quinta-feira, 24 de abril de 2008

Alfabetização e Analfabetismo "Digital".

“Alfabetização é um Direito Humano, uma ferramenta de capacitação pessoal e um meio de desenvolvimento social e humano. Oportunidades educacionais dependem da alfabetização. Alfabetização está no cerne da educação básica para todos, e essencial para erradicar a pobreza, reduzir a mortalidade infantil, a igualdade dos géneros e assegurar um desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia.”Why is literacy important?, UNESCO

Um dos papeis do Processo RVCC tem sido mobilizar competências (muitas vezes, novas competências, em TIC). Fica a indicação de um bom artigo a ter em conta aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Um trabalho exemplar.

Foi uma sessão de júri que ficará na minha memória. No CNO da Escola Secundária de Arganil, uma sessão de júri de validação provou que existem muitos candidatos com largas competências e que podem ser um exemplo do que de melhor se faz em termos de processo RVCC e de preparação para o "momento final" da equivalência ao 3.º Ciclo do Ensino Básico.
Orientados pelo Dr. Nelson e pela Dra. Carina, com um apoio sempre presente de toda uma excelente equipa de formadores, os adultos apresentaram a júri um conjunto de trabalhos que quero e devo destacar neste espaço. Ficam imagens e a explicação. Parabéns a toda a equipa do CNO por um momento memorável.
O candidato Abel Pereira brindou o seu momento de apresentação final com a montagem de toda uma maquete elaborada por ele para o neto e que, do ponto de vista das competências supera em muito todo o que era pedido. A associar a esta apresentação, a consciência crítica e conhecimentos no âmbito da Guerra Colonial, da situação do país e da reflexão sobre a aprendizagem fizeram deste adulto em processo um exemplo para toda a equipa, assim como, para mim enquanto Avaliador Externo.
Outra das apresentações, do Sr. Fernando Costa, levou todos os elementos do júri a uma viagem à história da imprensa em Portugal. Trabalhando na "Comarca de Arganil" demonstrou ser um adulto consciente e crítico sobre a evolução da tecnologia e que dedicou muito do seu tempo na elaboração do seu dossier pessoal. Em sessão de júri apresentou um trabalho prático de impressão numa "relíquia" dos tempos em que o trabalho manual era fonte de produção de linhas de textos que compunham o jornal. Um excelente trabalho. O exemplo de originalidade presente no dossier pessoal deste candidato esteve no facto de ele mesmo imprimir uma notícia sobre a sua própria sessão de júri de validação. Um trabalho imaginativo e muito interessante de como o processo RVCC pode mobilizar capacidades nos adultos para, com dedicação e sempre com o apoio da equipa do CNO, conseguirem trabalhos de muita qualidade.
Outro candidato, porém, foi mais longe na originalidade. Toda a capa do seu dossier foi decorada com cascas de ovo. Essa originalidade, associada a um conteúdo em crescimento, revelam que o processo RVCC, muitas vezes, é uma forma de acesso ao conhecimento e ao trabalho em torno das capacidades "adormecidas" de cada um dos adultos em função da sua história de vida, que, por este meio se revela.
Por último, um adulto que foi para mim um exemplo do que pode ser o processo de RVCC na vida de uma pessoa. Com uma história pessoal muito rica, centrada numa experiência profissional construída em torno de saberes tradicionais (Reconstrução de Casas em Aldeias Históricas, como por exemplo, na aldeia do Piodão), este adulto revelou o que de melhor o processo RVCC pode conseguir. O regresso do desejo de saber mais, de ensinar o que sabe e, acima de tudo, de continuação de estudos que a vida, por inúmeras razões não permitiu. Fica uma imagem do trabalho apresentado.

Pelo convite que o CNO me dirigiu, pelo trabalho de qualidade, por um momento inesquecível na minha passagem como Avaliador Externo deixo aqui os meus sinceros parabéns e o meu reconhecimento pessoal e profissional a esta equipa. Parabéns.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

e.Autobiografias...

Existem vários modelos e formas de construir uma autobiografia. As tecnologias permitem uma narrativa digital. Deixamos o exemplo de uma realizada com elevada qualidade e um excelente projecto que pode ser analisado como ponto de partida.

Autobiografia/História de Vida

Vários e-mails que tenho recebido vão no sentido de questões relacionadas com a construção da autobiografia/história de vida. Deixo aqui uma apresentação que penso poderá ajudar. Estes 7 passos servem para o processo RVCC, assim como, para a mediação dos cursos EFA.


domingo, 20 de abril de 2008

Curso Europeu - Empreendorismo Adultos

«No âmbito do projecto Promoção de uma Cultura Empreendedora na Educação de Adultos (PECAE), co-financiado pela Comissão Europeia através do Programa Socrates-Grundtvig, a Sociedade Portuguesa de Inovação irá promover, no Porto, entre os dias 7 e 11 de Julho de 2008, um curso de formação de dimensão europeia, centrado na temática do fomento do empreendedorismo. O objectivo principal será dotar os participantes de ferramentas que possam contribuir para o desenvolvimento de competências que estimulem iniciativas empreendedoras.
O curso dirige-se a formadores e professores de adultos de diferentes áreas de estudo e de diferentes países europeus, sendo admitidos um máximo de quinze participantes.
O curso será ministrado em Inglês, decorrendo em horário laboral com a duração total de 26 horas. Esta formação tem os seguintes módulos: Introduction to Entrepreneurship; Competence Audit; Communication Competences; Creative Thinking and Innovation Skills; Decision Making Skills e, ainda, Self-Related Competences.
Uma segunda edição deste curso irá decorrer em Viena, na Áustria, entre os dias 7 e 11 de Setembro.»

Para mais informações e inscrições contacte:
Sociedade Portuguesa de Inovação
E-mail: analeal@spi.pt
Sítio: http://training.spi.pt

sábado, 19 de abril de 2008

400.000 mil nas Novas Oportunidades...

«Mais de 400 mil adultos já se inscreveram neste programa de validação, reconhecimento e certificação de competências com equivalência ao 9º ou 12º ano.

A ministra entregou hoje em Mirandela 500 certificados, nove com equivalência ao 12º ano e a maioria dos restantes ao 9º ano.

Lembrando que o sistema de ensino português já ofereceu outros programas idênticos anteriormente, como a educação de adultos e o ensino recorrente, a ministra frisou que "nem nos melhores anos, com 70 mil inscrições, a adesão foi tão grande como agora".

"É muito mais do que um reconhecimento daquilo que nós sabemos", considerou Fernando Sá, um dos 50 agentes das forças de segurança (PSP e GNR) que receberam certificados, no auditório municipal de Mirandela.

As forças de segurança frequentam este programa ao abrigo de protocolos entre os ministérios da Educação, do Trabalho e Solidariedade Social e da Administração Interna.

Esta oportunidade trouxe motivação para "voos mais altos" ao agente da PSP, que, aos 47 anos, está a pensar continuar a estudar, concretamente num curso de Direito.

Indeciso ficou o colega da GNR, Domingos Alves, hoje certificado com o 9º ano, mas que aos 51 anos entende que "já é um bocado tarde" para continuar os estudos.

"Tenho pena é que tenha (este programa) vindo tão tarde", disse.

A ministra desafiou os críticos do programa a "virem junto desta gente dizer que foi com facilitismo que conseguiram estes diplomas".

Para Maria de Lurdes Rodrigues esta é a forma "de dar a oportunidade ao país para saldar a dívida para com estes adultos", que entraram no mundo do trabalho muito cedo e não puderam estudar.

É para eles, segundo a ministra, este programa que quer "acertar contas com as gerações anteriores excluídas pelo sistema dos avanços que levaram Portugal a conseguir em 30 anos o que muitos países europeus levaram mais de um século".

No país, existem 3,5 milhões de adultos sem o 9º ou 12º anos, meio milhão dos quais com menos de 24 anos". De acordo com a ministra da Educação, fazem parte de gerações anteriores à entrada em vigor da escolaridade obrigatória, em 1986.

Segundo números avançados pela governante, há 30 anos, apenas sete por cento dos jovens tinham acesso ao ensino secundário. "Hoje este número multiplicou por dez" disse.»

Fonte: RTP

Os Júris de Validação

Por definição, o Júri de Validação é o momento último do processo de RVCC. Não o considero nunca desta forma. É um momento essencial na definição dos objectivos individuais de cada candidato a certificação/validação em função da sua história de vida e do que conseguiu demonstrar no tranalho realizado no seu portefólio.

O meu trabalho, nesta área, levou-me nos últimos júris a vários CNO com que trabalho com alguma regularidade.
No CNO da Escola Secundária de Arganil (...que já tem um blog, basta clicar), o júri de validação permitiu uma análise do que são boas práticas que este CNO desenvolve, principalmente ao nível do acompanhamento dados aos adultos em processo. As sessão são individuais e centradas nas competências demonstradas em dossier/PRA.
Sem dúvida que o trabalho realizado por esta equipa se tem revelado essencial na vida de tantos candidatos que procuram uma forma de concluir a equivalência ao Ensino Básico, como, sempre a destacar a originalidade posta na construção dos dossiers/PRA. Os meus parabéns à equipa pelo trabalho feito.

Outro Júri de Validação em que estive presente foi na Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. Uma sessão em que re revelou essencial a realização de uma boa triagem inicial para diferenciar os candidatos ao processo RVCC que devem frequentar o Ensino Básico e aqueles que, por terem experiências de vida muito ricas, podem frequentar a equivalência ao Ensino Secundário. Foi também a primeira sessão de júri que acompanhei da Dra. Inês Pinho, a quem dou os parabéns pela melhoria da qualidade observada dos dossiers, assim como, a toda a equipa de formadores que fazem um trabalho contínuo de valorização e credibilização do processo RVCC. Destaco ainda um dossier que pela sua originalidade se destacou nas apresentações realizadas. Falo do dossier do Sr. Pedro, cuja imagem aqui partilho e a sua originalidade está no facto de ser todo construído em alumínio.

Mas os júris de validação continuaram e no CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré fui encontrar um conjunto de candidatas que recordo agora. A equipa de formadores e profissionais demonstra uma capacidade de trabalho, mobilização e desocultação de competências nos adultos em processo que é de destacar pela forma como, em júri, estas se demonstram de forma clara e evidente. A forma como a sessão de júri é preparada demonstra uma dedicação ao processo que é, também, de evidenciar. Curiosamente todas as candidatas pertenciam à fábrica da Vista Alegre. Os projectos pessoais, são, neste caso, muito diversos. Cada qual tinha uma ideia do que desejaria fazer ou que tipo de trabalho gostariam, mais tarde, de vir a realizar. Portas que se abrem com a conclusão da equivalência ao 9.º ano do Ensino Básico, que até aqui estavam fechadas.

Por último, uma viagem mais longa, levou-me ao Agrupamento de Escolas João Franco, no Fundão. Relembro um texto que escrevi e em que refiro que, me muitos locais o processo RVCC é a única forma de regresso à escola para centenas de pessoas. A ruralidade que cerca, muitas vezes, sem possibilidade de saída, muitos dos candidatos que passam pelas mãos de uma equipa de excelentes profissionais e formadores, marca o trabalho deste CNO, que acima de tudo, quer pela qualidade técnica de toda a equipa, quer pela forma como o trabalho é desenvolvido, fazem primeiramente um trabalho de combate a uma exclusão geográfica e depois, dão novas oportunidades verdadeiras a quem, por motivos vários, deixaram os estudos sem possibilidade de os retomar até chegar o processo RVCC. Destaco ainda, quatro candidatos que fizeram validações parciais do RVCC de nível secundário e que, seguem agora para a conclusão através de um curso EFA de dupla certificação na área da Contabilidade. Senti, naquela tarde, que aqueles quatro adultos serão um exemplo e casos de sucesso pois são pioneiros e o interesse e vontade de estudar, aprender e qualificarem-se estava bem escrita nos seus rostos.

A todos, equipas e adultos, coordenadores e candidatos, os meus parabéns.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O PRA e as Pistas...

Novamente, para recordar uma ajuda já deixada, recoloco disponivel duas apresentações de como construir um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens e algumas pistas para o fazer. Esta republicação é feita por sentir que existem sempre questões em torno destes assuntos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

+ 23 anos - Orientações

Devido a um conjunto de e-mails recebidos deixo aqui informação sobre o processo de acesso ao Ensino Superior por via da candidatura "+ de 23 anos".

«O Decreto-Lei 64/2006, de 21 de Março, que regulamenta as provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, previstas no n.º 5 do artigo 12.º da Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro (Lei de Bases do Sistema Educativo), alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de Setembro e 49/2005, de 30 de Agosto, tem como destinatários os candidatos que completem 23 anos até ao dia 31 de Dezembro do ano que antecede a realização das provas, independentemente das habilitações académicas de que são titulares, conforme disposto no artigo 8.º.

Assim, na sequência da interpretação já estudada, resultante do artigo 12.º , n.º 5, da Lei de Bases e do preâmbulo do Decreto-Lei em apreço, onde se lê que um dos objectivos do XVII Governo Constitucional é a promoção da aprendizagem ao longo da vida e a atracção de novos públicos, clarifica-se o público alvo a contemplar. Também a Lei n.º 49/2005, de 30 de Agosto, veio a estabelecer uma flexibilização do anterior sistema – o que se tinha revelado extraordinariamente restritivo no acesso ao ensino superior de estudantes adultos – pelo que ela procedia à sua regulamentação “alargando a área de recrutamento de eventuais candidatos e possibilitando o ingresso a um maior número de pessoas”.

Há uma diversidade de situações que poderão integrar-se no âmbito deste regime que contempla condições especiais para maiores de 23 anos, desde que não tenham habilitação de acesso para o curso pretendido.
Os estudantes interessados deverão consultar o estabelecimento de ensino superior que pretendem frequentar e esclarecer-se sobre o Regulamento, bem como o calendário em que decorrerá a avaliação de capacidades.
À medida que forem publicados os Regulamentos, em Diário da República, os mesmos serão divulgados neste site, para além dos sites dos próprios estabelecimentos de ensino superior.
Nota: A consulta deste site não dispensa um contacto directo ao próprio estabelecimento de ensino superior para confirmação da informação divulgada.» Fonte: DGES

Fica também uma repostagem sobre esta forma de abertura do Ensino Superior.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um esboço do processo...

A formadora/professora Leonor Alves, disponiblizou no Blog do CNO de Vila Franca de Xira, um "esboço" (muito bom) para explicar o processo RVCC. A autoria é da Dra. Ivaneide Mendes do CNO de Caldas de Vizela. Aqui fica. Obrigado pela partilha, Leonor e obrigado pela informação Ivaneide Mendes.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Uma estratégia de trabalho.

No espaço de debate deste blog tem-se discutido muito a questão dos "trabalhos", "fichas", "questões" e todo o conjunto de estratégias de trabalho para o processo RVCC de nível Secundário. Respondendo ao desafio de abrir aqui a discussão em torno destes assuntos, pela sua relevância e interesse para profissionais, formadores e adultos, aventurei-me a abrir as "hostilidades" com uma apresentação de metodologia de trabalho que penso adequada e que pode dar algumas respostas sobre as questões que se vão debatendo, com muito interesse, no espaço de debate. Podem deixar comentários como resposta... aguardamos contribuições...
(A qualidade do Slideshare não é a melhor pelo que a melhor opção é fazer download do ficheiro e ver no powerpoint.)


Vale a pena lembrar...

«Ainda que a certificação/validação constitua o culminar do processo, a intervenção do Centro, pela metodologia adoptada, permite ao indivíduo a possibilidade de redefinir um percurso de vida que promova a sua autonomia pessoal e profissional. A própria passagem pelo Centro de RVCC, pela adopção de uma intervenção individualizada e com base na história de vida do indivíduo, constitui certamente um instrumento de inclusão social. A participação no processo de reconhecimento, validação e certificação promove a valorização e crescimento dos indivíduos. Ao confrontar-se com o seu percurso de vida, o indivíduo simultaneamente auto-consciencializa-se dos conhecimentos e saberes adquiridos ao longo da vida, promovendo, desta forma, a (re)definição de um novo percurso de vida.»

Read this doc on Scribd: CRVCC[1]

domingo, 13 de abril de 2008

Um ponto de Informação.

Muitas vezes me perguntam onde podem encontrar informação sobre a Iniciativa Novas Oportunidades e o processo RVCC. Eis uma resposta útil:


«O Ponto de Informação Novas Oportunidades - Centro de Recursos em Conhecimento da Agência Nacional para a Qualificação é um espaço de partilha e de acesso à informação e ao conhecimento nos domínios da Educação e Formação.
Enquadrado no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades, o Ponto assume as seguintes áreas de intervenção:

- contacto e resposta directa ao cidadão, nomeadamente ao público-alvo abrangidos pela Iniciativa Novas Oportunidades;
- informação sobre os percursos educativos e formativos de dupla certificação para jovens e adultos;
- divulgação de iniciativas, boas práticas, metodologias e de materiais técnico-pedagógicos da responsabilidade da ANQ ou de entidades externas que contribuam para a promoção dos percursos educativos e formativos integrados na Iniciativa Novas Oportunidades;
- auto-formação e reforço das competências do público-alvo interno e externo afecto aos percursos educativos e formativos da Iniciativa Novas Oportunidades;
- disponibilização de recursos especializados nos domínios da educação e formação de jovens e adultos, através da dinamização documental e da recolha e tratamento de informação especializada;
- produção editorial nas áreas de intervenção da ANQ e desenvolvimento de processos de divulgação das obras publicadas.

Para usufruir dos serviços e dos produtos disponibilizados pelo Ponto de Informação Novas Oportunidades - Centro de Recursos em Conhecimento deverá inscrever-se como utilizador(a).

Para o efeito, poderá dirigir-se às instalações deste espaço ou enviar um e-mail para o endereço pontodeinformacaono@anq.gov.pt com os seguintes dados:
- Nome completo;
- Número de documento de identificação (Ex: Bilhete de Identidade, Título de Residência, Passaporte, etc.);
- Data de validade do documento de identificação;
- Data de nascimento;
- Morada de residência;
- Contacto telefónico e de e-mail.

Posteriormente, ser-lhe-á entregue ou enviado um cartão de utilizador do Ponto de Informação Novas Oportunidades - Centro de Recursos em Conhecimento.»
Fonte: ANQ

Uma rede social...

Esta semana foi de encontros de bons projectos na Internet. Um deles é uma rede social sobre as Novas Oportunidades. Aqui pode conhecer pessoas, trocar algumas ideias e informações. Aqui fica mais um local a visitar.

Formação Comenius

Em comentário neste blog vi e coloco em destaque a importância crescente da mobilidade para os docentes e para a sua formação do Projecto Comenius. Aqui fica um relato e uma boa partilha. Obrigado pela informação. Relembro que se encontram abertas as inscrições para candidatura.


sábado, 12 de abril de 2008

Blog's - Uma Ferramenta de Apoio

Tenho acompanhado com curiosidade a evolução da utilização de blog's como estratégia de informação, comunicação e formação. Ficam aqui, para adultos em processo ou formação e para todos alguns dos que destaco pela qualidade e utilidade. Alguns estão a nascer, outros a evoluir... Basta clicar na imagem que estão com hiperligação.

Blog's sobre STC:

Blog de Leonor Alves

Blog de Cristina Pinto

Blog sobre CP:

Blog de Emanuel Santos

Blog sobre CLC:

Blog da ESDICA

Caso queria partilhar algum blog pessoal ou sobre as áreas de formação/competências no âmbito do processo RVCC/EFA pode enviar um e-mail com os dados do mesmo que serão divulgados neste espaço.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Três coisas que queria partilhar...

Ao longo dos anos como Avaliador Externo tenho acompanhado várias sessões de júri e conhecido vários profissionais e formadores. Ao longo destes últimos anos e particularmente nestes dois últimos, tenho sentido uma mudança de atitude, quer por parte dos candidatos, quer por parte dos profissionais, que, com o processo RVCC ou por via dos cursos EFA procuram qualidade, exigência, rigor e uma forma de voltar a estudar, a melhorar o seu conhecimento e entendimento sobre o mundo.

Este pequeno texto é o resumo do que de melhor nas últimas semanas encontrei como Avaliador Externo.

O primeiro destaque é, para o II Encontro de CNO da Região Centro. Ficam duas imagens que ilustram a mobilização que este evento teve ao nível de presenças. Estive presente como moderador convidado para uma apresentação sobre o RVCC Profissional. Para além da boa apresentação feita para Dra. Francisca Simões, em representação da ANQ, destaco o facto de ter conhecido algumas das pessoas que partilham comentários neste blog ou no espaço do Grupo RVCC/NO. Foi muito agradável ter conhecido os rostos dos que, muitas vezes já partilharam "saberes" nestes espaço, assim como dúvidas que, esclarecidas por mim ou por outros, ajudaram muitos mais.

Nesse mesmo dia, à noite, estava no Fundão. No CNO do Agrupamento de Escolas João Franco. O primeiro júri de nível secundário teria lugar, nessa mesma noite, pelas 20.30 horas. Duas candidatas, que não esquecerei, trocaram comigo e com a equipa um conjunto de ideias, debatendo questões e afirmando a importância de terminar a equivalência do Ensino Secundário. A equipa, composta pela Dra. Adelina Clemente, Dr. Emanuel Santos, Dra. Cristina Pinto e Dra. Maria de Jesus Gaspar fizeram um trabalho extraordinário. Quer com o PRA que foi apresentado, quer com todo o trabalho de bastidores que, muitas vezes não se vê, mas que é de elevada qualidade. Presentes neste júri, para além de mim, esteve também o Dr. José Brito, coordenador do CNO que tem sabido levar a bom porto e com qualidade elevada a resposta a uma procura de soluções pelos candidatos que muitas vezes pode mudar uma vida.

As duas candidatas revelaram claramente as competências referidas no PRA. Foi um bom júri com um bom trabalho realizado por todos.

Não posso deixar de me recordar do candidato à equivalência do Ensino Básico - 9.º ano que esta passada semana se apresentou a júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. O Sr. Pedro Sousa andou todo o tempo do Processo RVCC a preparar uma maquete. Esta maquete fez parte da sua apresentação final em sessão de júri de validação. Foi criada para este momento. A Dra. Isabel Moio, profissional RVCC, referiu-me esse facto em conversa. Achei curioso que uma apresentação fosse feita assim. No final da sessão de júri desse dia, senti que há um verdadeiro investimento na aprendizagem que os adultos fazem para momentos como aquele. O meu destaque vai para a orientação de excelência que o CNO fez dos trabalhos daquela sessão, mas principalmente para o trabalho desenvolvido por aquele adulto e por todos os outros, investindo com seriedade no processo, aprendendo e ensinando muito mais do que esperava, a todos os presentes naquele dia.

Parabéns a todas estas pessoas e a muitas outras que no seu dia-a-dia lutam com as horas de cansaço, os dias de trabalho e conseguem realizar um verdadeiro trabalho de qualidade. O meu reconhecimento pessoal e profissional fica aqui, nestes exemplos, para todos os coordenadores, formadores e profissional e a todos aqueles que recorrem aos CNO para retomarem um caminho interrompido que com estas novas portas se reinicia.


O desafio da Qualificação

Existe, em Portugal, uma meta política. Qualificar, até 2010, um milhão de portugueses. Esta meta, definida politicamente representa um dos maiores desafios que o sistema educativo enfrenta actualmente. Qualificar adultos, activos empregados ou desempregados e mudar o panorama da escolaridade em Portugal.

Os Centros Novas Oportunidades e o Processo RVCC, assim como a revitalização dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) foram desenhados para dar resposta a esse objectivo. A pergunta que colocamos é: e esta é uma estratégia de qualificação da população?

Existem hoje, inscritos nos Centros Novas Oportunidades, cerca de 360.000 pessoas que procuram concluir a equivalência ao 9.º ou 12..º ano. Ou seja, 360.000 pessoas que queriam voltar à escola e não tiveram oportunidades sem ser o RVCC. São 360.000 pessoas que queriam uma opção flexível, adaptada à sua história de vida passada, presente e futura. São 360.000 pessoas que precisavam de concluir estudos iniciados, inacabados ou quase concluídos.

E agora terminam. E chega? Podemos chamar a isto qualificar?

A minha resposta, pela experiência de Avaliação Externa no processo RVCC é: não. E porquê? A resposta é simples. Em breve a escolaridade obrigatória passará para os 12 anos. O problema que tinha quem conclui o 6.º ano quando esta era a escolaridade obrigatória será o mesmo de quem hoje conclui a equivalência ao 9.º ano, a curto prazo. E quem acaba o Ensino Secundário, terá o mesmo problema, mas por via da certificação profissional que o Catálogo Nacional para as Qualificação começa a impor. Hoje, cabeleireiros, electricistas, taxista e demais profissões já são obrigados a obter uma carteira e certificado profissional.

A concorrência dos jovens, vindos de cursos profissionais, qualificados em áreas em que a experiência não chega, ajudam a elevar o problema…

Então, como solucionar esta realidade e efectivamente qualificar quem hoje se inscreve nas novas oportunidades?

A resposta está dentro dos Centros Novas Oportunidades. É destes centros e dos seus profissionais, com um boa orientação e plano de formação que os candidatos a certificação podem transformar-se em profissionais qualificados ou com uma escolarização efectiva qualificada.

Hoje os Centros Novas Oportunidades devem ser, acima de tudo, centros de atendimento e orientação. Com um vasto leque de opções (desde o RVCC, ao EFA, à Certificação Profissional, às formações modulares) o candidato à qualificação pode efectivamente ver melhorada a sua situação perante a sociedade e o seu emprego.

Só assim, efectivamente, falamos de qualificação. Esperemos ser este o caminho a seguir pelos Centros Novas Oportunidades, a bem de quem a eles recorre, a bem da Iniciativa Novas Oportunidades, a bem do rigor e qualidade do trabalho efectuado e do reconhecimento social do mesmo e também, a bem da localidade, região e do país.

Do autor publicado no Jornal Trevim.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Um recurso para STC/CLC/CP

No Blog Sociedade, Tecnologia e Ciência encontrámos este vídeo que, bem explorado, dá um excelente recurso para EFA e RVCC.




No mesmo blog encontramos uma boa descodificação do referencial de competências chave para o nível Secundário na área de STC. Parabéns à Dra. Cristina Pinto e obrigado pela partilha.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O papel do Mediador e Formadores em Cursos EFA

Tenho recebido e acompanhado algumas entidades que se encontram a realizar cursos EFA de nível Secundário. Deparo com excelentes práticas e algumas dificuldades. Deixo uma pista, de acordo com as orientações para estes cursos, que poderá ser útil no desenvolvimento das actividades neste tipo de formação, assim como, na definição do papel do mediador e dos formadores.