terça-feira, 9 de setembro de 2008

Emprego e Qualificação...

«Cerca de 60 por cento da mão-de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica, sendo apenas ultrapassada, entre 27 países da OCDE, pela Turquia, onde aquele indicador se situa nos 64 por cento, revela um relatório internacional.

Os indicadores mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), elaborados com base em dados de 2006, colocam ainda Portugal nos últimos lugares quanto à percentagem de trabalhadores com formação superior (cerca de 13 por cento), a par da Itália e só à frente da Turquia (pouco mais de dez por cento).

No topo desta tabela surge o Canadá, onde sensivelmente metade dos empregados formou-se em universidades, seguido de Israel (46 por cento) e os Estados Unidos (39).

Quanto à mão-de-obra especializada, Portugal é também o penúltimo, com 28 por cento, de novo apenas à frente da Turquia (cerca de 25 por cento), e no lado oposto da Holanda, com um pouco mais de 50 por cento, da Austrália (à volta de metade) e da Suíça (48 por cento).

Ainda de acordo com a OCDE, em 2006, países como o Canadá e Israel tinham apenas sete por cento da sua força laboral sem formação universitária nem qualquer especialização.

Holanda, Suíça, Finlândia, Noruega e Islândia surgem logo a seguir nos lugares cimeiros, enquanto no fundo da tabela, mas à frente de Portugal, aparecem a Polónia, Itália, República Checa, Hungria e Eslováquia. Espanha surge à frente deste grupo, com cerca de 40 por cento dos empregados sem qualquer qualificação específica.»

In: Jornal Público.

O ECVET: Mobilidade Europeia e Certificação

«O projecto intitulado «Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação Profissional» (ECVET) foi concebido para facilitar a transferência, a capitalização e o reconhecimento dos resultados das aprendizagens dos indivíduos. (...)
O ECVET é uma ferramenta para muitas pessoas que se encontram numa situação de mobilidade transnacional, nos mais variados contextos de aprendizagem, bem como para suportar percursos de aprendizagem ao longo da vida, que podem ser muito diversos. É o que ilustram os dois exemplos seguintes.»

Saber mais e fonte: aqui.


sábado, 6 de setembro de 2008

Novas Páginas de Apoio: EFA e FAQ's

Pensando nas necessidades desta fase de arranque dos trabalhos nas equipas dos Cursos EFA, assim como, das dúvidas que me são enviadas por e-mail e que diariamente respondo, estão abertos neste blog, duas novas páginas. Uma dessas páginas está ligada à informação exclusiva, assim como, partilha de recursos e materiais, para os Cursos EFA. A outra página servirá para as respostas a perguntas frequentes (FAQ's) que recebo por e-mail ou são colocadas como comentários neste blog. Esperamos que estas duas novas páginas possam ser úteis no trabalho que as equipas dos Centros Novas Oportunidades e equipas dos Cursos EFA venham a desenvolver nesta nova fase da Iniciativa Novas Oportunidades.

(Re)pensar os Cursos EFA.

Estive esta semana que passou em 3 Centros Novas Oportunidades a conduzir um conjunto de reuniões/formação a pedido das equipas técnico-pedagógicas no âmbito, quer da integração e início de actividades nesta fase, quer de continuidade no trabalho já desenvolvido. Curiosamente ao entrar em contacto com as equipas (RVCC e Cursos EFA) reparei na, ainda, desarticulação entre estes dois projectos de qualificação que estão interligados e em alguns momentos, interdependentes. Geralmente, como foi o caso, estou cerca de 2 horas à conversa com os elementos das duas equipas. É um processo que faço de forma gratuita e sempre que me convidam pois gosto de saber o que sentem, como está a ser implementado e quais as dificuldades e soluções encontradas na implementação destes projectos pois, como Avaliador Externo, para dar uma informação útil aos adultos preciso de conhecer bem a realidade vivida neste momento no contexto da Iniciativa Novas Oportunidades.
Destaco 3 pontos essenciais a implementar que estão a ser feitos em alguns casos e que precisam ser reforçados:

a) É necessário e extremamente útil haver uma articulação (com instrumentos de comunicação actualizados e válidos) entre a equipa do processo RVCC e dos Cursos EFA.

b) É útil, importante e valoriza o trabalho de todos, o facto de haver um trabalho/formação de descodificação do Referencial de Competências-Chave conjunto às duas equipas.

c) É de extrema importancia que o trabalho de elaboração de cronogramas, planificação, posicionamento e desenho dos percursos de formação dos adultos em curso EFA possa ser do conhecimento da equipa do processo RVCC, assim como, o contrário. A qualidade da resposta aos adultos passa por esta boa preparação prévia das soluções potencialmente válidas ao longo do ano.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Na tomada de posse da nova direcção da ANQ...

«O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social salientou hoje que o programa de requalificação Novas Oportunidades está a ter uma boa adesão, pois já envolveu 10 por cento da população activa, num total de 500 mil cidadãos.

"O programa Novas Oportunidades está a contar com uma grande mobilização da população activa, pois em tão curto tempo já envolveu 10 por cento da população activa portuguesa", disse José António Vieira da Silva na tomada de posse dos novos dirigentes da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ).

Segundo o ministro, este envolvimento têm ainda uma grande margem de crescimento, o que representa um desafio para o Governo.

"Mais de 500 mil cidadãos do nosso país responderam ao apelo do Governo, com elevadas expectativas, o que representa um desafio para todos nós, pois temos de dar uma resposta rápida e de qualidade a estas expectativas", disse Vieira da Silva.

No final da cerimónia o ministro do Trabalho disse aos jornalistas que o programa Novas Oportunidades está a ter "um impacto muito positivo" e que as pessoas que têm sido envolvidas na requalificação fazem uma avaliação muito positiva dos resultados obtidos - tanto os trabalhadores requalificados como como os seus empregadores.

Para ter uma noção mais precisa dos resultados deste programa na vida das pessoas que a ele aderiram o Governo encomendou um estudo à Universidade Católica e espera ter dados preliminares no início de 2009.

O programa de requalificação Novas Oportunidades, apresentado em Setembro de 2005 pelo primeiro-ministro, é tutelado pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério da Educação.

A ministra da Educação aproveitou a cerimónia de posse dos novos dirigentes da ANQ para salientar a "difícil missão", mas "muito interessante" que é a gestão da área da requalificação por dois ministérios.

Maria de Lurdes Rodrigues considerou que a responsabilidade da formação e da educação não é só do Governo e lembrou alguns números para ilustrar a dimensão do desafio da requalificação.

"Cerca de 3,5 milhões de adultos não completaram o ensino secundário e 50 por cento dos jovens abandonam a escola sem completarem a escolaridade mínima obrigatória", afirmou a ministra.

"Meio caminho está feito, agora é preciso continuar", defendeu Maria de Lurdes Rodrigues, referindo a importância das Novas Oportunidades e da ANQ.

O novo presidente da ANQ, Luís Capucha, salientou a importância da missão da Agência tendo em conta que a qualificação da população portuguesa "é a prioridade política para o desenvolvimento do país".

Segundo dados do Ministério da Educação, só 20 por cento da população adulta portuguesas (entre os 25 e os 64 anos) completou o ensino secundário.

Nos países da OCDE esta percentagem ronda os 70 por cento.

Dos cerca de 5 milhões de portugueses que integram a população activa, metade tem menos que a escolaridade obrigatória.

Portugal tem mais de 485 mil jovens a trabalhar sem o ensino secundário completo e mais de metade destes (mais de 266 mil) não concluíram a escolaridade obrigatória.»

Fonte: LUSA

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Duas questões e duas respostas... (Avaliar Competências num Portefólio)

«Como reconhecer a manifestação de uma competência?

Uma competência manifesta-se sempre como uma acção complexa com vista à resolução de um problema concreto. Por exemplo, se se pedir a um aluno que descreva uma figura, para o fazer, ele realiza um conjunto de acções que, embora estejam na base da ‘produção textual’, não podem ainda ser consideradas como uma manifestação dessa competência. Ao descrever a figura, o aluno mobiliza conhecimentos da estrutura do funcionamento da língua, mas a aplicação desses conhecimentos é realizado de uma forma simples – as frases podem ser simples e curtas, não revelando grande elaboração; a sequência das frases pode ser sincopada, sem grande coerência entre si, etc. O que se lhe pede é um exercício de aplicação. No entanto, se se pedir ao aluno que conte uma história a partir da figura, é-se-lhe colocado um problema. Para resolver esse problema, o aluno terá que realizar um conjunto complexo de acções, do qual resultará também um produto elaborado.
Como avaliar competências com portfolio?

O portfolio é uma das formas de avaliação que melhor permite avaliar competências. Como se afirmou atrás, o portfolio serve para avaliar um processo que se desenrola a médio/longo prazo, no decorrer do qual se vai recolhendo diversas e diferentes produções do aluno, das quais se vai fazendo a avaliação formativa, dando feedback ao aluno sobre as suas realizações, permitindo-lhe assim ir desenvolvendo a(s) competência(s) visada(s). Desta forma, o portfolio permite avaliar o processo e os produtos. Isto é importante porque, por um lado, qualquer competência precisa de tempo para se desenvolver e, por outro, pode sempre vir a ser mais desenvolvida. O uso do portfolio serve também para tornar isso evidente. Assim, os produtos recolhidos evidenciarão o nível de desempenho do aluno, em momentos diferentes do processo. As produções do aluno, além de diversas, devem ser também diferentes. Como no exemplo referido atrás, da ‘produção textual’, primeiro pode pedir-se ao aluno um exercício de descrição de uma figura e, posteriormente, que escreva uma história a partir da figura. A resolução desse problema, por parte do aluno, vai implicá-lo mais e totalmente. O desafio não consiste já só em formular um conjunto de frases que traduza a sua percepção de uma determinada figura, para o qual ele vai mobilizar o seu conhecimento da estrutura e do funcionamento da língua, mas mobilizará também a sua imaginação, a sua afectividade, etc. Dependendo do envolvimento do aluno na elaboração da sua narrativa, este realizará um produto onde se pode verificar não apenas o seu conhecimento da estrutura e do funcionamento da língua, mas também a sua criatividade, a sua dimensão afectiva, os seus pensamento mais profundos, etc. Por outro lado, o envolvimento do aluno na execução da tarefa pode mesmo levá-lo a expandir o seu conhecimento da língua, nomeadamente vocabulário, figuras de estilo, etc. que ainda não possuía, para poder exprimir pensamento e sentimentos inerentes ao seu relato da história.»

In: Avaliação de competências com portfolio. Autor: Ana Paula Silva

A Educação Não-Formal

«A educação não-formal pode ser definida como qualquer tentativa educacional organizada e sistemática que, normalmente, realiza-se fora dos quadros do sistema formal de ensino. É mais difusa, menos hierárquica e menos burocrática. Seus programas de ensino não precisam
necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão” e podem ter duração variável, concedendo ou não certificados de aprendizagem. As categorias de espaço e de tempo não são fixadas a priori, sendo respeitadas as peculiaridades do grupo para a elaboração e para a absorção dos conhecimentos.
O compromisso maior da educação não-formal diz respeito à cidadania, pensada em termos colectivos, donde os conteúdos de ensino podem guardar relações com a transmissão do saber historicamente acumulado pela humanidade, como podem também vincular-se aos interesses e necessidades dos grupos aos quais se destinam. Gohn (2007) considera que a educação não formal se fundamenta na solidariedade e atua sobre aspectos subjectivos do grupo, desenvolvendo laços de pertença e de ajuda na construção da identidade colectiva de seus integrantes, podendo colaborar para o desenvolvimento da sua auto-estima.
Dentre os processos que podem ser desenvolvidos pela educação não formal, a autora destaca:
• a consciência e a organização de como agir em grupos colectivos;
• a construção e a reconstrução de concepção(ões) de mundo e sobre o mundo;
• a contribuição para um sentimento de identidade com uma dada comunidade;
• a formação dos indivíduos para a vida e para as suas adversidades e não somente com sua habilitação para entrar no mundo do trabalho;
• o resgate do sentimento de valorização de si próprio, a rejeição dos preconceitos e a valorização e o respeito às diferenças.»
In: EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA de Márcia Derbli Schafranski

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Em resposta às dúvidas dos Cursos EFA.

"Uma entidade formadora, ao organizar um curso EFA, deve deixar vagas para os adultos que possam vir encaminhados de um Centro Novas Oportunidades, para a realização de um percurso flexível?
Sim. O número mínimo de formandos para cursos EFA é 10 e o número máximo é 25, pelo que a entidade formadora pode inserir, por exemplo, 15 formandos numa turma, reservando os restantes 10 para formandos de percursos flexíveis que venham encaminhados dos Centros Novas Oportunidades

Todo o adulto que inicia um processo formativo EFA é obrigado a fazer um mínimo de 100h?
Sim. A duração mínima de um curso EFA flexível, para os adultos que vêm de um processo RVCC, é de 100 horas.(notas dos anexos 1, 3 e 4 da Portaria 230/2008, de 7 de Março).

Como se avaliam as UC/UFCD num curso EFA só de habilitação escolar?
Num curso EFA de nível secundário de habilitação escolar (Percurso S - Tipo A), tal como num processo RVCC de nível secundário, obtém-se a certificação com a validação de um mínimo de 44 competências (44 créditos), no conjunto das 22 Unidades de Competência (UC) associadas às UFCD que compõem a componente de formação de base. Para o adulto obter esta certificação tem de percorrer todas as UC/UFCD, validando, pelo menos, 2 competências em cada UC/UFCD. O mesmo acontece com os percursos S - Tipo B e C. Nestes casos a certificação está igualmente dependente da validação de 2 competências em cada UC/UFCD que constitui o percurso.(art.º 32º da Portaria 230/2008, de 7 de Março).

Como é tratada a questão da avaliação num percurso EFA descontínuo (adultos encaminhados para percursos EFA a partir de processos RVCC)?
Quando um adulto termina um processo RVCC não tendo validado todas as competências da componente de base, é-lhe passado um PPQ (Plano Pessoal de Qualificação) onde estão inscritas as UC/UFCD que ele terá que frequentar num percurso EFA para obter a qualificação total. Por exemplo: um adulto que, num processo RVCC, consegue validar 16 das 22 UC da componente de base (32 competências = 2*16), necessita de ser encaminhado para um percurso EFA para poder validar as restantes 6 UC. Nesse caso, o adulto terá de percorrer as outras 6 UC/UFCD (24 competências) em formação (300 horas), mas só necessita de validar 12 das 24 competências. Isso dar-lhe-ia 32+12 = 44 competências, ou seja o mínimo para a certificação."

Fonte: ANQ

CNO Destaque do Mês de Setembro: CNO da ENB

Durante o mês de Setembro estará em destaque neste Blog o Centro Novas Oportunidades da Escola Nacional de Bombeiros. Este centro, com uma equipa alargada para a implementação do processo RVCC de nível Secundário, tem vindo a desenvolver um trabalho continuado de valorização do processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, tendo em conta o público-alvo e a integração social do mesmo no contexto de mobilização das competências adquiridas e exploração de competências a adquirir. A sua experiência numa área profissional tem sido uma mais-valia para os candidatos que profissionalmente se integram neste campo de actuação.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Regresso ao Trabalho: Desafios

Para muitos hoje é um dia de regresso ao trabalho nos Centros Novas Oportunidades. Para outros, é o primeiro dia. Para outros, ainda, é um regresso mas para novas funções. A todos deixo uma palavra de votos sinceros de sucesso e bom trabalho.
E deixo 3 desafios para este (re)início:

a) Pensem nas competências que adquiriram ao longo do último período de trabalho antes das férias e perguntem como as podem mobilizar para a melhoria da qualidade do trabalho que agora vão começar.

b) Façam uma análise à equipa técnico-pedagógica. Uma análise de necessidades de formação, dúvidas, medos, expectativas, boas práticas e discutam soluções para as dinamizar ou colmatar.

c) Coloquem desafios pessoais e colectivos. Pensados em função do público-alvo, da qualidade e da vossa função no CNO. Pensem que o vosso trabalho é também fonte de valorização e credibilidade para todo um projecto. Acreditem que é possível fazer mais e melhor.
Bom regresso ao trabalho!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

II Encontro de CNO do Vale do Ave

«Os CNO da CIOR e CITEVE (Vila Nova de Famalicão) e da Escola Secundária de Caldas de Vizela vão promover o II Encontro de CNO do Vale do Ave, no dia 9 de Setembro de 2008, nas instalações da Escola Secundária de Caldas de Vizela.»

Podem consultar aqui o programa deste evento: Programa do Encontro

Alguns passos para escrever uma Biografia.

«1- Defina quem você era e o que fazia:
Esta parte pode ser escrita levando em conta sua vida actualmente.

2- Conte um pouco sobre sua mudança de vida:
Toda grande biografia conta com a súbita mudança de vida que nos direccionou ao que somos hoje. Aqui já começamos a falar sobre o futuro.

3- Descreva os problemas que enfrentou por causa dessa mudança:
Claro que você vai enfrentar problemas, mas prevê-los vai ser o grande segredo para evitar que se tornem maiores que o necessário. Não se esqueça de falar sobre como superou estes problemas.

4- Diga como é sua vida actual e seus planos para o futuro:
A sua vida agora é boa, você já conseguiu muita coisa. Mas e o futuro? Quando chegar ao ponto final da sua biografia pode falar sobre o que pretende fazer dali para a frente.»

Fonte: Aqui.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

III Colóquio SEAE - Universidade do Minho

«Numa época em que as democracias enfrentam desafios e mudanças profundos na governação dos serviços públicos; num momento de transições e turbulências na educação, queremos criar espaços e ocasiões de debate em torno das modificações na governação da educação e das políticas que abrem, alimentam ou gerem estas rupturas e transformações. A progressiva afirmação da União Europeia como espaço político importante de definição de opções e de orientações estratégicas para os sistemas de educação e formação constitui um elo decisivo da cadeia de processos recentes de inovação política da qual fazem parte as parcerias, os actores e os contextos locais. A contínua produção de novas e velhas desigualdades, a afirmação de direitos e princípios de justiça recém-criados ou reinventados, a emergência de movimentos e actores colectivos em torno das actuais condições e reivindicações sócio-educativas têm vindo a alterar expressivamente a ordem e as realidades educativas em Portugal e no mundo. A avaliação dos estabelecimentos, dos professores ou dos estudantes; os novos actores supranacionais, as configurações institucionais emergentes e a refundação dos papéis do Estado e da autoridade pública; as modalidades, os espaços, tempos e contextos de aprendizagem, os saberes e as suas concretizações, na educação e o trabalho, eis algumas das questões que propomos para estudo e reflexão neste colóquio.»

Veja mais informações aqui.

História de Vida: Uma visão metodológica.

«O quotidiano das pessoas é retratado por meio de suas histórias de vida. O quotidiano é entendido como o momento em que é recebido (pelos actores sociais) como o tempo/ espaço/ acção do idêntico sempre igual a si mesmo; e no entanto é também o concreto, o tempo e o espaço das acções que nos pertencem mais, a dimensão social mais investida de significação de desejos individuais, um campo que longe de ser uma repetição monótona parece carregado de férteis microeventos.
Segundo essa linha de pensamento, o nosso quotidiano é repleto de significações: é um conjunto de situações vivenciadas no dia-a-dia, percebidas individualmente e renovando-se a cada instante. A vida quotidiana é caracterizada como o lugar das negociações do acontecimento pelos seres humanos e, ainda, como o lugar de disposição da existência pela construção sempre renovada da interface da natureza e da cultura.»

Vale a pena ler este artigo e tirar algumas conclusões sobre a importância a dar a alguns pontos fundamentais da História de Vida.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Respostas a Questionário: Resultados

No passado mês de Julho foi publicado neste blog um questionário sobre os desafios do processo RVCC. Obrigado a todos pela participação. Ficam aqui publicados os resultados de uma forma resumida.
View SlideShare presentation or Upload your own. (tags: rvcc cno)

Processo RVCC: Inclusão Social.

Duas pessoas com deficiência auditiva receberam os certificados do nono ano concluindo o processo RVCC com sucesso. Os nossos sinceros parabéns aos candidatos e à equipa. Fica o vídeo difundido pela RTP. Basta clicar na imagem para assistir à reportagem.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Portefólio Europeu de Línguas

Um dos pontos mais falados ultimamente em relação às validação de competências tem sido a da utilização da Língua Estrangeira. Fica aqui um documento muito bom (com as necessárias adaptações a realizar) para uma abordagem inovadora.

«Como instrumento de aplicação dos princípios do QECR, o Conselho da Europa concebeu o Portefólio Europeu de Línguas, documento de auto-avaliação, que permite ao aprendente fazer a auto-regulação das suas aprendizagens, sejam adquiridas em contexto formal ou não formal, e registar todas as experiências linguísticas e interculturais.

Portugal tem dois modelos de PEL acreditados:

Portefólio Euripeu de Línguas [10 - 15 anos]

o n.º 20.2001 (10-15 anos) e

Portefólio Europeu de Línguas [+ 16 anos]

o n.º 21.2001 (para maiores de 16 anos)


Com o objectivo de facilitar o processo de auto-avaliação de alunos falantes de outras línguas apresentam-se a grelha de auto-avaliação e os descritores do Portfolio Europeu de Línguas em:

- Português
- Ucraniano
- Mandarim
- Crioulo de Cabo Verde»

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Aprendizagem Informal: A potencialidade da Web

Encontrei este excelente esquema de resumo de um conjunto de instrumentos que a Web 2.0 permite a gestão e utilização a todos nós neste momento e lembrei-me das palavras ouvidas numa conferência...

«A aprendizagem informal, ou aprendizagem por experiência ou aprendizagem experiencial refere-se “às mudanças mais ou menos permanentes no comportamento, como resultado da experiência, a qual gera novos conhecimentos, decorrentes do movimento dos indivíduos e da sua participação, também em mudança, nos múltiplos contextos das suas vidas do dia-a-dia; é um processo de desenvolvimento experiencial, evolutivo e de construção de sentidos que corresponde a um processo social de adaptação dos indivíduos ao seu meio ambiente em mudança; aprendizagem realizada acidentalmente, não intencionalmente, não planeadamente, resultante de experiências de vida, de actividades as mais diversas. A aprendizagem informal pode ainda ser chamada de aprender-fazendo, quando as aquisições de aprendizagem resultam da repetição da prática de uma tarefa, ou de aprender-usando, quando as aquisições de aprendizagem resultam da repetição do uso de ferramentas ou habilidades, em ambos os casos, porém, sem instruções específicas”.» In: (RE)VALORIZAR A APRENDIZAGEM: PRÁTICAS E RESPOSTAS EUROPEIAS À VALIDAÇÃO DE APRENDIZAGENS NÃO FORMAIS E INFORMAIS; Lúis Imaginário

Agora que começam a "povoar" a Internet Blog's, Wiki's, Páginas e Redes Sociais em torno da Iniciativa Novas Oportunidades não será de perguntar se esta mesma aprendizagem informal não está já, neste contexto, a dar os seus frutos?

Aprendizagem por Competências

Partilho uma reflexão que encontrei e que penso que faz a síntese de algumas ideias em torno do conceito de Competência e de Aprendizagem.

"Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações. Três exemplos :
  • Saber orientar-se em uma cidade desconhecida mobiliza as capacidades de ler um mapa, localizar-se, pedir informações ou conselhos ; e os seguintes saberes : ter noção de escala, elementos da topografia ou referências geográficas.
  • Saber curar uma criança doente mobiliza as capacidades de observar sinais fisiológicos, medir a temperatura, administrar um medicamento ; e os seguintes saberes : identificar patologias e sintomas, primeiros socorros, terapias, os riscos, os remédios, os serviços médicos e farmacêuticos.
  • Saber votar de acordo com seus interesses mobiliza as capacidades de saber se informar, preencher a cédula ; e os seguintes saberes : instituições políticas, processo de eleição, candidatos, partidos, programas políticos, políticas democráticas etc.

Esses são exemplos banais. Outras competências estão ligadas a contextos culturais, profissionais e condições sociais. Os seres humanos não vivem todos as mesmas situações. Eles desenvolvem competências adaptadas a seu mundo. A selva das cidades exige competências diferentes da floresta virgem, os pobres têm problemas diferentes dos ricos para resolver. Algumas competências se desenvolvem em grande parte na escola. Outras não."

In Construindo Competências; Entrevista com Philippe Perrenoud, Universidade de Genebra. (Texto em Português do Brasil)

Publicação de Comentários.

Recebi nos últimos dias, dois comentários a artigos e reflexões deixadas nestes blog tendo em conta a temática dos "Avaliadores Externos". Esses dois comentários estão guardados e não serão publicados. Considero, no entanto, que o seu conteúdo é válido e útil. No entanto, tenho por política deste espaço não publicar comentários reflexivos ou, como é o caso, descritivos de uma determinada realidade e alertando para algumas situações sem os mesmos estarem devidamente identificados pelos seus autores. Isto é, não se publicam, neste espaço, comentário anónimos. Peço a quem os elaborou, pela sua validade, que volte a realizar os mesmos deixando algum tipo de identificação. Obrigado.