terça-feira, 31 de julho de 2007

"A União Europeia e a Não Discriminação"

"A União Europeia e a Não Discriminação" é o título do concurso lançado a 30 de Julho, em pleno "Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos", por Franco Frattini, Vice-Presidente da Comissão Europeia responsável pela Justiça, Liberdade e Segurança, em que se convidam as crianças e os adolescentes europeus, com idades entre 12 e 18 anos, a conceber um cartaz alusivo à não discriminação, com o objectivo de os sensibilizar para as acções da UE neste domínio."Suprimir as discriminações, assegurar uma igualdade de tratamento e oportunidades aos cidadãos e aos residentes na União Europeia - em especial aos mais jovens - constituem objectivos comuns da União e dos seus Estados-Membros. Dizer NÃO ÀS DISCRIMINAÇÕES é afirmar um valor fundamental da Europa, é um combate de todos os dias", declarou o Vice-Presidente Frattini, acrescentando "é por isso que, no âmbito deste concurso, e na altura em que a União Europeia vai festejar os seus 50 anos, proponho aos jovens que trabalhem em equipa sobre o tema da não discriminação, para que estejam bem preparados para defender e fazer valer este princípio".Os jovens que decidirem participar no concurso podem inscrever-se até 24 de Setembro, para conceber um cartaz alusivo à ideia da não discriminação na União Europeia, que poderá ser enviado até 31 de Outubro. Os participantes serão divididos em duas categorias segundo as suas idades (12-14 anos e 15-18 anos) e deverão constituir equipas de, pelo menos, 4 jovens.A nível nacional, as obras serão objecto de uma primeira selecção e as três equipas premiadas de cada faixa etária serão convidadas a participar em 20 de Novembro, Dia Internacional dos Direitos da Criança, numa cerimónia de entrega de prémios organizada em cada país.A nível europeu, as obras vencedoras dos primeiros prémios nacionais serão objecto de uma segunda selecção e as três equipas vencedoras de cada faixa etária serão convidadas para uma estadia em Bruxelas, de 15 a 17 de Dezembro, onde terão a oportunidade de fazer uma visita de descoberta da cidade e das instituições europeias, e de participar na cerimónia europeia de entrega dos prémios, presidida pelo Vice-Presidente Frattini.Os melhores cartazes serão apresentados nos sítios web das representações da Comissão nos Estados-Membros, bem como no servidor Europa e poderão ser igualmente utilizados em futuras campanhas europeias de luta contra as discriminações.Para mais informações, consultar o site EuroJovem que permite aceder a este novo concurso, cujo formato dá continuidade à primeira edição que se realizou em 2006 sobre o tema dos direitos da criança."Defendam os vossos direitos!" foi o conceito que incitou 2237 equipas de toda a UE a apresentar um cartaz sobre os direitos da criança e os melhores trabalhos encontram-se disponíveis na página de Franco Frattini, podendo ser utilizados em futuras campanhas europeias.

EFA Informação à ANQ

Comunicação da ANQ:
Informam-se as entidades promotoras e formadoras de cursos EFA (Despachos nº 1083/2000, de 20 de Novembro, e nº 650/2001, de 20 de Julho) que deverão, obrigatoriamente, preencher o novo modelo de Registo de validação final de competências e enviá-lo à ANQ com a restante documentação para validação.

domingo, 29 de julho de 2007

OEFP - Observatório do Emprego e Formação Profissional

O Observatório do Emprego e Formação Profissional (OEFP) foi criado pela Portaria nº 180/93, de 16 de Fevereiro, na sequência de uma decisão contida no Acordo de Política de Rendimentos e Preços, de 15 de Fevereiro de 1992, subscrito em sede de concertação social.O Observatório do Emprego e Formação Profissional é um órgão consultivo, de composição tripartida, que tem por objectivo contribuir para o diagnóstico, prevenção e solução dos problemas de emprego e formação profissional, nomeadamente os referentes a:
- Desequilíbrios entre a procura e a oferta de emprego
- Inserção e reinserção socioprofissionais
- Qualidade e estabilidade do emprego
- Evolução das qualificações profissionais
- Necessidades de formação profissional
- Introdução de inovações e reestruturações
- Detectar e acompanhar as situações de crise declarada ou previsível
- Acompanhar e avaliar a execução de medidas e programas de acção.
Saiba mais aqui: OEFP

Entrega de diplomas/CNO da Escola Secundária de Arganil



No âmbito das actividades do RVCC /Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil teve lugar no dia 26 de Julho, pelas 19h e 30m, na Escola Secundária de Arganil, a sessão de entrega de diplomas do 9º ano aos adultos certificados.
Conforme constava do programa estiveram presentes e animaram o convívio a Filarmónica Arganilense e o Rancho Folclórico da Região de Arganil, uma vez que dois dos adultos a quem foram entregues diplomas fazem parte destas colectividades.
O RVCC /Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Arganil está criado e implementado no terreno desde Outubro de 2006, até ao momento já foram certificadas cerca de cem adultos, residentes nos concelhos municipais de Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Lousã e Pampilhosa da Serra.
Quanto ao interesse da criação deste Centro Novas Oportunidades, como coordenadora entendo de grande importância em termos do proporcionar à população desta região formação e qualificação, com base na qualidade, na eficiência e mediante recursos físicos e humanos habilitados.
Defendo que as escolas, melhor que outras instituições de cariz sociocultural, pelas suas estruturas físicas, organização e recursos humanos constituem uma mais-valia para a consecução dos objectivos que presidem à criação dos Centros Novas Oportunidades / RVCC.
Preconizo que as escolas públicas não podem ficar à margem de todo um processo que está a ser implementado com vista a proporcionar, aos adultos maiores de 18 anos que não possuem o 9º ano de escolaridade e que queiram adquirir o 12º ano, a possibilidade de serem, simultaneamente, reconhecidas, validadas e certificadas as competências adquiridas ao longo da vida.
Há que criar incentivos e dar oportunidades à população adulta, desta zona interior do país, de melhoria dos seus níveis de certificação escolar e de qualificação profissional, ao lado do incutir e chamar a atenção para a importância da formação contínua, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida.
A Coordenadora; Assumpta Coimbra

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Novo regime jurídico dos Cursos de Educação e Formação de Adultos

A Portaria nº 817/2007, de 27 de Julho, determina um novo regime jurídico para os cursos de educação e formação de adultos (EFA) de nível básico. Este mesmo diploma define ainda o regime jurídico dos cursos EFA de nível secundário e de níveis 2 e 3 de formação profissional.
Ver Portaria aqui: EFA Secundário

II Feira Medieval do Concelho de Ansião



Nos dias 21 e 22 de Julho, o Centro Novas Oportunidades de Ansião participou, com uma banca de produtos endógenos, na II Feira Medieval do concelho de Ansião.
O objectivo foi dar a conhecer as actividades do Centro e reforçar a sua participação na comunidade em que se insere. Para o efeito, contámos com a colaboração de 8 adultos que já foram certificados ao nível do B3. Consideramos que a sua participação e envolvimento na comunidade, demonstrando algumas das competências adquiridas ao longo da vida, é um motivo de enriquecimento e de valorização a nível pessoal e social.
A participação da equipa e dos adultos foi elogiada pela organização, pelo que pensamos que iniciativas deste género são de repetir no futuro.
A equipa do CNO da Escola de Ansião

Qual é a escolaridade obrigatória?

Definição:
Ensino básico e universal, obrigatório e gratuito. Actualmente abrange todas as pessoas de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 6 e os 15 anos, de acordo com a Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro.
A escolaridade obrigatória determina-se em função da data de nascimento dos indivíduos, nos seguintes termos:

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A "Escola do Futuro": O comentário (que partilho)...

«Vai grande escândalo na pátria por causa das criancinhas contratadas para fazerem de conta que eram alunos na sessão de apresentação do Plano Tecnológico da Educação. Não percebo porquê. Como sabe qualquer pessoa que tenha os filhos nas escolas públicas, estas não funcionam nesta época do ano, logo as criancinhas só por intervenção divina ou contratação terrena ali estariam.Como bem respondeu à jornalista o rapaz que fazia de aluno: "Chamaram-me para uma publicidade e estou aqui agora." Esta criança é um analista de primeira linha porque na verdade definiu muito bem não apenas a sua situação mas também a nossa: chamaram-nos para uma publicidade e aqui estamos. Pois não sendo este Governo o primeiro que chama os portugueses para a publicidade, caracteriza-se pelo facto de não nos suportar em qualquer outra ocasião. Os únicos acontecimentos em que o Governo se sente à vontade são aquelas sessões em que nos garante que a nossa vida vai mudar radicalmente em consequência duma nova tecnologia para a qual o executivo nos vai mobilizar. Estes anúncios sucedem-se a uma velocidade tal que esquecemos rapidamente os anteriores. Por exemplo, onde param os dez milhões de caixas de correio electrónicas que os CTT lançaram em 2006 e que custariam a módica quantia de 2,5 milhões de euros?Contudo, o quadro interactivo agora anunciado pelo Governo é muito mais patético do que a caixa electrónica que os interessados têm de activar através duns procedimentos contemporâneos do papel selado. É mais patético porque, ao escutar-se Sócrates a explicar as maravilhas do dito quadro, se percebe como ele acha que tudo se resume aos adereços. Ao contrário do que afirmou o nosso primeiro-ministro, a relação professor-aluno não muda por causa dum brinquedo que desenha de forma perfeita os ângulos dos losangos. O quadro interactivo não faz falta alguma ou melhor dizendo faz tanta falta quanto antes deles fizeram os ainda recentes acetatos ou já os desaparecidos flanelógrafos: se o professor for bom e se a turma estiver motivada, esses objectos ajudam a tornar mais interessante aquilo que já o é. Caso contrário, ou seja, se o professor for mau e se os alunos não estiverem interessados, então todas essas apregoadas maravilhas se transformam numa tralha grotesca.Mais do que os edifícios e do que os equipamentos, as escolas são as pessoas. E não apenas os professores e os alunos. Por exemplo, muitas das mais graves agressões registadas nas escolas acontecem porque existem espaços e horários em que não se avista um funcionário, vulgo contínuo. Quando agora se anuncia a instalação de sistemas de alarme e de videovigilância nas escolas "para protecção externa e salvaguarda do investimento de que os estabelecimentos têm sido alvo", não faria mais sentido optar-se por reforçar a componente humana dessa vigilância? O principal objectivo da vigilância, acreditava eu, era a segurança dos alunos, professores e funcionários e só depois a dos equipamentos. Mas ao optar-se pela videovigilância e pelos sistemas de alarme opta-se claramente por defender o quadro elecrónico e não as pessoas.A escola do futuro anunciada por Sócrates é um local onde as figuras de autoridade como o professor e os funcionários são cada vez mais menorizadas e substituídas, nas aulas, pelos quadros interactivos e, nos pátios, pelas câmaras de videovigilância. Esta escola é o resultado dum governo que sofre duma variante da antropofobia aplicada especialmente aos portugueses. Não há interactividade que nos valha.»
Helena Matos, quarta-feira, 25 de Julho de 2007, Jornal Público.

“Escola do futuro”: A notícia...

A “Escola do Futuro” vai colocar Portugal entre os 5 países europeus mais avançados na modernização tecnológica dos estabelecimentos de ensino. A medida, apresentada recentemente, em Lisboa, pelo Primeiro-Ministro, está integrada no Plano Tecnológico da Educação e envolve um investimento superior a 400 milhões de euros. O lançamento deste Plano mostra «a prioridade» do Governo, que é possível devido à garantia de 37% dos fundos comunitários serem destinados à Educação, Formação e Ciência. “Queremos que a escola eduque para o futuro e não para o passado e que não fique para trás no processo de modernização do país”, afirmou José Sócrates.No âmbito deste plano, o Governo quer colocar em cada sala de aula, a partir de Setembro, um computador com ligação à internet, uma impressora e um videoprojector, e ter, até Abril do próximo ano, um quadro interactivo por cada duas salas. Outro dos objectivos, mas para 2010, é que exista um computador com ligação à Internet em banda larga, para cada dois alunos.O plano prevê ainda a generalização, até ao final do segundo trimestre de 2008, do cartão electrónico do aluno para 800 mil estudantes e a instalação de cerca de 12 mil sistemas de alarme e videovigilância. O cartão electrónico permite controlar o acesso dos estudantes ao estabelecimento de ensino e registar a assiduidade, estando ainda dotado de um porta-moedas electrónico.Para o terceiro trimestre de 2008 está previsto o início da implementação dos portais das escolas, para permitir a partilha de conteúdos pedagógicos em suporte digital. Outra das novidades será a “Escola Simplex”, uma plataforma electrónica de apoio à gestão escolar, para desburocratizar processos entre a comunidade educativa.
Medidas previstas pelo Governo no âmbito do Plano Tecnológico da Educação:

Setembro 2007.

As salas terão um computador com ligação à internet, uma impressora e um videoprojector.

2008.

800 mil estudantes terão um cartão electrónico e serão instalados 12 mil sistemas de alarme e videovigilância..

Os professores e pessoal não docente terão formação em Tecnologias da Informação e Comunicação..

As escolas terão portais para permitir a partilha de conteúdos pedagógicos em suporte digital.

Da experiência à nova oportunidade...

"Da experiência à nova oportunidade - Percursos de Reconhecimento, validação e Certificação de Competências no Alentejo" é o título do DVD-Rom, recentemente, editado pela Direcção Regional de Educação do Alentejo com o objectivo de facilitar uma melhor compreensão do Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, no âmbito da iniciativa Novas Oportunidades. O filme, com a duração de 25 minutos, integra testemunhos de adultos e relatos de profissionais que ajudam a descrever as diferentes etapas do processo de reconhecimento de competências, a explicitar o seu modelo e que incitam à sua procura, revelando as mais valias que um adulto pode obter com a certificação das suas competências.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Colóquio Diálogos em Intercompreensão

O Colóquio Diálogos em Intercompreensão, a realizar nos dias 6,7,e 8 de Setembro de 2007, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, visa estabelecer pontes entre os diversos especialistas que têm trabalhado neste domínio e organizar formas de intervenção para a aplicação concreta do conceito no quadro da aprendizagem formal e informal das línguas na Europa.
Mais informações e inscrições online em http://www.dialintercom.eu/.

Uma boa análise...

«Os formadores de RVC e os profissionais de RVC evidenciam reflexão consistente sobre o trabalho que desenvolvem, o que lhes permite ter também uma compreensão crítica do modo como exercem a sua profissão, isso revela-se muito positivo para os Centros e para a sua evolução profissional. A capacidade de reflexão crítica dos vários elementos da equipa dos CRVCC é extremamente importante por várias razões: os Centros são muito recentes e precisam de consolidar as suas metodologias e instrumentos de trabalho; funcionam com base numa perspectiva de valorização das competências dos indivíduos, situando-se nas antípodas do modelo escolar, e neste caso a atitude crítica revela-se importante para evitar a perversão da perspectiva seguida nos CRVCC. Para além de um conjunto de conhecimentos que devem possuir, a atitude revela-se um elemento extremamente importante no desempenho das actividades profissionais quer dos profissionais de RVC, quer dos formadores. No desempenho das suas funções estes actores deparam-se com um conjunto de questões que se situam ao nível da ética e da deontologia profissional e que devem ser objecto de discussão e reflexão individual e colectiva. Os CRVCC em estudo encontram-se numa fase em que é necessário consolidar a sua cultura organizacional, afirmando a pertinência e validade da sua intervenção; de forma a conseguir visibilidade, valorização e reconhecimento social. Para que isso se concretize é fundamental definir legalmente a profissão e a carreira dos profissionais de RVC e dos formadores que trabalham nos Centros, de modo a garantir a estabilização das equipas e a sua crescente mobilização neste projecto de reconhecimento, validação e certificação de competências.»

terça-feira, 24 de julho de 2007

Conferência EU elearning Lisbon 2007

Encontram-se abertas as inscrições para a Conferência EU elearningLisbon2007, que terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, nos dias 15 e 16 de Outubro.
A conferência pretende ser um espaço de debate e intercâmbio de ideias para os decisores políticos, responsáveis pelos recursos humanos, pela gestão da formação e do conhecimento nas organizações, bem como para professores, formadores e outros profissionais da educação.
No quadro da Agenda de Lisboa, como podem o eLearning e as tecnologias da informação e comunicação em geral contribuir para a promoção da inclusão, da aprendizagem ao longo da vida, da inovação e gestão do conhecimento, e potenciar o desempenho individual e organizacional? Participantes e oradores estão convidados a debater estas e outras questões e a contribuir com sugestões e recomendações para as estratégias europeias de eLearning e eInclusão.
O evento inclui sessões que irão focar três grandes áreas de interesse:
* Coesão Digital e Social;
* Requalificação na Sociedade do Conhecimento;
* O valor do eLearning.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Uma medida...

«Medida 7 – Iniciativa Novas Oportunidades. Pretende-se fazer do 12º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, apostando, no caso dos jovens, no reforço do ensino profissionalizante de dupla certificação e, nos adultos, na expansão da oferta de Cursos de Educação e Formação e no alargamento do Sistema de RVCC. Complementarmente, a Iniciativa define um conjunto de acções dirigidas a aspectos organizativos e de funcionamento dos sistemas de educação e formação, nas vertentes relacionadas com regulação estratégica das ofertas e da rede de equipamentos, da qualidade da formação, da organização dos currículos e do financiamento, entre outras. Pretende-se promover a elevação da qualificação da população; diversificação das estratégias de educação e formação como principal recurso de combate à saída precoce do sistema educativo e ao insucesso escolar valorizando, sobretudo, as vias profissionalizantes com dupla certificação; reforço da integração dos sistemas de educação e formação, promovendo a eficiência e a legibilidade das respostas existentes e melhorias ao nível dos elementos organizativos e de funcionamento dos sistemas.»

domingo, 22 de julho de 2007

Computadores....

«Acontece às vezes no mundo dos adultos. Parar algures no meio da azáfama e pensar: "Quero mais para a minha vida."
Alguns desses adultos estiveram ontem de manhã no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Conseguiram, nalguns casos décadas depois de terem desistido da escola, ver certificadas competências adquiridas ao longo da vida e aumentar as suas qualificações. Receberam os diplomas com palmas e indisfarçada emoção. Arminda Costa, mãe de um filho de sete anos, foi quem se dirigiu ao microfone para deixar o seu testemunho: "Tenho 38 anos e completei há pouco tempo o 9.º ano." A entrega de diplomas a estes adultos que concluíram o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências - um nome difícil de decorar que traduz a possibilidade, oferecida pelo programa Novas Oportunidades, de obter num menor espaço de tempo habilitações de nível básico e secundário (9.º ou 12.º ano) - precedeu uma outra: a de 35 dos primeiros cinco mil computadores portáteis que ontem começaram a ser distribuídos, por membros do Governo, nas capitais de distrito do país. Em Lisboa foi o primeiro-ministro, José Sócrates, a comparecer no arranque desta iniciativa, anunciada no final de Maio, com que o Governo pretende garantir, de forma faseada, a mais de meio milhão de estudantes, professores e trabalhadores em formação o acesso a computador e Internet de banda larga a preços reduzidos."Exemplo para o país"Sócrates terminou a sua intervenção lembrando que "massificar o uso do computador é essencial para que Portugal se modernize". Mas foi aos recém-diplomados que dedicou a maior parte das palavras.O país, disse, "precisa de aprender mais". Os números são conhecidos: a grande maioria (70 por cento) dos cinco milhões e 100 mil portugueses a trabalhar não tem o secundário. E aqueles que já na idade adulta reconhecem que têm de saber mais e, com "esforço" e "coragem", decidem ir aprender são "um exemplo para todo o país".Porque entende que "a única forma" que Portugal tem de competir na economia global é aumentar o valor do conhecimento de cada português, o primeiro-ministro diz não ter dúvidas se alguém lhe perguntar qual "o programa mais importante que o Governo lançou". Foi "este programa Novas Oportunidades"."O desafio para o Governo português é criar oportunidades para a Arminda", resumiu.Arminda diz: "Quero mais para a minha vida."Fala já no final da cerimónia. Está "emocionada"; "é um sonho que renasce". É empregada de mesa no Estado-Maior do Exército, mas sempre quis ser "enfermeira-parteira". Agora voltou a sentir que podia conseguir. Tenciona fazer mais um curso de informática e continuar a estudar.Há pelo menos outra pessoa na sala com o mesmo gosto por enfermagem. Fátima Pereira, 51 anos. Em Angola, de onde veio em 1977, estudou até ao 6.º ano. Um dia estava a ver o Telejornal e ouviu falar neste programa de formação para adultos. Participar exigiu "um bocadinho de sacrifício", mas "valeu a pena". Já tem o 9.º ano e quer ir "pelo menos até ao 12.º".A filha, deficiente auditiva, "está crescida" e cuida da sua vida. "Agora estou a pensar em mim." Até agora inscreveram-se no Novas Oportunidades 250 mil portugueses. São três os objectivos traçados pelo Governo: fazer do 12.º ano "o referencial mínimo de qualificação"; possibilitar que metade dos alunos do secundário sejam "abrangidos em vias tecnológicas e profissionalizantes"; e qualificar, até 2010, um milhão de activos através da validação de competências e formação de adultos.»

In Jornal Público (22 Julho)

sábado, 21 de julho de 2007

O Perfil do Avaliador Externo

Recentemente deixei aqui um post sobre as críticas feitas ao processo RVCC. Hoje farei um conjunto de considerações sobre o papel do Avaliador Externo neste processo, tendo em conta a leitura que faço às respostas deixadas neste espaço ao longo de 2 meses.
Primeiro: A selecção.
A ex-DGFV fazia a selecção dos Avaliadores Externos por via de um questionário de conhecimentos sobre o processo RVCC, que iam da sua componente organizativa à sua operacionalização, associado à análise curricular do candidato a Avaliador Externo. Hoje, na chamada lista nacional, são incluídos novos elementos sem este processo. Aqui começa a necessidade de credibilização do processo. Sou defensor de uma prova de conhecimentos, uma entrevista e análise curricular pela, agora ANQ. Nem toda as pessoas têm um perfil adequado a esta função. A função de Avaliador Externo é, ao contrário do que muita gente pensa, extremamente difícil. Estamos, muitas vezes a avaliar equipas de colegas ou a ter extremo cuidado com as palavras, visto estas poderem sem ser esse o desejo, ferir um adulto num ponto mais sensível da sua vida. É necessário um perfil. Um perfil humano e profissional.
Segundo: A formação.
Até à presente data, creio que nenhum Avaliador Externo, pode dizer que teve formação para a função que desempenha. Claro que a maioria de quem exerce esta função tem, ou teve, funções de avaliação do mesmo tipo em experiência profissional, mas as orientações organizativas e objectivos dependem essencialmente das entidades que devem coordenar o trabalho desenvolvido por que os representa. Penso que seria extremamente útil a realização de um fórum ou oficina de formação. Principalmente porque a função de avaliador externo é essencialmente solitária. Urge debater estratégias, metodologias, sistemas de trabalho. Quer para o nível básico, quer agora, para o nível secundário.
Terceiro: A qualidade.
O trabalho do Avaliador Externo tem que ser pautado pela qualidade. Qualidade do seu acompanhamento aos CNO; qualidade das suas orientações aos CNO; qualidade da informação dada; qualidade e conhecimento sempre em "cima da hora" da legislação em vigor e das possíveis actualizações; qualidade na análise dos dossiers pessoais dos adultos e contributos para a sua melhoria; qualidade na "entrevista avaliativa" feita aos adultos em sessão de júri; qualidade nas orientações dadas ao adulto para seguimento dos "estudos"; qualidade nas relações humanas com as equipas dos CNO. Associado a este principio de qualidade, surge, evidentemente o da exigência. Consigo e com os CNO que apoio e com quem colabora.
Quarto: Os instrumentos.
O Avaliador Externo faz um relatório obrigatório de avaliação de dois em dois anos. Estes relatórios servem para a ANQ obter por esta via conhecimento do que se passa em cada CNO e qual a visão e situação qualitativa dos mesmos aos olhos do Avaliador Externo. Aqui faço uma questão... de dois em dois anos? E é só este instrumento que o Avaliador Externo deve usar? Como discordo, criei mais dois. Um relatório intermédio para a ANQ e um para os CNO. A informação e formalização da actividade do Avaliador Externo é determinada pela seriedade da utilização destes instrumentos.
Quinto: A avaliação.
Aqui uma provocação.... O Avaliador Externo tem que trabalhar. Sim, trabalhar. Preparar as avaliações. Consultar legislação, colocar questões, preparar atempadamente as indicações a dar aos adultos. O Avaliador Externo que vai a uma sessão de validação dizer que o dossier está bem feito, que o adulto deve continuar a "estudar" e que está de parabéns não é um Avaliador Externo. A avaliação do Avaliador Externo passa pela indicação de estratégias de melhoria contínua do processo, de acompanhamento às equipas dos CNO, pela articulação e credibilização do processo junto da comunidade social e científica, passa pela indicação concreta adulto a adulto de formas adequadas para continuar a sua qualificação, passa pela sua própria formação e avaliação continua e essencialmente passa por orientar os CNO para a elevação da qualidade do processo RVCC.
Sexto: A valorização.
O júri de validação é o momento do adulto. Nunca do Avaliador Externo. O trabalho que muitos Avaliadores Externos fazem de valorização do processo RVCC é tanto mais conseguido se todos os restantes Avaliadores Externos valorizarem esse momento ao adulto. É por eles que exercemos esta função.

Deixo aqui o resultado das respostas... Em breve comentarei o Perfil dos Profissionais RVCC.

As Equipas de Profissionais dos CNO

"Os Centros Novas Oportunidades devem dispor de um número mínimo de:
a) Três profissionais de RVC, no caso de desenvolverem um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências de nível básico;
b) Cinco profissionais de RVC, no caso de desenvolverem processos de reconhecimento, validação e certificação de competências de nível básico e de nível secundário."
Despacho n.o 11 203/2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um exemplo de conquista!

Chama-se Guilherme, tem 57 anos e uma paixão pela História.
Depois de fazer a 2 de Maio de 2007 o 9º ano, através do Processo RVCC a decorrer no IETC/CNO em Cascais, faz o exame de admissão ao Curso de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa com catorze valores, ficando em terceiro lugar. Considerando três aspectos, o curriculum, a entrevista e o exame, é um dos seleccionados pela Universidade. Em Setembro de 2007 fará a sua inscrição.
Parabéns Guilherme!

1.ª Cerimónia Oficial de Entrega de Diplomas CNO Ansião


O Centro Cultural de Ansião encheu para assistir àquela que foi a 1.ª Cerimónia Oficial de Entrega de Diplomas aos adultos certificados pelo Centro Novas Oportunidades. No dia 6 de Julho a ansiedade era muita, quer por parte da equipa, quer por parte dos adultos. Afinal, não é todos os dias que se recebe um diploma, sobretudo um diploma tão especial! A grande maioria destes adultos não teve possibilidade de prosseguir os seus estudos, quer por dificuldades económicas, quer por dificuldades de transporte ou por outros motivos. Mas hoje, já adultos, encontraram uma “nova oportunidade” de o fazer no nosso Centro e não pensaram duas vezes antes de a agarrar
A cerimónia, para além da entrega dos diplomas e certificados, teve a participação de algumas formandas, que recitaram alguns poemas de sua autoria. Ao longo da noite, houve vários momentos musicais, com a participação dos alunos do 6.º ano da escola sede, acompanhados pelo professor de Educação Musical, Luís Chora. Para além de toda a equipa do CNO, estiveram presentes vários representantes de entidades do nosso concelho, como o presidente da Câmara Municipal de Ansião, o director do Centro de Emprego de Figueiró dos Vinhos, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ansião e a directora do CNO da Sicó Formação. No final, houve convívio entre todos e uma exposição de fotografias acerca do processo, intitulada “Aceitar, acreditar… o desafio”.
Mais uma vez, a equipa gostava de reforçar os parabéns a todos os adultos certificados e de encorajar aqueles que se encontram em processo. Toda esta experiência tem sido, também para nós, motivo de crescimento e de aprendizagem, pois é um privilégio e um orgulho poder conhecer e valorizar vidas tão preenchidas e tão ricas em competências.
A equipa do CNO da Escola de Ansião.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Reflexão sobre as Criticas ao RVCC

Sou avaliador externo e uma das minhas funções é a de valorizar o processo RVCC no seu contexto social e promover o seu desenvolvimento e consolidação face ao mercado de trabalho. Sou avaliador externo, em primeiro lugar porque acredito no processo RVCC e na Educação e Formação de Adultos. No dia em que deixar de acreditar, será o dia em que, deixarei de o ser. E hoje é já necessário credibilizar o processo, mais do que nunca.
A aposta no lançamento feito no Programa Novas Oportunidades foi visto por muito como uma mais-valia para a melhoria qualitativa das competências dos portugueses. Associado foi lançada uma campanha publicitária e recentemente uma "oferta" de computadores aos adultos inscritos no processo RVCC.
E o que se vai ouvindo? Sobre o processo RVCC? Sobre o Programas Novas Oportunidades?
Vai-se ouvindo que é facilitista; que visa essencialmente as estatistica; que destrói a ideia de trabalho feita pelos alunos no ensino regular; que não permite a qualificação; que é para enganar; que não tem qualidade; que não tem credibilidade.
A minha resposta? Sempre foi e sempre será a mesma enquanto eu conseguir ver a qualidade do trabalho dos Centros Novas Oportunidades a melhorar como o tenho assistido nos últimos tempos.
A resposta é simples:
- Facilitista? Não. A maioria dos profissionais são qualificados Psicólogos ou profissionais das Ciências da Educação. Licenciados ou mestrados. Que sabem o que estão a fazer. Os formadores, na sua maioria são ou foram professores do Ensino Básico e Secundário. Qualificados, profissionalizados, com anos de experiência. Exigem do adulto o cumprimento elevado dos requisitos existentes para o processo RVCC. Verdade que existem Centros Novas Oportunidades onde a exigência não é sempre elevada... nas também não existem escolas onde não o vemos também? Aqui compete ao avaliador externo actuar. Denunciar esse facilitismo se existir. Ou alertar para o mesmo, caso possa ser alterado.
- Visa a estatística? Sim. Porque é preciso certificar a população. Mas tendo em conta este facto ele não pode ser visto como negativo. Após a certificação muitos adultos podem ter acesso a formação, a melhoria de competências profissionais e pessoais, mas, acima de tudo, a iniciar um processo de qualificação. Sempre disse que o processo RVCC não qualifica ninguém. E só valerá e se credibilizará com aquilo que cada adulto e todos em conjunto fizerem após o processo. A estatística não é um factor negativo. Não pode é ser lido sem mais nada. Sem a potencialidade que encerra em si mesma.
- Destrói a ideia de trabalho e estudo dos alunos do ensino regular? Aqui surge uma dúvida! Grande! Quem é que se lembrou desta comparação? Uma coisa é o ensino regular, outra a Educação e Formação de Adultos. Não é o sistema que está errado, é a comparação. Nenhum adulto antes dos 18 anos pode fazer o RVCC. E vão dizer, 18 anos é pouco. Concordo e discordo. Concordo para alguns casos de "aproveitamento possível". Sinceramente e com o número elevado de adultos que já validei, conto pela mãos dos dedos os casos que consigo recordar. E todos eles foram, nos Centros Novas Oportunidades uma excepção muitas vezes criticada por toda a equipa após terem tido lugar. Discordo porque já encontrei adultos com 18 anos que tinham começado a trabalhar aos 4. Sim, disse 4 anos. Tinham muitas experiências profissionais e muita aprendizagem em formação. Assim, não posso concordar com esta crítica. São realidades distintas, destinadas a públicos distintos.
- Não permite a qualificação? Permite. Não dá. É uma questão de língua portuguesa. Abre portas. Quantos adultos já me disseram que precisam do 9.º ano para aceder a esta ou aquela formação para o seu trabalho ou para procurar emprego? Pois não dá qualificação. Não qualifica. O RVCC. Permite é a qualificação que antes era vedada. Imagina o leitor deste post ir a um centro de formação e ver negada o acesso a um curso por não ter habilitações? Mesmo tendo 10 ou 20 anos de serviço? Pois é melhor pensar... acontece e a muita gente.
- Não tem qualidade? Tem. Muita. As equipas dos Centros Novas Oportunidades foram apanhadas num projecto sem preparação. Foram confrontadas com uma alteração do paradigma do ensino-aprendizagem. Sim, houve erros, lacunas, imperfeições. Sim, houve desvios, incumprimentos... mas hoje os Centros Novas Oportunidades são locais especializados na Educação e Formação de Adultos e com conhecimento do terreno. Sabem como fazer. Sabem que para fazer é preciso melhorar. Sabem e conseguem ler, traduzir e acima de tudo operacionalizar o processo RVCC. Gostava de ver muito dos teóricos críticos no terreno a encontrar as soluções humanas, profissionais e escolar que as equipas hoje conseguem dar aos adultos.
- Não tem credibilidade? Para esta questão vou apenas dar uma resposta. Na abertura de um concurso público uma das condições preferenciais era que o candidato tivesse feito o 9.º ano via RVCC. Porquê? Era garantia de experiência profissional.
E diz o leitor deste post assim, então é milagroso. Não tem falhas. Respondo: tem, e não são poucas. Mas quais são efectivamente as falhas do Projecto Novas Oportunidades ainda?
São simples de identificar:
- A orientação ao adulto: Em muitos Centros Novas Oportunidades o adulto ainda é automaticamente encaminhado para o processo RVCC não lhe sendo dadas orientações para além deste processo. Este facto está relacionado com o tempo em que o RVCC era a única via. Hoje existem os cursos EFA, CEF, CET, Módulos... etc... A pressão das metas impostas ajuda a esta orientação sempre presente.
- Inovação: Muitos Centros Novas Oportunidades estão centrados no trabalho burocrático e técnicos sem tempo para pensar e melhorar o processo RVCC ou qualquer um dos outros. Fica de fora a inovação nos recursos e no próprio projecto.
- Seriação/Triagem: Faltam em muitos Centros Novas Oportunidades instrumentos de triagem para a situação de entrada (e de saída) do adulto. Estes instrumentos serão fundamentais para a orientação estratégica do trabalho com o adulto e de orientação nas fases do processo. Acima de tudo estes instrumentos potenciam a credibilidade do projecto RVCC e outros orientando os adultos para o processo certo e feito à sua medida.
- Recursos didácticos: A necessidade de criação de manuais, fichas de trabalho, instrumentos de trabalho para as equipas dos Centros Novas Oportunidades e Escolas com vista a uniformizar/normalizar a exigência e os instrumentos de trabalho.
- A formação: Os Recursos Humanos dos Centros Novas Oportunidades necessitam de formação constante. Estratégias, metodologias, trabalho com adultos são algumas das áreas. A formação associada ao projecto Novas Oportunidades também deve aumentar. Não num ideia de transformar o RVCC num "curso" mas de dotar o processo de umas horas de apoio criadas à medida dos adultos.
- Regulamentação: Existem áreas de regulamentação necessária. Quer para os profissionais, quer para os formadores. Na contagem do tempo, na contratualização, nas estratégias e avaliação.
- A avaliação: Pensamos que existe uma necessidade de atribuir uma valorização quantitativa ao trabalho dos adultos em processo RVCC de forma a valorizar o mesmo e permitir a distinção entre adultos.
- A propaganda: A publicidade em torno do Programa Novas Oportunidades deve agora incidir sobre a credibilidade do projecto. "Chamar" gente é sempre bom. Mas deve ser tido cuidado de como se "chama" e a quem se "chama" sobre o risco de desviar para este projecto um publico que não deve nele estar contido...
Com estas ideias e esta reflexão tento fazer uma análise. Só isso.
Cada vez que a crítica cresce ao processo RVCC ou ao Programa Novas Oportunidades não é a mim, enquanto avaliador externo, nem às equipas dos Centros Novas Oportunidades que ela atinge. É aos adultos. A quem depois, no terreno, não vê a credibilidade que o seu processo merece. E merece tanto como qualquer outro. Por isso, em vez das críticas gostaria de ouvir sugestões. De sentir participação com a criação daquilo que pode ainda estar incompleto. Assim valorizamos o processo e principalmente aqueles que o procuram!