segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um projecto para TIC.


«O projecto Netstart, está orientado para o desenvolvimento de competências, iniciadas pela literacia informática básica para acesso a ferramentas baseadas na Internet e prosseguindo, de acordo com os objectivos estabelecidos, através de um ciclo de melhoria contínua das suas competências.

O projecto tem por base o IPAT – Itinerário Personalizado de Adaptação Tecnologia, que numa primeira fase pretende que públics mais desfavorecidos, nomeadamente desempregado, jovens com pouca formação e activos de idade mais avançada consigam aceder às ferramentas básicas das TIC.

Numa segunda fase o IPAT conduzirá o utilizador a traçar os seus objectivos de carreira, socorrendo-se para tal de perfis profissionais adequados ao mercado de trabalho e ajustados às novas e emergentes profissões de forma a que de facto este público consiga efectuar um percurso de formação orientado para a empregabilidade.

Após a identificação do seu objectivo será possível desenvolver as competências identificadas em diagnósticos de necessidades, tendo em consideração o seu nível de conhecimentos e os objectivos a atingir, através da participação em acções de formação em regime de e-learning (sendo privilegiado o b-learning numa fase inicial).»
Fonte: Projecto NetStart

domingo, 16 de novembro de 2008

Júri e um Encontro...

Eis as "aventuras" de um Avaliador Externo nos últimos tempos... Esta minha prática de partilhar neste blog as "caminhadas" que vou fazendo tem sido muito interessante, quer pelo que me referem quando presencialmente conversam comigo, quer pela ilustração do que os Centros Novas Oportunidades com que colaboro vão fazendo.

E quero destacar o júri em que estive presente no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas de Ansião. Uma das práticas que tenho procurado implementar entre os centros é a da visita ou assistência a júris entre centros. Hoje, com muita felicidade minha, esta prática é já uma realidade inquestionável. Neste júri estiveram a assistir as equipas dos Centros Novas Oportunidades da Escola Secundária da Mealhada, Figueiró dos Vinhos, Alcobaça e Águeda. Não posso deixar de felicitar estas equipas pelo seu interesse em confrontar propostas, projectos e ideias, assim como, ao centro anfitrião pela abertura que sempre demonstrou para acolher estas visitas.
Depois a palavra vai para os adultos: Célia Francisco, Lúcia Ramalho, Luís Dias e Filomena Dias. O trabalho que desenvolveram ao longo de 11 meses foi de uma qualidade ímpar. Construiram verdadeiros e excelentes portefólios, demonstraram em sessão de júri uma preparação e articulação entre as suas competências e a essência do processo de RVC e acima de tudo, demonstraram a dedicação, empenho e rigor que colocaram na sua travessia pelo processo de reconhecimento de competências. Isto foi possível também pela incansável dedicação e elevado profissionalismo da Dra. Cláudia Branco e Dra. Mafalda Branco, profissionais RVC que os/as acompanharam. A todos os meus sinceros e sentidos parabéns.

Depois uma viagem um pouco mais longa levou-me de volta a Almodôvar. A convite do Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas Brito Camacho, estive presente no encontro "Educação de Adultos e Desenvolvimento Local". Quero destacar a boa organização do evento e acima de tudo a forma como aquela localidade e aquele centro recebe quem os visita. Sem dúvida que Almodôvar é uma terra a visitar. Considero que os temas abordados, quer pelo seu interesse, quer pela pertinência dos mesmos se revelaram muito úteis a todos para uma análise da realidade de um contexto local e do impacto que a Iniciativa Novas Oportunidades tem vindo a ter neste contexto. Parabéns à equipa do Centro Novas Oportunidades pela iniciativa que teve.

sábado, 15 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Questões Cruciais sobre o RVCC em 2006...

Encontrei perdido nos meus arquivos de pastas no computador um documento datado de 11 de Outubro de 2006. É um relatório síntese do trabalho realizado no Debate Nacional sobre Educação, no âmbito da temática da Educação e Formação de Adultos. Em 2006 foram estas as frases que destacavam as questões cruciais para os próximos anos... Estamos em 2008, estão resolvidas? Cito:

«As metas não podem ser definidas de forma abstracta e inflexível, mas devem ter em conta as características dos públicos com que cada Centro trabalha (mais ou menos escolarizados, em risco ou não de exclusão, com necessidade de um acompanhamento mais personalizado ou com maior facilidade para processos em grupo, etc.) e do território de intervenção (maior ou menor necessidade de itinerância). Perante metas inflexíveis, a tendência dos CRVCC poderá ser a de aceitar antes de mais os adultos mais “avançados” e rejeitar os que exigirão maior esforço por parte da equipa e mais tempo para chegarem à certificação.»

«Em lugar das metas quantitativas, como único indicador do desempenho dos CRVCC, melhor seria que se assegurasse a estes uma avaliação abrangente e regular, com enquadramento e acompanhamento pedagógicos. E isso é fundamental para assegurar a credibilidade desta modalidade de educação e formação de adultos. “Uma fraude detectada num só Centro vai pôr em causa a credibilidade de todo o sistema”

«A certificação não deve ser considerada como único, nem primordial, objectivo do trabalho dos CRVCC, cuja função-chave é de inserir os aprendentes adultos numa perspectiva de educação e formação ao longo da vida. Nestes termos, é fundamental, antes de mais, proceder a uma selecção rigorosa de quem pode efectivamente ser admitido ao processo de RVC.»

«É extremamente relevante para o bom trabalho dos Centros, a possibilidade de oferecerem respostas rápidas e apropriadas às necessidades dos adultos que os procuram. Para isso, será praticamente impossível trabalharem em isolamento, pois só um funcionamento em rede, numa base territorial, permitirá as necessárias programação e articulação de recursos.»

Ficam algumas das questões colocadas em 2006. Pontos cruciais. Estarão resolvidos?
Fonte: Debate Nacional sobre Educação


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

e-Learning Day'08


Será uma excelente visita para os Centros Novas Oportunidades:

«O CITEVE promove, no dia 21 de Novembro, nas suas instalações em V.N. Famalicão, o e-Learning Day'08. O evento tem como objectivo principal informar as comunidades educacionais, empresariais e governamentais, sobre os aspectos chave do e-Learning e alertar a sua importância para o desenvolvimento de uma aprendizagem sustentada, flexível e inovadora.
Esta iniciativa contará com 16 especialistas nas temáticas, que vão da pedagogia em ambiente web, aos conteúdos pedagógicos para e-Learning, passando pelas novas tecnologias de informação e de comunicação e plataformas multimédia.
Para a organização, o e-Learning Day’08 é “uma excelente e rara oportunidade, sobretudo no Norte do País, para conhecer e partilhar experiências, sobre esta emergente e cada vez mais discutido método de ensino e aprendizagem, num único palco e dia”.
Paralelamente, os participantes encontrarão um espaço de exposição/demonstração de diferentes recursos, projectos e iniciativas em e-Learning.»

terça-feira, 11 de novembro de 2008

«"Dar a volta ao futuro" é nome do concurso lançado pelo Programa Operacional Potencial Humano do Quadro de Referência Estratégico Nacional. O objectivo deste concurso é dar a conhecer casos de sucesso de indivíduos que concluíram o 12º ano de escolaridade através de percursos diferenciados, assentes numa estrutura predominantemente técnica e prática da aprendizagem. O tema do concurso é "O que mudou na minha vida após a conclusão do 12º ano" e tem carácter nacional.
Esta iniciativa é dirigida a quem concluiu o 12º ano de escolaridade através de um percurso formativo co-financiado pelo Fundo Social Europeu, nomeadamente através de Cursos do Sistema de Aprendizagem, Cursos Profissionais, Cursos de Educação e Formação ou Cursos de Educação e Formação de Adultos.
As inscrições estão abertas até ao dia 30 de Novembro, devendo os candidatos concorrer com um texto (no máximo com cinco mil caracteres) que dê a conhecer a sua história de vida, após a conclusão do ensino secundário.
O primeiro prémio é um voucher de estudo no valor máximo de 3.500€ e o segundo um voucher no valor máximo de 2.000€. Os premiados terão os seus trabalhos divulgados na Futurália, a Feira da Juventude, Qualificação e Emprego que decorrerá de 10 a 13 de Dezembro, na FIL, em Lisboa.
Todas as informações sobre esta iniciativa e respectivo regulamento encontram-se disponíveis na secção dedicada às notícias do sítio do POPH
Fonte: ANQ e POPH

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Para relembrar... (Cursos EFA - NS)

«No respeito pelo modelo formativo definido para os Cursos de Educação e Formação de Adultos – Nível Secundário, pretende-se atingir um conjunto nuclear de objectivos, a saber:

– Garantir a continuidade e complementaridade dos objectivos definidos para os Cursos EFA de nível básico, no que se refere à estruturação de uma rede local e nacional de EFA e à contribuição para a elevação e desenvolvimento das qualificações escolares e profissionais na sociedade portuguesa;

Consolidar o objectivo da dupla certificação (escolar e profissional), como forma de melhor preparar os adultos para o desempenho da sua actividade profissional, ou para percursos de reconversão profissional, ou ainda de (re)inserção no mercado de trabalho;

– Operacionalizar esta oferta formativa de modo a possibilitar percursos de formação de nível secundário, tendo como ponto de partida, preferencialmente, o trabalho de RVC desenvolvido nos Centros Novas Oportunidades, dando corpo a uma articulação efectiva e eficaz entre estes Centros e a rede de entidades promotoras/formadoras de Cursos EFA;

– Permitir o desenvolvimento de um modelo de formação baseado em estratégias flexíveis e inovadoras, assente nas Áreas de Competências- Chave do RCC-NS, nas Unidades de âmbito profissional que correspondem a competências e na Área de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, sempre adequadas às diferentes situações dos adultos em termos de competências reconhecidas, com base na organização modular desta oferta formativa;»
Fonte: Cursos EFA - NS | Orientações para a Acção | ANQ

Os "cuidados" na Recolha da História de Vida...

«Como se introduz?
Antes do adulto começar a escrever a sua história de vida, deve haver um entendimento bem claro com ele sobre os objectivos da abordagem (auto)biográfica, sua cronologia e enquadramento no Referencial de Competências-chave.

Como se desenvolve?
Estabelecer com os candidatos um tipo de contrato, de negociação, levá-los a entender os objectivos de maneira a que esta seja uma contribuição à sua própria reflexividade.

O que implica?
Criar uma dinâmica, um clima de confiança e de inter-ajuda que facilite e forneça feed-back, valorizando iniciativas de mudança e de risco que motivem e estimulem no candidato o conceito de si enquanto aprendente e logo, o sentir-se competente para aprender com base na sua narrativa de vida, o que implica quase sempre a reformulação da História de Vida.»

Fonte: Adaptação das Etapas de sustentação dos princípios de natureza metodológica e ética das Histórias de Vida em formação (COUCEIRO, M. L. Paiva). Consultado aqui.

domingo, 9 de novembro de 2008

As fotografias no RVCC

Vi e vejo a inclusão de várias fotografias nos Dossiês/Portefólios, muitas vezes, sem o devido contexto ou real significado para o processo de RVC. Fica uma estratégia/metodologia que pode ajudar a dar esse significado e que pode ser consultada aqui.

"Diante de uma imagem, somos todos, de uma maneira ou de outra, convidados a penetrar numa espessura. Espessura ou densidade de uma história que ela reaviva e reatualiza nas suas dimensões de presente-passado, muitas vezes, por meio de palavras e de silêncios. Sem menosprezar a importância da voz nessa operação de ressurreição da vida e da história, propomos, todavia, privilegiar o trabalho das imagens, na medida em que são muito mais que simples “maquinarias” e muito mais que “explosivos” de lembranças."

Sessões de Trabalho, Júris e Formação

O trabalho de Avaliador Externo passa pela promoção da credibilização do processo de RVCC a nível local e nacional. Essa credibilização começa, muitas vezes, por procurar dar um apoio directo às equipas nas questões e dúvidas que emergem do trabalho do dia-a-dia com os adultos. Ficam os últimos desafios realizados.

Começo por um encontro com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora em Condeixa. Recebi recentemente um e-mail de um Centro Novas Oportunidades que pedia para reunir comigo. E queriam fazer uma convocatória para os formadores estarem presentes. Perguntaram-me como haviam de chamar a essa reunião. Eu respondo sempre... "Sessão de Trabalho". Gosto da palavra "Trabalho". E foi isso que encontrei na sessão que realizei com a equipa em Condeixa. Tinha levado para analisar um portefólio e duas autobiografias e deparei-me com o imenso e bom trabalho que esta equipa realizou para conseguir que o adulto fosse criando um verdadeiro portefólio. As dúvidas são sempre várias. Mas quando existe dedicação, trabalho e mérito os resultados surgem. Assim o será com os processos que esta equipa está a acompanhar pois, da análise que realizei, muito está já conseguido e com sucesso.

Segue-se um encontro muito breve com a equipa de profissionais do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Estão nesta escola a terminar os processos de RVCC de nível Básico, vários adultos. Tive, também para analisar, um dos portefólios destes adultos. Encontrei uma boa aplicação dos instrumentos de mediação e um processo estruturado em função da história de vida dos adultos. Há sempre essa ponderação a fazer entre os saberes adquiridos e a própria estrutura do processo de RVC. Esta equipa demonstrou conseguir implementar o processo tendo em conta essas duas vertentes fundamentais. Esperam agora pelos júris finais. Serão, como espero, um sucesso para a equipa e para os adultos.

Quero aqui destacar um júri em que estive presente. Falo do júri realizado no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Já tenho referido aqui que considero este centro como uma caso modelo de qualidade, qualificação e rigor. Este júri marcou para mim uma fronteira do que pode ser uma verdadeira valorização pessoal, profissional e de qualificação para os adultos. O trabalho da coordenadora, Cristina Costa, e da profissional RVC, Patrícia Amado são de uma dedicação, profissionalismo e qualidade que não são comuns encontrar. Fica o meu louvor público para ambas, assim como para a equipa. Não me esqueço dos olhos brilhantes de orgulho dos adultos que ao terminarem o processo encontraram uma exigência e qualidade que os valorizaram ainda mais neste momento de conclusão de uma etapa da sua qualificação. Para eles os meus parabéns pelo trabalho realizado e pela conclusão da equivalência ao Ensino Secundário.

Outro júri levou-me ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil. Deste júri vou destacar uma história de vida. Um adulto que demonstrou em sessão de júri o quão dificil pode ser a gestão da vida para o regresso à escola. E o esforço pessoal que é preciso fazer para superar, muitas vezes, a dificuldade que a vida impõe a cada um destes adultos em momentos em que tudo parece correr bem. São estas histórias de vida que nos levam a pensar que este processo têm, muitas vezes, uma função social. Como dizia a profissional RVCC, "verá que quando sair aquela porta com a equivalência ao 9.º ano, terá conseguido uma vitória".

Por último, estive este a ministrar um dia de formação sobre Organização e Implementação de Cursos EFA - Secundário, no NERGA, na cidade da Guarda. Destaco a organização que o departamento de formação têm. Esta acção de formação não está ligada à minha função de Avaliador Externo. Tratou-se de uma necessidade de procurar dar resposta a uma procura de orientação que as equipas dos Cursos EFA tendem a procurar para organização e estruturação das metodologias de trabalho a dinamizar. Foi um conjunto muito interessante de pessoas que tive o gosto de conhecer e foi um dia de trabalho muito construtivo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Testemunhos — Trajectos de Qualificação


«Testemunhos — Trajectos de Qualificação é um projecto desencadeado e produzido pelo IEFP em que, ao longo de mais de um ano, envolveu dez autores — da fotografia, ao documentário e à escrita — que desenvolveram trabalhos tomando como referência o tema da qualificação, na dupla dimensão escolar e profissional. Procurou-se, deste modo, potenciar uma representação actualizada e empiricamente sensível sobre o quotidiano de pessoas e perfis sócio-profissionais, sobre contextos de formação e sobre condições sociais e ambientes laborais em que o desafio da qualificação tem vindo a adquirir especial oportunidade e relevância pública.

Esta exposição engloba três componentes fundamentais: um documentário, Nacional 206, realizado por Catarina Alves Costa, sobre uma fábrica de têxteis situada no Vale do Ave. Seguem-se as fotografias de Patrícia Almeida feitas em cinco centros de formação, maioritariamente localizados nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Por fim, surge o conjunto de sete séries de fotografias e de escritos sobre o quotidiano de sete pessoas que têm em comum o facto de frequentarem ou de terem frequentado programas de formação profissional. Os sete fotógrafos são: Augusto Brázio, António Júlio Duarte, Sandra Rocha, André Cepeda, Pedro Letria, Augusto Alves da Silva e João Serra. Os textos são da autoria de Kathleen Gomes.

Deste modo, por entre imagens e palavras, Testemunhos — Trajectos de Qualificação propõe uma incursão sobre experiências reais nos domínios do trabalho e da formação, mas também sobre modos e percursos de vida que inevitavelmente nos faz pensar sobre a relação entre trajectos educativos e trajectos profissionais. Esta é, como sabemos, uma reflexão cada vez mais presente e necessária, também porque abrange uma significativa maioria da população portuguesa. Contudo, mais do que descrever e procurar respostas esta exposição pretende sobretudo delimitar um contexto susceptível de mobilizar a nossa consciência individual e colectiva para uma temática que atravessa diferentes aspectos do domínio privado e público e que nos remete, inevitavelmente, para os dilemas e os desafios de um país em mudança.»
Fonte: Aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dia Internacional de Histórias de Vida

Para quem não deu por isso a 16 de Maio de 2008 foi criada uma rede. Esta rede assentava na criação de um projecto do Dia Internacional de Histórias de Vida. Uma iniciativa da Rede Internacional de Museus da Pessoa que representa um movimento a seguir. Fica a página do encontro sempre actualizada.


Implementação de Portefólios Digitais

«No contexto educativo e.portefólio é uma selecção digital de trabalhos produzidos pelos alunos/formandos que apresentam evidências da aprendizagem. A sua organização permite acompanhar o progresso e o desempenho do seu autor através do registo dos êxitos e das dificuldades encontradas ao longo de um período de tempo determinado para a sua elaboração. O arquivo dos resultados da aprendizagem, reflexões e testemunhos mais significativos é realizado online. Este facto possibilita a partilha de conhecimento entre comunidades e favorece a recolha de feedback de colegas e professores. (...)
Em termos de avaliação, esta colecção refinada de conteúdos privilegia a avaliação formativa, o formando é um participante activo na avaliação, durante o processo de construção deve reflectir sobre os documentos seleccionados e desvendar as razões das suas opções. A reflexão deve permitir a tomada de consciência sobre pontos fortes e fraquezas relativamente ao processo de aprendizagem e aos progressos verificados.»
Fonte: Aqui.

Existe um estudo baseado numa tese de mestrado muito interessante que pode ser consultado aqui: DigitalPortfólio

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Trabalhos? Desafios? As minhas dúvidas...

Nos últimos tempos tenho assistido atentamente à lógica com que muitos Centros Novas Oportunidades estão apoiar os adultos na construção dos seus Portefólios. Falo aqui essenciamente do nível Secundário. E vou deixar duas ou três linhas de reflexão em torno do processo como um todo.

Sou um observador do que, no espaço da internet se vai passando sobre as Novas Oportunidades e o processo RVCC em particular. Vejo diariamente surgirem espaços, mensagens em blogs, comentários em redes sociais e ajudas entre várias pessoas ligadas ao processo RVCC. Mas há uma coisa que me tem deixado preocupado. São as "dicas". Ou os "trabalhos". Ou os "desafios". Ou as "propostas de actividades". Tudo isto para um processo que se chama de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competência.

A minha primeira reflexão vai no sentido de questionar esta lógica de "propostas de trabalho" que passam por analisar um vídeo sobre um tema ou fazer isto ou aquilo como análise de factos, acontecimentos ou reflexões. Estamos a falar de Reconhecimento. Não estamos a falar de Formação. Não são os profissionais e formadores que devem "criar" essas competências. Que essa lógica possa ser adoptada num curso de Educação e Formação de Adultos é sem dúvida uma estratégia válida. Mas não o é para o RVCC. Muito menos para adultos/candidatos que estão a procurar ver reconhecido o que aprenderam ao longo da vida ao nível da equivalência de um nível Secundário.

O resultado são Portefólios onde abundam "trabalhos" sobre Reciclagem, Direito do Trabalho, Tecnologias e mais uns quantos temas iguais em todos os adultos/candidatos que, muitas vezes, não possuem essas competências e por esta via as equipas reconhecem uma coisa que não existia mas que se torna evidente por estratégia errada e que desvirtua a lógica interna de um processo que se baseia em conhecimentos, capacidades e aptidões adquiridas.

Dir-me-ão que as pressões das metas e mais uns quantos argumento se tornam válidos para implementar estratégias como esta. Não, não se tornam. Desvirtuam o próprio processo que na sua essência é válido. A ideia que ainda se mantém de que o adulto/candidato é senhor das decisões no seu percurso de qualificação ajuda ainda mais neste processo de confusão do que é uma metodologia com mérito. As equipas têm que tomar decisões. Não digo que não usem todas as estratégias para apoiar os adultos quando estes estão em processo. Passando pela formação complementar às UFCD's/Modulares (que já são enxertos no meio deste processo) todas as estratégias devem ser usadas. Mas há que afirmar abertamente que o processo RVCC não é para todos. Não faz sentido para todas as 500.000 pessoas que recorreram às Novas Oportunidades para regressar à escola.

Estamos numa fase de olhar para esta Iniciativa que tem o mérito fundamental de ter feito regressar a tantos candidatos o desejo de ver melhorada a sua qualificação e explicar que para se conseguir essa certificação há pressupostos a cumprir. A existência de um perfil de competências inicial é um deles. A experiência, o conhecimento e mérito são outros. E a experiência, o conhecimento e o mérito são também objectivos. Do candidato e do processo RVCC em si mesmo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Processo RVCC: Pela experiência.

Nas minhas leituras recentes das pesquisas na internet encontrei este relato que agora destaco:

«O Referencial de Competências Chave para a Educação e Formação de Adultos é o documento fundamental que orienta o trabalho de reconhecimento, validação e certificação desenvolvido pelos profissionais, pelos formadores e pelo adulto num Centro de RVCC. O referencial orienta o trabalho de reconhecimento e validação das competências dos adultos, a partir das suas histórias de vida, experiências, formações, auto-aprendizagens. Neste domínio a equipa de RVCC constituída pelos profissionais e formadores têm um papel muito importante pois irão apoiar o adulto durante o processo de RVCC, na compreensão e interpretação dos referenciais. “É essencial que o formador e formandos trabalhem em conjunto, o que só poderá acontecer quando for ultrapassada a diferença entre o formador que ensina e o formando que aprende. Mais do que ensinar, o formador-animador é alguém que ajuda os adultos a aprender” (Ferreira, 2007). Destaco a importância do profissional dos CRVCC pois são eles que irão acompanhar o adulto ao longo de todo o processo, desde a altura da entrevista inicial. Este deverá ter formação adequada para trabalhar com adultos, deverá adequar as metodologias e instrumentos de forma a desocultar as competências, deverá também manter uma certa cumplicidade com o adulto pois o relacionamento entre ambos é factor capital para se elaborar o portfólio/dossier (documento onde constam todos os trabalhos do adulto e em que estão mencionadas todas as evidências consoante o referencial). Posteriormente, este documento irá ser avaliado pelo júri de validação. Aqui faço uma referência à educação que Paulo Freire defende como sendo uma educação horizontal, onde existe uma partilha e onde o diálogo é uma “arma” muito importante para o processo de conscientização dos adultos, Freire enaltece o diálogo onde existe uma relação horizontal de A com B, (sendo esta a forma adequada de relacionamento entre os profissionais/formadores e os adultos) contrariamente a muitas escolas em que a educação é feita na vertical, onde os professores são os que depositam os seus saberes tidos como verdades absolutas, sem que possa existir uma troca, uma opinião critica. Temos que ter em conta que não podemos usar os mesmos métodos de ensino que utilizamos para educar as crianças, uma vez que os adultos possuem já uma experiência de vida, não esquecendo nunca que também eles são portadores de conhecimentos, tendo muito para nos ensinar.»

Fonte: Blog - Vivendo e Aprendendo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Avisos e Reflexões...

Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado a implementação da Iniciativa Novas Oportunidades de norte a sul do pais. Tenho acompanhado, na função de Avaliador Externo, vários Centros Novas Oportunidades com os quais colaboro na realização de Júris de Validação. Falo por isso com a experiência que o tempo e a oportunidade me têm dado para olhar, como observador externo, sobre o que tenho visto. E quero destacar desde já que, dos vários (e já são bastantes) CNO que acompanhei ao longo destes anos, tenho uma ou duas experiências negativas que reportei a quem de direito e muitas positivas. Encontro, geralmente, equipas dedicadas, capazes e determinadas a fazer um trabalho de rigor e qualidade. Sem dúvida que só posso destacar esse profissionalismo que encontrei e encontro e não o tal facilitismo que se ouve ainda falar.
Mas chegou a altura de fazer um conjunto de "avisos à navegação"em jeito de carta aberta a todos (desde as equipas tecnico-pedagógicas à Agência Nacional para a Qualificação). E vou fazer esse conjunto de 4 avisos em jeito de síntese para reflexão de todos.

1. Tenho acompanhado a implementação do processo RVCC (e falo aqui principalmente ao nível do Secundário) e noto um movimento que me desagrada profundamente. Falo da emergência de empresas privadas, muitas designadas de "empresas de formação" e/ou centros de explicação que fazem uma oferta dos já chamados de "cursos de RVCC" onde por uma quantia, já algumas vezes significativa, apoio (elaboram) os portefólios e propostas de actividades. Creio que é altura de todos denunciarmos estas situações. Os CNO não podem aceitar processos que sigam esta lógica e os avaliadores externos têm que denunciar quando detectam estas práticas. Uma coisa é um adulto ter um apoio de um familiar, de um amigo ou de alguém pontualmente para o apoiar na elaboração das actividades propostas. Outra é não ser ele a fazer o seu portefólio e os CNO deixarem passar esta situação...

2. Oiço, muitas vezes, os profissionais RVCC falar que os adultos copiam muitas pesquisas que fazem na Internet e colocam no seus Portefólios. Condenando esta prática tenho reparado em situações piores. Consultei recentemente Portefólios que vão contendo parte de outros Portefólios que são cedidos por adultos que os colocam ou disponibilizam para consulta. É aqui que deixo uma palavra para os gestores e moderadores de espaços on-line (redes sociais e blogues) para alertarem para o risco dessa prática de cópia. Como sempre o faço neste blog ou por e-mail, quando me pedem exemplos de PRA's ou coisa parecida digo que o processo é único e individual e como tal não há exemplos a seguir. E se quiserem ver um exemplo devem ir ao CNO onde estão inscritos e pedir para consultar ou ter acesso caso o permitam.

3. Sendo de valorizar o facto de as equipas tecnico-pedagógicas estarem agora contratadas formalmente, e digo isto principalmente para os técnicos e profissionais, há ainda, principalmente nos CNO de entidades privadas, mas também públicas, algumas dificuldades da gestão dos financiamentos que promovem, muitas vezes, situações pessoais complicadas para os elementos das equipas. É altura de alertar para alguns destes casos principalmente para que as entidades financiadores possam libertar as verbas necessárias e temporalmente adequadas às necessidades de gestão que os coordenadores e CNO necessitam para a sua sobrevivência diária.

4. Há um défice de formação. Não é inexistência. É um défice de resposta da formação às necessidades dos CNO. E destaco aqui duas realidades concretas. A criação dos Técnicos de Diagnóstico e Acompanhamento vem trazer consigo uma necessidade de actualização constante destes profissionais no seu enquadramento funcional na articulação com a equipa, assim como, na sua função principal de dar resposta aos adultos. Por outro lado, as equipas técnico pedagógicas dos CNO têm dúvidas (e tenho feito inúmeras sessões de trabalho com estas equipas no terreno) muito concretas. Dúvidas de organização, funcionamento e prática. Não são dúvidas sobre enquadramento téorico ou reflexão. Creio que a formação ministrada pelas Faculdades ao nível destes objectivos não tiveram sucesso. Tenho, inúmeras vezes referido que as entidades competentes deviam ministrar formação aos Avaliadores Externos, por exemplo, para estes poderem ser um apoio directo das equipas no terreno. Outra solução passa pela potencial reformulação da formação como está a ser ministrada. Centrar-se na procura de resposta a questões concretas das equipas por workshops temáticas partindo de situações-problema por estes CNO previamente identificados.

Estas dúvidas, reflexões e avisos não tiram todo o mérito de regulação, organização e o esforço pessoal que cada um dos elementos das equipas e da ANQ têm feito para elevar a credibilidade da Iniciativa Novas Oportunidades. No terreno tenho registado sempre essa credibilidade e não o contrário. Estes avisos são só para serem um ponto de partida ao combate que é preciso travar para que, aqueles pequenos e menores (em número e valor) casos possam, de uma vez por todas, acabar.

A dinâmica de um CNO...

Tendo tido contacto profissional com a Escola Secundária Inês de Castro em Alcobaça esperei sempre que a abertura de um Centro Novas Oportunidades fosse um caso a seguir directamente. Assim o tem sido. Destaco as boas práticas que um CNO recente tem já implementadas. Começo pela existência de um recente blog do Centro Novas Oportunidades. Tendo já reparado que este espaço tem vários autores, espero que o possam também abrir aos adultos que frequentam o CNO, tornando-o num espaço de referência. Existe ainda uma rede social, interna, para troca de informações e práticas de trabalho que está a tornar-se numa estratégia de partilha entre todos os elementos da equipa muito rico e potenciador de boas práticas internas.
Por último, quero partilhar aqui uma apresentação criada pelo formador Nuno Duarte que pode ajudar muitos dos formadores de TIC/B3 que visitam este blog no processo de descodificação do referêncial de competências.

sábado, 1 de novembro de 2008

CNO Destaque do Mês de Novembro: ES Fernando Namora, Condeixa

Durante o mês de Novembro estará em destaque neste blog o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora em Condeixa. Visitei recentemente este CNO por convite da sua coordenadora, a professora Alice Santos, tendo encontrado uma equipa muito profissional e preocupada em construir um projecto assente no profissionalismo e credibilidade. Sei que a preocupação com o rigor e a qualidade são o leme desta equipa e que o trabalho realizado irá reflectir um concreto processo de qualificação para todos os adultos que frequentem este CNO. Fica aqui uma palavra de incentivo para a continuação de bom trabalho e o reconhecimento pelo que conseguiram até aqui.

A família e as relações sociais/profissionais.

A Andreia deixou no espaço de debate aberto um recurso que pode ser muito interessante para a construção das redes de relações sociais, profissionais e pessoais.




Júri, encontros e reuniões...

Partilho, mais uma vez, os encontros que tive nos últimos tempos com equipas dos Centros Novas Oportunidades. Mais uma vez destaco a qualidade humana e profissional de todos os elementos das equipas que conheci. E deixo a minha palavra de reconhecimento pelo profissionalismo e dedicação que em todas elas encontrei.

O CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré realizou mais um júri para a conclusão do processo de RVCC, nível Secundário. Mas este júri teve uma experiência particular. Um dos adultos, o Sr. Nelson Silva, convidou a equipa a visitar o seu local de trabalho, na fábrica da Vista Alegre e lá realizar o seu júri. Tenho sempre a ideia do necessário distanciamento entre um processo de RVCC escolar e do processo de RVCC profissional e como tal o receio da confusão entre ambos é sempre dificil quando os júris decorrem neste contexto. Foi aqui que a equipa do CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, mais uma vez, surpreendou pela positiva. A qualidade dos portefólios e da organização das apresentações finais foram muito positivas e a qualidade do processo foi, mais uma vez, credibilizado. Os meus sinceros parabéns a todos os adultos que concluiram o seu processo nesse dia e uma palavra especial à Dra. Helena Silva e Dr. João Henriques pelo excelente trabalho que estão a desenvolver.

Segue-se depois o primeiro contacto com a equipa do CNO da Escola Básica 2, 3 de Maceira. Um dos novos Centros Novas Oportunidades que abriam as portas e procuram iniciar um trabalho de qualidade e sustentado em boas práticas. A sessão de trabalho com a equipa resultou numa excelente troca de ideias e na evidência do profissionalismo e rigor que esta escola quer dar ao reconhecimento do processo RVCC como estratégia de qualificação. Deixo os meus sinceros votos de bom trabalho e força para os desafios do arranque do trabalho que sei, pelo que vi, será de elevada qualidade e inovação.

Outra visita à equipa do CNO da Escola Secundária de Arganil. Tenho em excelente consideração profissional o trabalho desenvolvido por este CNO no que concerne à implementação do processo RVCC em regiões onde este processo aparece como única solução para muitos daqueles que procuram a sua qualificação e apenas têm esta via para "regresso à escola". A carência de soluções alternativas ao processo RVCC tem sido ganho pela intervenção desta equipa e pela qualidade dos profissionais que a integram.

E regressei à Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda, ao Centro Novas Oportunidades para uma sessão de trabalho com a equipa. Destaco as questões que me foram colocadas que revelam um interesse na criação de uma articulação na equipa que permita uma resposta de qualidade para os adultos que procuram o processo RVCC ou qualquer outra via de melhoria da sua qualificação. As dúvidas que muitas vezes me são colocadas nestas sessões de trabalho são geralmente idênticas. Acima de tudo revelam, como se verificou neste caso, o desejo de qualidade, rigor e adequação entre as necessidades e a procura de uma resposta concreta e coerente para os adultos. Deixo uma palavra de reconhecimento pelo trabalho que esta equipa já fez e votos de sucesso para o futuro.

E por fim, já um convite mais ou menos "antigo" de visita ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Anadia. Já tinha consultado a página on-line deste CNO e reparei numa frase que se destaca no texto sobre a missão do CNO: "O importante é aquilo que as pessoas podem fazer com aquilo que sabem". Foi, sem dúvida, esse espírito que encontrei na equipa. O desejo de não cair na tentação do facilitismo e trabalhar com rigor e profissionalismo. As dúvidas sobre as tomadas de decisão são, nesta fase, muito importantes. E creio que as decisões tomadas por este CNO vão no sentido de credibilizar o processo e a sua implementação. Foi também muito curioso reencontrar pessoas a quem tinha perdido o rasto. Desejo à equipa um bom trabalho, que sei que o vão conseguir, pela excelente dinâmica que encontrei já implementada.

Volto às palavras iniciais. Há neste momento, nas escolas que conheço, um conjunto de pessoas que integram as equipas técnico-pedagógicas dos Centros Novas Oportunidades, que se dedicam com todo o seu profissionalismo a este processo. Para eles, o meu reconhecimento e o meu agradecimento pelo tanto que partilham comigo e que aprendo com cada um deles. Parabéns. Parabéns também, a todos os adultos que, ao terminarem uma fase da sua qualificação o fazem já com vista de novos desafios.