quinta-feira, 25 de outubro de 2007

MemóriaMedia


O projecto MEMORIAMEDIA tem como objectivo fixar por meios multimédia momentos da tradição oral portuguesa e lusófona, organizar e divulgar os conteúdos adquiridos no formato web-vídeo.


Para ler, pensar e valorizar...

«Na reflexão sobre si próprio em que o sujeito, numa dinâmica de compreensão, objectiva a sua forma de falar do mundo em que está inserido, o sujeito, num distanciar crítico da sua forma de pensar as coisas, transforma-se num «objecto» para si próprio, o que permite tornar a sua consciência mais crítica e mudar atitudes e formas de agir.
A conscientização leva à construção de patamares sucessivos de participação em acções de formação e de transformação numa sociedade activa. Isto é, a formação de educadores/as, professores/as e formadores/as numa perspectiva de conscientização implica uma “cultura não- tranquilizante da educação de adultos”.»
Fonte: UP
Fica aqui um interessante documento de reflexão para profissionais e formadores: Educação de Adultos.

Certificação Profissional?

«O QUE É?
É um processo que visa contribuir para a melhoria contínua dos trabalhadores, reconhecendo e certificando as competências profissionais que detêm e identificando as que lhes faltam de modo a tornarem-se mais competitivos no mercado de trabalho, aproximando-se das reais necessidades do tecido produtivo.
Assim, a certificação profissional permite assegurar que um profissional detém as competências necessárias ao exercício de uma profissão, por referência a um descritivo de actividades de referência fixadas no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Profissional (SNCP).
A Certificação Profissional expressa-se pela emissão de um Certificado de Aptidão Profissional (CAP) e pode ser obtida, cumprido que seja o requisito das habilitações literárias exigidas, através de uma das seguintes formas:
- Com base em frequência de curso de formação profissional, devidamente homologado;
- Com base em experiência profissional devidamente comprovada;
- Com base no reconhecimento/equiparação de títulos profissionais ou de formação emitidos noutros países comunitários ou, nos casos em que existam acordos de reciprocidade de reconhecimento de títulos, em países terceiros.»
Veja aqui se a sua profissão já é certificada: IEFP

Ainda tem dúvidas em fazer o processo RVCC?

Para todos aqueles que precisam só de um pequeno gesto ou pensamento para mudar a vida...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Os números, a Carta de Qualidade e o RVCC.

Alguns números a ter em conta:

Duração das sessões presenciais de reconhecimento: RVC escolar: entre 25 e 40 horas para o nível básico e entre 35 e 60 horas para o nível secundário.

Duração média da formação complementar: Entre 25 a 50 horas, por adulto que frequenta formação complementar.

Duração do Júri de Certificação: Entre 30 a 60 minutos por adulto (RVCC escolar)

Nº máximo de adultos numa sessão de Júri de Certificação: 6 adultos por sessão de júri de certificação

Plano de desenvolvimento pessoal elaborado no final do processo RVCC: 100% para todos os adultos certificados.

A Carta de Qualidade dos CNO.

RVCC Secundário: Hipótese de Trabalho 3

terça-feira, 23 de outubro de 2007

(Bons) Princípios da Carta de Qualidade - CNO

Princípios Gerais:

Disponibilização de Livro de Reclamações a todos os utentes dos Centros Novas Oportunidades, respeitando os princípios da legislação em vigor para estas matérias.

Inscrição no Centro Novas Oportunidades e deve ser entregue a cada adulto um Cartão de Inscrito.

Ao nível do Acolhimento:

Independentemente de poder ser individual ou organizar-se em sessões de pequenos grupos, o atendimento de cada adulto deve ser sempre personalizado, tendo em consideração as suas características, experiência, motivações e expectativas.

Ao nível do Diagnóstico:

Prevê-se que, no mínimo, se realizem, por adulto, duas sessões de diagnóstico/triagem.

Ao nível do Encaminhamento:

Têm de ser realizadas pelo menos duas sessões com estes objectivos – uma para apresentação das possibilidades de qualificação e outra para decisão negociada.
O adulto pode ser encaminhado para um processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, ou para um percurso de formação alternativo. o encaminhamento é feito mediante a definição de um Plano Pessoal de Qualificação (PPQ), a disponibilizar no SIGO.

Ao nível do RVC:

Os profissionais de RVC iniciam as sessões de balanço de competências com os adultos, de forma individual, ou em pequenos grupos. As sessões baseiam-se na mobilização de um conjunto de instrumentos, que devem ser adaptados, caso a caso, em função das experiências significativas e dos interesses específicos de cada adulto.
No âmbito do reconhecimento de competências, pode ainda haver lugar ao desenvolvimento de formações complementares, no Centro Novas Oportunidades, cuja duração não ultrapasse as 50 horas/adulto.

Ao nível da Certificação:

A validação e a certificação de competências obedecem aos seguintes princípios:
• há uma distinção clara entre o papel da equipa técnico-pedagógica do Centro Novas Oportunidades e o do avaliador externo, competindo a este último a aferição e afirmação social do processo RVC desenvolvido, no âmbito da avaliação/validação das competências do adulto;
• a preparação da sessão de certificação implica que haja um trabalho conjunto, por parte da equipa do Centro Novas Oportunidades e do avaliador, de análise e avaliação do PRA de cada adulto proposto a júri;
• os resultados de avaliação decorrentes da sessão de certificação são apresentados e explicados ao adulto pelo júri.

Ao nível do Plano de Desenvolvimento Pessoal: (muito positivo).

Esta etapa consiste na definição de um Plano de Desenvolvimento Pessoal para cada adulto certificado pelo Centro Novas Oportunidades, tendo em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da vida após o processo de RVCC.
Fonte: Carta de Qualidade dos CNO - ANQ 2007.

Rvcc Secundário: Hipótese de Trabalho 2

WebCast - Formação on-line em TIC

A Microsoft e o CRIE, no âmbito do Programa Parceiros na Educação, vão promover os Ciclos WebCast Educação , destinados aos coordenadores TIC e aos professores em geral.
Os seminários WebCast são sessões de formação e informação transmitidas via Web e que têm a vantagem de poderem ser consultadas posteriormente acedendo à sua gravação. Haverá em breve um sobre e.portefólios...



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

RVCC Secundário: Organização do Processo 1

Para os adultos que visitam este blog...

Maria Florinda Poças, 36 anos, ajudante agrícola, é um exemplo de sucesso que importa registar. Aexperiência profissional anterior (por exemplo, tricotadeira) e o forte desígnio para novas aprendizagens, foram motivos suficientes para aceitar o desafio. Excertos de uma breve conversa:
Equipa de Projecto (EP) – Em que altura começou, como soube do processo RVCC ?
Maria Florinda Poças – Em Setembro. Recebi uma carta daqui (CRVCC), mas não tinha conhecimento do processo... dias depois soube pelo jornal e pela rádio.
EP – Como reagiu ao ler a carta ?
MF Poças – Foi uma reacção um bocado esquisita. Pensei que era para o meu filho (que frequenta aqui a escola) iniciar o ano lectivo. Depois li o conteúdo todo e o meu marido, que já tinha lido acarta, disse: “És parva se não fores..!”
EP – O que a motivou então a responder ?
MF Poças – No futuro, o meu patrão poderá abrir um escritório em Montemor-o-Novo, pode dar jeito. Há meses que sentia essa necessidade. Comecei a pensar... Será que vou continuar aqui? Se não tivermos conhecimentos de computadores e sem o 9.º ano, nos dias de hoje, é complicado.
EP – Tinha o 2.º Ciclo (6.º Ano) quando chegou ao Centro. Com que idade deixou de estudar ?
MF Poças – Com 14 anos (...). Não gostava da escola e deram-me a escolher: ir à escola ou fazer malhas à máquina. Como adorava fazer malhas à máquina, não pensei duas vezes !
EP – Trazia consigo a ideia de escola ?
MF Poças – Não. Pensei muita coisa... mas acabei por ser surpreendida positivamente. Acho que agora dou mais valor às pequenas coisas da vida, do que na altura. Fui recordar coisas da minha vida. Por exemplo, a carta de condução. Preciso dela todos os dias e não dava valor à formação quetive e ao que aprendi, agora acabo por dar.
EP – Para quem nos lê, sabe agora em que consiste um processo RVCC ?
MF Poças – Tem muito a ver com a disponibilidade das pessoas e com aquilo que fazem. Explicar é complicado, mas dizer das vantagens é mais fácil. Quem pense evoluir na carreira é aconselhável. Tive um convívio espectacular com as formadoras. Foi muito bom.
EP – Que conselhos daria a uma pessoa que pensa obter a certificação escolar, através do RVCC ?
MF Poças – Tentar conciliar da melhor maneira o trabalho com isto (processo). Ninguém sabe o dia de amanhã. Hoje pode estar com um bom emprego e não precisar do 9.º ano, mas depois pode necessitar dele. Aprender a dar valor às coisas. Por exemplo, para mim a aprendizagem mais importante foi na área da informática. Agora trabalho com ele (computador) sozinha.
EP – Que tipo de dificuldades sentiu e de que forma as ultrapassou ?
MF Poças – Uma das dificuldades foi a época em que conclui o processo (período de Natal). Tive alguma formação complementar na Matemática para a Vida e também em TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação). Na parte da Cidadania e Empregabilidade, recorri à experiência que já tinha na Fotografia e nos Bombeiros. Em relação ao Português [Linguagem e Comunicação também correu bem.
EP – Que balanço faz desta experiência no RVCC ? Tem novos projectos para a sua vida, continuar a estudar ou a fazer formação ?
MF Poças – Em relação a mim própria fez-me muita diferença. Estudar não... Só numa situação de um dia fazer o RVCC secundário. O meu marido está à espera do RVCC secundário, tem o 11.º ano.
EP – Três palavras finais que caracterizam um processo RVCC ?
MF Poças – Espectacular... experiência única !
In: MFP

sábado, 20 de outubro de 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

CNO Almodôvar: Dinamismo e Inovação.

Gostaria de partilhar com os leitores deste blog um CNO com que tenho tido contacto informal e que pelo dinamismo, qualidade e inovação se destaca. Os meus parabéns a toda a equipa com votos de sucesso com sincero reconhecimento pelo trabalho feito e destaque ao dinamismo de António Espirito Santo, elemento deste CNO.

O "Centro Novas Oportunidades – Almodôvar", Centro sediado na Escola EB2,3/S Dr. João de Brito Camacho está a cumprir um ano de prática no terreno como "Centro Novas Oportunidades".

Sendo o projecto "Novas Oportunidades" um projecto que visa a qualificação massiva de todos os portugueses, quer ao nível do ensino básico quer do secundário sob o lema de que uma população com mais qualificação é sinónimo de um país melhor e mais bem preparado para contribuir para o avanço económico e social, bem como para uma maior aproximação com os nossos parceiros Europeus.

Estando o "CNO de Almodôvar" inserido numa densa área geográfica, pobre e envelhecida, com baixa taxa de escolaridade tem sido nossa preocupação chegar perto de toda a nossa população alvo, bem como contribuir activamente para a inserção/reinserção de adultos discriminados pela sociedade pelos mais variados motivos.

Exemplo dessa prática já desenvolvida, é o protocolo de parceria assinado com a associação de recuperação de toxicodependentes - ART sediada no concelho de Castro Verde, bem como a itinerância ao nível da formação e acções de RVC nas suas instalações, onde irão ser desde já certificados dez adultos com nível B3 e aguardam inicio de processo um grupo de oito adultos para certificação B3 e mais cerca de 15 adultos/utentes da ART ao nível secundário.
ART é uma Associação sem fins lucrativos com o reconhecimento e apoio do Instituto da Droga e da Toxicodependência – I.D.T. tem como objectivo a reestruturação física e psicológica de todos os sujeitos que sofrem de dependências, assim com a sua posterior reinserção na sociedade.

De realçar, também, todo o trabalho de Equipa na elaboração de materiais para a realização do Processo de RVC a uma adulta com mais de 75% de cegueira, tendo no final do processo lhe sido conferidas as competências para a certificação do 9º ano de Escolaridade.

Assim, e achando estarmos no bom caminho para as "Novas Oportunidades para todos", vimos por este meio solicitar a V. Excelência informações acerca da possibilidade de se adaptar o referencial de competências chave de nível básico na adultos portadores de deficiência mental. De nossa iniciativa, e no pressuposto das novas oportunidades para todos os cidadãos, o CNO de Almodôvar, estabeleceu já um protocolo de parceria com uma instituição local/regional, designada CERCICOA - Cooperativa de Educação Reabilitação de Crianças Inadaptadas e Solidariedade Social dos Concelhos de Castro Verde, Ourique e Almodôvar. Uma vez que o raio de acção desta instituição são todos os concelhos limítrofes, coincidentes com os do CNO Almodôvar e com o intuito de possíveis futuras colaborações, bem como pela necessidade de conhecer a realidade envolvente da Deficiência. Certos da importância da inserção destes nossos portugueses no sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e dado o nosso papel gostaríamos de estar informados sobre o desenvolvimento desta questão.

Assim, para as "Novas Oportunidades para Todos", estamos a receber informações acerca da possibilidade de se adaptar o referencial de competências chave de nível básico a adultos portadores de deficiência mental no nosso Centro.

Certos da importância da inserção destes nossos portugueses no sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e dado o nosso papel, achamos que estamos no caminho ideal para uma Nova Oportunidades para Todos.
O Director do Centro Novas Oportunidades - Almodôvar
Dr. Jorge Alves»

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ler devia ser Proibido...

RVCC Secundário: Dúvidas e WorkShop

Como implementar a triagem no Processo RVCC Secundário?
Que instrumentos utilizar?
Que práticas e que recursos?
Que organização para o dossier?
Que regras de trabalho?

São estas as muitas dúvidas que neste momento correm entre os CNO e entre os seus profissionais.
Neste âmbito, na próxima semana este Blog irá deixar por dia, uma reflexão em torno dos diferentes momentos do processo RVCC para o Nível Secundário.
Pensamos com esta intervenção poder esclarecer algumas dúvidas e/ou partilhar algumas práticas que possam resultar numa melhoria ou esclarecimento dos pontos do referencial.
Estamos também a organizar um Workshop que, provavelmente, se realizará no mês de Novembro. A lotação será de 20 pessoas e terá como objectivo reflectir e trocar experiências e conhecimentos/recursos no âmbito do processo RVCC de Nível Secundário.
Se tem interesse em participar envie um email para: workshoprvcc@gmail.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Abertura de Candidaturas.

Programa Aprendizagem ao Longo da Vida - Convite Geral à Apresentação de Candidaturas 2008.

A Comissão Europeia publicou o novo convite geral à apresentação de candidaturas para o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida para o ano 2008 bem como os seguintes documentos:
- Prioridades Estratégicas;
- Informação Administrativa e Financeira
- Guia do Candidato
Esta informação encontra-se disponível no seguinte endereço: PALV

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O e.portfólio e o RVCC

Uma das formas de intervenção com os adultos no processo RVCC Secundário é a utilização e criação de dossiers que não sejam realizados em formato de papela, mas sim criados numa perspectiva de e.portfólios.

«Os e.Portfolios como documentos personalizados do percurso de aprendizagem, são logicamente ricos e contextualizados. Contêm documentação organizada com propósito específico que claramente demonstra conhecimentos, capacidades, disposições e desempenhos específicos alcançados durante um período de tempo. Os Portfolios representam ligações estabelecidas entre acções e crenças, pensamento e acção, provas e critérios. São um meio de reflexão que possibilita a construção de sentido, torna o processo de aprendizagem transparente e a aprendizagem visível, cristaliza perspectivas e antecipa direcções futuras.” (Jones & Shelton, 2006: 18-19)O portfolio electrónico, também conhecido como e-portfolio, ou portfolio digital, é um conjunto de provas electrónicas (ferramentas, incluindo processamento de texto, ficheiros electrónicos como o Word e ficheiros PDF, imagens, multimédia, blogs e links Web etc.) colocado e gerido por um utilizador, usualmente online. Os e-portfolios permitem ao utilizador demonstrar as suas capacidades e também expressar as suas opiniões e questões pessoais, e, se o utilizador estiver on-line ele pode manter uma dinâmica permanente, gerindo o seu e-portfolio da forma mais adequada e conveniente. Algumas aplicações dos e-portfolios permitem vários graus de acesso, por isso o mesmo portefolio pode ser utilizado para diferentes situações, ou propósitos.
Além dos materiais já referidos, um e-Portfolio inclui reflexões do aluno sobre o seu conteúdo e respectivo processo de aprendizagem e ligações entre os vários componentes. Os e-Portfolios podem ser diversos como as diferentes pessoas de uma comunidade. Num e-Portfolio, o aluno escreve a sua própria história e é responsável pela sua publicação/distribuição.
O e-portfolio é a identidade de cada sujeito em transformação em cada contexto, enquanto construtores do seu desenvolvimento ao longo da vida. É, portanto, uma ferramenta de apoio à mudança!
O processo de criação de um e-Portfolio pode ser resumido nas seguintes acções: coleccionar, seleccionar, reflectir e relacionar.

Em 2003, o consórcio europeu EifEL lançou a campanha “ePortfolio para todos”, cujo principal objectivo é o de que, em 2010, todo o cidadão europeu tenha acesso a um e-Portefólio.
O e-Portefólio, no actual contexto europeu, surge como um instrumento de facilitação da mobilidade, da transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais realizadas ao longo da vida.»
In: Tecnologia & Educação

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Carta Aberta

Aos dirigentes políticos da Iniciativa Novas Oportunidades.

“Diga-me uma coisa, disseram-me que este 9.º ano, tirado assim, não vale o mesmo que o 9.º não tirado na escola…”
Foi com esta frase que uma adulta me abordou à saída de um júri de validação.
Perguntei porque razão pensava isso, explicando que o valor é o mesmo. Disse-me que algumas empresas da região onde se encontrava não consideravam exigente o processo e por isso preferiam “outros 9.º anos”…
Este texto é uma alerta.
Ao longo de 5 anos de trabalho tenho visto o melhor e o pior da implementação do processo RVCC. Deixo aqui hoje um alerta.
É altura de deixar de pensar em números políticos. É altura de recentrar o processo nos adultos e na qualidade e exigência que merecem que o processo RVCC tenha. É altura de dar vez aos excelentes profissionais que trabalham nos CNO e deixar que estas equipas façam com qualidade e com credibilidade a implementação de um projecto que tem tudo para ter sucesso. É altura de reforçar as acções de curta duração e associar estas actividades aos processos de RVCC. É altura de pensar que apoios podem ser dados pelas entidades coordenadoras aos CNO para flexibilidade das metas a cumprir. É altura, não de criar e remeter para os CNO “cartas de qualidade” mas de deixar que estes efectivamente implementem práticas, como muitos já o fazem, de valorização do adulto e da Iniciativa Novas Oportunidades. É altura de reforçar o papel dos avaliadores externos e credibilizar a sua actuação fazendo chegar às entidades competentes pareceres válidos e a tempo de possibilitar correcções ou averiguações em momentos efectivos de actuação. É preciso valorizar os coordenadores, técnicos e formadores pois o seu trabalho é a fonte de todo o processo. È preciso organizar formação, debate, reflexão, partilha de práticas e recursos, criar comunidades de aprendizagem entre estes profissionais para um trabalho partilhado numa qualidade desejada por todos.
Eis a encruzilhada. Eis o momento decisivo.
Aos decisores políticos uma palavra e um desafio. Pensem que a valorização do processo RVCC valorizará não só a sociedade como um todo, mas cada um dos adultos individualmente que por este processo passaram ou estão a passar e todos nele envolvidos. Pensem em seriamente implementar um projecto que tem que passar necessariamente pela Qualidade, Rigor e Exigência real ou cairá num facilitismo que o levará ao descrédito. É altura de decidir, mudar, qualificar o processo RVCC.

Opções de Formação - Candidato(a) ao 1º emprego

«Pretende obter os conhecimentos e competências necessários ao desempenho de uma profissão qualificada, que lhe facilite a sua inserção na vida activa?
Neste caso, pode frequentar um curso numa das seguintes modalidades:
- Aprendizagem - possibilitando também equivalência escolar.
- Educação e Formação - possibilitando também equivalência escolar.
- Educação e Formação de Adultos (EFA) - possibilitando também equivalência escolar.
- Especialização Tecnológica.
- Qualificação e Reconversão Profissional - estruturados segundo Percursos Formativos Qualificantes assentes em Unidades Capitalizáveis.»