segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sobre o emprego: Uma mensagem em Júri

Numa sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia, a Elisabete, adulta que completava o processo de RVCC de nível Básico deixou um alerta que partilho aqui com todos os leitores deste blog. Falava ela como se estivesse a argumentar para os Empresários em Portugal sobre a qualificação e a experiência como factores de valorização no momento da contratação. Vale a pena consultar a apresentação final. Parabéns à Elisabete pelo alerta que nos deixou.

Juri Elisabete

Qualific@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego

«Agência Nacional para a Qualificação, em parceria com a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, vai participar, de 12 a 15 de Fevereiro, na Qualific@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego que terá lugar na Exponor, em Matosinhos.
A Qualific@ é um evento dedicado às áreas da educação, formação, juventude e emprego, que, este ano, se associa às comemorações do ano europeu da criatividade e inovação, elegendo como tema central "A criatividade e inovação através da educação e cultura".
A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), em articulação com a DGIDC, ocupará um stand próprio, no qual serão asseguradas mostras/actuações diárias da responsabilidade de escolas e de outras entidades formadoras, bem como uma área reservada à informação sobre os percursos educativos e formativos, para jovens e adultos, integrados na Iniciativa Novas Oportunidades.
De entre as actividades, da responsabilidade da ANQ, asseguradas neste stand, destacam-se a realização de concertos, demonstrações de robótica, simulação de gabinetes de estética e de um salão de cabeleireiro, desfiles de moda de calçado e vestuário, rastreios de visão, análises laboratoriais, apresentação de processos de tratamento e qualidade das águas, uma degustação e a simulação de sessões de acolhimento num Centro Novas Oportunidades.
A ANQ vai promove ainda, no dia 14 de Fevereiro, um seminário intitulado "Novas Oportunidades nas empresas: a inserção de jovens qualificados".
Este evento, de entrada livre, trará a público a visão de jovens diplomados de cursos profissionalizantes, de representantes de empresas e de professores e formadores destas modalidades. Em dois painéis distintos será discutido como é que a formação pode conduzir à profissão e como pode a profissão beneficiar com a formação.
Para além das mostras da responsabilidade da ANQ, o stand inclui outras animações nos domínios das ciências experimentais, das tecnologias, das artes, bem como actividades de desperto escolar, entre outras, da responsabilidade da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, e ainda um espaço reservado às TIC em educação, intitulado "e-escolinha", composto por uma sala apetrechada com computadores Magalhães e quatros interactivos.
Destaca-se ainda o seminário intitulado "Criatividade e inovação na educação na Educação em Ciências, organizada pela DGIDC, no dia 14, pelas 10h00.»
Fonte: ANQ

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A poesia na Formação: Curso EFA

A Dra. Isabel Santos, professora do Agrupamento de Escolas de Maceira, num curso EFA de Nível Básico, para a área de Linguagem e Comunicação desenvolveu um conjunto de actividades com os formandos com vista a potenciar um trabalho estruturante no domínio da Língua. O resultado desse trabalho e da dedicação dos formandos foi a apresentação que partilho aqui. Aos formandos, os meus sinceros parabéns pelo trabalho realizado e pela qualidade do mesmo. Votos sinceros de sucesso para o trabalho de qualidade que está a ser desenvolvido.

Poesia Efa
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A publicação destes trabalhos tem a autorização dos formandos.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Júris, visitas e aprendizagem

A realidade social e profissional de Portugal levou a que o conceito de qualificação ou de aprendizagem ao longo da vida fosse, para muita gente, uma realidade e prática distante. É neste contexto que os Centros Novas Oportunidades actuam. Num contexto de baixa escolaridade e baixas qualificações. É neste contexto que se implementam processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, agora, numa visão de projecto de massas. Este é um desafio para as equipas e principalmente para aqueles que se inscrevem com o objectivo de completar um percurso.

Estive presente no primeiro júri do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. A primeira sessão de júri é sempre um momento de aprendizagem para as equipas. Acima de tudo é o culminar de uma primeira abordagem ao processo de RVC e um momento de potencial consolidação de práticas. Tenho a destacar o facto de, sendo um centro recente, o trabalho realizado ser de uma boa qualidade e acima de tudo estruturado no objectivo de credibilizar o processo de RVC, assim como, valorizar o trabalho, conhecimentos e competências dos adultos. Quero também destacar as apresentações realizadas pelos candidatos que se transformaram num momento de aprendizagem entre todos. Em breve farei destaque de uma dessas apresentações pelo seu conteúdo.

Fui, também, ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré para participar numa sessão de júri. Por convite, estiveram a assistir, elementos da equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada e da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos. Tenho destacado várias vezes a qualidade do trabalho realizado por esta equipa. Reitero esse registo mas quero ainda deixar um reforço. O trabalho de recuperação, reconstrução e adequação do processo de RVC, com destaque para o nível secundário, que esta equipa consegue fazer é só possível pela articulação de todos os elementos, pelo profissionalismo e pela dedicação que têm ao seu trabalho. Fazer um processo de Reconhecimento, Validação de Certificação de Competências com um público-alvo que, pelo contexto social, profissional, económico e educativo/formativo não facilita a evidência das competências de acordo (ou em conformidade) com o referencial de competência existente é muito mais difícil do que em outros contexto geográficos ou sociais. E é essa dificuldade que eleva o mérito desta equipa, que, como seres humanos e como profissionais consegue diariamente conquistas para a mudança em cada um dos adultos que potencialmente podem mudar alguma coisa. Para eles deixo esta música como reconhecimento do que fazem com a vida de tantos adultos valorizando-a e reconquistando tantos candidatos para um percurso de efectiva qualificação.




A todos os adultos que terminaram um percurso de qualificação nestes júris a minha palavra de profundo agradecimento pelo que aprendi nestes dias e os sinceros parabéns por esta certificação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Competências e Transferência(s).

«A promoção destas competências gerais e transferíveis que tornam o sujeito competente emergem das relações significativas que os sujeitos estabelecem com os contextos de vida ao longo do desenvolvimento, havendo contextos que proporcionam e viabilizam essas possibilidades e outros que os inviabilizam, reproduzindo a cultura dominante do ghetto e perpetuando as desigualdades de oportunidades. Ora, a escola é um dos contextos onde o sujeito passa longo tempo da sua vida, o que não significa, à partida, que seja um contexto desafiante e de qualidade que promova o desenvolvimento do sujeito competente para os confrontos da sua existência, nomeadamente quando faz apelo, nos seus processos de aprendizagem, à repetição, ao enciclopedismo liceal, à recepção passiva dos saberes, ao conformismo, à competição desenfreada dos resultados acentuando as desigualdades de oportunidades. Só um projecto formativo que valorize a participação activa dos formandos, orientada para a criatividade, para a cooperação solidária, para a experimentação na abertura ao espírito de pesquisa e às novas tecnologias, para o desenvolvimento de projectos e actividades participadas na abertura à comunidade poderá oferecer oportunidades de aprendizagem de saberes que sejam significativos e estruturadores que promovam competências gerais e transferíveis. Estas são as competências menos efémeras e mais adequadas a um contexto social e político cada vez mais turbulento que faz exigências a vários processos de reactualização e de reinvenção. Os mais equipados são os que garantirão o seu emprego, porque são competentes para o recriar e o transformar.»
Fonte: Desenvolvimento vocacional e promoção de competências.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um recurso para Informação/Reflexão

Foi apresentado hoje um site sobre a Guerra Colonial. É um excelente recurso para reflexão e trabalho colectivo.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

E ainda sobre as equipas...

«O processo de RVCC exige profissionais muito competentes e estes elementos têm ainda de motivar, orientar e potenciar a mudança, a demonstração de competências, o conhecimento e a reflexibilidade dos adultos. Estas exigências fazem com que nem todos os técnicos sociais tenham o perfil de profissionais de RVC e nem todos os professores ou formadores tenham o perfil de formadores de RVC;
- Para que a motivação da equipa se mantenha têm de se cumprir as condições previstas contratualmente com os seus elementos;
- É muito importante o combate à rotatividade dos elementos, principalmente dos que contactam directamente com os adultos – profissionais e formadores – este é um ponto fundamental para que se garanta uma boa dinâmica na construção do portefólio;
- As equipas têm de ser coesas – têm de ter uma cultura, uma identidade e acima de tudo uma dinâmica própria.»
Fonte: A Construção dos Portefólios: Dinâmicas, Interacções e Soluções - Filomena Sousa

Sobre a Avaliação Externa

A Equipa e a Cooperação

Estive presente no I Encontro de Centros Novas Oportunidades do Oeste onde o Dr. Manuel Louro (DRELVT) fez uma excelente apresentação sobre as relações a estabelecer e a articulação entre os elementos das equipas RVCC e EFA. Fica a apresentação realizada para partilha.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Criatividade e Inovação

«O Ano Europeu da Criatividade e da Inovação 2009 decorrerá sob a divisa “Imaginar – Criar – Inovar”.

O objectivo deste Ano Europeu é promover abordagens criativas e inovadoras em diferentes sectores da actividade humana e preparar melhor a União Europeia para os desafios do mundo globalizado.
Neste sentido, o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação (AECI) tem como objectivo sensibilizar os cidadãos para a importância da criatividade e da inovação enquanto competências-chave do desenvolvimento pessoal, social e económico. Através desta iniciativa, a União Europeia procura moldar o futuro da Europa no contexto da globalização, promovendo o potencial criativo e inovador dos cidadãos.
A UE adoptará um conjunto de medidas sublinhando as questões mais importantes para estimular o debate político sobre a melhor forma de explorar o potencial criativo e inovador da Europa. Tal como nos Anos Europeus anteriores, essas medidas incluirão a realização de campanhas de promoção, eventos e iniciativas aos níveis europeu, nacional, regional e local.
Pode visitar o sítio Web dedicado ao Ano Europeu que apresentará notícias, eventos e actividades regularmente actualizados ao longo do ano, mensagens políticas, relatórios sobre os resultados das actividades e páginas separadas para os parceiros do Ano Europeu, bem como uma secção especial dedicada a actividades realizadas nos Estados-Membros.»
Fonte: IGFSE

Para consultar o site português e o calendário de eventos clique aqui.

CNO Destaque Mês de Fevereiro: Escola Secundária da Anadia

Durante o mês de Fevereiro de 2009 estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Visitei já algumas vezes este centro e reuni com a equipa. Em breve irão realizar a sua primeira sessão de júri. Uma das coisas que se destaca deste o primeiro momento nesta equipa é o desejo de ter um conjunto de objectivos e metas de qualidade bem definidas que servem de rumo ao trabalho com o adultos. Desejo que essa linha de rumo se mantenha por muito tempo e que os resultados desejados sejam atingidos. Votos de sucesso e bom trabalho para toda a equipa!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Guia: RVCC Profissional

«Os processos de RVCC profissional são desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades e constituem uma dimensão de intervenção prioritariamente dirigida a cidadãos com 18 ou mais anos de idade, empregados e desempregados. Permitem, quer a certificação das competências profissionais adquiridas em contextos não formais e informais, quer ainda a identificação de necessidades de formação para a aquisição de novas competências, num quadro de aprendizagem ao longo da vida. Como estabelecido na Portaria nº 370/2008, de 21 de Maio, um candidato que se inscreva num Centros Novas Oportunidades deve passar por um processo de acolhimento, diagnóstico e encaminhamento, sendo que, entre as várias alternativas possíveis, este encaminhamento pode ser feito também para um processo de RVCC profissional. Em termos metodológicos, os processos de RVCC profissional estruturam-se em três grandes etapas que, nos seus contornos e objectivos genéricos, coincidem com as etapas do RVCC escolar: reconhecimento de competências, validação de competências e certificação de competências.»

sábado, 31 de janeiro de 2009

As Metas: Reflexões sobre um número...

Tenho ouvido e assistido ao crescendo de um discurso que me preocupa. O discurso empurra os Centros Novas Oportunidades para uma aceleração com vista a cumprir um número. Um número que antes de mais é uma meta política. E é este número preocupa. Sempre fui defensor da existência de metas qualitativas e quantitativas a serem definidas pelos Centros Novas Oportunidades em função do seu contexto, capacidade e objectivos. Sempre entendi, no entanto, a existência de metas nacionais, claro que, relacionados com os financiamentos e demais objectivos da entidade tutelar que são, se forem realistas, compreensíveis e desejáveis. Mas tenho que me colocar do lado oposto do discurso da aceleração para o cumprimento desse objectivo do número mais ou menos mágico que sempre esteve presente, mas que agora, surge em muitas afirmações como um imperativo categórico. Hoje, muitos Centros Novas Oportunidades têm centenas de inscritos. Números muito superiores aos alunos do ensino diurno, regular. No entanto, o número de profissionais para ambos os casos são totalmente diferentes. E o trabalho de RVCC deve ser um trabalho pessoal, individual e contínuo. Não é, humanamente possível pedir mais a estas equipas sem lhes pedir também que facilitem os processos. Ou um, ou outro. O equilíbrio que se fala é sempre uma estratégia que retira qualidade para cumprir o dito número. Diz-se: “Sem perder a qualidade, organizem novas estratégias para uma resposta mais ajustada ao cumprimento de metas”. Digo, não é possível fazer esse ajustamento sem criar mecanismos que “cortam” partes ou momentos muitas vezes essenciais nos processos.
Creio que é extremamente importante que se entenda que, para muitos adultos, (muitos chegam a pedir para estar ou ficar mais tempo em processo) o reconhecimento das suas competências é o início de um regresso à aprendizagem e qualificação efectiva. E o trabalho permanente, contínuo e continuado que é necessário fazer pelas equipas não pode ter um prazo definido igualmente para todos os adultos, sem considerar os ritmos individuais e os objectivos pessoais.
Este texto é uma tomada de posição. É claro para mim que o resultado do sucesso da Iniciativa Novas Oportunidades não passa por “certificar” 1 milhão de portugueses, mas sim, iniciar um processo de efectiva qualificação e orientação para a aprendizagem ao longo da vida consolidada no maior número possível de adultos que passam pelo processo de RVC. Muito mais difícil, mas um processo que pode, de facto, mudar alguma coisa…

Júris, Sessões de Trabalho e Histórias de Vida.

Uma das importantes mudanças que ocorrem hoje em muitos dos adultos que terminam o seu processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências é marcado por expressões como: “Agora vamos sentir falta dos “trabalhos” do RVCC” ou “Ficou cá dentro uma vontade de aprender mais coisas”. Há quem considere que estas afirmações lidas por quem está relacionado com o processo de RVC são puro romantismo. Mas não são. Nos últimos tempos tenho tido o privilégio de acompanhar vários centros e em todos eles esse movimento de reforço da aprendizagem é uma realidade. No final de uma sessão de júri, depois de tudo acabado e na parte informal que se segue ouvi um adulto dizer que já se tinha inscrito, mesmo antes de terminar o seu processo, num curso sobre Organização do Trabalho num Instituto Superior. Vale a pena quando assim é. E é por isso que vale a pena todo o trabalho que tem sido feito por muitas equipas.

Fui participar no primeiro júri com o Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas da Pampilhosa. Esta equipa tinha-me convidado a acompanhar este júri no ano passado e considerei importante o trabalho de (re)estruturação que estava/está a ser feito com vista à qualidade e credibilidade do processo. Sem uma sessão de júri para o nível básico, considero que o trabalho da equipa foi muito positivo. Quer pela qualidade das apresentações, quer pela relação humana e estruturante da valorização da aprendizagem ao longo da vida que regista como muito positiva. Esta foi uma sessão onde se destacaram histórias de vida muito interessantes do ponto de vista do entendimento do que é a identidade de uma comunidade. Tenho referido isto várias vezes, mas as potencialidades de investigação e registos sociológicos e etnográficos são imensos se fossem pensados, estruturados e trabalhados em conjunto com centro que fazem um trabalho consistente, como é o caso.
As minhas visitas para sessão de júri ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal são sempre momentos de (re)encontro com uma equipa que considero de excelente qualidade. Há, em cada sessão, um crescimento contínuo no trabalho feito. Não posso deixar de destacar, neste momento, o trabalho de excepção que a Dra. Patrícia Amado tem feito neste centro, como profissional de RVC, embora neste momento já não tenha estas funções. Os adultos fizeram apresentações muito interessantes e revelaram, mais uma vez, as imensas potencialidades que se encontram nos e.portefólios para a aprendizagem e consolidação de competências adquiridas ao longo da vida.

Estive presente, também, numa sessão de trabalho com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Estas sessões de trabalho revelam-se fundamentais para o estabelecimento de confiança entre a equipa e o Avaliador Externo. São também fundamentais na consolidação de práticas, metodologias e preparação de júris. Encontrei uma equipa mais do que preparada para os desafios que o futuro reserva!

E o regresso, para uma sessão de júri, ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Quero destacar aqui o trabalho que esta equipa consegue hoje fazer ao nível do RVCC Básico. As sessões de júri revelam-se momentos de partilha e aprendizagem, assim como, espaços de demonstração de competências para cada um dos adultos. Esta preparação revela-se um elemento a destacar na qualidade global do trabalho realizado pela equipa. Mas não posso deixar de destacar que, nesta sessão, estiveram presentes para validação os pais de uma das profissionais RVC. Respeitando eticamente o trabalho, foi outra profissional que acompanhou o seu processo. Já não é a primeira vez que assisto a um momento como este. Mas é de destacar a importância e reconhecimento que estes momentos têm na vida de quem os vive e do próprio Centro Novas Oportunidades enquanto entidade. Os meus parabéns pelo trabalho realizado ao Carlos e Graça Tavares, assim como a todos os adultos que neste dia fizerem excelentes apresentações.

Por último, uma sessão de júri no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Tenho já referido várias vezes que considero que, neste momento, este centro faz um trabalho de excelência pelo humanismo que revela no trabalho com os adultos. Esta sessão foi marcada por vários momentos de diálogo com os adultos que revelaram histórias de vida muito ricas e muito bem exploradas pela equipa. De ouvir falar Mirandês, a falar-se de livros e trocarem-se ideias sobre como explorar as novas tecnologias da informação e comunicação, o resultado final foi uma tarde de uma excelente aprendizagem para todos os presentes. Reitero os meus parabéns a toda a equipa pelo trabalho feito, assim como, a todos os adultos pela conclusão desta etapa do seu percurso de qualificação.

Com o correr do tempo vou, cada vez mais, dando valor ao tanto que aprendo com todos os adultos em cada sessão de júri. A todos eles o meu obrigado por partilharem as suas competências e as suas histórias de vida, tão ricas e, por vezes, tão marcantes que me ajudam, também, a crescer como profissional e como pessoa. Obrigado e parabéns.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Workshop A História Devida

Um dos programas que sigo com algum interesse é a História Devida da Antena 1. Aqui fica uma iniciativa que julgo muito interessante:

«História Devida regressa agora em formato de workshop. Este pretende, ao longo de quatro sessões assentes nos conceitos de autobiografia, biografia, memorialismo e auto-representação, dar ferramentas úteis para a escrita de temas que percorrem as experiências de muitos de nós.

Formadora | Inês Fonseca Santos
Horários | Segundas-feiras, 19:30-22:00h.
Datas | Fevereiro: 2, 9, 16. Março: 2
Local | Sala de Formação do Hotel Amazónia
Candidaturas | 12 a 25 de Janeiro
Vagas | 15
Valor do workshop: 150.00€
Documentos necessários | Ficha de candidatura; fotocópia do BI; texto original sobre tema livre, com o limite máximo de 1 página A4.
Contacto | formacao@producoesficticias.pt ou pf-formacao.blogs.sapo.pt»
Fonte: Blog do programa História Devida.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Perguntas e Respostas: Competências.

«O que é uma competência?
É a capacidade de:
- mobilizar adequadamente diversos conhecimentos prévios
- seleccionar e integrar esses conhecimentos perante uma determinada questão ou problema.
- é o objectivo último de vários objectivos que para ela contribuem.
-é um processo construído, que, em princípio, não se perde.

Como se faz a aproximação, por competências, ao acto de ensinar?
- abordar os saberes como recursos a mobilizar;
- diversificar os meios de ensino;
- adoptar uma planificação flexível das actividades lectivas;
- orientar as experiências lectivas para o problem-based e project-based learning;
- promover a articulação entre saberes ministrados no âmbito das diferentes disciplinas;
- fomentar a avaliação formativa.

Mas, afinal, em que é que se traduz, concretamente, uma competência?
- Na capacidade construída;
- Na autonomia individual em relação ao uso do saber;
- No próprio saber (porque não há competências sem saberes), o conhecimento faz parte da nossa estrutura de compreender e agir (é por aí que nos tornamos competentes)

Então, sendo assim, a competência não é construída ao lado do conhecimento!
- A competência adquire-se com o conhecimento, mas implica a capacidade de mobilização inteligente para compreender e apreciar:
· Ser cientificamente competente implica ter estudado os conhecimentos implicados nas disciplinas científicas, mas de forma articulada com a análise da realidade e com as novas situações.
· Situar Beethoven no plano do conhecimento musical significa mais do que saber a biografia do compositor e o nome das suas obras, ou, até, a técnica de as reproduzir exige a incorporação de ganhos (competência) na capacidade de entender esse saber, de fruir dele e de partilhá-lo social culturalmente com outros.»
Fonte: Competências.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Novas Tendências: Conectivismo...

“Um dos factores mais persuasivos é o encolhimento da duração do conhecimento para metade. A “meia-duração do conhecimento” é o tempo de duração desde que se obtém o conhecimento até que ele se torne obsoleto. Metade do que é conhecido hoje não era conhecido há 10 anos atrás. A quantidade de conhecimento no mundo dobrou nos últimos 10 anos e está dobrando a cada 18 meses, de acordo com a Sociedade Americana para Treinamento e Desenvolvimento (ASTD). Para combater o encolhimento para a metade da duração do conhecimento, as organizações tem sido forçadas a desenvolver métodos para disseminar a instrução.

Algumas tendências importantes na aprendizagem:

• Muitos aprendizes vão se mover por uma variedade de áreas diferentes, possivelmente sem relação uma com as outras, durante o curso de suas vidas.
A aprendizagem informal é um aspecto significativo de nossa experiência de aprendizagem. A educação formal não mais cobre a maioria de nossa aprendizagem. A aprendizagem agora, ocorre de várias maneiras – através de comunidades de prática, redes pessoais e através da conclusão de tarefas relacionadas ao trabalho.
A aprendizagem é um processo contínuo, durando por toda a vida. Aprendizagem e actividades relacionadas ao trabalho não são separadas. Em muitas situações, são as mesmas.
• A tecnologia está alterando (reestruturando) os nossos cérebros. As ferramentas que usamos definem e moldam nosso modo de pensar.
• A organização e o indivíduo são ambos organismos que aprendem. O aumento da atenção à gestão do conhecimento ressalta a necessidade de uma teoria que tente explicar a ligação entre a aprendizagem individual e organizacional.
• Muitos dos processos anteriormente tratados pelas teorias de aprendizagem (especialmente no processamento cognitivo de informações) agora podem ser descarregados para, ou suportados pela tecnologia.
• Saber como e saber o que está sendo suplementado pelo saber onde (o conhecimento de onde encontrar o conhecimento que se necessita).»
Fonte: Conectivismo - Uma Teoria de Aprendizagem para a Idade Digital

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os Percursos de Formação: Objectivo de Qualificação

Se pensarmos o texto e esquema apresentados em baixo, podemos pensar em cada instante como desenhar percursos de formação (EFA) ou processos de qualificação (RVC) tendo em conta o que pode ser melhor para cada um dos adultos que integram os Centros Novas Oportunidades. O exercício de "desenhar" percursos ou "gerir" a formação é um processo que envolve planificação, ponderação e adequação. Urge, cada vez mais, pensar nesses elementos como estruturantes no processo de desenvolvimento de novos conhecimento e novas competências em cada um dos adultos.

«O processo de gestão da formação parte das necessidades das organizações e dos colaboradores para responderem aos requisitos do trabalho, do negócio e do mercado, devendo-se de seguida equacionar as formas como a organização responde a essas necessidades através de acções de formação, concebendo-se um plano global de formação. Aí, planeia-se as acções em termos de conteúdos formativos, identifica-se as modalidades formativas mais adequadas, escolhe-se as formas de execução mais adequadas e orçamenta-se as acções e o plano global. Após a construção do plano, o mesmo deve ser executado, devendo ser desenvolvidos modelos e formas de acompanhamento das acções, dos formadores e dos formandos; deve ainda avaliar-se os resultados das acções e dos planos em diferentes momentos temporais."
Fonte: Concepção e Gestão da Formação




segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Concurso: "Projectos com Futuro"

«A Agência Nacional para a Qualificação, IP, lança o Concurso "Projectos com Futuro" , destinado a seleccionar projectos para participação no Fórum Qualificação 2009 - Escolhas com Futuro, cuja realização está prevista para os dias 7, 8 e 9 de Maio, na Exposalão, na Batalha.
Este Fórum é organizado pela ANQ, IP, em colaboração com as Direcções Regionais de Educação e o Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP, e tem como objectivos promover e valorizar as ofertas educativas e formativas de dupla certificação de jovens de nível 3, através da mostra de actividades e da divulgação das boas práticas desenvolvidas em escolas, centros de formação profissional e outras entidades formadoras.
O concurso está aberto por um prazo de trinta dias seguidos, contados a partir de 22 de Janeiro de 2009.
Quaisquer informações complementares poderão ser obtidas através do endereço: projectos.forum@anq.gov.pt»
Fonte: ANQ

O papel do Técnico de Diagnóstico e Encaminhamento