domingo, 30 de novembro de 2008

Comissões, Viagens e Júris...

A questão da comparação do trabalho entre Centros Novas Oportunidades, quer pelas equipas, quer pelos adultos, comparando actividades desenvolvidas, modelos e exigência são cada vez mais uma realidade com que todos os que observam a implementação da Iniciativa Novas Oportunidades ser deparam. Sou um defensor de uma prática que tenho tentado implementar pelo convite a Centros Novas Oportunidades para assistirem a júris noutros centros. Esta prática tem um objectivo último que é a de potenciar/criar uma rede integrada numa determinada região para dar uma resposta coerente a quem procura soluções para a sua qualificação. Só por via de redes locais criadas entre Centros Novas Oportunidades será possível uma resposta de qualidade.

E partilho aqui as últimas aventuras de um Avaliador Externo, como já vem sendo hábito.
A primeira diz respeito a um júri que realizei no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada. Tenho acompanhado este centro nos últimos anos e quero registar uma evidência que se torna clara para mim e de factor a valorizar. Muitas vezes, com o passar dos tempos (e principalmente com a introdução do Nível Secundário) as equipas tendem a dar mais atenção a uns processos que outros. Este centro demonstra um percurso adequado e em conformidade com os princípios de qualidade que o norteam. A valorização dada aos adultos no processo de RVCC de nível básico continua ser uma mais-valia fundamental no trabalho desenvolvido por esta equipa, notando-se nas sessões de júri o ganho estruturado dos candidatos num efectivo e consolidado processo de "regresso à escola" que os integra numa caminhada para a qualificação. Isto resulta de um bom trabalho desenvolvido por toda a equipa. Por tal, para todos, os meus parabéns.

E outra viagem levou-me a Águeda, à Escola Secundária Marques Castilho, para o primeiro júri em que estive presente, com a equipa do Centro Novas Oportunidades. Estive, uma semana antes, com a equipa, discutir os dossiês pessoais dos adultos e a consultar os mesmos. Fico sempre admirado com a relação entre as pessoas e o que conseguem colocar nas actividades que exploram na realização do processo de RVC. Sem dúvida que, como Avaliador Externo, nos vemos perante uma difícil tarefa de explorar todo um universo entre o trabalho realizado pela equipa e as, muitas vezes, ricas e imensas aprendizagens dos adultos. Quero deixar uma palavra de agradecimento pela forma como fui recebido pela equipa, assim como, pela forma positiva como decorreu o dia de trabalho, sabendo que o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho conseguiu um trabalho de "recuperação"/"reencontro" de muitos adultos com a escola, a aprendizagem, a qualificação e a valorização pessoal para cada um dos adultos que foram a júri. Por isso, os meus parabéns.

E por último, a minha aventura no Second Life e no 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades. Sou daqueles que acredita, como diz o anúncio, que a inovação é um caminho. Por isso, estive presente (embora por pouco tempo, com pena minha) nas visitas que a equipa da Universidade de Aveiro desenvolveu para os participantes neste encontro. A existência de um ambiente virtual 3D neste encontro, com a difusão dos projectos que as universidade portugueses e equipas de professores e estudantes têm vindo a desenvolver era um objectivo, mais do que a participação no mesmo. Penso que o futuro passa por criar mecanismos para essa mesma participação. A vontade de cada um em participar é um desafio. Acima de tudo um desafio pessoal que importa explorar. Espero que dia 2 de Dezembro, com a emissão em directo do evento que terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, essa participação possa aumentar e começar a tornar-se uma realidade cada vez mais presente. Uma palavra de agradecimento à equipa da Universidade de Aveiro pelo excelente trabalho realizado. E como é meu hábito referir: um passo de cada vez para chegar ao destino.

sábado, 29 de novembro de 2008

A Declaração de Qualidade: Um exemplo

Recentemente tenho assistido a um debate emergente em torno da Ética e da Qualidade nos Centros Novas Oportunidades. Deixo a ideia de uma «boa-prática» que pode resultar quando associada a uma mentalização da equipa em torno das ideias fundamentais para o processo RVC.

O NERGA desenvolveu para o Centro Novas Oportunidades uma declaração de qualidade. Aqui fica um conjunto base de princípios que podem definir regras de ética e orientações de qualidade fundamentais:

«Valores e princípios

Centrados no Adulto :
· Igualdade de oportunidades para todos aqueles que nos procuram;
· Transparência na relação entre o adulto e a equipa técnica do CNO;
· Equidade no tratamento em todas as fases do processo de RVCC;
· Ética e confidencialidade por parte da equipa técnica;
· Reforço da identidade e da autonomia do adulto através da valorização do percurso de vida e respectivas experiências.

Centrados na equipa técnica :
· Espírito de equipa e de cooperação;
· Seriedade e rigor;
· Co-responsabilidade;
· Abertura à inovação e aperfeiçoamento permanente na prestação de serviços ao adulto;
· Flexibilidade funcional;
· Desenvolvimento de competências .

Centrados nas parcerias e na Rede de Centros Novas Oportunidades:
· Disponibilidade e cooperação técnico-logística ;
. Partilha de recursos e competências.»

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Visitas no Second Life: 28 de Novembro

Hoje, dia 28.11.08, terá início um conjunto actividades de exploração e momentos de interacção no espaço do 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades, subordinado ao tema “Educação, Qualificação e Futuro 2008”, no ambiente virtual da plataforma “Second Life”.

As visitas terão a duração de 90 minutos e terão início nos seguintes horários do dia 28 de Novembro:

- 14h30;
- 16h30;
- 21h30.


Para ajudar os visitantes a familiarizarem-se com a plataforma, uma equipa de elementos (professores e alunos) da Universidade de Aveiro irá assegurar o apoio no primeiro momento e nas primeiras actividades, em conjunto, a todos os visitantes.

Este espaço foi concebido para permitir a troca de experiências e o debate em torno das temáticas da Educação e Formação de Adultos, em análise no 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades.

Para participar e saber mais informações visite aqui.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Habilidades e Competências

A OCDE e as Novas Oportunidades

«O tom da apreciação pela OCDE do trabalho em curso em Portugal na área da Educação foi dado pelo seu secretário-geral, Angel Gurría, quando apresentou em Lisboa o habitual Estudo Económico (Economic Survey) sobre o País, ao dizer: Há reformas interessantes na educação. O bem concebido programa Novas Oportunidades está a ser implementado. Proporciona novas oportunidades de aprendizagem aos jovens em risco de abandonarem a escola e oferece oportunidades a adultos com baixo nível educacional. Os resultados até à data são promissores.

Para acentuar a sua opinião, sublinhou que na verdade, vários países na OCDE poderiam beneficiar agora da experiência de Portugal nesta área.

A OCDE divulgou recentemente um relatório sobre Portugal, onde enumera os vários programas levados a cabo pelo Governo na área da Educação, no sentido de reforçar as qualificações dos jovens e dos adultos.

O documento salienta como especialmente positivas as apostas na educação profissionalmente qualificante e na valorização e qualificação da carreira docente.

O documento refere a importância da iniciativa Novas Oportunidades, nomeadamente no que respeita ao desenvolvimento da rede de centros, à diversificação da oferta de cursos (especialmente de cursos de dupla certificação) para jovens estudantes, e ao reconhecimento, à validação e à certificação de competências de adultos.

Os resultados obtidos através desta iniciativa são valorizados, designadamente o aumento da procura de cursos profissionalizantes por parte dos alunos do ensino secundário, assim como a expansão da rede de Centros Novas Oportunidades e o aumento do número de adultos abrangidos por esta iniciativa.

O melhoramento e a modernização dos curricula e a diversificação da oferta dos cursos vocacionais e técnicos no secundário revela-se uma aposta frutífera a curto prazo, uma vez que facilita a efectiva entrada dos jovens no mercado de trabalho.

Em outras áreas da educação, o relatório refere as boas práticas levadas a cabo para a valorização e a qualificação da carreira docente, como a prova de acesso à carreira docente e a aposta na formação dos professores.

A OCDE recomenda que Portugal prossiga a concretização de políticas que visem o aumento dos níveis de qualificação dos portugueses, apostando na monitorização dos programas e na avaliação rigorosa dos resultados obtidos.»
Fonte: Aqui.

domingo, 23 de novembro de 2008

E se fosse preciso descrever?

Partilho um vídeo que já vi partilhado em vários blogs mas que considero muito interessante como exemplo do que sabemos/fazemos a partir de uma visão centrada numa só pessoa.

A pergunta: A decisão do adulto?

Tenho tentado combater a ideia da omnipotência do adulto na escolha do percurso de qualificação que fará após entrar em contacto com um Centro Novas Oportunidades. A maioria das pessoas que acede à Iniciativa Novas Oportunidades - Adultos, vem com a ideia concreta do processo RVCC. Sou defensor, como sempre fui, que o processo de RVCC não é para todos. Principalmente o processo de RVC de nível secundário. Muitas vezes o grau de autonomia e efectiva existência de competências adquiridas pela aprendizagem ao longo da vida determinam o sucesso ou abandono do processo. Eis a abordagem publicada recentemente:

«Se o adulto não tiver perfil para ser encaminhado para uma alternativa e persistir com essa escolha, a decisão final pertence ao adulto? O que fazer se o adulto não concordar com as propostas de encaminhamento?
No que se refere aos adultos que pretendem uma opção de percurso de qualificação distinta da que lhe é proposta pelo/a Técnico/a, a sua opção prevalece (...) sobre todas as outras. Todavia, há que reflectir sobre estas situações, uma vez que os Centros Novas Oportunidades, enquanto “porta de entrada” nos sistemas de qualificação, têm a missão de encaminhar os adultos para os percursos mais adequados, sendo que iniciar um percurso desadequado tem custos para o adulto e para o sistema. Neste sentido, é importante reforçar que a etapa de Diagnóstico (anterior a este momento de negociação de encaminhamento) tem como objectivo trabalhar com o adulto a adequação e realismo das suas expectativas, pelo que, em complemento às expectativas e aspirações reveladas, o/a Técnico/a pode e deve apresentar-lhe várias propostas para apreciação. A entrevista individual assume aqui um papel extremamente importante. Deste modo, pensamos que um trabalho cuidado a montante pode prevenir situações de discordância inconciliável como resultado deste processo.»
Fonte: Aqui.

Vou um pouco mais longe na resposta apresentada e penso que é papel do/a Técnico/a de alertar para, no caso da manutenção da escolha pelo adulto e evidência de não conformidade com o perfil para o percurso escolhido, deve haver, por parte do/a Técnico/a uma alerta para os caminhos que o adulto poderá enfrentar após ingresso numa das vias de qualificação escolhidas por si sem ter perfil para tal.

sábado, 22 de novembro de 2008

Uma notícia relevante.

Recebi um e.mail de um Director de um Centro Novas Oportunidades que destacava esta notícia que partilho aqui:

«Lisboa, 31 Out (Lusa) - A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) garantiu hoje que a redistribuição de inscritos nos centros de Novas Oportunidades para tentar diminuir o tempo de espera não vai afectar o financiamento.

Na quinta-feira, à saída da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, o presidente da Agência responsável pelo programa Novas Oportunidades disse à agência Lusa que os centros com maiores dificuldades de resposta vão ter os seus inscritos redistribuídos por outros centros mais pequenos.

No entanto, e apesar de o financiamento dos centros estar dependente dos seus resultados, aqueles que tiverem redução de inscritos não vão ver as verbas reduzidas, porque o Programa Operacional Potencial Humano (POPH) inclui a possibilidade de renegociação dos objectivos anuais, explicou hoje o presidente da ANQ.

"Não só os centros que redistribuírem inscritos não terão o financiamento afectado, como ficarão com uma margem melhor, porque terão que trabalhar com menos gente, mantendo o mesmo dinheiro", disse hoje Luís Capucha à agência Lusa.

O Programa Operacional Potencial Humano (POPH), um dos eixos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), é o responsável pelo financiamento da rede de mais de 450 centros de Novas Oportunidades espalhados pelo país.

"O POPH permite que a Agência reveja metas que contratualizou com os centros. Há flexibilidade nas metas para que se adequem às realidades com que cada centro está confrontado", sublinhou o responsável.

Os centros de Novas Oportunidades dão resposta às necessidades de formação de jovens e adultos, servido de "entidades de encaminhamento" para diversas modalidades educativas, que podem passar também pelo reconhecimento e validação de competências adquiridas ao longo da vida.»
Fonte: Sapo Notícias

Júri, encontros e sessões de trabalho.

A qualidade do trabalho dos Centros Novas Oportunidades resulta sempre da capacidade de trabalho em equipa. Estes últimos tempos foram de análise desta evidência em vários Centros Novas Oportunidades que tenho acompanhado. Aqui fica um resumo das últimas actividades que realizei como Avaliador Externo.

Um júri levou-me até ao Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré. Foi uma sessão de júri para adultos que estavam a concluir o seu processo de nível básico. Foi uma trabalho desenvolvido pelas profissionais e formadores que valorizou a história de vida de cada um dos adultos, sendo que destaco a importância que tem este momento de "regresso à escola" que representa este primeiro momento para cada um dos adultos. A equipa consegue, pelo seu humanismo e constante apoio, redefinir a relação com a escola e com a aprendizagem e isso esteve presente nesta sessão de júri. Os meus parabéns aos adultos e à equipa pelo trabalho desenvolvido.

Mais recentemente e por convite da equipa fui ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de São Pedro do Sul. Para além de ficar encantado com São Pedro do Sul que, no Outuno, é pintado por tons de castanho que tornam a viagem muito agradável, fiquei também, com uma ideia muito positiva da equipa que encontrei. Em primeiro lugar pela preocupação pela qualidade. Mas o que marca a equipa do Centro Novas Oportunidades é o humanismo e o anseio por querer dar uma resposta à medida de cada um dos adultos que procura o centro. Sem dúvida que aposto na emergência de «boas práticas» nascidas neste centro pois, pelo que a equipa mostrou na sessão de trabalho que desenvolvemos em conjunto, muito se pode esperar desta equipa dedicada e muito profissional.

Por último, uma viagem levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho em Águeda. A preparação de um júri envolveu o acesso e consulta dos portefólios e conversa com as profissionais que acompanharam os adultos. Considero que a consulta dos portefólios, por si, não revela o que resulta da história de vida que muitas vezes é partilhada com os/as profissionais de RVC muito para além do que é escrito ou descrito. Por isso, considero que as reuniões de preparação de sessões de júri são fundamentais para ajustar a actuação do Avaliador Externo ao processo de formalização que resulta da realização da sessão de júri.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os caminhos do processo RVCC

Uma visita ao Second Life: Espaço de Partilha

Estive ontem no Ambiente Virtual 3D, Second Life, a visitar o espaço do 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades e a conversar com a equipa que está a preparar o espaço da Futurália. Este ambiente virtual permite uma partilha on-line, em tempo real, de ideias, projectos, reflexões e conhecimentos que vai muito para lá do que se consegue com uma rede social. A sensação de presença efectiva permite a discussão aberta e a troca de experiências muito interessante.
Quero deixar uma palavra de parabéns aos alunos - Mariana Fortuna, Cátia Figueiredo, Marília Moita e Rui Rodrigues (e também aos professores) da UA que conceberam e criaram este espaço.
Deixo um vídeo para mostrar um pouco o espaço que encontrei na Ilha da Universidade de Aveiro no Second Life criado para o 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Metodologia de Acolhimento, Diagnóstico e Encaminhamento de Adultos

«Este documento constitui o primeiro produto elaborado no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Agência Nacional para a Qualificação I.P. e o Instituto de Orientação Profissional, da Universidade de Lisboa. Integra, para além da introdução e o enquadramento conceptual, os vários passos, actividades e respectivos instrumentos, tendo em vista uma implementação cuidada do Acolhimento, Diagnóstico e Encaminhamento dos Adultos que acorrem aos Centros Novas Oportunidades. Integra ainda o perfil do/a Técnico/a Superior que intervirá nestas etapas. Assim, constituiu-se como um guia orientador a ser utilizado pelos Centros Novas Oportunidades.»

Manual

terça-feira, 18 de novembro de 2008

2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades: 2 de Dezembro

Ficam os locais de inscrição, informação e uma imagem do espaço no Second Life do 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidades | Educação, Qualificação e Futuro | 2008.

Site para inscrições:


Blog de Apoio ao Evento:


Imagem do local no Ambiente Virtual 3D | Second Life:


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

História de Vida e Formação

«Na segunda parte, “As histórias de vida como metodologia de pesquisa-formação”, como o próprio título aponta, a autora define a história de vida como metodologia de pesquisa e formação. Aqui descreve e discute as etapas desta abordagem: a fase de introdução à construção da narrativa da história da formação, a fase de elaboração da narrativa, a fase de compreensão e de interpretação das narrativas escritas e a fase de balanço dos formadores e dos participantes. Com isso vai demonstrando que “a narrativa de vida não tem em si poder transformador mas, em compensação, a metodologia de trabalho sobre a narrativa de vida pode ser a oportunidade de uma transformação, segundo a natureza das tomadas de consciência que aí são feitas e o grau de abertura à experiência das pessoas envolvidas no processo”. Neste movimento, fica claro o grau de implicação dos diferentes sujeitos nesse trabalho. Trabalho que exige observação e escuta de cada um sobre o que se passa consigo mesmo e com cada um do grupo, o que implica em respeito, disponibilidade e humildade.

Caminhar para si não significa caminhar sozinho, dessa forma, o papel do formador neste processo é fundamental. Segundo Josso, ele assume diferentes “figuras antropológicas” (p. 160): o de amador, ancião e animador, tendo como função conduzir alguém até si mesmo. Para tanto, é imprescindível que este tenha feito sua própria experiência de “caminhar para si”, para que então possa alimentar e instigar o grupo a encontrar o seu próprio caminho, bem como colocar-se ele próprio na posição de aprendente. Tarefa nada fácil numa sociedade onde predomina uma educação que tem como marca a ideia de que, neste processo, apenas o aluno se forma, sendo o professor alguém detentor do saber e que deve despejá-lo em um outro, recipiente passivo. Esta é uma dificuldade não apenas para o formador mas também para o grupo, que muitas vezes espera tal depósito.»
Fonte: Aqui.

Portugal Tecnológico: A visitar.


«O “Portugal Tecnológico 2008” marca uma clara evolução na forma como se encaram as realizações de grandes eventos de índole tecnológica em Portugal. O conceito assenta, pela primeira vez, na sectorização vertical de várias áreas de actividade. Na mesma arena estarão presentes todos os grandes intervenientes neste mercado, desde start-ups até empresas consolidadas bem como Administração Pública, que é um dos grandes consumidores de tecnologia no nosso mercado.»
Fonte: FIL

Lançamento de Livro: Diagnóstico e Encaminhamento de adultos.

«No âmbito das atribuições do Ponto de Informação Novas Oportunidades, a Agência Nacional para a Qualificação I. P. promove a sessão de lançamento do livro "Metodologia de Acolhimento, Diagnóstico e Encaminhamento de adultos - Centros Novas Oportunidades", da autoria de Maryline de Almeida, Paula Candeias, Etelvina Morais (Instituto de Orientação Profissional), Cristina Milagre e Georgina Lopes (Agência Nacional para a Qualificação I.P.).
Este evento irá decorrer no dia 18 de Novembro de 2008, pelas 16h30, no Museu do Oriente, Sala Beijing, em Lisboa.
O livro que agora se edita é resultado de uma parceria entre o Instituto de Orientação Profissional e a Agência Nacional para a Qualificação I.P. e apresenta-se como um guia orientador para apoiar as equipas dos Centros Novas Oportunidades na implementação cuidada das etapas de acolhimento, diagnóstico e encaminhamento.»
Fonte: ANQ

Um projecto para TIC.


«O projecto Netstart, está orientado para o desenvolvimento de competências, iniciadas pela literacia informática básica para acesso a ferramentas baseadas na Internet e prosseguindo, de acordo com os objectivos estabelecidos, através de um ciclo de melhoria contínua das suas competências.

O projecto tem por base o IPAT – Itinerário Personalizado de Adaptação Tecnologia, que numa primeira fase pretende que públics mais desfavorecidos, nomeadamente desempregado, jovens com pouca formação e activos de idade mais avançada consigam aceder às ferramentas básicas das TIC.

Numa segunda fase o IPAT conduzirá o utilizador a traçar os seus objectivos de carreira, socorrendo-se para tal de perfis profissionais adequados ao mercado de trabalho e ajustados às novas e emergentes profissões de forma a que de facto este público consiga efectuar um percurso de formação orientado para a empregabilidade.

Após a identificação do seu objectivo será possível desenvolver as competências identificadas em diagnósticos de necessidades, tendo em consideração o seu nível de conhecimentos e os objectivos a atingir, através da participação em acções de formação em regime de e-learning (sendo privilegiado o b-learning numa fase inicial).»
Fonte: Projecto NetStart

domingo, 16 de novembro de 2008

Júri e um Encontro...

Eis as "aventuras" de um Avaliador Externo nos últimos tempos... Esta minha prática de partilhar neste blog as "caminhadas" que vou fazendo tem sido muito interessante, quer pelo que me referem quando presencialmente conversam comigo, quer pela ilustração do que os Centros Novas Oportunidades com que colaboro vão fazendo.

E quero destacar o júri em que estive presente no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Uma das práticas que tenho procurado implementar entre os centros é a da visita ou assistência a júris entre centros. Hoje, com muita felicidade minha, esta prática é já uma realidade inquestionável. Neste júri estiveram a assistir as equipas dos Centros Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada, Figueiró dos Vinhos, Alcobaça e Águeda. Não posso deixar de felicitar estas equipas pelo seu interesse em confrontar propostas, projectos e ideias, assim como, ao centro anfitrião pela abertura que sempre demonstrou para acolher estas visitas.
Depois a palavra vai para os adultos: Célia Francisco, Lúcia Ramalho, Luís Dias e Filomena Dias. O trabalho que desenvolveram ao longo de 11 meses foi de uma qualidade ímpar. Construiram verdadeiros e excelentes portefólios, demonstraram em sessão de júri uma preparação e articulação entre as suas competências e a essência do processo de RVC e acima de tudo, demonstraram a dedicação, empenho e rigor que colocaram na sua travessia pelo processo de reconhecimento de competências. Isto foi possível também pela incansável dedicação e elevado profissionalismo da Dra. Cláudia Branco e Dra. Mafalda Branco, profissionais RVC que os/as acompanharam. A todos os meus sinceros e sentidos parabéns.

Depois uma viagem um pouco mais longa levou-me de volta a Almodôvar. A convite do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas Brito Camacho, estive presente no encontro "Educação de Adultos e Desenvolvimento Local". Quero destacar a boa organização do evento e acima de tudo a forma como aquela localidade e aquele centro recebe quem os visita. Sem dúvida que Almodôvar é uma terra a visitar. Considero que os temas abordados, quer pelo seu interesse, quer pela pertinência dos mesmos se revelaram muito úteis a todos para uma análise da realidade de um contexto local e do impacto que a Iniciativa Novas Oportunidades tem vindo a ter neste contexto. Parabéns à equipa do Centro Novas Oportunidades pela iniciativa que teve.

sábado, 15 de novembro de 2008