Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A rede de Centros para RVCC Profissional.
O Investimento e a Qualificação: O Exemplo Sonae
Já, neste espaço, fiz destaque do investimento que a Martifer fez na criação de um Centro Novas Oportunidades. Destaco agora o exemplo da Sonae. Quando associado a planos de formação internos a valorização do processo de certificação e qualificação pode resultar numa efectiva mais-valia profissional e pessoal para os trabalhadores.«A Sonae Distribuição investiu 1,25 milhões de euros na criação de um Centro Novas Oportunidades (CNO), em Gaia, que se propõe formar 3.000 colaboradores da empresa até 2010, anunciou o presidente.
De acordo com Nuno Jordão, que falava durante a inauguração do novo CNO, a adesão dos trabalhadores do Modelo/Continente à iniciativa "ultrapassou as melhores expectativas", da empresa.
Segundo referiu, a forte adesão ao programa levou já à criação de uma "grande" lista de espera e está a acelerar a inauguração dos 17 pólos do CNO a criar na região do Grande Porto, 8 dos quais estão já operacionais.
A nível nacional, Nuno Jordão diz serem potencialmente abrangidos pelo programa Novas Oportunidades 19 mil dos 32 mil colaboradores da Sonae Distribuição, sendo intenção da empresa criar condições, em vários hipermercados do país, para ministrar a formação aos interessados.
O CNO de Gaia será, contudo, o único centro a criar na sequência do protocolo celebrado em Julho com a Agência Nacional para a Qualificação e o Instituto do Emprego e Formação Profissional, no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades, sendo a sua execução acompanhada por uma comissão constituída por representantes de cada entidade signatária.»
Fonte: RTP
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Uma dica interessante...
Uma das equipas que tenho em melhor consideração pela dedicação profissional e trabalho realizado nos últimos anos é a do CNO da Escola Secundária de Arganil. E hoje, curiosamente, recebi um e-mail de informação sobre um tema que colocaram em destaque no blog do referido centro. Obrigado pela informação. Cito:«Foi realizado um trabalho de investigação intitulado (Re)descobrir a matemática em mim: O percurso de dois adultos num Centro Novas Oportunidades, realizado por Óscar Fernandes & Margarida César da Universidade de Lisboa, Departamento de Educação & Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências, que julgo ser de bastante interesse para todos os que estão de algum modo comprometidos na sua actividade com os Processos de RVCC. O documento pode ser visto aqui.»
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A Formação de Adultos e o Desenvolvimento Local
O Centro Novas Oportunidades de Almodôvar sediado na escola sede do Agrupamento Vertical de Escolas de Almodôvar, Escola EB 2,3/S Dr João de Brito Camacho vai organizar no próximo dia 14 de Novembro (Sexta-Feira ) a primeira conferencia intitulada "A Formação de Adultos e o Desenvolvimento Local".O programa provisório é o seguinte:
10.00 – Sessão de Abertura – Director do Centro Novas Oportunidades Almodôvar.
10.30 – "A Importância da Educação de Adultos"
11.00 – Intervalo para Café.
11.30 – Painel – "A Qualificação, Desenvolvimento e Futuro"
12.30 – Debate
13.00 – Almoço (livre)
14.30 – Sessão de Abertura
15.00 – "Viver com Formação"
16.30 – Intervalo para Café.
17.00 – Entrega diplomas Nível Secundário.
17.30 – Sessão de Enceramento
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Saberes, competência e aprendizagem...
De tempos a tempos, gosto de relembrar o que li:Esta abordagem ganha ainda mais sentido no desenho de um Referencial para a educação e formação de adultos que tem como base, ponto de partida e de chegada o projecto de formação de um adulto, enquanto processo de aprendizagem que inclui "...um esforço deliberado, para obter ou perfazer uma competência (....) premissas de uma nova etapa na carreira adulta" (Tough, 1971:1).
Não se pode, contudo, deixar de ter presente que estes três conceitos - saberes, competências e aprendizagens - se interligam nos processos de reconhecimento, validação e certificação, onde se destaca como mais importante o carácter central do conceito de competências-chave. A par do desenvolvimento das competências básicas de literacia entendidas como a capacidade de processar informação escrita na vida quotidiana através da leitura, da escrita e do cálculo (Benavente e outros, 1996) as competências-chave são hoje consideradas um elemento essencial das chamadas sociedades da informação, do conhecimento e/ou em rede (Castells, 2002; Cardoso e outros, 2005). Trata-se de competências enraizadas em saberes adquiridos e aprendizagens desenvolvidas ao longo da vida, quer em contextos formais quer informais ou não-formais, cuja natureza permite a sua evidencicação através de processos de reconhecimento, validação e certificação desenvolvidos em contextos próprios e por técnicos especializados."
In: Referencial de Competências-Chave - Secundário
Aprendizagem Experimental
«Actualmente, a aprendizagem experiencial é provavelmente um dos conceitos mais significativos em educação e formação de adultos e, simultaneamente, um dos mais problemáticos. A sua importância advém das suas potencialidades em se constituir como um processo de construção do conhecimento. O termo é frequentemente utilizado tanto para referir o processo de construção de significados que é deduzido das experiências de vida que são tratadas nas aprendizagens formais, como o que é realizado através do acesso a conhecimentos teóricos que as mesmas situações de formação proporcionam.Fonte: Educação de adultos : vida no currículo e currículo na vida. – (Perpectivas e reflexões ; 1)
domingo, 26 de outubro de 2008
E quando não estamos em meio Urbano?
Tenho assistido a vários júris de validação em áreas do "interior" do país. É, sem dúvida nesse espaço que o "regresso" à escola é encarado como solução ou esperança e ao mesmo tempo, onde as soluções originais nascem como forma de promover uma efectiva mudança de expectativas. Relembro um texto que li:«As perspectivas de desenvolvimento do «interior», pensadas a partir do centro, equivalem, frequentemente, a encarar as zonas rurais como «desertos» de ideias, de realizações, de projectos, de instituições. Uma atitude mais atenta permite, no entanto, desmentir este preconceito. Nos vários domínios da vida social, económica, cultural e, nomeadamente no campo educativo, as zonas rurais do interior constituem reservatórios de criatividade, onde múltiplas experiências, extremamente interessantes, podem ter um papel prospectivo fundamental. (...)
Com base neste quadro geral da situação, pode sustentar-se que a educação de adultos constitui, sem dúvida, uma aposta educativa estratégica, numa óptica de promoção do desenvolvimento das zonas rurais do interior, com duas condições. A primeira é a de orientar a política de educação de adultos no sentido de a articular com a educação das crianças e dos jovens, contribuindo para pôr de pé políticas educativas integradas, numa perspectiva de educação permanente.
A segunda condição é a de encarar, numa perspectiva larga, a tarefa da alfabetização, articulando-a com a construção de uma consciência cívica e com a dinâmica de processos de desenvolvimento local. É na medida em que a educação de adultos possa permitir às pessoas um acréscimo de lucidez para «ler o mundo» que se criam as condições para a emergência da cultura de desenvolvimento a que atrás nos referimos.»
Fonte: Educação e perspectivas de desenvolvimento do «Interior»; Rui Canário
Maiores de 23: Acesso Aumenta...
Sempre fui um observador um pouco crítico no que diz respeito ao acesso especial criado pelo processo "+ 23 anos" ao Ensino Superior... Hoje saiu a notícia no Jornal de Notícias que destaco aqui:
«O número de alunos maiores de 23 anos no Superior cresceu 20 vezes em três anos, tendo passado de 551, em 2004/05, para 11.773 em 2007-08. Um parecer do Conselho Nacional de Educação alerta para os perigos. (...)
"Note-se, ainda, que a percentagem destes novos alunos varia com o tipo de instituição, em regra na razão inversa da capacidade de captação de alunos tradicionais. Pode, portanto, dizer-se que esta política teve um assinalável êxito quantitativo faltando, porém, estudos que permitam fazer uma análise detalhada do comportamento das instituições, nomeadamente quanto ao rigor dos critérios de admissão e ao nível de sucesso ou insucesso destes alunos", lê-se no parecer elaborado pelos professores Alberto Amaral e Jorge Carvalhal, a pedido da Assembleia da República. (...)
O parecer do CNE refere ainda a urgência da criação de um Quadro Nacional de Referência de Qualificações (NQF). Trata-se, basicamente, de dizer quais são as competências esperadas de um licenciado em determinada área. Sérgio Machado dos Santos, reitor honorário da Universidade do Minho e avaliador de instituições de Ensino Superior, lembra que a ex-ministra Maria da Graça Carvalho encetou, em 2004, um trabalho nesse sentido, mas que rapidamente foi abandonado. Em 2005, foi a vez de Pedro Lourtie se demitir da coordenação da Comissão de Acompanhamento do Processo de Bolonha. Cada instituição passou a estabelecer os seus próprios referenciais. Ou seja, não há homogeneidade entre o que é suposto serem as competências de um engenheiro civil formado no Minho ou no Porto. "A Medicina será talvez a excepção", refere Machado dos Santos.»
Ler o artigo aqui.
sábado, 25 de outubro de 2008
Blog: Para os Adultos, Formandos e Alunos?
Novos desfios, uma formação e troca de ideias...
Começo por destacar o contacto que tive com três CNO que não conhecia e que, tendo entrado em contacto comigo, tive o prazer de visitar e conhecer.
Já tinha trocado algumas palavras com a equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova, mas desta vez por contacto directo a troca de ideias e sessão de trabalho revelou-se uma agradável surpresa. Numa altura em que se ouve falar tanto em metas e número, encontrei uma equipa que me falou de qualidade, rigor e valorização do processo e das pessoas que o frequentam. Verdade seja dita que, nos vários (e já são muitos CNO) que acompanho, nunca ouvi falar de metas antes de ouvir falar de qualidade. O trabalho desenvolvido por este CNO vai nessa linha, sendo, pelo que constatei, uma trabalho de efectiva qualificação dos adultos em processo.Outro contacto que tive foi com o elementos da equipa do CNO da Escola Secundária Marques Castilho, em Águeda. Voltei a encontrar uma equipa preocupada com a q
ualidade e com a resposta que estava a dar aos adultos que procuram o projecto Novas Oportunidades. Uma resposta que se quer de rigor e que, muitas vezes, devido à forma como a mensagem passa de um projecto que nem sempre é claro na sua organização e funcionamento, leva a uma luta constante das equipas em tudo fazerem para credibilizar o mesmo projecto junto dos seus utilizadores. Gostei dos objectivos traçados pela coordenação e do espírito que encontrei.E mais
um contacto do CNO do Agrupamento de Escolas da Pampilhosa. O encontro serviu para apresentação da forma como desenvolvo as minhas funções de Avaliador Externo e, ao mesmo tempo, para trocar ideias e esclarecer umas dúvidas com os elementos da equipa. Fui informado que se tratava de uma equipa nova que desejava consolidar o projecto. Destaco, como uma estratégia fundamental essa ideia de consolidação de um projecto quando este representa, de facto, uma mais-valia para a escola e para o meio envolvente. Tal me pareceu o caso deste CNO e o objectivo desta equipa.
Destaco, ainda, o Júri de Validação que realizei no CNO da Escola Secundária da Mealhada. De tempos a tempos somos surpreendidos por um grupo de pessoas, que no seu colectivo, nos lembra o que de melhor o processo RVCC nos tem para oferecer. Numa sessão muito interessante foi feita uma viagem entre aprendizagens de todos os adultos presentes em júri, de uma forma muito bem preparada pela equipa (como já vem sendo hábito e uma boa prática a destacar no trabalho levado a cabo por este CNO), onde houve uma efectiva transferência de aprendizagens entre todos. Foi uma manhã muito interessante e que, tão cedo não esquecerei. Parabéns aos adultos e à equipa.
Por último, uma sessão de trabalho para uma equipa dos Cursos EFA - Básico e Secundário. Desta vez, no Agrupamento de Escolas Fernão Pó, no Bombarral. Destaco aqui a forma como a equipa demonstrou abordar o trabalho em contexto de formação mobilizando estratégias de motivação, valorização e adequação dos objectivos às metodologias de trabalho com os formandos.
Não posso terminar sem uma pequena reflexão em torno da ideia que, ou por estar em contacto com CNO que são exemplos do que deve ser a implementação do processo de RVCC, ou por outro qualquer outro factor que não consigo entender, não encontrei ainda, nenhuma equipa que vá pelo caminho do facilitismo, nem que não aposte na qualidade como factor fundamental de toda a intervenção na Iniciativa Novas Oportunidades. Dificuldades, dúvidas, anseios? Todas as equipas o demonstram. Mas em todas elas destaca-se a qualidade dos recursos humanos, o investimento de horas, trabalho e muita dedicação que tenho que destacar aqui. A todos eles o meu reconhecimento profissional e pessoal.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Educação de Adultos: vida no currículo e currículo na vida
Uma obra a consultar por equipas RVCC e EFA.Quintas, Helena (2008). Educação de Adultos: vida no currículo e currículo na vida, Lisboa: ANQ
terça-feira, 21 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Aprendizagem ao longo da vida...
domingo, 19 de outubro de 2008
Futurália: Desafios de Qualificação

Durante os quatro dias da Futurália realizar-se-ão diversos workshops e seminários que possibilitarão aos visitantes descobrir novas abordagens e analisar questões relevantes relacionadas com as áreas da educação, formação e primeiro emprego.
sábado, 18 de outubro de 2008
Duas revistas e uma associação.
Revista Noesis:

Revista Direito de Aprender:
Júris, Formação e encontros...
No passado mês de Setembro realizei, no CNO da Escola Nacional de Bombeiros (Lousã), os primeiros júris parciais, sendo que, os adultos vão agora integrar um curso de Educação e Formação de Adultos. Estes júris são fundamentais para o esclarecimento dos futuros formandos de cursos EFA, visto, muitas vezes, a transferência entre processos não seja clara para os candidatos. Destaco a qualidade do trabalho desenvolvido pela equipa técnico-pedagógica do CNO, sendo o seu trabalho transferido para os PRA que os adultos apresentaram para atingir os seus créditos.Este mês, desloquei-me a Vila Franca de Xira, à Escola Secun
dária Alves Redol, para realizar uma acção de formação para a equipa dos Cursos de Educação e Formação de Adultos. Já referi aqui a necessidade de promover acções de formação para as equipas de mediadores e formadores. Encontrei, como já conhecia no trabalho do CNO, uma equipa dedicada, profissional e competente. As dúvidas, como em muitas equipas, passam pelas estratégias de operacionalização e implementação. Foi uma boa sessão de trabalho, deixando aqui a minha palavra de reconhecimento pela vontade que encontrei em fazer um bom trabalho por parte da equipa, desejando sempre a qualidade e uma resposta efectiva para a qualificação dos formandos.Outra viagem levou-me ao CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, CNO em destaque este mês neste espaço. Ao visitar o CNO e na sessão de júri, encontrei os formadores no papel de profissionais e uma nova equipa. Tenho acompanhado essas mudanças em vá
rios centros. Tenho que destacar aqui o excelente trabalho de formação interna que foi realizado pela equipa. Encontrei uma equipa cooperante, dinâmica, conhecedora, estratégicamente articulada e muito profissional. Mas quero destacar aqui os adultos. Foi uma sessão de trabalho muito rica. Quer pela história de vida de cada um, quer pela valorização pessoal e profissional potenciada pelo regresso à escola e desejos de continuação dos estudos que todos os adultos demonstraram. Estão, sinceramente, de parabéns e desejo muito boa sorte para todos no futuro.E para terminar, um Júri no NERGA, na cidade da Guarda. A equipa manté
m-se o que permite um trabalho contínuo. Como já é hábito, as apresentações realizadas foram muito ricas e ilustrativas das histórias de vida dos adultos e do processo como reconhecimento efectivo de competências adquiridas ao longo da vida. A diversidade dessas mesmas histórias tornou uma sessão de júri numa conversa em que a transferência de conhecimentos de forma informal ocorreu de forma natural. A equipa e os adultos estão, também, de parabéns pelo trabalho realizado.Tenho que destacar que nestes dois últimos meses tenho recebido muitos contactos com dúvidas sobre os Cursos EFA. Tenho acompanhado e realizado muitas sessões de formação para as equipas, assim como o tenho feito para os novos CNO. Deixo aqui uma palavra para as equipas onde sempre encontro pessoas que procuram a qualidade, o rigor e que desempenham as suas funções com um elevado profissionalismo, muitas vezes, com as naturais dúvidas iniciais. A minha palavra para todos é de desejo de bom trabalho e de reconhecimento pelo tanto que já conseguiram.


