Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O PRA e as Pistas...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
+ 23 anos - Orientações
Devido a um conjunto de e-mails recebidos deixo aqui informação sobre o processo de acesso ao Ensino Superior por via da candidatura "+ de 23 anos".
«O Decreto-Lei 64/2006, de 21 de Março, que regulamenta as provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, previstas no n.º 5 do artigo 12.º da Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro (Lei de Bases do Sistema Educativo), alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de Setembro e 49/2005, de 30 de Agosto, tem como destinatários os candidatos que completem 23 anos até ao dia 31 de Dezembro do ano que antecede a realização das provas, independentemente das habilitações académicas de que são titulares, conforme disposto no artigo 8.º.
Assim, na sequência da interpretação já estudada, resultante do artigo 12.º , n.º 5, da Lei de Bases e do preâmbulo do Decreto-Lei em apreço, onde se lê que um dos objectivos do XVII Governo Constitucional é a promoção da aprendizagem ao longo da vida e a atracção de novos públicos, clarifica-se o público alvo a contemplar. Também a Lei n.º 49/2005, de 30 de Agosto, veio a estabelecer uma flexibilização do anterior sistema – o que se tinha revelado extraordinariamente restritivo no acesso ao ensino superior de estudantes adultos – pelo que ela procedia à sua regulamentação “alargando a área de recrutamento de eventuais candidatos e possibilitando o ingresso a um maior número de pessoas”.
Há uma diversidade de situações que poderão integrar-se no âmbito deste regime que contempla condições especiais para maiores de 23 anos, desde que não tenham habilitação de acesso para o curso pretendido.
Os estudantes interessados deverão consultar o estabelecimento de ensino superior que pretendem frequentar e esclarecer-se sobre o Regulamento, bem como o calendário em que decorrerá a avaliação de capacidades.
À medida que forem publicados os Regulamentos, em Diário da República, os mesmos serão divulgados neste site, para além dos sites dos próprios estabelecimentos de ensino superior.
Nota: A consulta deste site não dispensa um contacto directo ao próprio estabelecimento de ensino superior para confirmação da informação divulgada.» Fonte: DGES
Fica também uma repostagem sobre esta forma de abertura do Ensino Superior.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Um esboço do processo...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Uma estratégia de trabalho.
Vale a pena lembrar...
domingo, 13 de abril de 2008
Um ponto de Informação.
Enquadrado no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades, o Ponto assume as seguintes áreas de intervenção:
- contacto e resposta directa ao cidadão, nomeadamente ao público-alvo abrangidos pela Iniciativa Novas Oportunidades;
- informação sobre os percursos educativos e formativos de dupla certificação para jovens e adultos;
- divulgação de iniciativas, boas práticas, metodologias e de materiais técnico-pedagógicos da responsabilidade da ANQ ou de entidades externas que contribuam para a promoção dos percursos educativos e formativos integrados na Iniciativa Novas Oportunidades;
- auto-formação e reforço das competências do público-alvo interno e externo afecto aos percursos educativos e formativos da Iniciativa Novas Oportunidades;
- disponibilização de recursos especializados nos domínios da educação e formação de jovens e adultos, através da dinamização documental e da recolha e tratamento de informação especializada;
- produção editorial nas áreas de intervenção da ANQ e desenvolvimento de processos de divulgação das obras publicadas.
Para usufruir dos serviços e dos produtos disponibilizados pelo Ponto de Informação Novas Oportunidades - Centro de Recursos em Conhecimento deverá inscrever-se como utilizador(a).
Para o efeito, poderá dirigir-se às instalações deste espaço ou enviar um e-mail para o endereço pontodeinformacaono@anq.gov.pt com os seguintes dados:
- Nome completo;
- Número de documento de identificação (Ex: Bilhete de Identidade, Título de Residência, Passaporte, etc.);
- Data de validade do documento de identificação;
- Data de nascimento;
- Morada de residência;
- Contacto telefónico e de e-mail.
Posteriormente, ser-lhe-á entregue ou enviado um cartão de utilizador do Ponto de Informação Novas Oportunidades - Centro de Recursos em Conhecimento.»
Fonte: ANQ
Uma rede social...
Formação Comenius
sábado, 12 de abril de 2008
Blog's - Uma Ferramenta de Apoio
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Três coisas que queria partilhar...
Este pequeno texto é o resumo do que de melhor nas últimas semanas encontrei como Avaliador Externo.
O primeiro destaque é, para o II Encontro de CNO da Região Centro. Ficam duas imagens que ilustram a mobilização que este evento teve ao nível de presenças. Estive presente como moderador convidado para uma apresentação sobre o RVCC Profissional. Para além da boa apresentação feita para Dra. Francisca Simões, em representação da ANQ, destaco o facto de ter conhecido algumas das pessoas que partilham comentários neste blog ou no espaço do Grupo RVCC/NO.
Foi muito agradável ter conhecido os rostos dos que, muitas vezes já partilharam "saberes" nestes espaço, assim como dúvidas que, esclarecidas por mim ou por outros, ajudaram muitos mais.Nesse mesmo dia, à noite, estava no Fundão. No CNO do Agrupamento de Escolas João Franco. O primeiro júri de nível secundário teria lugar, nessa mesma noite, pelas 20.30 horas. Duas candidatas, que não esquecerei, trocaram comigo e com a equipa um conjunto de ideias, debatendo questões e afirmando a importância de terminar a equivalência do Ensino Secundário.
A equipa, composta pela Dra. Adelina Clemente, Dr. Emanuel Santos, Dra. Cristina Pinto e Dra. Maria de Jesus Gaspar fizeram um trabalho extraordinário. Quer com o PRA que foi apresentado, quer com todo o trabalho de bastidores que, muitas vezes não se vê, mas que é de elevada qualidade.
Presentes neste júri, para além de mim, esteve também o Dr. José Brito, coordenador do CNO que tem sabido levar a bom porto e com qualidade elevada a resposta a uma procura de soluções pelos candidatos que muitas vezes pode mudar uma vida.As duas candidatas revelaram claramente as competências referidas no PRA. Foi um bom júri com um bom trabalho realizado por todos.
Não posso deixar de me recordar do candidato à equivalência do Ensino Básico - 9.º ano que esta passada semana se apresentou a júri no CNO da Escola Secundária de Pombal. O Sr. Pedro Sousa andou todo o tempo do Processo RVCC a preparar uma maquete. Esta maquete fez parte da sua apresentação final em sessão de júri de validação. Foi criada para este momento. A Dra. Isabel Moio, profissional RVCC, referiu-me esse facto em conversa. Achei curioso que uma apresentação fosse feita assim. No final da sessão de júri desse dia, senti que há um verdadeiro investimento na aprendizagem que os adultos fazem para momentos como aquele.
O meu destaque vai para a orientação de excelência que o CNO fez dos trabalhos daquela sessão, mas principalmente para o trabalho desenvolvido por aquele adulto e por todos os outros, investindo com seriedade no processo, aprendendo e ensinando muito mais do que esperava, a todos os presentes naquele dia.Parabéns a todas estas pessoas e a muitas outras que no seu dia-a-dia lutam com as horas de cansaço, os dias de trabalho e conseguem realizar um verdadeiro trabalho de qualidade. O meu reconhecimento pessoal e profissional fica aqui, nestes exemplos, para todos os coordenadores, formadores e profissional e a todos aqueles que recorrem aos CNO para retomarem um caminho interrompido que com estas novas portas se reinicia.
O desafio da Qualificação
Existe, em Portugal, uma meta política. Qualificar, até 2010, um milhão de portugueses. Esta meta, definida politicamente representa um dos maiores desafios que o sistema educativo enfrenta actualmente. Qualificar adultos, activos empregados ou desempregados e mudar o panorama da escolaridade em Portugal.
Os Centros Novas Oportunidades e o Processo RVCC, assim como a revitalização dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) foram desenhados para dar resposta a esse objectivo. A pergunta que colocamos é: e esta é uma estratégia de qualificação da população?
Existem hoje, inscritos nos Centros Novas Oportunidades, cerca de 360.000 pessoas que procuram concluir a equivalência ao 9.º ou 12..º ano. Ou seja, 360.000 pessoas que queriam voltar à escola e não tiveram oportunidades sem ser o RVCC. São 360.000 pessoas que queriam uma opção flexível, adaptada à sua história de vida passada, presente e futura. São 360.000 pessoas que precisavam de concluir estudos iniciados, inacabados ou quase concluídos.
E agora terminam. E chega? Podemos chamar a isto qualificar?
A minha resposta, pela experiência de Avaliação Externa no processo RVCC é: não. E porquê? A resposta é simples. Em breve a escolaridade obrigatória passará para os 12 anos. O problema que tinha quem conclui o 6.º ano quando esta era a escolaridade obrigatória será o mesmo de quem hoje conclui a equivalência ao 9.º ano, a curto prazo. E quem acaba o Ensino Secundário, terá o mesmo problema, mas por via da certificação profissional que o Catálogo Nacional para as Qualificação começa a impor. Hoje, cabeleireiros, electricistas, taxista e demais profissões já são obrigados a obter uma carteira e certificado profissional.
A concorrência dos jovens, vindos de cursos profissionais, qualificados em áreas em que a experiência não chega, ajudam a elevar o problema…
Então, como solucionar esta realidade e efectivamente qualificar quem hoje se inscreve nas novas oportunidades?
A resposta está dentro dos Centros Novas Oportunidades. É destes centros e dos seus profissionais, com um boa orientação e plano de formação que os candidatos a certificação podem transformar-se em profissionais qualificados ou com uma escolarização efectiva qualificada.
Hoje os Centros Novas Oportunidades devem ser, acima de tudo, centros de atendimento e orientação. Com um vasto leque de opções (desde o RVCC, ao EFA, à Certificação Profissional, às formações modulares) o candidato à qualificação pode efectivamente ver melhorada a sua situação perante a sociedade e o seu emprego.
Só assim, efectivamente, falamos de qualificação. Esperemos ser este o caminho a seguir pelos Centros Novas Oportunidades, a bem de quem a eles recorre, a bem da Iniciativa Novas Oportunidades, a bem do rigor e qualidade do trabalho efectuado e do reconhecimento social do mesmo e também, a bem da localidade, região e do país.
Do autor publicado no Jornal Trevim.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Um recurso para STC/CLC/CP
No mesmo blog encontramos uma boa descodificação do referencial de competências chave para o nível Secundário na área de STC. Parabéns à Dra. Cristina Pinto e obrigado pela partilha.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O papel do Mediador e Formadores em Cursos EFA
Blogs a Visitar
Na passada sexta-feira descobri um conjunto de soluções interessantes para criar portfólios digitais, assim como, um conjunto de profissionais e formadores que se destacam pela dedicação, qualidade e capacidade de intervenção.No II Encontro de CNO da Região Centro, organizado pelo CNO da Escola Secundária de Pombal, ficou em aberto uma discussão sobre o uso dos blogues como ferramenta para a criação de e.portfólios. A discussão continua, também ela, num blog. Este pode ser visitado aqui. Parabéns pela iniciativa e conteúdo do mesmo.
No decurso do júri de validação para o Secundário, descobri que uma formadora, a Dra. Cristina Pinto do CNO do Agrupamento de Escolas do Fundão. Para a área de STC, o seu blog que pode ser visitado aqui, tem já um conjunto de recursos muito interessantes. Parabéns à autora e continuação de bom trabalho.
domingo, 6 de abril de 2008
Posicionamento do Adulto (Relação RVC/EFA)
Assim:
«1 — A estruturação curricular de um curso EFA tem por base os princípios de identificação de competências no qual se determina, para cada adulto, um conjunto de competências a desenvolver no âmbito de um percurso formativo.
2 — A identificação e valorização de competências deve ser realizada através de um processo RVCC levado a cabo nos centros novas oportunidades, os quais certificam as unidades de competência previamente validadas no processo e identificam a formação necessária para a obtenção da qualificação pretendida.
3 — Sempre que os adultos não tenham realizado um processo de RVCC, ou não se integrem num percurso formativo tipificado em função da sua habilitação escolar, nos termos dos artigos 9.º e 13.º, devem as entidades formadoras de Cursos EFA desenvolver um momento prévio de diagnóstico dos formandos, no qual se realiza uma análise e avaliação do perfil de cada candidato e se identifica a oferta de educação e formação de adultos mais adequada.
4 — No momento de diagnóstico previsto no número anterior devem ainda identificar -se as necessidades de formação em língua estrangeira, considerando as competências já adquiridas neste domínio.»
Assim temos dois casos: Adultos que fazem RVCC e são encaminhados para EFA com competências validadas parcialmente e Adultos que não passam pelo processo RVCC. No último caso o mediador e a equipa de formadores devem fazer esse prévio balanço de competências e diagnosticar percursos formativos individuais para os formandos. É também aqui que nascem as linhas orientadoras para o PRA e para o percurso formativo do formandos.
Deixamos uma tabela em anexo, que também existe na referida portaria e que ajuda na definição das horas e linhas de orientação programática da formação. Estas tabelas existem para todos os níveis em anexo.
Por último, destacamos a necessidade de articulação, em processo de formação EFA, entre este diagnóstico inicial, a autobiografia que o adulto realizará e será base para o PRA, assim como, entre esta autobiografia e as necessidades e actividades de formação a desenvolver pelos formadores. Esta semana deixarei uma linha de trabalho para a implementação desta articulação numa apresentação de powepoint.
Uma proposta: RVCC Secundário - Actividade
«Pensamos que o documentário “Uma Verdade Inconveniente” é um óptimo recurso para o processo RVCC de Nível Secundário, para qualquer uma das áreas. Apesar de poder ser controverso, essa é uma das suas principais vantagens: fomenta a reflexão e a argumentação relativamente à questão do aquecimento global. Para além do tema principal, Al Gore intercala a sua apresentação com momentos autobiográficos, que se assemelham ao que os adultos fazem durante o seu processo de balanço de competências. Esses momentos não são meras descrições de acontecimentos, são reflexivos e espelham as aprendizagens adquiridas. Foi muito interessante serem os próprios adultos em processo a identificarem-se com estes momentos!Exemplo de alguns Núcleos Geradores que podem ser explorados tendo como recurso este documentário:
- Ambiente e Sustentabilidade (STC e CLC);
- Gestão e Economia (STC e CLC);
- Saberes Fundamentais (STC e CLC);
- Complexidade e Mudança (CP);
- Reflexividade e Pensamento Crítico (CP).»
Esta proposta de trabalho foi-me enviada por e-mail e penso que, pela sua utilidade e pertinência faz sentido divulgar aqui. Penso também que é com este tipo de partilha que podemos enriquecer o trabalho conjunto no que se refere aos processos RVC e EFA.
Por tal, obrigado à Dra. Mafalda do CNO do Agrupamento de Escolas de Ansião pelo envio destas ideias e pistas de trabalho.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Sessão de Júri - RVCC Secundário
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A importância das Habilitações
O nosso país e a Áustria são os únicos analisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde continuam a faltar profissionais com formação superior para as necessidades do mercado.
Esta é uma das conclusões de um estudo internacional da OCDE sobre o ensino superior, apresentado hoje em Lisboa.
Portugal é um dos países da Organização onde é financeiramente mais vantajoso tirar um curso superior, a par do Reino Unido, Irlanda e Finlândia.
De acordo com o documento "O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento", realizado pela OCDE, uma licenciada em Portugal ganha, em termos líquidos, mais 10% do que uma mulher que só tenha concluído o ensino secundário.
No caso dos homens, a diferença não é tão acentuada, mas, ainda assim, ronda os 8%.
O reforço da autonomia das instituições com a criação de fundações públicas com regime de direito privado é outros dos aspectos bem vistos por esta organização. É importante sublinhar que o processo segue com algum atraso já que até agora só a Universidade de Aveiro avançou.
Melhorias do sistema:
Sobre a capacidade cientifica e tecnológica, Portugal viu aumentar os licenciados nesta área em cerca de 8%; também o número de investigadores que estão ligados às universidades cresceu significativamente colocando o nosso país em 7º lugar nesta matéria.
A reforma do sistema de avaliação e acreditação é elogiado neste relatório da OCDE, apesar de a recentemente criada Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior ainda não estar a funcionar.
Por fim, o financiamento. As universidades e os institutos politécnicos continuam sem encontrar fontes de rendimento alternativas, sendo completamente dependentes do Estado.
De salientar que Portugal, juntamente com a Austrália, Chile, República Checa, Hungria e México, conseguiu diminuir a despesa pública por estudante - talvez devido ao facto de as propinas, em alguns níveis de ensino, poderem ser fixadas livremente pelas instituições.»
Fonte: RFM/LUSA
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Um trabalho realizado RVCC NS
terça-feira, 1 de abril de 2008
Cursos de Especialização Tecnológica (CET)
Que instituições podem assegurar a oferta de CET?
Dados os objectivos e as características dos CET, os estabelecimentos de ensino superior desempenham um papel preponderante no quadro da rede de oferta.
As instituições de formação de nível de ensino não superior devem firmar parcerias com estabelecimento de ensino superior, para além das estabelecidas com as entidades empregadoras.»
Fonte: ANQ







