terça-feira, 19 de junho de 2007

CNQ - Site já disponível.

No dia 18 de Junho, foi apresentado o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ). O CNQ é um instrumento fundamental na gestão estratégica das qualificações profissionais de nível não superior, na regulação da oferta formativa de dupla certificação e na promoção da eficácia do financiamento público.Este instrumento, disponível no site www.catalogo.anq.gov.pt, integra, nesta fase inicial, 213 qualificações profissionais que abrangem 40 áreas de educação e formação.O CNQ é desenvolvido em consonância com os trabalhos de implementação de um Quadro Europeu de Qualificações e ainda de um Quadro Nacional de Qualificações.

Catalogo Nacional de Qualificações

A partir de Setembro, os cursos de formação profissional com financiamento público vão ter de respeitar os perfis de competências, conteúdos e cargas horárias para cada uma das profissões, que constam do novo Catálogo Nacional das Qualificações, ontem apresentado pelos ministros do Trabalho e da Educação. Só assim as competências poderão ser certificadas e reconhecidas, tanto a nível nacional como no espaço comunitário, o que também contribuirá para facilitar a mobilidade dos trabalhadores na União Europeia.Aquele catálogo, que segundo o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, é "um instrumento fundamental do processo de reforma da formação profissional", integra já 213 qualificações em 40 áreas distintas de educação e formação. Mais de metade das qualificações profissionais referenciadas no catálogo (52%) conferem equivalência ao 9.º ano de escolaridade, sendo que 48% conferem a correspondência ao 12.º ano e o nível 3 de qualificação. A dupla certificação dos cursos, escolar e profissional, passa a ser uma condição preferencial, para não dizer praticamente exclusiva, no acesso aos fundos comunitários destinados à qualificação, no âmbito do novo Quadro de Referência Estratégica Nacional, mais conhecido por QREN e, mais concretamente, no Programa Operacional do Potencial Humano, que destina mais de dois terços dos fundos à formação ao longo da vida. O objectivo da dupla componente escolar e profissional é aumentar o baixo nível de qualificação dos portugueses, permitindo aos jovens que abandonaram os estudos uma segundo oportunidade escolar e profissional e aos activos uma possibilidade de reconhecer as suas competências, mesmo que não tenham sido adquiridas por via escolar e complementá-las nos chamados "centros novas oportunidades".De acordo com a reforma em vigor, os cursos para formar técnicos de informática ou de contabilidade, cozinheiros, jardineiros, esteticistas, electromecânicos ou costureiros industriais, só para citar alguns exemplos, passam a ter de respeitar perfis de competências e cargas horárias padronizadas para os vários módulos de educação e de formação, de modo a garantir a transparência dos processos formativos, bem como a sua comparação, tanto a nível nacional como internacional.O modelo de educação e formação de adultos implica obrigatoriamente a passagem por um processo de reconhecimento e validação de competências associado a uma carga horária mínima entre 25 e 40 horas. Para um curso completo de cozinha, por exemplo, são necessárias 900 horas só de formação técnica. Mas se já existirem competências, essa carga pode ser reduzida. Em função das carências de qualificação detectadas, é então definido para cada formando um programa de formação de base (unidades de competência) e de formação tecnológica (unidades de formação de curta duração), até que a suas qualificações possam alcançar equivalência aos 9.º e 12.º anos de escolaridade e à respectiva certificação profissional. A vantagem do sistema consiste no facto de as pessoas poderem acumular os módulos de formação adquiridos em vários momentos, no sistema de educação e de formação.
Fonte: DN

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Pense...

sábado, 16 de junho de 2007

Criação do Fórum RVCC/NO

A todos os que visitam este espaço e que para além da possibilidade de discussão aberta pela sua existência desejem comentar, partilhar experiências, deixar o vosso contributo para a discussão sobre o Ensino, o RVCC, a Educação e Formação de Adultos e o Sistema de Ensino em Portugal, decidi criar um fórum, aberto a todos, que poderão visitar aqui: Fórum RVCC/NO. Este espaço destina-se a professores, formadores, profissionais, coordenadores e todos aqueles que desejem partilhar as suas ideias sobre a Educação e Formação. Espero uma visita. Espero que este novo espaço possa dar resposta à tão desejada partilha de informações e experiências. Boas "discussões"!

E que tal inovar? O Webfólio!

O webfolio é uma versão electrónica do portefólio. Ambos são colecções organizadas de trabalhos, materiais e recursos seleccionados. Uma vez publicada num sítio/página da Internet, esta colecção permite ligações a outros recursos, cria a interactividade, suscita a reformulação.
Há web/portefólios de produto e de processo. Uns apresentam resultados, os outros acompanham aprendizagens. Mas enquanto ferramenta pedagógica, o web/portefólio permite sempre a avaliação do processo, mesmo quando se centra no produto. Na verdade, é um instrumento de avaliação que proporciona a oportunidade de revelar conhecimentos e capacidades que não são facilmente observáveis através de outros meios de avaliação. Ao construir o seu web/portfólio, o estudante/adulto transforma-se num agente efectivo do seu processo de aprendizagem.
Veja exemplo de ferramenta aqui: Equitext

O que é a Validação de Competências?

«Esta etapa não deve compreender apenas a reunião de júri de validação mas sim todo o trabalho de preparação que envolve o profissional, formadores, adulto e avaliador externo. É uma espécie de "pré-validação" que, através da liderança do profissional, pressupõe as seguintes actividades:
1. Análise dos Dossiers pelo Profissional e Formadores;


2. Análise dos dossiers por parte dos adultos com a possibilidade de reformulação, acompanhada pelo Profissional;


3. Reunião com o grupo, com a participação do Profissional e dos Formadores para análise global do processo;


4. Análise do dossier pelo avaliador externo; e reunião entre este e o profissional com a participação dos formadores. ( Finalização do preenchimento das grelhas de apoio à validação ).


5. Reunião de júri final. (...)

O pedido de validação é feito voluntariamente pelo adulto embora possa resultar de um processo de discussão / negociação / concertação com o profissional de RVC e formadores. O pedido de validação é um acto crucial de reflexão e de auto-avaliação do adulto. Este deve confrontar-se com as evidências que reuniu no dossier e ter capacidade para verificar as unidades de competência que poderão ser objecto de validação. A validação é feita perante um júri de validação em que o adulto deve ter uma participação activa e defender o seu dossier pessoal. Pode haver necessidade, por solicitação do júri ou por iniciativa do adulto, de demonstrar algumas das competências perante o júri. Os resultados da sessão de júri permitem a certificação, a qual resulta da validação de todas as unidades de competência das quatro áreas de competências-chave. A certificação é um acto administrativo que consiste na confirmação das competências validadas pelo júri de validação em suporte próprio - a emissão do certificado.»
In: Site do CNO da Escola Marquês de Pombal

O Processo de Reconhecimento de Competências

«O processo de reconhecimento é, essencialmente o confronto do Referencial de Competências Chave com a experiência de vida do adulto, através de um processo de autoavaliação do adulto. É desejável que esta reflexão sobre as experiências de vida conduzam à construção de um projecto formativo em termos futuros já que o adulto tem que tomar consciência da necessidade de desenvolver processos de aprendizagem ao longo da sua vida. O processo de RVCC não se esgota no reconhecimento e validação de competências pois é importante trabalhar um projecto de vida com o adulto orientando-o nesse caminho de modo a assegurar o seu desenvolvimento pessoal e profissional.Este processo ficará facilitado se tivermos perfis profissionais de competências actualizados.Serão utilizados materiais construídos pela DGFV (ANQ) e a construir pelos profissionais de RVCC e formadores do Centro a partir de experiências recolhidas na observação de práticas de outros Centros mas contextualizados nas experiências de vida dos adultosO processo de reconhecimento consiste na identificação das competências detidas por cada adulto, através de um processo de auto-reflexão e auto-avaliação das experiências de vida pessoais e profissionais vividas por cada adulto. O processo de reconhecimento começa pelo adulto reconhecer as competências de si próprio. As competências partem da experiência vivida pelo adulto, dos saberes e do saber fazer mas é importante que o adulto consiga encontrar respostas para novas situações de vida ou seja, que tenha capacidade de transferir conhecimentos e saberes - fazer para a resolução de novos problemas e novos desafios que a vida pessoal e profissional lhe coloca. O profissional de RVC acompanha o adulto durante todo o processo de RVCC e tem ainda a função de o orientar e aconselhar na implementação do seu projecto individual de formação.Os formadores devem estar presentes nesta fase do processo porque são os técnicos que conseguem relacionar as evidências ou os indícios de evidências dos adultos com o referencial de competências chave. As necessidades de formações complementares devem ser identificadas o mais cedo possível a fim de desenvolver respostas formativas adequadas a cada adulto e que não passam exclusivamente pelas formações complementares.»
In: Site do CNO da Escola Secundária Marquês de Pombal

INFO ANQ sobre Organização da Formação

Na sequência da publicação do Despacho n.º 9937/2007, de 29 de Maio, são reguladas as acções de formação de curta duração dirigidas aos adultos que se encontrem a desenvolver um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências num Centro Novas Oportunidades.Estas acções enquadram-se no âmbito do processo de RVCC e organizam-se em torno das áreas do referencial de competências-chave de nível básico ou de nível secundário e deverão ser desenvolvidas por entidades formadoras devidamente acreditadas.Destacam-se, assim, um conjunto de procedimentos fundamentais para a concretização deste tipo de acção: 1. As entidades que pretendam apresentar candidatura a estas acções têm de possuir credenciais de acesso ao Sistema Integrado de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO), para que possam aceder à área reservada deste sistema e poder consultar, para cada CNO, o levantamento de necessidades de formação efectuado relativamente às unidades de competência-chave e a indicação do correspondente número de adultos sinalizados para cada uma delas. 2. Após tomada de conhecimento das necessidades explicitadas pelos centros, as entidades formadoras deverão contactar os CNO para que sejam identificados nominalmente os adultos, para efeitos de constituição do grupo de formandos (mínimo de 10 e máximo de 15). 3. Posteriormente, as entidades formadoras, na área da gestão das ofertas formativas do SIGO, registam as suas propostas de acções de formação de curta duração, com indicação do grupo de formandos e dos formadores, e submetem a sua candidatura para que possa ser objecto de autorização de funcionamento pela entidade competente (ver Art.º 3.º do Despacho n.º 9937/2007). 4. Salienta-se, no entanto, que as funcionalidades associadas a este tipo de acção apenas estão plenamente desenvolvidas para as acções de formação de curta duração de nível básico, estando em desenvolvimento no SIGO todos os módulos relativos aos processos de RVCC de nível secundário, incluindo a possibilidade de identificação das necessidadas de formações complementares pelos CNO.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Convite

Olá a todos os quantos visitam este blog. Chegámos às 1000 visitas... Obrigado por estarem por ai e me darem, tantas vezes, tantos feedback sobre o que gostariam e como gostariam que fosse este espaço. O meu obrigado. Gostava agora de fazer o desafio de receber participações para este espaço. Desde iniciativas do vosso CNO, histórias de adultos (com as reservas de privacidade, claro...), acções de formação, opiniões que desejavam publicar ou que podem resultar em transferência de informação entre cada um de nós. Novamente o meu obrigado por estarem por ai...

Formação no âmbito EFA

Construção Curricular em torno dos temas de Vida nos cursos EFA
Duração: 8 Horas
Data: 30 de Junho (Sábado das 9-13h;14-18h)

A Avaliação no âmbito dos cursos EFA
Duração: 8 Horas
Data: 7 de Julho (Sábado das 9-13h;14-18h)

Equipas EFA – Agentes Promotores de Cidadania
Duração: 6 Horas
Data: 14 de Julho de 2007 (Sábado das 10-12h;14-17h)

Destinatários:
- Licenciados no campo das Ciências Sociais e Humanas
- Formadores
- Técnicos Pedagógicos, Coordenadores, Mediadores
- Todos aqueles que actuem na área de Educação e Formação de Adultos ou pretendam vir a investir nesta área de intervenção

Certificado:
No final da formação será entregue aos formandos um certificado de frequência de formação estando a emissão do mesmo dependente da frequência da totalidade da formação.

Formadora:
Dra. Cláudia Cunha, Psicóloga, Profissional de RVCC desde Janeiro de 2005, experiência profissional enquanto mediadora de cursos EFA e formadora Certificada pelo IEFP.

Para inscrições ou mais informações por favor contactar Dra. Susana Oliveira ou Dra. Susana Nogueira ou realizar a inscrição online através do site http://www.formaconde.com/

quinta-feira, 14 de junho de 2007

II Congresso de Educação a Distância dos Países de Expressão Portuguesa

O objectivo desta iniciativa é a divulgação do elearming, enquanto ferramenta de formação entre a comunidade de operadores de formação profissional e formadores dos países lusófonos.
Trata-se de uma iniciativa inteiramente gratuita apenas necessitando de inscrição prévia aqui: Inscrição!
Para participar no evento torna-se necessário dispor de um acesso à Internet, microfone e colunas ou headset.
A organização do Congresso, conta com a colaboração da DeltaConsultores, AULAVOX, Associação Brasileira de Educação a Distância, Panamanbi EAD, Pt-Inovação, Universidade Católica e Centro Nacional da Qualificação dos Formadores do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Os CNO e o Plano Nacional para a Leitura

Uma das competências dos CNO é sem dúvida, estimular os adultos para a leitura e para o "regresso" aos livros. Pensamos que uma boa iniciativa pode passar por desenvolver actividades ou participar em projectos já existentes no âmbito do Plano Nacional para a Leitura.



« O Plano Nacional de Leitura tem como objectivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos nossos parceiros europeus.
É uma iniciativa do Governo, da responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, sendo assumido como uma prioridade política.
Destina-se a criar condições para que os portugueses possam alcançar níveis de leitura em que se sintam plenamente aptos a lidar com a palavra escrita, em qualquer circunstância da vida, possam interpretar a informação disponibilizada pela comunicação social, aceder aos conhecimentos da Ciência e desfrutar as grandes obras da Literatura.»
Conheça as iniciativas aqui: Plano Nacional para a Leitura

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Uma excelente prática!

No âmbito da estratégia da introdução de «Cartas de Qualidade» ou principios de Qualidade aos CNO que em breve serão postas em prática, surgiu uma ideia num CNO que me parece ser uma excelente «boa prática» e que, com o devido tempo e com as devidas adequações poderá ser posta em prática. Falamos na certificação pela Qualidade do CNO. Quem o faz? Como é feito? Veja aqui: APCER

terça-feira, 12 de junho de 2007

Anúncio Financiamento - CNO - POEFDS

Aviso de Abertura de Financiamento para Horas de Formação no âmbito do processo RVCC.
Clique na Imagem para saber mais informação:

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Boa Utilização do Moodle para a àrea de TIC

Um formador de TIC, integrado no projecto RVCC, desenvolveu um conjunto de recursos on-line de apoio aos adultos para o nível B3. Aqui fica o site. Parabéns pela iniciativa e pela qualidade dos recursos ali apresentados. Visite aqui: TIC RVCC.

Notícia - Os 250.000 inscritos...

«O Programa Novas Oportunidades tem já 250.774 inscritos, segundo dados do Governo, apresentados esta quarta-feira em conferência de imprensa conjunta dos Ministérios do Trabalho e Solidariedade Social e da Educação.
Este número representa 7,5 por cento da população activa portuguesa que não tem completo o ensino secundário.
A meta do Governo, no médio prazo, é atingir um milhão de inscritos em 2010.
«O balanço é, para já, bastante positivo», reconheceu o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, acrescentando que, no entanto, «esta iniciativa depende da adesão das instituições públicas e privadas e dos portugueses e das portuguesas».
Já para a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, «o Ministério do Trabalho enfrenta um enorme obstáculo: o abandono e o défice escolar que, no caso dos adultos, tem a ver com uma perspectiva histórica e, no caso dos mais jovens, com o número significativo de 500 mil com menos de 24 anos que não concluíram o ensino básico nos últimos dez anos».
De acordo com o Governo, o programa Novas Oportunidades já levou à criação de 500 novos cursos profissionais que absorveram 15 mil jovens e a novos cursos de ensino básico para outros 10 mil.
Já para os adultos, a ministra da Educação refere que os resultados «são bastante animadores»: além de 170 centros de avaliação de competências, o programa tem apostado na orientação da formação profissional para ofertas de dupla certificação e na criação de referenciais de competências aprovadas.
O Programa Novas Oportunidades celebrou, entretanto, 477 protocolos com empresas e outras entidades, abrangendo mais de 100 mil activos empregados. O Grupo Amorim, a Unicer, a PSP, a GNR e as Câmaras Municipais são algumas das entidades aderentes.»
Fonte: Agência Financeira

domingo, 10 de junho de 2007

Livro Recomendado

«Concebido e desenvolvido num tempo social e profissional dominado pela urgência da intervenção formativa, este trabalho tem como objectivo central pensar e problematizar a formação de adultos. Com esta intenção, este livro aborda alguns elementos conceptuais de formação e de adulto, articulados com aspectos sustentados pela sociologia das profissões, nomeadamente o importante papel das trajectórias de vida na construção das identidades e das narrativas profissionais.»

sábado, 9 de junho de 2007

Testemulho de um Profissional RVCC...

«Em Maio de 2002, entrei como Profissional de RVCC (...) onde me deparei com o desafio de trabalhar no âmbito da Educação e Formação de Adultos. (...) A prioridade do nosso trabalho sempre se centrou nos adultos que até a nós se dirigiam e que não possuíam a escolaridade obrigatória (9º ano) e com os quais me enriqueci. As histórias de vida que me foram confiadas continham saberes encobertos, não explorados e experiências não valorizadas, tendo sido fascinante, como Profissional de RVCC, ter contribuído para que as potencialidades de cada adulto tenham emergido e se multiplicado. O Júri de Validação e Certificação, onde tanto aprendi com os Avaliadores Externos, constituí o momento mágico do Processo de RVCC, onde o adulto através do seu Dossiê pessoal, designado frequentemente como um tesouro, um livro de vida, mostra o trabalho realizado e o seu percurso. Neste momento, sonhos se tornam realidade e o adulto acredita que realmente foi capaz, desejando muitas vezes ir mais longe, alcançar um futuro melhor após a obtenção da Certificação. (...) Actualmente, a minha história de vida transportou-me para outro caminho, mas o respeito pelos adultos que tive a oportunidade de acompanhar e a admiração e o carinho por toda a equipa do Centro RVCC (...) perdurará para sempre.»
Sara Alves, Profissional de RVCC

Um Testemunho de um Adulto...

«Quando iniciei o processo RVCC, tinha só como objectivo obter a equivalência ao 3º ciclo.No início, estava um pouco perdida, não tinha ritmo para estudar, não sabia bem por onde começar. Senti a necessidade de frequentar as sessões de apoio para compreender melhor os trabalhos que me davam para fazer em casa. Esses trabalhos eram sobre Linguagem e Comunicação, Matemática para a Vida, Cidadania e Empregabilidade e Tecnologias de Informação e de Comunicação. Nessas sessões comecei a sentir-me mais segura e a gostar cada vez mais de aprender a aprender. Foi graças aos formadores que o meu interesse aumentou gradualmente. Estiveram sempre disponíveis para me ensinarem e esclarecerem as minhas dúvidas. Passei a ler e a escrever mais e interessei-me por programas de televisão que me elucidassem sobre certos temas. Agora, sinto uma grande necessidade de continuar a evoluir. Brevemente começarei a frequentar um curso de informática e tenho outros projectos. Apesar de já ter cinquenta e oito anos, afirmo com grande convicção que nunca é tarde para aprender, nunca é tarde para começar!»* Marília Torres

sexta-feira, 8 de junho de 2007