quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Opções de Formação - Desempregado(a).

Se é desempregado/a, ou seja, já exerceu uma ou mais actividades profissionais qualificadas que, no seu conjunto, perfazem um período superior a 12 meses, e pretende reforçar as suas competências, adquirir uma qualificação noutra profissão, ou obter uma progressão escolar, pode frequentar um curso numa das seguintes modalidades de formação:
Fonte: IEFP

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Dossier Pessoal no Processo RVCC

Protocolo no âmbito das Novas Oportunidades para a deficiência.

«A Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) irá, em conjunto com outras quatro entidades públicas, assinar um protocolo de cooperação, no âmbito dos Centros Novas Oportunidades para a deficiência, com o Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, instituição com sede em Coimbra. A cerimónia de assinatura contará com a presença dos secretários de Estado da Educação, do Emprego e Formação Profissional, e da Reabilitação. Este protocolo, com assinatura prevista para o dia 27 de Setembro, envolve para além do referido núcleo regional, a ANQ, a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, o Instituto do Emprego e da Formação Profissional e o Instituto Nacional da Reabilitação.A assinatura do referido documento tem como objectivo proporcionar, em condições de igualdade, o acesso das pessoas com limitações da actividade e restrições na participação, decorrentes de paralisia cerebral e da existência de barreiras no ambiente, ao reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas por via formal, não formal e informal, de acordo com soluções ajustadas às suas características, capacidades e condições do meio envolvente mediante a adaptação do Referencial de Competências-chave do ensino básico.»
Fonte: ANQ

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Metodologia RVCC para Profissionais.

Prodercom - Como se define um perfil.

O Projecto de Desenvolvimento, Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (Prodercom) foi um processo co-financiado pela UE, no âmbito da iniciativa comunitária EQUAL, e que visou definir os perfis profissionais para o RVCC. Passaram já alguns anos sobre este projecto, no entanto vale a pena regressar ao site e comparar a realidade actual com o estudo de então.
Neste espaço on-line encontramos documentos tão importantes como:
- Metodologia de RVCC e Dispositivo de Aplicação.
- Referencial de Formação e Recursos Didácticos.
- Perfil de competências dos profissionais envolvidos em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).
- Avaliação do impacte dos processos RVCC nas organizações.
Muitos destes tópicos são acompanhados por documentação base para trabalho pelos actuais CNO que pode ser actualizada e repensada à luz dos projectos actuais, mas que, na sua essência tem ainda utilidade e validade.
Por último, para as empresas e centros de formação, está também disponível o referêncial para a formação de Técnicos RVCC.

Os Créditos do RVCC Secundário: O que são?

Devido a várias questões colocadas sobre o que são e como funcionam os créditos para conseguir obter um reconhecimento de competências ao nível do 12.º ano (RVCC Secundário) colocamos aqui algumas informações que pensamos possam dar algumas respostas.
Como se consegue o reconhecimento de competência para o 12.º ano?
O processo é similiar ao RVCC Básico, embora a exigência e as áreas sejam mais alargadas, assim como os conhecimentos a demonstrar exigem mais experiência e conhecimentos por parte dos adultos. O resultado é a criação de um dossier/portefólio com a clara evidência das competências indicadas nos referenciais para o nível secundário.
Em sede de júri de validação (onde estão presentes os formadores, tecnicos e um avaliador externo), o candidato apresenta e discute o seu portefólio, procurando evidenciar a detenção das competências-chave necessárias à obtenção da respectiva certificação. Espera-se que o candidato tenha percorrido e trabalhado 22 unidades de competência decompostas em 88 competências no conjunto das três Áreas de Competências-chave, mas obtenção de certificação de nível secundário não obriga a que sejam obtidos créditos em todas as 88 competências. A certificação de nível secundário é equivalente ao 12º ano do ensino secundário.
E como funcionam esses créditos?
São precisos 44 créditos para que o candidato obtenha um certificado através deste sistema. Os créditos são distribuídos pelas três Áreas fundamentais do Referencial: 16 na Área Cidadania e Profissionalidade (CP); 14 na Área Sociedade, Tecnologia e Ciência; e 14 na Área Cultura, Língua, Comunicação (CLC).
Certo. Mas a que equivale um crédito e como se consegue?
Cada unidade de crédito corresponde a uma carga horária de, aproximadamente 12 horas que poderá englobar períodos de entrevista/reunião com o (s) técnico (s) de RVC, auto-aprendizagem, formação formal, elaboração de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens, etc... Um crédito corresponde à produção de evidências numa das Competências-Chave inscritas nas Unidades de Competência em cada uma das três Áreas do Referencial.
Esperamos ter ajudado a responder a algumas questões que se levantam quando se pensa em fazer o RVCC Secundário.
Fonte: Nerga, Novas Oportunidades e ANQ.

CNO destaque do Mês: CNO da ENB da Lousã

O CNO da Escola Nacional de Bombeiros encontra-se em destaque este mês no Blog RVCC/NO. Com uma equipa bem estrutura e uma capacidade de motivação e atenção ao adulto muito elevada, o CNO da ENB da Lousã tem realizado um trabalho consistente e que cumpre os príncipios orientadores para o desenvolvimento do processo RVCC.

Publicamos aqui notícia do Jornal Trevim.
«Dentro de pouco tempo, já é possível no Centro Novas Oportunidades (CNO) da Escola Nacional de Bombeiros da Lousã certificar competências ao nível do 12º ano. Está a ser constituída a equipa necessária para que o projecto avance. Já há centenas de pré-inscritos interessados em obter essa equivalência
O CNO é o nome dado desde Janeiro aos Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Localizado no Aeródromo, o centro da Lousã está vinculado à Escola Nacional de Bombeiros e já viu, desde a sua criação em 2001, 1200 pessoas saírem com êxito do processo de validação das competências alcançadas ao longo da vida, ao nível social, profissional e pessoal. Um número pequeno quando comparado com as inscrições recebidas pelo centro, que foram de 2.400 nos seis anos, sendo cerca de mil do concelho da Lousã. Este desfasamento fica a dever-se às dificuldades que vão surgindo ao longo do processo. Segundo Rita Correia, engenheira industrial nomeada para o cargo de direcção do organismo em 2006, os entraves acontecem a vários níveis. “Trata-se de um processo que demora algum tempo, no qual a pessoa tem de demonstrar que possui competências adquiridas ao longo da vida, o que muitas vezes não é fácil”, refere a responsável.O processo inicia com uma sessão de esclarecimento explicativa de todos os passos que os interessados terão de percorrer para conseguir a equivalência pretendida: o quarto ano, o sexto ou o 9º ano. Dentro em pouco, o 12º ano. “Depois decidem ou não se pretendem continuar e fazem a inscrição”, explicou a responsável. Em seguida, são chamados para uma entrevista individual. Nesse encontro, os interessados ou se decidem por fazer o processo RVCC ou são encaminhados para cursos alternativos (cursos EFA, de Educação e Formação de Adultos, por exemplo).Os que optarem em prosseguir o processo são desafiados a construir um dossier pessoal, em que descrevem toda a experiência pessoal e profissional obtida ao longo da vida, em que deve ser dito tudo de relevante, desde a participção em colectividades, estadias no estrangeiro, colaborações em órgãos de comunicação social, bem como os cursos de formação frequentados. O dossier é acompanhado em sessões quinzenais por um profisisonal e, depois de finalizado, o utente recebe ainda formação em quatro áreas, de acordo com as necessidades manifestadas: Matemática para a Vida, Cidadania e Empregabilidade, Tecnologias da Informação e da Comunicação e Linguagem e Comunicação. Por fim, o adulto é sujeito a um júri de validação, formado por um avaliador externo que irá analisar o dossier e a conformidade do processo com as suas regras e o seu espírito e com o nível de qualidade e exigência do Ministério da Educação através da Agência Nacional para a Qualificação. “É na sessão de júri que os adultos revelam, através de questões orientadas que coloco, as suas competências e saberes ao longo da vida, que devem estar de acordo com os registos que deixaram presentes no dossier pessoal”, explicou João Lima, um dos avaliadores que trabalha com o Centro de Novas Oportunidades da Lousã.O percurso demora de quatro a seis meses (podendo haver alguns que se prolongam mais) e pode proporcionar progressões na carreira profissional, aceder a outros níveis de escolaridade, aumentar as saídas profissionais dos adultos que não puderam estudar na altura considerada mais apropriada para o efeito. João Lima tem, a este respeito, uma opinião muito particular. “Não é por estar quatro a seis meses num processo, que pode ter formação associada, que irá melhorar a qualificação de ninguém. O programa novas oportunidades só terá sucesso se houver continuação dos estudos”, observa o professor, esclarecendo que os adultos podem, não só apostar na escola convencional, mas também em cursos técnicos e formação profissional. “O RVCC dá uma oportunidade para novas oportunidades”, remata João Lima.No entanto, não é apenas a continuação dos estudos que serve de motivação a quem recorre a estes centros. A valorização pessoal e a auto-estima são outros estímulos. Sandra Carvalheiro, uma das formadoras do CNO, destaca a força de vontade que os mais velhos têm em aprender mais e em certificar as suas competências. “Depois de saber algumas histórias tão dificéis de vida e observar o empenho dessas pessoas é bastante interessante e até comovente”, relata.O centro RVCC da Lousã aceita todos os cidadãos portugueses, ou estrangeiros com autorização de residência, com mais de 18 anos para a obtenção de equivalências para o 4º, sexto ou nonos anos. Para o secundário, já se exige que o adulto comprove uma experiência de três anos a nível profissional. Para oferecer uma maior qualidade no serviço prestado, o Centro, que ainda funciona em instalações provisórias, necessitaria de um espaço mais alargado. “Vamos contar com mais uma administrativa e quatro formadores, um a tempo inteiro. Teremos também muitos mais alunos”, referenciou Rita Correia. As novas instalações serão mais próximo da vila da Lousã, mas o local ainda não está definido”, informou.»
Maria João Borges 13 Setembro 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Porque rir faz bem à saúde...




Os resultados do Programa Novas Oportunidades...

Um bom exemplo: site do CNO da E.S. da Mealhada

Sempre defendi que para consolidar a imagem dos CNO, principalmente aqueles que se encontram associados a escolas públicas, é o da criação da criação de um espaço on-line de informação e contacto com os adultos e o público em geral.
Com elevada qualidade e excelente informação foi isso que o CNO da Escola Secundária da Mealhada fez. O site já está on-line e a sua estrutura e qualidade demonstram o profissionalismo da equipa do CNO.
Penso que esta é uma porta aberta para a inclusão dos e-portfólios como estratégia para o RVCC do nível secundário.
Pode visitar o site aqui: CNO da Escola Secundária da Mealhada.

domingo, 16 de setembro de 2007

Um olhar diferente sobre o RVCC...

O Público do Programa Novas Oportunidades





Quem se inscreve nos CNO?


INFOFSE - Sobre Qualificação

«A renovada InfoFSE, no 22º número, destaca uma entrevista com a Presidente da Agência Nacional para a Qualificação sobre a Iniciativa Novas Oportunidades e a sua relevância, entre outros instrumentos, no âmbito da reforma da formação profissional.
Apresenta ainda projectos apoiados pelo FSE que ilustram a diversificada aposta na qualificação de jovens e adultos, dois eixos fundamentais da Iniciativa Novas Oportunidades.No artigo de destaque sobre a Iniciativa Novas Oportunidades faz-se o balanço dos resultados obtidos com os adultos.Na esteira do que tem sido a nossa preocupação editorial propomos que conheça outros quatro projectos apoiados pelo Programa Operacional da Educação (PRODEP III), pelo Programa Operacional do Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), que ilustram as várias vias de oportunidade de qualificação profissional para jovens, jovens adultos e adultos e sublinham a importância das novas oportunidades e novas perspectivas de vida que o FSE proporciona, em zonas do país como são os casos concretos deste número, Viseu, Soure, Barrancos e Barcelos.Estes projectos, cujos objectivos correspondem por completo à finalidade das Novas Oportunidades, revelam o seu alcance pelo reconhecimento do direito à formação ao longo da vida e o reconhecimento, validação e certificação de competência adquiridas por vias não formais, bem como pela entrada no mercado de jovens dinâmicos, qualificados e cidadãos profissionais criar novas condições para que os projectos empresariais ganhem também mais dinâmica.Entre outras notícias, sobre os resultados dos cursos de especialização tecnológica, destacamos ainda a aprovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), 2007-2013, conforme acordado com a Comissão Europeia.»
Clicar para aceder à InfoFSE

sábado, 15 de setembro de 2007

Estado de Alma da Educação em Portugal

Imagine que estava em 1910. Nos jornais iria ler que o objectivo político era simples: que muitos portugueses conseguissem, simplesmente, ler, escrever e contar. Esta luta pelo ensino e educação começava aqui. Na esperança republicana de melhorar a escolaridade. E repare o leitor na palavra referida. Escolaridade. O tempo de estudo na escola, nos bancos de madeira e nas secretárias solitárias. Mas o princípio era simples. Seguem-se anos de instabilidade política. Em 1933, as regras marcadas por uma nova Constituição definem que à frente do país estaria um só homem. Uma só força. Estes tempos marcam o ensino em Portugal essencialmente pela ideia que é necessário controlar o maior de todos os poderes: O conhecimento. O Saber passa a ser de poucos. A educação, um bem maior. Ler, escrever e contar está em cada aldeia pelas escolas primárias, pelos lugares e os mestres-escola. Poder representativo de um ideal. Nem todos, só poucos, podiam aceder ao poder do conhecimento. Em Abril tudo mudará. Em 1974 o país liberta-se. O desejo é simples. Democratizar o ensino. Em 30 anos, agora contados, mais de 6 reformas e pequenos ajustes que tudo mudam. Acaba-se com as Escolas Industriais e Comerciais. Minimiza-se a importância do ensino profissional. Eram precisos doutores. Formam-se Universidades. Públicas, Privadas e assim-assim. O Ensino vira-se para o saber científico e esquece o resto. Produzem-se excelentes teóricos. O mercado absorve-os. Treina-os na prática que lhes falta. O país é pequeno. Rapidamente o sistema afunila-se. Muitos para poucos lugares. O governo olha sem resposta. Olha e vê que mais de metade dos portugueses continuam sem o ensino básico e mais de setenta por cento sem o ensino secundário. Olha para o abandono escolar como um mal. Não como uma consequência. As escolas choram incessantemente sobre esse abandono. Os alunos pensam na razão de estudar se mesmo os “doutores” não conseguem emprego. A sociedade vira-se para o desejado regresso da via profissional. Estamos em 2007. As escolas precisam agora de mudar. Tomar os três modelos e não excluir nenhum. É preciso aprender com os erros do passado. Três vertentes: A escola tem que ser uma Escola-Ciência. Porque é preciso especializar, porque é preciso conhecer e descobrir. Mas a mesma escola tem também que ser uma Escola- Profissão. Porque nem sempre é preciso teorizar. Aprender a fazer é uma saída para tantos. Um caminho para excelentes profissionais. Deixamos de falar em escolaridade, passamos a falar em qualificação. Está a perguntar sobre a terceira via? Pois é, durante este meu discurso de 1910 a 2007 o esqueceu-se de milhares de pessoas que aprenderam com e na sua profissão, obtiveram formação profissional, aprenderam línguas ou técnicas. Essa escola, a da vida, hoje também tem que ser valorizada pelo sistema de ensino. É a Educação e Formação de Adultos. Talvez seja também altura de pensar neste campo. Portugal e o seu Sistema de Ensino não se pode dar ao luxo de deixar ninguém de fora. É necessário e urgente pensar nesta área de aprendizagem. O futuro está nas mãos de todos. Aprendendo.
Texto publicado no Jornal Trevim. Autoria própria.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura

Foi instituída uma agência de execução para a gestão da acção comunitária nos domínios da educação, do audiovisual e da cultura, cujos estatutos se regem pelo Regulamento (CE) n.o 58/2003.
Aqui fica o site para mais informação: EACEA
Inclui estudos e concursos para financiamento de projectos no âmbito da Educação.

Aqui fica a estrutura da Agência:

Porque mudou o mundo...

Qualificação e RVCC

O discurso político fala em Qualificação. Esta está intimamente ligada ao desenvolvimento de competências. Há quem defenda que o processo RVCC desenvolve essas competências. A minha visão é diferente.
Não é o processo RVCC por sí só que irá melhorar a competências de ninguém. Não é por estar 4 a 6 meses num processo que pode ter formação associado que irá melhorar a qualificação de ninguém. São simplesmente todas as oportunidades que se abrem após este momento. Vezes sem conta alertamos os adultos em sessão de júri que o Programa Novas Oportunidades, na sua valência de RVCC, só terá sucesso se houver, pela parte dos adultos continuação dos estudos. E quando falamos em “estudos” não falo só na escola dita tradicional. Falamos de formação profissional, falamos de cursos técnicos, falamos de ascensão nas carreiras. O processo RVCC é acima de tudo uma oportunidade. Quem não tem o 9.º ano, e agora também o 12.º ano, pode ver reconhecido todo aquele tempo em que "estudou" na "escola da vida".
Existem neste momento mais de 250.000 pessoas à espera de ver esse processo iniciado e concluído. Mas cabe aos Centros Novas Oportunidades não serem só centros onde se faz o RVCC. É preciso todo um trabalho antes e depois de concluído o processo. Para orientar. Ao contrário do que tenho ouvido tantas vezes, o processo RVCC não qualifica ninguém. Abre é portas. Muitas. Para a qualificação. E veremos daqui a alguns anos quantos foram aqueles que realmente aproveitaram esta nova oportunidade e a levaram até ao fim.A validação de competências, isto é, ver reconhecido o que a profissão e a vida ensinou a alguém ao longo de anos é uma peça importantíssima no meio do Sistema de Ensino em Portugal. No entanto, deve ser levada a sério. Com rigor, com exigência, com desejo real de qualificar os recursos humanos. O que o RVCC dá é só uma oportunidade para novas oportunidades. Nada mais. E já é uma porta tão grande que se abre para tanta gente neste momento.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

"Dar Voz e Dar Vez à Formação de Adultos"

O Gabinae - Gabinete de Apoio ao Empresário vai realizar o I Seminário da Academia de Formadores, subordinado ao tema "Dar Voz e Dar Vez à Formação de Adultos", no dia 27 de Outubro, na Casa da Música, em Óbidos. Este evento irá decorrer entre as 9h00 e as 18h30, sendo a data limite para efectuar a inscrição o dia 12 de Outubro. Para as inscrições efectuadas até ao dia 28 de Setembro, o custo da participação no seminário é de € 25 por pessoa.Os objectivos deste seminário são alertar os formadores para a especificidade da formação de adultos, garantir aos formadores as condições necessárias à sua actualização pedagógica e facilitar o confronto de boas práticas.Do programa sobressai, entre outros aspectos, a participação de Paulo Trindade Ferreira, autor do livro "Guia do Animador na formação de adultos", que irá dinamizar o encontro. Em termos organizativos, o programa do seminário divide-se em três grandes áreas: "Pensar a formação"; "Fazer Formação" e "Sentir Formação". Na primeira fase, que irá decorrer durante todo o período da manhã, destaca-se o desenvolvimento dos temas: "Da formação à autotransformação"; "O adulto - sujeito que aprende" e "A Formação - Uma relação que se constrói entre as pessoas". A segunda e a terceira parte centrar-se-ão nas fases de planeamento de uma actividade formativa (Preparação, execução, avaliação e auto-avaliação do formador/animador).
Para mais informações e inscrições contacte: Gabinae - Gabinete de Apoio ao Empresário, LdaPraceta António Montez, 8 -1º dto - 2500-112 Caldas da Rainha - Telef: 262 844 506 e 262 843 464 - Fax: 213 516 699E-mail: geral@gabinae.ptSítio: www.gabinae.pt

domingo, 9 de setembro de 2007

O/A Profissional RVCC: Novos desafios.

Com a integração do processo RVCC no programa Novas Oportunidades, os desafios colocados aos profissionais RVCC também se alteraram. Hoje, um profissional RVCC tem que ser uma pessoa que domina muito bem as opções existentes para a formação de adultos. Acima de tudo o seu papel é de orientação. Ajudar a determinar o perfil e qual o caminho adequado para cada um dos candidatos ao processo RVCC deve ser uma das funções principais. Dir-me-ão que as metas e as pressões impõem que muitos acedam a este meio de validar escolaridade sem terem reunido as competências mínimas em algumas áreas ou um perfil adequado. È aqui que penso que a importância do profissional RVCC é determinante. Tendo em conta as linhas mestras de cada CNO, assim como, os objectivos de cada um, deve o profissional RVCC apoiar o adulto indicando a necessidade de formação complementar, interna ou externa ao CNO. Em regra o lugar seria o da excelência. Isto é, se um candidato não tem perfil para RVCC não deve entrar em processo. Deverá ser indicado para um processo EFA ou qualquer outro caminho para obter a escolaridade desejada. No entanto, caso as normas e objectivos dos CNO não sejam as desse mesmo rigor e excelência, deve então o Profissional RVCC procurar estratégias, meios e procedimento de articulação para minorar as faltas no percurso/perfil do adulto face aos instrumentos e referências do processo RVCC.
E o trabalho hoje não acaba ai. Tão importante como o momento de enquadramento é o apoio na saída do adulto no processo. Vezes sem conta já reafirmei que este processo de RVCC só terá sucesso se efectivamente trouxer benefícios, oportunidades ou melhorias nas competências reais dos adultos. Para isso, não basta um certificado de 3.º ciclo ou secundário. É preciso que o profissional RVCC consiga indicar ao adulto meios, caminhos, estratégias para que este aproveite as oportunidades que se abrem à sua qualificação com um novo nível de escolaridade.
São estes alguns dos novos desafios dos profissionais RVCC. Difíceis de consolidar, mas importantes para os CNO e principalmente para os seus utilizadores principais: os adultos.

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