segunda-feira, 29 de setembro de 2008

e.Learning Europa: Uma comunidade.

O desenvolvimento de comunidades de aprendizagem surgem, cada vez mais, como uma excelente estratégia de aprendizagem ao longo da vida. Divulgamos um portal que pretende difundir uma análise aprofundada da situação actual e das tendências em e-learning pela Europa fora.


domingo, 28 de setembro de 2008

Seis Princípios da Educação de Adultos

«Rui Canário (1999), citando António Nóvoa, indica seis princípios capazes de servir de orientação a qualquer projecto de formação de adultos (pp.21-22).

1º PRINCIPIO

O adulto, em situação de formação, tem de ser visto como portador de uma história de vida e de uma experiência profissional que não poderá ser remetida para o esquecimento. Assim ganha uma importância inegável reflectir sobre o modo como ele próprio se forma, isto é, “o modo como ele se apropria do seu património vivencial através de uma dinâmica de compreensão retrospectiva”;

2º PRINCIPIO

Formação enquanto processo de transformação individual numa tripla dimensão do saber: saber, saber fazer, saber ser. Pressupõe uma grande implicação do indivíduo em formação, bem como uma participação alargada dos formandos na própria concepção e implementação da formação.

3º PRINCIPIO

Formação enquanto processo de mudança institucional, ligada estreitamente à instituição onde o sujeito exerce a sua actividade profissional. Assim espera-se um contrato tripartido, estabelecido entre equipa de formação, formandos e instituições;

4º PRINCIPIO

A formação deve organizar-se “numa tensão permanente entre a reflexão e a intervenção,” assentando num processo de investigação e sendo encarada como uma “função integradora institucionalmente ligada à mudança”;

5º PRINCIPIO

A formação deve desenrolar-se preocupando-se em desenvolver, nos formandos, as competências necessárias para serem capazes de mobilizar, em situações concretas, os recursos teóricos e técnicos adquiridos durante o processo formativo;

6º PRINCIPIO

“E não nos esqueçamos nunca que, como dizia Sarte, o homem caracteriza-se, sobretudo, pela capacidade de ultrapassar as situações pelo que consegue fazer com que os outros fizeram dele. A Formação tem de passar por aqui”.»

Fonte: Aqui.

sábado, 27 de setembro de 2008

Inteligência da Complexidade

De tempos a tempos somos surpreendidos com artigos de uma qualidade imensa... (Vale a pena ler)

«Para compreender na sua fecundidade genérica o paradigma da complexidade na sua matriz cultural contemporânea, importa, creio, restituir-lhe as raízes nas nossas culturas e enriquecer-nos com a espantosa experiência cognitiva que se forma e se transforma no cadinho da aventura humana que é também aventura do conhecimento humano: “A verdadeira novidade nasce sempre no regresso às origens”, recorda-nos E. Morin. O paradigma da complexidade e as epistemologias construtivistas não surgiram no limiar dos anos 1950, qual Atena, armada da cabeça aos pés. A sua herança trimilenar, ensinável e praticável, é pelo menos tão rica (e também pelo menos tão pertinente) como aquela ainda pregnante na cultura das nossas instituições académicas que os paradigmas cartesiano-positivistas reivindicam. Uma discussão sobre os contributos de G. Vico (1668 – 1744) e de Leonardo da Vinci (1453 – 1519) poderá aqui permitir-nos esses outros olhares que enriquecem e estimulam a inteligência, quer sejam os dos técnicos, dos docentes ou dos investigadores.»


Fonte: SÍSIFO, Inteligência da Complexidade

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CERN: As novas fronteiras da Ciência.


Para os interessados na Física (alunos, professores e curiosos) vale a pena ver os programas de visita ao Acelerador de Partículas. 
Para os adultos e formandos dos processos RVCC e Cursos EFA vale a pena, como a todos nós, saber mais sobre o que a Ciência. Um dos bons recursos para a STC é a consulta on-line de revistas, como por exemplo, a American Scientist que tem uma edição em português do Brasil. Outro bom exemplo é a revista Nature

As vias de acesso ao Ensino Superior.

A ANQ publicou hoje um esclarecimento sobre o acesso ao Ensino Superior para quem termina o processo RVCC, cursos EFA ou formações modulares.

Abrem-se assim duas portas de entrada:
- O Regime Geral de Ingresso e,
- O Acesso pelo Regime Especial - + 23 Anos.

Para saber mais ver o documento "Ofício Circular nº 615/GD/2008"


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Modelo para a Avaliação: Qualificação e EFA

Tenho assistido, nos encontros que tenho tido com as equipas dos Cursos EFA, à dificuldade em encontrarem um modelo de avaliação quantitativa para a formação. Deixo um modelo, que pode ser, com adaptações, utilizado e que surge do acordo celebrado pelos Ministros da Educação dos países da União Europeia em 2007. Vale a pena consultar a tabela final (anexo II).




terça-feira, 23 de setembro de 2008

Um Glossário Completo

Para que a linguagem seja mais clara para todos deixamos um glossário completo dos termos utilizados em contexto de formação e educação, assim como, dos programas em funcionamento.
Fonte: POPH


TecMinho: Apresentação Pública do CNO

«"Os Centros Novas Oportunidades no Paradigma da Aprendizagem ao Longo da Vida" será o tema central da sessão de apresentação pública do Centro Novas Oportunidades (CNO) da TecMinho, o qual terá lugar no próximo dia 25 de Setembro pelas 17h no Salão Nobre do Edifício dos Congregados da Universidade do Minho, em Braga, local onde este CNO tem a sua sede.
 
Com a presente sessão de apresentação pública, para além de dar a conhecer o Centro Novas Oportunidades da TecMinho, pretende-se reflectir sobre as actuais políticas de educação e formação de adultos e sobre a importância do reconhecimento e validação de competências no contexto da aprendizagem ao longo da vida.
 
O evento contará com a presença de representantes de organismos / instituições relacionadas com a Educação e Formação de adultos, bem como oradores especialistas na área de Educação e Formação de Adultos, tais como Sr. Presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Dr. Luís Capucha, a Sra. vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Dra. Palmira Costa, a representante do gabinete de educação de adultos da DREN, Dra.Olívia Santos Silva, entre outros. 
Contará, ainda com uma abordagem sobre a problemática da educação ao longo da vida, realizada pela Doutora Fátima Antunes (investigadora do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho), bem como com o testemunho do Director de Recursos Humanos do Grupo Salvador Caetano, Dr. José Manuel Rodrigues sobre a experiência deste grupo no processo de reconhecimento, validação e certificação de competências dos seus trabalhadores.
 
A participação nesta sessão é gratuita, solicitando apenas a confirmação via e-mail (cno@tecminho.uminho.pt) até ao dia 24 de Setembro.»

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

As Etapas e Referenciais de Intervenção: RVCC

«Os Centros Novas Oportunidades organizam a sua intervenção de acordo com as seguintes etapas:

Acolhimento – Consiste no atendimento e na inscrição do adulto num centro, pressupondo o esclarecimento acerca das diferentes fases do processo a realizar, bem como da possibilidade de encaminhamento para ofertas educativas e formativas ou para o processo de RVCC.

Diagnóstico – Implica a realização de uma análise do perfil do adulto, com o objectivo de proceder à identificação das respostas mais adequadas, tendo em conta o diagnóstico efectuado.

Encaminhamento – Tendo em conta o diagnóstico efectuado, visa direccionar o adulto para a resposta mais adequada, que poderá consistir no desenvolvimento de percursos de educação e formação exteriores ao centro ou na realização de um processo de RVCC.

Reconhecimento de competências – Tem em vista a identificação, pelo adulto, dos saberes e das competências que adquiriu ao longo da vida, através de um conjunto de actividades, assentes na metodologia de balanço de competências e na utilização de instrumentos diversificados de avaliação. O adulto evidencia as competências adquiridas, através da construção de um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, de modo a permitir a validação das mesmas, tendo em conta os referenciais constantes do Catálogo Nacional de Qualificações, para efeitos do RVCC.

Validação das competências – Compreende a auto-avaliação do Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, em articulação com a avaliação dos profissionais de reconhecimento e validação de competências e dos formadores das respectivas áreas de competências-chave.

Formação – No caso de, no decurso do processo de reconhecimento e validação de competências, terem sido identificadas necessidades de formação, pode proceder-se de duas formas. No caso de o adulto necessitar de acções de formação com uma duração superior a 50 horas, deve realizá-las em entidades formadoras exteriores ao Centros Novas Oportunidades. No caso de precisar de acções de formação até 50 horas, inclusive, estas podem ser realizadas nos centros.

Certificação das competências – Pressupõe a apresentação perante um júri de certificação, que atribui uma certificação ao adulto, no caso de lhe serem reconhecidas as competências-chave necessárias para uma determinada qualificação, em conformidade com os referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações. Nestas circunstâncias, a certificação de competências dará origem à emissão de um certificado de qualificações, conferindo igualmente um diploma de qualificação, se o referido processo conduzir à obtenção de um nível de escolaridade.»

Fonte: Aqui.

Auto-Avaliação dos CNO: Linhas de Rumo


«As preocupações com a identificação das competências que as pessoas vão adquirindo, ao longo da sua vida, por vias não-formais e informais de aprendizagem, fazem com que as questões da avaliação e certificação dessas mesmas competências, assegurando paralelamente a autovalorização das pessoas, sejam centrais às funções a desempenhar pelos Centros RVCC. (…)É preciso consensualizar um conjunto de critérios de apreciação a aplicar na análise do modo como o Centro:

Se organiza e gere os seus recursos;

Prepara e realiza o processo de RVCC tendo em conta as características específicas da sua população-alvo e, em paralelo, salvaguarda o cumprimento das metas que lhe são propostas;

Cria o ambiente propício a um relacionamento interpessoal facilitador do desenvolvimento global de todos os intervenientes no processo.»

Fonte: Roteiro para a auto-avaliação dos centros de reconhecimento, validação e certificação de competências.


A questão da QUALIDADE!

Li, e quero partilhar, em forma de alerta, as seguintes linhas de orientação produzidas pela Comissão Europeia, para a Educação de Adultos nos Estados Membros:

«Assegurar a qualidade da educação de adultos:
A oferta de qualidade medíocre em matéria de educação de adultos traduz-se em resultados de aprendizagem de qualidade igualmente deficiente. A qualidade reveste diversas formas: informação e orientação; análise das necessidades; conteúdo pertinente, que corresponda às necessidades e à procura reais; oferta; apoio à aprendizagem; abordagens em matéria de avaliação; e reconhecimento, validação e certificação de competências. Embora se deva reconhecer que todas estas dimensões são importantes, há que prestar especial atenção ao seguinte:

Métodos de ensinoOs métodos e materiais didácticos devem ser adaptados às necessidades específicas dos adultos e à forma como estes encaram a aprendizagem. Os resultados pretendidos em matéria de aprendizagem devem ser explícitos. Além disso, os adultos devem ter acesso a recursos de apoio à aprendizagem, tais como aconselhamento, alfabetização e desenvolvimento de competências de estudo em caso de necessidade.

Qualidade do pessoal - O desenvolvimento profissional das pessoas que trabalham no domínio da educação de adultos é determinante para a qualidade desta. Tem sido prestada pouca atenção à definição do conteúdo e dos processos da formação inicial a ministrar ao pessoal responsável pela educação de adultos. Há muitas vias educativas e profissionais para chegar a profissional da educação de adultos e a profissão nem sempre é reconhecida no quadro de estruturas de carreira formais. Comparada com outros subsistemas educativos, a educação de adultos caracteriza-se por percentagens elevadas de trabalhadores a tempo parcial (e de voluntários), que podem ter poucas perspectivas de carreira e são frequentemente pagos à hora. Os parceiros sociais deveriam ser associados ao reconhecimento de competências do pessoal responsável pela educação de adultos.

Qualidade dos prestadores - A qualidade global dos prestadores deve ser assegurada através de mecanismos de acreditação, de quadros de garantia da qualidade, de controlo interno e externo, bem como de uma avaliação dos resultados do ensino e da aprendizagem. Os governos desempenham aqui um papel crucial, cabendo-lhes estabelecer quadros normativos, definir normas de qualidade - baseadas designadamente em exemplos e princípios existentes no ensino e na formação profissionais, assim como no ensino superior -, e garantir o cumprimento destas normas.

Qualidade da ofertaPara aumentar a participação na educação de adultos, é essencial melhorar a oferta. Entre as medidas que fomentam a eficácia da oferta incluem-se a disponibilidade, a nível local, de locais de aprendizagem e de estruturas de acolhimento de crianças; serviços de ensino aberto e de ensino à distância para quem vive em áreas remotas; serviços de informação e orientação; e programas feitos à medida e mecanismos de ensino flexíveis.»

Vale a pena ler todo este documento que está disponível aqui.

domingo, 21 de setembro de 2008

sábado, 20 de setembro de 2008

Os "Novos" Números da Iniciativa Novas Oportunidades.

«De acordo com os dados da Agência Nacional para a Qualificação, desde 2007 e até 31 de Agosto de 2008, inscreveram-se nos Centros Novas Oportunidades 447.774 candidatos, dos quais 92.351 já obtiveram uma certificação escolar, e destes, 4021 indivíduos obtiveram uma certificação de nível secundário.
Para além destes resultados, é de sublinhar que desde o início da implementação da Iniciativa Novas Oportunidades, em 2006, inscreveram-se no programa Novas Oportunidades 516 mil adultos, tendo 161.683 concluído a sua certificação.
Dos adultos inscritos nos Centros Novas Oportunidades desde o início do ano passado, 213.890 tinham como objectivo a certificação ao nível do ensino básico (4.º, 6.º ou 9.º anos de escolaridade), enquanto 233.884 pretendiam concluir o nível secundário de educação (12.º ano de escolaridade).
Numa análise aos dados por nível etário, constata-se que a maioria dos inscritos no nível básico (36 por cento) tinha entre 35 e 44 anos, enquanto 10 por cento tinham entre 18 e 24 anos, e apenas um por cento 65 ou mais anos.
A maioria dos inscritos que pretendia obter o nível secundário (37 por cento) tinha entre 25 e 34 anos, e apenas três por cento tinham entre 55 e 64 anos.
A nível regional, o Norte regista o maior número de inscrições, quer para a obtenção do nível básico de educação (45 por cento) quer para a obtenção do nível secundário (37 por cento).
A Iniciativa Novas Oportunidades, tutelada pelos ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, tem como objectivo qualificar um milhão de indivíduos activos, até 2010, através das diferentes modalidades de educação-formação para adultos, a saber, sistema de reconhecimento, validação e certificação de competências, cursos de educação e formação de adultos e formações modulares certificadas. A Iniciativa Novas Oportunidades tem, igualmente, como meta envolver mais de 650 mil jovens em cursos técnicos e profissionalizantes, isto é, cursos profissionais, cursos de educação e formação e cursos inseridos no sistema de aprendizagem.
Este objectivo assume especial importância quando a percentagem da população adulta portuguesa que completou o ensino secundário é de apenas 20 por cento, enquanto nos países da OCDE esta percentagem ronda os 70 por cento.
Dos cerca de cinco milhões de portugueses que integram a população activa, metade tem menos que a escolaridade obrigatória (9.º ano de escolaridade). Portugal tem também mais de 485 mil jovens a trabalhar sem o ensino secundário completo, dos quais mais de metade (cerca de 266 mil) não concluíram sequer a escolaridade obrigatória.»
Fonte: ANQ

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Dias Europeus do Emprego

«Durante os meses de Setembro e Outubro, decorrerão, em mais de 200 cidades por toda a Europa, cerca de 500 eventos, visando promover a mobilidade geográfica dos trabalhadores como via alternativa para a obtenção de um emprego. Diversas actividades terão lugar, como feiras de emprego, 'workshops', actividades culturais, etc..
Também Portugal se integra na celebração destes Dias Europeus do Emprego 2008. No seguimento das 2 edições de anos anteriores, o IEFP organiza, nos próximos dias 26 e 27 de Setembro, na Cidade Universitária (em Lisboa), um evento que visa promover espaços de informação e aconselhamento personalizado, nos quais os trabalhadores poderão iniciar ou consolidar os seus projectos de mobilidade transnacional.»
Mais informação: Aqui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS I Seminário de Divulgação I

«Assinalando mais uma comemoração do Dia Europeu das Línguas, a Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida vai realizar um seminário de divulgação sobre as diversas acções que desenvolvem as competências linguísticas no Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, no dia 26 de Setembro de 2008. Aproveitando ainda esta oportunidade, será também apresentado o concurso SELO EUROPEU 2009 que se realiza anualmente e o vencedor da edição de 2007.


O referido seminário conta com a colaboração da Fundação Escola Profissional de Setúbal, pelo que os trabalhos decorrerão nas instalações da referida escola, na Rua Prof. Borges de Macedo, em Setúbal.

As inscrições para participação no seminário são limitadas e devem ser feitas até ao próximo dia 24 de Setembro de 2008, através do fax nº 213 944 737 ou do e-mail: tcastro@proalv.pt

Fonte: PROALV

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Avaliadores Externos: Esclarecimento

«Os candidatos para os quais foi proposta a admissão ao procedimento de acreditação (Anúncio n.º 5151/2008, de 7 de Agosto) não poderão, em circunstância alguma (salvo no que respeita aos candidatos que, previamente à abertura do presente procedimento, já se encontravam acreditados a título excepcional), participar, desde já, enquanto avaliadores externos, em júris de certificação de processos de RVCC desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades em funcionamento. Só o poderão fazer depois de devidamente acreditados e quando constarem da lista final dos candidatos publicada.»

Read this document on Scribd: AVEXt

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Competências Emocionais? Faz sentido?

Li...

"Sabe-se que a maioria das pessoas tem grande dificuldade em aprender em razão das emoções difíceis que são os inimigos desse processo – como a cegueira a respeito da própria incompetência, o medo de declarar a falta de conhecimento, o orgulho que impede de pedir ajuda, a preguiça, a impaciência para alcançar o conhecimento necessário, a desconfiança em relação ao instrutor ou a si mesmo e, por fim, o desânimo e a confusão. O saber útil é o "saber como" e não o "saber o quê". A informação é condição necessária, mas insuficiente para alcançar a efectividade na acção. Num mundo onde a mudança é constante e a competição é presente, o importante é saber como aprender novas disciplinas e não simplesmente saber fazer algo específico. Aprender a aprender permitirá responder com efectividade a qualquer mudança."


Seria uma excelente frase para uma apresentação do Processo RVCC ou Cursos EFA... E talvez, depois, uma análise deste quadro... (Competências Emocionais).



Fonte: Liderança e influência nas fases da gestão de projetos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vale a pena recordar algumas palavras...

... e principalmente, algumas ideias. Quer no âmbito do Processo RVCC, quer do desenvolvimento dos Cursos EFA, as competências em contexto são, por vezes, determinantes. Neste contexto, a aprendizagem colaborativa ganha mais sentido e importância. Fica um vídeo para reflexão.

domingo, 14 de setembro de 2008

Pedagogia Vs Andragogia


Fonte: Aqui.

Formação Complementar e Modular: 3 Linhas de Orientação

Estive esta semana que terminou em algumas escolas a acompanhar a implementação dos Cursos EFA. Realizei duas acções de formação e algumas reuniões com as equipas do Processo RVCC e Mediadores e Formadores dos Cursos EFA. Por e-mail recebo muitos pedido de materiais para a formação e linhas de orientação. Penso que será útil deixar aqui três linhas de orientação para formadores, quer no âmbito da formação complementar (RVCC) quer na formação em contexto dos cursos EFA. Essas linhas de orientação são gerais e devem ser pensadas, adequadas e só são estrategicamente válidas se o enquadramento real o permitir.
Assim, o primeiro passo para o desenvolvimento da formação deve ter em conta:

a) Que 5 a 10 horas (das 50 horas por UC ou total da formação complementar) devem ser aplicadas em actividades de diagnóstico, balanço de competências e/ou análise de potencialidades ao nível dos conhecimentos, capacidades e aptidões dos formandos, a nível pessoal e colectivo. Estas actividades iniciais podem ser desenvolvidas tendo por base dinâmicas individuais ou colectivas, assim como, avaliação diagnóstica aos saberes adquiridos em contexto formal, não formal e informal.

b) Que as seguintes 20 a 25 horas devem ser estruturadas em torno de actividades de registo das competências evidenciadas ao nível individual e colectivo, com base em recursos que permitam o registo para Portefólio dessas mesmas evidências nas temáticas transversais e específicas em desenvolvimento formativo. Os registos podem passar por narrativas, entrevistas, fotografias, vídeos, assim como, qualquer meio que permita tornar evidente a aprendizagem e saberes adquiridos pelo formando no seu contexto de aprendizagem ao longo da vida.

c) Que as restantes 20 horas sejam dedicadas a actividades de formação. Centradas num proceso de ensino-aprendizagem, mobilização de capacidades e aptidões, desenvolvimento de conhecimento em contexto real e, acima de tudo, aquisição de saberes por via da co-construção do conhecimento a nível individual e colectivo por interacção com o formador. Esta formação a ministrar deve centrar-se nos pontos a desenvolver na ausência de competências individuais, mas, principalmente, na realização de actividades que permitam a aprendizagem em áreas de desenvolvimento transversais a todos os formandos.

Destaco aqui a necessidade de trabalho individual. Destaco também, a importância de implementar neste contexto, metodologia de formação assentes na transferência, por via não-formal ou informal, de competências em contexto, isto é, que permitam o desenvolvimento de novos saberes a todos os formandos numa visão de aprendizagem inter-pares.