Este espaço destina-se a um lugar de troca de informação, recursos e debate para os profissionais da Educação e Formação de Adultos.
terça-feira, 18 de março de 2008
Um trabalho realizado...
segunda-feira, 17 de março de 2008
Formação Modular (II)
As entidades formadoras cujas áreas de educação e formação tenham merecido decisão favorável na candidatura de acreditação e não constem no CNQ, devem consultar a Orientação Técnica 9 (disponível no site da ANQ www.anq.gov.pt em "Nova portaria dos cursos EFA e formações modulares" - "explicitação da nova portaria e orientações técnicas").
Uma entidade formadora certificada pode desenvolver formações modulares apenas da componente de formação de base?
Sim. Contudo, nas entidades com estruturas formativas certificadas que não sejam estabelecimentos de ensino públicos ou privados ou cooperativos com autonomia pedagógica, incluindo as escolas profissionais ou centros de formação profissional de gestão directa ou protocolares, a formação de base não pode ultrapassar um terço do volume total anual da formação realizada.
Um centro de formação profissional pode desenvolver apenas formações modulares da componente de formação de base?
Sim, pode.
Uma entidade formadora certificada pode desenvolver formações modulares apenas da componente tecnológica?
Sim. Contudo, em percursos cuja duração seja superior a 300 horas, exige-se que 1/3 das UFCD seja de formação de base.
Existe área de PRA (portefólio reflexivo de aprendizagens) em formações modulares tal como acontece nos cursos EFA de nível secundário?
Não existe.
Existe o módulo "Aprender com autonomia" em formações modulares tal como acontece nos cursos EFA de nível básico?
Não existe.
Como é que uma entidade formadora pode converter a sua oferta formativa em Unidades Modulares Certificáveis?
Deve formatar a sua oferta de acordo com as UFCD disponíveis nos referenciais de formação constantes no Catálogo Nacional de Qualificações.
É possível organizar um curso de formação modular com UFCD de percursos de nível básico e secundário?
Sim, é possível. Neste caso, deve ser considerada a condição de acesso definida para as UFCD integradas num percurso de nível secundário, ou seja, uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.
A carga horária de 600 horas é anual ou é associada a um curso?
É associada a um curso.
Qual a duração de um curso de formação modular?
A duração de um curso de formação modular pode variar entre 25 e 600 horas.»
Fonte: ANQ
domingo, 16 de março de 2008
Língua estrangeira: passaporte para novas oportunidades.
Excelente recurso para formadores de L.E.
RVCC Profissional
O processo consiste na avaliação das competências detidas pelos candidatos face a um Referencial de Formação Profissional correspondente a um curso de formação desenvolvido no IEFP e contemplado no Catálogo Nacional das Qualificações.
Para obter a certificação final, os candidatos devem demonstrar possuir todas as competências correspondentes ao curso de formação profissional.
O processo é desenvolvido ao longo de um conjunto de sessões durante as quais os candidatos são apoiados, por técnicos e formadores da área profissional em causa, na identificação e reconhecimento das respectivas competências e na recolha de evidências que as comprovem, bem como na respectiva demonstração.
Posteriormente, os candidatos são avaliados por uma comissão que valida as competências detidas e identifica as competências em falta, indicando a formação adicional que deve ser frequentada para obter a certificação final.»
Mais informação aqui.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Novas Oportunidades para Gerir Mudanças
4 de Abril de 2008
Organização: Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal
Director do CNO da
Presidente da Câmara Municipal de Pombal
Representante da DREC
Presidente da ANQ
- RVCC PRO e o Catálogo Nacional e Qualificações - Dra. Maria Francisca Simões (ANQ)
11:15 - Pausa para café
11:30 - Impacto e operacionalização do RVCC PRO - Dr. José Leitão
- Moderador: Dr. Luís Alcoforado (FPCE -UC)
Partilha de experiências dos Centros Novas Oportunidades de:
Sever do Vouga – RVCC – NS com recurso ao Moodle
Escola Secundária de Vizela – NS com recurso a blogues
Apresentação das conclusões e esclarecimentos
e.Book: EFA
"A presente publicação constitui um instrumento de trabalho orientador do desenvolvimento do módulo "Aprender com Autonomia" dos Cursos EFA de nível básico (B1, B2 e B3).O presente documento estrutura-se em duas partes:
a) fundamentação, na qual se explicitam os objectivos deste módulo e se apresentam orientações metodológicas;
b) organização do módulo, na qual se apresentam as unidades de competências, respectivos critérios de evidência e sugestões de actividades.
As competências, os critérios de evidência e as actividades sugeridas são idênticas para os três níveis de proficiência em que se organiza esta oferta formativa, apresentando-se, no entanto, algumas propostas de actividades complementares, destinadas a grupos constituídos por adultos que anteriormente frequentaram já um Curso EFA." ANQ
O dia depois de amanhã.
Em solidariedade com os professores escrevi..."Dia 8 de Março marca uma viragem histórica no interior da classe docente. De nada importa que a Ministra da Educação ou a sua equipa se mantenham em função ou não. Se é suspenso ou não o modelo de Avaliação de Professores. O que importa é que, em 140.000 professores, 100.000 estiveram na Avenida da Liberdade e desceram até ao Terreiro do Paço. Talvez uns milhares mais tivessem também desejo de estar presentes mas por motivos insuperáveis não puderam estar. Talvez as televisões e os jornais tivessem mais poder em Portugal sobre a Opinião Pública e algo mudaria.
Efectivamente, pelas últimas notícias, nem a Ministra da Educação se demitiu, nem o Primeiro-Ministro mostra nenhuma mudança de discurso e, principalmente, a equipa da 24 de Julho não mudou.
Mas uma coisa mudou. Os professores olharam para si pela primeira vez como uma classe. Não como uma manta de retalhos de profissionais da educação. Mas como professores. Uma classe unida por uma causa. Talvez a avaliação, mas principalmente por aquilo que acreditam: o ensino.
Os sindicatos capitalizaram poder. A esquerda reclamou uma certa vitória, mas a verdade é que quem mais ganhou foram mesmo os professores. A força que agora sentem ter como classe talvez lhes aponte o caminho de soluções criadas, pensadas, organizadas para essa mesma classe. Não os interesses de uns e de outros. Mas de uma verdadeira lógica colectiva.
É dessa realidade, que devidamente capitalizada, o Ministério da Educação deveria temer.
Sabendo desta força, o poder mediático do governo fez-se sentir em todas as televisões, rádios e jornais, nos dias antes e no próprio dia. O Primeiro-Ministro esperou pelo dia seguinte. Falou da força da razão. Falou da irrelevância dos números. De facto, não é isso que o preocupa. É o a auto-consciencia de classe que imediatamente tratou de travar ao dizer: “Vamos continuar a avançar.”.
Esta frase e esta atitude colocam os professores novamente na linha de partida. Como se tivessem regressado dias para trás e estivessem agora, novamente, à procura de se organizar para uma manifestação. A diferença está numa só coisa. Simples mas poderosa. Agora os professores sabem que existem como consciência colectiva. E como inteligência colectiva. São dos elementos sociais com mais poder de comunicação, de informação e de confiança social.
A mostra de força política e de actuação sobre a ordem das coisas é algo que lhes falta ainda. Não é criar o caos. É desordenar o certo, o previsível, o existente. Só assim se provocam oscilações no todo social que podem provocar mudanças. Fazer uma manifestação, estar presente, ir e vir de autocarro ordeiramente organizados, tudo isso tem a beleza do momento, a virtude de mostrar a força mas não provoca agitação. A agitação visível que urge nascer para a mudança ter lugar.
Agora a questão é de mudança. Não de manifestação de desagrado.
Resta saber o que vão fazer, os professores, no dia depois de amanhã…"
Texto do autor publicado no Jornal Trevim.quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
O Cartão.
Tomei consciência que nas visitas que tenho feito aos CNO para júris de validação que ainda não se utiliza, por desconhecimento, o cartão de inscrito.Aqui fica o modelo. O cartão pode ser obtido pelos CNO no site da ANQ.
Este é um instrumento referido na Carta de Qualidade. Este deve ser entregue a todos os adultos inscritos num Centro Novas Oportunidades. Este Cartão deve ser preenchido e impresso pelos Centros Novas Oportunidades
Ainda sobre a Língua Estrangeira (EFA e RVCC NS).
«Qual o número mínimo de créditos que o formando tem de obter na língua estrangeira? Um é suficiente?
Não. A questão deve ser formulada da seguinte forma: existe na área de CLC um conjunto de competências que têm que ser demonstradas em língua portuguesa e em língua estrangeira; o crédito só é atribuído se a competência for evidenciada em língua portuguesa e em língua estrangeira. Não existem créditos específicos para a língua estrangeira.
Em termos metodológicos é possível introduzir esta vertente da língua estrangeira nos vários Núcleos Geradores dos Referenciais de Competências?
A língua estrangeira está presente em algumas das competências da área CLC. Nessas competências e quando se trata de alguém que já tem alguns conhecimentos em língua estrangeira mas que não validou todas as UFCD/UC de CLC, tem de completar as aprendizagens nas competências específicas associadas à língua estrangeira.
Para quem apresenta dificuldades em validar competências em língua estrangeira, o Catálogo Nacional de Qualificações dispõe de duas UFCD de língua estrangeira (iniciação e desenvolvimento) associadas á componente de formação de base dos referenciais de formação de nível secundário, à semelhança do que acontece para o nível básico, os quais acrescem à carga horária definida no plano de formação.
Num mesmo percurso EFA-NS podem existir 2 línguas estrangeiras distintas?
Não. No mesmo percurso só existe lugar à validação de uma língua estrangeira.»
Fonte: ANQ.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Ponto Nacional de Referência para as Qualificações
Funções:
Fonte e pode saber mais aqui.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Formação Modulares
As formações modulares destinam-se a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos à data do início da formação. É permitida a frequência de formandos com idade inferior a 18 anos desde que estejam comprovadamente inseridos no mercado de trabalho ou em centros educativos.
Qual a habilitação escolar exigida aos formandos que pretendam frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível básico?
As Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível básico destinam-se, prioritariamente, a adultos com níveis de habilitação escolar inferiores ao 3º ciclo do ensino básico.
E para frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível secundário, qual a habilitação escolar exigida aos formandos?
As Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível secundário destinam-se apenas a adultos com habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.
E para frequentar Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível pós secundário, qual a habilitação escolar exigida aos formandos?
O acesso, organização, gestão, funcionamento, avaliação e certificação de Formações Modulares compostas por UFCD integradas em percursos de nível pós secundário são regulados no âmbito da legislação aplicável aos cursos de especialização tecnológica (Decreto-Lei nº 88/2006, de 23 de Maio).
Quando a UFCD a desenvolver é comum a dois referenciais com níveis de formação diferentes quais são as habilitações escolares exigidas?
As habilitações escolares exigidas para desenvolver uma UFCD comum a dois referenciais com níveis de formação diferentes devem ser as mínimas; por exemplo, para UFCD comuns a percursos de nível básico e de nível secundário, deve ser considerada a condição de acesso ao nível básico.
É possível um formando com o 3º ciclo do ensino básico frequentar um percurso de formação modular organizado em UFCD de percursos de nível básico?
Sim, a frequência de UFCD inseridas em percursos de nível básico dirige-se, prioritariamente a adultos com níveis de habilitação escolares inferiores ao 3º ciclo do ensino básico, mas não inibe o acesso a indivíduos com habilitações superiores.
É possível um formando com o 1º ciclo do ensino básico frequentar um percurso de formação modular organizado em UFCD de percursos de nível secundário?
Não. O acesso a UFCD inseridas em percursos de nível secundário exige uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico.
É possível um formando com uma licenciatura frequentar a formação modular?
Sim, o acesso a UFCD inseridas em percursos de nível secundário exige uma habilitação escolar de, pelo menos, o 3º ciclo do ensino básico, o que não inibe o acesso a indivíduos com habilitações superiores.
quinta-feira, 6 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Uma proposta de trabalho.
A Dr. Filomena Sousa, que comigo administra já o espaço de debate do Google Groups sobre o RVCC/NO e que tem tido uma dinâmica muito interessante, assim como, ajudado a tirar muitas dúvidas a muitos adultos e profissionais/formadores, deixou esta resposta a uma dúvida que penso, pela sua pertinência e qualidade merecia o devido destaque. Aqui fica.«O exemplo de uma das metodologia que permitem à equipa CNO orientar os adultos no sentido de cruzarem as competências (acções) dos temas de cada núcleo com os vários domínios de referência e a respectiva história de vida:
É uma metodologia que implica a participação activa dos adultos e alguma dinâmica de grupo:
Depois de descodificar e esclarecer acerca do(s) tema(s) de determinado núcleo pede:
1) Aos adultos para considerarem tudo o que já escreveram sobre a sua história de vida e pensarem num (ou em vários) momento(s) da sua vida no qual se confrontaram com experiências que têm a ver com aquilo que se esteve a falar;
2) Depois de pensarem, os adultos, individualmente, devem escrever um parágrafo curto sobre o assunto (devem escrever sobre essa experiência contextualizando-a – o quê, quando, como, porquê…entre 5 a 10 linha);
3) Passado o tempo estipulado (mesmo que uma ou duas pessoas esteja com dificuldades) os adultos devem juntar-se em grupos – 3, 4 ou 5 pessoas por grupo;
4) Apresentam o que escreveram aos colegas (só aos do seu grupo) e debatem sobre se as experiências se enquadram ou não nos temas. Se alguém do grupo teve dificuldades os colegas devem ajudá-lo a explorar hipóteses.
5) Cada grupo elege um porta-voz que irá comunicar à totalidade dos adultos e ao formador um (ou dois) exemplo(s) de situações que viveram e que têm a ver com as competências do tema – núcleo em causa;
6) Verificam-se as dúvidas que ainda existem em debate geral e o formador pede para, em casa, os adultos desenvolverem tanto quanto possível a(s) experiência(s) escolhidas, documentá-las e colocá-la(s) no devido sítio do portefólio (momento que os adultos já identificaram quando escreveram o parágrafo).
Os formadores devem acompanhar os grupos e esclarecer dúvidas. Informar se o grupo está a ir no bom caminho ou se está muito “perdido”.
As regras devem ser claras, nomeadamente o tempo que têm para escrever (cerca de 10 minutos) e reunir (...a decidir).
Os adultos só devem ser informados de que vão fazer grupos depois de terem escrito as experiências individualmente;
Quem não quiser partilhar a sua experiência tem esse direito mas deve participar num grupo de debate;
Usualmente os adultos chegam a resultados muito interessantes, partilham experiências, percebem onde “se quer chegar”, motivam e são motivados pelos colegas.
terça-feira, 4 de março de 2008
Projecto Vidas
O Projecto Vidas/ Certificação para Todos foi um dos vencedores do Concurso de Ideias lançado pelo Programa EDV-Digital, promovido pela ADReDV – Associação de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga, com financiamento POS- Conhecimento, para apoiar a produção de conteúdos multimédia relevantes de interesse público.
Trata-se de um projecto que visa procura atingir quatro objectivos:
- Facilitar, pela via tecnológica, a divulgação do Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC);
- Estimular a participação da população adulta em processos de aprendizagem ao longo da vida que conduzam a um aumento das suas qualificações escolares e profissionais;
- Criar uma estrutura de aprendizagem assistida que possa operar como módulo introdutório a processos de RVCC;
- Promover a construção autónoma de percursos de RVCC.»
segunda-feira, 3 de março de 2008
Um ano de Blog RVCC/NO!
Pois é! Este blog faz hoje o seu primeiro ano de vida. Este ano foi passado entre as informações, as pessoas que conheci, as ajudas e trocas de ideias e as conversas. Este blog deixou de ser meu para ser de todos aqueles que o visitam diariamente (e são já 500 +- e estamos nas 150.000 visitas!). Obrigado a todos os que aqui procuram e partilham informação e comentários. Parabéns a todos! Esperamos estar cá mais um tempo para trocar ideias e projectos!domingo, 2 de março de 2008
CNO Destaque do Mês de Março
Em destaque neste Mês de Março estará o CNO do Agrupamento de Escolas João Franco no Fundão. Este CNO revela um trabalho consistente e tem como mais-valia determinante a qualidade da equipa de coordenação, formadores e profissionais que acompanham os adultos candidatos a certificação de uma forma humana e muito profissional. O enquadramento geográfico do seu trabalho revela uma dedicação e potencialidade de intervenção para o combate à exclusão escolar de muitas pessoas que, sem ser por via do processo RVC, não teriam possibilidades de novamente "regressar" à escola. A toda a equipa os meus sinceros parabéns.Narrativa de Vida: Digital...
sábado, 1 de março de 2008
Avaliar um Professor.
"Estamos em 2008 e o presente executivo governamental refere que irá, a todo o custo, implementar o processo de avaliação de professores. Pois bem… Como se avalia um professor? Ou melhor, como se avalia o desempenho de um professor?
A regulamentação que entrará em vigor, fala, entre muitas outras coisas, que a avaliação do docente está relacionada com as notas que os alunos têm na sua disciplina. Este não é o único parâmetro, mas é um deles.
Ora, sabendo nós que as escolas têm por tendência a criação das chamadas “turmas de nível”, isto, alunos bons todos juntos numa mesma turma, assim como, os que têm maior dificuldade também todos juntos noutra turma, resultará em duas coisas… Ou o mesmo professor é bom e mau… ou existirão professores muito bons e outros muito maus…
Existe neste processo um princípio de base muito errado. Começou com a divisão de uma carreira feita, não pelo mérito, mas pela tecnocracia de um sistema artificial de valorização de alguns em detrimento de outros. Avançou com o erro colossal de colocar nas escolas, sem ajuste, um poder centralizado na figura de uma só pessoal, o director. Passou e passa diariamente pela existência de dezenas de reuniões para mostrar um trabalho que não se consegue fazer por não ser possível estar numa reunião e preparar aulas e actividades ao mesmo tempo. Ganhou força e nos últimos anos tem sido evidente essa mesma força, na introdução de práticas burocráticas e ultrapassadas de controlo e registo que transformam os docentes em funcionários públicos administrativos que, por mero acaso, também dão umas aulas. Prosseguiu por via do afastamento dos alunos do contexto de aprendizagem. Introduziu nas escolas uma tecnologia sem mudar metodologias. E culmina agora com uma forma de avaliação que não fará mais do que dividir os professores, levado pelo temor de cumprir e não pela vontade e motivação de fazer melhor, a serem polícias de si mesmos na pior visão que se pode ter do que o Estado espera de uma profissão e de profissionais que se desejam humanistas, humanos e presentes.
Sou, como sempre fui, a favor de uma igualdade entre o trabalho dos professores e dos restantes profissionais de qualquer outro sector. Como tal, concordo plenamente com a avaliação de desempenho. Mas não esta. Não desta forma.
Rege a lei da guerra, do Japão do século XII que a melhor estratégia num combate em que a força é desigual é sempre a de dividir para reinar. Maquiavel adaptou depois essa teoria para alertar o príncipe… e leia-se, ou melhor, leiam aqueles que a estão a implementar, que Maquiavel pensava que os perigos de ter muitos contra muitos era muito maior do que a de ter aqueles que faziam da mudança de mentalidade a sua profissão, junto a si, a trabalharem consigo no futuro da educação e no futuro de uma nação.
Pensemos pois que avaliar um professor é ser capaz de dizer como, com que qualidade, de que mãos sai o futuro de um país e não se este é melhor, mais ou menos “excelente” do que o outro. Uma escola não é um professor. São todos. É uma comunidade. Um comunidade construtora do futuro."
Do autor, publicado no Jornal Trevim.



