quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Procurar um curso EFA Básico e Secundário.

Temos recebido por e-mail e por outras vias vários contacto de como saber onde estão a ser realizados Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). Neste momento já existe on-line essa informação no site das Novas Oportunidades, embora, de facto, o acesso não seja o mais claro e objectivo e a pesquisa demore alguns momentos a ser feita.

Fica aqui uma forma de encontrar o que procura.

Clique aqui:



1. Escreva no espaço de pesquisa a palavra: EFA.
2. Clique depois em iniciar pesquisa.
Aparecerá na parte inferior do site a listagem de Cursos EFA e respectivas localidades/entidades promotoras. Ao clicar em cada uma delas poderá ter toda a informação sobre o curso, horário e contactos.

Aprender

Os Referênciais para RVCC: Secundário e Legislação.

- Portaria n.º 86/2007.




O que significa Referencial de Competências-Chave?
É o instrumento que serve de referência para o reconhecimento e validação de competências em adultos não certificados. Estabelece um conjunto de competências consideradas essenciais, e que o adulto deve possuir, para que se possa atribuir determinado nível de certificação escolar.

Portugal é um dos países onde tirar um curso mais compensa.

«É um facto que a relação está presente em todos os países da OCDE: quanto mais altas as habilitações académicas, mais elevado é o salário. Mas em Portugal esta ligação é particularmente forte. Em média, um licenciado recebe 80% mais do que um trabalhador que apenas concluiu o secundário.
É uma das maiores diferenças encontradas entre os 25 Estados-membros da organização, só superada na Hungria e na República Checa, de acordo com um relatório da OCDE citado pelo Público e que é divulgado hoje.
Outro dado que comprova que estudar compensa: em nenhum outro país um trabalhador que apenas completou o ensino básico é tão penalizado em termos de rendimentos. Em média, recebe 57% do salário de quem tem o 12.º ano. E em ambos os casos as diferenças têm-se acentuado ao longo dos anos. O que se tem mantido é a diferença salarial entre homens e mulheres, com prejuízo para elas.
Mais um recorde: em Portugal quase 60% das pessoas que recebem duas vezes mais do que a média nacional são licenciadas. Entre os que apenas completaram o 9.º ano, só 7,5 por cento podem dizer o mesmo. As baixas qualificações da população portuguesa podem ajudar a explicar esta valorização.
Estes são alguns dos dados apresentados no relatório da OCDE Education at a Glance 2007, que é hoje divulgado.
Ao longo de mais de 450 páginas, apresentam-se milhares de indicadores relativos aos sistemas de ensino de cada um dos Estados-membros e que permitem constatar algumas características, avança o Público.
Se a valorização das qualificações em Portugal fica demonstrada - igualmente ao nível das taxas de emprego, ainda que de forma muito menos acentuada -, para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico também ficou claro algo de negativo.
"A maior selectividade no acesso ao ensino superior encontra-se em Portugal", lê-se no relatório, que analisou (para os dez países para os quais havia dados) em que medida o estatuto sócio-económico dos pais condiciona o prosseguimento de estudos dos filhos.
O relatório concluiu que em Portugal essa relação é determinante. Há uma sobrepresentação de filhos de licenciados no superior e estes jovens têm 3,2 vezes mais probabilidade de vir a tirar um curso do que seria normal.»
(Edição de 07/09/18 do Jornal de Negócios)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Perfil do Adulto: Uma estratégia para a Qualidade.

O Perfil do Adulto para RVCC

«Poderá aceder ao nível básico de educação (4º, 6º ou 9º ano de escolaridade) se:
- tiver 18 anos ou mais de idade;
- não frequentou ou concluiu o 4º, 6º ou 9º ano de escolaridade.
Poderá aceder ao nível secundário de educação (12º ano de escolaridade) se tiver 18 anos ou mais de idade e cumprir um dos seguintes requisitos:
- frequentou o nível secundário, há mais de três anos, sem o concluir (requisito aplicável até 2010);
- dispõe no mínimo de três anos de experiência profissional.»
Fonte: ANQ

Em vigor, actualmente encontram-se estes dois perfis de entrada para o processo RVCC de nível Básico e de nível Secundário.
Penso que com a entrada em cena do processo de validação de competências para o nível Secundário (12.º Ano) urge que os CNO criem um instrumento interno (um perfil) para os candidatos que poderão efectivamente realizar este processo.
Cumprindo o disposto na lei e em conformidade com os princípios acima apresentados pensamos que os primeiros grupos devem ser criados tendo como base e elevação da exigência e qualidade que poderá marcar todo o processo e afirmação da qualidade de um CNO.
Os perfis internos dos CNO servem de instrumento para a criação de recursos, documentos e guias para a implementação do processo RVCC Secundário. Assim, devem ter como base o tipo de perfil que o CNO deseja ver num adulto para que este possa frequentar, com o necessário sucesso e qualidade, todo o conjunto de actividades que envolvem a metodologias que reconhecimento e validação de competências. Este perfil não deve ser criado com o objectivo de exclusão de adultos, mas sim, como um instrumento de seriação inicial de adultos para o processo RVCC ou para outros que possam mais adequadamente promover a certificação ao adulto candidato.
Deixe um comentário a este post. Participe com ideias e reflexões. O Blog e os Leitores agradecem!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Emprego na Europa

Uma iniciativa europeia de promoção da mobilidade por ocasião do 50º aniversário do Tratado de Roma.
Veja anúncio aqui: Anúncio Emprego na Europa

RVCC 12.º Ano - Nível Secundário: Um enquadramento.

Competências e Competências-Chave - Secundário

«Reconhecer, validar e certificar competências-chave da população adulta é um processo inovador que decorre essencialmente das estratégias de aprendizagem e formação ao longo da vida. Não se trata apenas, de traduzir aprendizagens e saberes mais ou menos formalizados ao longo de uma determinada trajectória escolar, mas também, de partir, das trajectórias de vida de indivíduos adultos para extrair de modo contextualizado e especializado as soluções de acção utilizadas nas mais diversas situações dos seus percursos e contextos. (…)
Neste sentido, assume particular importância a definição clara de dois conceitos: o de competência e o de competências-chave. Entende-se por (…) competência como uma "combinatória de capacidades, conhecimentos, aptidões e atitudes apropriadas a situações específicas, requerendo também 'a disposição para' e 'o saber como' aprender" (Comissão Europeia, 2004b). E neste mesmo sentido, mas de modo mais concreto e circunscrito, a definição de competências-chave é a de "um conjunto articulado, transferível e multifuncional, de conhecimentos, capacidades e atitudes indispensáveis à realização e desenvolvimento individuais, à inclusão social e ao emprego." (Comissão Europeia, 2004b). Estas podem ser adquiridas tanto em percursos formais de escolarização obrigatória, como podem constituir-se como fundamentos para novas aprendizagens e processos de aquisição de competências.»
Fonte: ANQ - Referêncial de Competências para Secundário.

sábado, 22 de setembro de 2007

Porque é Domingo.

Não posso deixar de colocar neste espaço um pouco da nossa alma nacional, da nossa arte e da nossa Cultura. É preciso nunca esquecer homens como o poeta e almas como a do actor Mário Viegas. Este post nada está relacionado com o RVCC (ou está) mas foi uma descoberta bela de mais para não ser partilhada. Aqui fica um tributo ao Domingo e à Arte em Português.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

DOLCETA. Um recurso para Cidadania.

Este recurso on-line permite a Formadores e Adultos trabalhar um conjunto de temas ligados às áreas de Cidadania e Empregabilidade/Profissionalidade. Clique na imagem para explorar este recurso.

Programa Grundtvig: Candidaturas até 31 de Outubro

O programa Grundtvig visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação de adultos através da realização de diferentes actividades de cooperação a nível europeu.

Podem participar no Programa Grundtvig:

- Educandos inseridos na educação de adultos;
- Estabelecimentos ou organismos que oferecem oportunidades de aprendizagem no âmbito da educação de adultos;
- Professores e outro pessoal desses estabelecimentos ou organismos;
- Estabelecimentos envolvidos na formação inicial ou contínua do pessoal encarregado da educação de adultos;
- Associações e representantes das partes envolvidas na educação de adultos, incluindo associações de educandos e de professores;
- Organismos que prestem serviços de orientação, aconselhamento e informação relacionados com qualquer aspecto da aprendizagem ao longo da vida;
- Pessoas e organismos responsáveis pelos sistemas e políticas de educação de adultos, em todos os seus aspectos, a nível local, regional e nacional;
- Centros e organismos de investigação que se ocupem de temas relacionados com a aprendizagem ao longo da vida;
- Empresas;
- Organismos sem fins lucrativos, organizações de voluntários e organizações não governamentais (ONG);
- Estabelecimentos de ensino superior.

Bolsas de formação contínua para profissionais no âmbito da educação de adultos (antigo Grundtvig 3) - Candidaturas até 31 de Outubro de 2007.
Mais Informação em: SOCLEO

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

EAEA - Associação Europeia para a Educação de Adultos

A Associação Europeia para a Educação de Adultos é uma Organização Não Governamental (ONG) com 120 membros institucionais de 41 países que trabalham na área da Educação de Adultos.
Um sugestão: Promover o associativismo e aderir a esta associação com o CNO. Nunca é demais a troca de informações e a transferência de «boas práticas». Portugal já tem uma entidade associada.
Para saber mais: EAEA

A ler... Revista Formar: 2007

Clique na imagem para abrir (Demora uns segundos a abrir).

Opções de Formação - Desempregado(a).

Se é desempregado/a, ou seja, já exerceu uma ou mais actividades profissionais qualificadas que, no seu conjunto, perfazem um período superior a 12 meses, e pretende reforçar as suas competências, adquirir uma qualificação noutra profissão, ou obter uma progressão escolar, pode frequentar um curso numa das seguintes modalidades de formação:
Fonte: IEFP

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Dossier Pessoal no Processo RVCC

Protocolo no âmbito das Novas Oportunidades para a deficiência.

«A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) irá, em conjunto com outras quatro entidades públicas, assinar um protocolo de cooperação, no âmbito dos Centros Novas Oportunidades para a deficiência, com o Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, instituição com sede em Coimbra. A cerimónia de assinatura contará com a presença dos secretários de Estado da Educação, do Emprego e Formação Profissional, e da Reabilitação. Este protocolo, com assinatura prevista para o dia 27 de Setembro, envolve para além do referido núcleo regional, a ANQ, a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, o Instituto do Emprego e da Formação Profissional e o Instituto Nacional da Reabilitação.A assinatura do referido documento tem como objectivo proporcionar, em condições de igualdade, o acesso das pessoas com limitações da actividade e restrições na participação, decorrentes de paralisia cerebral e da existência de barreiras no ambiente, ao reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas por via formal, não formal e informal, de acordo com soluções ajustadas às suas características, capacidades e condições do meio envolvente mediante a adaptação do Referencial de Competências-chave do ensino básico.»
Fonte: ANQ

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Metodologia RVCC para Profissionais.

Prodercom - Como se define um perfil.

O Projecto de Desenvolvimento, Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (Prodercom) foi um processo co-financiado pela UE, no âmbito da iniciativa comunitária EQUAL, e que visou definir os perfis profissionais para o RVCC. Passaram já alguns anos sobre este projecto, no entanto vale a pena regressar ao site e comparar a realidade actual com o estudo de então.
Neste espaço on-line encontramos documentos tão importantes como:
- Metodologia de RVCC e Dispositivo de Aplicação.
- Referencial de Formação e Recursos Didácticos.
- Perfil de competências dos profissionais envolvidos em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).
- Avaliação do impacte dos processos RVCC nas organizações.
Muitos destes tópicos são acompanhados por documentação base para trabalho pelos actuais CNO que pode ser actualizada e repensada à luz dos projectos actuais, mas que, na sua essência tem ainda utilidade e validade.
Por último, para as empresas e centros de formação, está também disponível o referêncial para a formação de Técnicos RVCC.

Os Créditos do RVCC Secundário: O que são?

Devido a várias questões colocadas sobre o que são e como funcionam os créditos para conseguir obter um reconhecimento de competências ao nível do 12.º ano (RVCC Secundário) colocamos aqui algumas informações que pensamos possam dar algumas respostas.
Como se consegue o reconhecimento de competência para o 12.º ano?
O processo é similiar ao RVCC Básico, embora a exigência e as áreas sejam mais alargadas, assim como os conhecimentos a demonstrar exigem mais experiência e conhecimentos por parte dos adultos. O resultado é a criação de um dossier/portefólio com a clara evidência das competências indicadas nos referenciais para o nível secundário.
Em sede de júri de validação (onde estão presentes os formadores, tecnicos e um avaliador externo), o candidato apresenta e discute o seu portefólio, procurando evidenciar a detenção das competências-chave necessárias à obtenção da respectiva certificação. Espera-se que o candidato tenha percorrido e trabalhado 22 unidades de competência decompostas em 88 competências no conjunto das três Áreas de Competências-chave, mas obtenção de certificação de nível secundário não obriga a que sejam obtidos créditos em todas as 88 competências. A certificação de nível secundário é equivalente ao 12º ano do ensino secundário.
E como funcionam esses créditos?
São precisos 44 créditos para que o candidato obtenha um certificado através deste sistema. Os créditos são distribuídos pelas três Áreas fundamentais do Referencial: 16 na Área Cidadania e Profissionalidade (CP); 14 na Área Sociedade, Tecnologia e Ciência; e 14 na Área Cultura, Língua, Comunicação (CLC).
Certo. Mas a que equivale um crédito e como se consegue?
Cada unidade de crédito corresponde a uma carga horária de, aproximadamente 12 horas que poderá englobar períodos de entrevista/reunião com o (s) técnico (s) de RVC, auto-aprendizagem, formação formal, elaboração de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, etc... Um crédito corresponde à produção de evidências numa das Competências-Chave inscritas nas Unidades de Competência em cada uma das três Áreas do Referencial.
Esperamos ter ajudado a responder a algumas questões que se levantam quando se pensa em fazer o RVCC Secundário.
Fonte: Nerga, Novas Oportunidades e ANQ.