sexta-feira, 2 de maio de 2008

TTnet Portugal - Training of Trainers Network

«Criada pelo CEDEFOP em 1998, a rede Training of Trainers Network - TTnet Europa - define-se como um espaço comunitário de comunicação, de cooperação e de peritagem em matéria de Formação de Formadores e de Professores, um espaço orientado para a inovação e visando satisfazer necessidades reais.

Esta rede comunitária pressupõe a criação e a dinamização de redes nacionais e apoia-se na organização de actividades de interesse comum para os participantes, visando estimular a permuta de informações e a partilha de experiências entre eles.

Visa, também, proporcionar a divulgação e a incorporação dos resultados da investigação na área da Educação e Formação, decorrentes dos trabalhos desenvolvidos em Universidades e em outros centros científicos, nacionais e internacionais.

A TTnet Portugal é, assim, a Rede Nacional destinada ao desenvolvimento pessoal e profissional dos Formadores e Professores portugueses.

Para participar, entre no site da TTnet Portugal: www.ttnetportugal.pt

Exemplo

A Exemplo é uma base de dados sobre Formação Profissional de suporte à gestão do conhecimento no Espaço Europeu - uma rede de cooperação para partilhar experiências e fomentar a inovação. Foi criada em 2000, no âmbito da Associação Europeia para a Formação Profissional.

Constitui-se como um instrumento essencial para a interacção entre os diferentes actores dos Sistemas de Formação dos diversos países europeus, permitindo a partilha de boas práticas entre eles.

Os interessados podem participar nesta rede de comunicação:

  • inserindo dados relativos a boas práticas de Formação
  • consultando os casos que já foram disponibilizados por outros que também aceitaram cooperar activamente na Exemplo, numa perspectiva de melhoria da qualidade da Formação Profissional, ao nível europeu.
Para participar, entre no site da Associação Europeia de Formação Profissional»: Exemplo
Fonte: IEFP

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Aprendendo a Aprender

Cinco etapas a pensar que descobri aqui
  • «Ignora. Neste estágio encontramo-nos no estágio da ignorância. Não sabemos o que não sabemos. Uma frase atribuída ao filósofo Sócrates retrata bem esta fase: “Só sei que nada sei”. É comum que nesta fase haja uma (natural) ansiedade pela informação.
  • A par. Este estágio é importante pois sabemos o quanto não sabemos. Podemos até enumerar e listar os itens do que queremos conhecer, pois agora estamos a par (cientes) do universo de informações existentes sobre um determinado assunto. Despertamos intimamente o tamanho dos nossos objectivos: aquilo que podemos aprender.
  • Confusão. Neste momento já sabemos o que podemos aprender. No entanto, como (normalmente) temos uma quantidade enorme de assuntos para desvendar, iniciamos o estágio da confusão. O que aprender primeiro? Como definir o que é mais importante? Para que lado devo seguir? Devo ser um especialista ou um generalista? Tenho pouco tempo, devo me dedicar a que assunto? É neste estágio que geralmente inicia-se a fase da auto-sabotagem. Diante deste turbilhão de perguntas, causado pela confusão, a fase de auto-sabotagem é uma tendência inevitável seguida das seguintes frases: “Isso não é pra mim”; “Não vai dar certo”; “Está muito difícil aprender”; etc.
  • Conhecimento. Sem enveredar pelo campo (e definição) da filosofia, podemos definir o conhecimento como a relação que é estabelecida entre o sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objecto a ser conhecido ou que se dá a conhecer. Uma definição interessante que encontrei no Wiki sobre conhecimento diz que: “O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade”. É neste estágio que estão presentes a apreensão de qualquer “coisa” por meio do pensamento; e a capacidade de tornar presente ao pensamento “aquilo” que se apreendeu.
  • Sabedoria. Neste último estágio vamos recorrer sim a definição associada a filosofia. Segundo os gregos sabedoria (sophia) define o saber como conhecimento simultaneamente teórico e prático. E neste nível de conhecimento (as vezes inconsciente), quando detemos de sabedoria sobre algo, não sabemos mais o quanto sabemos. Ainda que o tempo passe, vamos ter o completo domínio sobre aquele assunto.

A paciência e, sobretudo, a persistência devem estar sempre presentes no processo da aprendizagem. A definição destes estágios tem como objectivo enquadrar - no tempo e na quantidade de informações apreendidas - a angústia natural em não saber, o deslumbramento da descoberta, a desorientação perturbadora, o conhecimento adquirido e por fim o saber conquistado.»

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Avaliação, o RVCC e os EFA...

No espaço de debate foram várias vezes colocadas questões relacionadas com o tipo de certificado emitido para o RVCC de nível secundário. Aqui ficam algumas respostas:

«A equipa pedagógica deve criar/definir um sistema de avaliação uniforme (critérios, grelhas, nomenclatura específica - Bom, Suficiente, etc.) ou devem ser criados critérios "à medida" para cada Área de Competências-Chave?
A equipa pedagógica deve criar/definir um sistema de avaliação uniforme para todas as Unidades de Competência.

Como se avaliam as UC/UFCD?
Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário - habilitação escolar é obrigatória a validação de 2 competências por cada UC. Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário e nível 3 de formação é obrigatória a validação de 4 competências por cada UC. Na componente de formação tecnológica de cursos EFA de nível secundário e nível 3 de formação é obrigatório ter aproveitamento em todas as UFCD da componente tecnológica

A avaliação final é quantitativa, podendo os alunos ingressar no ensino superior, ou é traduzida no número de competências que o adulto adquiriu e isso depois terá uma equivalência para o acesso?
A avaliação final é de carácter qualitativo. Os adultos que concluírem o ensino básico ou o ensino secundário através de cursos EFA que pretendam prosseguir estudos estão sujeitos aos respectivos requisitos de acesso das diferentes modalidades.»
Fonte: ANQ

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Um recurso para Cidadania.

Um excelente recurso para Cidadania (Básico e Secundário) é uma visita ao site do Centro de Informação Europeia Jacques Delors.

"O universo Internet do Centro de Informação Europeia Jacques Delors está organizado em canais específicos - "Informação", "Formação", "Cidadania", "Institucional" - compostos de secções e respectivos conteúdos. Engloba ainda uma biblioteca em linha em cooperação com Direcção Geral dos Assuntos Europeus (DGAE) e o sítio "Aprender Europa", vocacionado para a comunidade escolar."

Fica uma apresentação retirada deste site e que partilhamos aqui:




domingo, 27 de abril de 2008

Uma Estratégia Pós- RVCC/EFA

«PINTO, Helena Rebelo, Isabel Ferreira do Vale, Maria da Conceição Soares, Etelvina Cristovão Morais (2008). Instrumentos de apoio à construção de um projecto vocacional nos Centros Novas Oportunidades. Lisboa: ANQ.

Considerando que os Centros Novas Oportunidades são espaços privilegiados para a execução de uma perspectiva de orientação ao longo da vida, o Instituto de Orientação Profissional, a pedido da Agência Nacional para a Qualificação, produziu um documento intitulado "Instrumentos de apoio à construção de um projecto vocacional nos Centros Novas Oportunidades".
Esta publicação integra um conjunto de instrumentos que permitem aos profissionais dos Centros Novas Oportunidades trabalhar com os adultos, numa fase posterior ao processo de RVCC, o seu desenvolvimento vocacional. Em concreto, estes instrumentos podem ser úteis na fase respeitante à elaboração do Plano de Desenvolvimento Pessoal de cada adulto, permitindo definir caminhos que tornem mais significativa a qualificação adquirida através do processo desenvolvido no Centro Novas Oportunidades, numa lógica de consolidação da aprendizagem ao longo da vida.
Nesta perspectiva, o documento apresenta três módulos. O primeiro relaciona-se com o conhecimento que o adulto tem de si próprio; o segundo com a forma como se relaciona com os outros e, por fim, o terceiro com a aprendizagem ao longo da vida e a construção de um projecto vocacional.» Fonte: ANQ

Disponível aqui:

Read this doc on Scribd: Pós RVCC

Modalidades de Formação - Guia

Ao visitar a nova organização da página do IEFP encontrei uma lista completa de modalidades de formação que aqui registo:

Vale a pena uma consulta para quem procura soluções para a sua certificação ou conclusão de estudos.

sábado, 26 de abril de 2008

Reuniões de Acompanhamento


Uma das práticas que tenho levado a cabo nos últimos anos tem sido a de realizar, com alguma regularidade, reuniões com as equipas dos CNO que acompanho, quer para cumprimento das directivas da ANQ sobre o processo RVCC, quer para, de uma forma simples e mais directa, poder apoiar, tirar dúvidas e/ou orientar os técnicos, formadores e coordenadores na implementação/gestão do processo RVCC.

Assim foi por um amável convite que descobri uma equipa de gente jovem e com aquele olhar brilhante e inteligente que quer, com qualidade, realizar um trabalho sério, capaz e de resposta concreta ao problema da qualificação e certificação dos adultos que os procuram. Estou a falar da equipa técnica do CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião.

Com muito gosto aceitei o convite para acompanhar os grupos de RVCC Secundário que estão em processo e com maior gosto ainda para dar algum apoio a esta equipa que me pareceu capaz de implementar um projecto de muita qualidade, rigor, inovação e qualificação efectiva. Para todos os elementos da equipa, os meus parabéns pelo trabalho já desenvolvido e espero que, em breve, a qualidade do trabalho que iremos realizar possa resultar em sucesso pessoal e profissional para os adultos que terminam uma etapa da sua escolaridade, assim como, o sentimento de um dever bem cumprido por todos os elementos do CNO.

Três Questões - RVCC/EFA

«Qual a diferença entre o diagnóstico num processo de RVC, realizado num Centro Novas Oportunidades, e o Diagnóstico prévio, realizado no âmbito de um curso EFA?
O diagnóstico de um processo de RVC só pode ser realizado num Centro Novas Oportunidades e não numa entidade formadora promotora de cursos EFA. Não há qualquer semelhança entre o processo de RVC realizado num Centro Novas Oportunidades e o diagnóstico prévio realizado num Curso EFA. Tratam-se de procedimentos totalmente distintos, nas suas finalidades, metodologias e resultados.
O diagnóstico realizado num Centro Novas Oportunidades é orientado para o encaminhamento do adulto (RVCC, formações modulares, Cursos EFA, .) e é realizado pelo técnico superior responsável pela condução das etapas de diagnóstico/triagem e encaminhamento. Quando o adulto tem condições para integrar um processo um processo RVCC (tendo em conta, por exemplo, a experiência de vida, a idade, a experiencia profissional, etc) deve ser encaminhado para um Centro Novas Oportunidades.
O diagnóstico prévio realizado por uma entidade formadora, no âmbito de um curso EFA, é orientado para o posicionamento do adulto na oferta EFA que lhe fôr mais adequada (nível de formação, componente de certificação, etc.) e é desenvolvido pelo mediador, em colaboração com a restante equipa pedagógica do curso. Neste diagnóstico, é definido se o adulto deverá iniciar um percurso EFA de dupla certificação, EFA escolar ou componente tecnológica de um EFA (neste último caso, desde que o adulto apresente à entidade formadora/escola um diploma de conclusão do ensino básico ou do ensino secundário) ou se, pelo contrário, tem condições para ser encaminhado para um Centro Novas Oportunidades (tendo em conta, por exemplo, a experiência de vida, a idade, a experiência profissional, etc).

Quando acaba o trabalho da equipa técnico pedagógica do Centro Novas Oportunidades e começa o trabalho da equipa técnico-pedagógico do curso EFA - NS?
A equipa de um Centro Novas Oportunidades é uma equipa técnico-pedagógica e não uma equipa formativa, e o seu trabalho termina quando o adulto acaba o processo de RVC, com um total de créditos inferior a 44, distribuidos por todas as Unidades de Competência do Referencial de nível secundário, ou quando não consegue a validação de todas as Unidades de Competência do Referencial de nível básico (e as 50 horas de formação complementar não são suficientes para adquirir a certificação), necessitando assim de encaminhamento para UFCD integradas em Cursos EFA de nível secundário.
Os Centros Novas Oportunidades certificam as competências validadas no processo de RVCC e identificam a formação necessária para a obtenção da qualificação pretendida.
O trabalho da equipa pedagógica do curso EFA inicia-se quando o adulto chega, vindo do Centro Novas Oportunidades com um Plano Pessoal de Qualificação onde são identificadas as UC em falta, ou quando o adulto inicia um curso EFA sem ter passado por um processo de RVCC.

Uma escola que não tenha um Centro Novas Oportunidades, mas que esteja situada numa localidade onde exista um Centro Novas Oportunidades, deve preferencialmente avançar com o diagnóstico prévio, com vista ao posicionamento no curso EFA ou deve encaminhar os adultos que estejam em condições de fazer um processo RVC para o Centro Novas Oportunidades da localidade?
No diagnóstico prévio, é definido se o adulto deverá iniciar um percurso EFA completo, escolar ou componente tecnológica de um EFA (desde que o adulto apresente à entidade formadora/escola um diploma de conclusão do ensino básico ou do ensino secundário) ou se, pelo contrário, tem condições para ser encaminhado para um Centro Novas Oportunidades (tendo em conta, por exemplo, a experiência de vida, a idade, a experiência profissional, etc). Todos os adultos que têm condições para integrar um processo RVCC devem ser encaminhados para os Centros Novas Oportunidades.
Os adultos que se enquadrem nas condições previstas do DL nº 357 de 29 de Outubro de 2007 sobre a conclusão do secundário, devem ser encaminhados para Centros Novas Oportunidades (caso tenham condições para integrar um processo de RVCC) ou para estabelecimentos públicos, privados ou cooperativos com oferta de ensino secundário ou Centros Novas Oportunidades inseridos em estabelecimentos públicos, privados ou cooperativos que disponham de ensino secundário.
Este diagnóstico realizado pela entidade formadora é fundamental para definir o local onde cada adulto irá desenvolver o seu percurso de qualificação.»
Fonte: ANQ.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Escola em Abril

«Meu pensamento
partiu no vento
podem prendê-lo
matá-lo não!»

Canta Adriano Correia de Oliveira

Um aluno com 14/15 anos pára diante de um cartaz com um fundo vermelho e umas letras a negro. «25 de Abril, Sempre!». Pára para ver se entende que turma terá desenhado aquele cartaz. Vê que é uma exposição. Sala 23. Passa, sem parar, para o pateio onde se fala do jogo de Futsal que irá ter lugar no pavilhão de ginástica lá mais para o fim do dia.

Quando passava pelo cartaz, do lado oposto, um grupo de professores colavam mais cartazes sobre o Dia da Liberdade. Entre fita cola, papel e algum jeito para nivelar o cartaz, falava-se de como era no tempo em que não se podia falar, naquela mesma escola, sobre a Liberdade.

Estes dois mundos não se cruzaram na escola. O aluno foi à exposição porque tinha que ir. Os professores queriam ver nos olhos dos alunos a força, o gosto, o anseio de saber mais que outrora tiveram.

Eu, com a distância que me permite estar só de passagem naquele corredor, penso comigo que a escola de hoje esqueceu Abril. Não o dia. A essência.

Dirá o leitor que hoje a escola é livre. Que hoje, na escola, já não se ensina o pensamento único. Que já não se transmite o culto e a imagem de um Estado que queria ser Novo. De um líder que queria ser eterno. Dir-me-á o leitor, que a escola de hoje é democrática. Que todos têm acesso à escola e nela podem entrar. Dir-me-á que hoje, as condições materiais são muito melhores. Que hoje, as sala de aula estão cheias de tecnologia e de democracia no acesso à leitura, ao conhecimento, ao saber, à aprendizagem.

È aqui, caro(a) leitor(a) que digo que a escola esqueceu Abril. É agora que elevo a minha palavra, como Adriano Correia de Oliveira, que cito, e falo do pensamento.

O aluno que passa pelo cartaz e não o entende. A visita à exposição que não o motiva, tudo parte, essencialmente, da falta da maior liberdade de todas. O Entendimento. Para entender o mundo é preciso saber. É preciso estudar. É preciso aprender. É preciso pensar.

A escola hoje esqueceu esse Abril. Aquele que queria o pensamento livre, rico, pleno, completo. Aquele que queria uma escola democrática mas onde o conhecimento fosse rei e senhor como cantava Ary dos Santos.

É preciso viver Abril na escola. Libertar aqueles que passam sem pensar, sem aprender, sem saber. Só sabendo, só ensinando, só dando conhecimentos a tantos alunos que hoje reconhecem a escola só como lugar de passagem se pode, efectivamente, cumprir a Escola de Abril, libertando o pensamento do carrasco da ignorância.

Publicado pelo autor no Jornal Trevim.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Alfabetização e Analfabetismo "Digital".

“Alfabetização é um Direito Humano, uma ferramenta de capacitação pessoal e um meio de desenvolvimento social e humano. Oportunidades educacionais dependem da alfabetização. Alfabetização está no cerne da educação básica para todos, e essencial para erradicar a pobreza, reduzir a mortalidade infantil, a igualdade dos géneros e assegurar um desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia.”Why is literacy important?, UNESCO

Um dos papeis do Processo RVCC tem sido mobilizar competências (muitas vezes, novas competências, em TIC). Fica a indicação de um bom artigo a ter em conta aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Um trabalho exemplar.

Foi uma sessão de júri que ficará na minha memória. No CNO da Escola Secundária de Arganil, uma sessão de júri de validação provou que existem muitos candidatos com largas competências e que podem ser um exemplo do que de melhor se faz em termos de processo RVCC e de preparação para o "momento final" da equivalência ao 3.º Ciclo do Ensino Básico.
Orientados pelo Dr. Nelson e pela Dra. Carina, com um apoio sempre presente de toda uma excelente equipa de formadores, os adultos apresentaram a júri um conjunto de trabalhos que quero e devo destacar neste espaço. Ficam imagens e a explicação. Parabéns a toda a equipa do CNO por um momento memorável.
O candidato Abel Pereira brindou o seu momento de apresentação final com a montagem de toda uma maquete elaborada por ele para o neto e que, do ponto de vista das competências supera em muito todo o que era pedido. A associar a esta apresentação, a consciência crítica e conhecimentos no âmbito da Guerra Colonial, da situação do país e da reflexão sobre a aprendizagem fizeram deste adulto em processo um exemplo para toda a equipa, assim como, para mim enquanto Avaliador Externo.
Outra das apresentações, do Sr. Fernando Costa, levou todos os elementos do júri a uma viagem à história da imprensa em Portugal. Trabalhando na "Comarca de Arganil" demonstrou ser um adulto consciente e crítico sobre a evolução da tecnologia e que dedicou muito do seu tempo na elaboração do seu dossier pessoal. Em sessão de júri apresentou um trabalho prático de impressão numa "relíquia" dos tempos em que o trabalho manual era fonte de produção de linhas de textos que compunham o jornal. Um excelente trabalho. O exemplo de originalidade presente no dossier pessoal deste candidato esteve no facto de ele mesmo imprimir uma notícia sobre a sua própria sessão de júri de validação. Um trabalho imaginativo e muito interessante de como o processo RVCC pode mobilizar capacidades nos adultos para, com dedicação e sempre com o apoio da equipa do CNO, conseguirem trabalhos de muita qualidade.
Outro candidato, porém, foi mais longe na originalidade. Toda a capa do seu dossier foi decorada com cascas de ovo. Essa originalidade, associada a um conteúdo em crescimento, revelam que o processo RVCC, muitas vezes, é uma forma de acesso ao conhecimento e ao trabalho em torno das capacidades "adormecidas" de cada um dos adultos em função da sua história de vida, que, por este meio se revela.
Por último, um adulto que foi para mim um exemplo do que pode ser o processo de RVCC na vida de uma pessoa. Com uma história pessoal muito rica, centrada numa experiência profissional construída em torno de saberes tradicionais (Reconstrução de Casas em Aldeias Históricas, como por exemplo, na aldeia do Piodão), este adulto revelou o que de melhor o processo RVCC pode conseguir. O regresso do desejo de saber mais, de ensinar o que sabe e, acima de tudo, de continuação de estudos que a vida, por inúmeras razões não permitiu. Fica uma imagem do trabalho apresentado.

Pelo convite que o CNO me dirigiu, pelo trabalho de qualidade, por um momento inesquecível na minha passagem como Avaliador Externo deixo aqui os meus sinceros parabéns e o meu reconhecimento pessoal e profissional a esta equipa. Parabéns.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

e.Autobiografias...

Existem vários modelos e formas de construir uma autobiografia. As tecnologias permitem uma narrativa digital. Deixamos o exemplo de uma realizada com elevada qualidade e um excelente projecto que pode ser analisado como ponto de partida.

Autobiografia/História de Vida

Vários e-mails que tenho recebido vão no sentido de questões relacionadas com a construção da autobiografia/história de vida. Deixo aqui uma apresentação que penso poderá ajudar. Estes 7 passos servem para o processo RVCC, assim como, para a mediação dos cursos EFA.


domingo, 20 de abril de 2008

Curso Europeu - Empreendorismo Adultos

«No âmbito do projecto Promoção de uma Cultura Empreendedora na Educação de Adultos (PECAE), co-financiado pela Comissão Europeia através do Programa Socrates-Grundtvig, a Sociedade Portuguesa de Inovação irá promover, no Porto, entre os dias 7 e 11 de Julho de 2008, um curso de formação de dimensão europeia, centrado na temática do fomento do empreendedorismo. O objectivo principal será dotar os participantes de ferramentas que possam contribuir para o desenvolvimento de competências que estimulem iniciativas empreendedoras.
O curso dirige-se a formadores e professores de adultos de diferentes áreas de estudo e de diferentes países europeus, sendo admitidos um máximo de quinze participantes.
O curso será ministrado em Inglês, decorrendo em horário laboral com a duração total de 26 horas. Esta formação tem os seguintes módulos: Introduction to Entrepreneurship; Competence Audit; Communication Competences; Creative Thinking and Innovation Skills; Decision Making Skills e, ainda, Self-Related Competences.
Uma segunda edição deste curso irá decorrer em Viena, na Áustria, entre os dias 7 e 11 de Setembro.»

Para mais informações e inscrições contacte:
Sociedade Portuguesa de Inovação
E-mail: analeal@spi.pt
Sítio: http://training.spi.pt

sábado, 19 de abril de 2008

400.000 mil nas Novas Oportunidades...

«Mais de 400 mil adultos já se inscreveram neste programa de validação, reconhecimento e certificação de competências com equivalência ao 9º ou 12º ano.

A ministra entregou hoje em Mirandela 500 certificados, nove com equivalência ao 12º ano e a maioria dos restantes ao 9º ano.

Lembrando que o sistema de ensino português já ofereceu outros programas idênticos anteriormente, como a educação de adultos e o ensino recorrente, a ministra frisou que "nem nos melhores anos, com 70 mil inscrições, a adesão foi tão grande como agora".

"É muito mais do que um reconhecimento daquilo que nós sabemos", considerou Fernando Sá, um dos 50 agentes das forças de segurança (PSP e GNR) que receberam certificados, no auditório municipal de Mirandela.

As forças de segurança frequentam este programa ao abrigo de protocolos entre os ministérios da Educação, do Trabalho e Solidariedade Social e da Administração Interna.

Esta oportunidade trouxe motivação para "voos mais altos" ao agente da PSP, que, aos 47 anos, está a pensar continuar a estudar, concretamente num curso de Direito.

Indeciso ficou o colega da GNR, Domingos Alves, hoje certificado com o 9º ano, mas que aos 51 anos entende que "já é um bocado tarde" para continuar os estudos.

"Tenho pena é que tenha (este programa) vindo tão tarde", disse.

A ministra desafiou os críticos do programa a "virem junto desta gente dizer que foi com facilitismo que conseguiram estes diplomas".

Para Maria de Lurdes Rodrigues esta é a forma "de dar a oportunidade ao país para saldar a dívida para com estes adultos", que entraram no mundo do trabalho muito cedo e não puderam estudar.

É para eles, segundo a ministra, este programa que quer "acertar contas com as gerações anteriores excluídas pelo sistema dos avanços que levaram Portugal a conseguir em 30 anos o que muitos países europeus levaram mais de um século".

No país, existem 3,5 milhões de adultos sem o 9º ou 12º anos, meio milhão dos quais com menos de 24 anos". De acordo com a ministra da Educação, fazem parte de gerações anteriores à entrada em vigor da escolaridade obrigatória, em 1986.

Segundo números avançados pela governante, há 30 anos, apenas sete por cento dos jovens tinham acesso ao ensino secundário. "Hoje este número multiplicou por dez" disse.»

Fonte: RTP

Os Júris de Validação

Por definição, o Júri de Validação é o momento último do processo de RVCC. Não o considero nunca desta forma. É um momento essencial na definição dos objectivos individuais de cada candidato a certificação/validação em função da sua história de vida e do que conseguiu demonstrar no tranalho realizado no seu portefólio.

O meu trabalho, nesta área, levou-me nos últimos júris a vários CNO com que trabalho com alguma regularidade.
No CNO da Escola Secundária de Arganil (...que já tem um blog, basta clicar), o júri de validação permitiu uma análise do que são boas práticas que este CNO desenvolve, principalmente ao nível do acompanhamento dados aos adultos em processo. As sessão são individuais e centradas nas competências demonstradas em dossier/PRA.
Sem dúvida que o trabalho realizado por esta equipa se tem revelado essencial na vida de tantos candidatos que procuram uma forma de concluir a equivalência ao Ensino Básico, como, sempre a destacar a originalidade posta na construção dos dossiers/PRA. Os meus parabéns à equipa pelo trabalho feito.

Outro Júri de Validação em que estive presente foi na Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Uma sessão em que re revelou essencial a realização de uma boa triagem inicial para diferenciar os candidatos ao processo RVCC que devem frequentar o Ensino Básico e aqueles que, por terem experiências de vida muito ricas, podem frequentar a equivalência ao Ensino Secundário. Foi também a primeira sessão de júri que acompanhei da Dra. Inês Pinho, a quem dou os parabéns pela melhoria da qualidade observada dos dossiers, assim como, a toda a equipa de formadores que fazem um trabalho contínuo de valorização e credibilização do processo RVCC. Destaco ainda um dossier que pela sua originalidade se destacou nas apresentações realizadas. Falo do dossier do Sr. Pedro, cuja imagem aqui partilho e a sua originalidade está no facto de ser todo construído em alumínio.

Mas os júris de validação continuaram e no CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré fui encontrar um conjunto de candidatas que recordo agora. A equipa de formadores e profissionais demonstra uma capacidade de trabalho, mobilização e desocultação de competências nos adultos em processo que é de destacar pela forma como, em júri, estas se demonstram de forma clara e evidente. A forma como a sessão de júri é preparada demonstra uma dedicação ao processo que é, também, de evidenciar. Curiosamente todas as candidatas pertenciam à fábrica da Vista Alegre. Os projectos pessoais, são, neste caso, muito diversos. Cada qual tinha uma ideia do que desejaria fazer ou que tipo de trabalho gostariam, mais tarde, de vir a realizar. Portas que se abrem com a conclusão da equivalência ao 9.º ano do Ensino Básico, que até aqui estavam fechadas.

Por último, uma viagem mais longa, levou-me ao Agrupamento de Escolas João Franco, no Fundão. Relembro um texto que escrevi e em que refiro que, me muitos locais o processo RVCC é a única forma de regresso à escola para centenas de pessoas. A ruralidade que cerca, muitas vezes, sem possibilidade de saída, muitos dos candidatos que passam pelas mãos de uma equipa de excelentes profissionais e formadores, marca o trabalho deste CNO, que acima de tudo, quer pela qualidade técnica de toda a equipa, quer pela forma como o trabalho é desenvolvido, fazem primeiramente um trabalho de combate a uma exclusão geográfica e depois, dão novas oportunidades verdadeiras a quem, por motivos vários, deixaram os estudos sem possibilidade de os retomar até chegar o processo RVCC. Destaco ainda, quatro candidatos que fizeram validações parciais do RVCC de nível secundário e que, seguem agora para a conclusão através de um curso EFA de dupla certificação na área da Contabilidade. Senti, naquela tarde, que aqueles quatro adultos serão um exemplo e casos de sucesso pois são pioneiros e o interesse e vontade de estudar, aprender e qualificarem-se estava bem escrita nos seus rostos.

A todos, equipas e adultos, coordenadores e candidatos, os meus parabéns.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O PRA e as Pistas...

Novamente, para recordar uma ajuda já deixada, recoloco disponivel duas apresentações de como construir um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens e algumas pistas para o fazer. Esta republicação é feita por sentir que existem sempre questões em torno destes assuntos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

+ 23 anos - Orientações

Devido a um conjunto de e-mails recebidos deixo aqui informação sobre o processo de acesso ao Ensino Superior por via da candidatura "+ de 23 anos".

«O Decreto-Lei 64/2006, de 21 de Março, que regulamenta as provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, previstas no n.º 5 do artigo 12.º da Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro (Lei de Bases do Sistema Educativo), alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de Setembro e 49/2005, de 30 de Agosto, tem como destinatários os candidatos que completem 23 anos até ao dia 31 de Dezembro do ano que antecede a realização das provas, independentemente das habilitações académicas de que são titulares, conforme disposto no artigo 8.º.

Assim, na sequência da interpretação já estudada, resultante do artigo 12.º , n.º 5, da Lei de Bases e do preâmbulo do Decreto-Lei em apreço, onde se lê que um dos objectivos do XVII Governo Constitucional é a promoção da aprendizagem ao longo da vida e a atracção de novos públicos, clarifica-se o público alvo a contemplar. Também a Lei n.º 49/2005, de 30 de Agosto, veio a estabelecer uma flexibilização do anterior sistema – o que se tinha revelado extraordinariamente restritivo no acesso ao ensino superior de estudantes adultos – pelo que ela procedia à sua regulamentação “alargando a área de recrutamento de eventuais candidatos e possibilitando o ingresso a um maior número de pessoas”.

Há uma diversidade de situações que poderão integrar-se no âmbito deste regime que contempla condições especiais para maiores de 23 anos, desde que não tenham habilitação de acesso para o curso pretendido.
Os estudantes interessados deverão consultar o estabelecimento de ensino superior que pretendem frequentar e esclarecer-se sobre o Regulamento, bem como o calendário em que decorrerá a avaliação de capacidades.
À medida que forem publicados os Regulamentos, em Diário da República, os mesmos serão divulgados neste site, para além dos sites dos próprios estabelecimentos de ensino superior.
Nota: A consulta deste site não dispensa um contacto directo ao próprio estabelecimento de ensino superior para confirmação da informação divulgada.» Fonte: DGES

Fica também uma repostagem sobre esta forma de abertura do Ensino Superior.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um esboço do processo...

A formadora/professora Leonor Alves, disponiblizou no Blog do CNO de Vila Franca de Xira, um "esboço" (muito bom) para explicar o processo RVCC. A autoria é da Dra. Ivaneide Mendes do CNO de Caldas de Vizela. Aqui fica. Obrigado pela partilha, Leonor e obrigado pela informação Ivaneide Mendes.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Uma estratégia de trabalho.

No espaço de debate deste blog tem-se discutido muito a questão dos "trabalhos", "fichas", "questões" e todo o conjunto de estratégias de trabalho para o processo RVCC de nível Secundário. Respondendo ao desafio de abrir aqui a discussão em torno destes assuntos, pela sua relevância e interesse para profissionais, formadores e adultos, aventurei-me a abrir as "hostilidades" com uma apresentação de metodologia de trabalho que penso adequada e que pode dar algumas respostas sobre as questões que se vão debatendo, com muito interesse, no espaço de debate. Podem deixar comentários como resposta... aguardamos contribuições...
(A qualidade do Slideshare não é a melhor pelo que a melhor opção é fazer download do ficheiro e ver no powerpoint.)