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Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Unidade de Educação de Adultos
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Para pensar...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Avaliação de Competências
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Será justo?
E eu, ontem também, estive presente num júri de validação ontem um mulher, na casa dos seus 40 anos, trabalhava num armazém, completamente fechado, sem janelas, 9 horas por dia (dizia ela), com um patrão que lhe pagava mal e "às prestações" como disse e em condições laborais que já só conseguimos imaginar na Revolução Industrial do início do século passado... Esta mulher, com filhos, com esta vida, durante 4 meses estudou. Fez o processo RVCC. Teve 50 horas de formação em TIC e mais 50 em Matemática. Elaborou um dossier completo e com dedicação. Foi acompanhada por um bom CNO. Um CNO que honra o projecto Novas Oportunidades. Esta mulher queria mudar de profissão. E o que vamos nós todos dizer a esta mulher, que ao fim de quase trinta anos de deixar de estudar, nestas condições, teve a coragem e a força de vontade de voltar à escola? Que há quem diga que esse esforço, representado naquele diploma, não tem valor?
Recebo diariamente centenas de e-mails. Uns com queixas, outros com pedidos, outros com desabafos. Todos são respondidos ou denunciados. Respeito sempre a confidencialidade dos autores e coloco o meu nome nos seus pedidos ou queixas para as entidades competentes. Só denunciando quem está a fazer mal este processo podemos moralizar a forma como todos olhamos para ele. Vamos dar valor ao que tem valor e acabar com o que é oportunismo, facilistismo e falsa qualidade. Só assim, mulheres e homens que merecem ver o seu esforço reconhecido com qualidade podem voltar a desejar estudar, como, aquela mulher mostrou, ontem ao fim do dia. Cada um pode e deve fazer só um pouco. Às vezes só basta um e-mail...
Regras do POPH
Objectivos das Acções:
b) Consolidar e promover a qualidade dos processos de reconhecimento e validação das competências adquiridas, certificando-as a nível escolar e profissional, promovendo a melhoria dos desempenhos profissionais, a progressão na carreira e facilitando percursos subsequentes de formação profissional e de educação;
c) Apoiar a instalação de um dispositivo de RVCC integrado (escolar e profissional) a nível nacional, potenciando a experiência entretanto adquirida por múltiplas entidades públicas e privadas;
d) Promover o desenvolvimento, por parte de entidades formadoras devidamente certificadas, de respostas formativas complementares que permitam o acesso a uma qualificação, nos termos definidos pelo Sistema Nacional de Qualificações e no respeito pelo Sistema de Regulamentação do Acesso a Profissões, quando tal for o caso.
e) Promover a partilha de informação e de experiências e a disseminação práticas bem sucedidas."
Acções elegíveis:
Com o objectivo de operacionalizar o funcionamento dos Centros Novas Oportunidades, podem ser objecto de apoio as seguintes acções:
"a) Actividades de acolhimento, diagnóstico de necessidades, definição de perfil e encaminhamento para as respostas de qualificação mais adequadas ao público-alvo;
b) Desenvolvimento de processos de RVCC que permitam reconhecer e validar competências para efeitos de certificação escolar e profissional, no quadro do modelo adoptado;
c) Funcionamento de equipas de projecto compostas de acordo com as orientações da entidade responsável pela gestão e coordenação da Rede Nacional de CNO;
d) Actividades avaliativas inseridas num plano de autoavaliação dos objectivos, processos e resultados obtidos pelos CNO;
e) Outras actividades que concorram para os fins prosseguidos pelos CNO."
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Reforma da Gestão Escolar
Falando na abertura do debate mensal, José Sócrates considerou chegado o momento de se proceder à alteração da actual lei de autonomia, gestão e administração escolar.
O director executivo de cada escola passará a ser escolhido por concurso pelo respectivo órgão colegial, o Conselho Geral, tendo sempre que ser um professor, especificou o primeiro-ministro. A forma de nomeação do director executivo da escola é uma das principais medidas desta reforma."
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O ponto sem retorno.
Ontem, o Primeiro-Ministro apresentou com a devida pompa mediática os "primeiros" 65 certificados do 12.º Ano. Anunciou ainda o alargamento da rede de Centros Novas Oportunidades até ao número de 500.
Sendo avaliador externo olho para tudo isto com a certeza que novamente a ideia que passa da comunicação social para o grande público é de um certo facilitismo. De uma certa rapidez. De uma certa forma errada. A publicidade tem destas coisas. Pode ser mais prejudicial que benéfica. Verdade que é através dos média que a maioria das pessoas tem acesso à informação. Mas também é verdade que durante um discurso político de qualquer dirigente não se ouviu uma única vez as palavras: rigor, credibilidade, exigência. Ouvimos falar de "oportunidades". Acho que é altura de pensar seriamente no que será o RVCC. Corremos o risco de, mais tarde ou mais cedo, se os CNO caírem (também porque muitas vezes são empurrados) no fazer por fazer ou no facilitismo, de ter um milhão de portugueses certificados sem qualificação nenhuma. Repensemos nesta altura o processo. Porque não incluir formação técnica associada? Não incluida no processo mas complementar a este? Porque não promover uma articulação com uma componente profissional? Porque não exigir mais do que ler, escrever e contar? O projecto RVCC está neste ponto sem retorno. Espero, sinceramente, eu que o vi nascer, que ele não morra na praia ou colapse externamente aos desejos políticos e arraste consigo uma descredibilização não desejada. Estarei mais um pouco para ver o que será. Lutarei por ele porque neste projecto acredito. Mas com prudência. Quero acreditar que ainda é possível... veremos.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Evento
10,11,17 e 18 de Dezembro, IGAP, Porto
O INA realiza seminários sobre o Quadro de Referência Estratégico Nacional e o Desenvolvimento Regional e Local (QREN), até final do ano.
Estas acções de formação visam a apresentação de novos modelos de programas operacionais e novas orientações estratégicas com impacto no investimento público a nível nacional, regional e local.
As acções destinam-se a quadros superiores da Administração Pública Central e Local e, no final do QREN, pretende-se que os participantes fiquem habilitados com as informações necessárias para apresentação de projectos ao abrigo das novas orientações da política de coesão, inovação, desenvolvimento sustentável, rural, social e tecnologias de informação.
Informações e inscrições (http://www.ina.pt/cursos/qren.asp)"
Fonte: IGFSE
sábado, 8 de dezembro de 2007
Flexisegurança - Aprovada
Fonte: Centro de Formação de Professores de Águeda.
Enquanto o país dormia!
Ninguém deu por isso e pouca relevância foi dada pela comunicação social a este facto.
O Quadro Europeu de Qualificações é um instrumento para garantir a mobilidade no quadro da União Europeia, e deverá ser aplicado a partir de 2010, do ensino básico ao ensino superior, da formação profissional à educação e formação de adultos. E o país dormia…
O sistema de ensino como o conhecemos chegou ao seu fim. Tal como o já tão falado processo de Bolonha alterou profundamente o Ensino Superior, assim se encontram em preparação e aplicação algumas medidas que afectarão o Ensino Básico e Secundário.
Deste a aprovação da também famosa Estratégia de Lisboa que se debate e prepara o aumento da escolaridade obrigatória para o 12.º Ano. Que se remodelam processos de formação, como a introdução nas escolas de Cursos de Educação e Formação, Cursos de Especialização Tecnológica e Cursos de Educação e Formação de Adultos. No entanto, estas pequenas alterações são apenas a ponta de um iceberg muito maior.
A escola regressa à sua natureza de local de aprendizagem. Mas desta vez numa perspectiva contínua e continuada de formação ao longo da vida. Da escola, tal quase como a visão do homem do Renascimento, se levará a base para a integração social e profissional muito mais ao nível das competências que dos conhecimentos.
Este Quadro Europeu de Qualificação trará uma das mais importantes medidas educativas dos últimos anos. Não mais iremos ver pessoas migrantes de países da União Europeia, e estou a pensar nos 27 países, a não poder concorrer directamente connosco. É preciso urgentemente pensar nisto. E pensar nesta escola que emerge novamente como ponto fundamental para a competitividade ao nível individual, das comunidades locais e mesmo a nível nacional. É preciso qualificar. O ensino como o conhecemos acabou. Em 2010/2012 (daqui a 3 ou 5 anos) toda a Europa será um palco de mobilidade ao mesmo nível de acesso ao emprego, à formação, ao conhecimento. E estaremos nós, em Portugal, ainda a pensar no que nos aconteceu quando formos “invadidos” por profissionais qualificados que podem exercer a mesma função que nós em tantos campos mas com um nível de qualificação superior porque fizeram atempadamente o trabalho de casa? Ou como sempre o foi, iremos em dois anos fazer o trabalho de 10 ou mais, e atabalhoadamente implementar mudanças que irão afectar alunos, professores e comunidades escolares? A escolha depende agora de cada escola e de uma estratégia nacional bem pensada, bem definida, que evite o facilitsmo e avance para uma excelência ao nível da estratégia educativa.
É preciso pensar nisto a sério. Antes que morra em Portugal, o Ensino e a Escola.
No entanto, como o país continua a dormir o melhor mesmo é falarmos da Ota e dos jogos pois isto é coisa que só nos cairá em cima quando for preciso….
Artigo Publicado no Jornal Trevim por JL.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Um excelente recurso para RVCC e não só!
Fonte: Jornal Público.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
15 Pistas para começar um Portefólio!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
DGIDC -Site
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Exemplo de Portefólio
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Os Níveis de Qualificação - Quadro Europeu de Qualificações
Indicadores de definição dos níveis do quadro europeu de qualificações.
Cada um dos 8 níveis é definido por um conjunto de indicadores que especificam os resultados da aprendizagem correspondentes às qualificações de um dado nível em qualquer sistema de qualificações.
Conhecimentos: No âmbito do QEQ, descrevem-se os conhecimentos como teóricos e/ou factuais.
Aptidões: No âmbito do QEQ, descrevem-se as aptidões como cognitivas (incluindo a utilização de pensamento lógico, intuitivo e criativo) e práticas (implicando destreza manual e o recurso a métodos, materiais, ferramentas e instrumentos).
Competência: No âmbito do QEQ, descreve-se a competência em termos de responsabilidade e autonomia.
Nível 1
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 1:
Conhecimentos: conhecimentos gerais básicos.
Aptidões: aptidões básicas necessárias à realização de tarefas simples.
Competência: trabalhar ou estudar sob supervisão directa num contexto estruturado.
Nível 2
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 2:
Conhecimentos: conhecimentos factuais básicos numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: aptidões cognitivas e práticas básicas necessárias para a aplicação da informação adequada à realização de tarefas e à resolução de problemas correntes por meio de regras e instrumentos simples.
Competência: trabalhar ou estudar sob supervisão, com um certo grau de autonomia.
Nível 3
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 3:
Conhecimentos: conhecimentos de factos, princípios, processos e conceitos gerais numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: uma gama de aptidões cognitivas e práticas necessárias para a realização de tarefas e a resolução de problemas através da selecção e aplicação de métodos, instrumentos, materiais e informações básicas.
Competência: assumir responsabilidades para executar tarefas numa área de estudo ou de
trabalho; adaptar o seu comportamento às circunstâncias para fins da resolução de problemas.
Nível 4
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 4:
Conhecimentos: conhecimentos factuais e teóricos em contextos alargados numa área de estudo ou de trabalho.
Aptidões: uma gama de aptidões cognitivas e práticas necessárias para conceber soluções para problemas específicos numa área de estudo ou de trabalho.
Competências: gerir a própria actividade no quadro das orientações estabelecidas em contextos de estudo ou de trabalho geralmente previsíveis, mas susceptíveis de alteração; supervisionar as actividades de rotina de terceiros, assumindo determinadas responsabilidades em matéria de avaliação e melhoria das actividades em contextos de estudo ou de trabalho.
Nível 5
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 5:
Conhecimentos: conhecimentos abrangentes, especializados, factuais e teóricos numa determinada área de estudos ou de trabalho e consciência dos limites desses conhecimentos.
Aptidões: uma gama abrangente de aptidões cognitivas e práticas necessárias para conceber soluções criativas para problemas abstractos.
Competência: gerir e supervisionar em contextos de estudo ou de trabalho sujeitos a alterações
imprevisíveis; rever e desenvolver o seu desempenho e o de terceiros.
Nível 6
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 6:
Conhecimento: conhecimento aprofundado de uma determinada área de estudo ou de trabalho que implica uma compreensão crítica de teorias e princípios.
Aptidões: aptidões avançadas que revelam a mestria e a inovação necessárias à resolução de problemas complexos e imprevisíveis numa área especializada de estudos ou de trabalho.
Competência: gerir actividades ou projectos técnicos ou profissionais complexos, assumindo a
responsabilidade da tomada de decisões em contextos de estudo ou de trabalho imprevisíveis assumir responsabilidades em matéria de gestão do desenvolvimento profissional individual e colectivo.
Nível 7
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 7:
Conhecimento: conhecimentos altamente especializados, alguns dos quais se encontram na vanguarda do conhecimento numa determinada área de estudo ou de trabalho, que sustentam a capacidade de reflexão original e/ou investigação; consciência crítica das questões relativas aos
conhecimentos numa área e nas interligações entre várias áreas.
Aptidões: aptidões especializadas para a resolução de problemas em matéria de investigação e/ou inovação, para desenvolver novos conhecimentos e procedimentos e integrar os conhecimentos de diferentes áreas.
Competências: gerir e transformar contextos de estudo ou de trabalho complexos, imprevisíveis e que exigem abordagens estratégicas novas; assumir responsabilidades por forma a contribuir para os conhecimentos e as práticas profissionais e/ou para rever o desempenho estratégico de equipas.
Nível 8
Resultados da aprendizagem correspondentes ao nível 8:
Conhecimentos: conhecimentos de ponta na vanguarda de uma área de estudo ou de trabalho e na interligação entre áreas.
Aptidões: as aptidões e as técnicas mais avançadas e especializadas, incluindo capacidade de síntese e de avaliação, necessárias para a resolução de problemas críticos na área da investigação e/ou da inovação ou para o alargamento e a redefinição dos conhecimentos ou das práticas profissionais existentes.
Competência: demonstrar um nível considerável de autoridade, inovação, autonomia, integridade científica ou profissional e assumir um firme compromisso no que diz respeito ao desenvolvimento de novas ideias ou novos processos na vanguarda de contextos de estudo ou de trabalho, inclusive em matéria de investigação.