domingo, 29 de junho de 2008

Sociedade do Conhecimento? Ou não?


"Como vimos, segundo a teoria histórico-cultural, o indivíduo se constitui enquanto tal não somente devido aos processos de maturação orgânica, mas, principalmente, através de suas interacções sociais, a partir das trocas estabelecidas com seus semelhantes. As funções psíquicas humanas estão intimamente vinculadas ao aprendizado, à apropriação (por intermédio da linguagem) do legado cultural de seu grupo. ... O paradigma esboçado sugere, assim, um redimensionamento do valor das interacções sociais (entre os alunos e o professor e entre as crianças) no contexto escolar. Essas passam a ser entendidas como condição necessária para a produção de conhecimentos por parte dos alunos, particularmente aquelas que permitam o diálogo, a cooperação e troca de informações mútuas, o confronto de pontos de vistas divergentes e que implicam na divisão de tarefas onde cada um tem uma responsabilidade que, somadas, resultarão no alcance de um objetivo comum. Cabe, portanto, ao professor não somente permitir que elas ocorram, como também promovê-las no quotidiano das salas de aula. "

Fonte:
Uso educativo do wiki: um estudo de caso na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.

sábado, 28 de junho de 2008

Júri e um Encontro: Respostas para a Qualificação.

E mais uma viagem, desta vez até ao CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré para mais um júri de validação para o RVCC de Nível Básico.
Duas sessões de 5 adultos que trabalhavam na área da cerâmica e que, na sua apresentação final apresentaram algumas ideias e práticas do seu contexto de trabalho resultaram num diálogo e troca de argumentos centrados na qualificação e nos desafios de futuro. Cada vez mais, e como é o caso do CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré os Centros Novas Oportunidades tornam-se portas abertas para o delinear de estratégias de futura numa mentalização da importância da aprendizagem ao longo da vida como estratégia pessoal de melhoria e sustentabilidade do próprio posto de trabalho. Falando-se como se tem falado na questão da inadequação do trabalhador aos desafios do mercado, sem dúvida, a qualificação passa pela orientação dos adultos após processo. Este é um elemento que este CNO tem em conta e pela boa relação que estabelece com os adultos permite a efectiva consciencialização para o futuro. Parabéns por isso.

E como esta semana não acompanhei mais júris, deixo aqui umas ideias da minha presença no encontro na Escola Secundária D. Inês de Castro em Alcobaça para o encontro que já referi aqui. A Dra. Anabela Luís, coordenadora do CNO, pelo seu dinamismo e competência, organizou um encontro para um grupo pequeno de formadores e elementos de CNO, (creio que no total estariam entre 25 a 30 pessoas eo onde conheci o Paulo e a Isabel do CNO da Escola Maximinus em Braga) e que contou com a presença da Dra. Maria do Carmo Gomes (ANQ) e da Dra. Mafalda Branco (CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião). Mais dirigido para os cursos EFA e centrado no Balanço de Competências este tipo de formação, em grupos mais pequenos e com troca de ideias e práticas, resulta numa mais-valia de interacção que os grandes eventos locais ou nacionais não conseguem atingir. Referiu-se a importância do referencial visto não como um programa ou currículo mas na sua visão transversal e holística das competências a desenvolver ou adquiridas pelos adultos/formandos ao longo da vida e testou-se a metodologia promovida pela Dra. Mafalda Branco do seu, já famoso, baú.
Uma das coisas mais interessantes deste encontro foi a apresentação do logótipo do CNO da Escola Secundária de Alcobaça. Este símbolo é a prova que a colaboração e a cooperação resultam numa estratégia de mobilização de competências de vários elementos. Fica aqui a imagem do CNO que, a meu ver, consegue captar duas coisas: A essencia da dinâmica da coordenação do CNO no objectivo de inovação e qualidade e a capacidade de mudança e originalidade necessárias a este desafio que agora começa para esta escola e para a equipa que abraçou este projecto. Boa sorte e parabéns pelo trabalho já desenvolvido.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Desafio: Qualificar

Hoje deixo a última reflexão desta semana em que olhei para a Iniciativa Novas Oportunidades e elaborei algumas considerações, em jeito de desafio, sendo que, pelas reacções que me chegaram por e-mail, algumas foram do agrado de alguns, outras nem tanto. Mas assim é a liberdade de opinião e de expressão e a riqueza de confrontar a nossa visão com a de tantos para a melhoria de um projecto que todos reconhecemos como inovador.

A minha última questão/reflexão centra-se na palavra "Qualificar". Publicamente já tenho dito que este é o desafio em que estamos envolvidos e não sei até que ponto o estamos a ganhar.
Passo a explicar. Ouvia ontem, no encontro em Alcobaça, a Dra. Maria do Carmo Gomes ( e onde conheci o Paulo e a Isabel do CNO da Escola Maximinus de Braga), cujas ideias e visões partilho, lançar a provocação à audiência de retirar a palavra "certificação" do contexto de implementação das estratégias de RVC. Esta provocação não é mais do que aquilo que tenho como um dos maiores desafios da Iniciativa Novas Oportunidades na sua globalidade. Dos jovens aos adultos. O problema não se centra na certificação. Centra-se na qualificação. E esse é o maior dos desafios. De que vale aumentar a escolarização certificada da população se não se qualifica efectivamente essa mesma população para os desafios do futuro em termos profissionais e escolares?
Tenho defendido a ideia, e já o fiz quando publiquei neste espaço umas ideias para o Plano de Desenvolvimento Pessoal que a qualificação não é um momento. Um momento é a certificação. A qualificação é um processo de consciencialização da aprendizagem ao longo da vida e da formação/melhoria/desenvolvimento pessoal e profissional. E é esse desafio que os CNO podem estar a perder. Ou melhor, é esse desafio que Portugal pode estar a perder. Ouvi, também no encontro o que já referi várias vezes aos CNO com que colaboro. Um profissional ou melhor, uma equipa que não vá duas ou três vezes por dia tirar dúvidas ao Catálogo Nacional de Qualificações sobre o melhor e o correcto percurso de qualificação e competências para um adulto em processo RVC não está no bom caminho. A qualificação exige um processo de informação, adequação e desafio constante de informação, orientação e competência. É neste espírito e neste principio que os CNO devem trabalhar. Não para o da certificação. Se o estão ou estiveram a fazer lançaram para mercado social e profissional um conjunto de adultos que ao terem uma segunda oportunidade de regressar à escola levaram desta, ao sair, uma resposta incompleta.

Fica então a minha provocação: Porque não olham os CNO para o trabalho realizado e questionam o seguinte: Estamos a certificar ou qualificar? A resposta, neste caso, é a essência da qualidade atingida.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Curso de Formação: Avaliação e Validação de Competências.

O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Sever do Vouga em colaboração com a Escola Profissional de Aveiro encontra-se a realizar um curso de formação que divulgamos:

Read this document on Scribd: Curso RVCC

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Desafios: As Equipas dos CNO.

Como escrevi na passada segunda-feira, esta semana estou a levantar algumas questões em torno dos pontos de melhoria possível e desafios à qualidade na implementação do processo RVCC e da Iniciativa Novas Oportunidades.

Quero agradecer aos 327 participantes que já responderam ao inquérito que ontem deixei neste espaço. Espero em breve ter muito mais respostas e elaborar um documento que depois publicarei no final da semana com os resultados.

Hoje a minha análise centra-se nas equipas dos Centros Novas Oportunidades. Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado vários CNO e tenho-me deparado com várias constatações de facto que ainda não tinha partilhado aqui.
Uma das questões que torna evidente é (e claro na realidade dos vários CNO que conheço), e ao contrário do que se tem ideia, a estabilidade das equipas. Principalmente ao nível dos profissionais. Estabilidade, digo, tempo de relação da pessoa com a entidade e nada mais. A verdade é que os CNO tem uma tendência para formar as equipas criando um espírito muito próprio. Isso leva tempo, investimento e acima de tudo dedicação. Poucas são as alterações nas equipas, ao nível dos profissionais RVCC que acompanhei. Muitos(as) são os mesmos, nos mesmos CNO de há 4/5 anos para cá. Mas esta relação contrasta com uma certa indefinição na relação laboral (até aqui com recibos verdes e agora com contrato) e nos difíceis horários de trabalho. O trabalho nocturno, diário e de acompanhamento é extenuante para todos os recursos humanos dos CNO. Não há momentos. Há um contínuo permanente de respostas a dar, de orientações a realizar e de decisões a tomar. Isto não se aplica só aos profissionais RVCC mas a toda a equipa. Da coordenação aos formadores. As dificuldades de uma gestão financeira e humana, assim como, da gestão do tempo são situações difíceis de superar.
Mas a verdade é que, ao longo do tempo, os CNO deixaram de existir. Parece estranha a afirmação mas não é. Hoje, na maioria dos casos, os CNO são equipas de profissionais muito qualificados e preparados para os desafios emergentes da inclusão na escola da Educação e Formação de Adultos e não meras organizações formalmente instituídas.
Sempre o disse publicamente que o primeiro acto de respeito da minha parte é sempre para com os coordenadores, profissionais e formadores que fazem os CNO. Aqui fica esse reconhecimento público de respeito, de reconhecimento e de parabéns pelo imenso esforço e dedicação nestes últimos anos.

Agora os desafios. Não são poucos.

1. Quanto aos profissionais: A estabilidade contratual parece ser uma realidade atingível, veremos se as mudanças de equipas que permite não alteram a lógica para que foi criada. Penso que acima de tudo é necessário credibilizar a função. Por um lado, a meu ver, é essencial implementar um processo de certificação profissional (já criado) para formação inicial e contínua. Por outro é preciso criar uma forma de articulação de práticas, a meu ver, centrada na formação inter-pares. O reconhecimento social passa pela afirmação pessoal da função exercida e isso só pode acontecer com a auto-conciencia da mesma.

2. A gestão de recursos humanos nos CNO tem que se tornar mais "empresarial". No bom sentido, claro. A verdade é que o adulto é o centro do processo e a resposta a este deve ser rápida, ajustada e orientada. Mas não podemos esquecer a necessidade de articulação entre a vida profissional e familiar dos coordenadores, profissionais e formadores para o fazer. A flexibilidade de horários em presença, o trabalho de orientação no local, a formação complementar, as orientações por plataformas de criação de portefólios digitais e todos os instrumentos que permitam essa flexibilização devem ser implementados e usados como forma de valorizar a vida pessoal e profissional de todos e a resposta necessária do CNO como um e não como soma das partes.

3. A formação em contexto. Penso que os CNO esperam muito pela formação "oficial" da ANQ e outros e existem «boas práticas» que podem ser partilhadas. A criação de pequenos encontros, com o espírito workshop, funcionam muito melhor que os grandes encontros locais.
Depois existe uma necessidade de informação. A formação é necessária, mas mais necessária, em muitos casos, é a informação. Uma das realidades com que me confronto como Avaliador Externo é ir a uma sessão de júri, perguntar no final como vai continuar os estudos e a resposta ser: RVCC. A razão é simples. Falta de informação da equipa sobre ofertas, falta dessas mesmas ofertas e muitas vezes, falta de conhecimento sobre o enquadramento da certificação profissional necessária. O papel do técnico superior minora este facto mas toda a equipa deve articular-se para a qualificação do adulto em torno de um objectivo de continuação dos estudos académicos ou resposta mais profissional. Para isso é urgente e necessária a partilha de informação.

Aqui ficam mais algumas reflexões e desafios. Novamente e principalmente para os CNO com que trabalho e onde a palavra "facilistismo" morreu à nascença todo o meu reconhecimento profissional e pessoal pelo excelente trabalho realizado até à data e a minha palavra de que tem sido uma honra trabalhar com todos.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Inquérito: Desafios do Processo RVCC.

Com o objectivo de realizar uma avaliação cujos resultados serão divulgados neste blog pedimos a todos os que nos visitam para preencherem o questionário que apresentamos. Este é totalmente anónimo e confidencial.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

EFA: Encontro na E.S. Inês de Castro - Alcobaça

No próximo dia 26 de Junho, na Escola Secundária Inês de Castro, em Alcobaça, vai realizar-se o seguinte encontro com o programa que divulgamos. (Inscrições limitadas)

14.45: Abertura.

15.00 : "Do Referencial de Competências até à Certificação, passando pelo Portefólio Reflexivo de Aprendizagens: E quando o adulto resiste a escrever?" - Dra. Maria do Carmo Gomes.

16.00: Debate

16.30: Pausa para café

17.00: "Dinâmicas para a mobilização de competências: Memórias de Vida." - Dra. Mafalda Branco.

18.00: Debate

18.30: Encerramento

domingo, 22 de junho de 2008

As dúvidas em torno do Processo RVCC...

Na semana passada centrei os tópicos disponibilizados neste blog em alguns sites e instrumentos de apoio ao Processo RVCC.
Esta semana, uma vez que estamos a entrar nos últimos momentos antes de umas merecidas férias de Verão, irei fazer uma análise aos pontos fracos ou desafios que se colocam à iniciativa Novas Oportunidades e principalmente ao processo RVCC, deixando também algumas sugestões de intervenção. Cabe no dever de cada um de nós que estamos relacionados com este projecto fazer, de tempos a tempos, uma análise do que existe de bom, assim como, do que pode e deve ser melhorado. Assim o farei e espero alguns comentários construtivos para além das minhas reflexões pessoais em torno de potenciais soluções.

Começo por uma questão muito genérica para depois tocar pontos mais específicos ao longo da semana.
Falo dos 400.000 candidatos inscritos no processo RVCC, nível Básico e Secundário. Uma das afirmações que tenho feito publicamente é a valorização deste número. Nunca mais em Portugal se poderá deixar de falar em Educação e Formação de Adultos. Este número prova o desejo de aprendizagem por parte de muitos daqueles que, por um ou outro motivo, abandonaram a escola e ingressaram no mercado de trabalho.
As questões que se colocam são as seguintes: E que escola esperavam encontrar estes adultos nesse regresso? E que mais-valia ganham, efectivamente, ao percorrer o caminho do processo de certificação de competências?

Muitas vezes, em sessão de júri, oiço os adultos falarem as poucas horas de formação frequentadas no processo RVCC. Explicar que este processo é uma forma de ver reconhecida a aprendizagem ao longo da vida não chega. Há, nos adultos, um desejo de "saber mais". A tardia implementação dos Cursos EFA resultou numa visão única para a certificação que foi e continua a ser a do processo RVCC. Este continua a ser um dos pontos fracos.

O outro (e este a meu ver mais grave), centra-se na relação entre o conceito de certificação e qualificação profissional. A obtenção de uma certificação de um nível escolar, por si só, não confere qualificação. Muitos adultos, com profissões que começam a exigir certificação profissional, só sabem ou ganham consciência desta necessidade de qualificação na sessão de júri ou por conversa (e muitas vezes já por notificação) com agentes do seu contexto profissional.

Há então uma necessidade de reformular algumas orientações. Vou deixar algumas linhas de rumo que penso serem úteis:
1. Com a criação da figura do "técnico superior", a orientação vocacional e desenho de um percurso de qualificação à medida do adulto torna-se urgente e extremamente pertinente. Mais do que uma resposta para a certificação o adulto tem que ser orientado para a sua qualificação pelo processo e após este. A relação entre equipas de RVCC e EFA tem que ser reforçada. Assim como a implementação das UFCD tem que ser consolidada em torno de um objectivo comum entre equipas, adulto e sempre com enquadramento do mercado de trabalho e emprego.
2. A componente de formação complementar deve ser sempre pensada em função das necessidades de aprendizagem efectiva do adulto e não só em torno da realização do dossier ou PRA. A aprendizagem é um bem essencial para muitos adultos e com ela se permite uma valorização pessoal e efectiva qualificação.
3. Urge que as entidades competentes, nomeadamente a ANQ e IEFP pensem e avancem com a implementação do RVCC PRO. Urge também que os CNO pensem bem o percurso de qualificação do adulto, não só na sua vertente escolar mas, também e muitas vezes em primeiro lugar, o pensem na valorização efectiva de competências no contexto do mercado de trabalho local e no enquadramento com a regulamentação profissional.
4. O CNO têm que olhar mais para o CNQ. Este instrumento, aliado a um Plano de Desenvolvimento Pessoal bem estruturado pode ser uma ferramenta extremamente útil para a qualificação profissional dos adultos.
5. A ANQ e CNO's devem começar a organizar formação em torno das ofertas, certificações e orientação para as profissões com certificação profissional a fim de dotarem os técnicos superiores e os profissionais de um conjunto de dados úteis, válidos e de resposta efectiva aos adultos em processo. Nunca os CNO podem agir "orgulhosamente sós"!

Ficam algumas ideias gerais. Gostaria de "ler" alguns comentários e sugestões.

O Conhecimento: Contra a corrente?

Agora que o processo RVCC revelou o poder das Competências decidi relembrar a importância do Conhecimento como ponto, também ele, fundamental na consolidação dessas mesmas competências...

«As duas formas de interacção, entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito e entre o indivíduo e a organização, realizarão quatro processos principais da conversão do conhecimento que, juntos, constituem a criação do conhecimento (Nonaka & Takeuchi, 1997). A figura 1 apresenta uma ilustração destes quatro processos, que são os seguintes:


1) do tácito para o explícito (externalização), que é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos, ou seja, de criação do conhecimento perfeito, à medida que o conhecimento tácito se torna explícito, expresso na forma de analogias, conceitos, hipóteses ou modelos;

2) do explícito para o explícito (combinação), cujo modo de conversão do conhecimento envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito;

3) do explícito para o tácito (internalização), que é o processo de incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito;

4) do tácito para o tácito (socialização), que é um processo de compartimentação de experiências e, a partir daí, de criação do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas.»

Fonte: Eduardo Amadeu Dutra Moresi

sábado, 21 de junho de 2008

A Gestão do Conflito no Processo Formativo: Formação

«"A Gestão do Conflito no Processo Formativo" Lisboa – Data Início: 30 de Junho – 30 horas - 10h00/17h00

O CNQF vai realizar a acção de formação "A Gestão do Conflito no Processo Formativo" nas instalações do IEFP, em Lisboa-Xabregas, nos dias 30 de Junho, 1, 2, 9 e 10 de Julho, das 10h00 às 17h00.

Esta acção, especialmente destinada a Formadores de Formadores, visa aprofundar ou reestruturar concepções sobre conflito, violência e indisciplina e abordar princípios orientadores de prevenção e intervenção em contexto de formação.

Para participar, deverá enviar, o mais brevemente possível, a Ficha de Inscrição, através do fax 218 614 618, ou do correio electrónico beatriz.vieira@iefp.pt / v.lanca@iefp.pt. As inscrições são limitadas, sujeitas a confirmação (acção gratuita e válida para a renovação do CAP)
Fonte: IEFP

- Programa

- Ficha de Inscrição

Sessões de Júri - Modelos e Desafios.

O desafio de tentar traçar linhas de rumo para a qualificação dos adultos em processo RVCC tornou-se um desafio constante na linha de rumo que os CNO, neste momento, procuram implementar. Os júris constituem um momento fundamental no reforço dessa estratégia.


Os últimos júris em que estive presente revelaram-me boas surpresas. O primeiro foi no CNO da Escola Secundária de Arganil. Como sempre, o empenho da equipa e a criatividade estiveram presentes. Sem dúvida que cada CNO tem uma marca própria, uma identidade. A marca do CNO da Escola Secundária de Arganil está na criatividade. Deixo algumas imagens representativas do que digo.


Outro júri teve lugar no CNO da Escola Secundária da Mealhada. Um dos maiores desafios dos Centros Novas Oportunidades centra-se na capacidade de promoverem uma cultura de aprendizagem ao longo da vida. Um dos factores que este CNO tem conseguido implementar é essa ligação entre os adultos e a aprendizagem. De facto, foi pela segunda vez que assisti ao "regresso" de uma adulta ao processo RVCC para validar competências no âmbito da Língua Estrangeira para o nível Básico. Uma boa estratégia com um excelente resultado para a qualificação efectiva.

Mais uma vez uma visita a Pombal. CNO da Escola Secundária de Pombal para um júri de certificação de nível secundário. Neste caso, e como tenho referido várias vezes, o nível de qualidade e inovação que este Centro tem são garantias de qualidade inerente a uma política constante ao longo dos anos que tenho acompanhado o trabalho desenvolvido pelas equipas. Mas, tal pai severo para um filho exemplar, peço sempre mais. Senti que o trabalho desenvolvido pelo CNO da Escola Secundária de Pombal está nesse nível de excelência mas pedi ainda mais. Quero destacar aqui o meu reconhecimento, a esta equipa e a todas as outras, a quem acompanho, pela dedicação, qualidade e rigor com que estão a trabalhar. Este fim de ano lectivo não tem sido fácil e o trabalho tem sido imenso. Por isso e pela qualidade os meus parabéns à equipa do CNO da Escola Secundária de Pombal e principalmente aos adultos, Anabela, Luzia, Cecília e Licínio que viram reconhecidas as suas competências apresentado um trabalho de elevada qualidade e inovação. Deixo aqui uma das narrativas digitais realizadas por um dos adultos.



Por último, júri no CNO da Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Este júri, para 6 adultos, revelou-me mais uma surpresa. Um adulto que, pelo seu gosto pela fotografia desejava publicar um livro com fotografia artística e pequenos textos por ele elaborados. Muitos destes sonhos podem e devem ser acompanhados pelas equipas. De facto, não existe neste momento, nas escolas e no contexto dos centros educativos em geral, lugares e equipas com tantas competências científicas, educacionais e humanas como nos Centros Novas Oportunidades. Desde licenciados, mestres e doutores, os CNO são hoje lugares onde se cruzam saberes, capacidades e potencialidades verdadeiramente incríveis. Acho que é altura de olharmos para essas mesmas potencialidades e dar-lhes forma, conteúdo e possibilidade de, com os adultos em processo, inovar e de facto mudar o panorama da educação, formação e qualificação. Dificilmente teremos outro momento e projecto com o actual.

Termino com a ideia que esta semana esteve sempre presente em mim. Existe um grau de cansaço nas equipas pela exigência de trabalho e de reflexão que o processo RVCC exige. Mas existe também um manancial de qualidade, competência e valor nos CNO dos quais estes muitas vezes não conseguem ter consciência e que tem que ser, por vezes com um "choque" mais forte, despertado para a consciência das potencialidades que existem. Falam-me de falta de competência e facilitismo no processo RVCC. Nos CNO que acompanho nunca vi nenhuma destas coisas. Pelo contrário. Vejo profissionais e formadores que entram para a escola às 8.30 horas e às 23.30 horas ainda lá estão quando, muitas vezes, ligo por qualquer razão profissional. Por isso, o meu reconhecimento público fica aqui para todas as equipas com que colaboro e acima de tudo o meu sincero reconhecimento pela dedicação, qualidade e rigor com que trabalham procurando o melhor, o excelente e a efectiva qualificação dos adultos que realizam o processo RVCC.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Europass: Curriculum Vitae e um Glossário

Esta semana dediquei algum espaço à divulgação de exemplos de sites ou recursos que podem ser dinamizados para o processo RVCC e Cursos EFA. Fica mais um. O Europass. Para além de ser um modelo de construção para um CV tem alguns excelentes recursos associados como este:

"Terminologia utilizada no domínio da política de formação profissional:
O presente glossário foi elaborado em colaboração com a Fundação Europeia para a Formação (Turim) e destina-se a investigadores, profissionais da formação e, de um modo geral, a todos os que estão envolvidos nas políticas de EFP a nível comunitário. O glossário não representa um inventário exaustivo da terminologia utilizada pelos peritos em EFP; visa sim identificar os termos‑chave essenciais para a compreensão das actuais políticas de EFP a nível comunitário."

Vale a pena a visita ao site:



quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ambiente e um desafio...

Estava a procurar alguma informação sobre estradas e mapas e eis que surge um bom recurso para o RVCC/EFA. O site da Michelin permite um conjunto orientado e completo de reflexões em torno da ciência, tecnologia e ambiente. Vale a pena a visita e uma exploração mais aprofundada... tirando a publicidade, claro. Podem começar por aqui e depois explorar clicando na imagem.



terça-feira, 17 de junho de 2008

TIC, Matemática e os recursos...

Encontrei, por acaso, um recurso elaborado pelo Formador Tiago, de TIC, e por acaso de um CNO que acompanho (CNO da Escola Secundária da Mealhada) um excelente exemplo de trabalho transversal entre esta área e a de Matemática para a Vida. Fica um bom recurso para trabalho em RVCC de nível Básico com ponto de partida para uma articulação cada vez mais necessária.

"Primeira parte de um exercício de simulação de crédito bancário on-line, aplicado para a validação de competências na área de Matemática para a Vida e na área de Tecnologias de Informação e Comunicação."



"Segunda parte de um exercício de simulação de crédito bancário online, aplicado para a validação de competências na área de Matemática para a Vida e na área de Tecnologias de Informação e Comunicação."


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Júri RVCC Secundário: NERGA

No passado dia 13 de Junho, pelas 14.30 horas, teve lugar no NERGA: Núcleo Empresarial da Região da Guarda o primeiro júri de certificação para a conclusão do processo RVCC Secundario do Rui Reinas, José Cariano, Alexandra Gomes e Lúcia Andrade. Foi um dos melhores júris de nível Secundário que assisti e tive o prazer de participar. A organização e preparação prévia, quer articulando as questões a colocar entre elementos da equipa e a equipa e o avaliador externo, assim como, a estruturação das apresentações dos adultos revelando a articulação entre a história de vida dos candidatos e o referencial de competências-chave, permitiram uma clara evidência, para todos, das aprendizagens realizadas por estes adultos ao longo da sua vida. Fica, o meu reconhecimento à coordenação do CNO, à equipa de profissionais e formadores e principalmente aos adultos que terminaram uma etapa da caminhada para a sua qualificação pessoal e profissional. Parabéns!

domingo, 15 de junho de 2008

Ler: O Fundamento da Aprendizagem

Tenho ouvido vezes sem conta os formadores integrados nas equipas dos Centros Novas Oportunidades dizerem aos adultos que existe uma necessidade contínua de leitura, escrita e reflexão. De facto, a leitura surge como um elemento agregador das competências narrativas para o adulto em processo RVCC. Por isso, hoje, deixo aqui um recurso que permite, não só a leitura dos textos produzidos por outros, como a publicação de textos que os adultos possam querer partilhar entre si. O recurso da Web 2.0 é o Calaméo. Fica um texto escolhido como exemplo.


sábado, 14 de junho de 2008

Site de Apoio: TIC

O formador de TIC, João Pinto, do CNO da Escola Profissional Cristovão Colombo (Madeira) enviou-me um e-mail com um site criado por ele para apoio aos adultos em processo RVCC. Aqui fica um bom local a visitar para adultos, profissionais e formadores. Basta clicar na imagem para aceder.


Júris, Reuniões, Encontros e algo mais...

Mais umas viagens, paragens e pessoas que conheci cuja vida escolar se retoma e muitas conversas com coordenadores(as), profissionais e equipas de formadores. Sem dúvida que esta iniciativa Novas Oportunidades tem sido um percurso único na vida daqueles a que a esta estão ligados. De uma riqueza imensa. De uma aprendizagem constante.

A primeira sessão de Júri teve lugar na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Destaco que a equipa de formadores tem, neste CNO, uma excelente relação com os adultos no processo. A verdade é que encontro sempre uma bom ambiente e uma relação baseada na confiança, assim como, num trabalho sério, rigoroso e assente no princípio que, sendo o processo RVCC, um processo de reconhecimento de competências, a aprendizagem ao longo do processo é também de valorizar como elemento constante e que neste deve estar presente. A visão de que o RVCC é uma etapa de uma processo de qualificação marca o trabalho feito por todos e aos quais apresento os meus sinceros parabéns.

Mais um júri, desta vez, na Escola Nacional de Bombeiros, na Lousã. Encontrei o CNO em casa nova. Isto é, mudaram de instalações. Para quem não sabe, estão na Rua de Coimbra, 40A e 40 B, 3200-222 Lousã. Num dia um júri, no outro uma reunião de acompanhamento. Não foi só a casa que mudou, foram também os novos rostos com o reforço da equipa para o RVCC Secundário. Para quem não conhecia a equipa, aqui ficam eles/elas. Esta realidade de inclusão de pessoal qualificado nos CNO faz com que hoje em dia, os Centros Novas Oportunidades sejam dotados de recursos humanos com uma qualidade de base muito boa. A concentração de licenciados, mestres e mesmo doutores faz dos CNO locais de excelência para a qualificação dos recursos humanos. Este é o caso e este CNO um dos muitos exemplos. Boa sorte para a equipa para os desafios que se avizinham.

E depois, o primeiro júri de RVCC Secundário, no NERGA. Sobre este e por este CNO ser destaque este mês, será deixado em breve um texto completo. Não só por este facto, como por ter sido dos melhores júris que assisti para o nível Secundário onde destacarei algumas boas práticas.

E por último, a minha visita à Escola Secundária Campos Melo, na Covilhã. O convite para ser avaliador externo deste CNO já vinha de longe mas só agora foi possível o encontro. E devo dizer que encontrei o que esperava. Uma equipa com muita experiência, uma coordenação competente e com objectivos de qualidade e rigor muito claros, uma escola adequada à recepção deste novo público. Acima de tudo encontrei uma equipa de pessoas que fez muito trabalho preparatório, com muita qualidade e que procura dar uma resposta adequada, estrategicamente pensada e articulada entre o que é o processo RVCC e a particularidade de cada um dos adultos em processo. Encontrei uma equipa com uma dedicação ilustrativa do que é o trabalho realizado pelos CNO na resposta a 400.000 adultos que regressam agora à escolarização. Parabéns, sinceros, pelo trabalho realizado até agora.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Quadro Europeu de Qualificações: Aplicação

«A Agência Nacional para a Qualificação foi nomeada pelos Srs. Secretários de Estado do Emprego e Formação Profissional e da Educação como Ponto de Coordenação Nacional para a implementação do Quadro Europeu de Qualificações (QEQ) em Portugal.
O Quadro Europeu de Qualificações (European Qualifications Framework) consiste, num quadro europeu de referência comum que permite fazer corresponder os sistemas de qualificações de vários países, funcionando como um dispositivo de conversão para tornar as qualificações mais claras e compreensíveis entre diferentes países e sistemas da Europa.
O ano de 2010 foi estabelecido como a data específica recomendada até à qual os países devem fazer relacionar os respectivos sistemas nacionais de qualificação com o QEQ, devendo estes assegurar-se de que, em 2012, os certificados de qualificações individuais possuem uma referência ao nível apropriado do QEQ. Neste sentido, a Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho de 23 de Abril de 2008 relativa à instituição do QEQ para a Aprendizagem ao Longo da Vida (2008/C 111/01), estabelece uma referência europeia comum de forma a fazer corresponder os vários sistemas de qualificações nacionais e facilitar uma maior comunicação entre si. Será assim criada uma rede de sistemas de qualificações independentes, mas relacionados e mutuamente compreensíveis.»
Já agora... Já estão disponíveis os primeiros 13 referenciais para processos de RVCC Profissional

terça-feira, 10 de junho de 2008

O PPQ e o PDP: Duas tentativas...

Ao longo do tempo como Avaliador Externo tenho reparado na importância das indicações dadas em Júri de Certificação no que diz respeito à continuação do processo de Qualificação dos adultos. A existência e futuro reforço que o papel do Técnico Superior já trouxe aos CNO promove em si mesmo a importância da implementação do Plano Pessoal de Qualificação e Plano de Desenvolvimento Pessoal. Decidi, por isso, arriscar e deixar aqui dois exemplos criados por mim e uma apresentação que resume a sua importância. Espero comentários, partilhas e ideias!

Quanto à apresentação aqui fica (está disponível para download):

Read this document on Scribd: Planos PPQ e PDP


Quando ao Plano Pessoal de Qualificação (PPQ), fica um exemplo que criei e que resulta da necessidade de formalizar as linhas de orientação de um processo de qualificação valorizando os objectivos pessoais, profissionais, escolares e formativos dos adultos e na articulação entre RVCC/EFA/Formação Profissional (está disponível para download).


Quanto ao Plano de Desenvolvimento Pessoal (PDP), fica também um exemplo que criei com vista e centrado na efectiva consciencialização do adulto no seu processo de qualificação e na valorização da aprendizagem ao longo da vida (está disponível para download).