Vi no Twitter da Mafalda Branco que andava a ver como isto funcionava... Fica aqui uma ajuda:
Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O que estou a fazer?
Vi no Twitter da Mafalda Branco que andava a ver como isto funcionava... Fica aqui uma ajuda:
CNO Destaque - Mês de Julho
Fiquei, sinceramente, bem impressionado com o que vi. Desde a sólida e qualificada equipa técnico-pedagógica, à forma como a articulação entre os referenciais de competências estavam a ser implementados. Lembro-me de ter retido na memória uns "separadores" (vou chamar-lhes "orientadores") para os adultos, no seu portefólio, terem uma ideia da sua evolução e localização nas actividades de exploração realizadas e a realizar em consonância com as aprendizagens realizada ao longo da vida. Espero, em breve, dar notícias de alguns júris realizados e partilhar algumas práticas observadas.
domingo, 29 de junho de 2008
As 200.000 visitas...
Sociedade do Conhecimento? Ou não?
Fonte: Uso educativo do wiki: um estudo de caso na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
sábado, 28 de junho de 2008
Júri e um Encontro: Respostas para a Qualificação.
Uma das coisas mais interessantes deste encontro foi a apresentação do logótipo do CNO da Escola Secundária de Alcobaça. Este símbolo é a prova que a colaboração e a cooperação resultam numa estratégia de mobilização de competências de vários elementos. Fica aqui a imagem do CNO que, a meu ver, consegue captar duas coisas: A essencia da dinâmica da coordenação do CNO no objectivo de inovação e qualidade e a capacidade de mudança e originalidade necessárias a este desafio que agora começa para esta escola e para a equipa que abraçou este projecto. Boa sorte e parabéns pelo trabalho já desenvolvido.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Desafio: Qualificar
A minha última questão/reflexão centra-se na palavra "Qualificar". Publicamente já tenho dito que este é o desafio em que estamos envolvidos e não sei até que ponto o estamos a ganhar.
Passo a explicar. Ouvia ontem, no encontro em Alcobaça, a Dra. Maria do Carmo Gomes ( e onde conheci o Paulo e a Isabel do CNO da Escola Maximinus de Braga), cujas ideias e visões partilho, lançar a provocação à audiência de retirar a palavra "certificação" do contexto de implementação das estratégias de RVC. Esta provocação não é mais do que aquilo que tenho como um dos maiores desafios da Iniciativa Novas Oportunidades na sua globalidade. Dos jovens aos adultos. O problema não se centra na certificação. Centra-se na qualificação. E esse é o maior dos desafios. De que vale aumentar a escolarização certificada da população se não se qualifica efectivamente essa mesma população para os desafios do futuro em termos profissionais e escolares?
Tenho defendido a ideia, e já o fiz quando publiquei neste espaço umas ideias para o Plano de Desenvolvimento Pessoal que a qualificação não é um momento. Um momento é a certificação. A qualificação é um processo de consciencialização da aprendizagem ao longo da vida e da formação/melhoria/desenvolvimento pessoal e profissional. E é esse desafio que os CNO podem estar a perder. Ou melhor, é esse desafio que Portugal pode estar a perder. Ouvi, também no encontro o que já referi várias vezes aos CNO com que colaboro. Um profissional ou melhor, uma equipa que não vá duas ou três vezes por dia tirar dúvidas ao Catálogo Nacional de Qualificações sobre o melhor e o correcto percurso de qualificação e competências para um adulto em processo RVC não está no bom caminho. A qualificação exige um processo de informação, adequação e desafio constante de informação, orientação e competência. É neste espírito e neste principio que os CNO devem trabalhar. Não para o da certificação. Se o estão ou estiveram a fazer lançaram para mercado social e profissional um conjunto de adultos que ao terem uma segunda oportunidade de regressar à escola levaram desta, ao sair, uma resposta incompleta.
Fica então a minha provocação: Porque não olham os CNO para o trabalho realizado e questionam o seguinte: Estamos a certificar ou qualificar? A resposta, neste caso, é a essência da qualidade atingida.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Curso de Formação: Avaliação e Validação de Competências.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Desafios: As Equipas dos CNO.
Quero agradecer aos 327 participantes que já responderam ao inquérito que ontem deixei neste espaço. Espero em breve ter muito mais respostas e elaborar um documento que depois publicarei no final da semana com os resultados.
Uma das questões que torna evidente é (e claro na realidade dos vários CNO que conheço), e ao contrário do que se tem ideia, a estabilidade das equipas. Principalmente ao nível dos profissionais. Estabilidade, digo, tempo de relação da pessoa com a entidade e nada mais. A verdade é que os CNO tem uma tendência para formar as equipas criando um espírito muito próprio. Isso leva tempo, investimento e acima de tudo dedicação. Poucas são as alterações nas equipas, ao nível dos profissionais RVCC que acompanhei. Muitos(as) são os mesmos, nos mesmos CNO de há 4/5 anos para cá. Mas esta relação contrasta com uma certa indefinição na relação laboral (até aqui com recibos verdes e agora com contrato) e nos difíceis horários de trabalho. O trabalho nocturno, diário e de acompanhamento é extenuante para todos os recursos humanos dos CNO. Não há momentos. Há um contínuo permanente de respostas a dar, de orientações a realizar e de decisões a tomar. Isto não se aplica só aos profissionais RVCC mas a toda a equipa. Da coordenação aos formadores. As dificuldades de uma gestão financeira e humana, assim como, da gestão do tempo são situações difíceis de superar.
Mas a verdade é que, ao longo do tempo, os CNO deixaram de existir. Parece estranha a afirmação mas não é. Hoje, na maioria dos casos, os CNO são equipas de profissionais muito qualificados e preparados para os desafios emergentes da inclusão na escola da Educação e Formação de Adultos e não meras organizações formalmente instituídas.
Sempre o disse publicamente que o primeiro acto de respeito da minha parte é sempre para com os coordenadores, profissionais e formadores que fazem os CNO. Aqui fica esse reconhecimento público de respeito, de reconhecimento e de parabéns pelo imenso esforço e dedicação nestes últimos anos.
Agora os desafios. Não são poucos.
1. Quanto aos profissionais: A estabilidade contratual parece ser uma realidade atingível, veremos se as mudanças de equipas que permite não alteram a lógica para que foi criada. Penso que acima de tudo é necessário credibilizar a função. Por um lado, a meu ver, é essencial implementar um processo de certificação profissional (já criado) para formação inicial e contínua. Por outro é preciso criar uma forma de articulação de práticas, a meu ver, centrada na formação inter-pares. O reconhecimento social passa pela afirmação pessoal da função exercida e isso só pode acontecer com a auto-conciencia da mesma.
2. A gestão de recursos humanos nos CNO tem que se tornar mais "empresarial". No bom sentido, claro. A verdade é que o adulto é o centro do processo e a resposta a este deve ser rápida, ajustada e orientada. Mas não podemos esquecer a necessidade de articulação entre a vida profissional e familiar dos coordenadores, profissionais e formadores para o fazer. A flexibilidade de horários em presença, o trabalho de orientação no local, a formação complementar, as orientações por plataformas de criação de portefólios digitais e todos os instrumentos que permitam essa flexibilização devem ser implementados e usados como forma de valorizar a vida pessoal e profissional de todos e a resposta necessária do CNO como um e não como soma das partes.
3. A formação em contexto. Penso que os CNO esperam muito pela formação "oficial" da ANQ e outros e existem «boas práticas» que podem ser partilhadas. A criação de pequenos encontros, com o espírito workshop, funcionam muito melhor que os grandes encontros locais.
Depois existe uma necessidade de informação. A formação é necessária, mas mais necessária, em muitos casos, é a informação. Uma das realidades com que me confronto como Avaliador Externo é ir a uma sessão de júri, perguntar no final como vai continuar os estudos e a resposta ser: RVCC. A razão é simples. Falta de informação da equipa sobre ofertas, falta dessas mesmas ofertas e muitas vezes, falta de conhecimento sobre o enquadramento da certificação profissional necessária. O papel do técnico superior minora este facto mas toda a equipa deve articular-se para a qualificação do adulto em torno de um objectivo de continuação dos estudos académicos ou resposta mais profissional. Para isso é urgente e necessária a partilha de informação.
Aqui ficam mais algumas reflexões e desafios. Novamente e principalmente para os CNO com que trabalho e onde a palavra "facilistismo" morreu à nascença todo o meu reconhecimento profissional e pessoal pelo excelente trabalho realizado até à data e a minha palavra de que tem sido uma honra trabalhar com todos.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Inquérito: Desafios do Processo RVCC.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
EFA: Encontro na E.S. Inês de Castro - Alcobaça
14.45: Abertura.
15.00 : "Do Referencial de Competências até à Certificação, passando pelo Portefólio Reflexivo de Aprendizagens: E quando o adulto resiste a escrever?" - Dra. Maria do Carmo Gomes.
16.00: Debate
16.30: Pausa para café
17.00: "Dinâmicas para a mobilização de competências: Memórias de Vida." - Dra. Mafalda Branco.
18.00: Debate
18.30: Encerramento
domingo, 22 de junho de 2008
As dúvidas em torno do Processo RVCC...
Começo por uma questão muito genérica para depois tocar pontos mais específicos ao longo da semana.
Falo dos 400.000 candidatos inscritos no processo RVCC, nível Básico e Secundário. Uma das afirmações que tenho feito publicamente é a valorização deste número. Nunca mais em Portugal se poderá deixar de falar em Educação e Formação de Adultos. Este número prova o desejo de aprendizagem por parte de muitos daqueles que, por um ou outro motivo, abandonaram a escola e ingressaram no mercado de trabalho.
As questões que se colocam são as seguintes: E que escola esperavam encontrar estes adultos nesse regresso? E que mais-valia ganham, efectivamente, ao percorrer o caminho do processo de certificação de competências?
Muitas vezes, em sessão de júri, oiço os adultos falarem as poucas horas de formação frequentadas no processo RVCC. Explicar que este processo é uma forma de ver reconhecida a aprendizagem ao longo da vida não chega. Há, nos adultos, um desejo de "saber mais". A tardia implementação dos Cursos EFA resultou numa visão única para a certificação que foi e continua a ser a do processo RVCC. Este continua a ser um dos pontos fracos.
O outro (e este a meu ver mais grave), centra-se na relação entre o conceito de certificação e qualificação profissional. A obtenção de uma certificação de um nível escolar, por si só, não confere qualificação. Muitos adultos, com profissões que começam a exigir certificação profissional, só sabem ou ganham consciência desta necessidade de qualificação na sessão de júri ou por conversa (e muitas vezes já por notificação) com agentes do seu contexto profissional.
Há então uma necessidade de reformular algumas orientações. Vou deixar algumas linhas de rumo que penso serem úteis:
1. Com a criação da figura do "técnico superior", a orientação vocacional e desenho de um percurso de qualificação à medida do adulto torna-se urgente e extremamente pertinente. Mais do que uma resposta para a certificação o adulto tem que ser orientado para a sua qualificação pelo processo e após este. A relação entre equipas de RVCC e EFA tem que ser reforçada. Assim como a implementação das UFCD tem que ser consolidada em torno de um objectivo comum entre equipas, adulto e sempre com enquadramento do mercado de trabalho e emprego.
2. A componente de formação complementar deve ser sempre pensada em função das necessidades de aprendizagem efectiva do adulto e não só em torno da realização do dossier ou PRA. A aprendizagem é um bem essencial para muitos adultos e com ela se permite uma valorização pessoal e efectiva qualificação.
3. Urge que as entidades competentes, nomeadamente a ANQ e IEFP pensem e avancem com a implementação do RVCC PRO. Urge também que os CNO pensem bem o percurso de qualificação do adulto, não só na sua vertente escolar mas, também e muitas vezes em primeiro lugar, o pensem na valorização efectiva de competências no contexto do mercado de trabalho local e no enquadramento com a regulamentação profissional.
4. O CNO têm que olhar mais para o CNQ. Este instrumento, aliado a um Plano de Desenvolvimento Pessoal bem estruturado pode ser uma ferramenta extremamente útil para a qualificação profissional dos adultos.
5. A ANQ e CNO's devem começar a organizar formação em torno das ofertas, certificações e orientação para as profissões com certificação profissional a fim de dotarem os técnicos superiores e os profissionais de um conjunto de dados úteis, válidos e de resposta efectiva aos adultos em processo. Nunca os CNO podem agir "orgulhosamente sós"!
Ficam algumas ideias gerais. Gostaria de "ler" alguns comentários e sugestões.
O Conhecimento: Contra a corrente?
«As duas formas de interacção, entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito e entre o indivíduo e a organização, realizarão quatro processos principais da conversão do conhecimento que, juntos, constituem a criação do conhecimento (Nonaka & Takeuchi, 1997). A figura 1 apresenta uma ilustração destes quatro processos, que são os seguintes:
1) do tácito para o explícito (externalização), que é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos, ou seja, de criação do conhecimento perfeito, à medida que o conhecimento tácito se torna explícito, expresso na forma de analogias, conceitos, hipóteses ou modelos;
2) do explícito para o explícito (combinação), cujo modo de conversão do conhecimento envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito;
3) do explícito para o tácito (internalização), que é o processo de incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito;
4) do tácito para o tácito (socialização), que é um processo de compartimentação de experiências e, a partir daí, de criação do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas.»
Fonte: Eduardo Amadeu Dutra Moresi
sábado, 21 de junho de 2008
A Gestão do Conflito no Processo Formativo: Formação
«"A Gestão do Conflito no Processo Formativo" Lisboa – Data Início: 30 de Junho – 30 horas - 10h00/17h00
O CNQF vai realizar a acção de formação "A Gestão do Conflito no Processo Formativo" nas instalações do IEFP, em Lisboa-Xabregas, nos dias 30 de Junho, 1, 2, 9 e 10 de Julho, das 10h00 às 17h00.
Esta acção, especialmente destinada a Formadores de Formadores, visa aprofundar ou reestruturar concepções sobre conflito, violência e indisciplina e abordar princípios orientadores de prevenção e intervenção em contexto de formação.
Para participar, deverá enviar, o mais brevemente possível, a Ficha de Inscrição, através do fax 218 614 618, ou do correio electrónico beatriz.vieira@iefp.pt / v.lanca@iefp.pt. As inscrições são limitadas, sujeitas a confirmação (acção gratuita e válida para a renovação do CAP).»
Fonte: IEFP
- Programa
Sessões de Júri - Modelos e Desafios.
Outro júri teve lugar no CNO da Escola Secundária da Meal
Mais uma vez uma visita a Pombal. CNO da Escola Secundária de Pombal para um júri de certificação de nível secundário. Neste caso, e como tenho referido várias vezes, o nível de qualidade e inovação que este Centro tem são garantias de qualidade inerente a uma política constante ao longo dos anos que tenho acompanhado o trabalho desenvolvido pelas equipas. Mas, tal pai severo para um filho exemplar, peço sempre mais. Senti que o trabalho desenvolvido pelo CNO da Escola Secundária de Pombal está nesse nível de excelência mas pedi ainda mais. Quero destacar aqui o meu reconhecimento, a esta equipa e a todas as outras, a quem acompanho, pela dedicação, qualidade e rigor com que estão a trabalhar. Este fim de ano lectivo não tem sido fácil e o trabalho tem sido imenso. Por isso e pela qualidade os meus parabéns à equipa do CNO da Escola Secundária de Pombal e principalmente aos adultos, Anabela, Luzia, Cecília e Licínio que viram reconhecidas as suas competências apresentado um trabalho de elevada qualidade e inovação. Deixo aqui uma das narrativas digitais realizadas por um dos adultos.
Por último, júri no CNO da Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Este júri, para 6 adultos, revelou-me mais uma surpresa. Um adulto que, pelo
Termino com a ideia que esta semana esteve sempre presente em mim. Existe um grau de cansaço nas equipas pela exigência de trabalho e de reflexão que o processo RVCC exige. Mas existe também um manancial de qualidade, competência e valor nos CNO dos quais estes muitas vezes não conseguem ter consciência e que tem que ser, por vezes com um "choque" mais forte, despertado para a consciência das potencialidades que existem. Falam-me de falta de competência e facilitismo no processo RVCC. Nos CNO que acompanho nunca vi nenhuma destas coisas. Pelo contrário. Vejo profissionais e formadores que entram para a escola às 8.30 horas e às 23.30 horas ainda lá estão quando, muitas vezes, ligo por qualquer razão profissional. Por isso, o meu reconhecimento público fica aqui para todas as equipas com que colaboro e acima de tudo o meu sincero reconhecimento pela dedicação, qualidade e rigor com que trabalham procurando o melhor, o excelente e a efectiva qualificação dos adultos que realizam o processo RVCC.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Europass: Curriculum Vitae e um Glossário
Vale a pena a visita ao site:
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Ambiente e um desafio...
terça-feira, 17 de junho de 2008
TIC, Matemática e os recursos...
"Primeira parte de um exercício de simulação de crédito bancário on-line, aplicado para a validação de competências na área de Matemática para a Vida e na área de Tecnologias de Informação e Comunicação."