderiam ser evitados nesta fase se fossem devidamente ponderados estes e outros elementos.
Preparação da Formação. A montagem do dispositivo de formação, implica nesta fase uma actuação em três domínios:
a) Domínio organizacional. Mobilização de recursos necessários para a realização da acção de formação* (humanos, logísticos, etc.), o que se deverá concretizar num processo negocial com a equipa e os adultos.
b) Domínio Técnico-pedagógico. Entre as tarefas essenciais destacam-se as de caracterização das competências requeridas, os métodos e técnicas que deverão ser aplicados e os mecanismos de avaliação a criar. Esta acção deverá traduzir-se na elaboração de um plano/roteiro de formação;
c) Domínio Científico. Implica a selecção dos formadores para as diferentes áreas de formação e a especificação dos seus conteúdos programáticos, o que envolve um número sempre crescente de agentes de formação.
c) Domínio Científico. Implica a selecção dos formadores para as diferentes áreas de formação e a especificação dos seus conteúdos programáticos, o que envolve um número sempre crescente de agentes de formação.
Realização da Formação. Em termos teóricos trata-se do momento da concretização do planeado, mas em termos práticos é o momento das correcções, resolução de imprevistos, gestão de conflitos, etc.. É nesta fase que as capacidades individuais do formador são muitas vezes postas à prova. Para permitir um controlo de todo o processo, tem sido desenvolvida uma importante ferramenta: o painel de controlo de formação. Numa forma sintética são fixados um conjunto de indicadores que permitem, a cada momento, detectar os desvios e introduzir as medidas correctivas adequadas de forma a responder aos objectivos da equipa e do percurso do adulto.
Avaliação da Formação. O maior erro para um formador é neste momento, pensar que o êxito da acção de formação se circunscreve unicamente aos resultados obtidos durante a formação. Na verdade, a obtenção de excelentes resultados durante a formação não implica necessariamente depois um excelente desempenho do adulto ou a utilidade dessa formação para a continuação do processo de RVC. Pelo contrário são frequentes situações de regressão. Confrontados com situações que não conseguem superar para aplicar os conhecimentos que adquiriram na formação, muitos adultos regridem para práticas contrárias às aprendidas recorrendo a mecanismo de superação das dificuldades externas ao processo. É fundamental que equipa faça o acompanhamento pós formação do impacto da mesma podendo introduzir mecanismos de orientação, adequação e superação das dificuldades ou integração em contexto da mobilizarão/desenvolvimento de novas competências. »
Adaptado.
Adaptado.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Desenvolvimento vocacional e promoção de competências
«A promoção de competências gerais e transferíveis que tornam o sujeito competente emergem das relações significativas que os sujeitos estabelecem com os contextos de vida ao longo do desenvolvimento, havendo contextos que proporcionam e viabilizam essas possibilidades e outros que os inviabilizam, reproduzindo a cultura dominante do ghetto e perpetuando as desigualdades de oportunidades. Ora, a escola é um dos contextos onde o sujeito passa longo tempo da sua vida, o que não significa, à partida, que seja um contexto desafiante e de qualidade que promova o desenvolvimento do sujeito competente para os confrontos da sua existência, nomeadamente quando faz apelo, nos seus processos de aprendizagem, à repetição, ao enciclopedismo liceal, à recepção passiva dos saberes, ao conformismo, à competição desenfreada dos resultados acentuando as desigualdades de oportunidades. Só um projecto formativo que valorize a participação activa dos formandos, orientada para a criatividade, para a cooperação solidária, para a experimentação na abertura ao espírito de pesquisa e às novas tecnologias, para o desenvolvimento de projectos e actividades participadas na abertura à comunidade poderá oferecer oportunidades de aprendizagem de saberes que sejam significativos e estruturadores que promovam competências gerais e transferíveis. Estas são as competências menos efémeras e mais adequadas a um contexto social e político cada vez mais turbulento que faz exigências a vários processos de reactualização e de reinvenção. Os mais equipados são os que garantirão o seu emprego, porque são competentes para o recriar e o transformar.»Fonte: Aqui.
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Encontro: Desafios da Aprendizagem ao Longo da Vida
O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado está a organizar um encontro/momento de reflexão com a entrega de certificados aos adultos que terminaram o processo RVC. O evento terá lugar no dia 25 de Março, pelas 14.00 horas e contará com uma sessão de trabalho com a presença de vários oradores entre eles a Drª. Maria do Carmo Gomes (ANQ); Olívia dos Santos Silva (DREN); Eugénio Peixoto (Unv. do Minho); Luís Alcoforado (Unv. de Coimbra) entre outros. Mais informações e inscrições clicando na imagem.


Informação: Orientação sobre Aprendizagens Informais
«Na sequência da Orientação Técnica acerca da Validação de Aprendizagens Formais (escolares e profissionais) no contexto dos processos RVCC desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades, a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. elaborou um documento que esclarece os elementos que integram as equipas técnico-pedagógicas relativamente a algumas questões sobre a forma de operacionalizar esta orientação no âmbito do desenvolvimento dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências»
Orientacao tecnica - Aprendizagem Informais
Orientacao tecnica - Aprendizagem Informais
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domingo, 1 de março de 2009
A Ciência e a Complexidade da Aprendizagem
«A ciência é uma aventura, pois não podemos prever o futuro, por isso esta concepção é verdadeira. Nós não podemos unificar o mundo da ciência. Hoje, por exemplo, a ciência não é somente a experiência, não é somente a verificação. A ciência necessita, ao mesmo tempo, de imaginação criadora, de verificação, de rigor e de actividade crítica. Se não há actividade crítica, não há ciência. É preciso diversidade de opiniões. Mas a ciência também necessita ter a regra do jogo, ou seja, certas teorias podem ser abandonadas quando percebemos que são insuficientes. Então, a ciência é uma realidade complexa e podemos dizer que é muito difícil definir as fronteiras da ciência. Digamos que, em geral, ela é alimentada pela preocupação de experimentar, de verificar todas as teorias que ela expressa. Mesmo que a teoria não possa ser definida de imediato, é preciso pelo menos ver a possibilidade de a definar no futuro. Mas não há só a verificação, eu repito, porque é preciso criar a teoria; é preciso aplicar as construções expressas sobre a realidade e ver se a realidade as aceita. Eu acredito que, hoje, quando vemos as diferentes transformações na ciência física, na ciência biológica, nas ciências da Terra, na Cosmologia, temos a impressão que a ciência, de agora em diante, reconhece que seu problema é a complexidade. A ciência do passado pensou ter encontrado uma verdade simples, uma verdade determinista, uma verdade que reduz o Universo a algumas fórmulas. Hoje, nós sabemos que o desafio do mundo e da realidade é a complexidade. E, a meu ver, a ciência que vai se desenvolver no futuro é a ciência da complexidade.» Edgar Morin.Fonte: aqui.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Encontro EFA - NS: Gafanha da Nazaré
O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré vai organizar, no próximo dia 4 de Março, um encontro de trabalho e formação no âmbito das actividades de Educação e Formação de Adultos, numa articulação entre equipas de Cursos EFA e RVCC. Fica, em baixo, o programa do encontro e informações para inscrições.
Júris, visitas e qualificação.
Coloquei neste blog, outro dia, um esquema que relacionava o tempo com a aprendizagem. Considero que o trabalho realizado nos Centros Novas Oportunidades deve ter em conta esta equação. E que essa equação deve transformar-se num princípio. Que o trabalho de RVC leva o tempo que cada adulto tem como necessário para o auto-reconhecimento das suas competências.
Estive presente numa sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Nacional de Bombeiros. Dois adultos apresentaram-se para conclusão do seu processo de RVCC de nível secundário. No decurso de uma sessão individual, com mais ou menos uma hora de debate, troca de ideias e análise do processo vi o trabalho de qualidade que realizaram com uma equipa que dedicou o seu melhor a um processo orientado para a história de vida de cada um destes adultos e para que estes vissem as suas competências reconhecidas num processo que valorizou a experiência e aprendizagem do Sr. Joaquim Seco e o Sr. Ilídio Lopes. À equipa e aos adultos parabéns pelo trabalho realizado.
Fui também acompanhar a sessão de júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Houve uma melhoria contínua entre as sessões de júri de nível secundário neste centro. De facto, uma das melhores características da equipa é a sua contínua procura por melhorar o trabalho realizado com os adultos e para os adultos. Este espírito presente em cada elemento, assim como, uma equipa dedicada ao trabalho com o objectivo da qualidade fizeram com que os dois adultos, ambos trabalhadores da Sociedade Águas do Luso, fizessem apresentações bem estruturadas e concluíssem o seu processo com sucesso e orgulho. Parabéns aos adultos e à equipa.
Por último, o regresso ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Mais uma vez tenho que destacar a qualidade humana da equipa e o apoio dado aos adultos em processo. E quero destacar estes dois pontos com um exemplo. Um dos adultos fez a sua apresentação final no local de trabalho, neste caso, no Porto de Aveiro. A opção foi tomada pela equipa como forma de potenciar as suas competências que, em sala, não seriam evidentes da forma como o foram na visita que organizou para todos os elementos da equipa e para mim, enquanto Avaliador Externo. Estas decisões, muitas vezes simples de tomar, evidenciam um respeito e valorização dos adultos que é de destacar. Parabéns a todos os que terminaram neste dia o seu processo e à equipa pelo trabalho realizado.sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O que se pede e como se pede.
Uma das questões que me colocam muitas vezes sobre as orientações a dar aos adultos está ligada à forma e ao tempo. Aqui ficam umas pistas de resposta:
«Carroll explicou que a qualidade da instrução depende da clareza com que são comunicadas as exigências da tarefa, de as tarefas serem apresentadas adequadamente, do modo como as tarefas subordinadas têm uma sequência e um ritmo de aplicação adequados, e da forma como são tidas em conta as características e as necessidades dos alunos. O seu modelo também sugere que a perseverança não é só um traço individual do aluno, mas que pode ser alterado pelo professor e pela qualidade da instrução. Por outras palavras, os alunos podem ser motivados para perseverarem durante mais tempo.

Um dos problemas mais difíceis encarados pelos professores é o de saber quanto tempo é «necessário». Como mostra o esquema, isso depende do conhecimento das capacidades e aptidões dos alunos, assim como da tarefa particular de aprendizagem. Como o modelo de Carroll torna óbvio, o uso que o professor faz do tempo não é tão simplista quanto alguns pensam que é.»
Fonte: aqui.

Um dos problemas mais difíceis encarados pelos professores é o de saber quanto tempo é «necessário». Como mostra o esquema, isso depende do conhecimento das capacidades e aptidões dos alunos, assim como da tarefa particular de aprendizagem. Como o modelo de Carroll torna óbvio, o uso que o professor faz do tempo não é tão simplista quanto alguns pensam que é.»
Fonte: aqui.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Steve Jobs e a Aprendizagem
Um dos melhores vídeos sobre aprendizagens, competências e o trabalho consistente de as unir por via da História de Vida é este discurso de Steve Jobs (Steven Paul Jobs, mais conhecido como Steve Jobs é um empresário americano co-fundador das empresas de informática Apple Inc, da NeXT e do estúdio Pixar.).
Parte 1:
Parte 2:
Parte 1:
Parte 2:
(Legendas em Português do Brasil)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Cognição situada e saber prático contextualizado
Tenho sempre para ler, por semana, uma dezena de Portefólios Reflexivos de Aprendizagens de adultos que estão em fase de conclusão do processo de RVC. Nestas leituras tenho reparado na, cada vez maior, situação individualizada do reconhecimento de competências e o afastamento de uma linha muito rica de desenvolvimento de uma análise do saber e cognição situada. Tão importante é a experiência pessoal como o contexto em que esta se desenvolve. Deixo uma ideia fundamental e que pode enriquecer muito o trabalho realizado pelas equipas com os adultos se for pensada de forma estrutural no desenvolvimento dos PRA:«Um pressuposto que orienta nossos estudos actuais é o carácter “situado” da cognição, ou seja, a ligação indissociável entre o produto de uma actividade, a cultura e o contexto no interior da qual ela se exerce. Desse ponto de vista, a aquisição dos conhecimentos, a aquisição dos saberes, não pode ser considerada exclusivamente como um fenómeno mental e individual, mas como um fenómeno constituído de relações no interior de contextos precisos (Chaiklin e Lave, 1993, Wenger, 1990). Este ângulo de análise considera que a aquisição de saberes, o pensamento e o conhecimento são relações entre as pessoas enquadradas numa actividade no e com um mundo social e culturalmente estruturado (Lave, 1991). Em síntese, o contexto não deve ser visto como um recipiente vazio dentro do qual se inseriria o agir humano, mas como um conteúdo a partir do qual o agir humano tomaria forma. Trata-se de abordar a cultura e o contexto como conteúdos do agir humano e não como continentes desse.»
Fonte: aqui.
Fonte: aqui.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Júris, qualificações e desafios...
Há uma palavra constantemente referida no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades: Qualificação. Fala-se em qualificar e em qualificações. Talvez o mais importante seja entender o processo de RVC como essa “porta aberta” para essa qualificação, para o efectivo desenvolvimento de competências, para a consciencialização da importância da formação e da aprendizagem ao longo da vida. É esse o grande desafio deste projecto e de cada um dos elementos das equipas dos Centros Novas Oportunidades perante os adultos em processo.
Estive presente em dois júris no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Já referi e destaquei várias vezes o trabalho que visa a credibilização do processo de RVC que a equipa deste centro leva a cabo. A juntar a esta credibilização, este centro, desenvolve uma preparação para as sessões de júri onde se destaca a própria sessão como um momento de transferência de algumas experiências pessoais entre os adultos, quer ao nível da história de vida, quer ao nível de competências pessoais ou profissionais. Parabéns à equipa pela valorização deste momento no processo, assim como, à dedicação que colocam na sua organização.
Estive também presente numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho referido a importância do trabalho realizado pela equipa deste centro no contexto de valorização do processo de RVC no seio da comunidade e estrutura social onde se integra. Quero, neste pequeno texto, referir ainda a utilização de um conjunto de instrumentos que valorizam o processo em si mesmo. A articulação entre os formadores e a existência em dossier/PRA de um conjunto de registo das competências e instrumentos de apoio ao processo facilitam uma leitura da forma como este foi construído e dos caminhos traçados até ao resultado final. Deixo, por isso, os meus sinceros parabéns à equipa.

Por último, estive presente também na sessão de júri organizada pelo Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Quatro adultas apresentaram o trabalho realizado em processo de RVC, mas, acima de tudo, a conquista que foi a realização de um processo feito com dedicação, rigor, exigência e efectiva valorização do trabalho realizado. Sem dúvida que, como foi dito em nesta sessão, o trabalho quando é realizado com qualidade permite que cada uma das pessoas que passa pelo processo de RVC possa dizer e ter um imenso orgulho no seu Portefólio pois este é, na sua essência, a valorização das aprendizagem realizadas ao longo de toda uma vida. Parabéns à equipa pelo trabalho de rigor que realizaram e pela forma humana e atenta como acompanharam estas adultas.
E a última palavra é sempre para os/as adultos/as. Os meus sinceros e sentidos parabéns pelo trabalho realizado e pelo valor que este processo e cada um dos momentos que ele criou tem e terá nas vossas vidas. Parabéns!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Caracteristicas das Competências

«A competência é por natureza contextualizada (situada), corresponde a um relacionamento entre um indivíduo, uma equipa, ou uma organização e os eventos e práticas no seu ambiente. Outra característica é que ela não é mensurável. O que se consegue ver são as actividades que uma pessoa é capaz ou não de realizar e os artefactos desenvolvidos a partir das mesmas. A sua definição deve ser determinada pelos envolvidos regularmente com o exercício dessa competência, isto é, por uma comunidade de prática, virtual ou não.»
Fonte: aqui
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Que competência: Qualificação e Futuro
Uma das principais questões em que tenho reflectido nos últimos tempos está relacionada com a potencialidade de orientação dos adultos no e após o processo de RVC para um efectivo desenvolvimento de novas competências, nomeadamente, ao nível da literacia da (sociedade da) informação. Partilho uma reflexão que li recentemente:«Devido ao facto de vivermos numa sociedade da informação, que se começou a falar de um novo tipo de analfabetismo afectando a população que, apesar do aumento das taxas e dos anos de escolarização, evidencia incapacidades de domínio da leitura, da escrita e do cálculo, vendo por isso, diminuída a sua capacidade de participação na vida social. Este novo “analfabetismo”, dito funcional, teria a ver com aprendizagens insuficientes, mal sedimentadas e pouco utilizadas na vida.
Entende-se por literacia como a capacidade de cada indivíduo compreender e usar a informação escrita contida em vários materiais impressos, de modo a atingir os seus objectivos, a desenvolver os seus próprios conhecimentos e potencialidades e a participar activamente na sociedade. A definição de literacia vai para além da mera compreensão e descodificação de textos, para incluir um conjunto de capacidades de processamento de informação que os adultos usam na resolução de tarefas associadas com o trabalho, a vida pessoal e os contextos sociais.
Falar de literacia implica:
- O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser considerado constante, ou seja, que possa ser extrapolado a partir de uma medida temporalmente localizada;
- O perfil de literacia de uma população não é algo que possa ser deduzido a partir, simplesmente, dos níveis de escolaridade formal atingidos;
- A literacia não pode ser encarada como algo que se obtém num determinado momento e que é válido para todo o sempre;
- A literacia não é algo estático, isto é, as competências das pessoas sofrem evolução (positiva ou negativa) das capacidades individuais;
- Os níveis de literacia têm de ser vistos no quadro dos níveis de exigência das sociedades num determinado momento e, nessa medida, avaliadas as capacidades de uso para o desempenho de funções sociais diversificadas;
- A literacia consiste num conjunto de competências que se vão aperfeiçoando ao longo do tempo e através da experiência adquirida em pesquisa, selecção e avaliação da informação.»
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A Pegada Ecológica: Explorar
Fui levado, por um adulto em processo de RVC Secundário, a explorar sobre a pegada ecológica. Vale a pena responder às questões e descobrir qual é a nossa marca no planeta.
«A Pegada Ecológica não é uma medida exacta e sim uma estimativa. Ela mostra-nos até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.»
Visitar o site, aqui.
Fazer o teste, aqui:

O Conhecimento e as Competências: Articulação
Estava ontem a ler um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, de um processo de RVC de nível secundário e lembrei-me dos «Sete saberes necessários à educação do futuro» de Edgar Morin. Um deles está bem expresso e muitas vezes é evidente nos PRA e no trabalho que as equipas, enquanto equipa, transferem para o apoio dado ao adulto na construção do seu PRA. Ainda há, em muitos casos, muito pouca articulação entre as áreas.«O segundo buraco negro é que não ensinamos as condições de um conhecimento pertinente, isto é, de um conhecimento que não mutila o seu objecto. Nós seguimos, em primeiro lugar, um mundo formado pelo ensino disciplinar. É evidente que as disciplinas de toda ordem ajudaram o avanço do conhecimento e são insubstituíveis. O que existe entre as disciplinas é invisível e as conexões entre elas também são invisíveis. Mas isto não significa que seja necessário conhecer somente uma parte da realidade. É preciso ter uma visão capaz de situar o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação em Matemática que podem dar sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.»
Fonte: Edgar Morin
Fonte: Edgar Morin
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