terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Unidade de Educação de Adultos

Universidade do Minho

"Desde a sua criação, em 1976, ainda enquanto Projecto de Educação de Adultos, assim como após a sua institucionalização em 1982, a Unidade de Educação de Adultos concebeu, organizou e realizou mais de uma centena de acções que constituem um conjunto diversificado de iniciativas de educação e formação de adultos não-formais. Estas acções visaram formar profissionais das mais diversas áreas na problemática da educação de adultos, tendo contemplado o desenvolvimento de actividades de carácter educativo/formativo e de intervenção sócio-educativa."

Saber mais aqui.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

Para pensar...

« O Presidente da República disse hoje que a ideia de que os problemas da educação se podem resolver sem exigência "é errada" (...) Aprender exige disciplina, trabalho, exige esforço da parte de professores, pais, da comunidade, mas também muita disciplina dos alunos.»
In: Lusa.

Porque a rir...

... também se podem demonstrar e analisar competências. Fica um recurso para RVC.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Avaliação de Competências

"Uma competência manifesta-se sempre como uma acção complexa com vista à resolução de um problema concreto. Por exemplo, se se pedir a um aluno que descreva uma figura, para o fazer, ele realiza um conjunto de acções que, embora estejam na base da ‘produção textual’, não podem ainda ser consideradas como uma manifestação dessa competência. Ao descrever a figura, o aluno mobiliza conhecimentos da estrutura do funcionamento da língua, mas a aplicação desses conhecimentos é realizado de uma forma simples – as frases podem ser simples e curtas, não revelando grande elaboração; a sequência das frases pode ser sincopada, sem grande coerência entre si, etc. O que se lhe pede é um exercício de aplicação. No entanto, se se pedir ao aluno que conte uma história a partir da figura, é-se-lhe colocado um problema. Para resolver esse problema, o aluno terá que realizar um conjunto complexo de acções, do qual resultará também um produto elaborado."
Uma boa reflexão sobre avaliação por portefólio aqui.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Tratado de Lisboa


Lisboa, 13 de Dezembro de 2007
Assinatura do Tratado de Lisboa

Será justo?

Li, ontem, num e-mail recebido:
«Ainda há uns dias, numa sessão de esclarecimento, um adulto me perguntava: "Mas o diploma tem lá escrito Novas Oportunidades? É que, se tiver, eu sei que as entidades patronais o vão desprezar"... Esta ideia já passou, não só para a opinião pública, mas para os próprios empregadores...»
E eu, ontem também, estive presente num júri de validação ontem um mulher, na casa dos seus 40 anos, trabalhava num armazém, completamente fechado, sem janelas, 9 horas por dia (dizia ela), com um patrão que lhe pagava mal e "às prestações" como disse e em condições laborais que já só conseguimos imaginar na Revolução Industrial do início do século passado... Esta mulher, com filhos, com esta vida, durante 4 meses estudou. Fez o processo RVCC. Teve 50 horas de formação em TIC e mais 50 em Matemática. Elaborou um dossier completo e com dedicação. Foi acompanhada por um bom CNO. Um CNO que honra o projecto Novas Oportunidades. Esta mulher queria mudar de profissão. E o que vamos nós todos dizer a esta mulher, que ao fim de quase trinta anos de deixar de estudar, nestas condições, teve a coragem e a força de vontade de voltar à escola? Que há quem diga que esse esforço, representado naquele diploma, não tem valor?
Recebo diariamente centenas de e-mails. Uns com queixas, outros com pedidos, outros com desabafos. Todos são respondidos ou denunciados. Respeito sempre a confidencialidade dos autores e coloco o meu nome nos seus pedidos ou queixas para as entidades competentes. Só denunciando quem está a fazer mal este processo podemos moralizar a forma como todos olhamos para ele. Vamos dar valor ao que tem valor e acabar com o que é oportunismo, facilistismo e falsa qualidade. Só assim, mulheres e homens que merecem ver o seu esforço reconhecido com qualidade podem voltar a desejar estudar, como, aquela mulher mostrou, ontem ao fim do dia. Cada um pode e deve fazer só um pouco. Às vezes só basta um e-mail...


Regras do POPH

Encontram-se já disponíveis aqui as regras de enquadramento relativas ao financiamento para os CNO no âmbito do Programa Operacional Potencial Humano.

Objectivos das Acções:

"a) Apoiar, nos Centros Novas Oportunidades, o desenvolvimento dos processos de acolhimento, diagnóstico e triagem dos activos, que permitam o seu encaminhamento para ofertas de educação e formação ou processos de RVCC;
b) Consolidar e promover a qualidade dos processos de reconhecimento e validação das competências adquiridas, certificando-as a nível escolar e profissional, promovendo a melhoria dos desempenhos profissionais, a progressão na carreira e facilitando percursos subsequentes de formação profissional e de educação;
c) Apoiar a instalação de um dispositivo de RVCC integrado (escolar e profissional) a nível nacional, potenciando a experiência entretanto adquirida por múltiplas entidades públicas e privadas;
d) Promover o desenvolvimento, por parte de entidades formadoras devidamente certificadas, de respostas formativas complementares que permitam o acesso a uma qualificação, nos termos definidos pelo Sistema Nacional de Qualificações e no respeito pelo Sistema de Regulamentação do Acesso a Profissões, quando tal for o caso.
e) Promover a partilha de informação e de experiências e a disseminação práticas bem sucedidas."

Acções elegíveis:

Com o objectivo de operacionalizar o funcionamento dos Centros Novas Oportunidades, podem ser objecto de apoio as seguintes acções:

"a) Actividades de acolhimento, diagnóstico de necessidades, definição de perfil e encaminhamento para as respostas de qualificação mais adequadas ao público-alvo;
b) Desenvolvimento de processos de RVCC que permitam reconhecer e validar competências para efeitos de certificação escolar e profissional, no quadro do modelo adoptado;
c) Funcionamento de equipas de projecto compostas de acordo com as orientações da entidade responsável pela gestão e coordenação da Rede Nacional de CNO;
d) Actividades avaliativas inseridas num plano de autoavaliação dos objectivos, processos e resultados obtidos pelos CNO;
e) Outras actividades que concorram para os fins prosseguidos pelos CNO."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Reforma da Gestão Escolar

"O primeiro-ministro anunciou hoje, Parlamento, uma reforma da gestão escolar, que será em breve aprovada na generalidade em Conselho de Ministros, para consulta pública, tendo entre os seus objectivos o reforço da autonomia das escolas.
Falando na abertura do debate mensal, José Sócrates considerou chegado o momento de se proceder à alteração da actual lei de autonomia, gestão e administração escolar.
O director executivo de cada escola passará a ser escolhido por concurso pelo respectivo órgão colegial, o Conselho Geral, tendo sempre que ser um professor, especificou o primeiro-ministro. A forma de nomeação do director executivo da escola é uma das principais medidas desta reforma."
In: Jornal Público

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O ponto sem retorno.

O projecto de Reconhecimento e Validação de Competências não é novo. Não tem dois ou três anos. Tem muito mais. E ao longo dos últimos tempos, com a ajuda de uma imensa publicidade foi massificado. Nada tenho contra a massificação que o programa Novas Oportunidades trouxe a esta forma de ver reconhecidas aprendizagens adquiridas ao longo da vida. Nada tenho contra e pelo contrário, sempre acreditei nesta forma de promover a qualificação de quem, por várias razões não conseguiu concluir um ciclo de estudos. No entanto e depois de 5 anos a acompanhar o projecto RVCC olho para trás e fico com a ideia que estamos num ponto decisivo para este processo.
Ontem, o Primeiro-Ministro apresentou com a devida pompa mediática os "primeiros" 65 certificados do 12.º Ano. Anunciou ainda o alargamento da rede de Centros Novas Oportunidades até ao número de 500.
Sendo avaliador externo olho para tudo isto com a certeza que novamente a ideia que passa da comunicação social para o grande público é de um certo facilitismo. De uma certa rapidez. De uma certa forma errada. A publicidade tem destas coisas. Pode ser mais prejudicial que benéfica. Verdade que é através dos média que a maioria das pessoas tem acesso à informação. Mas também é verdade que durante um discurso político de qualquer dirigente não se ouviu uma única vez as palavras: rigor, credibilidade, exigência. Ouvimos falar de "oportunidades". Acho que é altura de pensar seriamente no que será o RVCC. Corremos o risco de, mais tarde ou mais cedo, se os CNO caírem (também porque muitas vezes são empurrados) no fazer por fazer ou no facilitismo, de ter um milhão de portugueses certificados sem qualificação nenhuma. Repensemos nesta altura o processo. Porque não incluir formação técnica associada? Não incluida no processo mas complementar a este? Porque não promover uma articulação com uma componente profissional? Porque não exigir mais do que ler, escrever e contar? O projecto RVCC está neste ponto sem retorno. Espero, sinceramente, eu que o vi nascer, que ele não morra na praia ou colapse externamente aos desejos políticos e arraste consigo uma descredibilização não desejada. Estarei mais um pouco para ver o que será. Lutarei por ele porque neste projecto acredito. Mas com prudência. Quero acreditar que ainda é possível... veremos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Evento

"SEMINÁRIO QREN - QUADRO DE REFERÊNCIA ESTRATÉGICO NACIONAL E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL E LOCAL

10,11,17 e 18 de Dezembro, IGAP, Porto

O INA realiza seminários sobre o Quadro de Referência Estratégico Nacional e o Desenvolvimento Regional e Local (QREN), até final do ano.

Estas acções de formação visam a apresentação de novos modelos de programas operacionais e novas orientações estratégicas com impacto no investimento público a nível nacional, regional e local.

As acções destinam-se a quadros superiores da Administração Pública Central e Local e, no final do QREN, pretende-se que os participantes fiquem habilitados com as informações necessárias para apresentação de projectos ao abrigo das novas orientações da política de coesão, inovação, desenvolvimento sustentável, rural, social e tecnologias de informação.

Informações e inscrições (http://www.ina.pt/cursos/qren.asp)"

Fonte: IGFSE

sábado, 8 de dezembro de 2007

Flexisegurança - Aprovada

«Os ministros do Trabalho e da Segurança Social dos 27 chegaram a acordo sobre os princípios comuns da flexigurança, nomeadamente a adaptabilidade nas empresas, permitindo horários flexíveis e adaptados aos fluxos de menor e maior produção.
Os oito princípios aprovados servem como enquadramento geral que permite a cada Estado-membro desenvolver os seus próprios mecanismos de flexigurança e serão ratificados pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) na cimeira de 14 de Dezembro, em Bruxelas. A flexigurança é definida como uma fórmula global de política do mercado de trabalho que combina disposições contratuais flexíveis - facilitando despedimentos - e que permite que os trabalhadores encontrem um novo emprego e sejam apoiados pela segurança social no caso de desemprego. Assim, um dos princípios hoje aprovados estipula que «a flexigurança implica a conjugação deliberada de mecanismos contratuais flexíveis e fiáveis, estratégias abrangentes de aprendizagem ao longo da vida, políticas activas e eficazes para o mercado de trabalho, e sistemas de protecção social modernos, adequados e sustentáveis». A flexigurança tem como objectivo a modernização do mercado laboral e a criação de mais e melhores empregos, intensificando a aplicação da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e Emprego. Uma vez definidos e aceites os princípios comuns, cada Estado-membro deverá determinar qual o modelo que melhor se adequa à sua realidade.»
Fonte: Centro de Formação de Professores de Águeda.

Enquanto o país dormia!

Enquanto o país dormia ou era adormecido com o debate em torno da Ota ou com a aventura europeia dos três grandes do futebol, no dia 26, uma segunda-feira, foi lançado o Quadro Europeu de Qualificações.

Ninguém deu por isso e pouca relevância foi dada pela comunicação social a este facto.

O Quadro Europeu de Qualificações é um instrumento para garantir a mobilidade no quadro da União Europeia, e deverá ser aplicado a partir de 2010, do ensino básico ao ensino superior, da formação profissional à educação e formação de adultos. E o país dormia…

O sistema de ensino como o conhecemos chegou ao seu fim. Tal como o já tão falado processo de Bolonha alterou profundamente o Ensino Superior, assim se encontram em preparação e aplicação algumas medidas que afectarão o Ensino Básico e Secundário.

Deste a aprovação da também famosa Estratégia de Lisboa que se debate e prepara o aumento da escolaridade obrigatória para o 12.º Ano. Que se remodelam processos de formação, como a introdução nas escolas de Cursos de Educação e Formação, Cursos de Especialização Tecnológica e Cursos de Educação e Formação de Adultos. No entanto, estas pequenas alterações são apenas a ponta de um iceberg muito maior.

A escola regressa à sua natureza de local de aprendizagem. Mas desta vez numa perspectiva contínua e continuada de formação ao longo da vida. Da escola, tal quase como a visão do homem do Renascimento, se levará a base para a integração social e profissional muito mais ao nível das competências que dos conhecimentos.

Este Quadro Europeu de Qualificação trará uma das mais importantes medidas educativas dos últimos anos. Não mais iremos ver pessoas migrantes de países da União Europeia, e estou a pensar nos 27 países, a não poder concorrer directamente connosco. É preciso urgentemente pensar nisto. E pensar nesta escola que emerge novamente como ponto fundamental para a competitividade ao nível individual, das comunidades locais e mesmo a nível nacional. É preciso qualificar. O ensino como o conhecemos acabou. Em 2010/2012 (daqui a 3 ou 5 anos) toda a Europa será um palco de mobilidade ao mesmo nível de acesso ao emprego, à formação, ao conhecimento. E estaremos nós, em Portugal, ainda a pensar no que nos aconteceu quando formos “invadidos” por profissionais qualificados que podem exercer a mesma função que nós em tantos campos mas com um nível de qualificação superior porque fizeram atempadamente o trabalho de casa? Ou como sempre o foi, iremos em dois anos fazer o trabalho de 10 ou mais, e atabalhoadamente implementar mudanças que irão afectar alunos, professores e comunidades escolares? A escolha depende agora de cada escola e de uma estratégia nacional bem pensada, bem definida, que evite o facilitsmo e avance para uma excelência ao nível da estratégia educativa.

É preciso pensar nisto a sério. Antes que morra em Portugal, o Ensino e a Escola.

No entanto, como o país continua a dormir o melhor mesmo é falarmos da Ota e dos jogos pois isto é coisa que só nos cairá em cima quando for preciso….

Artigo Publicado no Jornal Trevim por JL.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Um excelente recurso para RVCC e não só!

«O último livro de Nuno Crato, “Passeio Aleatório – Pela Ciência do Dia-Dia”, é lançado hoje pela Gradiva, às 19h na livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa.

Neste livro de divulgação científica, Nuno Crato, que é professor de matemática no Instituto Superior de Economia e Gestão, mostra como a ciência está presente no quotidiano, quer reparemos, quer não, levando o leitor numa viagem a um mundo que é tão familiar mas, ao mesmo tempo, pode ser tão desconhecido. Fá-lo através de pequenas histórias, com títulos como “Sete gatos e sete ratos”, “O marégrafo de Cascais”, “Óculos de sol”, “Fotocopiadoras quânticas”, “A termodinâmica do peru”, ou “Luzes de Natal”.»
Fonte: Jornal Público.

Um exemplo de Bom Trabalho...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

15 Pistas para começar um Portefólio!

Olá! Aqui ficam 15 pistas para um adulto começar o seu trabalho de criação de um portefólio pessoal. São pistas... Espero que ajudem. O ficheiro está disponível para download.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

DGIDC -Site

DGIDC tem por missão assegurar a concretização das políticas relativas à componente pedagógica e didáctica da educação pré-escolar, dos ensinos básico e secundário e da educação extra-escolar, bem como assegurar a organização e realização dos exames, cabendo-lhe ainda prestar apoio técnico-normativo à formulação daquelas políticas, designadamente nas áreas de inovação e desenvolvimento do currículo e dos instrumentos de ensino e avaliação e dos apoios e complementos educativos, bem como acompanhar e avaliar a respectiva efectivação.
Visite o site aqui: DGIDC

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Exemplo de Portefólio

Ao longo dos últimos meses temos recebido um conjunto de pedidos, quer de adultos, quer de profissionais no sentido de apresentar aqui exemplos de portefólios de reflexão de aprendizagens quer para o nível básico, quer para o nível secundário.
Tendo em conta que cada processo é individual e singular nunca seria possível, num espaço como este, colocar um exemplo já realizado de um dossier pessoal. No entanto, e ao longo desta e da próxima semana iremos deixar aqui um conjunto de pistas, dicas de trabalho, instrumentos de reflexão e estratégias que poderão ser utilizadas nesse sentido. Pensamos que o primeiro ponto de partida para cada adulto é o de pensar que o portefólio é um documento único, pessoal e impossível de "copiar" por outros. Deixaremos linhas de orientação, isso sim, que permitem começar o trabalho ou orientar o mesmo no sentido de evidênciar competências, conhecimentos e aptidões.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Os Níveis de Qualificação - Quadro Europeu de Qualificações

A partir de 2010 (daqui a quase 2 anos) será aplicada a seguinte escala de avaliação e categorização das competências.

Indicadores de definição dos níveis do quadro europeu de qualificações.
Cada um dos 8 níveis é definido por um conjunto de indicadores que especificam os resultados da aprendizagem correspondentes às qualificações de um dado nível em qualquer sistema de qualificações.

Conhecimentos: No âmbito do QEQ, descrevem-se os conhecimentos como teóricos e/ou factuais.
Aptidões: No âmbito do QEQ, descrevem-se as aptidões como cognitivas (incluindo a utilização de pensamento lógico, intuitivo e criativo) e práticas (implicando destreza manual e o recurso a métodos, materiais, ferramentas e instrumentos).
Competência: No âmbito do QEQ, descreve-se a competência em termos de responsabilidade e autonomia.

Nível 1
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 1:

Conhecimentos: conhecimentos gerais básicos.
Aptidões: aptidões básicas necessárias à realização de tarefas simples.
Competência: trabalhar ou estudar sob supervisão directa num contexto estruturado.

Nível 2
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 2:

Conhecimentos: conhecimentos factuais básicos numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: aptidões cognitivas e práticas básicas necessárias para a aplicação da informação adequada à realização de tarefas e à resolução de problemas correntes por meio de regras e instrumentos simples.
Competência: trabalhar ou estudar sob supervisão, com um certo grau de autonomia.

Nível 3
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 3:

Conhecimentos: conhecimentos de factos, princípios, processos e conceitos gerais numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: uma gama de aptidões cognitivas e práticas necessárias para a realização de tarefas e a resolução de problemas através da selecção e aplicação de métodos, instrumentos, materiais e informações básicas.
Competência: assumir responsabilidades para executar tarefas numa área de estudo ou de
trabalho; adaptar o seu comportamento às circunstâncias para fins da resolução de problemas.

Nível 4
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 4:

Conhecimentos: conhecimentos factuais e teóricos em contextos alargados numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: uma gama de aptidões cognitivas e práticas necessárias para conceber soluções para problemas específicos numa área de estudo ou de trabalho.
Competências: gerir a própria actividade no quadro das orientações estabelecidas em contextos de estudo ou de trabalho geralmente previsíveis, mas susceptíveis de alteração; supervisionar as actividades de rotina de terceiros, assumindo determinadas responsabilidades em matéria de avaliação e melhoria das actividades em contextos de estudo ou de trabalho.

Nível 5
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 5:

Conhecimentos: conhecimentos abrangentes, especializados, factuais e teóricos numa determinada área de estudos ou de trabalho e consciência dos limites desses conhecimentos.
Aptidões: uma gama abrangente de aptidões cognitivas e práticas necessárias para conceber soluções criativas para problemas abstractos.
Competência: gerir e supervisionar em contextos de estudo ou de trabalho sujeitos a alterações
imprevisíveis; rever e desenvolver o seu desempenho e o de terceiros.

Nível 6
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 6:

Conhecimento: conhecimento aprofundado de uma determinada área de estudo ou de trabalho que implica uma compreensão crítica de teorias e princípios.
Aptidões: aptidões avançadas que revelam a mestria e a inovação necessárias à resolução de problemas complexos e imprevisíveis numa área especializada de estudos ou de trabalho.
Competência: gerir actividades ou projectos técnicos ou profissionais complexos, assumindo a
responsabilidade da tomada de decisões em contextos de estudo ou de trabalho imprevisíveis assumir responsabilidades em matéria de gestão do desenvolvimento profissional individual e colectivo.

Nível 7
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 7:

Conhecimento: conhecimentos altamente especializados, alguns dos quais se encontram na vanguarda do conhecimento numa determinada área de estudo ou de trabalho, que sustentam a capacidade de reflexão original e/ou investigação; consciência crítica das questões relativas aos
conhecimentos numa área e nas interligações entre várias áreas.
Aptidões: aptidões especializadas para a resolução de problemas em matéria de investigação e/ou inovação, para desenvolver novos conhecimentos e procedimentos e integrar os conhecimentos de diferentes áreas.
Competências: gerir e transformar contextos de estudo ou de trabalho complexos, imprevisíveis e que exigem abordagens estratégicas novas; assumir responsabilidades por forma a contribuir para os conhecimentos e as práticas profissionais e/ou para rever o desempenho estratégico de equipas.


Nível 8
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 8:

Conhecimentos: conhecimentos de ponta na vanguarda de uma área de estudo ou de trabalho e na interligação entre áreas.
Aptidões: as aptidões e as técnicas mais avançadas e especializadas, incluindo capacidade de síntese e de avaliação, necessárias para a resolução de problemas críticos na área da investigação e/ou da inovação ou para o alargamento e a redefinição dos conhecimentos ou das práticas profissionais existentes.
Competência: demonstrar um nível considerável de autoridade, inovação, autonomia, integridade científica ou profissional e assumir um firme compromisso no que diz respeito ao desenvolvimento de novas ideias ou novos processos na vanguarda de contextos de estudo ou de trabalho, inclusive em matéria de investigação.

domingo, 2 de dezembro de 2007

B1 - Nível Básico

Na passada semana fui avaliador externo para um júri de validação no CNO da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho na Figueira da Foz. Pela primeira vez fiz uma validação para o nível B1. Sinceramente, foi um dos momentos mais ricos pelo qual passei ao longo dos vários anos em que já sou avaliador externo. Três adultas, cujo seu trabalho estava ligado à junta de freguesia de Buarcos, e que sem o 4.º ano de escolaridade não podiam entrar para o quadro de pessoal daquela entidade viram validadas as suas aprendizagens ao longo da vida.
Foi sinceramente um momento muito rico do ponto de vista deste processo. Pessoas cuja vida ainda conta histórias de outros tempos e de um Portugal que coexiste com a modernização que tende a fazer-nos esquecer que muito devemos a todos aqueles que lutaram, trabalharam e deram o seu melhor num tempo onde a escola era só para alguns e se aprendia muitas vezes com o mais duro que a vida tinha para oferecer. Às três adultas e ao CNO os meus parabéns por tudo e o meu obrigado por mais um enriquecimento pessoal e profissional.