Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Os novos Diplomas...
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Educação e Formação 2010
Os objectivos, de que tanto se fala no âmbito das Novas Oportunidades, resultam de um documento de trabalho que publicado neste espaço.Fica aqui o Documento de Trabalho.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Regime de Reconhecimento Profissional na UE
Em algumas sessões de júri tenho assistido a um conjunto de pessoas que decide emigrar na esperança de melhorar a sua situação pessoal e profissional. A muitos recomendo a certificação profissional. Aqui ficam algumas dicas de como obter certificação com reconhecimento na União Europeia. Podem ainda obter mais informação aqui.Os cidadãos comunitários podem exercer uma profissão ou uma dada actividade, como trabalhadores por conta própria ou como assalariados, num Estado-Membro diferente daquele em que adquiriram as respectivas qualificações profissionais.
Para o reconhecimento dessas qualificações, houve necessidade de consolidar num acto único legislativo - a Directiva 2005/36/CE - 15 directivas, entre as quais 12 directivas sectoriais e 3 directivas que implementam um regime geral de reconhecimento das qualificações, abrangendo profissões regulamentadas.
Directiva 2005/36/CE, de 7 de Setembro (em vigor desde 20.10.2007)
Consulte a legislação aplicável»
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Um Encontro sobre Educação de Adultos
Assim, o seu CNO - Centro Novas Oportunidades vai organizar nos dias 16 e 17 de Maio próximo, as primeiras Jornadas dedicadas à Educação e Formação de Adultos “CNO - Novas Oportunidades, um novo tempo de Educação de Adultos ”.
Estas jornadas distribuídas por dois dias, decorrerão no primeiro dia, Sexta-feira - 16 Maio, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães e incluirão conferências e testemunhos /depoimentos de adultos/formandos. No segundo dia, Sábado, 17 Maio, as Acções de Formação no modelo de Oficinas, irão decorrer nas instalações da Escola Secundária de Maximinos.
Observações: Taxa de inscrição 1º dia: 20 Euros (inclui almoço e visitas guiadas) / 2º dia: 10 Euros (inclui almoço).

Objectivo - e.Portefólio 2010
«Ante a campanha “e-Portfolio para todos”, lançada pelo Consórcio Europeu EIfEL (European Institute for E-Learning), ninguém mais se pode dar ao descuido de não construir, o mais rapidamente possível, o seu e-portefólio. 2010 está a chegar e como cidadãos europeus que somos, devemos “acompanhar a corrida” a par dos nossos restantes parceiros da Europa!Qual a razão desta emergência? O e-portefólio é considerado um “instrumento de facilitação da mobilidade, de transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais, realizadas ao longo da vida.”
Mas afinal, o que é o e-portefólio?
Historicamente, os portefólios começaram por surgir no campo das artes, como instrumentos de exposição de trabalhos realizados por artistas. Ao longo do tempo, têm vindo a construir-se com diferentes terminologias, como são exemplos os porta-fólios, os processo-fólios, os diários de bordo, dossiers, etc.
Porém, considera-se hoje que o e-portefólio não é um mero “porta folhas”, mas sim um instrumento de trabalho, no qual pode constar uma selecção de trabalhos, documentos, materiais, recursos, etc., considerados relevantes após um processo de análise crítica e de devida fundamentação.
Os e-portefólios (também designados portefólios electrónicos ou webfólios) são as adaptações dos portefólios para o formato digital e surgem como resposta às exigências da actual sociedade.
O aparecimento crescente dos e-portfólios e a importância dada à temática tem vindo a ser motivada pelas “dinâmicas de funcionamento numa economia do conhecimento; pela mudança da natureza das aprendizagens e pela mudança das necessidades dos aprendizes.”»
Fonte deste texto: aqui.
Destacamos o desenho e metodologia criados pelo European Institute for E-Learning cujo trabalho tem vindo a ser consolidado e que resulta numa estratégia bem definida do ponto de vista da articulação com o ensino formal, não formal e profissional.
Deixamos ainda a referência ao projecto MEDEIA.

domingo, 11 de maio de 2008
Contacto Directo
Adicionei um recurso a este espaço que permitirá, sempre que estou on-line, que quem acompanha este espaço possa colocar-me questões, dúvidas e/conversar um pouco sobre o processo RVCC. Assim, basta aceder seguindo a barra lateral do lado direito e encontrar uma caixa com o título: Fale Comigo. Sempre que estiver on-line estará indicado com: "JL is on-line". Espero trocar ideias em tempo real com muitos daqueles que visitam este espaço. Mais uma vez, obrigado por tornarem este blog num espaço de partilha.A Política, a Escola e o Presidente.
"O Presidente da República, no seu discurso nas comemorações do 25 de Abril, falou da falta de conhecimento e motivação dos jovens para a política. Estranhou o Presidente da República, que os jovens, entre os 15 e os 19 anos, não soubessem quantos países formam a União Europeia, quem tinha sido o primeiro Presidente da República eleito após o 25 de Abril e que o PS tinha maioria absoluta no Parlamento. Estranhou o Presidente da República. Não estranharia qualquer professor de qualquer escola no país. Este facto de o mais alto representante da nação olhar para os jovens e os ver alheados da política e estranhar é que, por si, é estranho. Mais estranho é este facto ser tido como preocupante. A esquerda lembrou ao Presidente da República que também ele era político. A direita falou na importância da História nacional como valor supremo da cidadania. O Primeiro-Ministro concordou a estranheza do Presidente e falou em mudar o rumo às coisas…
A mim, caro leitor, o que me estranha é tanta gente estranhar tanto essa estranha ignorância que grassa nos jovens. Basta, simplesmente, uma pergunta. Sobre o que quer que seja. Política, História, Português, Matemática… Para isso não é preciso um estudo a nível nacional. Basta perguntar a um, dois, três jovens e a resposta será clara. Não digo, obviamente, que todos são assim. A maioria, no entanto, é. Culpa? De todos. De todos nós. Dos pais, dos professores, dos políticos, de todo e qualquer cidadão que quando passa na rua e vê um jovem deitar um papel para ou chão ou gritar em vez de falar não pára e não ensina que não é assim que deve ser… Mas não é da culpa que quero falar. É do que me assusta.
Para o Presidente da República o estranho são factos de memória que qualquer um de nós pode não saber no calor da resposta a um questionário, embora saibamos que não é disso que se trata. A mim, modesto cidadão desta Republica Portuguesa, assusta-me o desconhecimento do funcionamento da Democracia. Serão estes jovens futuros cidadãos em pleno uso dos seus direitos? Saberão eles quais os seus direitos? Não será tão fácil retirar liberdades, garantias, cidadania a estes jovens que desconhecem esse bem maior que é serem livres por direito? Não é assustador que, não sabendo o funcionamento, princípios, direitos e deveres de viver em Democracia estes jovens não saibam também onde começa e acaba a sua liberdade? E ainda mais assustador: terão consciência se um dia lhes roubarem a liberdade?
Sem querer dar lições a ninguém, muito mesmo a altos representantes da nação, não é altura para estranhar. É altura para temer o futuro se a este não dermos um rumo concreto, claro e assente no que os jovens hoje esperam da política e do que a escola pode ser enquanto instrumento de iluminação nesse caminho."
Artigo do autor publicado no Jornal Trevim.
sábado, 10 de maio de 2008
Sessões de Júri - Aprender com a vida.
no CNO da Escola Secundária de Arganil e que escreveu o seguinte sobre os seus tempos de escola: “O que não gostava era do Inverno, eu vivia a três quilómetros de distância da escola, tinha que ir a pé porque os meus pais não tinham possibilidades de me comprar uma bicicleta. (…) Também não gostava quando nós, os alunos, perguntávamos certas coisas uns aos outros e a professora reparava e punha-nos de castigo, virados para a parede, de joelhos em cima de grãos de milho. (…) De manhã, quando a professora não dava um beijo ao marido, nós já sabíamos que nesse dia ia haver reguadas com força. Foram dias muito difíceis."A equipa do CNO da Escola Secundária de Arganil faz um excelente trabalho na motivação, reforço da auto-estima e aprendizagem para que muitos adultos que frequentam este CNO possam retomar as suas vidas ligadas à escola, muitas vezes quebradas pelas condições económicas e sociais de uma época.
Outro Júri de Validação em que estive presente teve lugar no CNO da Escola Secundária Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz. A melhoria contínua do trabalho das técnicas RVCC, assim como, a aposta na melhoria da qualidade dos dossier’s pessoais dos adultos em processo são hoje uma realidade que se evidencia na própria resposta dos adultos face aos objectivos individuais para estes estabelecidos. Por engano meu nas horas, cheguei a este CNO, adiantado para a hora marcada. Estive a consultar os dossier’s, assim como, a conversar com um dos adultos propostos a júri. O Sr. João Paulo Dias tinha um interesse fora do comum. Recolheu, ao longo dos últimos anos, várias centenas de fósseis. Havia já, inclusivamente, exposto alguns
Mais um júri de validação, e desta vez, no CNO da Escola Secundária de Pombal. A Dra. Margarida Fonseca orientou os adultos e, como já referi aqui, a qualidade do trabalho deste CNO é excelente. Cada adulto realizou uma apresentação oral de certa de 10 minutos, seguida de uma apresentação prática ou apresentação em powerpoint onde falavam das suas actividades profissionais, destacando as competências a evidenciar neste processo. Fica abaixo uma dessas apresentações que pedi para divulgar. Não somente pela estrutura, mas essencialmente pela reflexão que a todos os presentes permitiu em discussão com a adulta. Os nossos parabéns a todos aqueles que trabalham com os idosos e procuram melhorar as suas qualificações, sendo que o processo RVCC, abre portas para novas formações e este é um dos pontos fortes do CNO da Escola Secundária de Pombal, ao realizar um acompanhamento e orientação pós-processo bem estruturado.
Por último, regresso ao CNO da Escola Secundária de Arganil. Mais um júri de validação e
à minha espera mais uma citação que não posso deixar de partilhar aqui. Um adulto, cuja sua profissão estava ligada à construção civil, escreveu o seguinte: “Este processo RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) foi para mim sinónimo de outro RVCC: R de Reviver e Recordar a minha vida; V de Vencer mais uma etapa; C de Conhecimento e C de Capacidades que vi reconhecidas ao elaborar o meu dossier”. Fica talvez a proposta de mudança de nomenclatura…
sexta-feira, 9 de maio de 2008
O português para falantes de outras línguas...
Grosso, Maria José, Ana Tavares e Marina Tavares (2008). O Português para falantes de outras línguas: o utilizador elementar no país de acolhimento. Lisboa: DGIDC/ME.
Este referencial de formação destina-se a adultos aprendentes, recém-chegados a Portugal que, por diversos motivos, querem ou necessitam de desenvolver eficazmente competências em Língua Portuguesa que viabilizem a sua integração social e profissional.
Fica um dos documentos, o restante pode ser consultado no espaço de publicações da ANQ.
Sobre as Reuniões...
Tenho recebido alguns contactos de CNO's para saber da minha disponibilidade para realizar reuniões para apoio, esclarecimento de dúvidas e/ou acompanhamento.Sempre considerei que para se ser Avaliador Externo se deve, efectivamente, avaliar, mas também, acompanhar os CNO, apoiando sempre que possível e com conhecimento, o seu trabalho. De acordo com a legislação em vigor e carta de qualidade para os CNO publicada pela ANQ cito três pontos que julgo fundamentais:
a) «Interpretar a correlação entre o referencial de competências chave e as evidências documentadas no dossier pessoal;
b) Regular o processo RVCC durante o funcionamento do júri de validação, assegurando a conformidade entre os princípios orientadores, as normas e procedimentos estabelecidos e os critérios definidos pelo júri de validação;
c) A preparação da sessão de certificação implica que haja um trabalho conjunto, por parte da equipa do Centro Novas Oportunidades e do avaliador, de análise e avaliação do PRA de cada adulto proposto a júri.»
Assim, reitero que estou disponível para apoiar no que for preciso a quem me solicita apoio. No entanto, caso não seja Avaliador Externo do CNO, só o farei dando conhecimento aos colegas com os quais o CNO colabora. Penso que a ética é fundamental neste momento para credibilizar o processo. Fica o esclarecimento.
A Avaliação da Iniciativa Novas Oportunidades
«A presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), Clara Correia, e a vice-reitora da Universidade Católica, Maria Luísa Leal de Faria, assinaram (...) um protocolo para a avaliação externa do Programa Novas Oportunidades, em cerimónia que contou com a participação da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do ministro do Trabalho e da Segurança Social, José Vieira da Silva. O coordenador do projecto, Roberto Carneiro, apresentou na ocasião o trabalho futuro a uma assistência que contava com os secretários de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, e do Emprego e da Formação Profissional, Fernando Medina.
Como afirmou, o exercício de avaliação externa, desenhado na intersecção de duas dimensões estratégicas - a qualificação como condição sine qua non do desenvolvimento e a modernização da política pública -, comporta dois eixos fundamentais de análise.
O primeiro eixo de avaliação sistémica está orientado para a produção, tratamento e análise de indicadores de cumprimento dos objectivos estratégicos do Programa Novas Oportunidades e do funcionamento dos Centros Novas Oportunidades no quadro das políticas e dos objectivos genéricos do Programa, da sua procura real e potencial e do seu impacto sobre os percursos sociais e profissionais dos activos que a eles recorrem.
O segundo eixo compreende a monitorização e auto-avaliação de toda a rede de implementação do Programa, equipada no sentido de fornecer informação detalhada sobre o desempenho e grau de maturidade organizacional dos Centros Novas Oportunidades e de todo o sistema.
Roberto Carneiro pormenorizou ainda as dimensões de cada eixo.
Assim, o primeiro desdobra-se em:
- Análise teórico-documental do Programa Novas Oportunidades como acção de política pública educativa;
- Inquéritos nacionais à população activa com habilitação inferior ao 12.º ano e à procura potencial;
- Inquéritos à procura geral nos Centros Novas Oportunidades e nas diversas etapas do processo;
- Observações periódicas de painel de adultos certificados;
- Estudos de casos de Centros Novas Oportunidades;
Já o segundo eixo, referente à monitorização e auto-avaliação da rede de Centros Novas Oportunidades comporta duas dimensões principais: a adequação do SIGO [ver http://www.min-edu.pt/np3/832.html] às necessidades de avaliação e a auto-avaliação.
Em suma, disse, trata-se de um exercício de avaliação de largo fôlego que se estenderá pelo período temporal indispensável para se obter resultados consistentes e confiáveis.
Prevê-se assim que o projecto dure cerca de três anos e meio, com uma intensa actividade de trabalho de campo para recolha de processamento de dados indispensáveis à análise de cada vertente substantiva do programa.»
Fonte: ME
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Percursos Formativos
«As grelhas propostas neste documento constituem-se como sugestão ou suporte ao trabalho de construção curricular de EFA NS que deve ser desenvolvido pelas Equipas Pedagógicas. Incluem o DESENHO GLOBAL, a desagregação de cada TEMA DE VIDA em QUESTÕES GERADORAS e as ACTIVIDADES INTEGRADORAS que lhes dão corpo.»
quarta-feira, 7 de maio de 2008
O Plano Nacional de Leitura e o RVCC/EFA
«O Plano Nacional de Leitura visa os seguintes objectivos:- Promover a leitura, assumindo-a como factor de desenvolvimento individual e de progresso nacional
- Criar um ambiente social favorável à leitura
- Inventariar e valorizar práticas pedagógicas e outras actividades que estimulem o prazer de ler entre crianças, jovens e adultos
- Criar instrumentos que permitam definir metas cada vez mais precisas para o desenvolvimento da leitura
- Enriquecer as competências dos actores sociais, desenvolvendo a acção de professores e de mediadores de leitura, formais e informais
- Consolidar e ampliar o papel da Rede de Bibliotecas Públicas e da Rede de Bibliotecas Escolares no desenvolvimento de hábitos de leitura
- Atingir resultados gradualmente mais favoráveis em estudos nacionais e internacionais de avaliação de literacia.»
terça-feira, 6 de maio de 2008
Exemplo de Trabalho em LE - Secundário
Outro exemplo simples é a leitura de poemas ou pequenos textos criando áudio-livros. Ficam duas ideias práticas.
Um excelente recurso é também este blog:
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Congresso Internacional de Inovação Social
Os objectivos deste Congresso são:- Mostrar o que é a inovação social, onde e como acontece.
- Inspirar os actuais e potenciais agentes de mudança.
- Acelerar a inovação social, em Portugal e no mundo.
Áreas temáticas abrangidas:
- Inovação social, educação e emprego.
- Inovação social, saúde e qualidade de vida.
- Inovação social, comunidades e participação democrática.
Para aceder à brochura informativa do Congresso, clicar aqui
Para mais informações, consulte o site http://www.nextrev-lisbon.org/
Fonte: IGFSE
domingo, 4 de maio de 2008
Uma viagem de exploração.
sábado, 3 de maio de 2008
CNO Destaque do Mês de Maio.
Durante o Mês de Maio estará em destaque, neste blog, o CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião. Esta prática que, nos últimos 12 meses tenho desenvolvido serve, não só para dar a conhecer a existência do CNO mas essencialmente para destacar algumas «boas práticas» que possam ser exemplo para outros. Acompanhando este destaque neste espaço, desenvolvo um conjunto de esforços para mobilização da comunicação social e outros meios de dar a conhecer o trabalho dos CNO com que colaboro.O CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião destaca-se pela juventude da sua equipa, mas acima de tudo, pelo espírito que o envolve. Sempre que me desloco a este centro para reuniões oiço falar em rigor, credibilidade, qualidade e resultados concretos para a vida dos adultos que procuram este CNO. Sei que o trabalho que irão desenvolver, nomeadamente para o processo RVCC de nível Secundário será de efectiva qualidade. Só assim se pode credibilizar o processo RVCC. Deixo em referência a curiosa explicação que me foi enviada por um dos elementos da equipa deste CNO para explicar o logótipo. Cito: «A ideia de puzzle está sempre ligada à nossa equipa, daí ter sido esse o elemento escolhido para o logótipo. Gostamos de pensar no RVCC como um puzzle que cada adulto vai (re)construindo com base nas suas experiências de vida... Às vezes há peças que andam perdidas, nem sempre todas encaixam e se consegue completar o puzzle, mas quando se consegue é uma sensação de vitória e de orgulho que temos o privilégio de poder partilhar... É isto que nos dá alento e vai fazendo acreditar... que muitos "puzzles" se (re)construirão por esse país fora e farão a diferença no futuro!»
Os meus sinceros parabéns à equipa por este espírito, dedicação e qualidade.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Semana de Júris - Práticas
validação de Língua Estrangeira. Tratava-se de uma adulta que não tinha, para o processo de RVCC Básico, validado esta área e que agora regressou para o fazer. Assim, viu validado para o nível B3, a língua francesa e inglesa. Este regresso ao processo foi, por mim e por toda a equipa do CNO da Escola Secundária da Mealhada, visto com grande satisfação. Só um trabalho de acompanhamento pessoal, dedicado e com qualidade como verifico neste CNO e com esta equipa leva a que os adultos após processo não se desliguem novamente da escola e a esta regressem em tão curto espaço de tempo.Outro júri decorreu na Escola Secundária de Pombal. O CNO da Escola Secundária de Pombal tem,
nas sessões de júri que organiza, um dos seus vários pontos fortes. Quer pela dinâmica, quer pelo modelo, quer pela forma como os adultos demonstram, no espaço de 30 minutos cada, um conjunto transversal de competências que vão da sua História de Vida a uma actividade que dominam e onde evidenciam competências presentes nos seus dossier. Com a natural e excelente relação com o Profissional Alvim a sessão decorreu de forma a cumprir as expectativas sempre elevada que tenho em relação a este CNO. Os meus parabéns pelo trabalho realizado.Um júri também a referir foi o que teve lugar em Cascais, no IETC. O CNO do Instituto de Educação Tecnológica de Cascais foi um dos CNO que me surpreendeu pela positiva. O trabalho realizado actualmente resulta de uma evolução contínua com vista à qualidade e que
tem, na equipa de técnicos, formadores e coordenação o seu pilar essencial. Curioso que acompanhei, pela primeira vez, uma nova profissional RVCC, a Dra. Sónia Caetano, a quem dou os parabéns pela simpatia e pelo profissionalismo. Ao longo do tempo tenho acompanhado muitos(as) destes(as) profissionais e a integração neste processo tem uma marca comum a todos: o seu desejo de rigor, qualidade e inovação. Os meus parabéns ao CNO pela melhoria conseguida e pelo acompanhamento que dão aos adultos em processo neste momento.Mas nem só de Júris se faz o trabalho de um Avaliador Externo. As reuniões de acompanhamento às equipa, principalmente que estão a desenvolver trabalho para o RVCC Secundário tem sido muito importante para mim, no que diz respeito à troca de informações e conhecimento directo do "terreno", assim como, para a partilha de ideias, projectos e visões de como implementar
com qualidade o processo RVCC. Assim, realizei no CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião mais uma dessas reuniões a fim de trocar ideias sobre os PRA, a construção e organização do processo RVC. Fico sempre contente quando as palavras que oiço são: Rigor, Qualidade, Aprendizagem, Formação. Este foi o caso. Parabéns à equipa pelo esforço, profissionalismo e acompanhamento realizados na implementação do processo.TTnet Portugal - Training of Trainers Network
«Criada pelo CEDEFOP em 1998, a rede Training of Trainers Network - TTnet Europa - define-se como um espaço comunitário de comunicação, de cooperação e de peritagem em matéria de Formação de Formadores e de Professores, um espaço orientado para a inovação e visando satisfazer necessidades reais.Esta rede comunitária pressupõe a criação e a dinamização de redes nacionais e apoia-se na organização de actividades de interesse comum para os participantes, visando estimular a permuta de informações e a partilha de experiências entre eles.
Visa, também, proporcionar a divulgação e a incorporação dos resultados da investigação na área da Educação e Formação, decorrentes dos trabalhos desenvolvidos em Universidades e em outros centros científicos, nacionais e internacionais.
A TTnet Portugal é, assim, a Rede Nacional destinada ao desenvolvimento pessoal e profissional dos Formadores e Professores portugueses.
Para participar, entre no site da TTnet Portugal: www.ttnetportugal.pt
Exemplo
A Exemplo é uma base de dados sobre Formação Profissional de suporte à gestão do conhecimento no Espaço Europeu - uma rede de cooperação para partilhar experiências e fomentar a inovação. Foi criada em 2000, no âmbito da Associação Europeia para a Formação Profissional.
Constitui-se como um instrumento essencial para a interacção entre os diferentes actores dos Sistemas de Formação dos diversos países europeus, permitindo a partilha de boas práticas entre eles.
Os interessados podem participar nesta rede de comunicação:
- inserindo dados relativos a boas práticas de Formação
- consultando os casos que já foram disponibilizados por outros que também aceitaram cooperar activamente na Exemplo, numa perspectiva de melhoria da qualidade da Formação Profissional, ao nível europeu.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Aprendendo a Aprender
- «Ignora. Neste estágio encontramo-nos no estágio da ignorância. Não sabemos o que não sabemos. Uma frase atribuída ao filósofo Sócrates retrata bem esta fase: “Só sei que nada sei”. É comum que nesta fase haja uma (natural) ansiedade pela informação.
- A par. Este estágio é importante pois sabemos o quanto não sabemos. Podemos até enumerar e listar os itens do que queremos conhecer, pois agora estamos a par (cientes) do universo de informações existentes sobre um determinado assunto. Despertamos intimamente o tamanho dos nossos objectivos: aquilo que podemos aprender.
- Confusão. Neste momento já sabemos o que podemos aprender. No entanto, como (normalmente) temos uma quantidade enorme de assuntos para desvendar, iniciamos o estágio da confusão. O que aprender primeiro? Como definir o que é mais importante? Para que lado devo seguir? Devo ser um especialista ou um generalista? Tenho pouco tempo, devo me dedicar a que assunto? É neste estágio que geralmente inicia-se a fase da auto-sabotagem. Diante deste turbilhão de perguntas, causado pela confusão, a fase de auto-sabotagem é uma tendência inevitável seguida das seguintes frases: “Isso não é pra mim”; “Não vai dar certo”; “Está muito difícil aprender”; etc.
- Conhecimento. Sem enveredar pelo campo (e definição) da filosofia, podemos definir o conhecimento como a relação que é estabelecida entre o sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objecto a ser conhecido ou que se dá a conhecer. Uma definição interessante que encontrei no Wiki sobre conhecimento diz que: “O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade”. É neste estágio que estão presentes a apreensão de qualquer “coisa” por meio do pensamento; e a capacidade de tornar presente ao pensamento “aquilo” que se apreendeu.
- Sabedoria. Neste último estágio vamos recorrer sim a definição associada a filosofia. Segundo os gregos sabedoria (sophia) define o saber como conhecimento simultaneamente teórico e prático. E neste nível de conhecimento (as vezes inconsciente), quando detemos de sabedoria sobre algo, não sabemos mais o quanto sabemos. Ainda que o tempo passe, vamos ter o completo domínio sobre aquele assunto.
A paciência e, sobretudo, a persistência devem estar sempre presentes no processo da aprendizagem. A definição destes estágios tem como objectivo enquadrar - no tempo e na quantidade de informações apreendidas - a angústia natural em não saber, o deslumbramento da descoberta, a desorientação perturbadora, o conhecimento adquirido e por fim o saber conquistado.»
