terça-feira, 24 de julho de 2007

Conferência EU elearning Lisbon 2007

Encontram-se abertas as inscrições para a Conferência EU elearningLisbon2007, que terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, nos dias 15 e 16 de Outubro.
A conferência pretende ser um espaço de debate e intercâmbio de ideias para os decisores políticos, responsáveis pelos recursos humanos, pela gestão da formação e do conhecimento nas organizações, bem como para professores, formadores e outros profissionais da educação.
No quadro da Agenda de Lisboa, como podem o eLearning e as tecnologias da informação e comunicação em geral contribuir para a promoção da inclusão, da aprendizagem ao longo da vida, da inovação e gestão do conhecimento, e potenciar o desempenho individual e organizacional? Participantes e oradores estão convidados a debater estas e outras questões e a contribuir com sugestões e recomendações para as estratégias europeias de eLearning e eInclusão.
O evento inclui sessões que irão focar três grandes áreas de interesse:
* Coesão Digital e Social;
* Requalificação na Sociedade do Conhecimento;
* O valor do eLearning.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Uma medida...

«Medida 7 – Iniciativa Novas Oportunidades. Pretende-se fazer do 12º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, apostando, no caso dos jovens, no reforço do ensino profissionalizante de dupla certificação e, nos adultos, na expansão da oferta de Cursos de Educação e Formação e no alargamento do Sistema de RVCC. Complementarmente, a Iniciativa define um conjunto de acções dirigidas a aspectos organizativos e de funcionamento dos sistemas de educação e formação, nas vertentes relacionadas com regulação estratégica das ofertas e da rede de equipamentos, da qualidade da formação, da organização dos currículos e do financiamento, entre outras. Pretende-se promover a elevação da qualificação da população; diversificação das estratégias de educação e formação como principal recurso de combate à saída precoce do sistema educativo e ao insucesso escolar valorizando, sobretudo, as vias profissionalizantes com dupla certificação; reforço da integração dos sistemas de educação e formação, promovendo a eficiência e a legibilidade das respostas existentes e melhorias ao nível dos elementos organizativos e de funcionamento dos sistemas.»

domingo, 22 de julho de 2007

Computadores....

«Acontece às vezes no mundo dos adultos. Parar algures no meio da azáfama e pensar: "Quero mais para a minha vida."
Alguns desses adultos estiveram ontem de manhã no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Conseguiram, nalguns casos décadas depois de terem desistido da escola, ver certificadas competências adquiridas ao longo da vida e aumentar as suas qualificações. Receberam os diplomas com palmas e indisfarçada emoção. Arminda Costa, mãe de um filho de sete anos, foi quem se dirigiu ao microfone para deixar o seu testemunho: "Tenho 38 anos e completei há pouco tempo o 9.º ano." A entrega de diplomas a estes adultos que concluíram o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências - um nome difícil de decorar que traduz a possibilidade, oferecida pelo programa Novas Oportunidades, de obter num menor espaço de tempo habilitações de nível básico e secundário (9.º ou 12.º ano) - precedeu uma outra: a de 35 dos primeiros cinco mil computadores portáteis que ontem começaram a ser distribuídos, por membros do Governo, nas capitais de distrito do país. Em Lisboa foi o primeiro-ministro, José Sócrates, a comparecer no arranque desta iniciativa, anunciada no final de Maio, com que o Governo pretende garantir, de forma faseada, a mais de meio milhão de estudantes, professores e trabalhadores em formação o acesso a computador e Internet de banda larga a preços reduzidos."Exemplo para o país"Sócrates terminou a sua intervenção lembrando que "massificar o uso do computador é essencial para que Portugal se modernize". Mas foi aos recém-diplomados que dedicou a maior parte das palavras.O país, disse, "precisa de aprender mais". Os números são conhecidos: a grande maioria (70 por cento) dos cinco milhões e 100 mil portugueses a trabalhar não tem o secundário. E aqueles que já na idade adulta reconhecem que têm de saber mais e, com "esforço" e "coragem", decidem ir aprender são "um exemplo para todo o país".Porque entende que "a única forma" que Portugal tem de competir na economia global é aumentar o valor do conhecimento de cada português, o primeiro-ministro diz não ter dúvidas se alguém lhe perguntar qual "o programa mais importante que o Governo lançou". Foi "este programa Novas Oportunidades"."O desafio para o Governo português é criar oportunidades para a Arminda", resumiu.Arminda diz: "Quero mais para a minha vida."Fala já no final da cerimónia. Está "emocionada"; "é um sonho que renasce". É empregada de mesa no Estado-Maior do Exército, mas sempre quis ser "enfermeira-parteira". Agora voltou a sentir que podia conseguir. Tenciona fazer mais um curso de informática e continuar a estudar.Há pelo menos outra pessoa na sala com o mesmo gosto por enfermagem. Fátima Pereira, 51 anos. Em Angola, de onde veio em 1977, estudou até ao 6.º ano. Um dia estava a ver o Telejornal e ouviu falar neste programa de formação para adultos. Participar exigiu "um bocadinho de sacrifício", mas "valeu a pena". Já tem o 9.º ano e quer ir "pelo menos até ao 12.º".A filha, deficiente auditiva, "está crescida" e cuida da sua vida. "Agora estou a pensar em mim." Até agora inscreveram-se no Novas Oportunidades 250 mil portugueses. São três os objectivos traçados pelo Governo: fazer do 12.º ano "o referencial mínimo de qualificação"; possibilitar que metade dos alunos do secundário sejam "abrangidos em vias tecnológicas e profissionalizantes"; e qualificar, até 2010, um milhão de activos através da validação de competências e formação de adultos.»

In Jornal Público (22 Julho)

sábado, 21 de julho de 2007

O Perfil do Avaliador Externo

Recentemente deixei aqui um post sobre as críticas feitas ao processo RVCC. Hoje farei um conjunto de considerações sobre o papel do Avaliador Externo neste processo, tendo em conta a leitura que faço às respostas deixadas neste espaço ao longo de 2 meses.
Primeiro: A selecção.
A ex-DGFV fazia a selecção dos Avaliadores Externos por via de um questionário de conhecimentos sobre o processo RVCC, que iam da sua componente organizativa à sua operacionalização, associado à análise curricular do candidato a Avaliador Externo. Hoje, na chamada lista nacional, são incluídos novos elementos sem este processo. Aqui começa a necessidade de credibilização do processo. Sou defensor de uma prova de conhecimentos, uma entrevista e análise curricular pela, agora ANQ. Nem toda as pessoas têm um perfil adequado a esta função. A função de Avaliador Externo é, ao contrário do que muita gente pensa, extremamente difícil. Estamos, muitas vezes a avaliar equipas de colegas ou a ter extremo cuidado com as palavras, visto estas poderem sem ser esse o desejo, ferir um adulto num ponto mais sensível da sua vida. É necessário um perfil. Um perfil humano e profissional.
Segundo: A formação.
Até à presente data, creio que nenhum Avaliador Externo, pode dizer que teve formação para a função que desempenha. Claro que a maioria de quem exerce esta função tem, ou teve, funções de avaliação do mesmo tipo em experiência profissional, mas as orientações organizativas e objectivos dependem essencialmente das entidades que devem coordenar o trabalho desenvolvido por que os representa. Penso que seria extremamente útil a realização de um fórum ou oficina de formação. Principalmente porque a função de avaliador externo é essencialmente solitária. Urge debater estratégias, metodologias, sistemas de trabalho. Quer para o nível básico, quer agora, para o nível secundário.
Terceiro: A qualidade.
O trabalho do Avaliador Externo tem que ser pautado pela qualidade. Qualidade do seu acompanhamento aos CNO; qualidade das suas orientações aos CNO; qualidade da informação dada; qualidade e conhecimento sempre em "cima da hora" da legislação em vigor e das possíveis actualizações; qualidade na análise dos dossiers pessoais dos adultos e contributos para a sua melhoria; qualidade na "entrevista avaliativa" feita aos adultos em sessão de júri; qualidade nas orientações dadas ao adulto para seguimento dos "estudos"; qualidade nas relações humanas com as equipas dos CNO. Associado a este principio de qualidade, surge, evidentemente o da exigência. Consigo e com os CNO que apoio e com quem colabora.
Quarto: Os instrumentos.
O Avaliador Externo faz um relatório obrigatório de avaliação de dois em dois anos. Estes relatórios servem para a ANQ obter por esta via conhecimento do que se passa em cada CNO e qual a visão e situação qualitativa dos mesmos aos olhos do Avaliador Externo. Aqui faço uma questão... de dois em dois anos? E é só este instrumento que o Avaliador Externo deve usar? Como discordo, criei mais dois. Um relatório intermédio para a ANQ e um para os CNO. A informação e formalização da actividade do Avaliador Externo é determinada pela seriedade da utilização destes instrumentos.
Quinto: A avaliação.
Aqui uma provocação.... O Avaliador Externo tem que trabalhar. Sim, trabalhar. Preparar as avaliações. Consultar legislação, colocar questões, preparar atempadamente as indicações a dar aos adultos. O Avaliador Externo que vai a uma sessão de validação dizer que o dossier está bem feito, que o adulto deve continuar a "estudar" e que está de parabéns não é um Avaliador Externo. A avaliação do Avaliador Externo passa pela indicação de estratégias de melhoria contínua do processo, de acompanhamento às equipas dos CNO, pela articulação e credibilização do processo junto da comunidade social e científica, passa pela indicação concreta adulto a adulto de formas adequadas para continuar a sua qualificação, passa pela sua própria formação e avaliação continua e essencialmente passa por orientar os CNO para a elevação da qualidade do processo RVCC.
Sexto: A valorização.
O júri de validação é o momento do adulto. Nunca do Avaliador Externo. O trabalho que muitos Avaliadores Externos fazem de valorização do processo RVCC é tanto mais conseguido se todos os restantes Avaliadores Externos valorizarem esse momento ao adulto. É por eles que exercemos esta função.

Deixo aqui o resultado das respostas... Em breve comentarei o Perfil dos Profissionais RVCC.

As Equipas de Profissionais dos CNO

"Os Centros Novas Oportunidades devem dispor de um número mínimo de:
a) Três profissionais de RVC, no caso de desenvolverem um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências de nível básico;
b) Cinco profissionais de RVC, no caso de desenvolverem processos de reconhecimento, validação e certificação de competências de nível básico e de nível secundário."
Despacho n.o 11 203/2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um exemplo de conquista!

Chama-se Guilherme, tem 57 anos e uma paixão pela História.
Depois de fazer a 2 de Maio de 2007 o 9º ano, através do Processo RVCC a decorrer no IETC/CNO em Cascais, faz o exame de admissão ao Curso de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa com catorze valores, ficando em terceiro lugar. Considerando três aspectos, o curriculum, a entrevista e o exame, é um dos seleccionados pela Universidade. Em Setembro de 2007 fará a sua inscrição.
Parabéns Guilherme!

1.ª Cerimónia Oficial de Entrega de Diplomas CNO Ansião


O Centro Cultural de Ansião encheu para assistir àquela que foi a 1.ª Cerimónia Oficial de Entrega de Diplomas aos adultos certificados pelo Centro Novas Oportunidades. No dia 6 de Julho a ansiedade era muita, quer por parte da equipa, quer por parte dos adultos. Afinal, não é todos os dias que se recebe um diploma, sobretudo um diploma tão especial! A grande maioria destes adultos não teve possibilidade de prosseguir os seus estudos, quer por dificuldades económicas, quer por dificuldades de transporte ou por outros motivos. Mas hoje, já adultos, encontraram uma “nova oportunidade” de o fazer no nosso Centro e não pensaram duas vezes antes de a agarrar
A cerimónia, para além da entrega dos diplomas e certificados, teve a participação de algumas formandas, que recitaram alguns poemas de sua autoria. Ao longo da noite, houve vários momentos musicais, com a participação dos alunos do 6.º ano da escola sede, acompanhados pelo professor de Educação Musical, Luís Chora. Para além de toda a equipa do CNO, estiveram presentes vários representantes de entidades do nosso concelho, como o presidente da Câmara Municipal de Ansião, o director do Centro de Emprego de Figueiró dos Vinhos, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ansião e a directora do CNO da Sicó Formação. No final, houve convívio entre todos e uma exposição de fotografias acerca do processo, intitulada “Aceitar, acreditar… o desafio”.
Mais uma vez, a equipa gostava de reforçar os parabéns a todos os adultos certificados e de encorajar aqueles que se encontram em processo. Toda esta experiência tem sido, também para nós, motivo de crescimento e de aprendizagem, pois é um privilégio e um orgulho poder conhecer e valorizar vidas tão preenchidas e tão ricas em competências.
A equipa do CNO da Escola de Ansião.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Reflexão sobre as Criticas ao RVCC

Sou avaliador externo e uma das minhas funções é a de valorizar o processo RVCC no seu contexto social e promover o seu desenvolvimento e consolidação face ao mercado de trabalho. Sou avaliador externo, em primeiro lugar porque acredito no processo RVCC e na Educação e Formação de Adultos. No dia em que deixar de acreditar, será o dia em que, deixarei de o ser. E hoje é já necessário credibilizar o processo, mais do que nunca.
A aposta no lançamento feito no Programa Novas Oportunidades foi visto por muito como uma mais-valia para a melhoria qualitativa das competências dos portugueses. Associado foi lançada uma campanha publicitária e recentemente uma "oferta" de computadores aos adultos inscritos no processo RVCC.
E o que se vai ouvindo? Sobre o processo RVCC? Sobre o Programas Novas Oportunidades?
Vai-se ouvindo que é facilitista; que visa essencialmente as estatistica; que destrói a ideia de trabalho feita pelos alunos no ensino regular; que não permite a qualificação; que é para enganar; que não tem qualidade; que não tem credibilidade.
A minha resposta? Sempre foi e sempre será a mesma enquanto eu conseguir ver a qualidade do trabalho dos Centros Novas Oportunidades a melhorar como o tenho assistido nos últimos tempos.
A resposta é simples:
- Facilitista? Não. A maioria dos profissionais são qualificados Psicólogos ou profissionais das Ciências da Educação. Licenciados ou mestrados. Que sabem o que estão a fazer. Os formadores, na sua maioria são ou foram professores do Ensino Básico e Secundário. Qualificados, profissionalizados, com anos de experiência. Exigem do adulto o cumprimento elevado dos requisitos existentes para o processo RVCC. Verdade que existem Centros Novas Oportunidades onde a exigência não é sempre elevada... nas também não existem escolas onde não o vemos também? Aqui compete ao avaliador externo actuar. Denunciar esse facilitismo se existir. Ou alertar para o mesmo, caso possa ser alterado.
- Visa a estatística? Sim. Porque é preciso certificar a população. Mas tendo em conta este facto ele não pode ser visto como negativo. Após a certificação muitos adultos podem ter acesso a formação, a melhoria de competências profissionais e pessoais, mas, acima de tudo, a iniciar um processo de qualificação. Sempre disse que o processo RVCC não qualifica ninguém. E só valerá e se credibilizará com aquilo que cada adulto e todos em conjunto fizerem após o processo. A estatística não é um factor negativo. Não pode é ser lido sem mais nada. Sem a potencialidade que encerra em si mesma.
- Destrói a ideia de trabalho e estudo dos alunos do ensino regular? Aqui surge uma dúvida! Grande! Quem é que se lembrou desta comparação? Uma coisa é o ensino regular, outra a Educação e Formação de Adultos. Não é o sistema que está errado, é a comparação. Nenhum adulto antes dos 18 anos pode fazer o RVCC. E vão dizer, 18 anos é pouco. Concordo e discordo. Concordo para alguns casos de "aproveitamento possível". Sinceramente e com o número elevado de adultos que já validei, conto pela mãos dos dedos os casos que consigo recordar. E todos eles foram, nos Centros Novas Oportunidades uma excepção muitas vezes criticada por toda a equipa após terem tido lugar. Discordo porque já encontrei adultos com 18 anos que tinham começado a trabalhar aos 4. Sim, disse 4 anos. Tinham muitas experiências profissionais e muita aprendizagem em formação. Assim, não posso concordar com esta crítica. São realidades distintas, destinadas a públicos distintos.
- Não permite a qualificação? Permite. Não dá. É uma questão de língua portuguesa. Abre portas. Quantos adultos já me disseram que precisam do 9.º ano para aceder a esta ou aquela formação para o seu trabalho ou para procurar emprego? Pois não dá qualificação. Não qualifica. O RVCC. Permite é a qualificação que antes era vedada. Imagina o leitor deste post ir a um centro de formação e ver negada o acesso a um curso por não ter habilitações? Mesmo tendo 10 ou 20 anos de serviço? Pois é melhor pensar... acontece e a muita gente.
- Não tem qualidade? Tem. Muita. As equipas dos Centros Novas Oportunidades foram apanhadas num projecto sem preparação. Foram confrontadas com uma alteração do paradigma do ensino-aprendizagem. Sim, houve erros, lacunas, imperfeições. Sim, houve desvios, incumprimentos... mas hoje os Centros Novas Oportunidades são locais especializados na Educação e Formação de Adultos e com conhecimento do terreno. Sabem como fazer. Sabem que para fazer é preciso melhorar. Sabem e conseguem ler, traduzir e acima de tudo operacionalizar o processo RVCC. Gostava de ver muito dos teóricos críticos no terreno a encontrar as soluções humanas, profissionais e escolar que as equipas hoje conseguem dar aos adultos.
- Não tem credibilidade? Para esta questão vou apenas dar uma resposta. Na abertura de um concurso público uma das condições preferenciais era que o candidato tivesse feito o 9.º ano via RVCC. Porquê? Era garantia de experiência profissional.
E diz o leitor deste post assim, então é milagroso. Não tem falhas. Respondo: tem, e não são poucas. Mas quais são efectivamente as falhas do Projecto Novas Oportunidades ainda?
São simples de identificar:
- A orientação ao adulto: Em muitos Centros Novas Oportunidades o adulto ainda é automaticamente encaminhado para o processo RVCC não lhe sendo dadas orientações para além deste processo. Este facto está relacionado com o tempo em que o RVCC era a única via. Hoje existem os cursos EFA, CEF, CET, Módulos... etc... A pressão das metas impostas ajuda a esta orientação sempre presente.
- Inovação: Muitos Centros Novas Oportunidades estão centrados no trabalho burocrático e técnicos sem tempo para pensar e melhorar o processo RVCC ou qualquer um dos outros. Fica de fora a inovação nos recursos e no próprio projecto.
- Seriação/Triagem: Faltam em muitos Centros Novas Oportunidades instrumentos de triagem para a situação de entrada (e de saída) do adulto. Estes instrumentos serão fundamentais para a orientação estratégica do trabalho com o adulto e de orientação nas fases do processo. Acima de tudo estes instrumentos potenciam a credibilidade do projecto RVCC e outros orientando os adultos para o processo certo e feito à sua medida.
- Recursos didácticos: A necessidade de criação de manuais, fichas de trabalho, instrumentos de trabalho para as equipas dos Centros Novas Oportunidades e Escolas com vista a uniformizar/normalizar a exigência e os instrumentos de trabalho.
- A formação: Os Recursos Humanos dos Centros Novas Oportunidades necessitam de formação constante. Estratégias, metodologias, trabalho com adultos são algumas das áreas. A formação associada ao projecto Novas Oportunidades também deve aumentar. Não num ideia de transformar o RVCC num "curso" mas de dotar o processo de umas horas de apoio criadas à medida dos adultos.
- Regulamentação: Existem áreas de regulamentação necessária. Quer para os profissionais, quer para os formadores. Na contagem do tempo, na contratualização, nas estratégias e avaliação.
- A avaliação: Pensamos que existe uma necessidade de atribuir uma valorização quantitativa ao trabalho dos adultos em processo RVCC de forma a valorizar o mesmo e permitir a distinção entre adultos.
- A propaganda: A publicidade em torno do Programa Novas Oportunidades deve agora incidir sobre a credibilidade do projecto. "Chamar" gente é sempre bom. Mas deve ser tido cuidado de como se "chama" e a quem se "chama" sobre o risco de desviar para este projecto um publico que não deve nele estar contido...
Com estas ideias e esta reflexão tento fazer uma análise. Só isso.
Cada vez que a crítica cresce ao processo RVCC ou ao Programa Novas Oportunidades não é a mim, enquanto avaliador externo, nem às equipas dos Centros Novas Oportunidades que ela atinge. É aos adultos. A quem depois, no terreno, não vê a credibilidade que o seu processo merece. E merece tanto como qualquer outro. Por isso, em vez das críticas gostaria de ouvir sugestões. De sentir participação com a criação daquilo que pode ainda estar incompleto. Assim valorizamos o processo e principalmente aqueles que o procuram!

Paulo Freire e a Pedagogia

Paulo Reglus Neves Freire foi um educador brasileiro.
Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
Sites a visitar:
Instituto Paulo Freire
Biblioteca Digital Paulo Freire
Projecto Memória Paulo Freire
Centro de Estudos e Pesquisa Paulo Freire

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Carta Europeia de Condução em Informática (ECDL)

A ECDL é a Carta Europeia de Condução em Informática, a Carta de Condução para as Auto-estradas da Informação e Conhecimento!
A ECDL é uma certificação nas Tecnologias de Comunicação e Informação para utilizadores, que define rigorosamente as competências necessárias para uma participação eficaz e produtiva na Sociedade da Informação.
É um padrão reconhecido internacionalmente, que garante que o seu detentor possui os conhecimentos e aptidões necessárias para utilizar eficazmente as aplicações de computador utilizadas mais correntemente no mercado de trabalho.
A ECDL não é um curso de informática! É uma certificação composta por 7 exames em diferentes áreas da informática. A uniformidade e consistência dos exames ECDL, nos países aderentes, são garantidas pela ECDL Foundation, que define também os conteúdos programáticos a serem validados.

Revista Pessoal

A Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos de Recursos Humanos (APG), em parceria com a empresa editorial A1812, relança a revista Pessoal. Uma perspectiva mais actual do universo da gestão e das relações humanas e, ao mesmo tempo conciliar o carácter técnico-científico com aspectos de natureza mais lúdica são as suas propostas.
Com mais de duas décadas de existência a ''Pessoal'' aposta, nesta nova fase, na renovação de conteúdos e no modo de tratamentos dos temas.
Composta por entrevistas e artigos de carácter técnico-científico escritos em exclusivo para a ''Pessoal''e por textos de outras revistas internacionais do mundo RH, a revista apresenta-se como um novo projecto gráfico, bastante mais leve e arrojada.
Mais de 80 páginas dirigidas essencialmente ao mercado dos recursos humanos abordam questões relacionadas com a gestão das pessoas nas empresas privadas e administração pública bem como problemas específicos dos profissionais independentes.
Com uma tiragem inicial de 15 mil exemplares, 3 mil dos quais serão automaticamente oferecidos pela AGP aos seus sócios, a revista passará a estar à venda nas bancas mensalmente a um preço de 3€.
In: Expresso.

domingo, 15 de julho de 2007

Fórum Formadores e Fórum RVCC


A visitar!



Pensar o RVCC

Os sistemas de reconhecimento e validação podem ser desenvolvidos segundo duas lógicas diferentes, mas complementares, de auto-avaliação e de validação/acreditação:
- A lógica individual da auto-avaliação é a do reconhecimento pessoal, com finalidades formativas. A pessoa faz um balanço das suas aprendizagens procurando identificar os seus conhecimentos e competências, e realizar um projecto que se finalize eventualmente numa formação complementar. Um sistema que contempla esta lógica deve poder cobrir os níveis e os tipos de competências adquiridos e também os domínios nos quais a pessoa pode completar a sua formação.
- A lógica social da validação/acreditação visa o reconhecimento formal das competências (de acordo com referenciais predeterminados e sancionados para os diversos domínios) e é feita através de uma instituição com autoridade para tal. A utilidade social da validação/acreditação depende fortemente da legitimidade do sistema e do seu reconhecimento social.
Ana Luísa Oliveira Pires

sábado, 14 de julho de 2007

Quem pode ser formador e em que áreas?

Para o Básico:

"No âmbito do referencial de competências-chave de nível básico, os formadores que integram a equipa técnico-pedagógica dos Centros Novas Oportunidades e que desenvolvem, nos cursos EFA dos nível B2 e B3, a formação de base nas áreas de competências-chave devem ser detentores, consoante as áreas, de habilitações para a docência nos 2.o e 3.o ciclos do ensino básico, de acordo com os normativos legais em vigor, para os seguintes grupos de recrutamento:
a) Linguagem e comunicação—Português (código 300), Português e Estudos Sociais/História (código 200), Português e Francês (código 210) ou Português e Inglês (código 220); b) Matemática para a vida—Matemática (código 500) ou Matemática e Ciências da Natureza (código 230); c) Tecnologias de informação e comunicação (TIC): i) Informática (código 550); ii) Qualquer grupo de recrutamento, desde que apresentem prova de outras habilitações para a leccionação de TIC, previstas em normativos legais em vigor; iii) Qualquer grupo de recrutamento, desde que portadores da Carta ECDL (Carta Europeia de Condução em Informática)—7 módulos; d) Cidadania e empregabilidade—qualquer grupo de recrutamento; e) No caso de a área de competências-chave de linguagem e comunicação integrar o reconhecimento ou desenvolvimento de competências no domínio de uma língua estrangeira, nos termos do disposto no n.o 4.1.2 do regulamento anexo ao despacho conjunto n.o 1083/2000, de 20 de Novembro, na redacção conferida pelo despacho n.o 26 401/2006, de 29 de Dezembro: grupo de recrutamento correspondente à língua estrangeira proposta—Inglês (código 330), Francês (código 320), Alemão (código 340) ou Espanhol (código 350), Português e Francês (código 210) ou Português e Inglês (código 220). 7—No âmbito do referencial de competências-chave de nível básico, os formadores que, integrando a equipa técnico-pedagógica dos cursos EFA, desenvolvem, no nível B1, a formação de base nas áreas de competências-chave devem ser detentores de habilitações para a docência no ensino básico, de acordo com o disposto no n.o 6 do presente despacho, ou, ainda, habilitações para a docência no 1.o ciclo do ensino básico de acordo com os normativos legais em vigor—grupo de recrutamento 1.o ciclo do ensino básico (código 110)."

Para o Secundário:

No âmbito do referencial de competências-chave de nível secundário, os formadores que integram a equipa técnico-pedagógica dos Centros Novas Oportunidades devem possuir habilitação para a docência no ensino secundário, de acordo com os normativos legais em vigor, para os grupos de recrutamento indicados em cada uma das áreas de competências-chave: a) Cidadania e profissionalidade—História (código 400), Filosofia (código 410), Geografia (código 420) ou Economia e Contabilidade (código 430); b) Sociedade, tecnologia e ciência—Economia e Contabilidade (código 430), Matemática (código 500), Física e Química (código 510) ou Biologia e Geologia (código 520); c) Cultura, língua, comunicação—Português (código 300), História (código 400) ou Filosofia (410). 10—Para os efeitos do número anterior, cada área de competências- chave deve ser assegurada por um mínimo de dois formadores de grupos de recrutamento diferentes que assegurem a combinação dos domínios científicos que a integram. 11—Não obstante o disposto nos números anteriores, deve ainda recorrer-se, no âmbito do referencial de competências-chave de nível secundário, a formadores detentores de habilitações para a docência no ensino secundário para qualquer grupo de recrutamento, sempre que as características dos adultos em processo de reconhecimento assim o justifiquem."

Ciencia Viva!


Faça uma visita aqui e nas iniciativas levadas a cabo pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.


sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ofertas de Formação Comenius-Grundtvig

Consulte aqui acções de formação ligadas à Educação e Formação de Adultos e ao Longo da Vida em toda a Europa:
Comenius-Grundtvig Training Databse - http://ec.europa.eu/education/trainingdatabase/

Questionário

quinta-feira, 12 de julho de 2007

ePortfólio


A Insight SINFIC divulga o dossier “Sistemas de Gestão de ePortefolios” que apresenta o eXact Portfolio, uma solução tecnológica que permite a estudantes e a trabalhadores criar e partilhar a sua caderneta individual de competências.
O eXact Portfolio pode ser usado de modo isolado ou integrado com qualquer outro sistema de gestão da aprendizagem, ambiente virtual de colaboração, sistema de gestão de recursos humanos e recrutamento, numa óptica de sistema de gestão de competências de alunos ou de colaboradores de uma empresa.

«De um modo sumário e simples, um portfólio consiste num conjunto de evidências reunidas para demonstrar o percurso de aprendizagem de uma pessoa ao longo do tempo, assim como as suas capacidades. Um portfólio pode reflectir apenas as informações de interesse para uma dada disciplina ou área de trabalho, ou ser mais abrangente e reflectir a aprendizagem de uma pessoa ao longo de toda a sua vida.
Num portfólio podem ser apresentados exemplos concretos de trabalhos realizados, que podem ir desde textos terminados ou por terminar, fotografias, vídeos, projectos de investigação, observações e avaliações de supervisores, mentores e colegas de trabalho, e ainda uma reflexão do próprio autor do portfólio sobre todos estes elementos. Um portfólio assume assim um carácter mais concreto e ilustrativo do trabalho desenvolvido por uma pessoa, e das suas capacidades do que um curriculum vitae (CV).»

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Seminários de Contacto’ 2007

Os Seminários de Contacto são o instrumento privilegiado para a promoção de parcerias entre instuições que desejam iniciar actividades de cooperação europeia no âmbito de qualquer um dos Programas Sectoriais (Comenius, Grundtvig, Erasmus e Leonardo da Vinci) do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida.
Assumem o formato de workshops, destinados à incubação de ideias para o desenvolvimento de projectos e à procura dos respectivos parceiros internacionais, incidindo numa determinada área temática e dirigindo-se a grupos-alvo específicos.
Nestes seminários participam institiuções dos diferentes países participantes no Programa e espera-se que a sua participação desencadeie a criação de novas parcerias e a apresentação de candidaturas aos diferentes Programas Sectoriais.
A Agência Nacional (AN) financia a participação dos participantes portugueses nestas iniciativas, atribuindo uma bolsa destinada a cobrir as despesas de viagem e subsistência. Podem beneficiar da referida bolsa representantes de instituições, desde que não tenham projectos em curso e só será atribuída uma bolsa por pessoa de cada instituição.
A AN Portuguesa financiará 2 a 3 bolsas no máximo por Seminário de Contacto, pelo que as candidaturas serão priorizadas atendendo à sua avaliação e à data de entrada na AN.
Para se candidatar à atribuição de bolsas para participação em Seminário de Contacto, deverá proceder ao download do formulário de candidatura, preenchê-lo e remete-lo à AN dentro do prazo limite definido, conforme orientações definidas pela AN, devendo a data de realização do Seminário ser calaramente identificada no respectivo formulário.
Para mais informações, consulte aqui: Seminários de Contacto’ 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Projecto MAPA

No âmbito do Programa SOCRATES-GRUNDTVIG, a Agência Nacional para a Qualificação, entidade que assumiu as competências da Direcção-Geral de Formação Vocacional, coordena, por um período de 3 anos - 2004 a 2007 - o projecto transnacional intitulado Motivar os Adultos para a Aprendizagem - MAPA. O projecto MAPA insere-se nas orientações europeias, nomeadamente as que constam do Memorando sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida e da Comunicação da Comissão - 2001- Tornar o Espaço Europeu de Aprendizagem ao Longo da Vida uma Realidade, onde se estabelece claramente como desafio para os Estados-Membros, a necessidade de se criar uma cultura de aprendizagem para todos, adoptando-se medidas com vista à motivação dos potenciais aprendentes e ao aumento dos níveis de participação. Estas medidas visam valorizar a aprendizagem, em particular a aprendizagem não formal e informal, reconhecendo o seu valor intrínseco. Uma tal perspectiva pode igualmente incitar as pessoas mais afastadas dos sistemas de educação e de formação a retomar os estudos ou formação, no quadro da educação formal.Através de uma reflexão comum transnacional, o projecto pretende contribuir para a optimização da função de motivação dando um enfoque particular às actividades de educação não formal, enquanto lugares privilegiados para incentivar os adultos a participarem em processos de educação e formação ao longo da vida.

O trabalho de terreno e os encontros locais e transnacionais, a realizar ao longo do projecto, têm permitido uma troca de experiências e de práticas que alimentaram a publicação de três documentos:
- uma Brochura para divulgação do projecto junto das instituição nacionais de cada país participante e dos demais interessados; [editada]
- um Guia, quadro referencial dos princípios e linhas directrizes que, contribuindo para uma melhor organização das actividades de educação não formal, reforçam a motivação para a formação de públicos pouco escolarizados ou pouco qualificados; [editado]
- um Caderno Temático que visa divulgar e aprofundar os temas abordados no Guia, pondo em evidência as metodologias e as práticas desenvolvidas no quadro do presente projecto europeu. [em curso]
Para além destes produtos e em resultado da investigação-acção realizada em Portugal, foi produzido um relatório - MAPA: Contextos educativos não formais: reconhecimento, valorização e capacidade motivacional: relatório nacional referente às actividades de educação não formal desenvolvidas em diversas instituições portuguesas.