segunda-feira, 19 de maio de 2008

Formação - Uma proposta.

A Dra. Catarina Reis Marques e a Dra. Maria Rita Brito Monteiro do CNO da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa encontram-se a dinamizar um curso de formação para todos aqueles (Técnicos, Formadores, etc...) que queriam iniciar ou consolidar conhecimentos no âmbito do processo RVCC/Iniciativas Novas Oportunidades. Ficam aqui os módulos do referido curso e conteúdo programático.

MÓDULO I – Centros Novas Oportunidades – contextualização histórica, institucional e operacional – (4horas)
  • Enquadramento histórico – Da Agência Nacional para a Educação e Formação de Adultos (ANEFA) à Agência Nacional para a Qualificação, I.P.
  • Rede de Centros Novas Oportunidades – Distribuição, diversidade/unidade
  • Centros Novas Oportunidades - Missão, Princípios Orientadores e Requisitos de Estruturação do Trabalho
  • Organograma do Centros Novas Oportunidades – Equipa, etapas/dimensões de intervenção.
  • A Carta de Qualidade

MÓDULO II – Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências – (12horas)

  • Instrumento central de monitorização e regulação do processo RVCC – Sistema Integrado de Informação e Gestão da Oferta Formativa (SIGO)
  • Referencial de Competências – Chave de nível básico e de nível secundário
  • Eixos estruturantes do processo RVCC
    • Reconhecimento;
    • Validação;
    • Certificação;
  • Metodologias de intervenção
    • Abordagem Autobiográfica
    • Balanço de Competências
    • Portefólio Reflexivo de Aprendizagens

Mais informações pelos: 218 811 785 ou (96 28 18 774) ou (91 66 00 141).

domingo, 18 de maio de 2008

O Diagnóstico: Uma metodologia complementar.

Terminou uma semana de formação dos CNO sobre Diagnóstico e Triagem. Deixamos aqui, neste espaço, uma reflexão em jeito de estrutura metodológica... Talvez um desafio, talvez uma provocação...


Sessão de Júri e Reuniões de Acompanhamento – Mudança

Mais um conjunto de Júris de Validação levou-me ao encontro de situações tão curiosas como ilustrativas do que é, hoje, a Iniciativa Novas Oportunidades no “terreno”.

O primeiro destaque que deixo neste espaço refere-se ao júri que teve lugar no CNO da Escola Secundária da Mealhada. Curiosamente, os grupos de candidatos eram todos da Guarda Nacional Republicana. As apresentações feitas centraram-se na vida pessoal e no percurso profissional de daqueles que dedicaram uma vida à ordem pública. Uma das apresentações ficou-me na memória por explicar o significado e evolução do fardamento da GNR.

Este tipo de apresentações que as técnicas de RVCC solicitam aos adultos são muito interessantes e do ponto de vista da evidência de competências, altamente ricas.

Mas nem só de júris vive o avaliador externo… Duas reuniões de acompanhamento a CNO foram realizadas. Uma no CNO da Escola Secundária da Mealhada, outro no CNO da Escola Secundária de Arganil. Eis que as dúvidas são similares. E similar é também a preocupação de exigência, rigor e qualidade. Embora as dúvidas sejam, muitas vezes factores de entropia, a verdade é que a qualidade dos recursos humanos destes dois CNO são fundamentais e essenciais para o excelente trabalho que está a ser desenvolvido. O que mais me apraz registar, em ambos, é a vontade de que os adultos em processo não fiquem pelas competências mínimas, mas sim, apontem para o máximo, valorizando o candidato, o processo e a qualidade e credibilidade do mesmo.

E mais um júri. Desta vez, organizado pelo CNO da Escola Secundária de Sever do Vouga. Mas desta vez, em Ovar. Apenas certificações parciais. Candidatos que seguem a sua caminhada de aprendizagem via Curso de Educação e Formação de Adultos. Foi uma tarde das 14.00 horas às 20.30 horas em contacto com a realidade sentida e vivida por quem procura no processo uma forma de regressar à escola. Fica-me na memória os candidatos que falaram da sua situação profissional, nomeadamente da Yazaki Saltano. Fica também a memória de muitos candidatos que referem a escolha do Curso EFA para maior aprendizagem. O acompanhamento dados pela técnica de RVCC, quer pela sua qualidade, quer pela forma como explicou aos adultos os caminhos a seguir, revela competência e também a necessidade de explicar uma nova forma de integração no processo de aprendizagem que, nem sempre, é fácil de ser apreendida pelos adultos.

Por último, o CNO do Agrupamento de Escolas João Franco convidou-me para a mais um júri de validação para equivalência ao 9.º ano. Lá estive e como de hábito fui extremamente bem recebido. A equipa do CNO é muito dedicada e a forma como se relacionam com os candidatos reveladora de uma dedicação muito grande. Quero destacar os dois primeiros candidatos que acompanhei nestes dias. Um casal, de 73 anos, que vinha cumprir um sonho. Aquele que era tão simples. O de terminar o processo e obter a equivalência ao 9º ano. Depois de mais de 30 anos de trabalho nos Cafés Delta, e uma experiência profissional vasta, assim o conseguiram. São exemplos destes que fazem pensar aqueles que, logo algumas horas depois, diziam com 50 anos ou menos que já eram “velhos” para estudar. O saber não ocupa lugar nem tem idade. Estes e muitos outros exemplos a nível nacional provam-no.

Para terminar… quem gosta de cereja é altura de ir ao Fundão!

Mais uma vez, a todos, os meus sinceros parabéns e às equipas, o meu reconhecimento profissional pelo trabalho desenvolvido.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Os novos Diplomas...

... dizem:

"Os formadores a afectar à equipa do centro novas oportunidades são seleccionados de entre o pessoal docente habilitado para o efeito, sendo a função exercida em regime de tempo integral ou de tempo parcial, mediante decisão da direcção executiva do agrupamento ou da escola não agrupada, no âmbito da distribuição do serviço docente."

Aqui ficam os documentos:

Read this doc on Scribd: i008040

e

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Educação e Formação 2010

Os objectivos, de que tanto se fala no âmbito das Novas Oportunidades, resultam de um documento de trabalho que publicado neste espaço.
Uma vez que as equipas dos CNO se encontram em formação sobre Diagnóstico e Triagem, amanhã deixaremos uma apresentação que permite uma visão global deste processo e linhas de orientação para o mesmo. Hoje, deixamos, na abertura deste informação e debate uma frase que revela a importância deste momento prévio e determinante no processo RVCC.
«Relativamente às ofertas de educação e formação profissionalizante dirigidas a adultos pouco escolarizados, a aposta está na sua rápida expansão e difusão, mas também na criação de condições que permitam a sua frequência por parte de adultos que se encontram a trabalhar. Sem negligenciar a importância de continuar a priorizar a resposta àqueles que se encontram em situação de desfavor no mercado de trabalho, possibilitando-lhes a aquisição de competências que promovam a sua empregabilidade, importa dar crescente atenção àqueles que estando a trabalhar têm a sua situação precarizada por possuírem uma qualificação deficitária. Assim, a importância de desenvolver a capacidade de construir trajectórias de aprendizagem individuais, que valorizem as aquisições de cada pessoa, de promover modelos flexíveis de organização da formação e de dar maior expressão à formação em contexto de trabalho constituem prioridades assumidas nesta vertente de actuação.»

Fica aqui o Documento de Trabalho.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Regime de Reconhecimento Profissional na UE

Em algumas sessões de júri tenho assistido a um conjunto de pessoas que decide emigrar na esperança de melhorar a sua situação pessoal e profissional. A muitos recomendo a certificação profissional. Aqui ficam algumas dicas de como obter certificação com reconhecimento na União Europeia. Podem ainda obter mais informação aqui.

«O princípio da livre circulação de pessoas e serviços constitui um dos objectivos fundamentais da União Europeia.
Os cidadãos comunitários podem exercer uma profissão ou uma dada actividade, como trabalhadores por conta própria ou como assalariados, num Estado-Membro diferente daquele em que adquiriram as respectivas qualificações profissionais.
Para o reconhecimento dessas qualificações, houve necessidade de consolidar num acto único legislativo - a Directiva 2005/36/CE - 15 directivas, entre as quais 12 directivas sectoriais e 3 directivas que implementam um regime geral de reconhecimento das qualificações, abrangendo profissões regulamentadas.
Directiva 2005/36/CE, de 7 de Setembro (em vigor desde 20.10.2007)

Consulte a lista das profissões regulamentadas e autoridades competentes em Portugal (de acordo com diplomas legais de anteriores directivas)

Consulte a lista de profissões regulamentadas nos diferentes Estados-Membros

Consulte a lista de pontos de contacto nos diferentes Estados-Membros
Fonte: IEFP

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Um Encontro sobre Educação de Adultos

A Escola Secundária de Maximinos, no âmbito da recente aprovação por parte do ME - Ministério da Educação e IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional, através da ANQ - Agência Nacional para a Qualificação, do seu CNO - Centro Novas Oportunidades - Escola Secundária de Maximinos, vai levar a efeito a realização de umas Jornadas sobre Educação e Formação de Adultos.

Assim, o seu CNO - Centro Novas Oportunidades vai organizar nos dias 16 e 17 de Maio próximo, as primeiras Jornadas dedicadas à Educação e Formação de Adultos “CNO - Novas Oportunidades, um novo tempo de Educação de Adultos ”.
Estas jornadas distribuídas por dois dias, decorrerão no primeiro dia, Sexta-feira - 16 Maio, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães e incluirão conferências e testemunhos /depoimentos de adultos/formandos. No segundo dia, Sábado, 17 Maio, as Acções de Formação no modelo de Oficinas, irão decorrer nas instalações da Escola Secundária de Maximinos.

Observações: Taxa de inscrição 1º dia: 20 Euros (inclui almoço e visitas guiadas) / 2º dia: 10 Euros (inclui almoço).



Objectivo - e.Portefólio 2010

«Ante a campanha “e-Portfolio para todos”, lançada pelo Consórcio Europeu EIfEL (European Institute for E-Learning), ninguém mais se pode dar ao descuido de não construir, o mais rapidamente possível, o seu e-portefólio. 2010 está a chegar e como cidadãos europeus que somos, devemos “acompanhar a corrida” a par dos nossos restantes parceiros da Europa!

Qual a razão desta emergência? O e-portefólio é considerado um “instrumento de facilitação da mobilidade, de transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais, realizadas ao longo da vida.”

Mas afinal, o que é o e-portefólio?
Historicamente, os portefólios começaram por surgir no campo das artes, como instrumentos de exposição de trabalhos realizados por artistas. Ao longo do tempo, têm vindo a construir-se com diferentes terminologias, como são exemplos os porta-fólios, os processo-fólios, os diários de bordo, dossiers, etc.
Porém, considera-se hoje que o e-portefólio não é um mero “porta folhas”, mas sim um instrumento de trabalho, no qual pode constar uma selecção de trabalhos, documentos, materiais, recursos, etc., considerados relevantes após um processo de análise crítica e de devida fundamentação.

Os e-portefólios (também designados portefólios electrónicos ou webfólios) são as adaptações dos portefólios para o formato digital e surgem como resposta às exigências da actual sociedade.
O aparecimento crescente dos e-portfólios e a importância dada à temática tem vindo a ser motivada pelas “dinâmicas de funcionamento numa economia do conhecimento; pela mudança da natureza das aprendizagens e pela mudança das necessidades dos aprendizes.”»
Fonte deste texto: aqui.

Destacamos o desenho e metodologia criados pelo European Institute for E-Learning cujo trabalho tem vindo a ser consolidado e que resulta numa estratégia bem definida do ponto de vista da articulação com o ensino formal, não formal e profissional.

Deixamos ainda a referência ao projecto MEDEIA.

«O Portal MEDEIA visa ser um espaço de discussão, de apoio e de partilha relativamente às experiências de e-learning, quer do ponto de vista do estudante, quer do ponto de vista do professor/tutor.»


domingo, 11 de maio de 2008

Contacto Directo

Adicionei um recurso a este espaço que permitirá, sempre que estou on-line, que quem acompanha este espaço possa colocar-me questões, dúvidas e/conversar um pouco sobre o processo RVCC. Assim, basta aceder seguindo a barra lateral do lado direito e encontrar uma caixa com o título: Fale Comigo. Sempre que estiver on-line estará indicado com: "JL is on-line". Espero trocar ideias em tempo real com muitos daqueles que visitam este espaço. Mais uma vez, obrigado por tornarem este blog num espaço de partilha.

A Política, a Escola e o Presidente.

"O Presidente da República, no seu discurso nas comemorações do 25 de Abril, falou da falta de conhecimento e motivação dos jovens para a política.

Estranhou o Presidente da República, que os jovens, entre os 15 e os 19 anos, não soubessem quantos países formam a União Europeia, quem tinha sido o primeiro Presidente da República eleito após o 25 de Abril e que o PS tinha maioria absoluta no Parlamento. Estranhou o Presidente da República. Não estranharia qualquer professor de qualquer escola no país. Este facto de o mais alto representante da nação olhar para os jovens e os ver alheados da política e estranhar é que, por si, é estranho. Mais estranho é este facto ser tido como preocupante. A esquerda lembrou ao Presidente da República que também ele era político. A direita falou na importância da História nacional como valor supremo da cidadania. O Primeiro-Ministro concordou a estranheza do Presidente e falou em mudar o rumo às coisas…

A mim, caro leitor, o que me estranha é tanta gente estranhar tanto essa estranha ignorância que grassa nos jovens. Basta, simplesmente, uma pergunta. Sobre o que quer que seja. Política, História, Português, Matemática… Para isso não é preciso um estudo a nível nacional. Basta perguntar a um, dois, três jovens e a resposta será clara. Não digo, obviamente, que todos são assim. A maioria, no entanto, é. Culpa? De todos. De todos nós. Dos pais, dos professores, dos políticos, de todo e qualquer cidadão que quando passa na rua e vê um jovem deitar um papel para ou chão ou gritar em vez de falar não pára e não ensina que não é assim que deve ser… Mas não é da culpa que quero falar. É do que me assusta.

Para o Presidente da República o estranho são factos de memória que qualquer um de nós pode não saber no calor da resposta a um questionário, embora saibamos que não é disso que se trata. A mim, modesto cidadão desta Republica Portuguesa, assusta-me o desconhecimento do funcionamento da Democracia. Serão estes jovens futuros cidadãos em pleno uso dos seus direitos? Saberão eles quais os seus direitos? Não será tão fácil retirar liberdades, garantias, cidadania a estes jovens que desconhecem esse bem maior que é serem livres por direito? Não é assustador que, não sabendo o funcionamento, princípios, direitos e deveres de viver em Democracia estes jovens não saibam também onde começa e acaba a sua liberdade? E ainda mais assustador: terão consciência se um dia lhes roubarem a liberdade?

Sem querer dar lições a ninguém, muito mesmo a altos representantes da nação, não é altura para estranhar. É altura para temer o futuro se a este não dermos um rumo concreto, claro e assente no que os jovens hoje esperam da política e do que a escola pode ser enquanto instrumento de iluminação nesse caminho."

Artigo do autor publicado no Jornal Trevim.

sábado, 10 de maio de 2008

Sessões de Júri - Aprender com a vida.

Começo a ilustração dos últimos júris de validação em que estive presente por lembrar um parte de um dossier pessoal de uma adulta candidata à equivalência do Ensino Básico (9.º Ano), no CNO da Escola Secundária de Arganil e que escreveu o seguinte sobre os seus tempos de escola: “O que não gostava era do Inverno, eu vivia a três quilómetros de distância da escola, tinha que ir a pé porque os meus pais não tinham possibilidades de me comprar uma bicicleta. (…) Também não gostava quando nós, os alunos, perguntávamos certas coisas uns aos outros e a professora reparava e punha-nos de castigo, virados para a parede, de joelhos em cima de grãos de milho. (…) De manhã, quando a professora não dava um beijo ao marido, nós já sabíamos que nesse dia ia haver reguadas com força. Foram dias muito difíceis."

A equipa do CNO da Escola Secundária de Arganil faz um excelente trabalho na motivação, reforço da auto-estima e aprendizagem para que muitos adultos que frequentam este CNO possam retomar as suas vidas ligadas à escola, muitas vezes quebradas pelas condições económicas e sociais de uma época.

Outro Júri de Validação em que estive presente teve lugar no CNO da Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. A melhoria contínua do trabalho das técnicas RVCC, assim como, a aposta na melhoria da qualidade dos dossier’s pessoais dos adultos em processo são hoje uma realidade que se evidencia na própria resposta dos adultos face aos objectivos individuais para estes estabelecidos. Por engano meu nas horas, cheguei a este CNO, adiantado para a hora marcada. Estive a consultar os dossier’s, assim como, a conversar com um dos adultos propostos a júri. O Sr. João Paulo Dias tinha um interesse fora do comum. Recolheu, ao longo dos últimos anos, várias centenas de fósseis. Havia já, inclusivamente, exposto alguns em eventos. Tem tido uma luta para criar um núcleo museológico nas Alhadas. Há, a realizar este processo de RVCC, pessoas com interesses tão vastos e motivações tão distintas que é ai que reside a sua efectiva riqueza.

Mais um júri de validação, e desta vez, no CNO da Escola Secundária de Pombal. A Dra. Margarida Fonseca orientou os adultos e, como já referi aqui, a qualidade do trabalho deste CNO é excelente. Cada adulto realizou uma apresentação oral de certa de 10 minutos, seguida de uma apresentação prática ou apresentação em powerpoint onde falavam das suas actividades profissionais, destacando as competências a evidenciar neste processo. Fica abaixo uma dessas apresentações que pedi para divulgar. Não somente pela estrutura, mas essencialmente pela reflexão que a todos os presentes permitiu em discussão com a adulta. Os nossos parabéns a todos aqueles que trabalham com os idosos e procuram melhorar as suas qualificações, sendo que o processo RVCC, abre portas para novas formações e este é um dos pontos fortes do CNO da Escola Secundária de Pombal, ao realizar um acompanhamento e orientação pós-processo bem estruturado.

Por último, regresso ao CNO da Escola Secundária de Arganil. Mais um júri de validação e à minha espera mais uma citação que não posso deixar de partilhar aqui. Um adulto, cuja sua profissão estava ligada à construção civil, escreveu o seguinte: “Este processo RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) foi para mim sinónimo de outro RVCC: R de Reviver e Recordar a minha vida; V de Vencer mais uma etapa; C de Conhecimento e C de Capacidades que vi reconhecidas ao elaborar o meu dossier”. Fica talvez a proposta de mudança de nomenclatura…

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O português para falantes de outras línguas...

Grosso, Maria José, Ana Tavares e Marina Tavares (2008). O Português para falantes de outras línguas: o utilizador elementar no país de acolhimento. Lisboa: DGIDC/ME.

O documento "O Português para falantes de outras línguas - o utilizador elementar no pais de acolhimento" foi produzido no âmbito de uma parceria institucional entre a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. e o Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P..
Este referencial de formação destina-se a adultos aprendentes, recém-chegados a Portugal que, por diversos motivos, querem ou necessitam de desenvolver eficazmente competências em Língua Portuguesa que viabilizem a sua integração social e profissional.
O perfil linguístico-comunicativo de saída deste referencial corresponde ao nível A2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas.»
Fonte: ANQ

Fica um dos documentos, o restante pode ser consultado no espaço de publicações da ANQ.

Read this doc on Scribd: PT para estran

Sobre as Reuniões...

Tenho recebido alguns contactos de CNO's para saber da minha disponibilidade para realizar reuniões para apoio, esclarecimento de dúvidas e/ou acompanhamento.
Sempre considerei que para se ser Avaliador Externo se deve, efectivamente, avaliar, mas também, acompanhar os CNO, apoiando sempre que possível e com conhecimento, o seu trabalho. De acordo com a legislação em vigor e carta de qualidade para os CNO publicada pela ANQ cito três pontos que julgo fundamentais:

a) «Interpretar a correlação entre o referencial de competências chave e as evidências documentadas no dossier pessoal;

b) Regular o processo RVCC durante o funcionamento do júri de validação, assegurando a conformidade entre os princípios orientadores, as normas e procedimentos estabelecidos e os critérios definidos pelo júri de validação;

c)
A preparação da sessão de certificação implica que haja um trabalho conjunto, por parte da equipa do Centro Novas Oportunidades e do avaliador, de análise e avaliação do PRA de cada adulto proposto a júri.»

Assim, reitero que estou disponível para apoiar no que for preciso a quem me solicita apoio. No entanto, caso não seja Avaliador Externo do CNO, só o farei dando conhecimento aos colegas com os quais o CNO colabora. Penso que a ética é fundamental neste momento para credibilizar o processo. Fica o esclarecimento.

A Avaliação da Iniciativa Novas Oportunidades

«A presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), Clara Correia, e a vice-reitora da Universidade Católica, Maria Luísa Leal de Faria, assinaram (...) um protocolo para a avaliação externa do Programa Novas Oportunidades, em cerimónia que contou com a participação da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do ministro do Trabalho e da Segurança Social, José Vieira da Silva.

O coordenador do projecto, Roberto Carneiro, apresentou na ocasião o trabalho futuro a uma assistência que contava com os secretários de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, e do Emprego e da Formação Profissional, Fernando Medina.

Como afirmou, o exercício de avaliação externa, desenhado na intersecção de duas dimensões estratégicas - a qualificação como condição sine qua non do desenvolvimento e a modernização da política pública -, comporta dois eixos fundamentais de análise.

O primeiro eixo de avaliação sistémica está orientado para a produção, tratamento e análise de indicadores de cumprimento dos objectivos estratégicos do Programa Novas Oportunidades e do funcionamento dos Centros Novas Oportunidades no quadro das políticas e dos objectivos genéricos do Programa, da sua procura real e potencial e do seu impacto sobre os percursos sociais e profissionais dos activos que a eles recorrem.

O segundo eixo compreende a monitorização e auto-avaliação de toda a rede de implementação do Programa, equipada no sentido de fornecer informação detalhada sobre o desempenho e grau de maturidade organizacional dos Centros Novas Oportunidades e de todo o sistema.

Num e noutro eixo haverá que distinguir, sistematicamente, duas dimensões: a dos produtos e a dos resultados da política pública. Importará em última análise, avaliar os impactos que surgem como uma combinação dos produtos e dos resultados, ambos vistos sob o prisma das representações sociais da mudança desejada e da mudança efectivamente obtida.

Roberto Carneiro pormenorizou ainda as dimensões de cada eixo.

Assim, o primeiro desdobra-se em:

- Análise teórico-documental do Programa Novas Oportunidades como acção de política pública educativa;

- Focus groups e entrevistas em profundidade, realizadas no início, a meio e no termo da avaliação;

- Inquéritos nacionais à população activa com habilitação inferior ao 12.º ano e à procura potencial;

- Inquéritos à procura geral nos Centros Novas Oportunidades e nas diversas etapas do processo;

- Observações periódicas de painel de adultos certificados;

- Estudos de casos de Centros Novas Oportunidades;

- Estudos de imagens do Programa Novas Oportunidades em órgãos de comunicação social de referência.

Já o segundo eixo, referente à monitorização e auto-avaliação da rede de Centros Novas Oportunidades comporta duas dimensões principais: a adequação do SIGO [ver http://www.min-edu.pt/np3/832.html] às necessidades de avaliação e a auto-avaliação.

Em suma, disse, trata-se de um exercício de avaliação de largo fôlego que se estenderá pelo período temporal indispensável para se obter resultados consistentes e confiáveis.

Prevê-se assim que o projecto dure cerca de três anos e meio, com uma intensa actividade de trabalho de campo para recolha de processamento de dados indispensáveis à análise de cada vertente substantiva do programa.»

Fonte: ME

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Percursos Formativos

A DREN, através do site, INFOEFA, divulga alguns recursos que podem ser pontos de partida para o trabalho das equipas e de mediação. Aqui fica um exemplo.

«As grelhas propostas neste documento constituem-se como sugestão ou suporte ao trabalho de construção curricular de EFA NS que deve ser desenvolvido pelas Equipas Pedagógicas. Incluem o DESENHO GLOBAL, a desagregação de cada TEMA DE VIDA em QUESTÕES GERADORAS e as ACTIVIDADES INTEGRADORAS que lhes dão corpo.»


quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Plano Nacional de Leitura e o RVCC/EFA

«O Plano Nacional de Leitura visa os seguintes objectivos:
  • Promover a leitura, assumindo-a como factor de desenvolvimento individual e de progresso nacional
  • Criar um ambiente social favorável à leitura
  • Inventariar e valorizar práticas pedagógicas e outras actividades que estimulem o prazer de ler entre crianças, jovens e adultos
  • Criar instrumentos que permitam definir metas cada vez mais precisas para o desenvolvimento da leitura
  • Enriquecer as competências dos actores sociais, desenvolvendo a acção de professores e de mediadores de leitura, formais e informais
  • Consolidar e ampliar o papel da Rede de Bibliotecas Públicas e da Rede de Bibliotecas Escolares no desenvolvimento de hábitos de leitura
  • Atingir resultados gradualmente mais favoráveis em estudos nacionais e internacionais de avaliação de literacia.»
É ainda possível aceder a projectos, por exemplo, o diário de leitura que pode ser um excelente recurso para PRA na evidência de alguns saberes fundamentais. Pode ainda ser um fonte de pesquisa para a escolhas de obras por objectivos/tipologias que pode ser visitado e testado aqui.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Exemplo de Trabalho em LE - Secundário

O trabalho em língua estrangeira pode tomar várias formas... eis o exemplo de uma delas:
- Um formando (EFA), usando um vídeo do Youtube, traduziu a narração e colocou as legendas nesse mesmo vídeo disponibilizando-o depois na internet. Um excelente trabalho que revela competências claras. Fica o recurso usado para colocar as legendas aqui.


Outro exemplo simples é a leitura de poemas ou pequenos textos criando áudio-livros. Ficam duas ideias práticas.

Um excelente recurso é também este blog:

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Congresso Internacional de Inovação Social

Os objectivos deste Congresso são:

- Mostrar o que é a inovação social, onde e como acontece.
- Inspirar os actuais e potenciais agentes de mudança.
- Acelerar a inovação social, em Portugal e no mundo.

Áreas temáticas abrangidas:

- Inovação social, educação e emprego.
- Inovação social, saúde e qualidade de vida.
- Inovação social, comunidades e participação democrática.

Para aceder à brochura informativa do Congresso, clicar aqui

Para mais informações, consulte o site http://www.nextrev-lisbon.org/
Fonte: IGFSE

domingo, 4 de maio de 2008

Uma viagem de exploração.

Muitas questões que me são colocadas via e-mail estão relacionadas essencialmente com as estratégias para demonstração de competências (RVCC) ou de formas de exploração em formação (EFA) do Núcleo Gerador: Urbanidade. Aqui fica um excelente recurso que pode levar os adultos/formandos a uma reflexão crítica sobre o que é hoje uma cidade e qual o seu impacto no meio ambiente. Este recurso permite uma "viagem" virtual a vários locais... Vale a pena explorar. Fica o exemplo que escolhi.

sábado, 3 de maio de 2008

CNO Destaque do Mês de Maio.

Durante o Mês de Maio estará em destaque, neste blog, o CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Esta prática que, nos últimos 12 meses tenho desenvolvido serve, não só para dar a conhecer a existência do CNO mas essencialmente para destacar algumas «boas práticas» que possam ser exemplo para outros. Acompanhando este destaque neste espaço, desenvolvo um conjunto de esforços para mobilização da comunicação social e outros meios de dar a conhecer o trabalho dos CNO com que colaboro.
O CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião destaca-se pela juventude da sua equipa, mas acima de tudo, pelo espírito que o envolve. Sempre que me desloco a este centro para reuniões oiço falar em rigor, credibilidade, qualidade e resultados concretos para a vida dos adultos que procuram este CNO. Sei que o trabalho que irão desenvolver, nomeadamente para o processo RVCC de nível Secundário será de efectiva qualidade. Só assim se pode credibilizar o processo RVCC. Deixo em referência a curiosa explicação que me foi enviada por um dos elementos da equipa deste CNO para explicar o logótipo. Cito: «A ideia de puzzle está sempre ligada à nossa equipa, daí ter sido esse o elemento escolhido para o logótipo. Gostamos de pensar no RVCC como um puzzle que cada adulto vai (re)construindo com base nas suas experiências de vida... Às vezes há peças que andam perdidas, nem sempre todas encaixam e se consegue completar o puzzle, mas quando se consegue é uma sensação de vitória e de orgulho que temos o privilégio de poder partilhar... É isto que nos dá alento e vai fazendo acreditar... que muitos "puzzles" se (re)construirão por esse país fora e farão a diferença no futuro!»
Os meus sinceros parabéns à equipa por este espírito, dedicação e qualidade.