sexta-feira, 28 de março de 2008

Os Novos CNO

A pedido de vários formadores e profissionais deixamos aqui a lista dos novos CNO criados pelo Despacho nº 6950/2008, DR 49, Série II, de 2008-03-10 do Ministério da Educação - Agência Nacional para a Qualificação, I.P. que autoriza a criação de Centros Novas Oportunidades em entidades e concelhos identificados, em acréscimo à rede de centros já existente.

Pode ser consultado aqui o despacho.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Olhares cruzados sobre educação não formal.

«MORAND-AYMON, Bernadette (2006). Olhares cruzados sobre educação não formal: análise de práticas e recomendações/Regards croisés sur l'éducation non formelle: analyses de pratiques et recommandations. Lisboa: DGFV.

Esta publicação é o resultado de um processo de cooperação transnacional desenvolvido no quadro do Programa SOCRATES-GRUNDTVIG, Projecto "Motivar os Adultos para a Aprendizagem - MAPA", em parceria com as seguintes instituições europeias:
Centre Université - Economie d'Éducation Permanente - CUEEP, Université des Sciences et Technologies de Lille, França ; Istituto di Ricerche Economiche e Sociali del Friuli Venezia Giulia - IRES, Itália ; Ishøj Sprog- og Integrationscenter - ISI, Dinamarca e a Fondation pour le Développement de l'Education Permanente - FDEP, Suiça, em colaboração com o Istituto di Formazione Professionale, di Formazione Permanente e di Ricerca - ECAP, Suiça.Concebido como um Guia de apoio aos actores e agentes que trabalham em actividades de educação não formal, tem em vista a melhoria da qualidade da sua intervenção junto aos adultos com baixos níveis de escolarização e qualificação.O presente documento, baseado nas actividades analisadas no decurso do projecto, apresenta uma síntese das características principais da educação não formal, da sua riqueza, diversidade e adaptação ao público-alvo. Rico em análises e experiências realizadas ao longo do projecto, contempla recomendações susceptíveis de optimizar e de valorizar as significativas potencialidades - ainda muitas vezes desconhecidas - das actividades de educação não formal aos olhos de políticos, financiadores e outros actores envolvidos.Propõe uma definição operacional de educação não formal, fundada na observação e análise de práticas. Expostas as suas principais características e as razões da urgência e necessidade em valorizá-las, o documento sugere orientações para optimizá-las, tanto ao nível das próprias actividades como das competências dos agentes responsáveis por estas actividades. Finalmente, apresenta uma série de recomendações com vista a garantir as condições indispensáveis para o seu desenvolvimento e reconhecimento pleno no sistema educativo, tal como definido pela Comunidade Europeia no programa Educação e formação ao longo da vida.»

Documento a consultar aqui:

Read this doc on Scribd: Não formal

terça-feira, 25 de março de 2008

Sessão "especial" de balanço de competências.

«Numa das sessões de reconhecimento de Nível Secundário, pensei utilizar a dinâmica que a seguir descrevo e que foi bastante positiva, na minha opinião. O objectivo era desocultar competências, através da promoção do auto e hetero-conhecimento.
Na primeira sessão com o grupo, antes de os adultos se apresentarem, eu própria (profissional de RVCC) apresentei-me através de um “baú de recordações”. Reuni numa caixa alguns objectos relacionados com diversas situações da minha vida que constituíram um momento de aprendizagem e que contribuíram para a minha formação. Apresentei-me através desses objectos e sugeri aos adultos que construíssem também o seu “baú”, para partilharem com os colegas numa sessão posterior.
Passadas algumas semanas (a confiança no grupo foi aumentando), as adultas foram convidadas a trazer o seu “baú”. Assim, uma “simples” sessão de reconhecimento transformou-se igualmente num momento de recordações de algumas experiências semi-apagadas com o tempo e que nem sequer tinham sido referidas na autobiografia.
Uma das vantagens desta experiência foi, sobretudo a aprendizagem com as colegas, porque crescemos, aprendemos e desenvolvemo-nos em interacção.
Emoção, partilha, aprendizagem, crescimento, valorização pessoal, demonstração de competências… Foram algumas das palavras que ecoaram na minha cabeça no final da sessão.»



Uma partilha de Mafalda Branco que muito agradecemos!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Boa Páscoa


A todos os CNO, Equipas, Formadores, Avaliadores, Adultos, Visitantes, Curiosos e amigos uma Boa Páscoa!

terça-feira, 18 de março de 2008

Um trabalho realizado...

Começam a aparecer (e ainda bem) na Internet excelentes trabalhos realizados pelos adultos em processo RVCC. Este é um exemplo. Parabéns ao autor.


segunda-feira, 17 de março de 2008

Formação Modular (II)

«Uma entidade formadora certificada pode desenvolver formação modular da componente tecnológica para qualquer qualificação constante do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ)?
Até à certificação das entidades formadoras por áreas de educação e formação, isto é até à publicação da Portaria prevista no DL 396/2007 do SNQ, as entidades formadoras podem promover a componente de formação tecnológica das formações modulares se essa componente integrar referenciais de formação de cursos EFA para os quais a entidade tenha autorização de funcionamento ou se aquela se inserir nas áreas de educação e formação indicadas na respectiva candidatura de acreditação que tenha merecido decisão favorável, nos termos da Portaria n.º 782/97, de 29 de Agosto ou nas áreas para as quais estejam reconhecidas na respectiva lei orgânica, diploma de criação, homologação ou autorização de funcionamento, ou outro regime especial aplicável.

As entidades formadoras cujas áreas de educação e formação tenham merecido decisão favorável na candidatura de acreditação e não constem no CNQ, devem consultar a Orientação Técnica 9 (disponível no site da ANQ www.anq.gov.pt em "Nova portaria dos cursos EFA e formações modulares" - "explicitação da nova portaria e orientações técnicas").

Uma entidade formadora certificada pode desenvolver formações modulares apenas da componente de formação de base?
Sim. Contudo, nas entidades com estruturas formativas certificadas que não sejam estabelecimentos de ensino públicos ou privados ou cooperativos com autonomia pedagógica, incluindo as escolas profissionais ou centros de formação profissional de gestão directa ou protocolares, a formação de base não pode ultrapassar um terço do volume total anual da formação realizada.

Um centro de formação profissional pode desenvolver apenas formações modulares da componente de formação de base?
Sim, pode.

Uma entidade formadora certificada pode desenvolver formações modulares apenas da componente tecnológica?
Sim. Contudo, em percursos cuja duração seja superior a 300 horas, exige-se que 1/3 das UFCD seja de formação de base.

Existe área de PRA (portefólio reflexivo de aprendizagens) em formações modulares tal como acontece nos cursos EFA de nível secundário?
Não existe.

Existe o módulo "Aprender com autonomia" em formações modulares tal como acontece nos cursos EFA de nível básico?
Não existe.

Como é que uma entidade formadora pode converter a sua oferta formativa em Unidades Modulares Certificáveis?
Deve formatar a sua oferta de acordo com as UFCD disponíveis nos referenciais de formação constantes no Catálogo Nacional de Qualificações.

É possível organizar um curso de formação modular com UFCD de percursos de nível básico e secundário?
Sim, é possível. Neste caso, deve ser considerada a condição de acesso definida para as UFCD integradas num percurso de nível secundário, ou seja, uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.

A carga horária de 600 horas é anual ou é associada a um curso?
É associada a um curso.

Qual a duração de um curso de formação modular?
A duração de um curso de formação modular pode variar entre 25 e 600 horas.»

Fonte: ANQ

domingo, 16 de março de 2008

Língua estrangeira: passaporte para novas oportunidades.

«Este material pedagógico destina-se a profissionais de orientação e professores. Tem como objectivo promover nos alunos dos percursos qualificantes o desenvolvimento da motivação para a aprendizagem das línguas estrangeiras. Esta aprendizagem é fundamental para garantir o acesso a uma maior diversidade de conhecimentos, facilitadores da inserção e progressão na carreira, bem como da mobilidade no espaço europeu.»

Excelente recurso para formadores de L.E.

Read this doc on Scribd: Lingua Estrangeira

RVCC Profissional

«Como se desenvolve o processo de RVCC Profissional?

O processo consiste na avaliação das competências detidas pelos candidatos face a um Referencial de Formação Profissional correspondente a um curso de formação desenvolvido no IEFP e contemplado no Catálogo Nacional das Qualificações.

Para obter a certificação final, os candidatos devem demonstrar possuir todas as competências correspondentes ao curso de formação profissional.

O processo é desenvolvido ao longo de um conjunto de sessões durante as quais os candidatos são apoiados, por técnicos e formadores da área profissional em causa, na identificação e reconhecimento das respectivas competências e na recolha de evidências que as comprovem, bem como na respectiva demonstração.

Posteriormente, os candidatos são avaliados por uma comissão que valida as competências detidas e identifica as competências em falta, indicando a formação adicional que deve ser frequentada para obter a certificação final.»

Mais informação aqui.


sexta-feira, 14 de março de 2008

Novas Oportunidades para Gerir Mudanças

II Encontro de CNO da Região Centro

4 de Abril de 2008
Organização: Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal

9:30 - Recepção aos participantes e Entidades

10:00 - Sessão de Abertura:

Director do CNO da Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal
Presidente da Câmara Municipal de Pombal
Representante da DREC
Presidente da ANQ

10:30 Novos Percursos para a Qualificação:
  • RVCC PRO e o Catálogo Nacional e Qualificações - Dra. Maria Francisca Simões (ANQ)

11:15 - Pausa para café

11:30 - Impacto e operacionalização do RVCC PRO - Dr. José Leitão

  • Moderador: Dr. Luís Alcoforado (FPCE -UC)

12:00 - Partilha da experiência do Centro de Formação de Arganil

13:00 - Almoço

14:30 O e-learning no Reconhecimento e aquisição e competências:

Partilha de experiências dos Centros Novas Oportunidades de:

Sever do Vouga – RVCC – NS com recurso ao Moodle

Escola Secundária de Vizela – NS com recurso a blogues

Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal – NS com recurso a redes sociais

16:30 Sessão Plenária

Apresentação das conclusões e esclarecimentos

17:00 Sessão de encerramento

e.Book: EFA

"A presente publicação constitui um instrumento de trabalho orientador do desenvolvimento do módulo "Aprender com Autonomia" dos Cursos EFA de nível básico (B1, B2 e B3).
A segunda edição agora apresentada é consequência de uma reformulação que resulta do acompanhamento efectuado ao longo dos anos de desenvolvimento do modelo pedagógico dos Cursos EFA no terreno.
O presente documento estrutura-se em duas partes:
a) fundamentação, na qual se explicitam os objectivos deste módulo e se apresentam orientações metodológicas;
b) organização do módulo, na qual se apresentam as unidades de competências, respectivos critérios de evidência e sugestões de actividades.
As competências, os critérios de evidência e as actividades sugeridas são idênticas para os três níveis de proficiência em que se organiza esta oferta formativa, apresentando-se, no entanto, algumas propostas de actividades complementares, destinadas a grupos constituídos por adultos que anteriormente frequentaram já um Curso EFA." ANQ

O dia depois de amanhã.

Em solidariedade com os professores escrevi...

"Dia 8 de Março marca uma viragem histórica no interior da classe docente. De nada importa que a Ministra da Educação ou a sua equipa se mantenham em função ou não. Se é suspenso ou não o modelo de Avaliação de Professores. O que importa é que, em 140.000 professores, 100.000 estiveram na Avenida da Liberdade e desceram até ao Terreiro do Paço. Talvez uns milhares mais tivessem também desejo de estar presentes mas por motivos insuperáveis não puderam estar. Talvez as televisões e os jornais tivessem mais poder em Portugal sobre a Opinião Pública e algo mudaria.

Efectivamente, pelas últimas notícias, nem a Ministra da Educação se demitiu, nem o Primeiro-Ministro mostra nenhuma mudança de discurso e, principalmente, a equipa da 24 de Julho não mudou.

Mas uma coisa mudou. Os professores olharam para si pela primeira vez como uma classe. Não como uma manta de retalhos de profissionais da educação. Mas como professores. Uma classe unida por uma causa. Talvez a avaliação, mas principalmente por aquilo que acreditam: o ensino.

Os sindicatos capitalizaram poder. A esquerda reclamou uma certa vitória, mas a verdade é que quem mais ganhou foram mesmo os professores. A força que agora sentem ter como classe talvez lhes aponte o caminho de soluções criadas, pensadas, organizadas para essa mesma classe. Não os interesses de uns e de outros. Mas de uma verdadeira lógica colectiva.

É dessa realidade, que devidamente capitalizada, o Ministério da Educação deveria temer.

Sabendo desta força, o poder mediático do governo fez-se sentir em todas as televisões, rádios e jornais, nos dias antes e no próprio dia. O Primeiro-Ministro esperou pelo dia seguinte. Falou da força da razão. Falou da irrelevância dos números. De facto, não é isso que o preocupa. É o a auto-consciencia de classe que imediatamente tratou de travar ao dizer: “Vamos continuar a avançar.”.

Esta frase e esta atitude colocam os professores novamente na linha de partida. Como se tivessem regressado dias para trás e estivessem agora, novamente, à procura de se organizar para uma manifestação. A diferença está numa só coisa. Simples mas poderosa. Agora os professores sabem que existem como consciência colectiva. E como inteligência colectiva. São dos elementos sociais com mais poder de comunicação, de informação e de confiança social.

A mostra de força política e de actuação sobre a ordem das coisas é algo que lhes falta ainda. Não é criar o caos. É desordenar o certo, o previsível, o existente. Só assim se provocam oscilações no todo social que podem provocar mudanças. Fazer uma manifestação, estar presente, ir e vir de autocarro ordeiramente organizados, tudo isso tem a beleza do momento, a virtude de mostrar a força mas não provoca agitação. A agitação visível que urge nascer para a mudança ter lugar.

Agora a questão é de mudança. Não de manifestação de desagrado.

Resta saber o que vão fazer, os professores, no dia depois de amanhã…"

Texto do autor publicado no Jornal Trevim.

quinta-feira, 13 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

O Cartão.

Tomei consciência que nas visitas que tenho feito aos CNO para júris de validação que ainda não se utiliza, por desconhecimento, o cartão de inscrito.
Aqui fica o modelo. O cartão pode ser obtido pelos CNO no site da ANQ.
Este é um instrumento referido na Carta de Qualidade. Este deve ser entregue a todos os adultos inscritos num Centro Novas Oportunidades. Este Cartão deve ser preenchido e impresso pelos Centros Novas Oportunidades

Ainda sobre a Língua Estrangeira (EFA e RVCC NS).

«Qual o número mínimo de créditos que o formando tem de obter na língua estrangeira? Um é suficiente?
Não. A questão deve ser formulada da seguinte forma: existe na área de CLC um conjunto de competências que têm que ser demonstradas em língua portuguesa e em língua estrangeira; o crédito só é atribuído se a competência for evidenciada em língua portuguesa e em língua estrangeira. Não existem créditos específicos para a língua estrangeira.

Em termos metodológicos é possível introduzir esta vertente da língua estrangeira nos vários Núcleos Geradores dos Referenciais de Competências?
A língua estrangeira está presente em algumas das competências da área CLC. Nessas competências e quando se trata de alguém que já tem alguns conhecimentos em língua estrangeira mas que não validou todas as UFCD/UC de CLC, tem de completar as aprendizagens nas competências específicas associadas à língua estrangeira.
Para quem apresenta dificuldades em validar competências em língua estrangeira, o Catálogo Nacional de Qualificações dispõe de duas UFCD de língua estrangeira (iniciação e desenvolvimento) associadas á componente de formação de base dos referenciais de formação de nível secundário, à semelhança do que acontece para o nível básico, os quais acrescem à carga horária definida no plano de formação.

Num mesmo percurso EFA-NS podem existir 2 línguas estrangeiras distintas?
Não. No mesmo percurso só existe lugar à validação de uma língua estrangeira.»

Fonte: ANQ.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Ponto Nacional de Referência para as Qualificações

Em vários júris em que fui avaliador externo, muitos adultos informam que o seu destino em breve será migrar para um qualquer país da União Europeia. Eis uma informação que pode ser útil.

«O Ponto Nacional de Referência para as Qualificações (PNRQ) é um ponto de contacto em Portugal onde pode encontrar informação sobre os Sistemas de Educação, de Formação e de Certificação Profissional, visando facilitar a mobilidade dos cidadãos no Espaço Europeu.

Funções:
  • Fornecer informação relevante sobre os Sistemas Portugueses de Educação e de Formação;
  • Fornecer informação sobre o Sistema Nacional de Certificação Profissional e sobre o Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências;
  • Articular com as entidades competentes dos sistemas nacionais referidos;
  • Aceder à Classificação Nacional de Profissões;
  • Divulgar os conteúdos funcionais das profissões regulamentadas em Portugal e respectiva legislação de suporte;
  • Difundir informação relativa à política para a transparência e o reconhecimento das qualificações na União Europeia e à legislação nacional de suporte;
  • Divulgar os instrumentos criados para fomentar a transparência das qualificações;
  • Cooperar com os restantes Pontos Nacionais de Referencia para as Qualificações, no âmbito da rede europeia.

  • Fonte e pode saber mais aqui.

    sexta-feira, 7 de março de 2008

    Formação Modulares

    «Destinatários e acesso:

    Qual a idade mínima para aceder a uma formação modular?
    As formações modulares destinam-se a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos à data do início da formação. É permitida a frequência de formandos com idade inferior a 18 anos desde que estejam comprovadamente inseridos no mercado de trabalho ou em centros educativos.

    Qual a habilitação escolar exigida aos formandos que pretendam frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível básico?
    As Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível básico destinam-se, prioritariamente, a adultos com níveis de habilitação escolar inferiores ao 3º ciclo do ensino básico.

    E para frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível secundário, qual a habilitação escolar exigida aos formandos?
    As Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível secundário destinam-se apenas a adultos com habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.

    E para frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível pós secundário, qual a habilitação escolar exigida aos formandos?
    O acesso, organização, gestão, funcionamento, avaliação e certificação de Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível pós secundário são regulados no âmbito da legislação aplicável aos cursos de especialização tecnológica (Decreto-Lei nº 88/2006, de 23 de Maio).

    Quando a UFCD a desenvolver é comum a dois referenciais com níveis de formação diferentes quais são as habilitações escolares exigidas?
    As habilitações escolares exigidas para desenvolver uma UFCD comum a dois referenciais com níveis de formação diferentes devem ser as mínimas; por exemplo, para UFCD comuns a percursos de nível básico e de nível secundário, deve ser considerada a condição de acesso ao nível básico.

    É possível um formando com o 3º ciclo do ensino básico frequentar um percurso de formação modular organizado em UFCD de percursos de nível básico?
    Sim, a frequência de UFCD inseridas em percursos de nível básico dirige-se, prioritariamente a adultos com níveis de habilitação escolares inferiores ao 3º ciclo do ensino básico, mas não inibe o acesso a indivíduos com habilitações superiores.

    É possível um formando com o 1º ciclo do ensino básico frequentar um percurso de formação modular organizado em UFCD de percursos de nível secundário?
    Não. O acesso a UFCD inseridas em percursos de nível secundário exige uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.

    É possível um formando com uma licenciatura frequentar a formação modular?
    Sim, o acesso a UFCD inseridas em percursos de nível secundário exige uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico, o que não inibe o acesso a indivíduos com habilitações superiores.


    quinta-feira, 6 de março de 2008

    quarta-feira, 5 de março de 2008

    Uma proposta de trabalho.

    A Dr. Filomena Sousa, que comigo administra já o espaço de debate do Google Groups sobre o RVCC/NO e que tem tido uma dinâmica muito interessante, assim como, ajudado a tirar muitas dúvidas a muitos adultos e profissionais/formadores, deixou esta resposta a uma dúvida que penso, pela sua pertinência e qualidade merecia o devido destaque. Aqui fica.

    «O exemplo de uma das metodologia que permitem à equipa CNO orientar os adultos no sentido de cruzarem as competências (acções) dos temas de cada núcleo com os vários domínios de referência e a respectiva história de vida:

    É uma metodologia que implica a participação activa dos adultos e alguma dinâmica de grupo:

    Depois de descodificar e esclarecer acerca do(s) tema(s) de determinado núcleo pede:
    1) Aos adultos para considerarem tudo o que já escreveram sobre a sua história de vida e pensarem num (ou em vários) momento(s) da sua vida no qual se confrontaram com experiências que têm a ver com aquilo que se esteve a falar;
    2) Depois de pensarem, os adultos, individualmente, devem escrever um parágrafo curto sobre o assunto (devem escrever sobre essa experiência contextualizando-a – o quê, quando, como, porquê…entre 5 a 10 linha);
    3) Passado o tempo estipulado (mesmo que uma ou duas pessoas esteja com dificuldades) os adultos devem juntar-se em grupos – 3, 4 ou 5 pessoas por grupo;
    4) Apresentam o que escreveram aos colegas (só aos do seu grupo) e debatem sobre se as experiências se enquadram ou não nos temas. Se alguém do grupo teve dificuldades os colegas devem ajudá-lo a explorar hipóteses.
    5)
    Cada grupo elege um porta-voz que irá comunicar à totalidade dos adultos e ao formador um (ou dois) exemplo(s) de situações que viveram e que têm a ver com as competências do tema – núcleo em causa;
    6) Verificam-se as dúvidas que ainda existem em debate geral e o formador pede para, em casa, os adultos desenvolverem tanto quanto possível a(s) experiência(s) escolhidas, documentá-las e colocá-la(s) no devido sítio do portefólio (momento que os adultos já identificaram quando escreveram o parágrafo).

    Os formadores devem acompanhar os grupos e esclarecer dúvidas. Informar se o grupo está a ir no bom caminho ou se está muito “perdido”.

    As regras devem ser claras, nomeadamente o tempo que têm para escrever (cerca de 10 minutos) e reunir (...a decidir).

    Os adultos só devem ser informados de que vão fazer grupos depois de terem escrito as experiências individualmente;

    Quem não quiser partilhar a sua experiência tem esse direito mas deve participar num grupo de debate;

    Usualmente os adultos chegam a resultados muito interessantes, partilham experiências, percebem onde “se quer chegar”, motivam e são motivados pelos colegas.

    Este é só um exemplo (que pode ser adaptado), não existem receitas e tudo depende dos adultos que têm pela frente – essa é a dificuldade e o desafio do processo.»

    terça-feira, 4 de março de 2008

    Projecto Vidas

    «O Projecto Vidas/ Certificação para Todos foi realizado pela ANOP – Associação Nacional das Oficinas de Projecto, em parceria com várias entidades: Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado, Instituto de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Oficina do Engenho, Crl e Profisousa – Associação de Ensino Profissional do Vale do Sousa.
    O Projecto Vidas/ Certificação para Todos foi um dos vencedores do Concurso de Ideias lançado pelo Programa EDV-Digital, promovido pela ADReDV – Associação de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga, com financiamento POS- Conhecimento, para apoiar a produção de conteúdos multimédia relevantes de interesse público.

    Trata-se de um projecto que visa procura atingir quatro objectivos:

    - Facilitar, pela via tecnológica, a divulgação do Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC);
    - Estimular a participação da população adulta em processos de aprendizagem ao longo da vida que conduzam a um aumento das suas qualificações escolares e profissionais;
    - Criar uma estrutura de aprendizagem assistida que possa operar como módulo introdutório a processos de RVCC;
    - Promover a construção autónoma de percursos de RVCC.»
    Pode visitar a página aqui.

    segunda-feira, 3 de março de 2008

    Um ano de Blog RVCC/NO!

    Pois é! Este blog faz hoje o seu primeiro ano de vida. Este ano foi passado entre as informações, as pessoas que conheci, as ajudas e trocas de ideias e as conversas. Este blog deixou de ser meu para ser de todos aqueles que o visitam diariamente (e são já 500 +- e estamos nas 150.000 visitas!). Obrigado a todos os que aqui procuram e partilham informação e comentários. Parabéns a todos! Esperamos estar cá mais um tempo para trocar ideias e projectos!