sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Dias Europeus do Emprego

«Durante os meses de Setembro e Outubro, decorrerão, em mais de 200 cidades por toda a Europa, cerca de 500 eventos, visando promover a mobilidade geográfica dos trabalhadores como via alternativa para a obtenção de um emprego. Diversas actividades terão lugar, como feiras de emprego, 'workshops', actividades culturais, etc..
Também Portugal se integra na celebração destes Dias Europeus do Emprego 2008. No seguimento das 2 edições de anos anteriores, o IEFP organiza, nos próximos dias 26 e 27 de Setembro, na Cidade Universitária (em Lisboa), um evento que visa promover espaços de informação e aconselhamento personalizado, nos quais os trabalhadores poderão iniciar ou consolidar os seus projectos de mobilidade transnacional.»
Mais informação: Aqui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS I Seminário de Divulgação I

«Assinalando mais uma comemoração do Dia Europeu das Línguas, a Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida vai realizar um seminário de divulgação sobre as diversas acções que desenvolvem as competências linguísticas no Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, no dia 26 de Setembro de 2008. Aproveitando ainda esta oportunidade, será também apresentado o concurso SELO EUROPEU 2009 que se realiza anualmente e o vencedor da edição de 2007.


O referido seminário conta com a colaboração da Fundação Escola Profissional de Setúbal, pelo que os trabalhos decorrerão nas instalações da referida escola, na Rua Prof. Borges de Macedo, em Setúbal.

As inscrições para participação no seminário são limitadas e devem ser feitas até ao próximo dia 24 de Setembro de 2008, através do fax nº 213 944 737 ou do e-mail: tcastro@proalv.pt

Fonte: PROALV

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Avaliadores Externos: Esclarecimento

«Os candidatos para os quais foi proposta a admissão ao procedimento de acreditação (Anúncio n.º 5151/2008, de 7 de Agosto) não poderão, em circunstância alguma (salvo no que respeita aos candidatos que, previamente à abertura do presente procedimento, já se encontravam acreditados a título excepcional), participar, desde já, enquanto avaliadores externos, em júris de certificação de processos de RVCC desenvolvidos nos Centros Novas Oportunidades em funcionamento. Só o poderão fazer depois de devidamente acreditados e quando constarem da lista final dos candidatos publicada.»

Read this document on Scribd: AVEXt

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Competências Emocionais? Faz sentido?

Li...

"Sabe-se que a maioria das pessoas tem grande dificuldade em aprender em razão das emoções difíceis que são os inimigos desse processo – como a cegueira a respeito da própria incompetência, o medo de declarar a falta de conhecimento, o orgulho que impede de pedir ajuda, a preguiça, a impaciência para alcançar o conhecimento necessário, a desconfiança em relação ao instrutor ou a si mesmo e, por fim, o desânimo e a confusão. O saber útil é o "saber como" e não o "saber o quê". A informação é condição necessária, mas insuficiente para alcançar a efectividade na acção. Num mundo onde a mudança é constante e a competição é presente, o importante é saber como aprender novas disciplinas e não simplesmente saber fazer algo específico. Aprender a aprender permitirá responder com efectividade a qualquer mudança."


Seria uma excelente frase para uma apresentação do Processo RVCC ou Cursos EFA... E talvez, depois, uma análise deste quadro... (Competências Emocionais).



Fonte: Liderança e influência nas fases da gestão de projetos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vale a pena recordar algumas palavras...

... e principalmente, algumas ideias. Quer no âmbito do Processo RVCC, quer do desenvolvimento dos Cursos EFA, as competências em contexto são, por vezes, determinantes. Neste contexto, a aprendizagem colaborativa ganha mais sentido e importância. Fica um vídeo para reflexão.

domingo, 14 de setembro de 2008

Pedagogia Vs Andragogia


Fonte: Aqui.

Formação Complementar e Modular: 3 Linhas de Orientação

Estive esta semana que terminou em algumas escolas a acompanhar a implementação dos Cursos EFA. Realizei duas acções de formação e algumas reuniões com as equipas do Processo RVCC e Mediadores e Formadores dos Cursos EFA. Por e-mail recebo muitos pedido de materiais para a formação e linhas de orientação. Penso que será útil deixar aqui três linhas de orientação para formadores, quer no âmbito da formação complementar (RVCC) quer na formação em contexto dos cursos EFA. Essas linhas de orientação são gerais e devem ser pensadas, adequadas e só são estrategicamente válidas se o enquadramento real o permitir.
Assim, o primeiro passo para o desenvolvimento da formação deve ter em conta:

a) Que 5 a 10 horas (das 50 horas por UC ou total da formação complementar) devem ser aplicadas em actividades de diagnóstico, balanço de competências e/ou análise de potencialidades ao nível dos conhecimentos, capacidades e aptidões dos formandos, a nível pessoal e colectivo. Estas actividades iniciais podem ser desenvolvidas tendo por base dinâmicas individuais ou colectivas, assim como, avaliação diagnóstica aos saberes adquiridos em contexto formal, não formal e informal.

b) Que as seguintes 20 a 25 horas devem ser estruturadas em torno de actividades de registo das competências evidenciadas ao nível individual e colectivo, com base em recursos que permitam o registo para Portefólio dessas mesmas evidências nas temáticas transversais e específicas em desenvolvimento formativo. Os registos podem passar por narrativas, entrevistas, fotografias, vídeos, assim como, qualquer meio que permita tornar evidente a aprendizagem e saberes adquiridos pelo formando no seu contexto de aprendizagem ao longo da vida.

c) Que as restantes 20 horas sejam dedicadas a actividades de formação. Centradas num proceso de ensino-aprendizagem, mobilização de capacidades e aptidões, desenvolvimento de conhecimento em contexto real e, acima de tudo, aquisição de saberes por via da co-construção do conhecimento a nível individual e colectivo por interacção com o formador. Esta formação a ministrar deve centrar-se nos pontos a desenvolver na ausência de competências individuais, mas, principalmente, na realização de actividades que permitam a aprendizagem em áreas de desenvolvimento transversais a todos os formandos.

Destaco aqui a necessidade de trabalho individual. Destaco também, a importância de implementar neste contexto, metodologia de formação assentes na transferência, por via não-formal ou informal, de competências em contexto, isto é, que permitam o desenvolvimento de novos saberes a todos os formandos numa visão de aprendizagem inter-pares.

sábado, 13 de setembro de 2008

O que podemos entender por Competência?


Conferência de José Moya (em Espanhol).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Um recurso para MV e STC...

Já há algum tempo que não divulgava neste espaço um recurso para uma área de formação/competência. Desta vez a minha escolha recai sobre Matemática para a Vida ou Sociedade, Tecnologia e Ciência. Ficam dois projecto interessantes.

Projecto 1:

Dimensions é um "passeio matemático". Na página inicial do site, que tem tradução para diversos idiomas, inclusive português, encontramos a explicação da actividade:

"Nove capítulos, duas horas de matemática, para descobrir progressivamente a quarta dimensão. Vertigens matemáticas garantidas."





Projecto 2:

«O Toque da Ciência é um produto de divulgação científica desenvolvido por integrantes do LECOTEC - Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã, da Unesp.

Nosso objectivo é divulgar a ciência produzida nas instituições brasileiras, em linguagem acessível ao público em geral, apresentando as observações dos mais importantes pesquisadores do país.»

Fica um Podcast interessante como exemplo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Decreto-Lei n.º 107/2008: Unidades Curriculares no Ensino Superior

«De acordo com o Decreto-Lei n.º 107/2008 de 25 de Junho do Ministério da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior estabeleceu-se a possibilidade de inscrição em disciplinas isoladas, por parte de qualquer interessado, com a garantia, em caso de aprovação, de certificação e ainda de creditação, se e quando ingressar em curso que as integre; assim como a possibilidade de os estudantes de um curso superior se inscreverem, em qualquer estabelecimento de ensino superior, em disciplinas que não integrem o plano de estudos do seu curso, com a garantia, em caso de aprovação, de certificação e de inclusão no suplemento ao diploma.

Segundo o artigo 46.º -A, referente à inscrição em unidades curriculares:

  1. Os estabelecimentos de ensino facultam a inscrição nas unidades curriculares que ministram.
  2. A inscrição pode ser feita quer por alunos inscritos num curso de ensino superior quer por outros interessados.
  3. A inscrição pode ser feita em regime sujeito a avaliação ou não.
  4. As unidades curriculares em que o estudante se inscreva em regime sujeito a avaliação e em que obtenha aprovação:
    • a) São objecto de certificação;
    • b) São obrigatoriamente creditadas, nos termos do artigo 45º, caso o seu titular tenha ou venha a adquirir o estatuto de aluno de um ciclo de estudos de ensino superior;
    • c) São incluídas em suplemento ao diploma que venha a ser emitido»
Pode consultar o Decreto-lei, aqui.
Fonte: UL

Emprego e Qualificação...

«Cerca de 60 por cento da mão-de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica, sendo apenas ultrapassada, entre 27 países da OCDE, pela Turquia, onde aquele indicador se situa nos 64 por cento, revela um relatório internacional.

Os indicadores mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), elaborados com base em dados de 2006, colocam ainda Portugal nos últimos lugares quanto à percentagem de trabalhadores com formação superior (cerca de 13 por cento), a par da Itália e só à frente da Turquia (pouco mais de dez por cento).

No topo desta tabela surge o Canadá, onde sensivelmente metade dos empregados formou-se em universidades, seguido de Israel (46 por cento) e os Estados Unidos (39).

Quanto à mão-de-obra especializada, Portugal é também o penúltimo, com 28 por cento, de novo apenas à frente da Turquia (cerca de 25 por cento), e no lado oposto da Holanda, com um pouco mais de 50 por cento, da Austrália (à volta de metade) e da Suíça (48 por cento).

Ainda de acordo com a OCDE, em 2006, países como o Canadá e Israel tinham apenas sete por cento da sua força laboral sem formação universitária nem qualquer especialização.

Holanda, Suíça, Finlândia, Noruega e Islândia surgem logo a seguir nos lugares cimeiros, enquanto no fundo da tabela, mas à frente de Portugal, aparecem a Polónia, Itália, República Checa, Hungria e Eslováquia. Espanha surge à frente deste grupo, com cerca de 40 por cento dos empregados sem qualquer qualificação específica.»

In: Jornal Público.

O ECVET: Mobilidade Europeia e Certificação

«O projecto intitulado «Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação Profissional» (ECVET) foi concebido para facilitar a transferência, a capitalização e o reconhecimento dos resultados das aprendizagens dos indivíduos. (...)
O ECVET é uma ferramenta para muitas pessoas que se encontram numa situação de mobilidade transnacional, nos mais variados contextos de aprendizagem, bem como para suportar percursos de aprendizagem ao longo da vida, que podem ser muito diversos. É o que ilustram os dois exemplos seguintes.»

Saber mais e fonte: aqui.


sábado, 6 de setembro de 2008

Novas Páginas de Apoio: EFA e FAQ's

Pensando nas necessidades desta fase de arranque dos trabalhos nas equipas dos Cursos EFA, assim como, das dúvidas que me são enviadas por e-mail e que diariamente respondo, estão abertos neste blog, duas novas páginas. Uma dessas páginas está ligada à informação exclusiva, assim como, partilha de recursos e materiais, para os Cursos EFA. A outra página servirá para as respostas a perguntas frequentes (FAQ's) que recebo por e-mail ou são colocadas como comentários neste blog. Esperamos que estas duas novas páginas possam ser úteis no trabalho que as equipas dos Centros Novas Oportunidades e equipas dos Cursos EFA venham a desenvolver nesta nova fase da Iniciativa Novas Oportunidades.

(Re)pensar os Cursos EFA.

Estive esta semana que passou em 3 Centros Novas Oportunidades a conduzir um conjunto de reuniões/formação a pedido das equipas técnico-pedagógicas no âmbito, quer da integração e início de actividades nesta fase, quer de continuidade no trabalho já desenvolvido. Curiosamente ao entrar em contacto com as equipas (RVCC e Cursos EFA) reparei na, ainda, desarticulação entre estes dois projectos de qualificação que estão interligados e em alguns momentos, interdependentes. Geralmente, como foi o caso, estou cerca de 2 horas à conversa com os elementos das duas equipas. É um processo que faço de forma gratuita e sempre que me convidam pois gosto de saber o que sentem, como está a ser implementado e quais as dificuldades e soluções encontradas na implementação destes projectos pois, como Avaliador Externo, para dar uma informação útil aos adultos preciso de conhecer bem a realidade vivida neste momento no contexto da Iniciativa Novas Oportunidades.
Destaco 3 pontos essenciais a implementar que estão a ser feitos em alguns casos e que precisam ser reforçados:

a) É necessário e extremamente útil haver uma articulação (com instrumentos de comunicação actualizados e válidos) entre a equipa do processo RVCC e dos Cursos EFA.

b) É útil, importante e valoriza o trabalho de todos, o facto de haver um trabalho/formação de descodificação do Referencial de Competências-Chave conjunto às duas equipas.

c) É de extrema importancia que o trabalho de elaboração de cronogramas, planificação, posicionamento e desenho dos percursos de formação dos adultos em curso EFA possa ser do conhecimento da equipa do processo RVCC, assim como, o contrário. A qualidade da resposta aos adultos passa por esta boa preparação prévia das soluções potencialmente válidas ao longo do ano.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Na tomada de posse da nova direcção da ANQ...

«O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social salientou hoje que o programa de requalificação Novas Oportunidades está a ter uma boa adesão, pois já envolveu 10 por cento da população activa, num total de 500 mil cidadãos.

"O programa Novas Oportunidades está a contar com uma grande mobilização da população activa, pois em tão curto tempo já envolveu 10 por cento da população activa portuguesa", disse José António Vieira da Silva na tomada de posse dos novos dirigentes da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ).

Segundo o ministro, este envolvimento têm ainda uma grande margem de crescimento, o que representa um desafio para o Governo.

"Mais de 500 mil cidadãos do nosso país responderam ao apelo do Governo, com elevadas expectativas, o que representa um desafio para todos nós, pois temos de dar uma resposta rápida e de qualidade a estas expectativas", disse Vieira da Silva.

No final da cerimónia o ministro do Trabalho disse aos jornalistas que o programa Novas Oportunidades está a ter "um impacto muito positivo" e que as pessoas que têm sido envolvidas na requalificação fazem uma avaliação muito positiva dos resultados obtidos - tanto os trabalhadores requalificados como como os seus empregadores.

Para ter uma noção mais precisa dos resultados deste programa na vida das pessoas que a ele aderiram o Governo encomendou um estudo à Universidade Católica e espera ter dados preliminares no início de 2009.

O programa de requalificação Novas Oportunidades, apresentado em Setembro de 2005 pelo primeiro-ministro, é tutelado pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério da Educação.

A ministra da Educação aproveitou a cerimónia de posse dos novos dirigentes da ANQ para salientar a "difícil missão", mas "muito interessante" que é a gestão da área da requalificação por dois ministérios.

Maria de Lurdes Rodrigues considerou que a responsabilidade da formação e da educação não é só do Governo e lembrou alguns números para ilustrar a dimensão do desafio da requalificação.

"Cerca de 3,5 milhões de adultos não completaram o ensino secundário e 50 por cento dos jovens abandonam a escola sem completarem a escolaridade mínima obrigatória", afirmou a ministra.

"Meio caminho está feito, agora é preciso continuar", defendeu Maria de Lurdes Rodrigues, referindo a importância das Novas Oportunidades e da ANQ.

O novo presidente da ANQ, Luís Capucha, salientou a importância da missão da Agência tendo em conta que a qualificação da população portuguesa "é a prioridade política para o desenvolvimento do país".

Segundo dados do Ministério da Educação, só 20 por cento da população adulta portuguesas (entre os 25 e os 64 anos) completou o ensino secundário.

Nos países da OCDE esta percentagem ronda os 70 por cento.

Dos cerca de 5 milhões de portugueses que integram a população activa, metade tem menos que a escolaridade obrigatória.

Portugal tem mais de 485 mil jovens a trabalhar sem o ensino secundário completo e mais de metade destes (mais de 266 mil) não concluíram a escolaridade obrigatória.»

Fonte: LUSA

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Duas questões e duas respostas... (Avaliar Competências num Portefólio)

«Como reconhecer a manifestação de uma competência?

Uma competência manifesta-se sempre como uma acção complexa com vista à resolução de um problema concreto. Por exemplo, se se pedir a um aluno que descreva uma figura, para o fazer, ele realiza um conjunto de acções que, embora estejam na base da ‘produção textual’, não podem ainda ser consideradas como uma manifestação dessa competência. Ao descrever a figura, o aluno mobiliza conhecimentos da estrutura do funcionamento da língua, mas a aplicação desses conhecimentos é realizado de uma forma simples – as frases podem ser simples e curtas, não revelando grande elaboração; a sequência das frases pode ser sincopada, sem grande coerência entre si, etc. O que se lhe pede é um exercício de aplicação. No entanto, se se pedir ao aluno que conte uma história a partir da figura, é-se-lhe colocado um problema. Para resolver esse problema, o aluno terá que realizar um conjunto complexo de acções, do qual resultará também um produto elaborado.
Como avaliar competências com portfolio?

O portfolio é uma das formas de avaliação que melhor permite avaliar competências. Como se afirmou atrás, o portfolio serve para avaliar um processo que se desenrola a médio/longo prazo, no decorrer do qual se vai recolhendo diversas e diferentes produções do aluno, das quais se vai fazendo a avaliação formativa, dando feedback ao aluno sobre as suas realizações, permitindo-lhe assim ir desenvolvendo a(s) competência(s) visada(s). Desta forma, o portfolio permite avaliar o processo e os produtos. Isto é importante porque, por um lado, qualquer competência precisa de tempo para se desenvolver e, por outro, pode sempre vir a ser mais desenvolvida. O uso do portfolio serve também para tornar isso evidente. Assim, os produtos recolhidos evidenciarão o nível de desempenho do aluno, em momentos diferentes do processo. As produções do aluno, além de diversas, devem ser também diferentes. Como no exemplo referido atrás, da ‘produção textual’, primeiro pode pedir-se ao aluno um exercício de descrição de uma figura e, posteriormente, que escreva uma história a partir da figura. A resolução desse problema, por parte do aluno, vai implicá-lo mais e totalmente. O desafio não consiste já só em formular um conjunto de frases que traduza a sua percepção de uma determinada figura, para o qual ele vai mobilizar o seu conhecimento da estrutura e do funcionamento da língua, mas mobilizará também a sua imaginação, a sua afectividade, etc. Dependendo do envolvimento do aluno na elaboração da sua narrativa, este realizará um produto onde se pode verificar não apenas o seu conhecimento da estrutura e do funcionamento da língua, mas também a sua criatividade, a sua dimensão afectiva, os seus pensamento mais profundos, etc. Por outro lado, o envolvimento do aluno na execução da tarefa pode mesmo levá-lo a expandir o seu conhecimento da língua, nomeadamente vocabulário, figuras de estilo, etc. que ainda não possuía, para poder exprimir pensamento e sentimentos inerentes ao seu relato da história.»

In: Avaliação de competências com portfolio. Autor: Ana Paula Silva

A Educação Não-Formal

«A educação não-formal pode ser definida como qualquer tentativa educacional organizada e sistemática que, normalmente, realiza-se fora dos quadros do sistema formal de ensino. É mais difusa, menos hierárquica e menos burocrática. Seus programas de ensino não precisam
necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão” e podem ter duração variável, concedendo ou não certificados de aprendizagem. As categorias de espaço e de tempo não são fixadas a priori, sendo respeitadas as peculiaridades do grupo para a elaboração e para a absorção dos conhecimentos.
O compromisso maior da educação não-formal diz respeito à cidadania, pensada em termos colectivos, donde os conteúdos de ensino podem guardar relações com a transmissão do saber historicamente acumulado pela humanidade, como podem também vincular-se aos interesses e necessidades dos grupos aos quais se destinam. Gohn (2007) considera que a educação não formal se fundamenta na solidariedade e atua sobre aspectos subjectivos do grupo, desenvolvendo laços de pertença e de ajuda na construção da identidade colectiva de seus integrantes, podendo colaborar para o desenvolvimento da sua auto-estima.
Dentre os processos que podem ser desenvolvidos pela educação não formal, a autora destaca:
• a consciência e a organização de como agir em grupos colectivos;
• a construção e a reconstrução de concepção(ões) de mundo e sobre o mundo;
• a contribuição para um sentimento de identidade com uma dada comunidade;
• a formação dos indivíduos para a vida e para as suas adversidades e não somente com sua habilitação para entrar no mundo do trabalho;
• o resgate do sentimento de valorização de si próprio, a rejeição dos preconceitos e a valorização e o respeito às diferenças.»
In: EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA de Márcia Derbli Schafranski

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Em resposta às dúvidas dos Cursos EFA.

"Uma entidade formadora, ao organizar um curso EFA, deve deixar vagas para os adultos que possam vir encaminhados de um Centro Novas Oportunidades, para a realização de um percurso flexível?
Sim. O número mínimo de formandos para cursos EFA é 10 e o número máximo é 25, pelo que a entidade formadora pode inserir, por exemplo, 15 formandos numa turma, reservando os restantes 10 para formandos de percursos flexíveis que venham encaminhados dos Centros Novas Oportunidades

Todo o adulto que inicia um processo formativo EFA é obrigado a fazer um mínimo de 100h?
Sim. A duração mínima de um curso EFA flexível, para os adultos que vêm de um processo RVCC, é de 100 horas.(notas dos anexos 1, 3 e 4 da Portaria 230/2008, de 7 de Março).

Como se avaliam as UC/UFCD num curso EFA só de habilitação escolar?
Num curso EFA de nível secundário de habilitação escolar (Percurso S - Tipo A), tal como num processo RVCC de nível secundário, obtém-se a certificação com a validação de um mínimo de 44 competências (44 créditos), no conjunto das 22 Unidades de Competência (UC) associadas às UFCD que compõem a componente de formação de base. Para o adulto obter esta certificação tem de percorrer todas as UC/UFCD, validando, pelo menos, 2 competências em cada UC/UFCD. O mesmo acontece com os percursos S - Tipo B e C. Nestes casos a certificação está igualmente dependente da validação de 2 competências em cada UC/UFCD que constitui o percurso.(art.º 32º da Portaria 230/2008, de 7 de Março).

Como é tratada a questão da avaliação num percurso EFA descontínuo (adultos encaminhados para percursos EFA a partir de processos RVCC)?
Quando um adulto termina um processo RVCC não tendo validado todas as competências da componente de base, é-lhe passado um PPQ (Plano Pessoal de Qualificação) onde estão inscritas as UC/UFCD que ele terá que frequentar num percurso EFA para obter a qualificação total. Por exemplo: um adulto que, num processo RVCC, consegue validar 16 das 22 UC da componente de base (32 competências = 2*16), necessita de ser encaminhado para um percurso EFA para poder validar as restantes 6 UC. Nesse caso, o adulto terá de percorrer as outras 6 UC/UFCD (24 competências) em formação (300 horas), mas só necessita de validar 12 das 24 competências. Isso dar-lhe-ia 32+12 = 44 competências, ou seja o mínimo para a certificação."

Fonte: ANQ

CNO Destaque do Mês de Setembro: CNO da ENB

Durante o mês de Setembro estará em destaque neste Blog o Centro Novas Oportunidades da Escola Nacional de Bombeiros. Este centro, com uma equipa alargada para a implementação do processo RVCC de nível Secundário, tem vindo a desenvolver um trabalho continuado de valorização do processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, tendo em conta o público-alvo e a integração social do mesmo no contexto de mobilização das competências adquiridas e exploração de competências a adquirir. A sua experiência numa área profissional tem sido uma mais-valia para os candidatos que profissionalmente se integram neste campo de actuação.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Regresso ao Trabalho: Desafios

Para muitos hoje é um dia de regresso ao trabalho nos Centros Novas Oportunidades. Para outros, é o primeiro dia. Para outros, ainda, é um regresso mas para novas funções. A todos deixo uma palavra de votos sinceros de sucesso e bom trabalho.
E deixo 3 desafios para este (re)início:

a) Pensem nas competências que adquiriram ao longo do último período de trabalho antes das férias e perguntem como as podem mobilizar para a melhoria da qualidade do trabalho que agora vão começar.

b) Façam uma análise à equipa técnico-pedagógica. Uma análise de necessidades de formação, dúvidas, medos, expectativas, boas práticas e discutam soluções para as dinamizar ou colmatar.

c) Coloquem desafios pessoais e colectivos. Pensados em função do público-alvo, da qualidade e da vossa função no CNO. Pensem que o vosso trabalho é também fonte de valorização e credibilidade para todo um projecto. Acreditem que é possível fazer mais e melhor.
Bom regresso ao trabalho!