sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Feira de Emprego e Formação de Lisboa

«A 14ª edição da Feira de Emprego e Formação de Lisboa realiza-se nos dias 14 e 15 de Fevereiro de 2009, no Hotel VIP Zurique, correspondendo a uma organização da JobFair - a empresa responsável pelas anteriores edições deste evento.
Esta feira tem entrada gratuita e está aberta ao público desde as 12 até às 19 horas.
A Feira de Emprego e Formação de Lisboa disponibiliza aos visitantes diversas iniciativas ligadas ao emprego, à formação, à gestão da carreira, à requalificação profissional e à avaliação curricular.
Esta iniciativa tem como destinatários todos os que procuram ingressar em estágios, part-times, full-times, primeiro emprego, assim como os que pretendem mudar de emprego ou realizar formação.
Em 2009, a JobFair promove ainda a Feira dos MBA's, Mestrados, Doutoramentos e Pós-Graduações, em Março (a realizar em Lisboa) e em Abril (desta vez na cidade do Porto). Ainda em 2009 está previsto o lançamento, pela mesma empresa, do "Guia do Emprego". Esta publicação é considerada pela editora uma ferramenta útil e prática para todos os que pretendam informações detalhadas sobre os departamentos de recursos humanos das principais empresas empregadoras em Portugal.»

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Tempo de um Processo RVCC

Muitas questões são sempre levantadas relativamente ao tempo de duração do processo de RVCC. Ficam os dados concretos da análise feita do tempo decorrido entre a inscrição e certificação em 2008 por tipologia de entidade e por nível.

Básico

Secundário



Tipos de Aprendizagem: Formal, Não formal e Informal

Embora sendo dados de 2004 creio que é muito relevante e útil dar uma leitura no relatório do INE sobre o que se passa em Portugal relativamente à aprendizagem em contexto formal, não formal e informal.
Alv

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

RVCC para Professores:TIC

«O programa Competências TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), do Plano Tecnológico da Educação, prevê certificar pelo menos 90 por cento dos professores até 2010.
O programa Competências TIC foi concebido para integrar os sistemas de formação contínua dos professores e do pessoal não docente e tem como objectivos a valorização dos recursos humanos das escolas, a difusão de práticas inovadoras no ensino e a melhoria dos resultados escolares dos alunos.
Para certificar as competências TIC de pelo menos 90 por cento dos professores, o programa estrutura-se em três níveis de formação e de certificação: o primeiro destina-se à aquisição e à certificação de competências digitais e visa a utilização instrumental das TIC e o domínio de ferramentas de escrita, de cálculo e de comunicação em formato digital; o segundo nível abrange a formação e a certificação de competências pedagógicas com TIC e tem em vista a integração destas tecnologias nos processos de ensino e de aprendizagem; e, por fim, o terceiro nível tem por objectivo a aquisição e a certificação de competências pedagógicas avançadas, procurando que sejam os próprios professores a criar soluções de utilização da tecnologia e de conteúdos de forma inovadora.
O estudo de implantação do programa Competências TIC resulta de um trabalho de investigação desenvolvido pelas Universidades de Lisboa, Évora e Minho, sob a coordenação de Fernando Albuquerque Costa, tendo contado com a participação activa de professores, alunos, directores de centros de formação e de centros de competência, responsáveis pela educação em empresas de referência e peritos nesta matéria.
Para o desenvolvimento do programa, o Ministério da Educação conta ainda com o apoio de grandes empresas tecnológicas com trabalho reconhecido em matéria de formação de professores, prevendo-se que o programa esteja em pleno funcionamento ainda no primeiro trimestre de 2009.»
Fonte: ANQ

A Qualificação: Resultados.

«A qualificação escolar dos pais pesa mais no sucesso escolar dos filhos do que a origem social ou os rendimentos da família. A conclusão está num estudo do Ministério da Educação realizado junto de estudantes do 10º ano. O que se demonstra é que filhos de bons alunos têm em geral melhores notas.

Entre os jovens com sucesso na escola dois terços são filhos de pais com profissões muito qualificadas. A percentagem desce para um pouco mais de um terço entre os filhos de operários.

Também pertence a famílias com menor escolaridade a maioria dos alunos dos cursos profissionais que, em geral, não opta pelas áreas científicas ou de letras.

A análise «Estudantes à Entrada do Ensino Secundário», realizada pelo Ministério da Educação, demonstra que 62 por cento dos alunos nunca chumbaram e mais de metade, 57 por cento, acabaram o nono ano sem qualquer negativa.

Outra conclusão indica que dois terços dos alunos que no ano passado chegaram ao secundário já ultrapassaram ou estão quase a ultrapassar as habilitações literárias dos pais.

Um sinal claro de melhoria na qualificação dos portugueses. No inicio deste século só 15 por cento da população tinha concluído o secundário.

Este estudo confirma também que as raparigas têm em média melhores notas do que os rapazes e que a escolha da escola é determinada sobretudo pela proximidade da residência, embora a escolha dos amigos tenha também algum peso.

O estudo do Ministério da Educação baseou-se em inquéritos a mais de 46 mil alunos que chegaram ao ensino secundário no último ano lectivo, sendo que 95 por cento dos estudantes inquiridos são de nacionalidade portuguesa.»
Fonte: TSF

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

3 Desafios para o Reconhecimento de Competências

«Ao nível metodológico, o processo (de RVC) estipula e estimula 3 níveis de desafios:
  • Um desafio de emergência - Nascimento
Fazer emergir nomeando e elaborando as capacidades, potencialidades, aptidões não conscientes intrincadas na experiência e que não estão registadas, valorizadas. Quer enquanto conteúdo, quer enquanto processo.
  • Um desafio de estruturação - Conhecimento
Estruturar, nomear, formalizar, as competências adquiridas não registadas, os conhecimentos e organizá-los para que se inscrevam verdadeiramente na dinâmica da pessoa, para que possam ser integrados nomeadamente, em articulação com formações, aprendizagens mais formais, novas responsabilizações ou o desenvolvimento da profissionalização.
  • Um desafio de transferibilidade - Reconhecimento
Preparar ou transferir competências, processos e conhecimentos reconstruídos, reelaborados em novos sectores de actividades, noutros projectos profissionais, sociais ou pessoais (qualificação, reforma, novo emprego, procura de emprego, orientação, criação de actividade, mobilidade profissional ou responsabilidades profissionais, sociais ou políticas…).»
Fonte: Reconhecer as competências adquiridas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Reflexão para Formadores RVCC

«A aprendizagem necessita também dos conhecimentos. E os conhecimentos, é preciso reconhecer, durante algum tempo foram uma espécie de paradigma ausente de muitas práticas pedagógicas. A melhor expressão que define isso é “aprender a aprender”, a ideia de que se poderia aprender num vazio de conhecimentos. É preciso insistir na ideia de centrar o foco na aprendizagem e que essa aprendizagem implica em alunos e conhecimentos. Ela não se faz sem pessoas e uma referência às suas subjectividades, sem referências aos seus contextos sociais, suas sociabilidades. Mas ela também não se faz sem conhecimentos e sem a aprendizagem desses conhecimentos, sem o domínio das ferramentas do saber que são essenciais para as sociedades do século XXI, que todos querem ver definidas como sociedades do conhecimento. É necessário enriquecer a aprendizagem com as ciências mais estimulantes do século XXI.»
Autor: António Nóvoa


Desafios do trabalho do professor António Nóvoa

Mudar de Vida: Site a visitar.

Memória(s) e História(s) de Vida

«A priori, a memória parece ser um fenómeno individual, algo relativamente íntimo, próprio da pessoa. Mas Maurice Halbwachs, nos anos 20-30, já havia sublinhado que a memória deve ser entendida também, ou sobretudo, como um fenómeno colectivo e social, ou seja, como um fenómeno construído colectivamente e submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes. Se destacamos essa característica flutuante, mutável, da memória, tanto individual quanto colectiva, devemos lembrar também que na maioria das memórias existem marcos ou pontos relativamente invariantes, imutáveis. Todos os que já realizaram entrevistas de história de vida percebem que no decorrer de uma entrevista muito longa, em que a ordem cronológica não está a ser necessariamente obedecida, em que os entrevistados voltam várias vezes aos mesmos acontecimentos, há nessas voltas a determinados períodos da vida, ou a certos factos, algo de invariante. É como se, numa história de vida individual - mas isso acontece igualmente em memórias construídas colectivamente houvesse elementos irredutíveis, em que o trabalho de solidificação da memória foi tão importante que impossibilitou a ocorrência de mudanças. Em certo sentido, determinado número de elementos tornam-se realidade, passam a fazer parte da própria essência da pessoa, muito embora outros tantos acontecimentos e factos possam modificarem-se função dos interlocutores, ou em função do movimento da fala. Quais são, portanto, os elementos constitutivos da memória, individual ou colectiva? Em primeiro lugar, são os acontecimentos vividos pessoalmente. Em segundo lugar, são os acontecimentos que eu chamaria de "vividos por tabela", ou seja, acontecimentos vividos pelo grupo ou pela colectividade à qual a pessoa se sente pertencer. São acontecimentos dos quais a pessoa nem sempre participou mas que, no imaginário, tomaram tamanho relevo que, no fim das contas, é quase impossível que ela consiga saber se participou ou não. Se formos mais longe, a esses acontecimentos vividos por tabela vêm se juntar todos os eventos que não se situam dentro do espaço-tempo de uma pessoa ou de um grupo. É perfeitamente possível que, por meio da socialização política, ou da socialização histórica, ocorra um fenómeno de projecção ou de identificação com determinado passado, tão forte que podemos falar numa memória quase que herdada.»
Fonte: Memória e Identidade Social.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Júri e representações sociais...

Estive num júri promovido pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré e como já destaquei neste espaço, o trabalho desenvolvido pela equipa é hoje de elevada qualidade e humanismo. Quero destacar duas experiências muito interessantes:

A primeira esta ligada ao facto de, todos os adultos terem, no final da sua apresentação, identificado um caminho, um objectivo e uma forma de acederem a novos rumos para a sua formação pós processo. Mas mais do isso, destaco o trabalho realizado de uma orientação e tomada de consciência que o regresso à escola que o processo de RVC tinha permitido não terminava naquele momento. Estes momentos que são transmitidos em sessão de júri reflectem muito trabalho de valorização pessoal, de mobilização de competências e ganho de conhecimentos que a equipa consegue realizar na mudança efectiva, em cada adulto, da valorização de um novo caminho para a inclusão da Aprendizagem ao Longo da Vida como elemento mobilizador de decisões futuras. Este é um passo muito difícil de conseguir mas que, o Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré conseguiu neste grupo de adultos.

Por outro lado, estive a ouvir um conjunto de pessoas que, curiosamente, representavam uma cultura popular e local. Foi um momento que guardo como um quadro do que foi (e é) a Gafanha da Nazaré e o trabalho na Ria de Aveiro, assim como, da indústria local. Na maioria eram pessoas jovens, entre os 25 e os 40 anos. Já disse várias vezes neste espaço que urge registar, investigar, trabalhar e estudar estas histórias de vida para que se divulgue o nosso património enquanto povo. Quero relembrar o projecto MemoriaMedia, cujo fundamento se revela para mim como fundamental para o nosso reencontro com a nossa própria memória colectiva e que a Dra. Filomena Sousa (Avaliadora Externa) me deu a conhecer. Destaco também o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional que se revelou uma recente descoberta de muito interesse e que merece uma visita. Destaco a potencialidade para a área da Sociologia que tinha a realização de trabalhos de investigação com base nestes retratos sociais. Em 2008, António Barreto deu um passo no "olhar sobre nós" com Portugal - Um retrato social. Quantos dos adultos que terminam o seu processo de RVC têm hoje, nos seus dossiês, histórias e história para contar...

Renovo os parabéns à equipa e aos adultos que terminaram a equivalência ao Ensino Básico (9.º ano) e votos de bom trabalho!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

CNO Destaque Mês de Janeiro: E.S. D. Inês de Castro (Alcobaça)

No mês de Janeiro estará em destaque o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária D. Inês de Castro em Alcobaça. Este Centro Novas Oportunidades tem demonstrado uma capacidade de inovação na forma de implementação que deve ser seguido. Com uma coordenação que aposta na humanização do processo penso que esta característica se traduzirá em processos individualizados de qualificação para todos os adultos que frequentam o processo de RVC. Votos sinceros de bom trabalho e de continuação dessa capacidade de inovação e humanização.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Seminário: 14 de Janeiro - Maceira (Leiria)

«As medidas implementadas pelas Novas Oportunidades, na área da Educação e Formação de Adultos, obrigam-nos a pensar/(re)pensar a experiência que as escolas detinham nesta área. Com este objectivo, o Agrupamento de Escolas Maceira, convida-o(a) a participar no Seminário EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS/ NOVOS TEMPOS, NOVOS DESAFIOS dia 14 de Janeiro, das 14:30 às 18:00, na Escola sede do agrupamento.»
O Evento contará com apresentações pelo Dr. Luís Alcoforado e Dr. João Paulo Videira.
Para mais informações e inscrições contactar o Centro Novas Oportunidades.

O que são os CET?

Devido a algumas questões que recebi por e-mail sobre como aceder ao Ensino Superior depois de completar o processo de RVC para o nível Secundário, deixo esta informação útil. Há Cursos de Especialização Tecnológica em muitas áreas, desde Técnico Administrativo a áreas de Inovação Industrial. São, na maioria das vezes, uma excelente forma de qualificação. Mais informação sobre os cursos actualmente em realização podem ser consultados no site da Direcção Geral do Ensino Superior.

«O que é um CET?

Os CET são formações pós-secundárias não superiores que visam conferir qualificação profissional do nível 4.
O que é uma formação de nível 4?

A qualificação profissional do nível 4 obtém-se através da conjugação de uma formação secundária, geral ou profissional, com uma formação técnica pós-secundária e caracteriza-se por:
- ser uma formação técnica de alto nível;
- a qualificação dela resultante incluir conhecimentos e capacidades que pertencem ao nível superior;
- não exigir, em geral, o domínio dos fundamentos científicos das diferentes áreas em causa;
- as capacidades e conhecimentos adquiridos através dela permitirem assumir, de forma geralmente autónoma ou de forma independente, responsabilidades de concepção e ou de direcção e ou de gestão.

Quem se pode candidatar a um CET (art.º 7º do D.L. 88/2006, de 23/05)?

- os titulares de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente;
- os que tendo obtido aprovação em todas as disciplinas dos 10º e 11º anos e tendo estado inscritos no 12º ano de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente não o tenham concluído;
- os titulares de uma qualificação profissional do nível 3;
- os titulares de um diploma de especialização tecnológica ou de um grau ou diploma de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional;
- podem igualmente candidatar-se à inscrição num CET num estabelecimento de ensino superior os indivíduos com idade igual ou superior a 23 anos, aos quais, com base na experiência, aquele reconheça capacidades e competências que os qualifiquem para o ingresso no CET em causa.

O que se obtém no final de um CET?

A aprovação num CET confere um DET - Diploma de Especialização Tecnológica.
O DET - Diploma de Especialização Tecnológica dá acesso a um CAP - Certificado de Aptidão Profissional de nível 4, emitido no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Profissional, nas condições fixadas pelo Decreto Regulamentar n.º 68/94, de 26 de Novembro. Este CAP é uma certificação profissional válida em toda a União Europeia.

E em termos de prosseguimento de estudos?

Os titulares de um DET - Diploma de Especialização Tecnológica podem concorrer à matrícula e inscrição no ensino superior através do concurso especial a que se refere a alínea b) do n.º 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 393-B/99, de 2 de Outubro.»
Fonte: Aqui.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

As escolas matam a criatividade?

Parte 1:


Parte 2:

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sobre a Aprendizagem: Formal, Não Formal e Informal, na Europa

«Considera-se aprendizagem formal o “processo cumulativo através do qual os indivíduos gradualmente internalizam unidades (conceitos, categorias, padrões de comportamento ou modelos) cada vez mais complexos e abstractos, quaisquer que sejam os seus conteúdos. É intencional e sistemática, integrando-se, por isso, no sistema de educação e formação”. A aprendizagem informal, ou aprendizagem por experiência ou aprendizagem experiencial refere-se “às mudanças mais ou menos permanentes no comportamento, como resultado da experiência, a qual gera novos conhecimentos, decorrentes do movimento dos indivíduos e da sua participação, também em mudança, nos múltiplos contextos das suas vidas do dia-a-dia; é um processo de desenvolvimento experiencial, evolutivo e de construção de sentidos que corresponde a um processo social de adaptação dos indivíduos ao seu meio ambiente em mudança; aprendizagem realizada acidentalmente, não intencionalmente, não planeadamente, resultante de experiências de vida, de actividades as mais diversas. A aprendizagem informal pode ainda ser chamada de aprender-fazendo, quando as aquisições de aprendizagem resultam da repetição da prática de uma tarefa, ou de aprenderusando, quando as aquisições de aprendizagem resultam da repetição do uso de ferramentas ou habilidades, em ambos os casos, porém, sem instruções específicas”. A aprendizagem não formal, “em sentido estrito, refere-se a aquisições intencionais, planeadas, realizadas em contexto de trabalho ou em qualquer outro contexto de vida, podendo mesmo ser veiculadas por acções de formação, que todavia não se integram (nem são oficialmente, formalmente, reconhecidas pelo) no sistema de educação e formação; em sentido amplo, compreende a aprendizagem informal”.»
Fonte: VALORIZAR A APRENDIZAGEM

De consultar o site da Presidência Portuguesa da União Europeia - Educação e Formação que já tem disponível um conjunto de apresentações sobre RVC e as experiências na União Europeia neste domínio.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

I Encontro de CNO do Oeste: 23 de Janeiro


Clique na imagem para contactos e informações.

«O I Encontro de Centros Novas Oportunidades do Oeste, organizado pelo Centro Novas Oportunidades D. Inês de Castro no dia 23 de Janeiro de 2009, nas instalações da Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça, nasceu na sequência de um desafio espontâneo, como muitas das actividades que se realizam no âmbito das relações interpessoais. Tratando-se de um momento privilegiado para saborear a encruzilhada e reflectir sobre os percalços do caminho, este Encontro pretende descobrir e agregar sinergias, oriundas de parceiros diversos, em espaços de actuação comuns. À semelhança dos Sábios na Floresta, os 13 CNO da Região Oeste estarão reunidos para encontrar pontos de contacto, estabelecer pontes entre si, estimular valências comuns e reforçar especificidades: descobrindo assim mais-valias na existência da diversidade.

Haverá um Tempo para formação, um Tempo para debate, um Tempo para reflexão e um Tempo para encontrar estratégias e caminhos.

Dedicado ao tema “Sinergias no Nível Secundário” prevê-se que sejam debatidas questões em torno do Reconhecimento e Validação de Competências e a Educação e Formação de Adultos no Nível Secundário.

O evento conta com a participação de treze Centros Novas Oportunidades, formadores de Educação e Formação de Adultos de Nível Secundário e outros profissionais interessados. Confirma-se a presença de representantes da DRELVT e da ANQ.»


domingo, 4 de janeiro de 2009

Auto-Avaliação no Balanço de Competências

"O reconhecimento pessoal - de competências - (“por si” e/ou “para si”) inscreve-se numa lógica formativa, de auto-avaliação, de tomada de consciência e apropriação pessoal dos saberes. Esta tomada de consciência pode permitir um melhor posicionamento e progressão da pessoa, tanto no sistema escolar/formação, como no mundo profissional, como ainda na sociedade em geral. A partir da explicitação e da identificação das potencialidades e das intencionalidades da pessoa, permite a elaboração de projectos (pessoais, educativos, profissionais), e contribui para a (re)construção das identidades – como defendemos, o resultado do reconhecimento toca profundamente na dimensão identitária do adulto. A lógica formativa (de processo) procura valorizar a riqueza do potencial detido pela pessoa, e orientá-la de forma a progredir a partir dos recursos de que dispõe. Pode constituir-se como um motor desencadeador de uma dinâmica pessoal de autoformação, de auto-valorização, de autoconfiança, e de desejo de desenvolvimento/construção permanente, sempre inacabado."

Aprendizagem Colaborativa: Uma estratégia?

Tenho reparado na procura de partilha de recursos no âmbito do processo de RVC. Entendo que o processo de relação dos Centros Novas Oportunidades (dos Técnicos aos Formadores) passa por promover uma cultura de Aprendizagem Colaborativa. A resposta de apoio aumenta a sua eficiência se estas práticas tiverem uma implementação planificada em função dos objectivos estratégicos para cada percurso de qualificação. Deixo algumas noções fundamentais:

«A aprendizagem colaborativa é a relação num grupo de estudantes que exige interdependência positiva (um sentido de se afundar ou evoluir em conjunto), responsabilidade mútua (cada um de nós tem de contribuir e aprender), competências emocionais e relacionais (comunicação, negociação, confiança, liderança, tomada de decisão, e resolução de conflitos), interacção cara-a-cara, e meta-cognição (reflectindo sobre o desempenho da equipa e como este pode ser melhorado).»
Fonte: FCT/UL

Algumas vantagens da Aprendizagem Colaborativa:
  • "desenvolve e compartilha um objetivo comum;
  • compartilha sua compreensão do problema: questões; insights e soluções;
  • responde aos, e trabalha para compreender os questionamentos, insights e soluções dos outros."
Fonte: Guia de Estudos e Estratégia.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Cursos, Financiamentos e a Gestão das Escolas...

Duas notícias surgiram hoje nos meios de comunicação social que merecem reflexão. Deixo dois excertos do Público e TSF:

«A "instabilidade do financiamento" das oito escolas tecnológicas do país põe em risco a sua sobrevivência, apesar de terem taxas de empregabilidade dos alunos superiores a 80 por cento, afirma o responsável pela Escola de Tecnologia e Gestão Industrial.(...) "O financiamento agora é aparentemente único e as escolas têm que ver os seus cursos inscritos no Catálogo Nacional de Qualificações", explicou o responsável, "e isso ainda não aconteceu, porque a Agência Nacional para a Qualificação", entidade responsável pelas admissões, "não consegue dar resposta aos múltiplos pedidos" de instituições candidatas a cursos de especialização tecnológica (CET).»

«A Agência Nacional para a Qualificação garantiu que não há atrasos na inscrição de cursos e que as escolas têm de se adaptar às novas regras. Os responsáveis de uma escola tecnológica estão preocupados por ainda não terem recebido uma resposta e temem não ter acesso a subsídios. (...) O presidente da Agência Nacional para a Qualificação assegurou que não existem atrasos nos pedidos de inscrição de cursos, como afirmam os responsável de uma escola tecnológica do Porto, e que à luz das novas regras os critérios de avaliação para financiamento são agora diferentes. «É um problema de regra do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), do instrumento principal da União Europeia para apoiar o desenvolvimento do ensino e da educação em Portugal. As escolas sabem bem que têm de cumprir com essas regras. Não há escolas acima das regras gerais», concluiu.»

Vale a pena lembrar dois elementos que são fundamentais nesta discussão: O Financiamento e modelo de gestão do mesmo (que muitas vezes revela fragilidades nos tempos de resposta) pelo POPH, que também afecta os Centros Novas Oportunidades, assim como, a existência de um instrumento nacional a que é necessário reportar que é o Catálogo Nacional de Qualificações. Não podemos deixar de indicar aqui que até para as UFCD's (Formações Modulares) a estrutura já se encontra definida.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A pergunta: Porquê?

Queria (re)começar 2009 neste blog com a pergunta para a qual ainda ninguém se lembrou bem de pensar uma resposta completamente fundamentada. E a pergunta é simples: Porque razão 600.000 (actualmente) pessoas se inscreveram na Iniciativa Novas Oportunidades – Adultos?

A resposta de muitos e quase imediata é: É uma forma rápida e fácil de concluir um nível de escolaridade. E será só por isso?

Vou apresentar 2 potenciais pontos para uma resposta que falta ainda obter e que são lugares comuns:

1. Completar em 4 a 6 meses a equivalência ao Ensino Básico (9.º ano) ou entre 10 a 16 meses a equivalência ao Ensino Secundário (12.º ano) é uma das respostas mais óbvias para esta mobilização de pessoas. Mas vejamos os números reais:

(Certificados 2007-2008)
O referido número de inscritos (600.000) não se compara com o número de certificados. Principalmente quando falamos do nível Secundário. Muitas vezes oiço e recebo informações que a ideia inicial de quem se inscreve choca com a exigência de um processo que os Centros Novas Oportunidades querem com qualidade, rigor e exigência. Mas para aqueles candidatos que aprenderam com a vida, ganharam competências e conhecimentos não podemos dizer que é rápido. Podemos dizer que é justo que não tenham que passar pelo mesmo tempo que aqueles que completam uma aprendizagem inicial no ensino regular desde que o processo de RVC seja feito com a referida exigência que por esta vida credibilize o processo em si mesmo e valorize essa aprendizagem ao longo da vida com vista a uma potencial e desejada qualificação durante e após o reconhecimento de competências.

2. Muitos dirão que é devido a uma campanha de publicidade em torno da marca “Novas Oportunidades” que resultou nessa procura e que não corresponde a uma efectiva mobilização social. É verdade que a Iniciativa Novas Oportunidades têm uma imagem nos meios de comunicação social constantemente presente. Mas será que, como qualquer outro produto, quando a maioria das pessoas explora o conteúdo do mesmo e não encontra qualidade no mesmo o continua a procurar? Não existirá, como muitos adultos referem, uma justiça social no reconhecimento de competências ganhas pela experiência de vida que, por motivos vários não foram ganhas na escola mas na aprendizagem não formal ou informal do contexto pessoal, profissional ou social e que a escola tem o dever de reconhecer por não ter dado opções válidas ao longo dos últimos anos que permitisse esse “regresso à escola”?

Retirando agora os lugares comuns e olhando mais aprofundadamente temos que ir mais longe na resposta e ficam 4 ideias complementares:

1. O mercado de trabalho, as promoções laborais, as regras de contratação, a exigência da inovação, a melhoria no desempenho são um factor fundamental na procura da obtenção de uma equivalência a um nível de escolaridade, muitas vezes interrompido pela necessidade de ingressar nesse mesmo mercado de trabalho que agora exige mais, assim como, se torna fundamental para o acesso a acções de formação que exigem, para ingresso, um determinado nível de habilitações.

2. A fácil conciliação entre o Trabalho e a Escola. O uso destes dois termos em linguagem mais simplificada é de propósito. Falamos do Trabalho e da Escola. A maioria de quem procura o reconhecimento das suas competências por via das “Novas Oportunidades” tem uma actividade profissional que ocupa a maioria do tempo útil de um dia. Para muitos existe ainda outro elemento: a Família. O modelo de um trabalho/estudo/reflexão mais autónomo é uma das potencialidades mais importantes deste modelo.

3. A característica de ser um processo individual, único e personalizável(zado). O reconhecimento de competências é um processo feito à medida de cada um dos adultos. Este respeito pela história de vida de cada um surge, muitas vezes, como elemento determinante para a (re)valorização pessoal. Hoje, numa expressão que já ouvi e da qual partilhei o nascimento estamos perante Centros Novas Oportunidades que fazem “Alta Costura” para muitos “clientes”. Esta metáfora serve para descrever uma visão fundamental de toda a valorização dos conhecimentos, aptidões, capacidades e competências adquiridas ao longo da vida que devem resultar numa resposta à medida dos objectivos de cada um dos adultos. Aqui é de reconhecer o bom trabalho que as equipas dedicadas têm realizado. Um dos segredos desta mobilização resulta essencialmente da capacidade de muitas equipas neste apoio pessoal aos adultos em processo.

4. O reconhecimento do mercado de emprego e das empresas. Durante algum tempo houve um afastamento do mercado de emprego e das empresas do movimento de procura da Iniciativa Novas Oportunidades. Hoje e principalmente com o anúncio público de inúmeras parcerias com grandes grupos empresariais chega a informação desse mesmo reconhecimento da qualificação como estratégia de muitos dos agentes empregadores em Portugal. Este é também já um factor de mobilização para muitos candidatos.

Como este post já vai longo e irei retomar esta questão em breve termino por aqui por agora. Mas antes de terminar queria deixar dois factores que podem deitar por terra este movimento de mobilização:

1. Que os processos de reconhecimento de competências não sejam estruturados em função de um objectivo de qualificação que se desenrole com vista à consciencialização das competências adquiridas e a adquirir no decurso e após o processo conclusão de certificação.

2. Que os portefólios não sejam construídos com objectivos claros e negociados entre a estrutura orientadora do processo e a história de vida do adulto, assim como, da procura de resposta aos objectivos referidos no ponto anterior. Deste triângulo resulta um projecto de qualificação útil, objectivo, credível e de valorização pessoal e consciente da importância da aprendizagem ao longo da vida no futuro a curto, médio e longo prazo para cada um dos adultos.

Ao longo dos próximos meses regressarei a estas questões e outras que destas emergem. Para todos, renovados votos de um bom ano de 2009!