terça-feira, 22 de julho de 2008

Os cinco desafios para Formadores do processo RVCC.

O mês de Setembro irá trazer algumas mudanças nas equipas, principalmente, ao nível dos formadores. Equipas que estavam sólidas surgem agora como equipas em construção. Por isso, o mês de Setembro irá trazer novos desafios a muitos formadores. Entre muitos desses desafios destacamos:

1. A necessidade de entenderem a formação complementar como uma formação centrada nas competências do adulto e não somente em conhecimentos a transferir.

2. A necessidade de articular com os adultos entre as competências adquiridas, competências a desenvolver e competências mobilizadas em contexto de formação.

3. A necessidade de organizar um conjunto de actividades exploratórias em substituição das actuais actividades de correcção ou formatação de capacidades.

4. A necessidade de objectivar questões geradoras de desocultação de competências.

5. A necessidade de criar linhas de comunicação e orientação entre o Adulto, o profissional RVCC, os outros formadores na equipa e os necessários registos em PRA (diversificando as fontes, passando para além do papel).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Os cinco desfios dos Profissionais RVCC

Os profissionais RVCC enfrentam novos desafios cada dia que passa. A implementação do processo RVCC Secundário é um destes desafios que, a nosso ver, tem sido superado com a dedicação e o trabalho preparatório das equipas. Mas outros emergem:
1. O desafio no caso dos adultos que continuam do processo RVCC Básico para o RVCC Secundário e que necessitam de efectiva formação possam ser orientados vocacionalmente para tal.
2. A consolidação das suas funções e articulação com o técnico de diagnóstico e encaminhamento enquadrando a visão de percurso de formação neste contexto.
3. A articulação da equipa com o Avaliador Externo na preparação das sessões de júri.
4. A articulação entre os objectivos do processo RVCC, do perfil do adulto e das necessidades de mercado ao nível da qualificação escolar e profissional, nomeadamente, com a integração de competências presentes no Catálogo Nacional de Qualificações.
5. A gestão da articulação das horas de formação complementar, UFCD's e outras formações no contexto do reconhecimento de competências em contexto para o processo RVCC, destacando também as competências adquirida com e no decurso do próprio processo RVCC.

domingo, 20 de julho de 2008

Os cinco desafios do Técnico Superior.

A criação da figura do Técnico Superior vem alterar e muito o processo de relação/interacção do adulto com os CNO, assim como, as próprias interacções dentro das equipas. Deixamos aqui 5 desafios emergentes dessa nova função e que se tornam fundamentais para a qualidade global do projecto e do processo de qualificação do adulto.

1. O Técnico Superior deve estar sempre actualizado sobre: Perfis Profissionais (certificados ou a certificar de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações), assim como, da legislação em vigor para a qualificação profissional.

2. O Técnico Superior deve ser capaz de iniciar um processo de consciencialização do adulto para a auto-construção de um percurso formativo.

3. O Processo de Diagnóstico e Orientação deve ser partilhado com o adulto e também com os profissionais RVCC e formadores. Pode, caso seja útil, recorrer ao Avaliador Externo para apoio na decisão a tomar.

4. A Orientação e Posicionamento do adulto devem ser pensados com uma visão prospectiva e não só de "recuperação" da qualificação.

5. A articulação de todo o processo de desenho da solução partilhada com o adulto deve ter em conta o triângulo: Mercado de Trabalho - Aprendizagem ao longo da vida - Certificação Escolar e Profissional (Com ou sem formação).

A aventura de ser o primeiro...

Este ano de trabalho que agora se interrompe, em breve, para umas férias, revelou o culminar da implementação do processo de RVCC Secundário. Tenho acompanhado em vários CNO os primeiros júris e tenho que deixar aqui uma palavra de reconhecimento pessoal e profissional às equipas que conseguiram levar a cabo este desafio, sem deixar de apostar na qualidade e credibilidade do processo, e acima de tudo, de acreditar nos adultos e na aprendizagem ao longo da vida, tão esquecida até à data.

Assim, deixo aqui as minhas últimas experiências como Avaliador Externo e com as equipas dos CNO que acompanho.

Começo pelo júri em que estive presente no CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Foi o primeiro júri do RVCC Secundário. O trabalho levado a cabo pelo profissional João e pela profissional Isabel revelaram dedicação, espírito de rigor e acima de tudo, de humanismo. Penso que, como todos os CNO, nesta fase o ajustamento ao modelo de júri para o RVCC Secundário tem vantagens para o processo que ainda não são claras. Gostei muito deste júri pela capacidade de reflexão que promoveu nos elementos da equipa em torno do conceito e metodologia que sempre defendi. O adulto não é só o seu PRA. Há capacidades, aptidões e atitudes que não podem ser traduzidas no PRA mas que devem ser integradas. Parabéns à equipa por essa abertura. Deixo, aqui uma imagem que está no site deste CNO para todos aqueles a quem acham que a idade é uma razão para não aprender... Cito: "Que os 81 anos (quase 82) do Sr. Leopoldo Oliveira seja um novo motivo para regressarem à escola".

Segue-se o Júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. Como sempre tenho dito considero o trabalho deste CNO como exemplar. No entanto, nota-se, nesta altura aquilo que veio trazer a agitação neste contexto para as equipas. O concurso para profissionais RVC e para Técnicos Superiores veio, na minha perspectiva, trazer agitação a uma estabilidade em consolidação. Não que se note no trabalho deste CNO mas nota-se em todos. Não podemos deixar aqui de referir este facto que podia ter sido evitado, não nos objectivos, mas na forma como foi levado a cabo. No entanto, destaco pela positiva, como sempre o fiz, a dedicação, a qualidade e a credibilidade do trabalho realizado por uma equipa que desde o primeiro momento acreditou e fez o melhor que sabe, pode e consegue com e para os adultos que visitam o Centro Novas Oportunidades. Parabéns pelo que conseguiram até à data.

A minha visita seguinte foi ao CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Curiosamente este CNO começou por onde mais nenhum que eu acompanho começou. Por um júri parcial. Eu gosto particularmente dos júris parciais. Não pelo facto de serem parciais mas pelo papel que o Avaliador Externo pode e deve ter. Encontrei uma equipa na expectativa do que seria o trabalho a realizar, mas com um trabalho de base em PRA dos adultos propostos a júri muito consolidado. Parabéns desde já pela qualidade. Mas o meu particular gosto por estas sessões tem que ver com a proximidade necessária do Avaliador ao adulto envolve um sentido, sentimento e metodologia de orientação que a total não o tem. É preciso explicar e envolver o adulto no caminho que o espera. Explicar o contexto, a forma e a organização, por exemplo de um percurso a completar em curso EFA. É preciso percorrer este caminho com o adulto para que ele sinta a orientação que lhe está a ser dada. Penso que este trabalho foi conseguido em Ansião. Por parte da equipa e na sessão de júri. Foi um desafio que, particularmente, gostei de responder e estar presente.

Mais um júri de RVCC Secundário. Desta vez no CNO do NERGA. Tenho que destacar a qualidade do trabalho realizado por este CNO para o processo de RVCC Secundário. Ao ir assistir ao primeiro júri do RVC Secundário nos CNO fico sempre com mais expectativa para o segundo e seguintes do que para o primeiro. A verdade é que as equipas preparam muito o primeiro júri. Manter a qualidade é tão ou mais importante do que esse primeiro momento. Neste CNO encontrei isso. A manutenção da qualidade, do bom trabalho de base e do rigor. Parabéns por isso. Destaco também a presença de duas equipas de dois CNO que foram assistir ao júri. Da Covilhã e de Viseu. Acho determinante, nesta fase esta abertura e partilha. Parabéns por tal.

Por último, os Júris do CNO do Agrupamento de Escolas do Fundão. Ao longo do tempo em que sou Avaliador Externo enviei três louvores. Um a um CNO e dois a profissionais RVCC. Tive, nestes júris do RVC Secundário, a prova que o louvor que enviei à equipa deste CNO foi mais do que merecido. Encontrei uma equipa que domina de forma excelente o referencial de competências-chave. Que aposta no humanismo e no equilíbrio entre a exigência e a individualidade. Que trabalha com os adultos e não só para os adultos. Quero agora, publicamente, louvar a coordenação deste CNO pela dedicação pela capacidade de coordenar com qualidade este projecto, na pessoa do Prof. José Brito, assim como, a toda a equipa de profissionais e formadores pela forma como, num meio socialmente contextualizado, conseguiram abrir novos caminhos para todos adultos. Não posso deixar de destacar aqui uma adulta. A Rosária Janeira. Uma senhora que, completando o 9.º ano, e com uma dedicação e trabalho exemplar, aceitou a minha proposta de até ao Verão acabar o processo do RVCC Secundário e assim o fez. Parabéns Rosária por me fazer acreditar cada vez mais na força do ser humano e neste projecto.

Obrigado a todos pela forma como sou sempre recebido nos CNO e pelo muito que tenho aprendido com as equipas e com os adultos.

Não posso deixar de falar em todos os adultos. É por eles que todos nós estamos de corpo e alma neste desafio. É também para eles que vão sempre os principais e maiores Parabéns!


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Um questão fundamental: Leitura e Escrita

Todos aqueles que se encontram ligados ao processo RVCC sabem que um dos principais elementos de actuação em contexto neste processo é o uso da língua materna, escrita e oral. Deixamos um esquema ilustrativo da importância e processo de articulação entre competências neste domínio.



segunda-feira, 14 de julho de 2008

Um modelo de Relatório Final: RVCC Secundário

A formadora Cristina Santos Pinto, do CNO do Agrupamento de Escolas João Franco, no Fundão, publicou no seu blog um excelente modelo para os relatórios finais a realizar pelas equipas para o processo de RVCC Secundário. Aqui fica esse modelo.

Read this document on Scribd: RF - RVCC NS

Uma ajuda na leitura do 357...

Na implementação do Decreto-Lei 357/2007 com vista à conclusão do Ensino Secundário são muitas as dúvidas sobre casos reais que ainda existem. A ANQ publicou há algum tempo uma apresentação que ajuda na tomada de decisão sobre alguns casos. Aqui fica essa apresentação.

A Competência: 5 pontos fundamentais.

«O conceito de competência inclui o desenvolvimento das atitudes individuais, aquilo que o indivíduo é na sua afectividade e na sua volição, buscando uma tónica integradora em que a pessoa, a partir do seu ser, coloque em jogo todo o seu saber e o seu fazer (Irigoin e Vargas, (2002). Outro autor, Bellier (2002), lembra ainda que apesar dos debates teóricos, existe algum consenso quanto ao conceito de competência, o qual se foi construindo em torno de cinco ideias-chave:
1. A competência centra-se no indivíduo e não no posto de trabalho ou na organização;

2. Decorre sempre de uma acção, portanto a competência está ligada a uma actividade, em tempo real;

3. A competência é fortemente contextualizada: ser competente num universo A, não garante mecanicamente a mesma competência no Universo B;

4. A competência assume-se em diferentes níveis desde o instrumental ao cognitivo ou comportamental;


5. A competência é sempre o resultado de uma combinação de acções: não se pode reduzir a um conhecimento ou uma acção isolada;
»

Fonte: José João Sampaio e António B. Moniz

domingo, 13 de julho de 2008

I Júri Secundário: CNO de Almodôvar

Por convite do António Espírito Santo e da equipa do CNO da Escola Dr. João de Brito Camanho em Almodôvar, estive presente na I Sessão de Júri de Nível Secundário.
Pensei no que iria aqui descrever. Estive indeciso entre falar da organização do júri e falar do CNO em si. Optei por falar da segunda hipótese. Como é do conhecimento geral eu tenho por hábito reunir várias vezes com as equipas sobre o processo RVCC e sobre a organização e funcionamento dos júris. E neste caso não foi excepção. A distância de 5 horas de viagem de onde estou só permitiu conhecer a equipa do CNO no próprio dia do Júri, pelas 9.00 horas, sendo que, da minha parte, a expectativa era muito grande.
Eis o que encontrei:
Primeiro a vila. Almodôvar é uma vila, do baixo Alentejo, típica em todas as suas vertentes. Desde os arruamentos à organização das própria estrutura sócio-económica. Acima de tudo destaco uma das coisas que mais me fascinou. Todas as pessoas se cumprimentavam e conheciam. Cerca de 8.000 habitantes sendo que, cerca de 1.000 estão inscritos no CNO. Destaco também a forma acolhedora como me receberam sendo que prometo voltar um dia noutras funções mais lúdicas para uns dias de descanso e para conhecer melhor toda uma região que me fascinou ainda mais.
Depois o Centro Novas Oportunidades. Sempre tinha achado curioso que o CNO de Almodôvar tinha uma "imagem" muito marcada, quer no seu site, quer no logótipo que apresentam e também nas comunicações que estabelecia com a equipa via e-mail. Fiquei bastante impressionado com a logística do CNO em primeiro lugar. Um espaço dentro da escola, ligado a esta mas com uma identidade própria. Como me foi dito o espírito era o de ser "digno de qualquer história de vida dos adultos". E de facto é-o. É uma espaço acolhedor e acima de tudo, um espaço organizado em função do projecto Novas Oportunidades.
E por fim, o mais importante. A equipa.
A minha visita tinha como objectivo participar na I Sessão de Júri de Nível Secundário e como tal solicitei uma reunião com a equipa. As dúvidas eram as mesmas que em quase todos os CNO. Mas o "espírito" não. Reparei que todas as questões colocadas tinham como objectivo dar resposta aos adultos e não ao modelo ou à estrutura do processo. Foi a primeira agradável surpresa. A segunda surpresa foi construída ao longo das 12 horas de trabalho em conjunto, manhã e tarde, no decurso da sessão de júri. A Dra. Carla e a Dra. Alexandra levaram a júri adultos que concluíam naquele momento o seu processo para validação de competências de nível secundário. E, literalmente, apresentaram-se com eles a júri. Achei muito curioso e positivo as profissionais e os adultos, lado a lado, apresentarem-se. Nascia ali uma ideia e prática que absorvi deste dia. Um humanismo e respeito profundo da equipa para com os adultos em processo. Mas o que mais me surpreendeu foi de facto o "espírito" de equipa. Uma equipa de profissionais de muito elevada qualidade, com uma dedicação profunda ao processo e ao projecto de reconhecimento, validação e certificação de competências e uma humanidade transparente que se espelhava na excelente relação entre todos (adultos, formadores, coordenação e profissionais) que fez com que a ideia principal que trouxe comigo desse dia foi a de um dos melhores CNO onde estive como avaliador no que diz respeito à consolidação e implementação do espírito RVCC.
Por fim, e como são os actores mais importantes neste processo, os adultos. Ao Mário Nunes, Amélia Fernanda, Nuno Domingos, Vítor Afonso, Jerónimo Saleiro, Valter Palma e Paulo Martins o meu obrigado e os meus parabéns. Obrigado pelo tanto que aprendi com todos nas horas em que estivemos juntos e os meus parabéns pela conclusão desta etapa no vosso processo de qualificação. Sinto profundo orgulho e honra em ter estado presente na qualidade de Avaliador Externo neste momento das vidas destes adultos e de ter recebido destes exemplos de aprendizagens consolidadas ao longo da vida que também a mim enriqueceram.
Os meus sinceros parabéns e o meu reconhecimento pessoal e profissional pelo excelente trabalho que levaram a cabo.

sábado, 12 de julho de 2008

Júris, um imprevisto e a multiplicidade...

Nestes últimos dias tive a confirmação do imenso universo de multiplicidade que é a resposta da Iniciativa Novas Oportunidades na Educação e Formação de Adultos. Falam na ausência de uma maior sistematização e instrumentos dos Referenciais. Se tivessem frente a frente com os adultos que estive esta semana em contextos tão diferente diriam que os Referenciais e os Instrumentos existentes são ainda, demasiado rigidos...

Começo por recordar a minha presença no encontro/formação que o CNO da Escola Secundária de Sever do Vouga realizou no passado dia 7. Teve lugar na Escola Profissional de Aveiro e teve uma excelente adesão. Faço uma análise positiva de dois factores que considero importantes: o facto deste Centro Novas Oportunidades ter mostrado como realiza o processo RVC e como dá resposta às necessidades neste contexto, assim como, a partilha de informação que foi realizada. Por essa ousadia, inovação e qualidade de desafiar o impossível, o CNO e principalmente a sua equipa estão de parabéns. Reservo, como sempre o fiz, algum receio que, nesta fase de consolidação de práticas, a formação de CNO para CNO pode ser útil se, principalmente realizada com o objectivo de criar uma rede de partilha localizada, assim como, para o debate e interacção e não para a transferência de práticas. Parece-me ainda cedo para isso.

E mais uma sessão de júri. Talvez uma das mais interessantes sessões de júri a que assisti nos últimos meses. Teve lugar no CNO da Escola Secundária da Mealhada. Vou resumir, porque não poderia descrever aqui tudo o que retirei destes júris... Assisti ao regresso de 5 adultos que haviam realizado o processo para o nível B2, para completar o nível B3. Assisti a uma adulta que na sua apresentação se lembrou de recordar a passagem pelo programa da manhã da RTP após um curso de formação que realizou e brindou o final da sua apresentação com um divinal bolo de Noz. Encontrei uma adulta com um espirito de empreendorismo raro. De ser dona de um restaurante a estar a ultimar um projecto de Hotel para idoso na Cúria, projecto esse que me fascinou pela visão empresarial e decisão/gestão de risco que a adulta demonstrou. Recordo ainda um adulta que, de tão nervosa quase não conseguiu realizar a sua apresentação. Penso sempre, no imenso respeito que nós, avaliadores, equipas e coordenação, devemos ter com estes adultos. A sessão de júri, que muitas vezes para nós é mais uma entre várias na agenda, é para cada um destes adultos o seu momento. Um momento único. Respeito sempre isso. Para mim, aquele momento é sempre tão importante como para o adulto que tenho à minha frente. É a minha forma de respeitar aquela história de vida, aquela pessoa, aquelas aprendizagens e valorizar tudo isso no processo RVC. Por último, destaco uma adulta, ucraniana. Com o equivalente ao Ensino Secundário, mais o ensino superior profissional. Na Ucrânia era responsavel pela montagem de equipamento electrico em submarinos... Foi, sem dúvida uma das adultas que não esquecerei. Pela sua vontade de integração. Pela sua dedicação. Principalmente pela partilha de conhecimentos que realizou. Quero deixar aqui uma palavra à equipa que conseguiu um trabalho excelente. E uma palavra à Dra. Joana que realizou o seu primeiro júri. Parabéns. O desafio da qualidade foi, por vocês, vencido.

Mais um Júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. O meu trabalho com este CNO tem sido, por um lado de deixar algumas das ideias que considero relevantes neste processo de RVC e por outro receber ensinamentos de «boas práticas» que registo sempre que vou assistir a uma sesssão de júri. Neste caso, a sessão de júri foi para o nível B3. A Dra. Isabel Moio levou a júri 6 adultos. Registo uma das coisas mais dificeis de fazer neste processo. Ao longo do tempo, a qualidade do trabalho realizado foi constante. Ao consultar os Dossiers/Portefólios registo sempre um ou outro ponto de inovação. Resgisto também uma consolidação das práticas. E neste júri, destaco a imagem (com pose para a fotografia) que partilho. Um dos adultos realizou uma apresentação centrada na sua história de vida e mostrou-nos, fazendo-nos regressar no tempo, na evolução do telefone como meio de comunicação. As competências que desenvolveu ao longo da sua vida ficaram claras e patentes na sua intervenção. Mais uma vez, parabéns, sinceros a toda a equipa.

Depois um imprevisto...

Mas tudo resolvido a tempo de estar presente na I Sessão de Júri de Nível Secundário do CNO de Almodôvar. Deste júri farei destaque amanhã.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

RVC: Vale a pena recordar o esquema...

Creio que, pelo que tenho visto e ouvido em alguns CNO, nos e-mails que me chegam e em algumas formações, vale a pena recordar o seguinte:

quarta-feira, 9 de julho de 2008

As TIC: Imigrantes e Nativos

Encontrei nas minhas pesquisas um slide interessante que gostaria de partilhar. É um excelente instrumento de reflexão e poderá ser, também, um instrumento de posicionamento e diagnóstico da nossa situação enquanto utilizadores, face às TIC. Fazer o teste no final é um exercício muito interessante!


terça-feira, 8 de julho de 2008

Abordagem de Língua Estrangeira: CLIL.

«A abordagem CLIL (Contents and Languages Integrated Learning), que permite aos estudantes aprenderem uma determinada matéria numa língua estrangeira, poderá ser um importante contributo para alcaçar os objectivos da União em matéria de aprendizagem de línguas. Combinando o estudo duma disciplina com o estudo de uma língua, a CLIL permite aos estudantes a descoberta de um vocabulário diferente e de aspectos linguísticos na sua área de especialização. Esta abordagem pode proporcionar-lhes oportunidades efectivas para aplicarem imediatamente as suas novas competências linguísticas, uma vez que abre novas possibilidades linguísticas a um vasto leque de aprendentes, particularmente àqueles que sentiram dificuldades com o ensino formal de línguas na educação geral. Esta abordagem proporciona-lhes uma exposição à língua, um aspecto que pode ser importante em contextos profissionais.»
Fonte: Aqui.
Mais informação ao clicar na imagem.

Newsletter Tempus IV

«A Newsletter Tempus IV – Junho 2008 pretende demonstrar de que modo as Instituições de Ensino Superior (IES) têm uma importância estratégica fundamental na dimensão cultural, social e económica das sociedades.

Tendo em conta o 1º Convite à Apresentação de Propostas (Abril 2008), a Agência Nacional solicitou às IES Portuguesas candidatas, como coordenadoras ou parceiras de projectos, que dessem a conhecer as principais motivações que estiveram na base das respectivas candidaturas ao Programa Tempus.

Em Portugal, o Programa Tempus IV está integrado na Agência Nacional para a Gestão do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida (Ponto de Contacto Nacional).»

Fonte: PROALV


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Um excelente recurso para reflexão...

Estava à procura de algo sobre Economia para um formador de um curso EFA e encontrei esta apresentação que achei excelente. Fica a partilha de um bom recurso para exploração.



Legendas em Português do Brasil.

domingo, 6 de julho de 2008

A relação: Processo RVCC e Cursos EFA.

A implementação do Processo RVCC e nível Secundário vem trazer um desafio de articulação entre este processo e o percurso de formação dos Cursos de Educação e Formação de Adultos. Esta articulação não é necessária. É fundamental. Sem ela a qualificação de muitos adultos ficará comprometida na sua qualidade e na sua validade. Deixamos uma apresentação que dá umas linhas de orientação de como, onde e por que meios essa interacção se pode estabelecer. Está disponivel, como todas as outras, para partilha. Fica também aqui a apresentação em torno do PPQ/PDP para relembrar a importância destes recursos.



sábado, 5 de julho de 2008

Reuniões, PAT's e um Júri...

Muitas vezes tenho referido que o trabalho de Avaliador Externo não passa só por realizar as sessões de júri. O Avaliador Externo deve também auxiliar a equipa do CNO sempre que a sua presença e intervenção é útil e contextualizada. O exemplo desta realidade foram as últimas actividades que levei a cabo...

A semana começou com uma reunião com a equipa do CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Como disse no meu espaço do Twitter, uma adulta está quase preparada para ir a júri para a conclusão do processo RVCC Secundário. A equipa tem os "medos" normais e iguais em todos os CNO que trabalham com seriedade, rigor e qualidade, de estar ou não a cumprir as orientações para a implementação deste processo. No entanto, a competência de todas as profissionais, formadoras e do coordenador são uma pedra fundamental para a efectiva qualificação dos adultos que passam por este CNO. O Portefólio que consultei é o exemplo dessa qualidade. Já estou a pensar em convidar a adulta a publicar o seu trabalho.

Depois, Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil. Mais uma reunião com a equipa. Desta vez, como as restantes equipas, as dúvidas são várias. Centram-se muitas vezes no nível de exigência, na forma de como reconhecer uma evidência, na estrutura dos PRA e também, na organização das sessões de júri para o RVCC Secundário. Trouxe para ler 4 Portefólios que irão a júri em breve. Sempre disse que uma das principais mais-valias no processo de Avaliação Externa se centrava na relação estabelecida entre o Avaliador e as Equipas. Neste caso a confiança é plena. O CNO da Escola Secundária de Arganil tem uma das equipas mais dedicadas que conheço e como tal, poucas dúvidas me restam, no bom trabalho que está feito. Acima de tudo quem ganha são os adultos.

Mais uma reunião me esperava num outro dia. No CNO da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Foram-me entregues 3 portefólios para analisar e estive em reunião toda a manhã com a equipa. Uma das dúvidas mais importantes e que é sempre colocada ou surge nestas reuniões é muito simples mas complicada para as equipas. Qual a diferença entre o adulto terminar com 40/50/60/70/80... créditos? Tenho dito várias vezes que as equipas têm que procurar informação fora dos círculos normais. Ou então, estão a pedir reflexividade, actualização e aquisição de informação sem terem eles próprios essa atitude.
Importa pensar os créditos como uma classificação. Não como notas mas como posicionamento do adultos pós processo em comparação. Isto é...
a) Para os Cursos de Especialização Tecnológica, muitas universidades e politécnicos já pensam e usam os créditos como sistema de classificação dos adultos.
b) Para efeitos profissionais esse mesmo número de créditos, associados ao CNQ é diferenciador e será ainda mais com a disseminação da certificação profissional.
c) Comparativamente, e com a potencial abertura transversal da utilização de do sistema de crédito no ensino dito formal, quer superior, quer secundário, os adultos que terminam o processo RVCC Secundário serão colocados, comparativamente, em posição de classificação face a estes modelos formais de ensino...
É preciso ter isto em conta na decisão de terminar o processo, que pelo adulto, quer pelas equipas.

Depois, o Professor Francisco Rodrigues, convidou-me para estar presente nas PAT (Provas de Aptidão Tecnológica) do Curso Profissional de Multimédia da Escola Secundário Reynaldo dos Santos. Fora da minha função de Avaliador Externo fui. Como amigo e como interessando nestas coisas da formação e da Multimédia e encontrei duas coisas: um projecto de curso muito dinâmico, bem estruturado, interessante e de uma elevada qualidade e alunos "digital natives" que estão muitos passos à frente na sua formação. Deixo o exemplo do Flávio Santos, com 18 anos, que criou um portefólio digital e tem um blog pessoal... É uma geração voltada para o imediato/interacção e solução de problemas, dotada de uma capacidade técnica muito elevada e de capacidade tecnológica muito forte. Parabéns ao professor Rui e Francisco e aos alunos pelas excelentes provas realizadas que tive a honra de acompanhar.

E por fim, um júri... Sim que também é essa a função do Avaliador Externo. Foi no CNO do Agrupamento de Escolas do Fundão. Senti aqui o que representa a mudança provocada pela alteração nas equipas. Senti aqui, no sentido humano do coordenador o desafio que se avizinha com a reformulação das equipas. Senti também aqui que a estratégia que tenho usado de convidar sempre outros CNO a estarem presentes nas sessões de júri de validação é uma boa prática para desmitificar ideias pré-concebidas. Tenho sempre convidado CNO para estarem presentes em sessões de júri uns dos outros. É preciso quebrar medos, "olhares por cima do ombro" e demais visões que separem em vez de unir todos num mesmo objectivo. Assim, o CNO da Escola Secundária Campos Melo, com alguns elementos da sua equipa estiveram presentes.
Tenho que destacar uma coisa que me fez muito bem assistir. O "Grupo 83", composto por vários adultos, revelou, em sessão de júri, uma das coisas que tenho dito que está a ser mal feita e perdida pelos CNO. O chamado balanço de competências contextual ou o registo de evidências de criação de pontos comuns estrategicamente orientados para uma "inteligência colectiva". Os adultos interagiram com os profissionais e formadores mas também entre si partilharam e "ganharam" competências. Isto deve estar presente nos seus dossiers/portefólios. Tenho que destacar este grupo, assim como, o excelente trabalho da Dra. Adelina Clemente na construção de um trabalho sólido, de qualidade e rigor e acima de tudo, de credibilidade. Parabéns. Ficam imagens dos dossiers/portefólios apresentados.




quarta-feira, 2 de julho de 2008

Gestão do Conhecimento: Para quando nos CNO?

Sempre acreditei que existe uma mais-valia nas entidades que usam processo de Gestão do Conhecimento como forma de auto-análise e de gestão do capital intelectual. Numa altura de mudanças (muito complicadas) nos CNO é importante preservar esse capital intelectual e o conhecimento produzido enquanto entidades. O modelo de Gestão de Conhecimento é uma boa estratégia. Fica o conceito e um modelo.
Gestão do Conhecimento:
«A gestão do conhecimento pode ser definida como a abordagem facilitadora e sistemática para aumentar o valor e a acessibilidade ao "capital do conhecimento" da organização, tendo em vista qualificar melhor os actores sociais, induzir e disseminar a inovação e assegurar o desenvolvimento das organizações. O conhecimento está naturalmente enraizado na experiência humana e nos contextos sociais, e geri-lo bem significa prestar atenção às pessoas (ou à pessoa), às culturas, às estruturas organizacionais e às tecnologias do ponto de vista da sua partilha e uso.»

Portefólio Digital? Uma boa escolha?

Conceito:

«Os portefólios electrónicos em contexto educacional são portefólios que possibilitam que a colecção dos materiais coleccionados (artefactos) inclua quer documentos em formato texto quer documentos em formato gráfico, vídeo, áudio (Barrett, 2000:3) e inclusive hipermédia. Estes portefólios respeitam a filosofia subjacente ao conceito educacional de portefólio, considerando a vertente reflexiva do aluno quando selecciona os materiais para o seu portefólio. No caso dos portefólios de aprendizagem e de avaliação das aprendizagens dos alunos, os portefólios permitem que os alunos, à medida que constroem a sua colecção, tenham a oportunidade em analisarem o seu trabalho e de porem em prática, com a ajuda do feedback fornecido pelo professor, as suas capacidades de auto-avaliação e de auto-regulação, tornando-se estudantes mais autónomos e responsáveis quer pela sua aprendizagem quer pela sua avaliação.»
Fonte: Ana Paula Alves

«Porquê um portefólio digital?

Maior facilidade de criação de um portefólio multimédia com integração de imagem estática, animada ou vídeo, texto e som
• Permitir a adopção de uma estrutura hipermédia na organização da informação com recurso a hiperligações internas, entre diferentes documentos ou mensagens do portefólio, ou externas para recursos disponíveis na web.
• Não menos relevante é o facto de algum do software que pode servir de suporte à elaboração de portefólios digitais permitir a colocação de comentários e contributos que incentivam a uma construção crítica e colaborativa do portefólio.»
Fonte: Portefólios digitais: revisitando os princípios e renovando as práticas.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Balanço de Competências (Contextuais): Conceitos.

A minha dúvida começa a surgir... Quando iremos encontrar análise de competências contextuais nos portefólios reflexivos de aprendizagem, por exemplo, quando os adultos fazem a análise da sua intervenção e "passagem" pelo processo RVCC ou formação complementar/UFCD/EFA? Seria uma excelente prática... Talvez o começo da verdadeira avaliação à chamada "Inteligência Colectiva"...

«As competências contextuais são compostas pelos saberes, dinâmicas e predisposições das pessoas, das organizações e da interacção entre elas. Parece óbvio que, tal como a competência técnica do indivíduo para a realização de uma determinada tarefa resulta da sua história e experiência pessoal, também as competências contextuais são matizadas pela evolução da própria zona e, nessa medida, por um conjunto de vários factos históricos. Da mesma forma que o indivíduo desenvolve competências como resposta a determinada situação ou desafio, também uma zona as desenvolve. A competência contextual implica um ter e um saber e essencialmente uma dinâmica colectiva verificada através das competências dos indivíduos e das estruturas de relacionamento estabelecidas.

As competências contextuais não se resumem à soma de todas as competências individuais, ou seja, não se trata do somatório das competências dos indivíduos, das empresas e de todas as outras entidades que fazem parte de um determinado contexto. Mais do que isso, as competências contextuais referem-se ao modo como estas competências se articulam e combinam e ao que resulta dessa combinação. Trata-se então do conjunto das competências individuais de todos os envolvidos mais a interacção e as dinâmicas estabelecidas entre os envolvidos e a estrutura das mesmas.»
Fonte: Guião de Aplicação do Balanço de Competências Contextual